Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

24
Jul 07
A semana de reflexão terminou, embora haja questões importantes ainda por solucionar.
Mas algumas realidades são relevantes.
Mesmo num contexto local, a realidade pode ganhar contornos mais abrangentes.
E é um facto que as eleições em Lisboa poderão ter marcado e traçado um futuro nada agradável ao CDS.PP.
A conflitualidade interna vivida há alguns meses atrás deixou marcas que dificilmente serão sanadas.
Além disso e mais uma vez, o partido “paga” uma factura bem alta do resultado de uma coligação onde se apresenta como o “elo mais fraco”. Foi assim após a saída do governo de Durão Barroso e a entrada de Santa Lopes. Foi assim após o erro político de um mau cálculo estratégico e uma opção política precipitada da presidente da assembleia municipal da câmara de Lisboa e da Distrital do PSD de Lisboa e da própria direcção do partido, ao provocarem as eleições intercalares.
E como dizia o histórico Narana Coissoró, o CDS.PP desceu à II Liga.
E agora?
Só o futuro dirá. Mas a derrocada foi real e provocou “estragos”.
Deixando um vazio… restam as convicções pessoais e sociais. Resta encontrar um espaço e solução para as mesmas.
publicado por mparaujo às 19:59

15
Jul 07
Terramoto de 1755 actualizado em 2007 (15 de Julho)
Lisboa elege "Dr. Abstenção" como principal "salvador" dos problemas locais. Mais de 50% dos eleitores não votou.
Lisboa elege debilmente António Costa para Presidente da Câmara.
O PSD paga a factura da fractura camarária e é reflexo da incapacidade de oposição ao governo.
O CDS tem o seu pior registo na história das eleições da capital e marca uma noite negra: será o princípio do fim?
Resultados práticos
Lisboa volta à esquerda.
Fruto da abstenção as minorias são cada vez mais minorias, com o CDS a entrar nesse campo.
Marques Mendes vai convocar directas no PSD. Será a vez de Filipe Menezes?
Paulo Portas começa muito mal a sua reentrada e convoca Conselho Nacional.
Telmo Correia demite-se da vice-presidência do CDS.
Tal como nas presidenciais, os movimentos não partidários têm um papel e resultados de relevo: Carmona (o mal amado) é segundo e Helena Roseta elege dois vereadores.

Venha agora o novo Marquês de Pombal reconstruir Lisboa depois de mais um terramoto.
publicado por mparaujo às 22:02

14
Jul 07
Contra uma obsessão tecnocrata, centralista do governo e das suas entidades e sem o mínimo de respeito pela vontade de uma região:Marchar - Marchar - Marchar.

Por Aveiro.
publicado por mparaujo às 12:59

Independentemente das novas discussões, dos novos estudos, de todas as novas condicionantes que retomaram o debate sobre o novo aeroporto, o Ministro Mário Lino vai apresentar até ao próximo dia 20 a candidatura a fundos europeus para a construção da OTA.

Portanto... desde o Presidente da Repúblia, à Assembleia da República, passando pelos partidos políticos e pela sociedade civil, podemos continuara a "pregar aos peixes" porque decisão/obsessão está tomada.
publicado por mparaujo às 12:40

Portugal lê mal, escreve pior (desde o ensino primário ao universitário).
Mas apesar de tudo não sabe a tabuada, nem contar, somar, subtrair, multiplicar ou dividir.


Cantando e rindo...
publicado por mparaujo às 12:33
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Comemora-se hoje o Dia Mundial da Liberdade.

Liberdade de expressão e opinião.
Liberdade religiosa.
Liberdade política.
Liberdade económica, social e cultural.
Liberdade em respeitar a liberdade dos outros.
Liberdade para sermos livres.

E é triste que seja necessário comemorar o dia mundial da liberdade, quando esta devia ser uma condição humana diária e constante.
publicado por mparaujo às 12:27
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13
Jul 07
Publicado na edição de ontem (12.07.07) do Diário de Aveiro.

Crónicas dos Arcos
Acção - Reacção


Acção - Reacção, é um princípio sobejamente aplicável a vários contextos científicos e sociais. Também o é, obviamente, na política. E aqui, por inúmeras razões, com dimensões elevadas.
Seja-se leitor assíduo ou ocasional do Diário de Aveiro, nos últimos tempos temo-nos deparado com uma constante troca de opiniões sobre a acção do actual executivo camarário vs o desempenho do anterior presidente da edilidade aveirense.
É óbvio que não vou aqui dar qualquer lição de moral ou de política, muito menos nenhum conselho pessoal, por inúmeras razões que vão desde a minha actividade profissional até ao respeito que qualquer um dos intervenientes me merece (por conhecer ambos há longos anos), passando pela minha modesta intervenção cívica e relevância aveirense.
Nem vou aqui marcar a minha opção a favor ou contra qualquer uma (ou muitas) das posições proferidas.
Quem me conhece sabe que a minha opção partidária (mesmo que indiferente ou irrelevante para o caso) não é a mesma de ambos.
Quem me acompanha no dia-a-dia sabe perfeitamente que aquilo que me faz “mover” está bem acima de qualquer contextualização partidária, apenas o exercício do direito de cidadania pela defesa e promoção da causa comunitária: Aveiro (a cidade e a região).
E é por este princípio que a crónica de hoje corre “tinta”.
Aveiro precisa de serenidade. Precisa de enfrentar desafios delicados, de cunhar um posicionamento regional que se deslumbra cada dia mais difícil de alcançar, do ponto de vista político, económico, cultural e social.
Aveiro necessita de continuar a crescer (crescimento que não deve ter um “dono”, um “senhor”, mas que deve ser mérito de todos, desde os tempos mais distantes da democracia até aos dias de hoje).
Portanto, Aveiro precisa de todos e não de uns contra os outros.
É sabido que a história política da cidade, desde os tempos de José Estêvão, Homem Christo (pai e filho), dos Congressos da Oposição Democrática, até aos tempos que correm, sempre foi palco de saudáveis e democráticos confrontos politico-partidários. Os aveirenses sempre demonstraram uma capacidade invulgar para o debate de ideias e ideais. Infelizmente, em inúmeras vezes, tal não correspondeu a uma valorização e reconhecimento da cidade e da nossa região. Veja-se os inúmeros sectores da sociedade que Aveiro perdeu, por exemplo, para Coimbra. Pela nossa história fomos perdendo peso político e económico no contexto regional e nacional.
É, do meu modesto ponto de vista, altura para unir esforços e não para desunir aquilo que mais sentimos: a nossa cidade.
É certo que “quem não se sente, é suposto não ser filho de boa gente”. Mas também acredito que Aveiro tem muitos e bons “filhos” que sentem a cidade e a importância que ela tem para a região.
Ainda nestas páginas de terça-feira passada o Sr. Presidente da Rota da Luz se insurgia contra os comentários de claro “monocentrismo” do responsável pela região de turismo de Coimbra.
Ainda na passada segunda feira a Assembleia Municipal de Aveiro (tantas vezes palco de desavenças e tricas políticas) descobriu que a melhor forma de marcar posições em defesa dos interesses da cidade é a união de esforços, concretamente na defesa de um outro traçado da ligação ferroviária ao Porto de Aveiro.
Infelizmente um empenho colectivo que ainda não se viu em defesa da Ria de Aveiro, da rede do TGV, dum parque tecnológico e industrial relevantes, do turismo da região, do desemprego e dos problemas sociais. Da mobilidade e das acessibilidades, da promoção cultural e artística. Da consolidação das finanças que promovam o desenvolvimento.
Aveiro tem mais vida para além dos mercados. Aveiro tem muito mais vida.
A cidade precisa de acção que desencadeie reacção, por um crescimento sustentável, por uma melhor qualidade de vida e por um posicionamento estratégico a nível nacional.
Aveiro precisa dos aveirenses.
publicado por mparaujo às 13:57

10
Jul 07
10 de Julho de 2004.
Falecia a primeira (e para já única) mulher a desempenhar o cargo de primeiro-ministro de Portugal.
Maria de Lurdes Ruivo da Silva Matos Pintasilgo.
Foi presidente da Juventude Universitária Católica Feminina, de 1952 a 1956.
Dirigiu também a Pax Romana (Movimento Internacional dos Estudantes Católicos), até 1958. Escreveu alguns ensaios sobre a Igreja católica e sobre o papel das mulheres na sociedade.
Em 1986 foi candidata a presidente da República Portuguesa.
Antes tinha também sido Ministro dos Assuntos Sociais do II e III Governos Provisórios.
Foi igualmente:
Embaixadora da UNESCO;
Consultora do Presidente Ramalho Eanes;
Membro do Conselho das Universidades das Nações Unidas;
Membro do Movimento Internacional Católico Graal;
Fundadora do Movimento para o Aprofundamento da Democracia em 1986;
Deputada pelo PS ao Parlamento Europeu em 1987 .
publicado por mparaujo às 21:41

Alguém pode fazer o favor de me explicar com que critério jornalístico e de serviço público a RTP transmitiu em directo, em horário nobre, com toda a pompa e circusntância um debate entre os candidatos à Autarquia Lisboeta (que apenas representa cerca de 5% da população portuguesa)?
É isto o chamado serviço público? Porque não usaram o canal 2? Com que direito usaram os meus impostos para tal feito?!
Como se as eleições autárquicas em Lisboa tivessem interesse para a restante maioria dos portugueses.
É a velha mania que Portugal é Lisboa e o resto é paisagem.
Por mim... que ganhe o pior. Era bem feito.
publicado por mparaujo às 20:51

do arco da velha!
Só mesmo alguém por má fé, má formação, cegueira político-partidária, não reconheceria no Dr. Mário Soares uma figura de vulto do panorama político e da democracia portuguesa.
Esse é um facto que ninguém, no seu perfeito juízo, poderá contestar.
Posicione-se ou não no seu quadrante partidário.
Mas isto?!
«Governo designa Mário Soares presidente da Comissão de Liberdade Religiosa.»
«"Mário Soares trata-se de uma personalidade cujo contributo (...) para a liberdade religiosa, assim como para o diálogo inter-relegioso, é conhecida de todos os portugueses", declarou o ministro da Justiça.»
Para um ateu ou agnóstico, laico, maçon...
Só mesmo para rir!!!
publicado por mparaujo às 20:34

09
Jul 07
Em política há que tomar opções, marcar posições e defender princípios.
Em política as opções que se tomam têm que ser assumidas e enfrentar os riscos das mesmas.
E em política os erros, normalmente pagam-se caros.
Não me parece, muito pessoal e particularmente, que
este posicionamento do PSD e da JSD locais, tenha sido o mais apropriado e correcto.
Por várias razões.
1. Há neste país, mesmo que com alguns limites (?) constitucionais, uma conquista democrática a que se convencionou chamar de Liberdade de Expressão (e de opinião).
2. Quando não se quer entrar em “guerrinhas políticas”, em polémicas inconsequentes e desnecessárias, nada melhor que o silêncio ou o desprezo.
3. Quando se assume o confronto, este deve ser fundamentado e levado até ao fim, sem desculpas ou questões paralelas.
4. No que diz respeito aos "jobs for boys", não há nenhum partido, desde o meu CDS ao PCP, passando obviamente pelo PSD, PS e BE, que não tenha este tipo de comportamento, seja no poder ou na oposição. É a realidade política que temos. Desde há muitos anos, seja qual for o regime. A cunha, a amizade e o compadrio sempre estiveram à frente da competência (ou pelo menos ao seu lado). Penso que ha que ter cuidado com os telhados de vidro.
5. Nada mais beneficia e amadurece uma provável candidatura de Alberto Souto novamente a Aveiro, do que este confronto a que temos vindo a assistir. Aliás, neste aspecto, parece-me (embora já tenha sido mais culto nesta área) que as posições mais ou menos silenciosas do CDS e do próprio PS (concelhio e na oposição) local mais adequadas.
A ver vamos quem levantará a taça no final.
publicado por mparaujo às 08:14

Como o tempo é muitooooo e não se sabe muitas vezes o que fazer, este vosso anfitrião está, a partir de hoje, também aqui: Norteamos. Pelo direito ao exercício da cidadania.

Descrevem-se os principios editoriais e "ideológicos" do blogue Norteamos.
Objectivos do blogue:
1. Promover o desenvolvimento da região Norte de Portugal;
2. Combater a desenvolvimento unipolar de Portugal;
3. Antecipar tendências no desenvolvimento regional na perspectiva económica, social, tecnologica, profissional, ambiental, educacional, sistema de transportes, saúde, etc;
4. Conciliar os inevitáveis conflitos de interesse dentro do Norte (como por exemlo as diferenças Litoral/Interior, as rivalidades Braga/Guimarães ou o chamado «Portocentrismo») impedindo assim que a administração central as use em proveito próprio;
5. Apoiar a modernização da administração pública, a Regionalização, a Fusão de Autarquias e a competitividade dos agentes privados residentes;
6. Aconselhar, apoiar os habitantes nas decisões individuais de emprego, formação, imobiliário, saúde e negócios;
7. Fazer opinião juntos dos residentes, ajudando a criar uma consciência regional.

"Ideologia" do blogue:
Defende a manutenção das fronteiras do Estado Português; Não divulga mensagens xenofobas ou racialistas; É apartidário; Considera que o Desenvolvimento é uma responsabilidade dos poderes públicos e dos privados; Considera que a ausência de Desenvolvimento a Norte è simultaneamente causada pela acção concentracionista da administração central e também devido à falta de empenho/organização/conhecimento dos agentes públicos e privados residentes; O âmbito territorial tanto pode ser a norte do Mondego, Vouga, Douro ou Ave.
publicado por mparaujo às 01:47

08
Jul 07
Há ministros deste governo que não têm qualquer aptidão, nem vocação para assumir os destinos deste país. Umas vezes por inércia, outras por revelarem em momentos públicos uma completa incapacidade ministirial.
E em cada "cavadela" sai uma "minhoca".
O ministro Mário Lino e o deserto ao sul do Tejo, o ministro Correia Campos e a demissão da directora do centro de saúde de Vieira do Minho e, a "cereja no cimo do bolo", em plena abertura da presidência portuguesa da União Europeia, pelo Ministro da Agicultura e Pescas - Jaime Silva, numa visita (no passado dia 3.07.07) à lota de Matosinhos acompanhado pelo comissário europeu: ao ser confrontado pelo direito que cada cidadão tem em expressar a sua opinião e indignação, dirigiu-se a um representante dos pescadores dizendo simplesmente - "se quiser peça para sair da Europa". (fonte: O Público)
É triste que o Primeiro Ministro não tenha pedido a este Ministro para, em 24 horas, sair do governo.
De acordo com o próprio Ministro, estas visitas t~em como objectivo "introduzir uma dimensão de cidadania e de participação da sociedade civil no início da presidência portuguesa" da União Europeia. Claro que desde que não se possa dizer mal! Excelente exemplo...
Um país lamentavelmente mal governado.
publicado por mparaujo às 16:32

Se o Sr. Ministro da Saúde (Correia Campos) estivesse a ser avaliado numa tese de mestrado ou doutoramento, concerteza que com um relatório final destes teria chumbado redondamente.
Infelizmente para mal da nossa saúde, o Sr. Ministro é quem decide (na maioria dos casos pessimamente mal) e o mais certo é começarem a rolar cabeças e a dar-se início a mais uma "dança de cadeiras" no Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS).
publicado por mparaujo às 13:12

Quem tem filhos pequenos, sabe que, em condições normais, será por volta de um ano de idade que a criança começa a dar os seus primeiros passos.
Infelizmente, sejam quais forem as razões, por cá aconteceu o contrário.
Ao fim do primeiro ano de publicações, a Revista Cultural da CMA é suspensa.
Provavelmente por muitas razões válidas. Mas seguramente deixa a cultura aveirense e a participação cívica mais debelitada.

publicado por mparaujo às 12:51

Ontem à noite (07.07.2007), em Lisboa (Estádio da Luz), foram anunciadas as novas 7 Maravilhas do Mundo, eleitas por cerca de 100 milhões de pessoas.
A primeira a ser anunciada foi a A Grande Muralha da China.
As outras seis maravilhas terretres são o Taj Mahal (Índia) - o Cristo Redentor (Brasil) - Petra (Jordânia) - a cidade inca Machu Picchu (Perú) - o Coliseu de Roma (Itália) e a pirâmide de Chichén Itzá, localizada na península de Yucatán (México).

Sem votação ou direito a gastos logísticos no valor de 12 milhões de euros, mas infelizmente com direito a mediatismo, mantêm-se as outras sete antigas: Iraque - Afeganistão - Libano - Somália - Dafur - A fome nos continentes Africano e Sul Americano (salvo as mínimas excepções) - o Terrorismo e a Ameaça Nuclear.

publicado por mparaujo às 12:14

8 de Julho de 2007

1497 - Vasco da Gama inicia a primeira viagem marítima da Europa à Índia.
1947 - Queda de um OVNI (?) nos Estados Unidos, criando o caso/mistério de Roswell.
2006 - José Ramos Horta torna-se Primeiro-Ministro do Timor-Leste, para mais tarde se tornar Presidente.

Nascimentos
1621 - Jean de La Fontaine, fabulista francês (m. 1695).
1838 - Ferdinand von Zeppelin, inventor germânico (m. 1917).
1840 - Manuel de Arriaga, primeiro presidente da República Portuguesa (m. 1917).

Falecimentos
1990 - Amélia Rey Colaço, encenadora e actriz portuguesa e um dos grandes rostos da cultura portuguesa.

publicado por mparaujo às 12:08
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06
Jul 07
Publicado na edição de ontem (06.07.07) do Diário de Aveiro.

Crónicas dos Arcos
RIA(lidades)!


O País vai parar durante seis meses. Ou pelo menos vai, apesar do Verão (que teima em não aparecer para a festa), hibernar. Com a presidência europeia sob o “leme” nacional, esquecidas no tempo vão ficar as questões da saúde, do ensino, da Ota, dos atropelos à liberdade de expressão e ao exercício do direito de cidadania, a pequena Madeleine, os processos judiciais mais mediáticos, etc. e tal.
Excluindo as eleições intercalares lisboetas, mais as contratações e “descontratações futeboleiras”, vamos passar a viver vários meses “bombardeados” com uma realidade que a maioria dos cidadãos desconhece, é alheia e, eventualmente, repugna: a senhora Europa. A velha renovada e ampliada Europa. Essa realidade que, para nós portugueses, ainda parece um sonho, uma miragem ou um outro mundo.
Mas o facto é que a presidência até ao final do ano pertencerá a Portugal. E contra factos não há argumentos.
E assim sendo, porque não aproveitar essa factualidade para promover o país e as suas regiões? Porque não a região de Aveiro aproveitar esta situação para pressionar, mostrar e promover as suas muitas potencialidades e condições?
O património colectivo, seja ele histórico, cultural ou natural, para além da sua capacidade de traduzir a identidade da região onde se insere, tem igualmente a potencialidade de criar riqueza, investimento, desenvolvimento e sustentabilidade, desde que promovido, cuidado e projectado.
Ainda não consigo, até hoje, identificar uma melhor representação deste princípio sem ser o maior património que a região tem, que é a Ria de Aveiro: a sua vertente turística e paisagística, o seu ambientalismo e a qualidade de vida, a identidade cultural e histórica das localidades ribeirinhas, o próprio desenvolvimento económico e social.
Acontece porém que, entre burocracias e desprezo político, por mais esforços reconhecidos das autarquias ribeirinhas, da GAMA e da Rota da Luz, a Ria de Aveiro está desinvestida, abandonada, sem uma gestão enquadrada, transformando este património e riqueza incomensurável, num triste destino social, cultural, ambiental e económico: a “morte” lenta.
A falta de uma estratégia comum (dada a diversidade de entidades que a Ria abrange), a sua ausência no plano de turismo nacional, nomeadamente no Programa de Intervenção Turística que deixou a Ria de Aveiro sem qualificação, sem investimento, sem gestão.
É aliás preocupante que o programa turístico nacional defina a Ria de Aveiro e a sua região como pólos turísticos ou uma área estratégica sem relevância.
Esta Ria dá-nos o espaço e o tempo para vivermos muitos momentos de experiências únicas e invulgares.
A sua íntima ligação com o mar criou uma realidade histórica, cultural e social muito própria de gentes ribeirinhas que encontraram na pesca, no sal e no moliço, no comércio, na azulejaria e na cerâmica, numa gastronomia especial e num sistema agrário e rural sustentados nos imensos areais, nas pastagens, no gado e na produção leiteira, a sua verdadeira identidade regional.
E é esta identidade da Região da Ria de Aveiro que merece um melhor olhar. Eventualmente um olhar europeu que quebre esta impaciência e a preocupação da perda de um património capaz de sustentar uma região.
Haja vontades. Haja a coragem de assumir esta riqueza.
Esta Ria de Aveiro é rica em arte, cultura, história, paisagem e potencialidades económicas.
Se quem a envolve não cuidar dela, não a sobrevalorizar, não hão-de ser aqueles que estão longe desta vivência que terão o dever de a estimar e desenvolver.
É urgente amar a Ria. Antes que a Ria “seque” de tanto esperar.
publicado por mparaujo às 01:56

01
Jul 07
Dia 1 de Julho de 2007.
Portugal inicia, na Casa da Música, no Porto, a Presidência rotativa da UE.
Mas este é igualmente um Domingo curioso:
- Em 1722 é executada, em Portugal, a última mulher condenada à pena de morte.
- Em 1960 é proclamada a Independência da Somália e em 1962 a Independência da Ruanda e do Burundi. Zonas de pobreza extrema, conflitos étnicos, sociais e políticos ainda sem solução, mas que diariamente matam milhares de seres humanos, sem que o Mundo se incomode.
publicado por mparaujo às 21:41
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