Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

31
Dez 05
Chegados ao último dia do ano, ainda há tempo para o destaque da última referência da vida aveirense, com destaque no Já Agora de Júlio Almeida e no Notícias de Aveiro: A aprovação das Opções e Orçamento para 2006.
A aprovação teve os votos a favor do CDS e do PDS, a abstenção da bancada Socialista e os votos contra do BE e CDU .
Curiosa foi a posição socialista da AM em relação ao orçamento, diferente da votação contra da vereação socialista do executivo. Assumir responsabilidades ?!
Bem como o facto de não se coibirem de apresentar propostas no sentido de 'ajudarem' o executivo a ultrapassar um ano que, como referiu o Dr. Élio Maia, vai ser extremamente difícil e trabalhoso, como as avançadas pelo deputado Dr. Raúl Martins.
É uma questão de heranças. Para o bem e para o mal.
Acabou-se a 'romaria' das considerações orçamentais (que inundaram alguns espaços da blogosfera local). Estão lançados os 'dados' para se arregaçar as mangas e trabalhar.
P'ró ano o relatório de gestão efectuará a primeira análise.
publicado por mparaujo às 13:42

Para todos os amigos, para os menos amigos e para aqueles que 'nem uma coisa, nem outra'.
Aos que aqui comentaram e aos que apenas espreitaram. Um FELIZ 2006!
Actualização
Descoberta deste execelente provérbio chinês.
"Há três coisas que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida."
Bom 2006!
publicado por mparaujo às 00:14

30
Dez 05
A campanha de Mário Soares tem-se puatado, essencialmente, por duas linhas de intervenção e objectivo:
1. Garantir uma segunda volta, por isso atacar constantemente Cavaco Silva, mesmo de forma incoerente e irracional (e que se tem mostrado infrutífera).
2. Queixar-se da falta de destaque e oportunidades na e da comunicação social.
Este último ponto revela a sustentabilidade da sua campanha e revela igualmente um candidato queixinhas.
Ver o que descobri (por acaso) via Blasfémias neste desconhecido (para mim) blogue AQUI e AQUI.
Extremamente interessante e ilucidativo.
publicado por mparaujo às 23:42

O Dr. Raúl Martins, esqueceu-se de abrir todas as suas prendinhas!
Algumas ficam para o 'Dia dos Reis' (vulgo as Janeiras):
Mesmo antes do natal, aumentaram as taxas de juro.
Também a partir de Janeiro:
Aumenta a tarifa doméstica e industrial da Electricidade.
Aumenta o Imposto Automóvel (IA).
Aumenta o Imposto sobre os produtos petrolíferos (aumenta os combustíveis).
Aumentam os transportes.
Aumenta o pão.
Mas também há prendas de diminuição, como por exemplo, o poder de compra.
Afinal havia mais prendas... por abrir.
publicado por mparaujo às 00:40

29
Dez 05
É o título e refrão de uma conhecida música de Jorge Palma .
Mas é também a forma como classifico a opinião de Mário Soares e de Manuel Alegre sobre a solicitação, por parte dos sindicatos, da intervenção do PR no tema 'salários da função pública'.
A mera sugestão de Cavaco Silva sobre a criação de uma secretaria de estado ligada ao investimento estrangeiro em Portugal, revelou-se num frenseim descontrolado e irracional por parte das candidaturas de esquerda. Tal sugestão do Prof. foi imediatamente apelidada de intromissão governativa e de 'atentado constitucional'.
Porém as duas candidaturas de eleitorado socialista, não tiveram a coragem política de afirmar que uma eventual intervenção de Jorge Sampaio seria uma grave intromissão na esfera governativa.
E não o fizeram por duas razões claras e incoerentes com o que até à data sempre afirmaram:
1. O PR tem que ser, obviamente, interventivo e capaz de interpelar as acções governativas, por forma a garantir o desenvolvimento estruturado da sociedade portuguesa.
2. As duas candidaturas não tiveram a coragem política para confrontarem o actual governo e declararem que já basta de sacríficios para a função pública, que existem outras medidas efeicazes para garantir um melhor controle da despesa pública e que aos funcionários públicos não tem que caber a responsabilidade de pagar, sistematicamente, a 'factura'. E não o fizeram porque tal significaria o confronto com a sua estrutura de apoio eleitoral. Tal demonstra que, afinal, as suas candidaturas de supra-partidário e independente têm muito pouco. Muito pouco mesmo.
publicado por mparaujo às 23:08

28
Dez 05
Nutro respeito, consideração e afastamento político pelo Dr. Raúl Martins e, nomeadamente, pela sua Margem Esquerda (da qual sou padrinho de batizado).
É com gosto que aqui recebo os seus comentários (escassos, obviamente, pelo tempo de dedicação ao seu blog) e com igualável apreço acolhe as críticas que por lá vou deixando. É o pluralismo e a democracia.
É o que entendo por verdadeiro espírito do blog que felizmente vou trocando com outros ilustres da blogosfera local (casos da Politika Pura de JPD, das Notas do João Oliveira, no Ceboleiros&Cagaréus e outros, para além dos que se situam fora da esfera aveirense como, por exemplo, Amor e Ócio, Cibertúlia e Origem das Espécies) e que sinto que o anonimato prima em estragar e 'ferir'.
Assim a minha homenagem a este post interessante na Margem Esquerda, do qual transcrevo o meu comentário lá colado.
"É isto que a democracia e o repeito pelas pessoas (obviamente as que o merecem) tem de positivo.Vergo-me perante tão eloquente post.Parabéns.
E tenho a certeza que o dr. Élio, a seu tempo, como o provou na última AM, dignamente informará o que tiver que acrescentar.
Assim vale a pena olhar e pensar a política aveirense."

Assim vale mesmo a pena...
publicado por mparaujo às 23:40

As recentes declarações de Cavaco Silva sobre a hipotética secretaria de apoio ao investimento estrangeiro em portugal, parecem ter desenfreado uma alergia esquerdina, contangiante e frenética.
Para quem depende politica e directamente do governo, do partido do governo e dos outros partidos que apoiam as candidaturas de esquerda (excepção honrosa para Manuel Alegre) - veja-se os orçamentos das respectivas candidaturas - as palavras de Cavaco Silva foram recebidas como "maná celeste", numa pré-camapnha pobre de ideias e vazia de propostas válidas para o país.
Quem legitimou as referidas candidaturas de esquerda, para em nome de muitos portugueses (pelas recentes sondagens, mais de metade, isto é, a maioria) vir afirmar que o que portugal precisa é de um presidnte 'não-faz-nada', estático, indiferente, mudo e não interventivo?! E porque não dizê-lo, interferindo (no sentido crítico) com as acções governativas e legislativas?!
É essa uma das razões porque muitos, mesmo muitos, dos portugueses já elegeram o seu candidato.
À falta de emoção na campanha, que a quadra natalíca esmoreceu, a obsessão pelo provável vencedor presidencial, continua a mostrar uma esquerda sem conceitos e argumentação válida e sustentável. Com um aspecto novo: desta vez unida nas críticas a Cavaco Silva (aliás a sua única união).
Que legitimidade na argumentação de interferência governativa na simples sugestão de cavaco silva, têm os candidatos de esquerda?
Soares foi a denominada 'força de bloqueio' ao governo de Cavaco Silva. Um mero exemplo, a não aceitação da orgânica do governo de Cavaco Silva em 95, quando este propôs o nome de Fernando Nogueira para vice-primeiro ministro.
Manuel Alegre dissolveria a assembleia (provocando a queda do governo e novas eleições) se o governo legislasse no sentido de privatizar as àguas.
Louçã e Jerónimo, nada mais fizeram até à data, nesta campanha, do que criticar as acções do governo socraísta.
Já o actual PR, não interferiu na esfera governativa aquando da demissão do ministro António Vara (para sermos pluralistas e não facciosos) ou da aprovação dos orçamentos para 2005 e 2006, com directrizes muito específicas para o governo?!
Uma simples sugestão de Cavaco Silva, sustentada em exemplos europeus, é uma interferência governativa, ou como alguém apelidou de 'golpe constitucional'.
Felizmente já vão longínquos os tempos em que o eleitorado não pensava... 'rebanhava'!
publicado por mparaujo às 22:45

27
Dez 05
Ganhei eu e ganharam outros companheiros da blogosfera. Que belo vinho - Bairrada 90, medalha de ouro, caves Barrocão.
De forma democrática, lá fui receber o meu prémio, à Assembleia Muncipal de ontem.
Da Margem Esquerda do Dr. Raúl Martins (independentemente do afastamento da minha margem mais à direita) recebi cordial e respeitosamente o devido prémio, por ter 'alcunhado' o seu blog de visita diária e obrigatória. Para além do prazer de o ter conhecido pessoalmente.
E porque em política raramente há inimigos, mas normalmente adversários (para além de muitos amigos)...
E porque vivemos numa cidade que não pode perder o seu carácter democrático...
Fica o meu agradecimento público e a promessa de que, respeitosamente, não deixarei esfumar o agradável espírito do contraditório.
publicado por mparaujo às 22:17

Por muita tinta e polémica que o assunto trouxe à praça pública aveirense, de facto foram mais asvozes que as nozes!
O dever institucional cumpriu-se e o Presidente da CMA explicou o que era devido à Assembleia Muncipal.
Mais, confirmou-se que as contas da câmara (voltando a repetir-me) tem razões que a razão política e financeira desconhecem. A unanimidade alcançada nesta assembleia para a necessidade de uma auditoria externa às contas da edilidade, mostram um quadro que se me afigura bastante negro. À parte das irreverentes e criativas 'estórias' do Dr. Raúl Martins na sua margem, o trabalho do responsável financeiro da cma acaba por ser, de facto, eloquente.
Aguardemos pela continuidade deste debate importante para o desenvolvimento de aveiro e pelo resultado prático das GOP's e Orçamento para 2006, através da sua aplicabilidade por parte do executivo durante o próximo ano.
publicado por mparaujo às 22:03

Tem lógica!

A tão badalada gripe das aves afinal tem uma explicação lógica e simples: no Japão este foi o ano do GALO!
A tão anunciada continuidade da crise económica e social em portugal para o próximo calendário sazonal, tem igualmente base científica: sai o galo, entramos num ano CÃO!

Mais simples não há!

publicado por mparaujo às 21:17

26
Dez 05
A 26 de Dezembro de 2004, ainda muitos de nós desembrolhávamos os últimos presentes (o último par de meias e o lenço de bolso), assistiamos horrorizados às imagens que nos chegavam das costas asiáticas.
Passado um ano o balanço continua supreendente e enigmático: 230 mil mortes e 40 mil desaparecidos.
O mar dá (sustento, divertimento, beleza)... o mar tira!
A força da natureza!
publicado por mparaujo às 00:47

25
Dez 05
Um excelente postal de natal que me foi enviado por mail, por sinal por um benfiquista. É o espírito natalício (para o bem e para o menos bem)!.
publicado por mparaujo às 23:30

Entre rabanadas, filhós, o bacalhau e ‘roupa velha’ e o ‘santo etílico’, absorto pelo espírito natalício, apraz-me desmistificar e esclarecer alguns mal-entendidos ou dúvidas.
À parte os aspectos técnicos e políticos do orçamento para 2006, tem existido alguma turbulência na vida aveirense dos últimos dias, face à polémica centrada nas “ausências, presenças e desistências” no seio do executivo camarário.
Entre o que por aqui já referi; o que comentei nas Notas do JMO e o que igualmente fui referindo na Margem do Dr. Raul Martins, surgiram alguns ‘coments’ (obviamente) anónimos a referir a minha suposta posição facciosa e presumível justificação para a ausência do presidente da câmara na reunião extraordinária do executivo para aprovação das GOP’s e Orçamento para 2006.
Desmistificando e esclarecendo...
1. Já o referi: as GOP’s e Orçamento é um dos mais importantes documentos camarários (a par do relatório de gestão anual).
2. Não tenho que justificar ou criticar ausências ou presenças do presidente ou de qualquer membro do executivo (isso caberá ao próprio executivo ou assembleia municipal). Nem, como munícipe, esse facto poderá preocupar-me, desde de que não seja posta em causa a gestão e o desenvolvimento de Aveiro.
3. Quando referi a ausência da Eng. Lusitana na mesma reunião, não pretendi colocá-la no mesmo ‘patamar’ do Dr. Élio. Apenas destaquei o facto de aquela ser a oportunidade para a oposição ser verdadeiramente oposição (porque em minoria). Aliás, como referiu o Dr. Raul Martins na sua margem, existia a inevitável relação com o exercício do cargo nessa área, no mandato anterior. Para além disso, parece-me inquestionável o facto de a verdadeira ‘prova de fogo’ da maioria estar consignada ao debate na AM de amanhã.
4. Curiosamente repare-se que o documento foi aprovado com 4 votos favoráveis e 3 votos contra. Imagine-se o que seria se a reunião contasse com a presença de toda a oposição?!
5. Por último, o que escrevi sobre a questão das ausências apenas realça o facto de, face à importância da aprovação do documento, as razões têm de ser suficientemente válidas. Tão simples quanto isto.
Quanto ao documento das GOP’s e Orçamento, é curioso o facto de que, enquanto no ‘segredo dos deuses’ muitas críticas se avolumaram. Após a sua ‘aparição’ pública muito pouco se ouviu. Cansaço ou falta de argumentação?!
Aguardemos pelo debate municipal, que se espera esclarecedor.
Faz-me lembrar uma frase em destaque no último romance de José Rodrigues dos Santos (“O Codex 632”): ‘O tempo revela a verdade’ (de Séneca em Da ira).

publicado por mparaujo às 22:30

22
Dez 05
Sou assumidamente democrata-cristão.
E sou assumidamente democrata, no sentido lato e na essência do significado político do termo.
E..
Estou envergonhado!
Radicalismos são, a todos e quaisquer níveis, reprováveis. Sejam eles da direita ou da esquerda.
Radicalismos, autoristarismos ditatoriais, totalitarismos, etc.
Numa época em que o terrorismo é um dos 'flagelos' da humanidade, ouvir as palavras do responsável máximo do CDS.PP afirmando que o terrorismo "é o último dos filhos" do comunismo ou que o terrorismo tem origem numa deriva totalitária extremista e cruel cuja raiz de pensamento é de Esquerda, é grave, é anti-democrático, é triste e é reprovável.
Para quem ainda há bem pouco tempo lembrava a memória saudosa do 'nosso' Adelino Amaro da Costa, nem este (que viveu a experiência do cerco esquerdista a um congresso do cds) se 'atreveria' a tão catastrófica afirmação.
Não temos que ter a mesma visão do Homem, da Sociedade, da História e da Política. Temos é que ter o bom-senso de não 'cairmos' em discursos excessivos e disparatados.
Enfim... lamentável!
publicado por mparaujo às 21:39

21
Dez 05
Para todos os amigos, para os menos amigos e para aqueles que 'nem uma coisa, nem outra'.
Aos que aqui comentaram e aos que apenas espreitaram. Um FELIZ NATAL.

publicado por mparaujo às 23:51

A Câmara (entenda-se executivo camarário) optou, e bem, por colocar no sítio oficial o documento das Opções e Orçamento (a par com a insistência do caríssimo JMO), permitindo, deste modo, que os municípes dissipem as suas dúvidas (ou não!).
No seguimento desta valiosa opção, entendo que existem ainda falhas importantes no relacionamento com o município e o compromisso de transparência, tão focado durante as eleições autárquicas: era um excelente serviço público prestado a Aveiro que as actas (não as agendas, que pouco interesse e significado têm) das reuniões do executivo fossem tornadas públicas com maior celeridade, por exemplo, ao fim de uma semana; ou seja durante o intervalo de duas sessões. Nem que seja em minuta e ressalvando-se o facto de as mesmas não serem vínculativas (apenas o teor do original ou extratos certificados). O que não me parece fazer sentido é, por exemplo, o que se observa neste momento: (à data de hoje) a acta mais recente refere-se à reunião ordinária n.º 42 de 21-11-2005. Isto é: um mês!
Seria um passo extremamente importante a renovação da comunicação e imagem da Câmara.
publicado por mparaujo às 23:27

20
Dez 05
não serve para nada! Não pode fazer nada! Não pode alterar nada! É este o conceito que o Dr. Mário Soares tem para a sua candidatura presidencial!
Sem ideias, sem conceitos!
Fala do passado, não fala do passado, mas não fala de mais nada!
É pobre esta candidatura. Não existe nenhum conceito coerente nas posições do Dr. Mário Soares. E à falta destas, resta-lhe os ataques, raramente eficazes e concisos. Aliás muito fraquinhos e muito pouco coerentes. Não é por posições autoritárias, achar-se dono da verdade ou demagogias vâs que se marcam posições. Mário Soares está claramente desesperado.
Cavaco Silva foi primeiro ministro. Mário Soares também. Ambos tiveram o seu período executivo e ambos foram julgados em sufrágio.
O que está em causa é o papel e a eficácia do PR para o desenvolvimento de Portugal.
E aqui, Cavaco Silva tem um papel capaz para ajudar Portugal a ser maior.
Não posso ser imparcial. Não tenho que ser imparcial. Tenho as minhas ideias e sei julgar. Não julgo pessoas, mas sim projectos e conceitos. São as minhas opções.
E para mim está tudo claro... Não restam dúvidas!
(Actualização)
Ver Diário Notícias Aqui e Aqui!
publicado por mparaujo às 22:05

Isto é algo de inédito e de extraordinário (infelizmente pelos piores argumentos).
Á semelhança das razões (que presumo suficientemente válidas) das ausências do Dr. Élio, há outras razões que a razão e a lógica políticas desconhece.
Pessoalmente, reconheço capacidades profissionais, de carácter e ética no desempenho camarário da Eng. Lusitana Fonseca (sem a conhecer particularmente). A ponto de, neste espaço, ter expressado a coragem política deste executivo em manter a sua liderança na Aveiro Digital (projecto que criou e desenvolveu).
Foi por isso, com particular espanto, que li numa das Notas de JMO o seu pedido de suspensão de mandato do cargo de vereadora. O filme repete-se '(e na mesma sala)': Alberto Souto, Eduardo Feio, renúncias pelo meio, Pedro Silva (ilustre vencedor das eleições para a Rota da Luz) e agora Lusitana Fonseca. É muito... é exagerado... é politicamente incorrecto!
Para muitos (principalmente do PS local - acrescido das suas polémicas internas) que criticavam a capacidade política e executiva da maioria da câmara, fica a 'responsabilidade'(!) de explicarem à cidade e principalmente em quem, acreditando numa continuidade, votou num projecto que agora se vê cada vez mais defraudado e fragilizado! De certeza que os votos socialistas não foram direcionados para uma lista de suplentes (por mais respeito que os mesmos mereçam).
Acredito, muito sinceramente, que razões muito válidas estarão na base desta opção da Eng. Lusitana.
Aliás, vou mais longe... Porque 'carga de água' teria a Eng. Lusitana Fonseca de assumir (praticamente) sózinha as responsabilidades políticas e eleitorais que outros recusaram?!
Apesar de politicamente não me sentir nada afectado por esta situação (antes pelo contrário), reconheço que democraticamente Aveiro ficou muito pobre. Muito mesmo!
O desempenho autárquico, apesar da derrota eleitoral, merecia mais esforço e responsabilidade socialista.
Eis uma das razões porque a ligação entre a política e o comum dos mortais está cada vez mais longe e mais afastada!
(Rever Aqui!)
publicado por mparaujo às 19:38

19
Dez 05
Embora não exercendo a profissão de professor, por força da actividade de treinador de basquetebol, lido há 15 anos com muitos jovens entre os 11 e os 19 anos.
E como a modalidade tem o carisma próprio de ensinar e educar, todas as vivências e 'turbulências' passam pelo espaço do treino e dos jogos, nos melhores momentos e nos menos bons.
E quão diferentes são os anos que passam. Quão diferentes são os jovens de hoje comparativamente com os de há 15 anos.
Melhores?! Piores?! Não sei... mas diferentes, seguramente!
Defierentes no dia-a-dia, na vivência familiar, no sentido colectivo, na escola.
Escola que vive hoje momentos muito inquietantes.
Já não bastavam as questões relacionadas com os aspectos curriculares e pedagógicos, para a escola se tornar um 'espelho', pelos piores argumentos, duma sociedade juvenil revoltada e descaracterizada.
Os professores deixaram de ser referência educacional... são 'papões'.
Os intervalos deixaram de ser espaços livres e de socialização... são campos de batalha.
Já não há 'furos/feriados' que se possam "comemorar".
Os(as) 'continuos(as)' já não são os 'amigos mais velhos' de algumas brincadeiras ou confidências... são 'controladores', vigilantes, guardas.
A escola virou 'de pernas para o ar'.
Hoje agride-se; tortura-se psicologicamente; chantagia-se... sejam colegas, funcionários e (imagine-se) professores.
E a questão não passa só pelas escolas urbanas e públicas dos grandes centros como Lisboa e Porto. Também Aveiro, infelizmente, faz parte do mapa escolar português, por estas razões.
Só quem não lida com adolescentes e jovens de algumas escolas de aveiro, esgueira e doutras freguesias é que desconhecerá esta realidade cada vez mais preocupante.
Não é uma questão de dramatismos. É uma realidade que não convém esconder, mas prevenir.
A escola não pode alhear-se do meio que a rodeia, como não pode substituir a família. Tem que ser nestas três vertentes que a solução destes problemas tem que ser eficaz: melhorar a familia, a sociedade e a escola.
Com a intervenção de todos.
publicado por mparaujo às 22:32

18
Dez 05
um post sobre o tema muito interessante do público de hoje Domingo - 18.12.05: A violência escolar!
O problema é que este inverno seco, meio frio, meio solharento, cria outras alternativas:entre um salto a braga no sábado, terminei o desfolhar de 'Um céu demasiado azul' de Francisco José Viegas, o descobrir Carlos Ruiz Záfon em 'A sombra do vento' (já a meio) e ainda os primeiros parágrafos de um senhor cá do burgo (no que me parece um interessante trabalho técnico "monográfico") 'Jornais e jornalistas na GAMA' de José Carlos Maximino.
publicado por mparaujo às 23:57

Prevalecendo o 'bom senso' em relação ao assunto, depois do que Aqui referi, transcrevo o comentário que me 'atrevi' a realizar ao interessante post do Dr. Raúl Martins na sua Margem Esquerda.(Actualizado Aqui)
 
"Felizmente alguém, embora reconhecidamente crítico, vem colocar ‘bom senso’ neste alarido desmedido à volta de um número curioso, polémico, interessante, ‘quiçá’ real ou não!
Já não me sinto sozinho. E mais realce tem este seu post, porque demonstra um carácter democrático interessante. Apesar de crítico quanto ao executivo (ponto de vista obviamente contrário ao meu) não deixa de sublinhar aspectos comuns a meus comentários e ‘post’ no meu blog.
Deixando para o caro doutor a árdua tarefa da análise e explicação técnica que um documento desta natureza acarreta do ponto de vista económico-financeiro (algo a que estou, comparativamente, em clara desvantagem), entendo que as criticas já proferidas por muitas vozes (à excepção da minha) discordantes teriam mais sentido se as mesmas tivessem sido realizadas após o conhecimento público das opções do plano que definem os objectivos e os princípios de gestão para o próximo ano camarário. Aguardemos.
Não me revejo no que o Dr. Raúl Martins afirma nos seus pontos 2 e 3. Penso que as primeiras explicações públicas deste documento devem ocorrer na AM, quer pela parte do sr. presidente, quer pela parte do responsável financeiro da autarquia. Daí que acho não fazer muito sentido que o Dr. Miguel Capão Filipe tivesse que expressar qualquer declaração de voto sobre o orçamento. Muitas vezes recordo uma velha expressão, com todo o devido respeito: ‘cada macaco no seu galho’.
Este documento agora aprovado (e já tão polémico) considero-o, pessoalmente, revestido da maior importância para o município (eventualmente a par com o relatório de gestão). Mas, como o caro doutor faz referência, também entendo que esta relevância é-o tanto para a maioria, como para a oposição. Daí que tenha referido no meu espaço que acredito numa justificação por ‘razões muito ponderadas’ (usando expressão sua) para as ausências do sr. presidente e da eng. Lusitana Fonseca. Permita-me uma ligeira distinção nas situações. Embora o presidente do executivo seja o responsável máximo pela gestão camarária, entendo que, face à posição maioritária, o seu papel deva ser mais relevante na apresentação pública à AM e ao município, do que na sua aprovação. Infelizmente para quem está na oposição, este parece-me ser o momento mais apropriado para, se for caso disso, apresentar as críticas e opor-se à sua aprovação (mesmo que na prática impossível).
Por último, quando refere a existência de ‘mais pontos prévios para analisar’, permita-me o desafio: foi referido pela vereação da oposição que achavam curioso o facto de a maioria dos projectos englobados no documento em causa, transitarem do mandato do dr. Alberto souto. Como não vejo nisso nada de politicamente constrangedor, desde que os mesmos sejam válidos para Aveiro, não percebo porque a oposição não se absteve (já para não dizer votar a favor) ou não impediu (se regulamentarmente possível) a discussão e votação do documento, pelo pouco tempo para a sua análise, apesar da justificação dada para o atraso na sua elaboração.
Solidariamente aliviado pelo seu desentupimento.
publicado por mparaujo às 00:58

15
Dez 05
Ainda há bem pouco tempo (rescaldo das eleições autárquicas) muitas vozes vaticinavam a eventualidade (para alguns - a certeza) de Aveiro se transformar num marasmo e parar no tempo. E agora que o executivo se propõe criar condições para que a cidade e o concelho se tornem mais desenvolvidos, as críticas voltam a mostrar-se.
Como dizia o ditado: "preso por ter e preso por não ter"!
Que constrangimento político existe (qual calamidade pública) na continuidade de projectos válidos para Aveiro, só pelo facto de os mesmos transitarem do mandato anterior? Alguém de bom senso estaria à espera que este novo executivo apresentasse, em tão curto espaço de tempo, todo o seu projecto para a cidade e o concelho?! Não restam ainda quatro anos de gestão?!
Para quê criar uma tempestade política quando não se conhece (na totalidade ou superficialmente) o documento, sem aguardar as devidas explicações do seu conteúdo?!
Conhecem-se os investimentos e a sua aplicabilidade?
Sabe-se qual a transferência de competências para as juntas de freguesia?
Que projectos estão definidos? Como executá-los, do ponto de vista prático e orçamental? Qual a sua sustentabilidade?
Que 'fatia do bolo' cabe à recuperação financeira e ao saneamento das dívidas?
Se se pretende Aveiro vivo e desenvolvido, porquê tanta incerteza e surpresa? A Assembleia Municipal já se pronunciou?
Se se mantiver a promessa do rigor na gestão orçamental, estão criadas as condições para melhorar e desenvolver a nossa qualidade de vida!
O resto é supérfluo e excedentário. Demagogia política e analítica.
Outro alarido, à falta de argumentações, foi originado pela ausência do presidente da câmara na reunião.
Se o Presidente faltou terá tido razões óbvias. Não faz qualquer outro sentido outra argumentação. A razão da ausência tem, logicamente, de ser justificativa face à importância do acto.
Por outro lado, sendo importante a aprovação deste documento contando com a presença do presidente (responsável máximo pela estrutura camarária), não deixará de ser igualmente relevante a ausência da figura mais experiente (porventura mais importante) da oposição, neste importante momento - pelo menos no exercício do direito à contraposição! E sobre este facto nada ouvi dizer!
O orçamento e o planeamento de projectos são determinantes para o desenvolvimento e imagem de Aveiro. Que sejam julgados no final da sua aplicabilidade.
publicado por mparaujo às 23:58

Li, com excepcional deslumbramento e estupefacção, Aqui no CM, que Gonçalo da Câmara Pereira vice-presidente do Partido Popular Monárquico (PPM) , anunciou a intenção de se candidatar à Presidência da República.
Quão paradoxal é o sentimento que me ocorre. Um Monárquico na presidência da República?!
Quantas voltas deu já D. Afonso Henriques no túmulo!
Já agora, D. Duarte esteja à vontade, não se acanhe, avance também. Esta sim seria uma verdadeira candidatura supra-partidária!

publicado por mparaujo às 22:31

14
Dez 05
Independentemente de sermos ou não pais e, em caso afirmativo, de filhos mais ou menos crescidos, há notícias e realidades do dia-a-dia que mexem connosco, sem 'lamexices', que têm objectivamente de merecer destaque, tão ou mais importante que presidencialismos, politiquices ou futebóis.
É grave, muito grave, que um ser, neste caso um bebé de semanas de vida, seja brutalmente agredido, sem qualquer tipo de auto-defesa possível (ver Aqui e Aqui).
Paradoxalmente, não bastando a gravidade de uma situação que, infelizmente, se vai transformando em normalidade neste rectângulo luso, li a notícia (Aqui) do encerramento da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens do Porto Ocidental. É uma opção clara no não combate social e judicial a este flagelo da nossa sociedade.
A desorientação, a falta de acção social e o problema grave da justiça que o desgoverno socraista nos vai habituando.
Venha a OTA e o TGV desajustado.
publicado por mparaujo às 23:34

Foi dos meus primeiros 'post', neste recente espaço. Aqui referi o facto de termos um túnel (para além da cidade) a meias. Metade aberto, metade fechado, os acessos por estruturar...
Finalmente, a luz ao fundo do túnel.
Segunda feira é dia de túnel total. Um princípio...

publicado por mparaujo às 23:30

Zangaram-se as comadres... Salvou-se a agitação!
Num debate onde nada se extraiu de concreto e positivo, Manuel Alegre aguentou a pressão de um Mário Soares que não consegue ser claro, conciso e coerente. Caindo inúmeras vezes em contradições graves, em superficialidades e frases/conceitos banais. Não se consegue ouvir uma proposta concreta, válida e racional.
Aliás para Mário Soares, o PR não pode fazer nada de positivo e válido, a não ser falar, falar, falar. E como falar demasiado trás riscos acrescidos, como não dizer nada que tenha valor, provavelmente para Mário Soares uma das vantagens de se ser Presidente é poder viajar... e muito!
Manuel Alegre foi mais claro. Mais realista e demonstrou estar positivamente descolado da cúpula socialista, sem deixar de usufruir desta faixa eleitoral.
Metade do debate para a critica mútua face a duas candidaturas emergentes do PS. Um terço para nada dizerem de substancial e o outro terço para Mário Soares voltar à amnésia que o sobressalta nos momentos decisivos: não voltar a falar de Cavaco! Por isso é que perdeu muito tempo a falar do seu pesadelo que não o deixa (já nesta altura) dormir descansado.
À falta de argumentos, sonha-se com ilusões!

publicado por mparaujo às 22:54

13
Dez 05
Quer no cinema, quer na vida real (política) Arnold Schwarzenegger não deixa de ser medíocre no seu papel.
Extreminação implacável de um candidato a prémio nobel.
Perdeu-se uma oportunidade única de vencer a pena de morte!
Politica à Hollywood!
publicado por mparaujo às 22:37

Manuel Alegre não resitiu à pressão. Não consegui fixar eleitorado à sua esquerda, no debate com o candidadto do BE - Francisco Louçã. este consegui liderar e conduzir o confronto como bem quis.
Manuel Alegre sentiu-se preso à sua condição socialista (com ou sem apoio da máquina partidária). Curiosamente mostrou-se 'frágil' nos conceitos e propostas, não conseguindo ser alternativa às ideias do seu opositor.
Francisco Loução foi mais concreto, conciso e mais esclarecdor (embora isso não signifique ser melhor candidato!), não permitindo a Manuel Alegre penetrar na sua faixa eleitoral. Aliás, antes pelo contrário. Nas 'alegações' finais, Loução foi muito mais apelativo ao voto do eleitorado socialista do que Alegre aos bloquistas.
À margem, quem terá beneficiado com este 'sobressalto' do candidato 'poeta' foi o seu amigo/inimigo Mário Soares, que, sabendo-lhe dar ou não ordens, mesmo calado marcou pontos.
publicado por mparaujo às 22:26

Sou (a par com a costela beiramarista) portista convicto!
Sempre vi no Jorge Costa um símbolo vivo do Clube, um mito, pela sua dedicação, pelo seu profissionalismo...
Vejo, com pena e mágoa, a sua parida e a forma como finalizou no Porto a sua carreira.
Mas não se tenham ilusões. Não sejamos hipócritas.
Jorge Costa foi um grande jogador, um excelente profissional e um enorme portista.
Mas como treinador (independetemenet de noutra modalidade) tenho que perceber e acietar as opções do responsável técnico da equipa Co Adriaanse. E este não será, forçosamente, o mais responsabilizado pelo 'caso' Jorge Costa.
Em primerio lugar está o rendimento desportivo da equipa; em segundo o seu papel de contratado e o seu vínculo contratual com o clube e a sua direcção e por último a sua visão técnica do jogo e dos seus interpretes que é pessoal e por ela o único responsável.
Há que saber respeitar esta realidade.Porque situações destas são uma realidade no futebol, no desporto e na nossa vida em geral.
Como terminaram as suas carreiras o Eusébio, o Humnerto Coelho, o Paulo Sousa, o Pedro Barbosa, o Futre, o Chalana, etc., etc.?!
Ao sempre 'Capitão' muito boa sorte!
publicado por mparaujo às 22:13

Já referi neste meu espaço, a surpresa com a abdicação da responsabilidade eleitoral e política, que os candidadtos socialistas presentearam Aveiro e o seu eleitorado.
As eleições são um compromisso político e social, sendo claro que não existem vencedores e vencidos antecipadamente, por mais confiança que se tenha nos projectos e ideias que se defendem.
Se é um dierito o voto e a sua expressão um dever cívico, não deixa de ser importante o assumir responsabilidades pós eleitorais.
Nas autárquicas elegem-se deputados e vereadores, muitas vezes condicionando-se o voto a uma lista (de personalidades) capaz ou não.
Não faz sentido que se abandone uma cidade e um projceto só porque se perde.
Se foi tão importante a 'obra' feita e o 'trabalho' desenvolvido, não faz sentido que não se defenda a 'dama' e não se contraponham projectos diferentes. Virar as costas não só faz com que o passado se esvazie e se dê mais força a quem se nos opõe.
De 'fora', ao longe, na comunicação social, apenas quando nos sentimos 'ofendidos' ou 'beliscados', não me parace um sentido de oposição válido e coerente, de contestação crítica... serve apenas para alimentar 'invejas', 'fogueiras', 'fofoquices' e 'vender notícias'.
Sabe-se que mais um vereador socialista suspendeu o seu mandato (por 22 dias).
Razões válidas?! Provavelmente!
Dúvidas para o regresso?! Quem as não tem!
O que se sabe é que o eleitorado aveirense escolheu um novo executivo com base numa maioria da coligação eleitoral e numa oposição de quatro vereadores socialistas.
A certeza que existe é que o PS estás prestes a ter a necessidade de recorrer aos candidadtos suplentes para não defraudar, de vez, quem ainda depositava alguma esperança na continuidade.
É mau para a democracia!
É péssimo para Aveiro!
publicado por mparaujo às 21:54

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