Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

24
Jun 10
Texto que deveria ter sido publicado na edição de hoje, 24 de Junho, do Diário de Aveiro. Por lapso, ao qual sou totalmente alheio, foi (re)publicado um outro artigo meu datado de 5 de Novembro de 2009 (totalmente descontextualizado e a despropósito).

Cheira a Maresia!
Quando “1+1” não são “2”!

Existe uma predisposição nata neste governo para uma empatia com a transformação da realidade em números e estatísticas. Numa valorização do numérico em detrimento da pessoa e da verdade dos factos.
A estatística tomou conta da realidade social e económica do nosso quotidiano. E o número, essa entidade suporte de ciências exactas como a matemática, transformou-se num mero conceito abstracto, moldável em função do interesse supremo da política e da demagogia.
E nada tem mais ênfase nas políticas deste governo, na gestão do país, do que a importância das estatísticas ou da manipulação dos números.
Quando a educação deveria ser um direito de todos os cidadãos, nomeadamente, das crianças do ensino básico, e quando deveria ser acessível a todas em iguais oportunidades, eis que o critério de gestão de um dos pilares fundamentais da sociedade é o do custo e o do economicismo. Não interessa as condições de acessibilidades, o rigor pedagógico, o desinvestimento constante na interioridade. O que importa é reduzir encargos, desresponsabilizar o Estado da sua missão social. Interessa apenas encerrar Escolas, na maioria dos casos, sem critério e de forma inconsistente e desestruturada. Por exemplo, escolas recentemente intervencionadas ao nível da sua recuperação e condições, ou escolas premiadas pelo seu desempenho e mérito pedagógico e social.
Ainda na área da educação/ensino é gritante esta queda para a obsessão pelas estatísticas (menos reprovações, menor taxa de retenção, notas mais altas), sem que nada destes objectivos sejam atingidos pelo mérito, pelo reconhecimento das capacidades, pelo esforço e dedicação. Tudo se resumo ao facilitismo, à inércia, à desvalorização do papel do docente, à injustiça e desigualdade entre alunos. Seja no estatuto destes, seja pela mais recente inovação educacional: passagem do 8º para o 10º ano, sem frequência do 9º ano (a fazer lembrar as interessantes passagens administrativas em pleno PREC).
Mas esta visão numeral da sociedade e da realidade em que o país se encontra não se traduz apenas e tão só na área do ensino.
O Governo teima em camuflar a realidade do desemprego fazendo crer, por todas as fundamentações demagógicas, que a taxa está a decrescer (como se 2010, por milagre, fosse excepção ao trabalho sazonal).
Quer os dados revelados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico - OCDE, quer as previsões do departamento de estatísticas da União Europeia – o Eurostat, indicam que, a taxa de desemprego em Portugal atingiu já os 10,8%, aumentando 0,2 % em Abril (em Março a taxa era referenciada nos 10,6%). Este valor faz com que Portugal tenha ultrapassado a Hungria, que em Março deste ano era o país com a quarta taxa de desemprego mais elevada.
E quando o Governo de José Sócrates insiste em afirmar que as medidas de combate à crise são justas, que o esforço é obrigação social e colectiva, que o país dá sinais claros de retoma a nível económico, há, infelizmente, outra realidade e outra a verdade: a do dia-a-dia dos portugueses e de muitas famílias (demasiadas, por sinal).
É que os dados mais recentes do Eurostat classificam, pelo terceiro ano consecutivo, Portugal como o nono país mais pobre da União Europeia e, apesar de todas as circunstâncias e acontecimentos, em 2009 os portugueses tiveram menos poder de compra que os gregos.
Atrás de Portugal estão países que recentemente integraram a União Europeia e vindos da Europa de Leste, como a Bulgária, a Lituânia, a Polónia, a Letónia e a Roménia.
No topo da tabela, pela positiva, está o Luxemburgo (com um poder de compra três vezes superior à média europeia), num grupo dos países mais ricos constituído ainda pela Irlanda, Holanda e a Áustria.
Esta é que é a verdade dos factos… a triste realidade.
Depois da posição da União Europeia que sugere a Portugal ainda mais medidas para combater em crise e baixar o défice, em 2011, o Ministro Teixeira dos Santos foi bem claro, na semana que passou, ao afirmar em Bruxelas que o que unicamente importa é que o valor do défice seja reduzido até aos 4,6% em 2011.
Não importa como, com que sacrifícios ou a quem sobrecarregar ainda mais.
publicado por mparaujo às 20:09

22
Jun 10
Publicado na edição de Domingo, dia 26 de Junho, do Diário de Aveiro.

Cambar a Estibordo...
A semana em resumo.

Quando 1+1 não é igual a 2
O Governo já nos habituou a constantes manipulações numéricas e análises distorcidas ou convenientes dos números e da realidade.
Entre a tentativa de querer esconder a sazonalidade do emprego que sempre foi presença em anos anteriores. Este, por ser de crise, é excepção.
E enquanto o governo apregoa uma descida clara da taxa de desempregados em Portugal, quer os dados revelados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico - OCDE, quer as previsões do departamento de estatísticas da União Europeia – o Eurostat, indicam que, a taxa de desemprego em Portugal atingiu já os 10,8%, aumentando 0,2 % em Abril (em Março a taxa era referenciada nos 10,6%). Este valor faz com que Portugal tenha ultrapassado a Hungria, que em Março deste ano era o país com a quarta taxa de desemprego mais elevada.
Recorde-se que, em Abril, o Secretário de Estado do Emprego, Valter Lemos tinha dito que o valor estimado pelo Eurostat seria “revisto em baixa”, o que não se confirmou. Assim como não se confirma a perspectiva de José Sócrates de ver concretizados os sinais que referiu de redução do número de desempregados em Portugal.
Espremido deu… nada.
Foram mais as polémicas, as controversas, os jogos constitucionais, do que a concretização dos objectivos essenciais de uma Comissão Parlamentar de Inquérito: o apuramento da verdade, sejam quais forem as suas consequências.
A Comissão Parlamentar de Inquérito do caso PT/TVI revelou a certeza por demais clara e frequente da nossa política: a verdade não se compadece com a política e com os interesses partidários.
Daí não se estranhar que os trabalhos finais da comissão resultem numa dificuldade gritante em se elaborar um relatório coerente, consistente e verdadeiro.
Destaque para a frase do deputado do Bloco de Esquerda, José Semedo, relator da comissão: “a verdade não pode ser escondida num bolso”.
Pena que a “verdade”, seja qual for, desta Comissão deixe mais dúvidas que certezas.
Como pode a política queixar-se tanto da Justiça, se ela própria também não funciona.
Esperar para ver... e pagar!
Depois da posição da União Europeia que sugere a Portugal mais medidas para combater em crise e baixar o défice, em 2011, o Ministro Teixeira dos Santos foi bem claro, esta semana: o que unicamente importa é que o valor do défice seja reduzido até aos 4,6% em 2011.
Não importa como, com que sacrifícios, a quem sobrecarregar, a quem exigir o que já não pode dar.
Isso são questões de pormenores, danos colaterais próprios de uma guerra qualquer.
São questões políticas mais ou menos fáceis de resolver. Mais barulho, menos contestação não serão problemas, já que a história política do país revela que a memória dos eleitores é “sempre muito curta”.
O que é uma certeza é que, doa a quem doer, e normalmente será sempre aos mesmos, o défice vai baixar.
Assim como baixará o nível de vida, o poder de compra, o emprego, a economia. Contrapondo, aumentará o desemprego, a contestação social, o sentido de injustiça, as dificuldades com a saúde, com a educação, com o indevidamente, com a baixa produtividade, e com o aumento do número de empresas em dificuldades.
Final triste
Faleceu José Saramago, escritor e Nobel da Literatura (único atribuído a um português).
Amado por uns, odiado por outros e indiferente a alguns, é, no entanto, indiscutível o seu peso na cultura e literatura portuguesa, independentemente dos gostos.
Sempre polémico, controverso quanto baste, claramente "alinhado" consigo mesmo, José Saramago soube tratar e cuidar da língua portuguesa e ser um claro embaixador de vulto de Portugal nos últimos tempos.
A Cultura em Portugal ficou mais pobre.

Boa Semana… cheia de bola.
publicado por mparaujo às 22:43

20
Jun 10
A Federação distrital do PS - Setúbal promoveu a "Universidade de Verão, sob o tema: "A Crise, o Rumo da União Europeia, Os Desígnios Nacionais e o Papel dos Partidos".
Dois dos oradores convidados - Freitas do Amaral, antigo Ministro dos Negócios Estrangeiros de José Sócrates e fundador do CDS, e Mário Soares, fundador do PS, antigo Primeiro-Ministro, ex-Presidente da República, e chefe do governo em 1986 aquando da adesão de Portugal à CEE (UE) - teceram criticas à actuação do actual Governo face à crise.

(fonte: Rádio Renascença on-line)
publicado por mparaujo às 18:03

Há algumas (as do costume) pessoas - e personalidades - que se insurgiram contra o facto do Presidente da República (em férias nos Açores) não estar presente no funeral de José Saramago.

Deixe-mo-nos de falsos moralismos, de demagogias balofas...

Morreu um dos grandes nomes da cultura portuguesa...
Nem sempre compreendido, nem sempre se fez compreender.
Era um símbolo nacional?! Não, não o era! Muitos poucos leram, lêem ou virão a ler José Saramago. Por não ser acessível, por não gostarem.

E não colhe o facto de José Saramago ser Nobel da Literatura. De facto, é o único Nobel da Literatura Portuguesa, mas não é o único Nobel português. A memória de muitos portugueses é tão curta, mas mesmo tão curta, que se esquecem do Nobel da Medicina: Egas Moniz.

Além disso, que razões tinha o Presidente da República de estar presente (apesar de ter tido o reconhecimento e ter emitido uma mensagem de pesar) numa cerimónia claramente marcada pelo cariz partidário?!
Depois de um discurso tão eloquente por parte do Secretário do PCP, restam algumas dúvidas?

Por acaso alguém manifestou semelhante preocupação com Raúl Solnado ou Rosa Lobato Faria?!
Por ventura Jerónimo de Sousa foi tão eloquente nessas situações?!

Como referi no post anterior, Saramago é um dos nomes importantes da literatura portuguesa: amado por uns, indiferente a outros.
Li Saramago sem qualquer tipo de constrangimentos, com mais ou menos dificuldade, numa ou noutra obra (também ainda não li tudo).
Mas isso basta. Faleceu o Prémio Nobel da Literatura. Ponto!
publicado por mparaujo às 16:37

18
Jun 10
Faleceu José Saramago, escritor e Nobel da Literatura (único atribuído a um português).
Amado por uns, odiado por outros e indiferente a alguns, é, no entanto, indiscutível o seu peso na cultura e literatura portuguesa, independentemente dos gostos.
Polémico sempre, controverso quanto baste, claramente "alinhado" consigo mesmo.

A Cultura em Portugal ficou mais pobre.
publicado por mparaujo às 22:11

17
Jun 10
José Sócrates acusa Pedro Passo Coelho de prejudicar a imagem externa de Portugal com a sugestão do recurso imediato ao fundo de ajuda europeu. (fonte: TSF on-line)

O que é mais importante?! O que interessa verdadeiramente nos dias de hoje?! Combater a crise ou esconder a realidade?! Enganar os portugueses e a Europa, como fez a Grécia e esperar pela hecatombe final, ou ter a coragem de assumir os factos e querer vence-los?!

É mais importante a imagem ou a realidade e o esforço pedido aos portugueses, mesmo que estes já pouco tenham para poderem ajudar e contribuir?!

É mais cómoda a posição da avestruz... cabecinha na areia e quem vier a seguir que feche a porta.
publicado por mparaujo às 23:09

14
Jun 10
A vida é uma constante mudança entre ser e voltar a ser...
publicado por mparaujo às 19:49

13
Jun 10
Publicado na edição de hoje, 13 de Junho, do Diário de Aveiro.

Cambar a Estibordo...
A semana em resumo.

O resumo desta semana começa com um convite.
A animação do Parque da Sustentabilidade tem um conjunto de iniciativas, aos domingos de manhã, que merecem uma visita familiar: Domingos em Forma e Divertidos, conjugados com acções de educação ambiental e de Ciência Viva. Vale a pena. Além disso, foi criada uma “Fun Zone” com muita animação e a transmissão de todos os jogos do Mundial de Futebol 2010. A Baixa de Santo António tem vida.

Vá de Férias, “Cá dentro”!
As férias são, por norma e natura, um espaço de relaxamento, descanso, gozo e divertimento. Este é um princípio que deve estar presente em todos os recantos do planeta, menos um pequeno rectângulo ibérico, à beira-mar plantado. É que em Portugal, “férias” é sinónimo de polémica política e erros de “casting”.
Haverá, porventura, matérias onde o Presidente da República foi mais polémico e nem sempre consistente. Mas Cavaco Silva é, claramente, uma personalidade das finanças e da economia, conhecedor profundo da realidade dos números nacionais, não havendo, até à data, registo de uma intervenção que tenha sido menos feliz ou menos acertada.
Por isso, quando o Presidente da República apela aos portugueses para que, neste ano, as suas férias sejam passadas em território nacional, tem a consciência que esse facto projecta a economia nacional, mantém o dinheiro “cá dentro” tem implicações nalgum controlo da divida externa (um dos grandes fardos financeiros nacionais).
Quem não tem consciência do papel que exerce, nem do sentido nacional e, muito menos, da pasta que tutela, é o Ministro da Economia, Vieira da Silva (um dos erros de “casting” deste governo) que se insurgiu contra as afirmações de Cavaco Silva temendo que a medida sugerida também seja aplicada noutros países.
Viera da Silva, infelizmente, não percebeu o que os próprios operadores turísticos - a Associação Portuguesa das Agências de Viagem e Turismo - compreenderam na sugestão do Presidente de Portugal. E não percebeu que para o turismo, para as receitas e para a economia nacional, é importante que os portugueses passem as suas férias “Cá dentro” e que se promova um eficaz plano de marketing externo para que, pelo menos, se mantenha o número de turistas estrangeiros a visitar Portugal.
Confusão Rodoviária
Entre anúncios e decretos legislativos, portarias por publicar, condições logísticas ainda por definir, recuos com excepções dúbias e por confirmar, o dia 1 de Julho aproxima-se e nada está concretizado em relação ao pagamento de portagens em algumas (ex)SCUTs.
À boa maneira lusa, os atropelos de planeamento são vários, as indecisões inúmeras e as dúvidas mais que muitas.
A confusão vai ser geral.
E por mais foguetes que se lancem com as recentes declarações do Secretário de Estados dos Transportes, é bem sabido que em política nacional o que hoje é verdade, amanhã não se sabe. O que se sabe é que cada quilómetro percorrido tem um custo de oito cêntimos.
Esperar para ver e “pagar”.
Apertar ainda mais
O cinto da crise financeira portuguesa e das medidas de controlo da crise tem muitos buracos. Buracos esses que ainda não estão todos apertados.
Quer na tomada de posse do novo Governador do Banco de Portugal, quer pelas declarações do Ministro da Finanças, Teixeira dos Santos, temos a consciência que as medidas até á data aplicadas não serão suficientes. Por mais que o Ministro Vieira dos Santos queira esconder a realidade.
O certo é que para o novo Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, o esforço para relançar a competitividade económica e empresarial em Portugal deve passar por um ajustamento dos salários, enquanto o Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, reforçando a opinião de Carlos Costa, defendeu em Bruxelas não só a aplicação de ajustamentos salariais, mas uma maior flexibilidade laboral.
Será que ficaremos por aqui?!

Boa Semana… com Portugal a entrar no Mundial.
publicado por mparaujo às 23:18

12
Jun 10
Mosteiro dos Jerónimos - dia 12 de Junho de 1986.
Portugal aderia à (então) CEE - Comunidade Económica Europeia.

Hoje celebram-se os 25 anos de adesão.
Motivos para comemorar?! Não são muitos... antes pelo contrário.
Mas há 25 anos atrás que alternativas tínhamos?!
Era estar "dentro" ou "fora"... e a opção era mais que óbvia... longe vão os tempos do "orgulhosamente sós".
publicado por mparaujo às 00:19

11
Jun 10
A "beleza" das redes sociais... e a capacidade mobilizadora e solidária de um "EXCELENTE" grupo de amigos... Bem-hajam!

"Ajuda de Berço" conta com o apoio da recém criada "rtaction.org" numa interessante expressão solidária.

Merecem o maior respeito:
Luis Lopes - Paula Pico - Ricardo Batista e Joana Sousa.
(já adicionado à coluna da direita).
publicado por mparaujo às 18:54

06
Jun 10
Publicado na edição de hoje, 6 de Junho, do Diário de Aveiro.

Cambar a Estibordo...
A semana em resumo.

A semana passada foi vivida sob o espectro do desemprego e da insegurança social.
Nem mesmo o final de mais uma edição do Rock in Rio alegrou as “almas penadas”. Até porque, segundo os dados divulgados pela organização, a edição de 2010 teve cerca de 25 mil espectadores a menos (329 mil) que a de 2008 (354 mil).
O Parque da Bela Vista (cidade do Rock in Rio), em Lisboa, acolheu os tempos de crise e “desacreditou” o dito popular “quem canta seus males espanta”. É que o povo já vai pouco em cantigas.
As cambalhotas políticas
Ou dito de outra fora: nem tudo o que parece é. Ou será antes… o que hoje é verdade, amanhã é mentira?!
Para o caso é indiferente.
O certo é que o Partido Socialista decidiu, oficial e publicamente, apoiar a candidatura de Manuel Alegre, mesmo sem um claro consenso e demonstrando que em política é mais fácil engolir um “sapo” do que usar a coerência e a responsabilidade ética.
Mesmo que isso signifique comungar do mesmo espírito que o Bloco de Esquerda e mesmo que reduza a supra-candidatura de Manuel Alegre a uma dimensão politicamente bem definida.
Mesmo que isso possa significar, na prática, um excelente alívio para José Sócrates com uma eventual derrota de Alegre e a reeleição de Cavaco Silva, garantindo uma melhor estabilidade para governar.
Solidariamente
É indiscutível que o povo português, por natureza e identidade, é um povo solidário.
E quanto maior for a dificuldade, maior é o respeito pelo outro e ganha dimensão o valor solidário.
Ganham consistência, ano após ano, as campanhas de recolha de alimentos do Banco Alimentar contra a Fome. Cresce na credibilidade e cresce na capacidade de recolha e de apelar ao sentido comunitário dos cidadãos.
Há cada vez mais pessoas a precisarem de ajuda face às dificuldades da vida. E é cada vez maior o leque social de pessoas e famílias a ajudar.
Segundo a Presidente da Federação dos Bancos Alimentares contra a Fome, Isabel Jonet, nos 1400 postos de recolha, os mais de 24 mil voluntários recolheram cerca de duas mil toneladas de alimentos. Este valor supera o registado no ano transacto.
Esta onda de solidariedade traduz-se no permitir parte da sobrevivência de 1750 instituições de solidariedade apoiadas pelo Banco Alimentar, facultando o apoio alimentar a cerca de 275 mil pessoas, de norte a sul do país.
A frieza (clareza) dos números
Numa semana em que se comemorou mais um Dia Internacional da Criança e se relembrou o aumento dos maus tratos infantis, da exploração de mão-de-obra, nos abusos sexuais, entre outros, entraram em vigor as novas taxas de IRS que penalizam e retiram confiança no futuro aos mais desfavorecidos, aos reformados e à classe média.
O que se traduz num cada vez maior conformismo com a realidade da vida, claramente afastada da realidade política e governativa.
Segundo os dados divulgados pelo mais recente relatório do Eurostat, por mais que se queiram desvalorizar e esconder, o certo é que as previsões apontam para um aumento da inflação, em Maio, em cerca de 1,6% para a Zona Euro (sem mencionar valores por país) e para projecções (ainda por confirmar) que apontam um crescimento do desemprego em Portugal, durante o mês de Abril, para os 10,8% (últimos valores apontavam para 10,6%).
O que, olhando para os números que apontam um crescimento de 1% no PIB, significa que, em Portugal, produz-se mais com menos emprego, com mais encargos sociais, com maior instabilidade e com mais pobreza.
O que nos vale é que se aproxima o Mundial e vamos ouvir muita “vuvuzela”…
Boa Semana…
publicado por mparaujo às 20:22

03
Jun 10
Publicado na edição de hoje, 3 de Junho, do Diário de Aveiro.

Cheira a Maresia!
O Mundo ao avesso.

A vida dá muitas voltas, cambalhotas e reviravoltas… A política igualmente.
E os acontecimentos políticos têm sido frutuosos nessa realidade: o mundo (da política) virou do avesso!
Comecemos pelas Presidenciais, mesmo que ainda faltem cerca de 8 meses.
O Partido Comunista Português – PCP, já referiu que vai apresentar candidato próprio.
Fernando Nobre tem, de facto, candidatura supra-partidária, apesar de conhecidos apoios na área soarista do PS.
PSD e CDS apoiam, incondicionalmente, recandidatura de Cavaco Silva. É óbvio que as notícias que colam a promulgação da lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo a uma eventual derrota eleitoral, não fazem o menor sentido (a não ser o reflexo do desespero incompreensível de uma réstia minoritária).
O BE já há muito que se colou à candidatura de Manuel Alegre que está, cada vez mais, confinada a um espaço político definido.
E é aqui que o mundo rola do avesso.
Manuel Alegre (diga-se, em abono da verdade, sempre manteve uma coerência no seu discurso) foi abertamente crítico em relação a “este” PS de José Sócrates, a uma grande maioria das suas medidas sociais, económicas e políticas.
Manuel Alegre mantém uma leitura e uma visão da sociedade e da política actual muito distante da realidade que se vive nos dias de hoje.
Manuel Alegre não traz consensualidade ao Partido Socialista e muito dificilmente garantirá unanimidade no dia das eleições, em 2011.
Por isso só se entende o apoio formal do PS à sua candidatura como uma necessidade vital do aparelho socialista, e, mais concretamente, do governo, em ter Cavaco Silva de novo no Palácio de Belém.
Porque para José Sócrates é, indiscutivelmente, mais fácil governar com Cavaco Silva do que com Manuel Alegre como Presidente da República.
Por outro lado, a recente manifestação de sábado passado demonstrou um inequívoco descontentamento dos cidadãos em relação às políticas e medidas aprovadas para o combate ao défice. E o mundo vira outra vez do avesso.
E se PCP e BE querem tanto demonstrar publicamente a sua indignação (como se não houvesse trabalhadores à direita ou não houvesse patronato à esquerda) não se consegue entender que os mesmos se contradigam política e ideologicamente, de forma tão clara, não impedindo que o PS e o Governo avancem com as grandes obras públicas (nomeadamente o TGV) que só resultarão num agravamento das condições económicas do País.
Primeiro engolindo um enorme “sapo” ao aprovarem projectos que implicam parcerias público-privadas que tanto condenam.
Depois, perspectivando que essas obras se traduzam num aumento do emprego e da economia. Não percebendo que se trata de projectos e investimentos temporários e que, na maioria dos casos, significam um adjudicações maioritariamente estrangeiras.
Por último, os dois partidos de esquerda ficarão associados a investimentos (caso do TGV, do novo aeroporto, de novas auto-estradas) que nunca serão sustentáveis, aumentando os encargos públicos das indemnizações compensatórias, da responsabilidade do estado cobrir o défice de exploração de projectos que não justificam os valores investidos nem os recursos financeiros dos quadros comunitários que poderiam e deveriam ser canalizados para necessidades mais reais e relevantes para o País.
publicado por mparaujo às 19:04

01
Jun 10
Hoje (como há alguns anos a esta parte) comemora-se o Dia Internacional da Criança.
Sendo um fervoroso militante da defesa dos direitos e dignidade da criança (até porque sou pai), não posso deixar de considerar este dia 1 de Junho de 2010 como um dia sinistro.

É que hoje também é dia nacional...
da entrada em vigor de algumas das medidas anti-crise que entram sempre nos bolsos dos mesmos!
publicado por mparaujo às 23:54


PT rejeita proposta de compra da Vivo feita pela Telefónica. (fonte SIC Noticias)

É preciso gritar bem alto: OS ESPANHÓIS SÃO NOSSOS AMIGOS!
E é bom relembrar que cerca de 45% dos portugueses são a favor de uma nova "ibérica"!
publicado por mparaujo às 22:36

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