Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

30
Jun 06
Terminou a azia governativa.
Terminou a má digestão política da direita, principalmente do cds/pp.
Terminou o incómodo da "pedra no sapato" de José Sócrates.
Apesar das muitas posições e afirmações polémicas, o governo perdeu um"peso pesado" da história política portuguesa.
É o preço da independência e da liberdade de compromissos partidários, que, normalmente com este fim, não se compadece com a agenda política governativa.
E isso, quer Freitas do Amaral, quer José Sócrates, deveriam ter sabida acautelar e prever. Teimosamente... não o fizeram.
As razões são de natureza pessoal (saúde).
Mas à parte disso, não deixa de ser curiosa foi a data "oportuna" da decisão: portugal vive a ansiedade da véspera do jogo com Inglaterra. Alguém se preocupa com o Ministério dos Negócios Estrangeiros?!
Alguém pena em Timor e na Austrália!
Alguém se lembra das caricaturas?!
Ainda se fala do perigo nuclear iraniano?!
Serão assim tantos os portugueses que pararam para reparar que houve alterações governativas?!
publicado por mparaujo às 22:19

28
Jun 06
O Ilustre Maréchal Ney tem aqui um excelente observação prática às declarações inqualificáveis do Sr. Presidente da Câmara Municipal de Viseu e Presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (a representatividade oficial e corporativa dos nossos autarcas), quando afirmou publicamente que se deveria "correr à pedrada" com os inspectores do Ministério do Ambiente.
Mais tarde, viria igualmente a público afirmar que o que disse foi em termos meramente figurados.
Ora aí está... tanto alarido para quê?!
Na minha preparação para o exame de português (o luso), recorri-me à melhor cábula possível: o dicionário.
Figurado: que não é o literal da palavra ou texto, e sim, um outro, criado por metáfora, metonímia ou sinédoque (diz-se de sentido) - Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa.
Ou seja...
À pedrada pode significar o "figurado" dia-a-dia do toxicodependente, ou significará para o Presidente de Viseu "beijinhos e abraços". Mas nunca, mesmo nunca, pedras atiradas, com pontaria refinada, à cabeça de outrem.
A responsabilidade política e governativa mede-se pela racionalidade, coerência e sensatez dos actos e palavras.
E isso falta à maioria dos nossos governantes (nacionais e locais).
É o velho prenúncio político: o que hoje é verdade, amanhã é mentira!
publicado por mparaujo às 23:54

27
Jun 06
Quem me ajuda a encontrar a minha BUGA?!
Onde raio a fui estacionar!!!
Fui a uma entrevista para o gabinete de comunicação da Sanyo e perdi-me... Vou ter de voltar a pé.

publicado por mparaujo às 01:18
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26
Jun 06
Esta semana.
dia 29 de Junho - 18:00 - Exame de Português para ingresso em Comunicação Social. (espero eu, claro).

Dia 29 de Junho de 2006 - 21:15 Hm na Biblioteca Municipal
CONVITE A TODOS OS AVEIRENSES.
Enviado por mail pelo ilustre Dr. Raúl Martins.
Serviço Público
Está em curso a elaboração do PROT (Plano Regional de Ordenamento do Território) da Região Centro que deverá concluir-se até 27 de Setembro de 2007. A importância deste Plano decorre do facto de se definir como um referencial estratégico para o planeamento ao nível municipal (PDM, PP e PU), mas também porque fará a integração das políticas sectoriais no ordenamento e coordenará as intervenções desejáveis ao nível do território.
O Gabinete de Estudos da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista, atento à enorme importância deste plano vai realizar no próximo dia 29 de Junho, quinta-feira, às 21:15 na Biblioteca Municipal de Aveiro, um debate aberto à comunidade com o tema:
"O Plano Regional de Ordenamento do Território da Região Centro (PROT do Centro) – perspectivar a inserção regional de Aveiro"
em que teremos como convidados o Prof. Doutor João Ferrão, Secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades e o Prof. Doutor Artur da Rosa Pires, Professor Catedrático da Universidade de Aveiro.
Neste debate tentaremos esclarecer sobre como se deve reflectir um PROT ao nível de um município, como devemos equacionar a inserção de Aveiro e como podemos identificar e propor desafios e contributos que potenciem a afirmação de Aveiro no contexto regional.


Independentemente de questões partidárias e das minhas convicções antagónicas, pela questão aveirense vale a pena lá estar.
publicado por mparaujo às 05:51

Num país onde tudo acontece em catapulta, tudo se desmorona num ápice, há sempre algo que alegra aquele povo brasileiro.
Após a novela da corrupção;
após a fragilidade governativa com a série de demissões;
com o estrangulamento da dívida externa;
com a invasão de instituições estatais;
com a recente onda de violência;
com tanta acção e preocupações...
Só faltava mesmo a cereja no cimo do bolo.
Presidente Lula da Silva tenciona recandidatar-se!
É festa Brasil! É festa!

com a devida dedicatória ao amigo "canarinho" C. António

publicado por mparaujo às 05:33

25
Jun 06
Para além da memorável vitória na batalha de Nuremberg.
Hoje é dia de recordar um grande "deus" do mar.
Há 9 anos, os oceanos ficavam mais pobres!
Hoje é também dia de recordar os acordos de Lusaka que permitiam a 25 de Junho de 1975, tornar Moçambique independente e transformar-se na República Popular de Moçambique.
Como pequeninos que somos, Moçambique acaba por nos "trocar" (PALOP e CPLP) pela adesão à Commonwealth. Ou pelo menos sentir-se "lá" melhor.
publicado por mparaujo às 23:05

Somos um país pequeno, mas somos MUITO GRANDES!
Contra todos os Adamastores... e muitos "pachecos pereiras"!
VIVA PORTUGAL!
 
Ver Aqui a melhor frase do dia relacionada com o jogo.
publicado por mparaujo às 22:01

Qualquer actividade ou acção que se planeie, deve ser bem fundamentada com objectivos estratégicamente delineados.
1º Objectivo: apuramento para o Mundial - cumprido.
2º Objectivo: passagem à segunda fase - cumprido.
3º Objectivo: face ao ranking português na FIFA, passagem aos quartos de final - A VER VAMOS!
A hora da verdade. Hoje em Nuremberg frente à Holanda.
A hora em que, tradicionalmente, vem o melhor de ser português à flor da pele.
Se ganharmos Scolari e os Jogadores são bestiais... se perderem passam a bestas e muitos, evm advogar, que já era previsível, que já tinham previsto e que tinham razão. À boa maneira portuguesa.
Por mim, já valeu a pena este mundial.
Espero que as Quinas consigam ir muito longe.
Às 21 na Alemanha. Às 20:00 horas em muitos corações lusos neste rectângulo à beira mar plantado.
Força Portugal !
publicado por mparaujo às 11:34

23
Jun 06
Recentemente foi polemicamente instaurada a guerra à bandeira publicitária.
Constitucionalmente, a bandeira nacional (adoptada pela implementação a República a 5 de Outubro em 1910) é um dos símbolos – a par do hino, representativos da soberania nacional.
Mas este facto, em si, que significado tem?!
Entre 1974 e 2004, que impacto e significado teve a bandeira portuguesa no sentimento nacional e patriotismo dos portugueses?!
Para além de “enfeitar” edifícios públicos, o Palácio de Belém, a Assembleia da República e a frente do carro presidencial, que simbologia e referência é para cada um dos portugueses?!
Goste-se ou não, o futebol e, concretamente, o Euro 2004 restituiriam uma forte ligação emotiva e simbólica com a bandeira nacional o patriotismo e a essência do colectivismo.
Se assim foi, se isso representou um reencontro dos portugueses com os seus símbolos e o seu colectivismo nacional, porquê tornar a criar um distanciamento absurdo entre o “sagrado simbolismo” e o povo por ele representado?!
Se, por exemplo através do desporto, se consegue criar esta empatia entre o ser-se português e a vontade de o exprimir através do hino e da bandeira, que constrangimento patriótico poderá existir se a bandeira tem ou não publicidade?!
Torna-a menos portuguesa?! Denegride o país?! É ofensivo?!
As referências expressas não são nacionais?!
Porque é que será menos digno a divulgação de um produto ou marca portuguesas através da bandeira nacional e não o é a colectânea de assinaturas dos jogadores de futebol no mesmo símbolo?!
A expressividade patriótica não deveria ser “retida” e “amordaçada” por um constitucionalismo desenraizada do sentimento das pessoas.
Ser português também é isto: ser livre na expressão emotiva dos seus símbolos.

Actualização (comentário tornado mais visível em jeito de esclarecimento)

Caro Amigos
Permitam-me uma pequena reflexão para esclarecimento. Não sou contra a publicidade na bandeira, como também não sou a favor.
Neste caso a minha posição é claramente um Nim, ou, nem sim nem não, antes pelo contrário. Se a bandeira tem num canto inferior o nome de um jornal, de um hipermercado ou supermercado do bairro, ou se diz "Amo-te Portugal" ou se vem assinada pelos jogadores da selecção, não me parece que isso denegrida a sua imagem, que desprestigie a nação ou a nossa soberania.
O que temos é muito mau hábito de generalizar, banalizar e dos excessos.
A questão para mim passa por outro lado. É ou não verdade que os portugueses (aqui e lá fora) assumiram muito mais o seu símbolo nacional, criando com ele um melhor relacionamento e empatia?!
É ou não verdade que face a esta onda (no caso concreto relacionada com o futebol, mas poderia muito bem ser por outra razão nacional), uma grande maioria de casas e portugueses tem guardada uma bandeira pronta a usar numa qualquer causa nacional?!
Esta é para mim a melhor razão.
Em 30 anos de democracia, digam-me, antes do Euro 2004, em quê e onde é que os portugueses assumiram um patriotismo tão forte e uma ligação à bandeira e ao hino tão emotiva?!
Quantas crianças de muita tenra idade (e dou o exemplo da minha filhota) cantaram o hino nacional, antes de 2004?!
E isto não me parece vulgarização, mas sim compromisso nacional.
Pena é que esta reacção relacionada cm a publicidade na bandeira, não tenha sido levada a cabo, com a venda no comércio chinês, de tantas bandeiras adulteradas nos castelos, nas quinas, etc.
Cumprimentos patrióticos
publicado por mparaujo às 23:36

Ontem, estive no Bar do Teatro.
Motivo: Tertúlia sobre "Reflexão sobre os projectos da OTA e do TGV".
Resultado: Desilusão.
Aveiro continua a não ter capacidade de se afirmar, principalmente pelo alheamento e passividade colectiva.
É certo que o tema está, nesta fase, muito arredado da agenda política e nacional. Foi claramente a despropósito a reflexão.
No entanto, o tema estava lá.
Só que, por intromissão de um "sotaque nortenho" presente em três "ilustres" participantes, a principal questão foi esmorecida.
O impacto da execução destes projectos para o país, mas essencialmente para Aveiro, não foi discutido, mormente as tentativas de Capão Filipe e Raúl Martins.
Aveiro não discute a sua região, o seu papel na estratégia e desenvlvimento nacional, o seu "peso político".
Continuamos pouco bairristas... enquanto o bairrismo ferveroso das outras regiões vai marcando posição na estruturação do país, quer ao nível dos investimentos (bons ou maus), quer na implementação silenciosa da regionalização/descentralizção que tornará o país mais desenraízado e assimétrico; consequentemente mais pobre.
(imagem "retirada" do Notas de Aveiro)
publicado por mparaujo às 22:00

21
Jun 06
CHÁ - CAFÉ OU LARANJADA....
publicado por mparaujo às 22:18
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20
Jun 06
Pelo serviço público... e a pedido do ilustre Pé de Salsa.
Terminada a leitura do "Nome de Toureiro", do chileno Luis Sepúlveda.
Primeira conclusão: excelente.
Pela escrita expressionista de um verdadeiro contador de "estórias".
Um livro excelente, que nos retrata racionalmente o final da II Guerra, a Guerra Fria, a Queda do Muro, a ligação controversa e sombria da velha Alemanha com a América do Sul, o autoritarismo, o comunismo sul americano, os meandros obscuros dos secretismos pós-guerra.
Um romance realista, retratado de uma forma envolvente.
Qual código ou pseudo-código.
Há formas muito mais interessantes de tornar a realidade, "ficcionadamente" romanceira.
A não perder, numa livraria perto de...
publicado por mparaujo às 21:29

19
Jun 06
Sua Excelência, o ministro da Saúde - Correia de Campos, sugeriu que "é provável que tenha havido várias insuficiências de várias entidades e instituições" (fonte público online) no caso da morte do bébé, depois da mãe ter sido transferida de Elvas para Portalegre. Mesmo que os resultados do processo de averiguação só venham a ser conhecidos na próxima semana.
Do facto de a jovem mãe não ter sido acompanhada na ambulância por um técnico de saúde até às várias entidades e instituições insuficientes, vai, com certeza, um "pulinho"!
É a realidade dos lusos "bodes expiatórios"!
Porque a insuficiente, irracional e mesquinha posição política e economicista do fecho das maternidades, sem estudos abrangentes e realistas, fugindo à responsabilidade estatal e aos seus desinvestimentos sociais e regionais(essencialmente sentidos no portugal interior), essa está e permanecerá, obviamente, imune e intocável.
publicado por mparaujo às 22:10

Porque Aveiro merece.
Porque o seu Diário também.
PARABÉNS DIÁRIO DE AVEIRO!
publicado por mparaujo às 21:55

18
Jun 06
Corria o ano do meu nascimento.
Aliás, tinha muitos poucos mesitos de pujança.
Agora, com esta relação de amor-ódio pelo seleccionador, Portugal JÁ LÁ ESTÁ.
Venha quem vier... até aos quartos de final (1º objectivo traçado).
VIVA PORTUGAL
publicado por mparaujo às 18:50

15
Jun 06
Ser Tuga é assim... Comemoramos por tudo e por nada. Celebramos dias com algum significado, outros nem por isso.
Mas temos sempre o (mau) hábito de tudo servir para uma comemoração qualquer.
Normalmente esquecemos o essencial e aqueles que foram essenciais. Faz hoje, precisamente 84 anos que estes dois homens se aventuraram num feito inédito.
Alguém se lembra?!

Gago Coutinho e Sacadura Cabral, chegavam ao Brasil.

publicado por mparaujo às 23:55

Há 10 anos atrás, o mundo perdia uma das suas rainhas musicais.
A grande senhora do jazz
ELLA FITZGERALD.
Saudades...
publicado por mparaujo às 11:58

14
Jun 06
Aqui, o Debaixo dos Arcos reflectiu directamente sobre o caso do encerramento das maternidades, para além de já por inúmeras vezes se ter abordado a questão da desertificação do interior, da falta de responsabilidade do estado e do seu significado social e económico. Não basta inaugurar auto-estradas que, em vez de desenvolver o interior, o tornam mais pobre porque o aproximama do litoral e de Espanha. Ninguém de bom senso acreditará que a nova auto-estrada para Bragança - por si só - trará desenvolvimento à região, quando, por mera questão economicista se encerram escolas, correios, centros de saúde, sem olhar á realidade demográfica, à realidade cultural, social e económica das regiões do interior. Quando muito facilitamos o acesso de Espanha ao Litoral.
O governo não pode, por mero sentido narcisista ou autoritário, alhear-se do povo. Do povo que vota, que vive e que necessita de cuidados e de desenvolvimento.
As pessoas não são números.
O caso das maternidades são, em 99% dos casos, razões económicas que levam ao seu encerramento. Pondo-se em causa a necessidade de investimento, dos cuidados de saúde primários de inúremas populações (nomeadamente mulheres e futuros bébés) e do próprio desenvolvimento das regiões.
É mais fácil desinvestir e ceder aos lobbies da saúde privada (porque vão nascer que nem cogumelos as clinicas privadas).
Porque o Estado não é responsavél e muito dificilmente condenado.
O problema é que quem paga é o POVO. Como aqui, aqui e aqui.
E isto é grave!
publicado por mparaujo às 22:32

Correndo o risco de estar desenquadrado com o tempo por culpa do Bloqueio, não posso de deixar de comentar a jornada de ontem do Mundial 2006.
O Brasil é nos balcãs... e a selecção brasileira mudou de equipamento.
Croácia espectacular.
Melhor equipa, atá à data (jornadas inaugurais): República Checa. Candidata a par com Portugal.
publicado por mparaujo às 22:22
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Esta expressão dogmática usada pelo actual Presidente da República, quando Primeiro-Ministro, tem, hoje e pessoalmente, um significado expressivo.
Tentando clarificar as ideias (e algum descanso), usei o consignado na lei do trabalho e solicitei (em devido tempo - Março) esta semana para gozo de 4 dias de férias.
Ora aí está a primeira força de Bloqueio: a natureza e o "S.Pedro". Porque raio, com tanto mês do ano, tantas semanas e mais não sei quantos dias, tinha que vir esta carga de àgua e este malvado tempo?!
Segunda força de Bloqueio. Com tantos blogs na net e tantos computadores pessoais para embirrar, porque é que o google e concretamente o blogger haveriam de me bloquer durante 3 dias?!
Razão tinha o Prof. Cavaco. Ele há mesmo forças de bloqueio para embirrar connosco.
publicado por mparaujo às 22:15
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12
Jun 06
Não morro de amores por Luis Filipe Scolari.
Não por ser brasileiro, ou melhor, por não ser português (nada tenho de xenófobo ou de racista, antes pelo contrário!).
Era me indiferente se à frente da selecção nacional estivesse alguém com capacidade técnica e conhecimentos suficientes para fazer um trabalho digno.
É óbvio que reconheço em Scolari muitas destas condições: foi campeão do mundo e reconheço-lhe condições de liderança.
Mas pronto... não gosto dele como treinador.
No entanto, nós portugas também temos a mania das complicações, das contradições e das birras nacionalistas.
Há 2 anos, aquando do arranque da nossa prestação no Euro 2004, a selecção era um grupinho de "anjinhos" liderado por um "anjo papudo". No final eramos os maiores e faltou-nos apenas sorte (para além do erro do ricardo).
Ontem, com alguma falta de fé e descrédito, ansisamente esperámos pela Angola. Vencemos. Entrámos com o pé direito. Somos os maiores. Até o Figo já parece um rapazito de vinte e poucos anos.
Até ao dia em que... passaremos inevitavelmente de bestiais a bestas.
Mas há, ao longo deste tempo de trabalho de Scolari na selecção, um facto que tem passado despercebido à maioria dos portugueses.
Foi preciso vir alguém de fora (no caso do Brasil) para, ao fim de 32 anos de pós-revolução, os portugueses deixarem para trás das costas "mitos" absurdos e chauvinistas e olharem para um dos símbolos mais importantes desta república, com outro significado e afeição: A BANDEIRA DE PORTUGAL.
publicado por mparaujo às 23:58

Ainda há pouco tempo se abordava na blogoesfera aveirense a questão dos feriados e das suas comemorações.
Este ano, nem dei pelo famoso 10 de Junho.
Aliás, só dou por ele quando se junta ao fim-de-semana ou dá para uma pontezita (que, por acaso, até nem tenho por hábito fazer - acreditem).
Reza a denominação: 10 de Junho - Camões, Dia de Portugal e das Comunidades!
Ora Camões é passado, mesmo que histórico e já poucos se "deliciam" com tais armas e barões assinalados. E a ocidental praia continua desconhecida.
Portugal passado é, para muitos, história e o futuro, para quase todos, uma imagem muito cinzenta! Ou seja, comemorar o quê?!
As comunidades são ainda o estigma de um passado colonialista e uma realidade cultural e social muito pouco defendida e preservada. Basta ver o impacto (ou a falta dele) da entidade PALOP, da sempre controversa relação de irmandade com o Brasil, já para não falar do longínquo Macau, Goa e Timor.
Aliás, 10 de Junho foi ontem... no dia 11. Na Alemanha.
Aqui foi o verdadeiro dia de Portugal e das Comunidades.
publicado por mparaujo às 22:15

11
Jun 06
A afirmação da inutilidade da motivação para o hábito da leitura, vindo do prémio nobel da literatura, é de bradar aos céus.
Agora, nas comemorações do falecimento de Vasco Gonçalves, conseguimos ouvir outra expressão abismal, pela boca de Saramago: nada resta do 25 de Abril de 74. Nem a democracia é fruto da revolução.
Pois é...
A democracia do martelo e da foice de Saramago não existe.
Depois da liberdadede Abril de 74, veio a verdadeira democracia de Novembro de 75.
E é esse o feliz legado que hoje vivemos: a democracia que o povo escolheu.
publicado por mparaujo às 21:52

09
Jun 06
De Deutshland...
Finalmente chegou o dia, para muitos, esperado com alguma ansiedade.
Goste-se ou não, o futebol e concretamente o Mundial é um acontecimento que move sentimentos, paixões e nacionalismos.
Não consigo é perceber o cepticismo de muitos.
Qual é o problema de, durante uns breves momentos (cerca de um mês) deixarmos para trás das costas, todo o cizentismo, a frustração, o mau-humor, a descrença no desenvolvimento do país, nas suas estruturas governativas, na saúde, na educação, na justiça?!
Porque é que com tanta infelicidade vivida ao longo do resto do ano, não podemos sonhar, estarmos aleanados, eufóricos, unidos, nem que seja por breves momentos?!
Porque raio haveremos sempre de ser um "país do contra", de desanimados, sem objectivos e motivações?!
Há um Mundial de Futebol e Portugal está lá!
Mesmo sem se gostar de "bola", sejamos portugueses!
PELA SELECÇÃO NACIONAL.
publicado por mparaujo às 13:20

08
Jun 06
O Debaixo dos Arcos, tem sido palco de um inquestionável apoio à Ministra da Educação, não por razões partidárias (Deus me livre), mas claramente por questões políticas.
E digo políticas, porque são as que, de todo o governo de sócrates, merecem um inquestionável aplauso.
É que de repente (longe vão saudosos tempos mnisteriais de Roberto Carneiro) houve um governo que, na política da educação, descobriu qual o principal objectivo das suas políticas de ensino: Os ALUNOS!
Estes são (e deveriam ter sido sempre) a principal prioridade do ensino.
Finalmente...
Obviamente, isto é algo a que os docentes nunca sonhariam vir a acontecer, fruto da habituação corporativa e à sua qualidade de "intocáveis".
Uma resenha, por tudo o que neste espaço foi referido sobre a educação e o ensino.
Não se pense que existe qualquer "cruzada" contra os professores. Até porque, conhecendo alguns (e pelos comentários ás notícias da imprensa) reconheça-se que estas situações apenas afectam alguns docentes. Aqueles que, como em todas as profissões do mundo, não dignificam a classe. É o veho ditado: "paga o justo pelo pecador".
Para além disso, alguns professores esquecem-se que exercem o ministério do ensino porque existem crianças para aprender. E estas são, em primeiro lugar, da responsabilidade das suas famílias e dos seus pais.
E como Pai, só me tenho de congratular com todas as medidas (seja qual for a côr governamental) que beneficiem a educação e a aprendizagem da minha filha.
Medidas que atribuam à escola a sua verdadeira realidade o seu concreto objectivo e que permitam criar na família espaços para o crescimento pedagógico e social das crianças.
Por isso, só me resta aplaudir as recentes medidas de alargamento da oferta de actividades curriculares e extra curriculares ás crinças do ensino primário (1º ciclo).
Este é o verdadeiro choque educacional que Portugal precisa para ter qualidade sustentabilidade de recursos humanos no futuro.
Sim senhora... Ministra.
publicado por mparaujo às 23:17

Há sempre na atribuição de um prémio e em relação ao respectivo premiado, a incerteza do prémio ser correctamente atribuido e o premiado ser, de facto, o melhor ou dos melhores.
Mas há igualmente situações em que a clareza das circunstância é tal que não restarão quaisquer dúvidas, quer no que toca ao prémio, quer no que respeita ao galadoardo.
É, nem mais nem menos, o caso concreto: Francisco José Viegas.
Pessoalmente considero uma das referências culturais dos nossos dias.
Pela escrita, pela inteligência e pela capacidade.
Francisco José Viegas, foi premiado, pela Associação Portuguesa de Escritores, com a sua obra "Longe de Manaus".
O prémio corresponde ao facto de ter sido escolhido como vencedor do Grande Prémio Romance e Novela de 2005, entre 90 títulos a concurso.
Para além de escritor, Francisco José Viegas é igualmente o responsável actual pela Casa Fernando Pessoa, apresentador de programa na televisão e escreve regularmente no Jornal de Notícias.
Para além disso, é um ferveroso bloguista:
Debaixo dos Arcos, com admiração e satisfação, envia os sinceros PARABÉNS.
publicado por mparaujo às 23:08

05
Jun 06
Mais uma vez, o Verão chegou antecipado. Mas em força!
Mais uma vez as precauções, resumiram-se a estudos e propostas.
A realidade mantém-se e dificlmente muda.

Mais um triste Verão.

publicado por mparaujo às 13:33

04
Jun 06
O meu actual contributo para o Plano Nacional de Leitura.
À mesinha de cabeceira... Depois da excelente revelação A Sombra do Vento.
Um Mundo sem Medo (sensivelmente a meio) do conhecido juiz Baltasar Garçon está longe de confirmar expectativas na abordagem ao mundo do terrrismo e das influências nas instituições.

O Nome de Toureio, do chileno Luis Sepúlveda (no início). Uma visão interessante sobre as ideologias autoritárias, curiosamente remanescentes na América do Sul e Latina, tendo como pano de fundo o amor e a cobiça.

publicado por mparaujo às 23:53

Foi anunciado, no passado dia 1 de Junho, o Plano Nacional de Leitura.
Objectivo muito mais alargado do que uma mera questão política. Estimular a sociedade portuguesa, desde os mais novos aos mais velhos, ao hábito da leitura. Ler como combate à iletracia, ao analfabetismo.
Ler como saber, como desenvolvimento, como forma de participar activamente.
È bom que esse estímulo se reflicta igualmente no estímulo ao acesso aos livros e à literatura.
Estranha é a posição do prémio nobel da literatura – Saramago. Para quem este projecto é demagogia e (pasmemo-nos) para quem ler é um processo de minorias.
Ou seja escrever é só para o ego de alguns (poucos) que nada mais sabem fazer do que folhear uns livritos.
É o que merecemos na nossa esfera intelectual. São os ares de Lanzarote.
A leitura deveria ser obrigatória desde o primeiro ciclo do ensino básico.
A ortografia deveria ser uma preocupação primária do nosso ensino, fosse qual fosse a área de aprendizagem (letras ou ciências).
A escrita e a palavra deveria ser um bem precioso e a proteger. Mesmo que necessariamente estimulado.
Com naturalidade já nos basta o fado e o futebol.
publicado por mparaujo às 23:49

A lei da paridade foi vetada.
E nem sequer foi remetida ao Tribunal Constitucional.
Porque o veto recaiu apenas sobre um aspecto particular da lei: a penalização.
Isto é, não se trata, ao contrário do que o Presidente Cavaco Silva e todos os que se opuseram à lei tentam fazer crer, por uma questão política, objectiva. É apenas uma questão processual.
E mais… Não é relevante a quota. Não é importante se com esta lei, a presença das mulheres na política, fica realçada e valorizada. Não é importante se uma lista eleitoral tem um número (seja ele qual for) de mulheres por questões d mérito próprio ou se por uma mera questão percentual, relegando-as para lugares irrelevantes.
Isto não foi contemplado no veto.
O que foi contemplado foi o exagero da penalização que, poderia inviabilizar, as respectivas listas.
Ou seja, qualquer outro tipo de penalização servirá para desvalorizar a lei. Aliás, o que acontece, por exemplo, em França, onde a penalização é pecuniária e de tal forma irrelevante que nenhum partido cumpre.
No fundo, uma lei irracional.
Numa sociedade moderna e desenvolvida, a igualdade deverá ser um conceito e um princípio que não deve precisar de ser legislada. Mas sim, praticada.
publicado por mparaujo às 23:07

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