Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

25
Abr 09
Já passaram 35 anos após aquela madrugada de 74 (25 de Abril).
Muitos anos passaram. Muita coisa mudou e foi mudando o país.

Mas os discursos solenes continuam os mesmos. Em vez de se falar de liberdade, de democracia, de desenvolvimento, faz-se campanha eleitoral, oposicionismo partidário. E é disto que os portugueses estão cheios.
Ninguém, naquele hemiciclo fala de responsabilidade, de sentido ético ou de verdadeira política.
Salvou-se (curiosamente ou não) o discurso do Presidente da República.
E desta vez (excepção estranha para o PCP) foi unânime a opinião dos outros partidos - do CDS.PP ao BE, passando pelo PSD e PS. Até o deputado inconformado com a vida, Manuel Alegre.

publicado por mparaujo às 16:41

A 25 de Abril de 1974 - A LIBERDADE

A 25 de Novembro de 1975 - A DEMOCRACIA


Estas duas importantes datas são de TODOS os Portugueses. E não de direito próprio de alguns.
Por elas é possivel estar escrever aqui.
publicado por mparaujo às 12:53

23
Abr 09
Publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro.
Sais Minerais
Memória

Há pessoas que nos marcam, que têm influência na construção da nossa identidade e personalidade, mesmo que concorram, literalmente, com a família e a importância inquestionável do seu papel.
Há pessoas que, para além do contexto social (escola, trabalho, organizações) onde se cruzam connosco, fazem, igualmente, parte de uma realidade muito próxima da nossa família (quantas vezes não confundidas).
Essas pessoas, mesmo que, pelas circunstâncias da vida, se vão afastando, não deixam de ser referência e de constituir parte integrante do percurso da nossa vida.
Infelizmente, face ao cenário e à realidade do universo escolar, nos dias de hoje, em Portugal (a sua exigência, o laxismo, a relação com a família e a relação professor-aluno), a importância que um Professor tem para a vida e a construção da personalidade de cada aluno/estudante, é, cada vez mais e preocupantemente, diluída e diminuta (mesmo com as respectivas excepções à regra).
E não é apenas no 2º, 3º Ciclos ou ensino Secundário. Mesmo no 1º Ciclo (antiga escola primária), esta começa a ser uma triste realidade.
Não interessa, para o caso, atribuir responsabilidades ou estar agora a “esmiuçar” pormenores.
Mas a verdade é que já não é muito usual, nos dias de hoje, os mais jovens e mais novos, referenciarem os seus primeiros professores (aqueles que nos ensinaram a contar, a escrever, a ler, mas também a brincar e a crescer) e mesmo lembrarem-se dos seus nomes.
Mas pessoalmente, estes foram marcantes (mesmo que outros, durante o ensino secundário e universitário, também o tenham sido), ou melhor, especialmente marcantes.
E quando, para além do contexto escolar, esses professores se cruzam com a nossa vida pessoal e familiar, e fazem, por isso, parte de todo o nosso crescimento, mais marcantes se tornam e mais importante se reveste o seu papel (de professor e amigo).
Assim, mesmo que a morte deixe um vazio (em muitos casos, principalmente familiares) difícil de preencher, a memória e a saudade vão marcando presença na realidade da vida que vai permanecendo.
Foi Professora da minha quarta classe, foi educadora, foi amiga, foi presença assídua nas relações familiares. Foi muita coisa. Muita mesmo…
Mesmo já não estando presente, a minha Professora Maria Teresa Neves, ficou, fica e há-de ficar sempre na minha memória. Por tudo…
Ao sabor da pena… com muitas saudades.
publicado por mparaujo às 23:47
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22
Abr 09
Acresce mais um espaço interventivo, mais um olhar diferente por Aveiro.
E pela solidariedade e espírito académico, também.
Aveiro em Primeiro, do Diogo Carquejo, está acrescentado à listagem "Os de Cá...".
publicado por mparaujo às 13:31

19
Abr 09

Fim do programa RTP2 - "Alma e a Gente".
Insosso.
Para uma cidade que cresceu com o sal, o programa precisava de mais tempero. Muito mais!Nem alma, nem gentes.
Aveiro é muito mais que a capital da simpatia.
É uma centralidade regional que muitos querem "abafar" ou "esconder".

publicado por mparaujo às 20:47
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O programa “A Alma e a Gente” da autoria e apresentação do historiador José Hermano Saraiva, será inteiramente dedicado a Aveiro, nomeadamente, a personalidades locais de relevo, elementos histórico-culturais e patrimoniais, mas também aspectos da evolução socioeconómica.
O programa televisivo é emitido hoje, dia 19 de Abril, pelas 19.30 horas, na RTP2.
Neste episódio, José Hermano Saraiva irá dar conta de alguns factos históricos sobre a Cidade de Aveiro que, recentemente, fez 250 anos de elevação a Cidade.
publicado por mparaujo às 13:48
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17
Abr 09

Publicado na edição de ontem (16.04.09) do Diário de Aveiro.

Sais Minerais
Crise! Qual Crise?

Habituámo-nos, mal despoletou a crise, a ver este fenómeno como algo meramente financeiro. Factores relacionados com o sector imobiliário e a banca (e os mercados financeiros), mais tarde a crise nas empresas (produção e serviços), foram sendo apresentados como o rosto da desgraça dos dias de hoje.
Até que, a determinada altura (meados do ano passado até aos dias de hoje), a crise chegou às famílias, ao “bolso” e às “contas” domésticas dos cidadãos. O endividamento familiar aumentou, o desemprego aumentou e disparou o recurso às Instituições de Solidariedade e aos apoios, mesmo em sectores sociais que até à data eram considerados estáveis.
Mas esta crise não tem reflexos meramente financeiros.
A crise é já social, cultural e de valores.
Se é notória a dificuldade dos mercados financeiros, a instabilidade empresarial e a consequente incerteza na manutenção dos empregos, bem como a dificuldade em cumprir as obrigações financeiras e a aquisição dos bens essenciais por parte da maioria das famílias e dos cidadãos, também é uma realidade que esta instabilidade criada tem reflexos na segurança dos cidadãos (aumento da criminalidade), na estabilidade familiar (309 casos de abandono de crianças junto a diversas instituições), nas relações sociais, na carga emocional, no bem-estar e na própria saúde pública.
O aumento de situações de stress, de angústia, de preocupação, leva a um maior isolamento e individualismo, a uma maior inquietude, a um menor respeito pelos outros, pelas coisas comuns e pelas comunidades.
E se têm surgido (tardiamente) algumas políticas de intervenção, elas têm-se reflectido junto dos que estão mais carenciados, com toda a justiça, mas têm esquecido o combate, as alternativas e a consolidação económica e social, fazendo face ao crescimento dos casos de necessidade extrema. Se é justo e compreensível o apoio às famílias mais carenciadas, às crianças necessitadas e aos desempregados, não deixa de ser legítimo o apoio às outras realidades (aos empregados também com dificuldades, às famílias numerosas, às de poucos recursos) minimizando os impactos da crise e o aumento de realidades de pobreza e desespero.
E há factos que merecem alguma preocupação. A injecção pontual e sem efeitos preventivos de inúmeras quantidades de euros em sectores que, durante vários anos, apenas se preocuparam com o lucro, cria um sentimento de revolta social difícil de calar.
Enquanto isso, aqueles que sempre e apenas se preocuparam com o outro, com a ajuda aos que mais precisaram, sempre com elevado espírito de sacrifício e dedicação, sofrem hoje, face à dita crise, a indiferença, a falta de apoios, a falta de incentivo e estímulo, para que possam continuar o seu trabalho de solidariedade social que, nos dias de hoje, mais significado tem.
É pena ver o lamento de inúmeras Instituições de Solidariedade Social, que durante anos a fio, souberam, desinteressadamente, substituir a responsabilidade social que caberia ao Estado. Sendo agora esquecidas, olhadas com indiferença e desapoiadas.
Esta sim… é uma crise muito real e bem próxima dos cidadãos. Pelo menos daqueles que precisam.
Ao sabor da pena…

publicado por mparaujo às 23:07

13
Abr 09
A visita de Primeiro-Ministro e da Ministra da Educação a algumas escolas do Porto decorreu em clima de festa.
Os alunos ainda estão de férias, bem como muitos (ou quase todos) os professores.
É sempre uma festa não ter qualquer tipo de confrontação com a realidade. Sempre dá para mais um showoff e muita propaganda.
publicado por mparaujo às 22:57
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A Ministra da Educação deve viver num país completamente diferente do Portugal real que vivemos no dia-a-dia. Mesmo que ela julgue que governa este país escolar.
Face à realidade dos factos, demonstrada pela constatação de que há cada vez mais crianças desnutridas, por força de inúmeros factores, vem dizer que essas notícias são alarmistas e que no sector escolar não há conhecimento dessa realidade.
Claro que não... até porque há escolas sem cantina, sem condições para servir refeições condignamente às crianças, sem condições para o exercício do ensino, etc.
Alarmista é esta indiferença e alheamento da realidade por parte da Ministra.
publicado por mparaujo às 17:13

12
Abr 09
Poder-se-á, por questões políticas e técnicas, questionar ou aceitar as opções que levaram a celebração do contrato de empréstimo.
Mas o facto é que o mesmo foi conseguido e liquidadas dividas de muitos (repita-se... muitos) anos.
Não se percebe muito bem a relevância temporal (nem os critérios jornalísticos) de uma notícia referente a 2007.
publicado por mparaujo às 16:34

11
Abr 09
Parabéns a Cagaréus, Ceboleiros e afins...
Gloriosos 250 anos.

publicado por mparaujo às 00:38
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10
Abr 09

publicado por mparaujo às 14:39

09
Abr 09
No seguimento do post anterior...
É óbvio que a aposta centrista na lista para as europeias, é uma boa opção e recheada de valores com capacidade inquestionável.
Nuno Melo, Diogo Feyo e Teresa Caeiro.
Mas...
E cá no burgo?! Com quem Paulo Portas contará para a Assembleia da República?
Com menos "valias"?!
publicado por mparaujo às 22:25

08
Abr 09
Uma boa aposta europeia do PP - Nuno Melo.



publicado por mparaujo às 22:31

Há coisas que só mesmo lidas eu acredito.
Como é possível, alguém em pleno século XXI, face a uma tragédia como a do sismo em Áquila - Itália em que se registam mais de 250 mortes, inúmeros feridos, desalojados, pessoas desaparecidas e uma cidade completamente destruída, ler isto: Berlusconi pede aos sobreviventes que encarem a situação como "um fim-de-semana no parque de campismo" (fonte: Público).
INACREDITÁVEL E INDISCRITÍVEL.
publicado por mparaujo às 21:54

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