Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

31
Out 07
Tornamos pública a carta aberta que o Movimento Pelo Fim da Caça no Baixo Vouga à Direcção da Associação de Caçadores e Pescadores de Avanca.


Para ler Aqui.
publicado por mparaujo às 22:48

Fim.
A Universidade Independente fechou portas.

Resta saber se encerra também toda uma polémica, em alguns momentos mal explicada, com muitas "estórias" por contar.
(Clicar na imagem)
publicado por mparaujo às 20:09

Hoje é o Dia Mundial da Poupança. E isto é sério, não é para rir.
Aliás a realidade é muito pouco risonha. Antes pelo contrário.
A maioria dos portugueses sabe que poupar é uma necessidade e nalguns casos uma questão de sobrevivência (a curto ou a longo prazo), mas é também uma impossibilidade face à realidade dos salários que se recebem e às despesas que se têm obrigatoria e religiosamente de cumprir.
Neste dia, o pé-de-meia está furado, já que no fim das contas nada ou pouco sobra para a maioria dos portugueses. E o cinto está cada vez mais apertado. Muito apertado mesmo.

Daí até ao aumento do número de familias endividadas, já nem é um saltinho - é mesmo um passinho. Como nos relata o Público aqui.
publicado por mparaujo às 18:10

Dizem que as há!
E se o dizem...
publicado por mparaujo às 18:06
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28
Out 07
Esta é que é a verdadeira realidade do país que temos: pobre, assimétrico no seu desenvolvimento e na distribuição das suas infra-estruturas, com graves deficiências ao nível cultural, político e social.

Enquanto andamos preocupados com floreados constitucionais europeus; com megalomanias de aeroportos e altas velocidades; choques tecnológicos num país onde existem zonas sem as mais elementares necessidades básicas.

Esquecemos a verdadeira realidade nacional: somos um país pobre e à beira da falência.
publicado por mparaujo às 20:40

Em cada início do ano lectivo, há finalistas, repetentes e caloiros.
Em cada início do ano lectivo, há a conveniência da integração dos novos alunos.
Em cada início do ano, há a teimosia em denegrir o espírito académico e universitário.
Se a realidade do ensino superior contempla realidades novas, como o aumento do número de alunos trabalhadores-estudantes e que retomam os seus estudos após alguns anos de interregno, é triste verificar-se que, apesar das novas realidades e do esforço para dignificar a "Praxe" (como foi o caso do ISCIA), há quem teime em continuar com a aniquilação do verdadeiro espírito académico e a contribuir para o afastamento da vida académica das cidades.

Como aconteceu em Braga. Aqui e aqui.
publicado por mparaujo às 20:19

Justifica-se a existência de um ranking escolar?
Justificar-se-ia se os critérios de avalição fossem mais abrangentes da realidade escolar.
Basta qualificar uma escola apenas pelos resultados das provas dos exames nacionais efectuados no 11º e 12º anos?
Será este valor espelho de toda a realidade escolar: contexto social - localização geográfica - realidade pública ou privada - número de alunos (quer totais, quer por turma) - áreas curriculares, etc.?
Se não, para que serve o ranking?!
Apenas para desvalorizar ainda mais o ensino em Portugal. Uma realidade para não ser tida em conta.
publicado por mparaujo às 19:14

26
Out 07
Publicado na edição de hoje (26.10.2007) do Diário de Aveiro

Crónicas dos Arcos
A Leitura e a Língua.

Esta semana, no plano nacional e para além do “deve e haver” do Millenium BCP, um dos enfoques relevantes centrou-se nos hábitos de leitura dos portugueses.
Foi amplamente divulgado pela comunicação social e claramente “politizado” pelo Ministério da Educação um estudo que refere os hábitos de leitura dos portugueses.
O universo deste estudo incidiu sobre 7,5 milhões de portugueses residentes no continente. Ou seja, cerca de 2/3 da população portuguesa.
Deste estudo, fica a conclusão de que, nos últimos 10 anos, os portugueses lêem mais. No entanto, este aumento é mais acentuado na leitura de jornais e revistas do que na leitura de livros (aumento de apenas 7%). Embora mais de metade da população portuguesa tenha o hábito de leitura, este é ainda pouco abundante, já que a média dos livros lidos se situa entre duas a cinco obras por ano. São muito poucos os leitores portugueses que lêem anualmente entre 11 a 20 livros.
Além disso, segundo o estudo “A leitura em Portugal”, as bibliotecas domésticas são muito reduzidas, contendo entre 21 a 50 livros (excluindo os escolares), reflexo da maioria dos leitores portugueses serem contidos na aquisição de obras - entre um a cinco livros por ano.
Por outro lado, o referido estudo indica um acréscimo de importância no espaço/tempo dedicado à leitura nos estabelecimentos de ensino. No entanto, os dados analisados revelam que os hábitos e o interesse pela leitura vão diminuindo à medida que a idade escolar vai aumentando.
Sendo dado adquirido que a maioria dos leitores prefere as obras de autores portugueses aos escritores estrangeiros traduzidos, há uma abordagem paralela que é necessário efectuar-se: a valorização e a preservação da língua portuguesa.
É óbvio que a preferência pela leitura de obras de escritores portugueses valorizará e protegerá a língua portuguesa, dando-lhe o relevo, importância e dimensão necessárias. É, no entanto, curioso e importa referir que esta relação entre a língua e a leitura de autores portugueses, não está a ser devidamente acompanhada no ensino, nomeadamente no básico e no secundário, com a desvalorização do “português” e nas falhas na exigência para com uma avaliação cuidada na escrita e na oralidade. Não pode bastar saber escrever e falar. Deve-o ser feito de forma correcta e coerente.
Além disso, para além do função, mesmo que extracurricular, que as escolas e os professores possam desempenhar no incentivo à leitura e consequente preservação e resguardo da língua portuguesa, a família, como pilar educacional, tem que assumir um papel relevante na criação de hábitos de leitura e desenvolvimento cultural dos seus membros. Seja pelo exemplo parental, seja pela própria necessidade que as crianças sentem em ler (segundo os dados, é no início do 2º ciclo do ensino básico que existe maior empatia pela leitura).
Mas o estudo revela outra faceta que importa não descurar.
A preferência pelo tipo de leitura, apontada pela grande maioria dos portugueses, respeita aos jornais e revistas (8 em cada 10 portugueses refere ler jornais ou revistas). Ou seja, uma parte significativa da comunicação social, tem um papel de relevo nos hábitos de leitura e, por consequência, na subsistência e protecção da língua portuguesa.
Mas será assim?!
A crescente mediatização, cada vez mais acentuada, da informação, o desenvolvimento das tecnologias da informação (informática, Internet, telecomunicações), a globalização do espaço e do tempo, a “multi-culturalidade” e a diversidade social, têm transformado um dos aspectos mais importantes da identidade de um povo - a sua língua - numa questão de somenos relevância, como se o desenvolvimento social, económico e político não dependesse igualmente do estado cultural duma nação.
E a comunicação social, hoje, perdeu uma das suas qualidades fundamentais: o exemplo e o espelho da divulgação e resguardo da Língua Portuguesa.
Não deve bastar apenas o cuidado jornalístico em dizer “o quê” (difusão da mensagem informativa). Há que saber cuidar e transmitir, correcta e coerentemente, as mensagens, para que a oralidade e a escrita difundidas não sejam mais um contributo para a deterioração e degradação da Língua Portuguesa.
Por Camões, Almeida Garret, Fernando Pessoa e muitos mais…
publicado por mparaujo às 21:16

22
Out 07

Já está on-line, a petição contra o fim da caça na zona protegida do Baixo Vouga.

Aqui e na coluna da direita.
publicado por mparaujo às 21:54

21
Out 07
A partir de amanhã a assinatura on-line da petição pelo fim da caça em zona protegida do Baixo Vouga.

Para já, mais uma referência ao movimento aqui no JN e aqui no Diário de Aveiro.
publicado por mparaujo às 22:17

20
Out 07
Para ler no MARGEM ESQUERDA o desencanto dos cisnes e o desencanto da política aveirense.
Cada vez com menos peso.
Por ESTAS e por OUTRAS. E haverá mais, claro...
publicado por mparaujo às 22:10

O Movimento contra a caça na zona protegida do Baixo Vouga, ao qual aderi e já mereceu (e continuará a merecer) destaque nesta "casa", teve hoje a sua apresentação oficial e pública em Estarreja, conforme nos relata o amigo Abel Cunha.

Para assinar na próxima semana.


(actualização)
Na próxima segunda-feira, a partir das 15:30, no Rádio Clube Português - Rádio Clube de Aveiro - 94.4, ouvir o Abel Cunha a esmiuçar os porquês do “pelo fim da caça no Baixo Vouga”.
publicado por mparaujo às 21:36

publicado por mparaujo às 20:16
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18
Out 07
Segundo a agenda do Notícias de Aveiro, pelas 16:00 Hm, a Câmara Municipal de Estarreja vai hoje receber o Certificado de Sistema de Gestão da Qualidade à Câmara Municipal.
 
Pergunta de retórica: Gestão da Qualidade de quê?
1. Das lamas ilegalmente depositadas em terras "verdes" de Canelas?
2. Da Carnificina no abate das aves em zona protegida do Baixo Vouga?
3. Das descargas poluentes da Ria?
4. Do ponto bem negro no serviço público de saúde ao concelho, com o protocolo com o Min. Saúde para o Hospital Visconde de Salreu?

Pois... "a modos que..."
publicado por mparaujo às 08:09

16
Out 07
(via Noticias d'Aldeia)

O movimento PELO FIM DA CAÇA NO BAIXO VOUGA, formaliza a sua constituição e, apresenta publicamente, os objectivos de preservação das espécies no habitat compreendido na zona do Baixo Vouga, em sessão pública, a realizar no próximo Sábado, 20 de Outubro de 2007, com o seguinte programa:
14:00h - recepção - Biblioteca Municipal de Estarreja;
14:20h - apresentação de nota pública;
15:45h - visita guiada ao Baixo Vouga.
A sessão é pública e aberta a todos os que queiram aparecer.
A visita ao Percurso Bioria de Salreu será guiada pelos técnicos do projecto.
Uma oportunidade para conhecerem com algum pormenor, esta belíssima zona.
Infelizmente, mas mesmo muito infelizmente, uma oportunidade que vou perder por motivos profissionais.
publicado por mparaujo às 21:29

15
Out 07
Fim-de-semana rico em acontecimentos e leituras neste "meio" Outubro, com réstia de sabor a Verão.
1. Entrega do Orçamento do Estado para 2008. Relegado para segundo plano (ou mesmo terceiro ou quarto planos), o Orçamento do Estado prevê a fixação do deficit nos 3%, revendo em baixa o crescimento económico (2,2%), mantendo-se a centralização da polémica no binómio investimento - despesa pública. Por outro lado, mantém-se as taxas de tributação altas (IRS, etc).
Ou seja, como em todos os anos e ciclicamente, mais do mesmo.

2. A selecção nacional, com uma exibição descolorida, lá consegui ser eficaz e conquistar 3 pontos já há algum tempo perseguidos. Mais uma vez, beneficiando igualmente do azar de terceiros (como por exemplo, a Finlândia). Quarta-feira há mais.

3. Fátima tem novo espaço de culto e de celebração católica. Podemos entrar nos argumentos arquitectónicos e estéticos; podemos questionar a exuberância e apogeu do espaço; podemos questionar a consistência e coerência dos seus custos. Mas é certo que foi a vontade dos crentes, peregrinos e da própria Igreja que, com fundos próprios, ergueu este novo espaço. Curiosamente, com mais tempo de antena na televisão do que o Congresso Social Democrata.

4. Congresso PSD. No reino “laranja” nada de novo. Inclusive algumas decepções (não que me afectem, mas poder-se-ia esperara mais).
Luis Filipe Menezes já estava eleito. Elegeu apenas 1/3 dos lugares no Conselho Nacional. Alguns apoiantes de Marques Mendes mantiveram-se na estrutura partidária (ex. Zita Seabra), o que significa que a transformação não foi total.
No seu discurso final, Menezes, ao falar para fora do partido e assumindo-se como alternativa ao PS, foi novamente decepcionante.
Sobre o sector económico ouviu-se muito pouco e foi muito vago quanto ao crescimento, desenvolvimento e impostos. Sem alternativas à política do actual governo.
Falou de uma nova constituição, como se esta temática fosse relevante para a maioria dos portugueses. Sobre Ambiente, Agricultura, Justiça e Europa… nada.
Muito pouco acutilante no que respeita à Educação e Saúde. Poderia estar aqui o seu campo de batalha (é onde o governo socialista tem vacilado mais).
Mas onde se esperaria que Menezes fosse verdadeiramente relevante e incisivo era na questão do poder local e na regionalização. E aqui residiu a maior decepção. Mesmo com a perspectiva de o PSD calendarizar o processo da regionalização, afirmar-se que esta questão não é prioritária, foi o mesmo que dizer que o assunto morrerá numa qualquer gaveta.

5. Como não sou social-democrata (nem tão pouco mais ou menos), a minha preocupação deste fim-de-semana, foi para a segunda parte da entrevista da Dra. Catalina Pestana. Não pelo mediatismo da temática, mas pelo conteúdo e mensagem que a ex-Provedora (mesmo correndo o risco dos “telhados de vidro”) proferiu relacionado com o processo. Muito mau para um país que se diz evoluído, que se diz um estado de direito, que proclama a separação da Justiça e da Política, que não sabe, nem quer defender o seu futuro (as suas crianças). É muito, mas mesmo muito triste.

Boa semana
publicado por mparaujo às 07:58

12
Out 07
Publicado na edição de ontem (11.10.07) do Diário de Aveiro.

Crónicas dos Arcos
É por umas e por outras que…


o interminável tabu da regionalização precisa urgentemente de ter um fim.
Uma “fatia” considerável da sociedade portuguesa mudou a sua opinião ou reforçou a sua fundamentação em relação à questão da Regionalização. Porventura, poderá não ser coincidente o sistema a adoptar. Mas quanto aos princípios e aos fins, há, hoje, uma maior convergência de vontades e desejos na concretização de um processo regionalista.
Isto muito por culpa do, cada vez mais, excessivo centralismo deste governo e a imagem de prepotência que o mesmo tem demonstrado em relação ao poder local, às populações, ao crescendo das assimetrias do país, nomeadamente no que respeita à saúde, ao ensino, ao turismo e ao ambiente. É que regionalizar não pode ser o mesmo que descentralizar ou desconcentrar a administração pública. Regionalizar é diferente de governar por e-mail, telefone, telemóvel ou despachos legislativos. É proporcionar um crescimento mais homogéneo possível, garantindo mais qualidade de vida e minimizando as assimetrias regionais cada vez mais acentuadas. É proporcionar autonomia, sem perder a identidade nacional.
Face aos resultados do referendo de 1998, hoje e com as realidades que as populações vivem de muito perto (fecho das escolas, centros de saúde, urgências hospitalares, os atropelos ambientais, etc.), as pessoas já não temem tanto “o medo do salto no escuro”, mesmo que as projectadas cinco regiões-plano possam não merecer ainda o consenso generalizado ou a sua percepção real. Como se “ousa” dizer na gíria e senso comum: “pior já não pode haver”.
Tomemos o exemplo concreto de Aveiro e da sua região e desmistifiquemos a questão.
Aveiro é, por si só, uma região rica em recursos e com potencialidades ímpares. Temos o desenvolvimento científico e tecnológico emergente de uma das melhores universidades do país; considerando o distrito (embora cada vez mais desfragmentado) temos um parque industrial e económico desenvolvido quer a norte, quer a sul (com algumas empresas com capacidade financeira e comercial de relevo a nível nacional e externo); temos património histórico e cultural diversificado e temos igualmente um património ambiental e turístico de excelência, resultante da diversidade que nos oferece a serra, o rio, a ria e o mar. Mas se temos isto tudo (e é um facto que o temos), falta a Aveiro um aspecto fundamental para a afirmação regional: Aveiro não tem peso político, como diria o Dr. Candal.
Ainda há bem poucos dias, se comemorou em Aveiro o cinquentenário do Congresso Republicano. São igualmente referências os papeis políticos exercidos por ilustres aveirenses em outroras campanhas. Mas longe vão os tempos. A actual factualidade mostra uma realidade bem diferente. Aveiro não se consegue impor no eixo A25, (ex-IP5); não conseguiu congregar na sua Área Metropolitana todos os conselhos do distrito e não consegue libertar-se da subserviência (mesmo que imposta) do poder político “sub-centralista” de Coimbra.
Embora seja reconhecido pela maioria como uma grande conquista (e não o deixa de ser), a importância do anúncio do Ministro da Economia em localizar a sede da Direcção Regional de Economia do Centro em Aveiro, na prática, traduz mais uma descentralização ou desconcentração de serviços da administração pública central do que propriamente uma sustentação da regionalização pela falta de autonomia política, legislativa, orçamental e fiscal desta região que estará subordinada ao peso político-administrativo da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento do Centro sedeada em Coimbra. Mesmo que seja reconhecido o potencial e o desenvolvimento industrial e económico da região de Aveiro. Mas falta-nos a capacidade de gerir a “cousa” nossa.
Além disto, recentemente, a aveirense Professora Dra. Teresa Fidélis foi nomeada presidente da Comissão Instaladora da Região Hidrográfica do Centro que dará lugar à Administração da Região Hidrográfica do Centro (que engloba as hidrografias do Vouga, Mondego, Lis e Ribeiras do Oeste), com sede em Coimbra e que administrará regiões tão díspares como Aveiro, Coimbra e Leiria. Disparidades que potenciam a preocupação cada vez maior sustentada na ausência ao longo dos tempos da tão desejada entidade gestora da Ria de Aveiro.
Um património natural cada vez mais esquecido, espartilhado e degradado, mas que não deixa de ser uma das riquezas fundamentais desta região. Assim como o Rio Vouga, nomeadamente a zona lagunar do “baixo Vouga” (bem junto à ria), integrada em Zona de Protecção Especial, com importância reconhecida pela Birdlife International, pela SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves), pela convenção de Bona (relativa às espécies migratórias da fauna selvagem) e a recomendação para integrar os Sítios Rede Natura 2000. Contra o abandono político a que a região foi submetida, resta a consciência ambiental e regionalista dos cidadãos desta área (Aveiro - Canelas - Estarreja) na defesa do seu património e no alertar de responsabilidades contra o fim da chacina provocada pela caça no “baixo Vouga”.
As mesmas responsabilidades que ainda estão por atribuir, passado um ano do registo e denúncia do despejo ilegal de lamas de origem desconhecida em terrenos agrícolas e lagunares em Canelas (Concelho de Esterreja). Pela consciência do atentado à saúde pública, foram efectuadas várias denúncias à CCDR do Centro e Direcção Regional de Agricultura da Beira Litoral. Até à data, nada ou muito pouco. É o resultado do desprezo a que a região de Aveiro foi votada nesta região-plano do Centro.
Como exemplo da noção do valor da Região de Aveiro e da capacidade de ser motora e pólo de desenvolvimento regional “per si”, registe-se a opção, pelos responsáveis da Região de Turismo da Rota da Luz, de desvincularem-se da Associação de Desenvolvimento do Turismo na Região Centro (ADTRC) que futuramente dará lugar à Associação para a Promoção do Turismo na Região Centro de Portugal - Turismo Centro de Portugal (TCP).
Não sei se esta opção (aliás igualmente tomada pela Região de Turismo da Serra da Estrela) será “inocente” ou não. Mas valerá pelo esforço na defesa de um património turístico e ambiental de excelência que merece ser valorizado.
E esta valorização, pela opção cada vez mais crescente de eleição turística dos espanhóis, poderá fazer sentido passar pela integração, ou pelo menos, pela estreita relação com a Região de Turismo do Norte, como porta de ligação ao Norte de Espanha, quer pelos circuitos turísticos da região nortenha, quer pela proximidade ao Aeroporto Sá Carneiro.
E já que é notória a falta do tal “peso político” de Aveiro, poderá não ser descabido equacionar um processo de regionalização (autonomia política, legislativa, orçamental e fiscal) que alargue a região-plano do Norte até ao Vouga ou A25.
Aveiro poderá beneficiar do desenvolvimento e peso político e económico do Norte e a Região Norte poderá beneficiar das potencialidades de Aveiro - turismo, a universidade, o Porto Comercial, a plataforma logística, a eventual ligação comercial de Alta Velocidade a Salamanca.Por uma regionalização eficaz, porque não?!
publicado por mparaujo às 18:49

11
Out 07
São como bandos de pardais, à solta. Os putos! Os putos!

Para ler no "Sol".

publicado por mparaujo às 22:43


RUMAR A MAR ALTO - EXPOSIÇÃO NO TEATRO AVEIRENSE

Organização Teatro Aveirense e APA – Administração Porto de Aveiro

12 de Outubro - Patente até 12 de Novembro


A exposição "Rumar a Mar Alto", é inaugurada amanhã, dia 12 de Outubro, às 19:30, no Teatro Aveirense.

Inserida nas Comemorações do Bicentenário da Abertura da Barra, 1808-2008 - a exposição conta áreas como Pintura e Instalação Multimédia, Escultura, Fotografia e Desenho de Artistas com formação na Faculdade de Belas Artes do Porto, entre outras.

3ª a domingo - das 13:00 às 20:00
publicado por mparaujo às 19:40

10
Out 07
Amigos, desconhecidos e "mais ou menos".
Há dois anos atrás era assim:

10 Outubro 2005
Princípio
Por princípio... assim se começa

Hoje...
730 dias!
629 posts!
31531 visitas aos Arcos!
Fraquinho?! Provavelmente... mas com muito gozo.
 
Obrigado a todos. Não se incomodem.
publicado por mparaujo às 09:30

A meio da semana ainda badalam os estilhaços das leituras e "desabafos" do fim-de-semana na imprensa nacional.
Retrato a quatro dimensões deste rectângulo à beir-mar plantado.
Foto 1
Ficámos a saber que os casos de pedófilia envolvendo crianças da Casa Pia não parou.
Foto 2
Através do socialista João Cravinho, é preocupante o crescendo da corrupção no nosso sistema político.
Foto 3
Através de um dos jornalistas mais meiático e, provavelmente, mais conceituado, descobrimo que o canal público de televisão (que deveria ser de e para todos) afinal não é isento e serve de arma informativa do governo.
Foto 4
Depois de "bestiais" passaram a "bestas" para voltarem a serem os "maiores". A imprensa britânica (ou alguma) revela que afinal a PJ Portuguesa está no bom caminho da investigação do caso Madie.
Cantando e rindo...
publicado por mparaujo às 08:38

No seguimento do post anterior, é, independentemente de polémico e incoerente, um acto de coragem o que a ex-provedora da Casa Pia vem revelar, ou pelo meno já revelou nesta primeira parte da entrevista ao "Sol".
Por outro lado, um grupo de funcionários da Casa Pia vem, no entanto, insurgir-se com as declarações de Catalina Pestana por as entenderem como "bombásticas" e "inquietantes".
Pois bem... se calhar poderão ter razão!
Porque...
Preocupante é o facto da Justiça não saber lidar com casos mediáticos, polémicos e incisivos.
Preocupante é que, com o arrastar temporal do processo, muito do caso seja arquivo por prescrição.
Preocupante é o país ganhar uma consciência de que existem duas justiças: as dos pobres e as dos ricos.
Preocupante é que, após a divulgação pública e o processo judicial, a situação das crianças na Casa Pia tenha continuado na mesma.
Preocupante é que, apesar da coragem para publicamente continuar a denunciar o caso continuado de pedófilia envolvendo crianças da Casa Pia, se possa, no entanto e face às declarações, vir a constatar que durante o mandato de Catalina Pestana esse abusos sexuais se mentiveram. E como fica a ex-provedora?!
Preocupante é que só após a saída de Catalina Pestana, a ex-provedora venha publicamente e junto da PGR apresentar a denúnica. Então, e durante?!
Preocupante...
publicado por mparaujo às 02:31

07
Out 07
Como poderemos tratar com justiça, eficácia e consistência os assuntos dos outros (estrangeiros - caso Madie), se não sabemos, não queremos ou temos medo e vergonha de tratar dos nossos (Rui Pedro - Rui Pereira - Sofia Oliveira - etc).

E após tanta polémica, tanto sururu político e social, tenta vergonha nacional, tanta perseguição à blogoesfera, há quem tenha a coragem de não deixar morrer o que a justiça tem o dever de cuidar e tratar.

Para ler este fim-de-semana e no próximo, no semanário "Sol", a entrevista à ex-provedora da Casa Pia: Dra. Catalina Pestana.

Poderá trazer ou não questões novas ao processo e ao tema, mas pelo menos revela a coragem de não deixar "morrer" mais 20 ou 30 anos uma realidade degradante num estado de direito, democrático e livre e que se diz (ou alguns dizem) moderno, europeu e avançado.

Mesmo correndo o risco de violar o segredo de justiça. Ou não...
Pela justiça!
publicado por mparaujo às 19:54

06
Out 07
Assinala-se hoje o cinquentenário do I Congresso Republicano, que a 6 de Outubro de 1957 (47 anos após a implantação da República) reuniu em Aveiro a oposição ao regime do Estado Novo, tendo como alguns dos seus principais protagonistas Dr. Mário Sacramento - Dr. Vale de Guimarães (Governador Civil) - Dr. Costa e Melo - Dr. Manuel das Neves e o Arcebispo de Aveiro D. João Evangelista da Lima Vidal.
Pela defesa do ideal da liberdade, "marca" política e social da história da cidade, Aveiro, há 50 anos atrás, tinha efectivamente o que o tempo, o comodismo e o conformismo foi-se encarregando de, cruelmente, "aniquilar": PESO POLÍTICO e POSIÇÃO DE RELEVO na estratégia do país.
Hoje... resta-nos a memória.
publicado por mparaujo às 01:07

05
Out 07
I República - queda do regime monárquico.
A história revela-nos que as mudnaças sociais e políticas ocorreram sempre sustentadas por processos revolucionários: I República - "II República" (28 de Maio de 1926) que deu origem a um dos períodos mais controversos e polémicos da nossa história, O Estado Novo e o 25 de Abril de 1974 (provavelmente a III República).
Foi assim que uma varanda da câmara de lisboa teve o seu apogeu histórico e simbólico a 5 de Outubro de 1910, quando foi implantada a República (a tal I República), encerrando-se um ciclo de 7 séculos de Reis, Rainhas, Principes e Princesas e de muitos contos de fadas.
De tal facto histórico, social e político surgiram nomes como os de Teófilo Braga, Manuel Arriaga, Benardino Machado e Sidónio Pais, entre muitos outros.
E surgiu também um país onde reina a corrupção, a "cunha" e o favorecimento pessoal, a crise económica, a crise de valores, o mau trato das crianças (de novo Casa Pia, para ler no "Sol"), o desemprego, a crise na educação e na saúde.
É caso para dizer que, mesmo com o fim da Monarquia, "O Rei vai nú".
publicado por mparaujo às 12:48

04
Out 07
Em defesa do Baixo Vouga.
Recebido via e-mail do ilustre amigo Abel Cunha.
Pela adesão à causa.

 
Boa noite Caro Miguel,
Aceitando a sua oferta, cá vai. Pois este pessoal matador de passarinhos, perante a ausência de qualquer fiscalização, vai abatendo paulatinamente, a tiro tudo o que possa mexer, e mesmo o que não mexe, como sejam as placas identificadoras das espécies que a equipa do Bioria tem colocado.
A blogosfera local lançou um movimento visando interditar a prática da caça nestes terrenos o que, desde logo mereceu a necessária e inevitável reacção corporativa. Como sabemos, actualmente já se não caça para comer, mas sim, pelo prazer de matar, prazer esse, aqui levado à matança indiscriminada de aves, protegidas ou não e por métodos legais ou ilegais, como sejam, a caça nocturna com holofotes.
O movimento está no início, começaram as hostilidades na imprensa local mas, é coisa com pernas para andar. Contamos com o apoio de entidades ligadas à natureza e, força de vontade. O logo do movimento já está a circular, se tiver interesse em ver ou adoptar, está em
http://noticiasdaaldeia.blogspot.com/.
Assim Miguel, pedia-lhe que se nos juntasse nesta causa que me parece justa e, tanto quanto estiver ao seu alcance, fosse falando do assunto. Claro que quanto mais gente aderir, mais nos faremos ouvir.
De maré, convido-o a ver o recém inaugurado imagens d’aldeia, mais parecido com, imagens de um Portugal que, dizem, já não existe, em
http://imagensdaldeia.blogspot.com/. A verdadeira fotografia naif, que este seu amigo gosta, quer, mas não sabe.
Um abraço.
Abel Cunha
http://noticiasdaaldeia.blogspot.com
publicado por mparaujo às 18:00

03
Out 07
não é filho de boa gente. Assim reza o bem antigo dito popular.Só é pena que Portugal não se liberte deste mito histórico de subserviência para com o Reino de Sua Majestade.
É deprimente que durante 5 meses, os ingleses, a sua imprensa e camuflada e silenciosamente a sua polícia, tenham "gozado", mal-tratado, denegrido o País, as nossas gentes e a nossa PJ, sem que ninguém, ou quase ninguém, tenha defendido as nossas "coisas" e enfrentado os ingleses.
É nestas coisas que vemos o nosso peso internacional, a nossa força e capacidade de nos impormos.
Continuamos e, infelizmente, haveremos de continuar na cauda e bem no fundo da Europa, com ou sem presidências, com mais ou menos folclore, preocupados com as tecnologias e os seus choques. Como diria o meu avô se ainda fosse vivo: «comemos sardinha e "arrotamos" lagosta». E lá vamos cantando e rindo.
O Inspector Gonçalo Amaral - ex-coordenador do Departamento de Investigação Criminal de Portimão, teve a coragem de proferir, com o seu comentário, o que muitos secreamente e por essas esquinas apenas se atrevem a dizer em surdina.
Este caso está claramente mal contado e são inúmeras as pontas do novelo que nos fazem pensar em várias suspeições. A isto não será alheio os comportamentos, o "circo" montado e alguma coisa bem escondida por parte dos pais e amigos da pequena Madie.
Este caso apenas serviu até agora para complicar o trabalho da PJ e "afundar" a imagem de Portugal.
A única preocupação que existiu foi a de "baixar as calças" para que os ingleses nos vejam mais as "cuecas".
Maior subserviência não pode existir.
Somos mesmo pequeninos.

A entrevista polémica
aqui no DN.
Mais informação
AQUI - AQUI e AQUI.
publicado por mparaujo às 22:35

É certo e sabido que a aposta e o apoio de Ribau Estaves ao agora presidente do PSD - Filipe Menezes, teve já a sua recompensa final.
O autarca de Ilhavo foi o escolhido para ser o Secretário-Geral do partido, ou seja, comandar o aparelho.
Mas não era necessário criar já tanta polémica em seu torno (melhores dias virão para isso, com certeza).
Às 17:55 Hm o Expresso On-Line (por acaso pertença de um apoiante de Marques Mendes) noticiava que Ribau Esteves iria ocupar o lugar de Secretário-Geral do PSD e abandonaria a Câmara de Ilhavo.
Às 19:33 Hm era noticiado que tal tinha sido desmentido pelo autarca ilhavense na Rádio Terra Nova. Isto é, ocuparia o cargo de secretário-geral, mas não abandonava Ilhavo antes do final do mandato.
Resultado e polémica à parte, há que seguir o exemplo do líder: nada é incompatível e com um bocadinho de esforço e suor à mistura, os dois cargos cumprem-se com uma "perninha às costas".
publicado por mparaujo às 21:52

01
Out 07
A ver o Prós e Contras na RTP por todas a crianças - as vivas, as que sofrem, as que desapareceram e as que são vitimas de todos e quaisquer maus tratos.
Só é pena não haver outra moderadora. Mas vale a pena o esforço...


(Actualização)
A razão da lei vs a emoção do coração.
publicado por mparaujo às 22:54

Não basta parecer; é preciso também ser.
Este é um ditado antigo mas muito assertivo.
Quando se convida alguém para publicamente proferir um determinado ponto de vista, qualquer cultura, por mais tirana ou ditatorial que seja, tem a regra de ouro da boa educação. Isto significa que, mesmo que o ponto de vista seja oposto ao nosso, manda qualquer e boa educação que o convidado, pelo menos, não seja ofendido na sua honra e bom nome.
Infelizmente, à má maneira americana, a mania da superioridade (mesmo que ela não exista) levou a que o Presidente Iraniano (mesmo que seja tudo e mais alguma coisa) tenha sido ofendido e insultado pelo presidente da Universidade de Columbia, que convidou o líder do Irão a visitar e a falar naquela Instituição.
Polémicas à boa maneira mediática americana, rolaram em catadupa.
Mas nem tudo ficou por aí…
Vem agora o reitor de uma universidade iraniana de Ferdowsi convidar o presidente norte-americano Bush, a falar para professores e estudantes e responder às suas questões sobre direitos humanos, terrorismo e Holocausto.
E agora, Mr. Bush?!
Há moralidade ou não?!
Há coragem política ou não?!
publicado por mparaujo às 22:33
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