Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

31
Jul 08
Embora de uma forma modesta, mas com vontade e empenho, mesmo que limitado, o Debaixo dos Arcos (acrescido das crónicas no DA), foi um adepto pela causa: "Pelo fim da Caça no Baixo Vouga".
O grande obreiro da luta, o ilustre amigo Abel Cunha - Notícias d'Aldeia, publicou a resposta do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) às questões que colocou e aos factos que apresentou, em defesa do maior recurso e património da região: A Zona Lagunar (Ria e Rio).

Para ler, com muita atenção, AQUI.
publicado por mparaujo às 21:15

Que balde de água fria....
Então o Sr. Presidente da República faz-me estar desde as 7:30Hm da matina, todo ansioso, à espera de ouvir da sua boca qualquer coisa bombástica como - "acabou a crise", "vai haver melhores ordenados e melhores condições de vida", "o SNS vai mudar" (para melhor claro), "vamos ser mais felizes", "subimos em todos os rankings positivos da UE", ou ainda do tipo - "eleições antecipadas", "o governo pediu a demissão porque não sabe mais o que há-de fazer pelo país", ou até mesmo "vou-me demitir porque já não quero ser mais Presidente".
Mas NÃOOOOOOOOOOOO
Veio falar de uma coisa qualquer que se passou nos Açores e de quererem mexer com as suas funções ou darem-lhe mais dores de cabeça do que aquelas que ele já tem.
Bolas... tanto suspense para nada.
Não acredito mais nele. Faz-me lembrar a história do Pedro e do Lobo.
BALELASSSSSSSSSSS SR. SILVA.
publicado por mparaujo às 20:23

27
Jul 08
Começa a dar frutos"culturais" a assinatura do Acordo Ortogáfico.
Prémio Camões 2008 - instituído pelos governos português e brasileiro em 1988, o Prémio distingue, anualmente, um autor que, pelo conjunto da sua obra, tenha contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural da língua portuguesa (fonte RTP).
Independentemente do valor do premiado, João Ubaldo Ribeiro (escritor brasileiro), é legítimo colocar uma questão: porquê propostos, este ano, apenas escritores brasileiros?!
Então e os outros?!!!
publicado por mparaujo às 22:33

24
Jul 08
Ansiava pelo livro.
Comprei-o às 14.30 Hm e já está todo lido.
Só me resta afirmar convictamente:
1. Muito bem escrito.
2. Leitura fluída, intercalando, curiosa e interessantemente, retratos sociais e culturais do contexto.
3. CORAGEM. VERDADE. FACTOS. VALORIZAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES (leia-se PJ) E DE PORTUGAL. O que muitos denegriram e cobardemente" venderam aos Ingleses.
Comprei, por curiosidade e por deformação da licenciatura (concretamente o mediatismo em redor do caso), todos os livros sobre o caso. Destaco o livro de Luís Castro - "Por que adoptámos Maddie" uma vertente de análise da Comunicação Social e o livro do Jornalista Hernâni Carvalho
"Madie 129" do ponto de vista do Jornalismo de Investigação. Gostei dos dois. Mas não posso deixar de referir, por todas as razões (e sustentando o que aqui e no Diário de Aveiro fui afirmando) e mais algumas: este livro é, em relação à temática, SOBERBO.
Comprem, peçam emprestado... MAS LEIAM. Nem que seja só por ler. Vale a Pena.
publicado por mparaujo às 21:31
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Publicado na edição de hoje (24.07.2008) do Diário de Aveiro.

Crónicas dos Arcos
As “Cem…surras” da censura.

Este foi o lema de uma exposição promovida pela Associação de Estudantes do ISCIA, que decorreu entre Maio e Junho, subordinada à temática da censura na imprensa no antigo regime (com documentos datados da década de 60 e até 74). A exposição terminou com mais uma tertúlia académica, que contou com a presença do Dr. Costa Carvalho (docente do ISCIA) e do Dr. Carlos Candal, reflectindo sobre a censura na imprensa, na cultura e na política no regime de Salazar e debatendo, igualmente, a realidade da liberdade de expressão nos dias de hoje.
E esta questão das liberdades, actualmente, toma, cada vez mais, dimensões preocupantes. Quer pela sua ausência, quer pelo seu uso desproporcionado. Ou seja, pelos obstáculos colocados ou pelos seus atropelos.
No caso Madie, de novo renascido, é incontestável que o mesmo extravasou o seu principal objectivo: a pequena de 4 anos de idade desaparecida. Mais do que qualquer teorização do caso, é de lamentar o desaparecimento de um ser humano, agravado pelo facto de se tratar de uma criança (como não podemos deixar de recordar os vários “Rui Pedro” que constam dos ficheiros dos desaparecidos da polícia portuguesa).
Mas por outro lado, não podemos deixar de lamentar, igualmente, a forma como o caso se desenrolou, nomeadamente no que diz respeito às pressões que a Polícia Judiciária sofreu no decurso da investigação, condicionando, influenciando, obstruindo o trabalho realizado. Independentemente do que se possa imaginar quer quanto ao desfecho do caso, quer quanto aos responsáveis pelo que terá acontecido à pequena criança inglesa, é certo que o poder judicial (substituições e demissões, com as consequentes nomeações de titulares da PJ e de responsáveis pelo processo de investigação) e o próprio governo “ofenderam” uma instituição credível, cedendo, directa ou indirectamente, às pressões do reino de sua majestade e ao “peso mediático” do casal inglês. Para estes (ingleses), que tudo fizeram para controlar e manipular o processo (quer em Portugal, quer em Inglaterra), a PJ e as suas estruturas são perfeitamente comparáveis às de um país do terceiro mundo, nos quais a justiça não passa de uma questão surrealista na qual não podemos confiar.
Com o arquivamento do processo, desacreditou-se um país, as suas estruturas judiciais, a sua Polícia Judiciária, o esforço de muitos profissionais para quem, independentemente das consequências, apenas interessava o apuramento da verdade e a justiça (a verdadeira, não a de conveniência).
É a imagem de um país sem personalidade, sem peso, nem capacidade de afirmação.
Um país que vive de propagandas, de ilusões… na lua. Ao sabor do vento.
Um país onde o seu Ministro da Economia se insurge (mesmo que inconsequentemente) contra um provável “cartel” no negócio dos combustíveis, onde o seu Primeiro-Ministro cria taxas à “Robin dos Bosques” (mesmo que apenas sirvam para “engordar” os cofres do estado e não aliviar o “sofrimento” financeira da maioria das famílias portuguesas), mas nenhum deles vem a “terreiro” insurgir-se contra o facto das gasolineiras apenas estarem atentas às subidas do preço do barril de petróleo e perfeitamente desatentas ao facto de o mesmo já ter descido cerca de 18%, sem que tenham existido alterações aos preços finais.
Um país onde uma entidade (a ERCS - Entidade Reguladora da Comunicação Social) que deveria regular, gerir e fiscalizar eficazmente o sector informativo (comunicação social) em Portugal, vem, de forma totalmente parcial e eticamente, no mínimo, questionável, alterar os procedimentos e a “regras do jogo” por forma a não evidenciar o óbvio: a manipulação governativa (política) da RTP.
Em vez de penalizar a estação pública, após a contabilização dos tempos de emissão que demonstraram um excessivo e tendencial “tempo de antena do governo” em relação à oposição (contrariando a isenção e imparcialidade devidas), alterou a regulamentação no sentido de passarem a ser considerados tempos de emissão de oposição ao governo, quer as intervenções dos partidos da oposição parlamentar, quer as posições sindicais ou as de um qualquer comum cidadão, desde que digam mal da gestão do Senhor Engenheiro Sócrates. A bem do pluralismo, da liberdade e da democracia, claro.
Enquanto isto, o Sol deste Verão vai e vem, conforme sopra o vento…

Assim progride a nação. Assim cresce uma sociedade preocupada.
publicado por mparaujo às 20:33

18
Jul 08
Happy Birthday Mr. Nelson Mandela.
Por tudo... simplesmente! Por tudo!
publicado por mparaujo às 18:00

17
Jul 08
Publicado na edição de hoje (17.07.2008) do Diário de Aveiro.

Crónicas dos Arcos
Inclusões.


A história social portuguesa demonstra um povo habituado ao fluxo da emigração, desde há muitos anos e até aos nossos dias.
Mesmo considerando a dureza do êxodo e o sacrifício da aceitação de qualquer tipo de trabalho (nomeadamente os que exigem maior esforço e sazonais), os portugueses, salvaguardando casos pontuais de degradação humana em Espanha, Holanda, Alemanha e Finlândia, souberam criar raízes, souberam aproveitar bem as oportunidades que se lhes depararam, ultrapassar dignamente as dificuldades e integrarem-se com êxito nas sociedades para onde partiram. Na maioria dos casos (salvo as excepções) os portugueses, espalhados pelos quatro cantos do mundo, são um exemplo claro de uma inclusão social mais ou menos positiva.
Daí que, juntando os nossos feitos gravados na história de muitos séculos, Portugal seja, por natura, uma nação de “portas e braços abertos”, mesmo que se reconheça um certo “racismo e xenofobismo” não declarado.
Por isso, falar de questões relacionadas com a inclusão social de etnias distintas da nossa, comporta sempre o risco de um certo sabor a exclusão, diferenciação ou, pelo extremo, anarquia.
As recentes situações descritas nos meios de comunicação social, reflectindo os acontecimentos no Bairro da Quinta da Fonte, em Loures, transportam-nos, para além da recordação dos acontecimentos em França e da questão da segurança pública, para a reflexão sobre a igualdade, os direitos humanos, os deveres sociais, a inclusão social.
Se por um lado, não é pacífico, confrontando com a nossa história, limitar as fronteiras, numa sociedade cada vez mais global e abrangente, não deixa de ser preocupante que o país não crie condições estruturais para a interculturalidade, a inclusão social igualitária de outros povos, proporcionando a sua integração plena a nossa sociedade.
A par disso, a sociedade e as suas estruturas governativas (seja a nível nacional, regional ou local) têm o condão de esquecer estudos e trabalhos específicos realizados na área (como o recente estudo social realizado em Aveiro focado sobre a etnia cigana) e, teimosamente preferem a criação dos bairros sociais (guetos) que mais não são que verdadeiros encaixotamentos dos “indesejados” à nossa porta, sem preocupações de integração, de garantia de direitos, deveres e igualdades, que promovam a inclusão, a segurança e o desenvolvimento social das localidades, regiões e do país.
Não sendo assim, o país corre o risco de se tornar, aos poucos, um verdadeiro barril de pólvora (em relação ao qual os media estarão sempre atentos) e será sempre legítimo questionar a eficácia das actuais políticas de imigração.
Portugal, pelo seu passado e presente histórico-social, não pode esquecer o ideal em que todas as comunidades consigam partilhar conhecimentos e experiências, em prol do seu desenvolvimento sustentável.
Assim progride a nação. Assim cresce uma sociedade preocupada.
publicado por mparaujo às 19:45

15
Jul 08
Para além de alguma ineficácia governativa, o Ministro Manuel Pinho tem, igualmente, memória curta.
O Ministro da Economia e Inovação considera que Portugal errou ao não ter apostado tanto quanto deveria nos recursos hídricos. Manuel Pinho pronunciava esta realidade na sessão de encerramento de uma reunião sobre "Energia e Desenvolvimento Sustentável - O Papel da Região Centro".
Segundo Manuel Pinho (fonte: Agência Lusa) "Portugal explora pouco mais de 40 por cento do seu potencial hídrico, quando a média europeia é um pouco acima dos 70 por cento".
Pena que o Ministro não se tenha recordado do governo que impediu o desenvolvimento social e económico da região de Foz Côa, com a promessa de um desenvolvimento turístico completamente fracassado.
Mais uma vez país esqueceu o seu interior e a força da interioridade.
publicado por mparaujo às 21:58

Já assim diz o dito popular: "mais vale prevenir que remediar".
E este governo não se preveniu, não se precaveu e nem está a conseguir, minimamente, remediar.
A inflação subiu para os 3,4%, no mês de Junho, enquanto em Maio a taxa de inflação era de 2,8% e a variação média nos últimos doze meses foi de 2,7%.
Muito por culpa o aumento dos preços, nomeadamente dos bens alimentares e dos transportes.
Por outro lado, o Banco de Portugal reviu em baixa o crescimento da economia nacional para este ano, indicando agora apenas uma expansão de 1,2%, face aos 2,0% previstos no arranque deste ano de 2008. Assim como, em relação à previsão do investimento, o Banco de Portugal aponta 1% para este ano, contra os 3,3% anteriormente referenciados.
Face à realidade nua e crua dos números, não há publicdade e propaganda que resista, nem que engane.
publicado por mparaujo às 21:38

14
Jul 08
O nosso primeiro-ministro entrou em estado "de choque" no estado da nação.
A ânsia da propaganda governativa é tanta que, no rol das medidas anunciadas (mesmo sem quaisquer efeitos prático na crise financeira das famílias), a alternativa energética na mobilidade dos cidadãos entrou em curto-circuito.
José Sócrates anunciou uma medida (teoricamente benéfica para o cidadão, sociedade e ambiente) pior que a em vigor, no que respeita aos carros eléctricos: não são 30%, são 0%. Portanto, não é medida inovadora. Quanto muito uma greve gafe ou uma contra-medida.
Sua Excelência - o Primeiro - que se decida, mas não nos engane.
Fonte: aqui.
publicado por mparaujo às 21:48

Ou melhor ainda... (in)coerências.
A triste ideologia, a quanto obrigas.
O PCP defendeu hoje a interdição do espaço aéreo português à passagem de tráfego aéreo proveniente de Guantamano. Por uma questão de principio, em defesa dos direitos humanos e do direito que cada cidadão deveria ter a um julgamento justo e imparcial.
Só que não tem como convicção de base os princípios humanistas poderia estar em desacordo.
Mas, onde fica a coerência?!
Ataca-se Guantamano por uma razão ideológica (o ódio americano) e defende-se, estupidamente, a actividade das FARC?!
Haja coerência... mesmo contra a ideologia! Por uma questão de valores.
publicado por mparaujo às 21:30

10
Jul 08
Publicado na edição de hoje (10.07.2008)
Crónicas dos Arcos
Notas debaixo do Sol.
Em plenas férias…
Enquanto este Verão vai, teimosamente, “aldrabando” o tempo (e os tempos), restam algumas reflexões da semana que passou.

Desenvolvimento de Betão.
O novo “non sense” político situa-se no universo das obras públicas e da massificação do “betão”.
Para a oposição ao governo socialista, mais propriamente nas inquietudes manifestadas pela nova líder social-democrata, a preocupação política prende-se com a não existência de capacidade financeira para a realização das várias obras agendadas por José Sócrates.
Sendo certo que o financiamento das obras públicas é uma questão pertinente e sem o qual se pode colocar a viabilidade das mesmas, não deixa de ser mais relevante (existindo ou não os fundo necessários) a prioridade, objectividade e oportunidade da realização de tais infra-estruturas.
O país precisa de um investimento acentuado ao nível do tecido empresarial, um apoio eficaz à agricultura e pescas, um apoio urgente às famílias e ao combate à pobreza e à extinção da classe média, um investimento forte no combate a desemprego e à qualificação dos recursos humanos.
O país necessita de um combate enérgico e de medidas urgentes e válidas contra a assimetria territorial e contra a desertificação das regiões do interior.
E não me parece ser com TGVs, novo aeroporto (ex-OTA) ou mais quilómetros de asfalto concessionado. Por exemplo, neste último aspecto, não havendo complementaridade na criação de estruturas e desenvolvimento económico que fixe os cidadãos e potencialize as regiões do interior, as auto-estradas apenas servirão para aumentar a assimetria, o empobrecimento e a desertificação do interior. Porque simplesmente tornam o acesso mais fácil e mais próximo o litoral português de Espanha.
(in)Justiça.
A propósito dos vários processos de investigação e, por acréscimo óbvio, os judiciais, que vão desde os casos de corrupção aos de homicídio, passando por inúmeras áreas (como os que envolvem menores), o Procurador-geral da República afirmava que “ninguém está acima da Lei”.
Assim sendo, segundo as eloquentes palavras do Sr. PGR, a justiça, quando nasce, é para todos.
Mas a realidade é bem diferente e demonstra uma verdade bem distinta.
A justiça não é cega. Ou melhor, há, em relação à justiça, quem consiga ver melhor que os outros. Não sendo a equidade, no seu recurso, acesso e execução, uma das virtudes judiciárias.
Quem tem meios financeiros e “poder” (mesmo que apenas social), tem uma “justiça” mais facilitada e facilitadora.
Como diria George Orwell, na sua obra “Animal Farm”, perante a justiça, “todos os animais são iguais, mas há uns mais iguais que os outros”.
A tradição já não é o que era.
Nos dias de hoje, é necessária uma “igreja” católica menos apegada às tradições, mais perto da realidade social actual, mais próxima das vontades dos seus “crentes”. Ou seja, uma “igreja” mais social, mais política, mais perto das exigências do mundo, menos “cinzenta” e menos condenadora, portanto…mais liberta e menos dogmática.
Só desta forma, a “igreja” conseguirá ficar mais perto das necessidades e vontades das pessoas e ser uma referência.
Mas para tal, terá igualmente de “abandonar” alguns estigmas e tornar-se mais coerente e renovada.
Muitos aspectos do Concílio Vaticano II faltam ser colocados em prática (ao fim de 40 anos). Além disso, a Igreja tem que encontrar forma de lidar com um dos seus “traumas”: o papel da mulher. Na estrutura da igreja, na sociedade e na família.
Em vez da conflitualidade com a recente decisão da igreja anglicana (possibilidade das mulheres poderem ser nomeadas bispos), encontrar, nessa nova realidade, formas de rejuvenescimento.
Eleições 2009
Segundo a Distrital do PSD do círculo do Porto (mesmo sem a confirmação da Comissão Política Nacional), serão recandidatados todos os actuais presidentes das câmaras social-democratas do distrito e serão renovadas as coligações eleitorais autárquicas entre o PSD e o CDS.PP.
Está dado o tiro de partida para o próximo ano autárquico final, que se afigura movimentado e agitado.
Face aos recentes “abanões” e tomadas de posição públicas, em Aveiro, aguardam-se agitações locais que se afiguram expectantes. Ou talvez não.

Assim progride a nação. Assim cresce uma sociedade preocupada.
publicado por mparaujo às 11:36

06
Jul 08
Quanto mais se ouvem as explicações e fundamentações ministeriais sobre os exames deste ano lectivo, mais expressão toma o velho ditado: "pior a emenda que o soneto".
Só se confirmam os factos e a realidade: esta estruturação do actual sistema de ensino é um total falhanço.
A necessidade de salvar uma imagem política falhada e destroçada, leva à necessidade de resultados práticos e concretos: facilitar para não errar (reprovar).
Para o ano já temos uma avaliação PISA positiva.
Sem qualidade, sem rigor, sem exigência, sem qualificação, sem mérito, sem preocupação pelo futuro do país.
Mas estatisticamente positiva, claro.
publicado por mparaujo às 00:35

05
Jul 08
No meio de um mundo em constantes atribulações, desencantos, angústias e decepções, há sempre alguém que nos faz parar para pensar.
Alguém que faz da vida um exemplo de coerência, virtude, coragem, sacrifício, luta e sobrevivência.
Nomes como Martin Lutherking, Ghandi, Anne Frank, Nelson Mandela, Xanana Gusmão, Ramos Horta, Madre Teresa, João Paulo II, Dalai Lama, e muitos outros.
E à lista acresce mais um: Ingrid Betancourt. Finalmente liberta...
publicado por mparaujo às 22:34

Como diz o velho ditado: "em tempos de guerra (crise) não se limpam armas".

Ou seja, conforme os anais ou as normas da economia, nada melhor que enfrentar a crise após prévia tomada de precauções.
Quais precauções?! Por exemplo, ganhar mais uns cobres. Como o senhor presidente do CA da TAP.
Em 5 anos, quadruplicou o seu vencimento. Mesmo em tempos de "vacas magras".
publicado por mparaujo às 20:54

04
Jul 08
Bom também não sei, com algumas desistências ou ausências mais que prolongadas, se o crescimento tem sido tão significativo assim.
No entanto, é sempre de louvar a criação de pluralismo e de mais um espaço de intervenção.
Aceitei o convite e há mais um "amigo", na lista do lado direito.
Mais um espaço de e para Aveiro: AQUI:
Aveiro ao Centro.
Só é pena o anonimato do seu autor.
publicado por mparaujo às 23:34

03
Jul 08
A cerca de um ano das eleições, é completamente a despropósito esta afirmação bombástica (in O Aveiro).
Porque são mais as questões a colocar do que as respostas lógicas, sensatas e coerentes: agora? porquê agora? para quê agora? porque razão? que benefícios e dividendos (sejam políticos ou não)? etc...
Ou é um lamentável lapso político conjuntural
ou
é o "atirar a toalha ao chão" antes do final do próximo combate (as eleições do próximo ano).
publicado por mparaujo às 22:50

Publicado na edição de hoje, 3.07.2008, do Diário de Aveiro.

Crónicas dos Arcos
Notas de Regresso.
Após a azáfama (desta vez feroz e severa) de um final de semestre…

As últimas três ou quatro semanas foram produzindo alguns apontamentos e factos relevantes, a par das sebentas de Gramática da Comunicação, Cultura Contemporânea ou Análise Semiótica do Discurso.
Neste regresso, altura para uma reflexão sobre os mesmos.
Glória
Há alguns anos atrás fiz parte da Assembleia da Junta de Freguesia da Glória (Aveiro), durante um mandato autárquico. Sempre tive a noção, comprovada por inúmeros factos decorridos da referida actividade, que a acção de gestão do poder local, nas Juntas de Freguesia das “malhas urbanas”, está substancialmente condicionada às competências próprias das Câmaras Municipais. Resta, portanto, muito pouco campo de acção.
No entanto, deve ser reconhecido o enorme mérito da acção social que a Junta de Freguesia da Glória está a desenvolver, com o apoio às famílias mais carenciadas da freguesia (infelizmente, face à realidade social actual, cada vez em maior número) na ajuda à liquidação dos seus compromissos financeiros mais elementares (saúde, alimentação, luz, água, gás).
É de enaltecer a acção, o esforço financeiro (disponibilizando metade do seu orçamento) e a opção por uma correcta e eficaz medida de aplicação dos dinheiros públicos. O que revela que se pode exercer um verdadeiro poder local próximo das necessidades dos cidadãos, com imaginação, coerência, com verdadeiro serviço público e correcta acção social (sem grandes folclores ou acções demagógicas e populistas), mesmo que com poucos recursos.
Um excelente exemplo para muitas freguesias e, porque não, para muitos organismos públicos e autarquias.
E o futuro dos recursos humanos?!
Para este Ministério da Educação, o ensino é um mero mapa estatístico.
Não há rigor, não há disciplina, não há segurança, não há respeito pelos alunos, falta o reconhecimento do mérito e do esforço, desvalorizou-se o papel do docente, etc.
Para agravar a realidade, a única preocupação da Sra. Ministra da (des)Educação, é que a União Europeia e os respectivos sectores ligados à avaliação dos sistemas e processos de ensino, não definam Portugal como um país onde a taxa de reprovação seja elevada.
Mas o que é preferível?! Premiar os melhores ou facilitar as estatísticas e premiar o facilitismo?!
É assim que queremos um país desenvolvido e com recursos humanos qualificados?!
Porque é que as provas avaliativas têm que ser niveladas por baixo e não premiar os que sabem, os que têm valor, os que estudaram, OS MELHORES?!
É por isso que próprio ensino superior já sente os efeitos deste desastre educacional de um Ministério da Educação a menos (muito menos, mesmo) neste governo.
(des)União Europeia. E agora, pá?!
Na segunda Tertúlia Académica do ISCIA, promovida pela Associação de Estudantes daquele Instituto, debateu-se, dentro da temática do Tratado de Lisboa, a questão da realização ou não do referendo como via de ratificação do Tratado.
Entre as vozes discordantes ou concordantes (por exemplo do Dr. Francisco Assis ou do Dr. Manuel Monteiro), continuo com a noção (aliás já aqui transmitida) de que os cidadãos, qualquer que seja o país europeu ao qual pertençam, estão completamente afastados da realidade e significados europeístas. É óbvio que a responsabilidade de tal situação só pode ser imputada ao poder político que, por razões que só se podem entender enquadradas com alguns interesses menos claros, prefere um cidadão “analfabeto” a um informado e esclarecido. Por isso é fácil perceber o receio da maioria dos governos europeus em “ouvir” e “aceitar” a decisão popular, já que esta, embora legítima (porque democrática), poderia colocar em causa as opções políticas assumidas. E voltou a colocar. O “não” irlandês e a indefinição polaca, voltam a questionar a realidade política, cultural e social europeia, redimensionando-a à sua realidade original: a cooperação (comunitária) económica.
Enquanto a Europa não perceber que a igualdade se constrói com a diversidade e com as diferenças, numa relação justa, democrática e equitativa, o seu processo de crescimento e desenvolvimento não surtirá quaisquer efeitos. Afinal, não foi assim tão “porreiro, pá”.
Nota final
E assim vai o país para banhos. Com o IVA a descer sem consequências reais nas, extremamente degradadas, economias familiares, a aumentarem os transportes e o custo de vida, com a desilusão de um Euro2008 decepcionante, com o esforço da Polícia Judiciária para descobrir a(s) verdade(s) a “ir por água abaixo” no caso Madie, e com a perspectiva de uma rentrée política aguçada por uma hipotética ou virtual capacidade da Sra. Manuela em confrontar ou criar alternativa governativa ao Sr. José.
Assim progride a nação. Assim cresce uma sociedade preocupada.

publicado por mparaujo às 22:40

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