Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

29
Set 09
Não é só a nível nacional que os "desacatos" acontecem...

Dr. Raúl Martins questiona: Raul Martins desafia Élio Maia a esclarecer se é ou não arguido no processo da venda do terreno das piscinas do Beira-Mar. (fonte Terra Nova).

Dr. Élio Maia, desfaz as dúvidas: Aveiro: Élio Maia garante que não foi constituído arguido no caso das piscinas. (fonte Terra Nova).

Acho altura para fechar um assunto que já começa a ser uma "seca" (apesar de se falar de algo com água).
publicado por mparaujo às 21:54

Cavaco Silva falou ao País.
O País ouviu Cavaco Silva. O País não percebeu Cavaco Silva.
O tabu foi quebrado (mais um): As Escutas à Presidência da República!

O que se passou, então... Nada!

1. Porque razão Cavaco Silva não emprega uma linguagem directa, concisa e simples, que a maioria dos portugueses entenda?!

2. Se é grave, que obrigue a uma declaração directa e oficial, que se tenha usado o nome do Presidente da República, o seu staff, para colar a sua imagem à campanha do PSD e para lateralizar os temas importantes para o país (numa clara chamada de atenção ao PS), porque razão só agora falou?! Com esta atitude, legitimou todas as discussões paralelas criadas, não "cortou" o mal pela raiz, beneficiou o PS e prejudicou claramente o PSD. Aliás como já o tinha escrito nos Rescaldos Eleitorais que fiz, neste espaço.

3. Continuo a achar que se não queria (embora o tenha feito mal) prenunciar-se antes das eleições, não tinha legitimidade, nem o direito, de tomar qualquer posição sobre o assunto. Porquê o afastamento do seu assessor Fernando Lima?! E, se ninguém está autorizado a falar em seu nome (excepto a Casa Civil ou Militar), porque continua Fernando Lima a trabalhar em Belém?! E a fazer o quê?!

4. Quanto às suspeitas de escutas... nada ficou esclarecido, antes pelo contrário. Foram referidas suspeitas graves sobre vulnerabilidades. E sendo graves, Cavaco Silva não deveria ter esperado tanto tempo, e muito menos afirmar publicamente que equipas técnicas lhe indicaram que as comunicações na, de e para Belém não são seguras. Isto "acalma" verdadeiramente o País.

Cavaco Silva, teimosamente, entende que os portugueses passaram a ter um rótulo que diz: "sou português... sou estúpido!".

Enfim... Cavaco Silva deixou de ser o meu Presidente! Ponto...
publicado por mparaujo às 20:57

28
Set 09
Segundo fonte oficial da Presidência da República, Cavaco Silva falará ao País, amanhã, pelas 20:00 Hm.
Faz-nos relembrar um Verão de 2008... Expectativa, suspense... e no fim, resultado global: nada!
Para amanhã já "rolam" nas diversas redes sociais, programas televisivos e radiofónicos, mesas de café, apostas sobre a temática.
À frente das "sondagens" vai a questão das suspeitas das alegadas "escutas" a Belém.
Foi tema nos últimos dias de campanha (embora a questão tenha origem, na Comunicação Social, em Agosto)... foi algo que marcou a recta final da campanha eleitoral.
Cavaco Silva sempre afirmou que falaria depois das eleições... não fazia qualquer sentido ter tomado uma posição (não verbal) antes das eleições, sobre a questão, ao afastar das funções o seu assessor.
Mas há uma outra questão que importa relevar, neste caso.
Cavaco Silva, tido por muitos como um político hábil, consistente e conciso, acaba por tomar atitudes de perfeito suicídio político. E as questões começam a avolumar-se: Cavaco quererá desistir das suas funções? Terá receio em enfrentar, de novo, Manuel Alegre, num novo contexto e realidade políticos? Como sairá Cavaco Silva de todo este imbróglio?!
Por último, entendo ser lamentável que o Presidente da República, bastião superior de um estado democrático e de direito, tenha muito pouca consideração e relevância pelas eleições autárquicas e uma enorme desvalorização pelo poder local.
Porque falar em pleno arranque da campanha eleitoral autárquica?!
Será que os Presidentes das Câmaras e das Juntas de Freguesia, são "cidadãos políticos" menores?!
Será que, seja qual for a sua comunicação, não terá influência no desenrolar das actividades de campanha eleitoral autárquica?
Um enorme tiro no pé...
publicado por mparaujo às 22:30

Em forma de RESUMO...

1. O "partido mais votado" foi a Abstenção.
2. O Partido vencedor das eleições - PS - foi o partido derrotado (perde expressivamente: perde a maioria, percentualmente desce e perde muitos deputados).
3. O CDS é o claro vencedor das eleições (dois dígitos percentuais, aumento considerável de deputados e "balança" parlamentar).
4. No meio... o PSD, mesmo não vencendo, aumentou a sua percentagem e o seu número de deputados, em relação a 2005 (liderança de Pedro Santana Lopes); o BE "pescou" consideravelmente no eleitorado socialista e a CDU, mesmo caindo para 5ª força parlamentar, subiu ligeiramente.
5. A maioria só será conquistada com: PS+CDS, PS+PSD (mesmo que apenas contando com a abstenção social-democrata nos actos parlamentares) ou PS+BE+CDU (muito improvável).

Por isso é que só houve festa na rua por parte do CDS.
publicado por mparaujo às 01:44

27
Set 09
Curiosidades locais (Aveiro)...
Dr. Ulisses Pereira, eleito deputado pelo PSD.
Dr. Afonso Candal, eleito deputado pelo PS.
Dr. Filipe Neto Brandão, eleito deputado pelo PS.
CDS recupera segundo deputado (elege Paulo Portas e Raul Almeida)
Bloco esquerda elege, pela primeira vez, um deputado por Aveiro.
publicado por mparaujo às 23:49

Se o PSD não conseguiu o seu objectivo (ganhar as eleições, mesmo sem a maioria), há outros aspectos a ter em conta:
1. O PS não ganhou a maioria e não teve um resultado tão claro como Sócrates afirmou.
2. O BE, mesmo subindo, não é a 3ª força e não está muito afastado da CDU. No dia em que os descontentes do PS voltarem a ficar contentes, acaba a euforia e a arrogância.
3. Sócrates deixou claro que não "piscará" o olho ao BE. Acabou o "casamento secreto"!
4. A Abstenção prejudicou o PSD (veja-se a percentagem na Madeira - cerca de 45%).
5. Não acredito que Manuela Ferreira Leite se demita, mesmo depois das autárquicas (perspectivando-se um bom resultado).
6. A CDU "afundou" no 5º lugar.
7. A Maioria obtém-se: PS+PSD / PS+CDU+BE e, curiosamente, PS+CDS.
8. Goste-se ou não... CDS é o grande vencedor das eleições. Obteve o que Paulo Portas sempre desejou: a não maioria do PS, os dois dígitos percentuais (10,5%), a 3ª força eleitoral, 21 deputados... e é a "balança" no parlamento.
publicado por mparaujo às 23:36

Os erros de uma campanha (e as influências externas e paralelas) que levaram de uma vitória europeia a uma derrota nacional.
A campanha eleitoral, para o PSD e Manuela Ferreira Leite, deveria ter terminado no último debate televisivo.
Até uma semana antes das eleições as sondagens (as mesmas que acertaram nos resultados finais) indicavam um empate técnico, entre o PS e o PSD.
Em pouco mais de 3 dias, tudo desmoronou.

Falar de Asfixia Democrática e visitar a Madeira... um erro!
Não explorar melhor o caso TVI... um erro!
Não apresentar medidas concretas para as propostas apresentadas (por exemplo, baixa dos impostos, IVA, etc)... um erro!
Falar de Verdade e colocar António Preto nas listas... um erro!
Faltou capitalizar a imagem de verdade, coerência, sinceridade e as políticas alternativas ao PS.

Houve lateralização a mais na campanha do PSD.
E uma machadada final: a posição de Cavaco Silva em relação às "suspeitas" de escutas...

Tomando como exemplo, o acto eleitoral na Madeira, um outro dado parece relevante: a abstenção penalizou o PSD (repare-se que pouco mais de 50% de eleitores votaram na Madeira). Algo para reflectir!!!
publicado por mparaujo às 21:18

26
Set 09
Coisas verdadeiramente interessantes... a partir do "Clube dos Jornalistas".
Enquanto se cumpre o período de Reflexão!
publicado por mparaujo às 17:14

25
Set 09
Cumprindo o estipulado por força legal... antecipando uma hora!

publicado por mparaujo às 22:56

Texto para ser publicado, hoje, no Diário de Aveiro, mas que não consegui enviar atempadamente.
Sais Minerais
Notas Breves… e suspensão!

Não há, normalmente, período eleitoral sem “casos”, “histórias” ou os chamados “golpes baixos”.
Aliás… não há política sem “casos”, “histórias” ou os chamados “golpes baixos”. Há muito que a ética e a política (o seu debate e confronto) estão de “costas voltadas”.
E, no caso concreto deste período eleitoral, são já vários os chamados “casos” eleitorais: TVI, TGV e Espanha, a Asfixia, os PPR’s e Investimentos do Bloco de Esquerda, etc…. e, por último, o caso das “escutas do Governo à Presidência da República”.
Normalmente, os casos de campanha, não passam disso mesmo: casos que servem para distraírem do essencial ou criarem desconforto no campo adversário.
Mas desta vez, nem tudo é distracção e há, de facto, casos que merecem alguma ou muita preocupação, e especial atenção.
No caso da TVI (Jornal de sexta) já muito foi dito, embora nem tudo esclarecido, e aguardam-se mais desenvolvimentos.
No caso das “escutas” (ou supostas escutas) à Presidência da República, é crucial reflectir sobre o “caso” em três vertentes:
1. Jornal Público vs Diário de Notícias.
Do ponto de vista da Comunicação Social, é extremamente grave, ética e deontologicamente, que um órgão de comunicação concorrencial tenha avançado com a publicação de documentação interna de um outro jornal. E já agora era importante que o DN citasse as suas fontes (já que citou as fontes constantes do e-mail publicado) e informasse como é que teve acesso ao e-mail interno do Público e do jornalista Luciano Alvarez.
Convém lembrar o posicionamento editorial do DN próximo do PS. Assim, tal publicação só veio trazer mais um “caso” à campanha e favorecer, claramente, o PS.
Correcta foi a postura do Expresso que ao ter, igualmente, conhecimento do documento do Jornal Público, decidiu não o publicar e manter a sua própria investigação jornalística.
2. Esclarecimentos necessários e urgentes.
O Presidente da República, no âmbito dos acontecimentos, tinha já, publicamente, afirmado que, face ao momento eleitoral, apenas se pronunciaria após os resultados das Legislativas.
Poder-se-á questionar se Cavaco Silva deveria ou não, face à gravidade do caso, demonstrar a sua posição e opinião sobre o assunto. Entendo que por menos (pelo menos para a maioria dos cidadãos) fez parar o País, no Verão de 2008, para vir falar de um tema que à esmagadora maioria dos cidadãos disse “zero”: o veto ao estatuto dos Açores (mesmo que mais tarde o Tribunal Constitucional lhe tenha dado total razão).
Mas se temos a imagem do Presidente da República como um homem político de grande astúcia e experiência, não se compreende como, depois das suas afirmações e a escassos dias do acto eleitoral, venha demitir o seu principal assessor de imprensa, pessoa que o acompanha há mais de vinte anos.
E se a demissão, por si só, parece irreal, mais se pode dizer do facto de a mesma ter ocorrido sem qualquer explicação e abordagem sobre o tema.
Para isso, a coerência deveria ter levado o Presidente da República a tomar todas e quaisquer posições apenas após as eleições, como sempre afirmou.
3. Questão pertinente (e última)
Face à realidade dos acontecimentos, permanece, apesar de todos os factos, a dúvida que é necessária esclarecer: há ou não escutas do Governo ao Presidente da República?! Ainda só sabemos a versão de um dos lados da “barricada”.
É que com a demissão, apenas ficámos a saber (deduz-se) que o Assessor de Imprensa de Cavaco Silva falou em nome próprio.
Muito pouco para tão grave polémica.
Por último, por indicação da ERCS (Entidade Reguladora da Comunicação Social), e por uma questão de ética, as Crónicas “Sais Minerais” vão interromper a sua publicação, regressando depois das eleições autárquicas. Com toda a certeza, mais fortes e com “olhares mais atentos”…
Tal circunstância prende-se com o facto de ser candidato, pela Lista de Fernando Marques, à Assembleia de Freguesia da Glória.
Resta-me, por isso, dizer um “até daqui a duas semanas” e apelar à mais importante participação cívica dos cidadãos: Votar. È um direito e um dever de todos.
Para que Portugal e Aveiro cresçam…

Ao sabor da pena…
publicado por mparaujo às 18:04

24
Set 09
A ler este interessante post na "Casa dos Comuns", do amigo e companheiro João Pedro Dias: O enorme ego de Cavaco Silva.
Perfeitamente de acordo. Aliás na linha do meu artigo de amanhã, no Diário de Aveiro.
Presidente da República esteve muito mal, nesta fase final da campanha. E como eu escrevi (e pode ser lido amanhã), para um político tido como eficaz e conciso (que nunca erra e nunca se engana) esta sua atitude só traz "água na boca". É "gato escondido com rabo de fora".
publicado por mparaujo às 21:29

Tenho que CONCORDAR com este muito bom texto no Margem Esquerda.
publicado por mparaujo às 20:27

20
Set 09

A Câmara Municipal de Aveiro vai poder usufruir e gerir de um dos seus maiores valores patrimoniais: a Ria de Aveiro (canais urbanos).
Conforme informa o JN: 10 anos, com possibilidade de renovação do protocolo por períodos de cinco anos.
publicado por mparaujo às 21:48

Caso Público vs DN e as escutas...
PPR's do Bloco Esquerda...
Até já!!
publicado por mparaujo às 21:25

17
Set 09
Publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro.
Sais Minerais
Arruadas e Jantaradas.


O “circo” da campanha eleitoral teve início oficial no princípio desta semana.
Uma campanha eleitoral que está e vai ser marcada pela ansiedade, pelo equilíbrio nas sondagens, pela pressão do “empate técnico” nas previsões… pelos ataques ferozes entre opositores.
Mas esta fase, que antecede o momento da verdade, é, por norma, “gasta” em aspectos e acções que deixam algumas dúvidas, em relação aos impactos e resultados junto dos eleitores, nomeadamente o que respeita aos indecisos.
São os “folclores”, os ataques demagogos, os “beijinhos e abraços” das arruadas, os monumentais jantares-comício, as frases feitas! A bem da verdade, também as emoções, a agressividade, a confiança, a conquista e consolidação de eleitorados, ou as promessas que ficarão ou não por cumprir.
Mas a verdade é que em relação aos apoiantes e simpatizantes já pouco há para consolidar (aliás, são estranhos os comícios e os jantares, já que, quem comparece, é quem se identifica com o partido, sendo, por natureza, eleitor já conquistado).
No que toca aos indecisos, se não foram conquistados nas acções pré-eleitorais (entrevistas, debates, etc), muito dificilmente serão com as acções de campanha, cheias de “ruído” e com pouca clareza.
No fundo… a verdadeira campanha eleitoral já aconteceu: as entrevistas aos principais líderes e os debates entre os partidos com representação eleitoral, acabaram por esgotar a confrontação e a argumentação.
Embora se assista a uma crescente relevância e importância das “redes sociais”, da blogoesfera e das ferramentas da internet na difusão das mensagens partidárias, o peso e mediatismo da Comunicação Social, nomeadamente o da televisão, ainda é a referência, como o demonstraram os debates efectuados. E aqui residiu a verdadeira campanha eleitoral… mesmo que o resultado dos debates tenha deixado “tudo na mesma”, como o espelham as últimas sondagens.
Em relação aos debates, falharam precisamente naquilo que deveriam ser mais conclusivos e incisivos: não serviram para conquistar o eleitorado indeciso.
Sem vencidos nem vencedores de forma clara e evidente (no fundo, sem fazerem “sangue”), houve, no entanto, alguns aspectos que importa realçar.
Jerónimo de Sousa falou apenas para o interior do PCP, tentando, com isso, impedir fugas de eleitorado, nomeadamente para o BE.
Quanto a Francisco Louçã, aquele que pareceria vir a ser o verdadeiro “animal feroz” dos debates, fracassou na hora do confronto, excepção feita para o momento mais à esquerda (com Jerónimo de Sousa). Na hora de apresentar propostas, estas demonstraram-se frágeis, irrealistas, demagogas (como é o seu discurso metafórico que já tem dificuldade em afirmar-se), e transmitiram um lado radicalista e extremista, “acordando fantasmas ideológicos trotskistas” dos tempos da UDP, recordando, a muitos cidadãos, as obras de peso na bibliografia de George Orwell: “O Triunfo dos Porcos” e “O Grande Irmão”.
Paulo Portas, hábil nestes ambientes, foi, em muitos momentos, bastante seguro e incisivo, com um discurso claro e determinado.
José Sócrates deixou uma imagem "pálida" e "desgastada" no seu discurso. Mais propagandista do que realista, agarrado ao passado dos outros (nomeadamente de Paulo Portas e Manuela Ferreira Leite) e à “obra” que refere ter realizado, a verdade é que esqueceu, na maioria dos casos, que quem está a ser “julgado” é precisamente a sua governação e não os “fantasmas” dos outros partidos. Não consegui descolar da sua principal opositora (Manuel Ferreira Leite). Pelo contrário, valorizou a imagem e mensagem da líder do PSD, ao ponto de transformar os valores das sondagens que, em Junho, lhe eram favoráveis, para um claro empate técnico, no arranque para a campanha oficial.
Ao expor e valorizar, quase que exclusivamente, o trabalho realizado, foram poucas as referências a propostas para o futuro, tentando apagar a imagem de uma governação demasiadamente exposta e confrontada na rua, pela contestação social.
E o espelho desta realidade foi a forma como terminou o seu debate com Ferreira Leite. Dizer que se ganhar as eleições os ministros serão substituídos (e foi mesmo isso que foi dito) é o mesmo que querer dizer e transmitir a imagem de que o Governo falhou, não prestou um bom trabalho ao país. É, claramente (mesmo que sem intenção), transmitir aos cidadãos uma clara falta de confiança.
Quanto a Manuela Ferreira Leite, os debates, mesmo que não ganhos (o que não significa que tivessem sido perdidos), serviram para demonstrar uma evidente imagem de seriedade, de confiança, de rigor. Transmitiu a sua mensagem de forma frontal e realista (como a preocupação com as PME’s, a economia, a educação e o estado social), clarificando, de uma vez por todas, que não haverá lugar à privatização da saúde, nem da segurança social. Manteve um discurso coerente e coeso (já que muitas vezes parecia mais que era a governação do PSD que estava em causa e não a do PS), e nem mesmo as “gaffes” do IRC/IRS ou a questão das SCUT’s ofuscaram a posição, partilhada pela maioria dos portugueses, em relação às obras públicas (caso TGV), aos impostos, economia, saúde e educação.
Manuela Ferreira Leite assumiu, num espaço que lhe é mais favorável do que o “improviso do momento ou da rua”, passou a mensagem que queria, não saiu derrotada em nenhum confronto e acabou por ser a surpresa de todos os debates (mesmo que o mais visto tenha sido o de Paulo Portas com José Sócrates).
A 27 de Setembro logo se verá o rumo do país e por quanto tempo.
Ao sabor da pena…
publicado por mparaujo às 21:27

12
Set 09
Os debates televisivos chegaram ao fim... Começa agora o "circo" da campanha. As emoções, a agressividade, a confiança, a conquista e consolidação de eleitorados. Também as promessas que ficarão ou não por cumprir.
Em relação aos debates, a minha conclusão é que não serviram para conquistar indecisos mas sim para consolidar que já decidiu.
Paulo Portas foi, em alguns momentos, bastante seguro e incisivo.
Manuela Ferreira Leite, para quem a via como o "elo mais fraco" foi a maior surpresa: passou a mensagem que queria, não saiu derrotada em nenhum confronto e acabou por ser a surpresa de todos os debates.
Francisco Louçã foi o menos feliz no confronto das ideias e propostas.
Jerónimo de Sousa falou apenas para dentro do PCP. O mais inseguro e menos preparado para os confrontos.
José Sócrates deixou uma imagem "pálida" e "desgastada" no discurso. E penso que não terminou bem. Dizer que se ganhar as eleições TODOS os ministros serão substituídos é o mesmo que querer dizer e transmitir a imagem de que o Governo falhou, não prestou um bom trabalho ao país. É, claramente (mesmo que sem intenção), transmitir aos cidadãos uma clara falta de confiança.
publicado por mparaujo às 23:20

11
Set 09
Por mais que se tenha, na maioria dos casos, consciência da realidade da condição humana e do que nos move à superfície terrestre...
Por mais consciência que se tenha de que tudo nesta vida tem um fim...
Há situações que não nos confortam...
É inquestionável o papel dos avós na educação das crianças (netos)! O carinho, as histórias, os mimos........
São incontáveis os momentos de aflição, de necessidade, de "comodismo" também, em que recorremos ao avô ou à avó.
Para qualquer casal, nos dias de hoje, é inquestionável a diferença que faz ter, por perto, o pai ou a mãe (no caso... os avós).
Ontem... deixei de ter avós (a minha avó paterna). E por mais que a idade vá avançando, por mais que a vida nos molde os sentimentos... Avó é sempre AVÓ!
E não me digam que é a vida...... porque foi precisamente a vida que acabou!
publicado por mparaujo às 23:08
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Eu não acredito em bruxas, mas que as há... há!
No meio de tantas certezas de alguns (como o Raúl Martins), as dúvidas são cada vez maiores.
Retirado do "Noticias de Aveiro", em últimas de hoje.
Aveiro / Região 11-SET-2009 15:57
Portagens nas SCUT só depois das eleições - Mário Lino
A introdução de portagens nas auto-estradas sem custo para o utilizador (SCUT) fica, por agora, em 'banho maria', já que o Governo não parece interessado, na véspera de eleições, de acelerar decisões potencialmente impopulares. O ministro das Obras Públicas remeteu, hoje, em definitivo, o encerramento do processo, já muito adiantado (quer no plano legal, quer na instalação da solução tecnológica), para o Governo que sair das eleições legislativas. Os diplomas “essenciais” estão feitos, o sistema de controlo electrónico de matrícula encontra-se “introduzido”, faltam “umas portarias” e, “no terreno”, é preciso, com a participação dos autarcas abrangidos, tratar de “matérias concretas”. Declarações feitas em Estarreja durante uma visita ao troço da A29 de ligação a Angeja que entrou em funcionamento esta noite.
publicado por mparaujo às 22:59

09
Set 09
Depois da ingerência do grupo Espanhol Prisa (detentor da Media Capital / TVI) ter tomado a posição de interferência em matéria informativa do canal TVI, é também chegada a hora de mais um ingerência estrangeira na liberdade de expressão e opinião em Portugal: Livro do ex-inspector da Judiciária, Gonçalo Amaral, sobre o caso Maddie proibido por decisão do tribunal (fonte: jornal i ).
Quem mais "mandará" em nós?!
publicado por mparaujo às 23:04

O Jornalista Júlio Magalhães (entre colegas conhecido por "Juca") é o novo director de informação da TVI.
Depois da polémica (ainda não encerrada) do final do Jornal de Sexta e que envolveu a jornalista Manuela Moura Guedes, a Direcção de Informação, liderada por João Maia Abreu tinha apresentado o seu pedido de demissão, em bloco.

Júlio Magalhães exercia as suas funções de responsável pela Direcção de Informação da TVI no Porto.
publicado por mparaujo às 22:41

05
Set 09
Qualquer inauguração em período eleitoral, é sempre motivo, em qualquer parte do país (e do mundo), para apelidar a obra de eleitoralista. Mesmo que possam estar em causa, tempos de execução ou prazos de entrega.
Mas é sempre algo sujeito a criticas (mesmo que infundadas).
No entanto, há situações que roçam o caricato e o surrealismo.
Já era, por demais, badalada a agenda política do Ministério das Obras Públicas em períodos muito próprios dos ciclos governativos.
Foi igual exemplo, o caso dos supostos Magalhães disponibilizados às crianças, numa visita de José Sócrates à escola, mas logo retirados após o desligar das câmaras e dos flashes.
Mas este último e recente acontecimento (para não dizer "fenómeno do Entroncamento") com o Ministério e Ministra da Saúde, é por demais vinculativo de "um país fantasma"... fonte: Correio da Manhã.
publicado por mparaujo às 23:20

Não sei propriamente se a “poeira” já assentou (ou se assentará tão cedo).
No entanto, é, para mim, a altura para abordar o “caso” TVI/Jornal de Sexta.
Primeiro, importa uma declaração de princípios: não sou espectador assíduo da TVI, tenho, como licenciado em comunicação, outras referências no jornalismo que não Manuela Moura Guedes, e não sou socialista. Para que conste…
É, para mim e por força de formação, um dado inquestionável: a importância que a Comunicação Social desempenha no desenvolvimento das sociedades, no processo de construção social (socialização), na edificação da história, na defesa da verdade e vigilância dos valores democráticos e do pluralismo, no contributo para a difusão do conhecimento.
Não há democracia sem o respeito pela liberdade de expressão, opinião e informação. Não há verdadeira democracia sem o respeito pela Comunicação Social.
Não sei, porque posso correr todos os riscos acrescidos de especulação, se houve interferência directa ou não na decisão da Prisa/Media Capital… sinceramente, apesar do momento eleitoral que vivemos e de não ser, nem por sombras, socialista, pouco me interessa, para o caso.
Pelo entendimento que tenho e do que sei sobre a legislação portuguesa aplicável à Comunicação Social, um dado é certo: a ingerência da Administração da TVI num processo informativo (e nos respectivos órgãos: Direcção de Informação e Redacção) é ilegal.
Mas esse é um procedimento legal que caberá a Entidade Reguladora agir, se assim o entender e decidir.
Mais grave que isso… é a questão ética, o valor da liberdade de informação e a realidade dos Órgãos de Comunicação Social, hoje.
Hoje, o poder económico exerce uma inegável, mas questionável e infeliz, pressão e domínio sobre o político e sobre a informação. Por mais valores éticos e deontológicos, por mais auto-regulação que o jornalismo queira assumir, na prática a realidade é outra: dinheiro, receitas e audiências.
O que é um facto é que, mais uma vez, a Comunicação Social e a Liberdade de Imprensa serve de “arma de arremesso” sem ser pela sua missão informativa.
A Comunicação Social tem que ser independente, isenta e livre. Deve expor tudo (dentro dos princípios legais e deontológicos) para que a sociedade se informe e evolua… goste-se ou não!
Não pode, nem deve e é de extrema gravidade que seja o poder político ou o poder económico a decidirem o que é “mau jornalismo”, o que é ”mau profissionalismo” o que deve ser ou não divulgado em termos informativos. Isto não é liberdade, não é democracia, não é pluralismo: é “asfixia” informativa.
Se Manuela Moura Guedes é má profissional, deveria ter sido, há mais tempo, despedida ou nem integrada na TVI. Se o Jornal Nacional de Sexta é um mau exercício de informação, haveria, há mais tempo, que o substituir.
As razões para a alteração e anulação do programa são do mais surrealista e graves do ponto de vista do jornalismo e da liberdade e direito (dever) de informar.
Quem deve julgar (excepto as questões judiciais) é a própria comunicação social e o público. Que curiosamente, agora percebo que ninguém gostava, ninguém via: mas ninguém fala noutra coisa. Ou seja… muita gente não era indiferente àquele serviço informativo.
Um “à parte”, em jeito de conclusão…
Este caso não é, nem por sombras, igual ao de Marcelo Rebelo de Sousa. O que não significa que não seja igualmente condenável. Toda e qualquer interferência é condenável.
Mas aí tratava-se de um político, comentador e de uma relação interna partidária.
Não estava em causa o jornalismo, a Comunicação Social ou a informação veiculada.
Por fim… consequências políticas só as haverá se as interferências externas se confirmarem ou se aparecerem (porque não me parece que o caso acabe tão depressa).
publicado por mparaujo às 21:50

04
Set 09
A ler Aqui, Aqui e Aqui (tudo via "Enguia Fresca")... E a preparar a minha "modesta" opinião e visão sobre o caso... Acho grave, claro.
Mas... mais logo ou Sábado!
publicado por mparaujo às 00:17

03
Set 09
No processo das "Piscinas do Beira Mar" pode-se ler aqui o Comunicado Oficial do Clube.
publicado por mparaujo às 22:48

Publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro.
Sais Minerais
O poder de proximidade.

O poder democrático e o exercício de cidadania que está verdadeiramente mais próximo dos cidadãos é o que exerce a sua missão junto das comunidades locais: autarquias e, nomeadamente, Freguesias.
Pela proximidade, pela dimensão, pelas áreas de intervenção, mas também pela capacidade e possibilidades permitidas à intervenção, à crítica, à participação ou à acessibilidade.
Mas curiosamente, de um modo generalizado, é aquele onde os cidadãos, das diversas comunidades, menos participam e menos intervêm, exceptuando os necessários contactos burocráticos ou de cumprimento de procedimentos legais.
Reflexo, já aqui por diversas vezes focado, de realidades como o alheamento dos cidadãos aos processos de socialização, de intervenção cívica e política, por exemplo. O isolamento e indiferença sociais são fenómenos que empobrecem, cada vez mais, o desenvolvimento comunitário: perdeu-se o bairrismo, o sentido de “bairro” das localidades (grandes, médias ou pequenas), as pessoas mal se cumprimentam nas ruas, nos espaços públicos e, muitas vezes, até mesmo nos prédios ou ruas onde habitam.
Também não deixa de ser relevante que, no caso dos municípios ou das freguesias, o processo de recenseamento condiciona e favorece este alheamento cívico dos cidadãos. Muitos continuam recenseados nas suas “origens” e nem o fenómeno migratório leva a assumirem e adoptarem novas “raízes” sociais e culturais. Por exemplo, a Freguesia da Glória (Aveiro) tem cerca de 9650 eleitores e 15.000 habitantes (mesmo que muitos ainda sem processo de recenseamento e permissão eleitoral). No entanto, esta poderá ser uma das vantagens do cartão único, mesmo que por obrigatoriedade.
Quantos cidadãos participam nas Assembleias de Freguesia, nas reuniões das Câmaras ou nas Assembleias Municipais, mesmo que essas oportunidades estejam criadas?!
Quantos cidadãos, sejam quais forem as suas aptidões, apenas pelo direito que têm à liberdade de expressão, opinião e participação, intervêm nas consultas públicas das acções de fundo das autarquias e das freguesias?!
Na maioria dos casos, contaremos pelos dedos das mãos…
Daí que o trabalho das Juntas de Freguesia (e muitas vezes os das próprias autarquias) passe indiferente, indiscreto, seja diminuto para muitos dos cidadãos. Até porque, no caso das freguesias, algumas das acções são claramente dependentes (mas nem por isso devem ser menosprezadas ou desvalorizadas) das funções e competências das autarquias.
A vertente económica e a força legislativa das competências de gestão e intervenção das comunidades condiciona o trabalho e do exercício do poder democrático mais básico (mas nem por isso menos rico ou importante). Daí que, algumas Juntas de Freguesia tenho optado por desenvolver as suas actividades em áreas que são muito próximas do quotidiano e das raízes das suas populações: a vertente social e cultural.
No caso da Junta de Freguesia da Glória, o trabalho realizado no alerta e na defesa do seu valor patrimonial cultural e social mais valioso que é o Parque D. Pedro, levou (e leva) a uma participação activa no processo do Parque da Sustentabilidade.
A consciência da Junta de Freguesia da realidade social dos mais carenciados, dos mais “desprotegidos” e desfavorecidos (aqueles que têm, por força de múltiplas circunstâncias da vida, mais dificuldades de inclusão social) levou a um trabalho contínuo e regular, mesmo que com grande esforço institucional, na dinamização da comissão local de acção social; no apoio e acompanhamento das famílias mais carenciadas; no apoio a pequenas intervenções nas habitações familiares; no ápio aos cuidados de saúde; no apoio aos idosos (cada vez mais isolados socialmente); nos cuidados psicossociais, com acompanhamento clínico e no apoio, dentro das capacidades e competências, ao associativismo.
Este é um exemplo claro, do que, mesmo passando despercebido à maioria dos cidadãos, começam a ser as verdadeiras áreas de intervenção das freguesias. Mesmo que misturadas com o passeio, o sinal, as árvores da rua “xpto” ou a “guerra de quintais” entre vizinhos, as áreas culturais e sociais têm importante papel no desenvolvimento e coesão das comunidades.
Resta igualmente o papel participativo e interventivo, em todas as alturas (incluindo as eleitorais), dos cidadãos… Em Outubro há uma oportunidade!
Ao sabor da pena…
publicado por mparaujo às 22:11

01
Set 09
Visão, on-line e através do twitter, da entrevista do Primeiro-Ministro, José Sócrates, à RTP 1 (hoje).
mparaujo: RT @AnaCatarinaSant: PM a falar sobre os erros que cometeu ("cometi imensos, imensos") é enternecedor...
mparaujo: RT @pauloferreira1: Coisas verdadeira/te importantes: branqueamento dos dentes superiores?
mparaujo: RT @RitaMarrafadeC: GRANDE JUDITE!!
mparaujo: Eh pá. Boicoteeee... desligaram o microoooo à Judite. Não há direito!
mparaujo: RT @ademarmarques: Só fico é sem perceber porque é que o PM não espera ganhar com 70% dos votos, neste país maravilhoso que deixa.
mparaujo: Mas só para os 18 anos.... RT @InesSerraLopes: O "inove social" e a "conta poupança futuro" são as primeiras decisões de José Sócrates.
mparaujo: RT @luispedronunes: Grande Sócrates: "A minha primeira? dou-lhe duas" se for assim no sexo...
mparaujo: RT @InesSerraLopes: Há uma escolha a fazer. Só há dois partidos que podem ganhar as eleições: PS ou PSD. Já fui tão claro quanto a isso...
mparaujo: AHHHHH Já chegaram os duzentos euros.....
mparaujo: PM quer discutir os problemas do país. Judite Sousa não deixa. Mas quando lhe faz alguma pergunta sobre o país... NICLES!!!!
mparaujo: RT @InesSerraLopes: José Sócrates, em grande forma - talvez se arrependa de dar tanta importância e tanto tempo de antena a MFL - mostra medo.
mparaujo: RT @RitaMarrafadeC: O olhar amenizou-se. Até sorri... estou surpreendida!!
mparaujo: Aiii... agora a Judite passou-se: "Olhos nos Olhos"?????
mparaujo: Quando é que vem a "pérola" dos 200 euros por cada nascido...???
mparaujo: RT @luispedronunes: DELICADEZA PORRA.
mparaujo: RT @JMF1957: "Não tivemos delicadeza com os professores" Iol, Iol
mparaujo: @AnaCatarinaSant RT @JMF1957: José Sócrates não responde às perguntas que lhe são feitas, para variar...
mparaujo: RT @P_S_G: Sócrates: alguns 'dos meus melhores amigos são juízes'!
mparaujo: Essa da redução do insucesso escolar é de morrer a rir. Confunde-se facilistismo, banalidade do ensino, com qualificação e mérito...
mparaujo: José Sócrates tem uma visão diferente da familia de MFL. Não é para procriar... é para receber dinehiro... apenas uma questão económica!
mparaujo: RT @CarlosLima7: socrates a citar o publico. o homem ta mesmo diferente.
mparaujo: @LucianoAlvarez :-)) Surpresaaaaaa, não é?! Afinal o Jornal é mesmo REFERÊNCIA. (a prpósito da exibição da notícia do jornal Público).
mparaujo: RT @LucianoAlvarez: José Sócrates com uma cópia de uma página do @Publico não mãos.
mparaujo: José Sócrates governa um país que não é o NOSSO PORTUGAL....
mparaujo: Pronto... lá vêm as queixinhas... E então se as coisas estão a melhorar, JS pede para governar nas dificuldades?!
mparaujo: Sócrates tem uma atitude diferente de Manuela Ferreira Leite... só não sabemos é se é melhor ou pior!
mparaujo: Ora... vamos lá ouvir... sem estragar o jantar que estava uma delícia (modéstia à parte).
mparaujo: @Lmalopes Vamos ver é se Judite de Sousa consegue manter o "apertanço" até ao fim...
publicado por mparaujo às 23:30

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