Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

27
Mar 08
Publicado na edição de hoje (27.03.2008) do Diário de Aveiro.

Crónicas dos Arcos
Edu… quê?!


Hoje, o esvaziamento do processo de formação e aprendizagem no ensino é preocupante e não deixa de ser um reflexo do próprio esgotamento de uma sociedade desvalorizada, sem objectivos, sem auto-estima, princípios ou socialmente estável.
E é, para mim, estranho que face aos acontecimentos relatados pelos meios de comunicação social (em alguns casos, excessivamente relatados), no caso da agressão de uma aluna a uma professora, no Liceu Carolina Michaelis (Porto) por causa de um telemóvel, se tenha falado e escrito de quase tudo e, na maioria dos casos, de quase nada ou esquecendo o essencial.
Que a situação descrita foi e é grave, ninguém pode colocar em causa.
Que o comportamento da aluna é inteiramente reprovável, nada a opor (embora considere tão o mais grave o comportamento do resto da turma. E esses ainda ninguém questionou).
Que esta realidade é, infelizmente, uma vivência quase quotidiana no nosso sistema de ensino, é algo que só alguns (responsáveis) não querem ver.
Então, porquê tanto alarido? Situações de conflito, indisciplina, alguma violência, já há alguns 25, 20, 15, 10 anos atrás aconteciam, por exemplo, nesta “pacata” cidade de Aveiro, nos nossos liceus. Quem não fez asneira que atire a primeira pedra. Mas então o que mudou?
Mudou essencialmente a dimensão, a violência desmedida e espontânea, a importância dos valores, do sentido de responsabilidade, do sentido de comunidade e de vivência social.
E mudou (e muito), o significado da escola, do papel do professor e do aluno, do auxiliar, do próprio ensino.
E isto ficou, uma vez mais, por debater, questionar, alterar e assumir responsabilidades.
É ridículo reduzir (mesmo com a gravidade dos factos) os acontecimentos ao uso, ou à sua proibição, de telemóveis ou ao próprio confronto aluna-professora (pior, mais uma vez, ou pelo menos tão grave, foi o comportamento do resto da turma e o seu reflexo no futuro). Como se o actual estado do ensino não sofresse de males bem mais estruturantes e profundos.
Como se esta realidade, que se pensa confinada apenas ao ensino secundário, não terá, dentro de muito em breve, reflexos sérios e marcantes no ensino superior.
E já para não falar a própria vida profissional e na sociedade de amanhã.
A escola, para a maioria dos adolescentes e jovens é, hoje, uma mera obrigação (na maioria dos casos desprovida de responsabilidade, mérito e justiça), sem uma perspectiva de futuro ou de valorização. Terminar o 12º ano significa objectivamente o quê? Uma concorrência “desleal” com um recém-licenciado para um lugar num “call center” ou numa caixa de um hipermercado? O esforço de mais três anos de escola (após o 9º ano - escolaridade obrigatória) valerá a pena face à realidade das “Novas Oportunidades”? O Secundário, hoje, profissionaliza e prepara para o quê?
É que a escola, há alguns anos a esta parte, tem servido de “cobaia laboratorial” para as mais diversas e distintas experiências psico-pedagógicas na educação e ensino, sem terem em conta os mais elementares princípios da formação humana: sentido de responsabilidade, respeito, justiça, equidade, convivência e construção social.
O ensino está cada vez menos exigente (com programas curriculares cada mais vazios e simplistas, para não dizer medíocres), incapaz de formar e preparar o futuro, de responsabilizar, de devolver a autoridade e o respeito ao professor, etc..
A escola, enquanto instituição do valor educação/ensino, não soube encontrar argumentos, nem estruturas que a “blindassem” de uma realidade social, onde a família, a liberdade, a justiça e a democracia há muito foram perdendo qualquer referência ou valor.
A escola forma cada vez menos e pior. A escola está vazia, o papel do professor está destituído de respeito e valor. Caiu nas ruas da amargura, como nas ruas caíram os valores, as regras e o sentido de liberdade e democracia.
Sinais que se reproduzem no tempo, no ensino superior, na formação, na sociedade, na vida profissional …
Assim progride a nação. Assim cresce a sociedade.
publicado por mparaujo às 11:17

24
Mar 08
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publicado por mparaujo às 16:40
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23
Mar 08
Sou claramente a favor do alargamento dos horários dos Hipermercados os Domingos e Feriados.
Não é por essa realidade que os empregados são mais explorados do que, em alguns casos, já existe.
E muito menos, atendndo aos objectivos que determinam a actual legislação, não será pelo facto dos Hipermercado abrirem aos Domingos à tarde e Feriados que o chamado "Comércio Tradicional" se afundará mais.
Até porque não é com a actual legislação que o comércio tradicional sobrevive. O encerramento dos hipers aos domingos à tarde e feriados corresponde a um aumento do volume de negócios do comércio tradicional?
Quem não vai ao hipermercado aos fins-de-semana, vai ao comércio tradicional à semana?
O que o comércio tradicional precisa é de inovação, de capacidade de captação de clientes, actualização de mercados, de investimento e, de garantir melhor qualidade para manter a capacidade de concorrência.
Agora... faz sentido alterar uma lei sem coerência e que, na prática, mantém uma realidade fictícia. Os Pingo Doce, Lidle, etc, não fazem frente ao cmércio tradicional? Então porque podem ter horário liberalizado?
publicado por mparaujo às 21:11

As noticias desmultiplicam-se em situações caóticas de trânsito neste fim de Páscoa.
Trânsito no regresso aos grandes centros e ao litoral, vindo de uma breve passagem pelo interior (excepção feita ao AllGarve), nomeadamente à Serra da Estrela.
E é este o exemplo perfeito de um país assimétrico, despovoado e cada vez mais desertificado no seu interior. Apesar de alguns resistentes.
Um Portugal desigual, onde as pessoas contam cada vez menos.
publicado por mparaujo às 20:55

21
Mar 08

Publicado na edição de quinta-feira, dia 20 de Março de 2008, do Diário de Aveiro.

Crónicas dos Arcos
Esquerda, Direita. Volver!

Não se trata de qualquer referência de âmbito militar ou militarista, mas tão somente a abordagem de uma realidade que, nos últimos anos, tem vivido uma mutação evidente: a política, os partidos, as convicções…
Os cidadãos cansaram-se da política.
Cansaram-se do “hoje é verdade, amanhã é mentira”, da falta de rigor, de medidas sociais e humanistas desajustadas, desestruturadas e longe das necessidades vividas no quotidiano. Cansaram-se dos jogos de poder, da falta de ética, das influências e da corrupção.
Mas também, e principalmente, pelo esvaziamento das ideologias, dos princípios, das fronteiras dos valores.
Esta incerteza e indefinição que os partidos conferiram à política e ao seu valor, criou um abismo entre os eleitores e os eleitos, uma oscilação na defesa de posições, de princípios e de ideais que origina uma efectiva displicência e indiferença entre o estar à direita, ao centro ou à esquerda.
Se esta realidade é marcante no comum do cidadão, não o é menos, nalguns casos, na própria esfera de quem se “move” nos meandros da política e dos partidos.
Se, por um lado, poder-se-á considerar relevante esta ausência de referências ideológicas, éticas e dos valores porque essa realidade corre o risco de se transpor para a própria vivência social das pessoas (emprego - religião - escola - justiça, etc.), por outro, já será de somenos importância que a diminuição ou, nalguns casos, ausência da influência partidária nos cidadãos seja preocupante.
Sempre que existe a consciencialização dos cidadãos e das suas comunidades ou sectores sociais para se exprimirem livremente, há a preocupação imediata dos aparelhos partidários de saírem à e para a rua, não querendo, por comodismo ou laxismo, perder influência e posição.
Isto porque, face à construção e análise crítica que os cidadãos vão fazendo da sociedade - a forma com se relacionam entre si, a forma como definem e confrontam necessidades, objectivos, ansiedades e preocupações cada vez mais comuns - origina uma crescente preocupação cívica, uma maior consciência de intervenção e exercício do direito de cidadania, muito para além de princípios e referências ideológicas, muito, e cada vez mais, para lá das fronteiras político-partidárias.
Veja-se o caso SEDES, a participação eleitoral de Manuel Alegre nas últimas presidenciais, o Movimento por Lisboa nas autárquicas intercalares e muitos movimentos que surgem pela simples vontade de exigir e responsabilizar o poder político e defender causas comuns.
Aproxima-se mais um ano eleitoral. Aliás, bastante eleitoral e eleitoralista.
Aproxima-se mais um teste ao “poder instalado” no que resta da história dos partidos nesta jovem democracia nacional.
Aproxima-se mais um desafio à vontade dos cidadãos, à sua exigência social, à coragem para enfrentar as “amarras” da realidade partidária estabelecida.
Assim progride a nação. Assim cresce uma sociedade preocupada.

publicado por mparaujo às 20:09

19
Mar 08
Enquanto dois jornais britânicos do Grupo Express Newspapers foram condenados pelo Tribunal de Londres ao pagamento de uma indemnização de 700 mil euros, outros dois jornais - O "Daily Express" e o "Daily Star", também do mesmo grupo, vieram publicamente (com manchete de 1ª página), pedir desculpas a Kate e Gerry McCann, por terem noticiado um eventual envolvimento na morte da pequena Madie.
Mau jornalismo... sem dúvida! Mediatismo britânico quanto baste.
É também o jeito que dão 700 mil euros ao fundo que já deve ter "batido no fundo"
E já agora... desculpas Portugal e à PJ nacional, eram bem vindas. Dispensadas de indemnização.
publicado por mparaujo às 20:06

Líder do PSD fala em ausência de política de saúde. Luís Filipe Menezes: "Depois de ministro a mais, temos agora ministra a menos". 17.03.2008 - Lusa

Mesmo que não se goste das reformas aplicadas na saúde, temos demagogia pura no líder da oposição. Em vez de propostas alternativas, temos deduções populares: "preso por ter e por não ter".

publicado por mparaujo às 19:51

No comício do passado Sábado que serviu de "comemoração" dos 3 anos de governo de José Sócrates, o Primeiro-Ministro afirmou que este governo travou muitos combates pelo desenvolvimento do país.
Pois este país tem travado muitos desalentos, decepções, amarguras, sacrifícios por este governo.
publicado por mparaujo às 19:30

Ora aí está.Pagar quotas para quê?
Há sempre forma de se arranjar um financiamento externo.
O partido da "borlix". Se não quer pagar quota ou jóia, filie-se no PSD... à "pala"!
Menos um regulamento.
publicado por mparaujo às 00:26
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Segundo as palavras de Manuela Ferreira Leite, "o PSD não está em estado de polvorosa" e garante que os sociais-democratas estão unidos.

Ora bem... desde a eleição de Luís Filipe Menezes que não vemos tamanha agitação nas hostes "laranjas". É a contestação à agenda política do partido, à liderança e à oposição ao Governo, são os regulamentos e estruturação interna, etc., etc. Todos os dias, lá vem mais uma reacção interna.

Se isto não é pólvora, poderá ser pelo menos o rastilho.
publicado por mparaujo às 00:19
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16
Mar 08
A hora da verdade - Sexta-feira 14.03.2008
Apesar de lista única, manteve-se o processo do acto eleitoral.
Universo de alunos - 84
Sócios AEISCIA - 47
Votantes - 32 (38%)
Resultados:
Lista A - 31 votos
Brancos - 1 voto
Nulos - 0 votos
AGORA... MÃOS À OBRA!!!!!!!

AEISCIA - constituição
Mesa da Assembleia-Geral
Presidente - Ana Sofia Pinho (2º ano de Comunicação)
1º Secretário - Gilberto Marques (1º ano de Gestão)
2º Secretário - Ricardo Oliveira (2º ano de Comunicação)

Conselho Fiscal
Presidente - Marta Duarte (2º ano de Comunicação)
Secretário - Liliete Marisa Dias (1º ano de Gestão)
Relator - Isabel Regina Costa (1º ano de Gestão)

Direcção
Presidente - Miguel Pedro Araújo (2º ano de Comunicação)
Vice-Presidente - Diogo Filipe (2º ano de Comunicação)
Vogais: Juelma de Mascarenhas (2º ano de Comunicação)
Maria João Coelho (2º ano de Gestão)
Vitor Hernâni Santos (1º ano de Gestão)============================================================
Núcleo Informativo
Maria Manuela Fonseca (1º Ano Comunicação) - Coordenador
Regina Teixeira (1º Ano Comunicação)
Inês Pinto (1º Ano Comunicação)
Natércia Simões (1º Ano Comunicação)
Núcleo Semana Académica
Jorge Melo -Coordenador (3º Ano Comunicação)
Ana Catarina Machado (1º Ano Comunicação)
Helena Costa (1º Ano Comunicação)
Nuno Gil Esteves (1º Ano de Gestão)
publicado por mparaujo às 10:55

Do Diário de Aveiro.
publicado por mparaujo às 10:42

Com a devida "vénia" à Radio Terra Nova. (12 de Março de 2008 - 8:13:46 AM )
Miguel Araújo lidera a única lista candidata à Associação de Estudantes do ISCIA.

Miguel Araújo lidera a única lista candidata à liderança da Associação de Estudantes do Instituto Superior de Ciências da Informação e Administração de Aveiro. Depois da experiência como membro do Conselho Fiscal no último mandato, propõe um projecto de continuidade. “Como já fazia parte deste desafio, o projecto passa por dar continuidade ao trabalho com outras características mas acima de tudo com a preocupação de tornar a associação mais próxima e interventiva”, afirma Miguel Araújo que pretende abrir o ISCIA à sociedade. “Mecanismos e actividades que criem massa crítica juntos dos alunos, que os obriguem a reflectir e a intervir, preparando-os para as saídas profissionais. Isto de forma interna e, ao mesmo tempo, aproveitando para que as pessoas do meio aveirenses olhem para o ISCIA como referência no ensino e em termos culturais”, sublinha o candidato.
publicado por mparaujo às 10:10

13
Mar 08
Publicado na edição de hoje (13.03.08) do Diário de Aveiro.

Crónicas dos Arcos
Virado do Avesso!


Este primeiro trimestre de 2008 tem mostrado, com mais relevo nas últimas semanas, um país em “pressão”, em “confusão”, em “ebulição”… na rua em “contestação”. Mas não se entenda este sair à rua como um mero exercício de contestação desarticulada, incoerente ou inconsistente.
É o reflexo da necessidade de diversos sectores e das comunidades locais de marcarem a sua posição face ao que entendem ser a implementação de medidas e reformas desajustadas, inconsistentes e que colocam em causa a responsabilidade social do Estado e a qualidade de vida e de desenvolvimento do país.
E esta realidade é de tal forma marcante na agenda política actual que “obrigou” o próprio governo a descer igualmente à rua, já no próximo Sábado, no Porto.
Mas vamos a factos…
Primeiro Avesso.
Cerca de 100 mil docentes “invadiram” Lisboa. Por mais tentativas que o governo faça para desacreditar e desvalorizar o impacto criado (e diga-se em abono da verdade que foi significativo), a verdade é que não há memória de uma união tão forte no sector. Aliás, desde Julho de 1980 (300 mil pessoas na Praça do Comércio em Lisboa) e desde Março de 2007 (150 mil pessoas), não se registava uma contestação política tão marcante.
E se são já algumas as vozes, mesmo no interior do próprio PS, que alertam para a necessidade de ponderação e contenção, parece ser importante aproveitar a realidade para se efectuar a uma reflexão séria, abrangente e profunda sobre o estado da educação que passa muito para além da questão da avaliação ou não avaliação e os seus procedimentos. Passa pela socialização da escola, pelo seu processo de gestão, pelo papel do professor enquanto pedagogo e educador, pela valorização do pessoal auxiliar e pelo estatuto do aluno que é a essência da finalidade da escola.
Segundo Avesso.
E se a contestação da docência foi marcante nos últimos tempos, a sensação de abandono, de falta de protecção médica, de uma saúde de qualidade e próxima das necessidades das populações, com investimentos racionais e não com encerramentos desmedidos, voltaram a movimentar as comunidades de Anadia e Estarreja, pela luta de cuidados de saúde que lhes garantam uma melhor qualidade de vida e de maior segurança.
Terceiro Avesso.
O direito vai torto em Portugal.
São as expressões públicas do Bastonário da Ordem dos Advogados, sobre a corrupção e a justiça. É o próprio Presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Púbico que contesta as reformas na justiça, considerando-as falhadas. Estando prevista inclusive uma acção de protesto para Abril próximo.
E é esta a noção que o cidadão tem da justiça: morosa, desigual, enigmática e obscura.
Acresce o conflito latente na Polícia Judicial e entre esta e o Ministério Público, que o Ministro da Administração Interna não tem conseguido sarar.
Que maior sensação de insegurança se pode criar no cidadão?
Quarto Avesso.
Não há registo de uma insegurança física tão relevante em alguns pontos do país que, se não combatida e controlada, não tardará a espalhar-se pelas mais distintas regiões. Fere-se, mata-se de uma forma incontrolada, sem motivos racionais (como e a morte fosse justificável), só porque se está na hora e local errados. As armas “habitam” muitos lares sem qualquer controlo e com uma legislação ineficaz.
A realidade de um tecido social a empobrecer e a desfalecer, motivo actos de sobrevivência criminal, nas mais distintas formas e para as quais a sociedade vai, sem preparação e preocupação, acordando dia-a-dia. Temos, como puro exemplo, a crescente “onda” de situações de “car jaking”.
Assim progride a nação. Assim cresce uma sociedade preocupada.
publicado por mparaujo às 18:58

09
Mar 08
Há muito que pelos lados do bairro de benfica se dita que "A luz é um Inferno".
Como "não-benfiquista", muito me apraz tal expressão. Porque não poderia existir outra a traduzir o estado de alma benfiquista.
Depois de muitas promessas e quase nenhumas cumpridas (não esquecer por exemplo que Luis Filipe Vieira, em 2005, afirmava que se não atingisse o patamar dos 300 mil sócios se ía embora - há cerca de 175 mil e o presidente ainda lá está), há ainda por explicar a tão incoberta e misteriosa troca de treinador no princípio da época.
Tal era a pujança, o fulgor, a competência, que o título já era, a UEFA está por um fio, o segundo lugar cada vez mais apertado, acrescido de uma equipa "esfrangalhada".
Hoje... a cereja em cima do bolo.
Camacho achou que não tinha competência para motivar os jogadores... Uma das razões apontadas para o despedimento de Fernando Santos.
E apesar da culpa dos jogos e resultados ter sido sempre apontada aos jogadores e nunca ao treinador espanhol, lá teve a coragem de dizer "adios".
E o presidente tem moral e legitimidade para se manter?
Para bem do FCP esperemos que sim e muitos anos...
publicado por mparaujo às 22:23

A Ministra da Educação desvaloriza um facto, uma realidade incontornável: entre 80 mil a 100 mil (e neste caso 20 mil são trocos) professores saíram à rua.
Inegavelmente, a educação em Portugal está "podre", com reformas totalmente despropositadas, ineficazes e inconsequentes. Seja pela forma como se devaloriza o papel do docente, seja pela forma como é tratado o laxismo e o facilitismo em relação ao aluno, seja pelo esvaziamento dos projectos educativos e pedagógicos ou seja pela forma como se esvaziou a gestão escolar. Este ministério é um total erro de "casting" e de "enredo".
A Ministra diz que seria um acto de cobardia apresentar a sua demissão.
Como pai, eu acho que é um completo acto de cobardia manter-se nas funções. Só dignificaria o País e a Educação se se demitisse.
José Sócrates não afasta a ministra por pura birrinha anti-sindical e por receio que duas remodelações forçadas por protestos seja grave de mais para o seu (des)governo.
Mesmo que a alternativa não seja capaz de provocar mudanças, não é liquido que não seja a própria incompetência e os próprios erros a ditar a alternância. Para o bem ou para o mal...
publicado por mparaujo às 22:14

os mesmos ventos e os mesmos casamentos.
PSOE volta a ganhar as eleições na vizinha Espanha.
publicado por mparaujo às 22:09
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03
Mar 08
Há razões políticas que a própria razão desconhece…
Já o afirmei que entendo as reformas ministeriais como um sintoma de fragilidade, de tentativa de “sacudir a água do capote” quando as políticas implementadas se demonstram catastróficas. Salvam-se óbvias excepções à regra que se traduzem em incompatibilidades ou as verdadeiras razões de ordem pessoal.
Aquando da substituição do ministro da saúde, por razões ainda pouco claras foi igualmente renovada a pasta da cultura. Houve quem alvitrasse que tal situação se sustentou numa forma de aliviar o peso e minimizar o efeito político da renovação no ministério da saúde.
Mas isso é algo que ainda não se entende muito bem. É certo que a cultura em Portugal continua confinada a uma elite cada vez mais distante do cidadão das suas vontades e necessidades. Mas também não deixa de ser (e por isso mesmo) paradoxal tal opção política de José Sócrates. Porque não foi a demissão da Ministra da Cultura que suavizou o erro das reformas políticas na saúde. O povo não come “cultura”, não conta “cultura” ao fim do mês, não vai ao hiper com a “cultura”, nem paga as suas contas com “cultura”.
Teria sido, portanto, preferida outra opção de renovação para “acompanhar” a de Correia dos Campos. Muitos nomes (para muitas pessoas) de perfilariam: a ministra da educação com toda a certeza à cabeça. Pela polémica, pelo mediatismo dos acontecimentos mais públicos. Mas haveria outros pelas razões inversas. Pela falta de mediatismo, pela falta de políticas, por, pura e simplesmente, não existirem. Como é o caso do Ministro da Economia (infelizmente eleito pelo ciclo de Aveiro) - Manuel Pinho. Mal o vemos, pouco faz e quando aparece publicamente é uma desgraça. Por exemplo, com o fim da crise anunciada em Aveiro, com a mão-de-obra comparativa entre portugueses e chineses, etc. Como não podia fugir à regra, mais um pormenor da mais profunda caricatura tinha de ocorrer. Na maior feira internacional de calçado, em Itália (Milão), Portugal fez-se representar por cerca de 80 empresas/marcas nacionais. Para promoção do produto luso, os empresários convidaram o Ministro da Economia. Má hora. Mal chegado, o ministro afirmava publicamente que ia aproveitar para comprar uns sapatos italianos, mas que face à qualidade comprovada do calçado luso levaria uns portugueses. Assim o disse, assim não o fez. Passada a euforia das câmaras, dos flashes e dos microfones, na bagagem Manuel Pinho lá trouxe uns sapatitos “made in italy”. Pena que cá, não lhe calcem uns patins bem portugueses.
Era preciso gastar dinheiro público numa viagem a Itália para comprar sapatos italianos? (cá, infelizmente para a nossa indústria, também os há). Como é que um ministro que tutela a economia nacional não sabe a qualidade do que é produzido em solo lusitano? E ainda tem a lata de o dizer publicamente. Haja paciência….
publicado por mparaujo às 22:20

02
Mar 08
Foi aprovada no dia 26 de Fevereiro (com entrada em vigor a 26 de Maio) a nova lei que limita o pagamento ou a cobrança de taxas de aluguer ou por serviços prestados por parte de empresas como as do gás ou electricidade.

A nova lei proíbe, por exemplo, a cobrança de taxas de contadores.

Mas... será que vai proibir/impedir o aumento das tarifas, para cobrir a quebra de receitas?!
publicado por mparaujo às 11:22

Mais uma referência de peso na cidadania aveirense.
Enquanto alguns auguram o fim ou a decadência desta forma de intervir na sociedade, há quem abrace a causa e dê uma lufada de ar fresco na blogoesfera local.
Bem haja ao meus dois amigos.
Mais um espaço para visitar obrigatoriamente

FÓRUM PÚBLICO
Espaço de exposição de ideias e opiniões que promove o contraditório. Em linha com a Rubrica "fórum público" publicada quinzenalmente no semanário "O Aveiro". Autores: Belmiro Couto e Gonçalo Fonseca
publicado por mparaujo às 11:13

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