Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

30
Abr 11
(podia também ser o meu espaço "A Ler os Outros...")
A TSF realizou, no dia 28 de Abril, o seu Fórum com a presença de José Sócrates.
As reacções foram intempestivas, extemporâneas e acusatórias quanto à isenção da TSF.
De tal forma que a Jornalista Ana Catarina Santos da TSF, que eu prezo e admiro, teve a sua própria reacção de descontentamento pela forma como a "sua" rádio estava a ser atacada: O "caso" TSF

Não pretendo estar a "esmiuçar" o texto da Ana Catarina até porque, no essencial, concordo inteiramente com o que ela escreveu. Apesar de eu achar que, hoje, os órgãos de comunicação social têm muito pouco de isenção, sofrem inúmeras pressões, estão muito vulneráveis e perfeitamente à mercê dos grupos económicos que os tutelam (ou o governo, no caso da RTP). Refiro-me a questões editoriais e não ao desempenho dos seus profissionais. E de facto, o Fórum TSF de 28.04.2011 não foi um Fórum TSF normal, em todos os seus aspectos.

Mas à parte disso, o que me importa referir e comentar, vem no seguimento do que aqui referi em relação ao que se perspectiva nas próximas eleições legislativas de 5 de Junho.
A questão é preocupante, principalmente para quem não espera uma reeleição de José Sócrates à frente da governação do país. Mas a verdade, como referi, é que "não se ganham eleições apenas com o desgaste do governo ou com a insatisfação do eleitorado". Ganham-se eleições não cometendo erros (ou cometendo o menor número de erros possíveis). Ganham-se eleições apresentando-se propostas concretas, alternativas, decisivas.
E ganham-se eleições com uma máquina comunicacional bem estruturada, bem montada, perspicaz e atenta a todos os pormenores. E isto nada tem de subversivo... é, tão simplesmente, marketing político.
É tão simplesmente os novos processos de comunicação política, nos dias de hoje.
E foi isso que, em grande parte, aconteceu no dia 28 de Abril de 2011.
A máquina política (mais que oleada) do Partido Socialista... infelizmente, sem resposta do lado social-democrata!
publicado por mparaujo às 22:46

publicado por mparaujo às 20:56

29
Abr 11
Hoje foi dia do mundo ficar suspenso por uma causa Real (para não usar a terminologia Nobre que pode ser mal interpretada).
E ficou suspenso como se não houvesse amanhã, principalmente como se não houvesse amanhã no jornalismo/comunicação social.
Entre o acompanhamento nos diversos órgãos/meios e nas (óbvias) redes sociais houve de tudo. Até que, terminado o "showbizz", foi altura de cair na real.

Entre concordâncias e discordâncias, não podia estar mais de acordo com o que a Jornalista Fernanda Câncio aqui escreveu e o que muito apoiei, no twitter, nas opiniões do Jornalista Carlos Vargas.

Informação NÃO é programação.
publicado por mparaujo às 23:47

Primeiras páginas dos diários de hoje, 29.04.2011.





publicado por mparaujo às 23:32

Primeiras páginas dos diários económicos de hoje, 29.04.2011



publicado por mparaujo às 23:26

28
Abr 11
Primeiras páginas dos jornais diários de hoje, 28.04.2011





publicado por mparaujo às 16:37

Primeiras páginas dos jornais económicos de hoje, 28.04.2011



publicado por mparaujo às 16:33

Publicado na edição de hoje, dia 28 de Abril, do Diário de Aveiro.

Preia-Mar
Por um Mar já antes navegado!

Portugal é, de facto, um caso curioso para qualquer estudo antropológico, social, económico ou político. E entenda-se curioso no sentido de unicidade, raridade, particularidade.
Muito se tem falado, e se falou no âmbito das comemorações do 25 de Abril de 74, sobre unidade nacional, diálogo, tolerância. Mas, igualmente, em saída da crise, no estado da nação, nas necessárias soluções e empenhamento de todos.
Mas como conseguir juntar partidos, convicções, personalidades distintas, se o próprio país esquece a sua identidade, a sua cultura, o seu património, seja o histórico ou o natural?
Portugal vive uma situação de clara incapacidade e insustentabilidade financeira, seja no sector Estado, seja na sua estrutura privada: falta de recursos, de investimentos, de receitas, de emprego. No fundo… falta de dinheiro! Mas também uma inexplicável falta de visão e de estratégia.
Andamos a agitar um país irreal, com bandeiras de reformas administrativas, de simplexs, de planos tecnológicos, de “Magalhães”, de Novas Oportunidades.
Mas esquecemos e menosprezamos o que temos de mais valioso. O nosso maior património natural: o Mar! Portugal tem uma das maiores Zonas Económicas Exclusivas (cerca de 1 725 000 km², valores “arredondados” - só na zona do arquipélago dos Açores são cerca de 950 000 km², o que significa uma posição privilegiada e estratégica no Oceano Atlântico, em diversos níveis, económico, comercial, geopolítico). E que proveito temos desta realidade? Que benefícios económicos e de desenvolvimento lucramos?
O Mar representa um enorme potencial económico que serviria para um inquestionável aumento da sustentabilidade e do desenvolvimento do país, tem uma importância acrescida no âmbito da ciência e da investigação, da geopolítica e da geoestratégica militar, do turismo, da criação de emprego, da preservação da cultura, história e identidade lusa. Não deixando de referir a importância ambiental que o mesmo comporta. E o que o país fez foi menosprezar este valor indiscutível.
O Mar, tão importante no desenrolar histórico de Portugal (lembre-mos os descobrimentos), foi, ao longo das últimas décadas, sendo desvalorizado, perdendo relevância nas prioridades nacionais, e nem mesmo a agenda política mediatizada em épocas eleitoralistas defende o maior património que possuímos.
A frota pesqueira foi trocada, anos a fio, por promessas e subsídios destruturantes para o sector.
A quota pesqueira foi sendo “engolida” por uma maior capacidade de pressão de países concorrentes no seio das instituições internacionais.
O turismo ligado ao Mar, em Portugal, confina-se ao Algarve, ao nível do investimento e das políticas governativas para o sector, como se o Mar apenas se destinasse ao mergulho após 2 horas de “torrar ao sol”. O Mar potencia outro tipo de lazer que pode promover o turismo ao longo de toda a costa continental, bem como as ilhas (a par com o sector das pescas e da ciência do mar o turismo ligado ao Mar poderia ser um claro e evidente factor de desenvolvimento dos Açores, a título de exemplo): desportos náuticos, pesca desportiva, pesca submarina, actividades ambientais (como por exemplo a zona da foz do Sado).
O Mar traz novas realidades tecnológicas, novos desenvolvimentos científicos (oceanografia, biologia marinha, recursos naturais e energéticos), novos desafios ambientais.
O Mar é o maior “trunfo” para a crise e a realidade que Portugal vive nos dias de hoje, potencializando o desenvolvimento nacional dada a sua importante escala económica mundial.
Encará-lo como um valor de modernidade, como uma oportunidade de futuro, como um património único, para além da tradição, da história e da identidade.
Para Portugal, o Mar não pode significar, tão somente, passado. O Mar tem de ser encarado como futuro. Quem sabe… o único futuro que nos resta.
publicado por mparaujo às 05:10

27
Abr 11
Primeiras páginas dos diários generalistas de hoje, 27 de Abril de 2011.




publicado por mparaujo às 14:33

Primeiras páginas dos diários económicos de hoje, 27 de Abril 2011.



publicado por mparaujo às 14:21

26
Abr 11
Páginas dos jornais diários generalistas de hoje, 26 de Abril de 2011.




publicado por mparaujo às 15:10

Páginas dos jornais diários (economia) de hoje, 26 de Abril de 2011.


publicado por mparaujo às 15:04

23
Abr 11

A máquina do marketing político socialista não pára de surpreender.
Em pleno Sábado, no meio de dois feriados, de mini-férias, enquanto parte do país ainda se deslumbra com o último sopro da época benfiquista de futebol, rebenta mais uma “bomba” governativa: INE revê em alta défice de 2010 – de 8,6 para 9,1%. (fonte: Jornal Económico)
Como surpreendente é, ainda, a falta de ética, de moral, de rigor, de verdade, deste governo. Principalmente a incapacidade para assumir que se errou, que falharam as medidas e as políticas aplicadas em seis anos de governação.
E teme-se que, neste período, pré-eleitoral se confirme uma velha máxima na democracia portuguesa: “o povo tem memória curta”.
Só espero que, no limite, o povo não seja estúpido.
Porque as desculpas apresentadas não têm qualquer fundamento.
As regras metodológicas não justificam, por si só, as sucessivas revisões (recorde-se que já em Março havia sido divulgada nova revisão de 7,3% para 8,6%).
A questão é que o Governo andou a esconder, da Europa e dos portugueses, a verdade sobre as contas; onde, de facto, gastou o dinheiro de todos nós em contratos pouco claros, em parcerias duvidosas, em protocolos não existentes.
Face à inevitável necessidade de recurso à ajuda externa, que o Governo e José Sócrates não evitaram e provocaram, a presença da Troika do FMI e as negociações em curso servem, entre outras coisas, para demonstrar a verdadeira realidade do país, do seu estado económico, do (des)governo socialista dos últimos 6 anos. E para colocarem as contas em ordem.
Pena que o país, na altura das verdades, adormeça com os “soundbites” dos Nobres e dos vídeos de Boa Páscoa, ou com o deslumbramento de um jogo da bola!
E se junte a esta deplorável desresponsabilização governativa! E à forma como está destruído o futuro de Portugal.
publicado por mparaujo às 22:23

21
Abr 11
É uma das enormes falhas do nosso sistema democrático.
É uma das válidas razões para a falta de confiança que os cidadãos depositam na política e nos partidos.
Vem isto a propósito da tolerância de ponto concedida, hoje (por meio dia), aos funcionários públicos.
Como funcionário da administração local não posso, a bem da verdade, dizer que não me soube bem ficar em casa esta tarde. Obviamente que soube.
Se a questão se colocar na concordância ou não com a tolerância, no caso concreto (nesta data), não teria qualquer problema em continuar a minha produtividade (seja muita ou pouca) até ao final da tarde.
Mas o que torna isto tudo deprimente são as razões do "prós e contras".
E neste "pingue-pongue" de argumentos, lamenta-se a posição e postura do Ministro da Presidência, Pedro da Silva Pereira.
Primeiro, não foi apenas Pedro Passos Coelho que se insurgiu contra a tolerância de ponto concedida: houve autarcas, cidadãos, funcionários, sindicatos. Usar apenas o PSD para vir fazer pressão política e eleitoral é, no mínimo triste e de uma calara falta de imaginação.
Segundo, embora a tradição governativa comprove que há muitos anos a esta parte é concedida tolerância de ponto na quinta-feira de Páscoa à tarde, a realidade é, neste ano, bem diferente: estamos em plena negociação de resgate e nunca (desde o 25 de Abril de 74) houve um feriado na segunda-feira a seguir ao Domingo de Páscoa.
Terceiro, em muitas circunstâncias e localidades, a tolerância concedida era "negociada" com a segunda-feira, por questões de tradição religiosa (concorde-se, goste-se, ou não).

Por outro lado, nunca percebi muito bem esta questão da quantificação económica da tolerância (20 milhões de euros). Os vencimentos já estão pagos (o que sobra apenas a questão de receber meio-dia sem trabalhar). Em relação à produtividade, o que não é feito (em meio-dia de trabalho) será completado na terça-feira. As taxas não cobradas transitam para terça-feira (como numa qualquer situação de feriado). E há consideráveis gastos que são contidos: água, luz, comunicações, combustível, etc.

Por fim... quem critica a tolerância comparando o público com o privado, não está a ser correcto. Há muitas entidades privadas que optaram por conceder, hoje, por meio-dia, tolerância de ponto (com conhecimento directo de causa).

publicado por mparaujo às 22:52

20
Abr 11
No "meu mundo da bola"... Porto conquista, na Luz, acesso à Final da Taça de Portugal (22 de Maio, frente ao Vitória de Guimarães).
publicado por mparaujo às 23:26

Espectacular como uma "simples"(?) frase pode mudar muita coisa... e pode mudar muito a forma de encarar a realidade.
Muito bom, mesmo!

(através do jornalista José Carlos Ramalho - via facebook)
publicado por mparaujo às 20:10
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Publicado na edição de hoje, 20 de Abril, do Diário de Aveiro.

Preia-Mar
Um caso de estudo...

A cerca de pouco mais de um mês das eleições legislativas as listas de candidatos a deputados à Assembleia da República estão, praticamente, prontas e divulgadas. Não que isso faça qualquer diferença ou tenha peso substancial na opção de voto e no sistema eleitor português. Os eleitores preocupam-se muito pouco com a representação do seu círculo eleitoral. Mas isso não significa que os eleitores e os cidadãos não se preocupem com as eleições do próximo dia 5 de Junho e com o actual estado do país.
Só que estas eleições correm o “risco” de se tornarem um verdadeiro case study para qualquer das melhores universidades de Ciência Política do mundo.
Se perguntarmos às pessoas, na rua, se vão votar em José Sócrates é quase unânime o sentimento de indignação, de revolta e a negação. As pessoas sentem um país com uma taxa de desemprego que é um marco histórico, sentem a recessão, um país resgatado financeiramente com uma divida pública insustentável, a dar sinais perigosos de instabilidade social, em repressão, com a banca descapitalizada. Reconhecem um governo que não queria governar com o FMI mas pouco fez para o evitar, que gerou um descontentamento social inquestionável como resultado de 15 anos de governação socialista. No entanto, as últimas sondagens demonstram que o PS está “apenas” a cerca de cinco pontos percentuais do PSD. E esta realidade só tem duas razões plausíveis.
A primeira resulta do marketing político, da demagogia do discurso irrealista, da desresponsabilização política e da incapacidade de assumir os erros e as falhas governativas. Para além de uma capacidade invulgar de José Sócrates de “silenciosamente” afastar oposição e unir, em seu torno, um séquito de fiéis seguidores.
A segunda, por oposição, tem a sua raiz no PSD. Não no partido em si, mas na forma como está a encarar este desafio.
A alternância do poder é um dos pilares essenciais do funcionamento da democracia. Uma grande parte do país está à espera de um pretexto para votar PSD nas próximas eleições. Mas tem faltado ao PSD a apresentação desse pretexto, apesar de, curiosamente, esta equipa que lidera o partido ter já dois anos de gestão social-democrata.
Só que não se ganham eleições apenas com o desgaste do governo ou com a insatisfação do eleitorado, mesmo que grande parte desse eleitorado entenda que o PS tem de ser penalizado pelo que fez e pelo que não fez.
O PSD, a pouco menos de dois meses das eleições, devia ter um programa pronto, uma mensagem política pronta (com alternativas válidas e propostas reais e concretas), as suas linhas programáticas prontas. Mas o que se vê são demasiados erros graves de gestão política numa altura crucial (indefinição e recuos na apresentação de medidas avulsas, a negação e a recusa de figuras de “peso” aos convites do líder para as listas eleitorais com a agravante da consequente publicidade, o triste caso Fernando Nobre, o cair na armadilha do PEC IV, os vários ressabiados internos que se sentem marginalizados mas bastante activos).
As pessoas querem um pretexto para votar PSD... mas o PSD afasta, cada vez mais, as pessoas.
Para um partido que tem a “obrigação política” de ser alternativa e pretende ser poder, não pode cometer tantos erros, não pode ver tanta falta de unidade, falta de partilha do desafio, tanta divisão.
Do lado socialista, publicamente, não se houve um não a José Sócrates. Curiosamente do lado do PSD parece ser princípio instituído publicamente recusar Passo Coelho.
O PSD tem, rapidamente, de se apresentar como alternativa capaz, face ao encurtar do tempo. É que para gáudio de uns, choque de outros, Portugal ainda vai assistir a um verdadeiro caso de estudo da ciência política.
publicado por mparaujo às 07:14

19
Abr 11
Podemos ser contra. Podemos marcar sempre a nossa posição e as nossas convicções.
Temos o dever de defender os nossos eleitores... temos o dever de manter a confiança em quem vota em nós.
Um facto: o FMI está cá. Ponto!
Outro facto: com ou sem a participação de todos, vai haver "contracto" de resgate.
O que é preferível. Ser apenas do contra porque se é, por convicção, do contra? Ou fazer ver os nossos pontos de vista e dar o nosso contributo para minimizar o problema?

Passividade e abstenção são condenáveis em democracia e em política. E são erros que se pagam caro.

publicado por mparaujo às 22:25


Com as eleições de 5 de Junho próximo já "à vista", foram já escolhidas as datas para os debates televisivos, com início agendado para 6 de Maio.


6 Maio (sexta-feira) - Paulo Portas / Jerónimo de Sousa (RTP)
9 Maio (segunda) - José Sócrates / Paulo Portas (TVI)
10 Maio (terça) Passos Coelho / Jerónimo de Sousa (TVI)
11 Maio (quarta) José Sócrates / Francisco Louçã (SIC)
12 Maio (quinta) Francisco Louçã /Jerónimo de Sousa (RTP)
13 Maio (sexta) Passos Coelho / Paulo Portas (SIC)
16 Maio (segunda) José Sócrates / Jerónimo de Sousa (SIC)
17 Maio (terça) Passos Coelho / Francisco Louçã (TVI)
19 Maio (quinta) Paulo Portas / Francisco Louçã (SIC)
20 Maio (sexta) José Sócrates / Passos Coelho (RTP)


Os debates terão a duração de cerca de 45 minutos e terão lugar por volta das 21:00 horas, dependendo da programação de cada canal televisivo.

publicado por mparaujo às 00:03

18
Abr 11
publicado por mparaujo às 23:48

16
Abr 11
Emissão de hoje, 16.04.2011, do programa Bloco Central, na TSF.
Coordenação de Paulo Tavares: à esquerda Pedro Adão e Silva e à direita Pedro Marques Lopes.

Em análise o FMI, o congresso do PS, as próximas eleições e Fernando Nobre. 
publicado por mparaujo às 20:51

13
Abr 11
Publicado na edição de hoje, 13 de Abril de 2011, do Diário de Aveiro.

Preia-Mar
O espectáculo está montado.

A frase é mítica no mundo do espectáculo: “the show must go on”.
Aconteça o que acontecer, seja qual for a realidade, será difícil fazer parar o “circo” eleitoral.
Os dados foram lançados durante a rejeição do PEC IV, no mês passado. As cartas foram lançadas pelas posições dos partidos da oposição, pela demissão do Governo de José Sócrates.
A campanha, mesmo que ainda distante do seu arranque oficial, já começou. E começou, precisamente, neste fim-de-semana passado, em Matosinhos, com a realização do Congresso do Partidos Socialista.
Este congresso foi, essencialmente, a referência e a imagem do que pode vir a ser a campanha eleitoral que se avizinha.
O discurso de José Sócrates não trouxe uma única medida para o país. Não revelou uma única posição e estratégia. Apenas transpareceu o que já era conhecido: a vitimização balofa, a desresponsabilização política, a incapacidade de assumir erros e falhas governativas, o “sacudir a água do capote”, o não reconhecimento de seis anos de medidas que afundaram o país (números históricos do desemprego, economia estagnada, duplicação da dívida pública).
Mas o congresso socialista trouxe uma certeza: a união e “devoção” em torno da personalidade e ambição de José Sócrates. E essa conquista pessoal foi, claramente, ganha. Sem oposição interna, sem contestação de fundo e de peso (por exemplo, Ana Gomes falou para um congresso quase vazio, propositadamente, vazio; o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado esteve longe da ribalta; aquele que é o eterno substituto de Sócrates, José Seguro, entrou mudo e saiu calado).
Este vai ser o mote da campanha: acusações, desresponsabilização, promessas, demagogias e retóricas. Tudo aquilo que os cidadãos já se fartaram de ouvir, tudo aquilo que fez afastar os eleitores dos eleitos e dos partidos, tudo aquilo que criou uma imagem negativa dos políticos.
Esta campanha vai lançar novos desafios eleitorais, concretamente ao PSD como maior partido da oposição. Depois de ter caído na “armadilha”, lançada por José Sócrates, que foi o PEC IV, o Partido Social Democrata vai ter de realizar um esforço muito grande para provar ser alternativa, para falar verdade e claro aos portugueses, para, independentemente dos custos eleitoralistas que daí possam advir, apresentar propostas e medidas concretas para a inversão do rumo do país.
Porque o país e os portugueses precisam de saber que diferenças há entre o PS e PSD, o que os move na conquista do poder, quais as suas concepções sobre a sociedade e a economia, e, principalmente, que mensagem e propostas têm para mobilizar os cidadãos até às mesas de voto, contrariando a tendência, cada vez mais agravada, para a abstenção.
Mas esta não vai ser uma campanha “normal”. Vai ser uma campanha “vigiada” e condicionada pela comunidade internacional, concretamente, pelo Fundo Europeu e pelo FMI e pelas medidas necessárias para o sucesso do resgate financeiro. E vai ser, ainda, uma campanha condicionada por um confronto muito directo, provavelmente pouco ético. O que resulta na necessidade do PSD encontrar, internamente, consensos muito fortes, um sentido de união eficaz e incontestável, e trazer para as fileiras da frente o seu histórico e património político.
Não pode ser tempo de experiências, de paternalismos, de cidadanias controversas e contraditórias, de tiros nos pés.
A máquina socialista há muito tempo que está montada, oleada e pronta para o embate.
O marketing político é uma das armas inquestionáveis deste PS socrático.
Só muita ponderação, clareza, transparência, certeza nas estratégias poderá contrariar uma campanha de vitimização, de engano, de deturpação da realidade que foram seis anos de governo socialista e que o discurso de encerramento do congresso de Matosinhos veio provar e demonstrar.
E como os cidadãos têm a memória curta… e como é identidade nacional a solidariedade para com quem se vitimiza, nada será de espantar uma vitória socialista nas próximas eleições.
A menos que alguém faça acordar o país!
publicado por mparaujo às 06:36

06
Abr 11

É já amanhã, na FNAC do Colombo (18.30 Hm) que é lançado o mais recente trabalho a "quatro mãos" da Rita Marrafa de Carvalho e Eduardo Águaboa: "Folie à Deux", com o selo editorial da Plátano Editora.

Independentemente do respeito e consideração pelo trabalho jornalístico apreciado da Rita Marrafa, fica aqui o registo de um livro a não perder.

Ela... jornalista...
Ele... assessor de imprensa...
Duas visões, dois confrontos... "duplicidades".

 
Rita Marrafa de Carvalho: Ele não tem olho para as gravatas mas foca como poucas as curvas das letras. Jamais conseguirá um casaco que lhe assente nos ombros, mas carrega neles a doçura da insanidade textual. Eduardo pouco se importa que os ténis tragam a cinza dos cigarros porque é ela o retrato fiel do tempo que demora a consumir, imóvel, o papel. As ideias, já fumadas, tombam-lhe nos ténis e ele leva-as por aí (…).
 
 
Eduardo Águaboa: Esta é a segunda vez que, no ringue das palavras, combato com a Rita Marrafa de Carvalho (…). Duelos aos berros, duelos sentimentais, seja lá ao que for, os desafios dela deixaram-me agarrado às calças. E agora, Rita, passa-me o vinho!






publicado por mparaujo às 16:06

Uma das melhores vozes da actualidade, à qual acresce a musicalidade e sensualidade, está de regresso a Portugal.
Joss Stone vai actuar no dia 30 de Julho, na Praça do Comércio (entrada gratuíta), na abertura do Festival dos Oceanos 2011.

publicado por mparaujo às 15:43

Publicado na edição de hoje, 6.04.2011, do Diário de Aveiro.

Preia-Mar
O Vídeo e o Contra-vídeo!

Um dos direitos fundamentais (seja natural ou constitucional) é o da liberdade de expressão. Algo que, por formação, muito prezo. Assim, entendo que todo e qualquer cidadão tem o direito ao seu sentido crítico e ao pleno exercício da sua cidadania.
Vem este contexto a propósito de um vídeo lançado pela JS de Aveiro como repto ao vídeo promocional do projecto LifeCycle, apresentado pela autarquia aveirense, em Sevilha, e, ainda, no seguimento do que aqui escrevi na semana passada “A opção somo nós!”.
Primeiro, importa uma declaração de interesses. Não assumo qualquer posição oficial da autarquia, nem tão pouco faria qualquer sentido, comento apenas como cidadão e pelo facto de ter estado cerca de ano e meio envolvido directamente na equipa coordenadora do projecto Life Cycle em Aveiro.
Segunda nota… Não tenho qualquer intenção de refutar ou rejeitar a posição política e crítica da JS de Aveiro, pelas razões já apontadas. Apenas um mero comentário e uma clarificação de alguns aspectos que merecem algum cuidado, e que possam contribuir para a discussão do tema.
O primeiro aspecto a realçar tem a ver com o objectivo do projecto e do vídeo em causa. O LifeCycle é um projecto europeu de mobilidade saudável, ao qual a autarquia aveirense se candidatou (a custo zero), cujo objectivo é a promoção do uso da bicicleta (e não a BUGA, ou não apenas a BUGA) no quotidiano dos cidadãos, muito para além da vertente do lazer. Trata-se um programa de mobilidade, definido e estruturado no âmbito da Comunidade Europeia, que associa a utilização da bicicleta como modo suave de transporte nas deslocações do dia-a-dia (emprego, escola, tarefas diárias) com benefícios para a saúde (nomeadamente, obesidade e doenças cardiovasculares) e para o bem-estar. E este objectivo assenta, não em estruturas físicas, mas tão somente no promoção, sensibilização, alteração de hábitos e cultura de mobilidade.
Em segundo lugar, quer o projecto, quer o vídeo não têm qualquer referência a ciclovias pelo facto do objectivo ser o de colocar a bicicleta no seu “habitat” natural de mobilidade que é a convivência com o automóvel (e não a sua segregação). Muitos são os conceitos e estudos de mobilidade e de acessibilidades que não defendem as ciclovias (excepção para volumes de tráfego intenso e velocidades de circulação elevadas), antes pelo contrário, defendem que um aumento significativo de bicicletas na via pública pode permitir uma redução da velocidade de circulação automóvel nos espaços urbanos e uma maior percepção da segurança. Por isso é que o vídeo do LifeCycle pretende demonstrar que a bicicleta é uma alternativa eficaz na mobilidade urbana (a imagem da “paixão”, da alternativa ao automóvel, mesmo em casos de “aflição”).
Há, por este motivo, um aspecto no vídeo promovido pela Juventude Socialista que merece uma especial referência (para além da questão política, que não vou discutir, inerente à ciclovia apresentada como exemplo e que é da responsabilidade da gestão autárquica socialista).
É que a maioria dos exemplos apresentados no vídeo da JS de Aveiro não são, nem devem corresponder, ao ambiente natural de circulação ciclável (nomeadamente os passeios).
Durante o decorrer do projecto, foram desenvolvidas várias campanhas, com vários públicos-alvo (escolas secundárias, universidade, universo laboral), em ambientes tão distintos como o espaço urbano (cidade) ou zonas mais rurais, mas com grande incidência de tráfego, como é o caso da estrada nacional que liga Azurva a Eixo ou a própria cidade.
De facto, o projecto pode concluir que Aveiro (Concelho), na sua globalidade, tem apetências muito favoráveis para o uso da bicicleta e em segurança (dois anos de campanha comprovaram essa realidade: muitas centenas de aderentes, sem qualquer tipo de acidente registado).
E como o disse na semana passada, a noção de insegurança ciclável em Aveiro é mais ilusória do que real. Não há registo de acidentes com os inúmeros estrangeiros (nomeadamente espanhóis) que utilizam a BUGA para visitar Aveiro.
O que o vídeo LifeCyle pretendeu, tão simplesmente, foi devolver à cidade a sua cultura ciclável, tão visível nos primeiros anos de existência, por exemplo, da Universidade de Aveiro (ainda hoje um dos maiores pólos de utilizadores da bicicleta no quotidiano citadino).
Se há muitas coisas que podem ser melhoradas em Aveiro para facilitar o uso da bicicleta, é indiscutível (muito para além das BUGA). Mas também cabe aos aveirenses assumir essa cultura de mobilidade e adoptar a bicicleta como um meio suave de transporte, e, principalmente, sem a mistificação de que andar de bicicleta destrói o “status”.
 
(nota: pelo contraditório - Video Aveiro LifeCycle - Video JS Aveiro


publicado por mparaujo às 06:33

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