Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

30
Set 11
Quer queiram, quer não, gostem ou odeiem, a realidade é só uma: é Arte. Mesmo que das “caldas”. Foi (e ainda o é) durante muitos anos o ganha-pão de muitas famílias e a sobrevivência de uma cultura artesanal da cidade das Caldas da Rainha.
E está em Aveiro, no Mercado José Estêvão, na Praça do Peixe, para assinalar a X Bienal Internacional de Cerâmica Artística de Aveiro.

E ainda dizem que Aveiro não é uma terra “firme e hirta”…


(mais justificações aqui - fonte: TVI)

Pode-se questionar o espaço/local, mas o objectivo foi claramente alcançado: a X Bienal Internacional de Cerâmica Artística de Aveiro está projectada, pelo interesse e pela curiosidade provocada.
E, à parte o sentido de humor que há sempre em cada português, se a peça estivesse exposta num jardim das Caldas da Rainha muito poucos seriam os contestatários.
Mas o que seria de nós sem a nossa veia "Gil Vicentina"... só nos dá para o "escárnio e mal-dizer". O resto?! São "cantigas de amigo".
publicado por mparaujo às 15:44

A Orquestra Filarmonia das Beiras sobe ao palco do Teatro Aveirense, no domingo, dia 2 de Outubro, pelas 17.00 Hm.

(clicar na foto para saber mais)

publicado por mparaujo às 15:16

A Orquestra Filarmonia das Beiras sobe ao palco do Teatro Aveirense, no domingo, dia 2 de Outubro, pelas 17.00 Hm.


(clicar na imagem para saber mais)


publicado por mparaujo às 15:12

No âmbito do Ciclo Integral das Sinfonias e dos Concertos para Piano de Beethoven, a Orquestra Filarmonia das Beiras sobe ao palco do Teatro Aveirense no Domingo, dia 2 de Outubro, às 17.00 Hm.

 O programa "Concerto - Ciclo Beethoven 2011-2013" é um ciclo de concertos, a realizar entre 2011 e 2013, onde serão apresentadas Aberturas, a integral das nove Sinfonias e dos cinco Concertos para Piano, a Fantasia Coral, o Triplo Concerto para violino, violoncelo, piano e orquestra, de Ludwig van Beethoven, executados por alguns dos principais pianistas portugueses: Pedro Burmester, Jorge Moyano, António Rosado, Miguel Borges Coelho, Filipe Pinto Ribeiro, João Bettencourt da Câmara, entre outros. E sob a direção de diversos maestros portugueses e estrangeiros, como Ernst Schelle, Jean-Sébastien Béreau, António Saiote, António Vassalo Lourenço, Pedro Neves, Luís Carvalho.

Programa 
Abertura de Coriolano, op. 62 (c. de 8min)
Concerto para Piano e Orquestra nº 3 em Dó menor, op. 37 (c. de 30min) 
  I. Allegro con brio 
  II. Largo 
  III. Rondo. Allegro 
- Intervalo - 
Sinfonia nº 8 em Fá Maior, op. 93 (c. de 30min) 
  I. Allegro vivace e con brio 
  II. Allegretto scherzando 
  III. Tempo di menuetto 
  IV. Allegro vivace

Jorge Moyano (piano)
Ernst Schelle (maestro convidado)


Teatro Aveirense - Domingo, dia 2 de Outubro - 17.00 Hm
Preços: 
12 Euros - 1ª Plateia 
10 Euros - 2ª Plateia 
8 Euros - Balcão 
(5 Euros para escolas)

 
publicado por mparaujo às 15:05

29
Set 11

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publicado por mparaujo às 17:04


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publicado por mparaujo às 17:01


No âmbito das comemorações do Dia Mundial da Música (1 de Outubro) e integrado ainda na programação do VIII Aniversário da Reabertura do Teatro Aveirense, Musicalidades sobe ao palco da referência cultural de Aveiro: o Teatro Aveirense.

O Projecto Musical e Cultural Musicalidades é o querer de várias escolas de música, que num propósito comum criaram uma nova formação musical - a Orquestra de Sopros - tendo como objectivo uma melhor articulação entre as várias entidades de ensino de música dos Concelhos de Albergaria a Velha e Aveiro.
Este projecto tem vindo a desenvolver e aperfeiçoar novas técnicas musicais, numa performance contemporânea de constante criatividade e inovação, perspectivando diversas iniciativas de âmbito musical e cultural, na procura de agilizar com os diversos agentes culturais, um elevado nível artístico de todos os seus intervenientes, proporcionando em simultâneo uma valorização pessoal e intelectual, artística, musical e cultural.

Sábado, 1 de Outubro de 2011 - 21:30 Hm, Sala Principal
Público alvo: maiores de 12 anos
Preço Único: 4 Euros

publicado por mparaujo às 16:59


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publicado por mparaujo às 16:01



(Clicar na foto para saber mais)
 
publicado por mparaujo às 15:57

Aveiro recebe a X Bienal Internacional de Cerâmica Artística de Aveiro, com início no dia 1 de Outubro, prolongando-se até 13 de Novembro. As obras seleccionadas e as dos artistas convidados pela organização estarão em exposição no Museu de Aveiro.
Tal como nas edições anteriores, esta amostra/concurso, da responsabilidade da Câmara Municipal de Aveiro, pretende contribuir para o desenvolvimento sociocultural e estimular a experimentação e a criatividade. Além disso, procura ser um espaço aberto ao diálogo, à divulgação e ao confronto de tendências e de contacto com os conceitos actuais de cerâmica artística.
A Bienal Internacional de Cerâmica Artística de Aveiro, um dos mais importantes concursos dedicados à cerâmica artística realizado em Portugal (reconhecido internacionalmente como uma relevante mostra de novas técnicas e linguagens utilizadas na criação de cerâmica artística) tem ainda como pressupostos a divulgação dos caminhos mais significativos da cerâmica artística contemporânea feita nos cinco continentes, mostrando a diversidade formal e a renovação estética que se vem processando, bem como as capacidades dos novos materiais e técnicas postas ao serviço da arte.
Paralelamente ao concurso a Autarquia de Aveiro está a desenvolver um programa de exposições que vão decorrer, no mesmo período da Bienal, em diferentes espaços da cidade. As acções terão como abordagem a cerâmica, como por exemplo a exposição itinerante “5 autores portugueses: Escultura Cerâmica”.
A exposição insere-se na programação da X Bienal Internacional de Cerâmica Artística de Aveiro e apresenta trabalhos de cerâmica de cinco autores portugueses: Cecília de Sousa, Heitor Figueiredo, João Carqueijeiro, Sofia Beça e Virgínia Fróis.
Portugal foi o país convidado para participar na 11.ª CERCO – Feira Internacional de Cerâmica Contemporânea ocorrida em Espanha, Zaragoza, em Maio, com a Exposição “5 autores portugueses. Escultura Cerâmica”. A mostra, comissariada por Karin Somers, teve a sua primeira apresentação pública no Museu Amadeu Souza Cardoso em Janeiro.

Para além disso, o Museu da Cidade, a antiga Estação da CP, as galerias municipais (Paços do Concelho, Edifício da Antiga Capitania, edifício Morgados da Pedricosa) e galerias privadas receberão exposições de cerâmica e escultura.
publicado por mparaujo às 15:47

28
Set 11
Publicado na edição de hoje, 28 de Setembro, do Diário de Aveiro.

Preia-Mar
Aveiro volta ao mapa económico e à centralidade

Aveiro volta a ter peso de centralidade, de relevo a nível nacional, principalmente do ponto de vista do desenvolvimento económico. O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, referiu no programa da RTP “Prós e Contras”, da passada segunda-feira, que esta semana (aquando da elaboração deste artigo ainda por se saber, ao certo, a data concreta) iria ser apresentado o programa nacional de transportes. Neste programa está incluída a reformulação do projecto TGV que, felizmente para o país, abandona o megalomanismo do transporte de passageiros a alta velocidade para dar preferência ao transporte de mercadorias (preferencialmente), adoptando a bitola europeia, o que significa alargar os seus “horizontes”. Para além de uma maior e melhor rentabilidade e sustentabilidade do projecto (uma das grandes lacunas do TGV da governação se Sócrates: muito dificilmente a taxa de ocupação demonstraria um investimento sustentável no futuro, dado que continuaria a ser mais eficaz a ligação Lisboa a Madrid por via aérea e seria economicamente desastroso o ganho de 15 minutos entre Porto e Lisboa), esta reformulação enquadra-se numa correcta política de desenvolvimento económico do país, tão necessário nos dias de hoje para complemento do esforço que todos os portugueses estão a sentir para ultrapassar estes tempos difíceis que vivemos e os que se avizinham. De facto, de nada valerá as medidas de austeridade que estão a ser aplicadas, cada vez mais incisivas e rigorosas, se não existir um complemento de políticas que favoreçam o desenvolvimento e a alavancagem da economia nacional. E esta reformulação perece ser uma medida que ajudará no desenvolvimento do país, apesar do esforço financeiro para a sua concretização (de qualquer forma inferior ao do projecto inicial do TGV), permitindo ainda o reaproveitamento dos fundos comunitários restantes para outras áreas carenciadas de investimento.
Acresce a esta boa notícia, aguardando-se pelo anúncio oficial do programa de transportes para o país, um dado relevante e excelente para Aveiro e a região.
Face ao esforço na concretização de estruturas importantes para o desenvolvimento da economia da região, como são o caso do Porto de Aveiro, a ligação ferroviário a partir da plataforma logística de Cacia, a instalação da futura fábrica das baterias Nissan/Renault, o alargamento da fábrica da Portucel, entre outros, seria importante que todas estas estruturas marcassem um peso significativo na economia nacional e renovassem a importância e o peso de Aveiro na centralidade do país. E pelos vistos assim é (ou será). É que, no âmbito da reformulação do projecto de alta velocidade (agora preferencialmente de mercadorias) o anúncio do Governo deverá incluir duas ligações em bitola europeia: uma delas a partir de Aveiro até Salamanca (sendo a outra entre Sines até Madrid).
O que revela que Aveiro, a sua região industrial, a sua relação com o Centro e o Norte do país, têm um peso significativo no desenvolvimento económico nacional e no contributo para que o país consiga superar estes tempos de crise.

Aveiro volta a ter centralidade. Urge aproveitar vigorosamente…
publicado por mparaujo às 07:36

Publicado na edição de hoje, 28 de Setembro, do Diário de Aveiro.

Preia-Mar
Aveiro volta ao mapa económico e à centralidade

Aveiro volta a ter peso de centralidade, de relevo a nível nacional, principalmente do ponto de vista do desenvolvimento económico. O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, referiu no programa da RTP “Prós e Contras”, da passada segunda-feira, que esta semana (aquando da elaboração deste artigo ainda por se saber, ao certo, a data concreta) iria ser apresentado o programa nacional de transportes. Neste programa está incluída a reformulação do projecto TGV que, felizmente para o país, abandona o megalomanismo do transporte de passageiros a alta velocidade para dar preferência ao transporte de mercadorias (preferencialmente), adoptando a bitola europeia, o que significa alargar os seus “horizontes”. Para além de uma maior e melhor rentabilidade e sustentabilidade do projecto (uma das grandes lacunas do TGV da governação se Sócrates: muito dificilmente a taxa de ocupação demonstraria um investimento sustentável no futuro, dado que continuaria a ser mais eficaz a ligação Lisboa a Madrid por via aérea e seria economicamente desastroso o ganho de 15 minutos entre Porto e Lisboa), esta reformulação enquadra-se numa correcta política de desenvolvimento económico do país, tão necessário nos dias de hoje para complemento do esforço que todos os portugueses estão a sentir para ultrapassar estes tempos difíceis que vivemos e os que se avizinham. De facto, de nada valerá as medidas de austeridade que estão a ser aplicadas, cada vez mais incisivas e rigorosas, se não existir um complemento de políticas que favoreçam o desenvolvimento e a alavancagem da economia nacional. E esta reformulação perece ser uma medida que ajudará no desenvolvimento do país, apesar do esforço financeiro para a sua concretização (de qualquer forma inferior ao do projecto inicial do TGV), permitindo ainda o reaproveitamento dos fundos comunitários restantes para outras áreas carenciadas de investimento.
Acresce a esta boa notícia, aguardando-se pelo anúncio oficial do programa de transportes para o país, um dado relevante e excelente para Aveiro e a região.
Face ao esforço na concretização de estruturas importantes para o desenvolvimento da economia da região, como são o caso do Porto de Aveiro, a ligação ferroviário a partir da plataforma logística de Cacia, a instalação da futura fábrica das baterias Nissan/Renault, o alargamento da fábrica da Portucel, entre outros, seria importante que todas estas estruturas marcassem um peso significativo na economia nacional e renovassem a importância e o peso de Aveiro na centralidade do país. E pelos vistos assim é (ou será). É que, no âmbito da reformulação do projecto de alta velocidade (agora preferencialmente de mercadorias) o anúncio do Governo deverá incluir duas ligações em bitola europeia: uma delas a partir de Aveiro até Salamanca (sendo a outra entre Sines até Madrid).
O que revela que Aveiro, a sua região industrial, a sua relação com o Centro e o Norte do país, têm um peso significativo no desenvolvimento económico nacional e no contributo para que o país consiga superar estes tempos de crise.

Aveiro volta a ter centralidade. Urge aproveitar vigorosamente…
publicado por mparaujo às 07:25

25
Set 11
Os britânicos Pink Floyd – uma das bandas mais influentes do rock, fundada em 1964 - e a editora EMI vão lançar a reedição mais completa de toda a obra do grupo, cujo primeiro lançamento se regista nas bancas já amanhã, dia 26 de Setembro. Estará disponível em todos os formatos digitais (CD, DVD, Blu-Ray e Super Audio CD) e também para iPhone.
A série de lançamentos, que sairá com o título "Why Pink Floyd?", trará edições para coleccionadores com músicas não editadas anteriormente, filmes de concertos e uma gravação da emblemática actuação do "The dark side of the moon", em Wembley no ano de 1974.
O objectivo é agradar a todo o tipo de público, desde aqueles que querem conhecer a banda , até aos fãs mais dedicados, com boxes de luxo, com takes alternativos acompanhando as gravações originais.
O primeiro lançamento estará disponível já amanhã, 26 de setembro de 2011, e no dia 7 de novembro começará a segunda fase do projecto centrado no álbum "Wish you were here".
O grupo já vendeu ao longo da carreira (contando com as diversas formações) mais de 200 milhões de discos no mundo todo.

O calendário de lançamentos:
26 de Setembro:
Todos os 14 álbuns remasterizados em versões ‘Discovery’
Box-set com os 14 álbuns com livro de fotografias
Downloads de áudio dos álbuns em formato ‘Discovery’ e do box-set
The Dark Side of The Moon – Edições ‘Immersion’ e ‘Experience’, Vinil, e edições digitais.

7 de Novembro:
A Foot In The Door -The Best of Pink Floyd
Wish You Were Here – ‘Edições ‘Immersion’ e ‘Experience’, Vinil, e edições digitais.

27 de Fevereiro de 2012:

The Wall – ‘Edições ‘Immersion’ e ‘Experience’, Vinil, e edições digitais.

No dia 21 de Março de 2011 eu estive aqui: e delirei, claro!



publicado por mparaujo às 22:57

Ainda hoje,no Dia Municipal do Imigrante, aquando da participação do Grupo Sensason (Associação de Estudantes de Cabo Verde da Universidade, Aveiro recordou Cesária Évora.
Uma das vozes mais populares de África, e, concretamente, de Cabo Verde, aquela a quem o "mundo" apelidou de "embaixadora da morna" tinha anunciado, no passado dia 23 de Setembro, o fim da sua carreira musical, mais por imposição médica do que por vontade própria.
Infelizmente os médicos tinham razão... Cesária Évora, com 70 anos de idade, na passada sexta-feira foi internada em Paris, após ter sofrido um Acidente Vascular Cerebral- AVC, encontrando-se com diagnóstico clínico reservado.
Cesária Évora nasceu no Mindelo, Cabo Verde, a 27 de Agosto de 1941 e editou 24 discos, entre originais, espectáculos ao vivo e parcerias com outros artistas de vários países.
Para sempre...  Sodade!
publicado por mparaujo às 22:24

Publicado na edição de hoje, 25 de Setembro, do Diário de Aveiro.

Cambar a Estibordo...
A Madeira já não é um “Jardim”.
A semana em resumo…


A semana foi, quase exclusivamente, marcada pelo “buraco” financeiro detectado nas contas públicas da Região Autónoma da Madeira.
Mesmo que a semana tenha contemplado a primeira grande entrevista do Primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, após ter sido eleito e tomado posse governativa. Sem grandes questões polémicas ou perturbantes, Pedro Passos Coelho mostrou-se seguro, claro nas respostas, sem deixar de responder a todas as perguntas feitas, e, independentemente de se gostar ou não das opções e das políticas governativas, soube explicar e referir quais as medidas adoptadas e a adoptar no futuro próximo. Além disso, face à ‘agenda’ da semana afirmou, peremptoriamente qual a sua posição e reacção face ao deficit das contas públicas da Madeira.
O caso das contas públicas da gestão de Alberto João Jardim à frente dos destinos da ilha não revela apenas um caso grave de ocultação de informação, de falta de transparência e, eventualmente, de abuso de poder.
Há muitas outras questões para além dos números, mesmo que estes se revelem, cada vez mais, preocupantes e em nada benéficos para o esforço que o país e os portugueses têm prestado para que Portugal consiga ultrapassar estes tempos difíceis.
Uma questão que se coloca é como é que o Estado não tem capacidade, nem processos, de fiscalização mais apurados, mais eficazes. É que não se pode estranhar, neste caso, a ausência de controlo e fiscalização, quando a Troika, numa semana e através da avaliação do sistema bancário, detectou o que as entidades fiscalizadoras nacionais não conseguiram fazer, pelo menos, desde 2003… há oito anos. Até porque, em relação à questão do “buraco” da Madeira, já há alguns anos que o Tribunal de Contas vinha alertando para desvios e excessos nas contas públicas e nos investimentos da gestão de Alberto João Jardim. Mas tal como na ilha, também por cá tudo o que vem do lado do Tribunal de Contas é sempre muito relativo: se favorável aplaudido e aclamado de pé, mas se desfavorável trata-se de um bloqueio ao desenvolvimento, ao exercício da gestão pública, a meras questões de politiquice.
Por outro lado, é perfeitamente inconcebível, e foi preciso chegar-se a este ponto para que se reflicta sobre a questão, que os autarcas tenham limitação ao número de mandatos, que o Presidente da República tenha limitação no número de mandatos, entre outras figuras do Estado, e no caso do Presidente da Região Autónoma da Madeira ou dos Açores não haja qualquer limitação ao número de mandatos possíveis. O excesso de tempo no poder pode levar a algumas situações menos claras na governação, a um descuido e desvalorização das regras, normas, da própria ética política e de gestão da “coisa pública”.
Mas neste caso, Alberto João Jardim acaba por ser vítima dele mesmo… da sua teimosia, da sede de poder. Porque, se é previsível a sua vitória nas eleições de 9 de Outubro (embora com algumas dúvidas quanto a conseguir a maioria), este parece ser um fim para um “reinado” que nada fazia prever uma saída da política pela porta mais pequena.
Mesmo que Alberto João Jardim ganhe com maioria o próximo período legislativo na Madeira não vai ser nada fácil, nem nada gratificante. No caso do PSD/Madeira não alcançar uma vitória confortável não restará a Jardim se não a despedida antecipada porque, face aos acontecimentos, não terá o apoio de nenhum partido (nem mesmo o CDS-PP) para uma eventual coligação pós-eleitoral. Primeiro porque esse facto foi já excluído pelos partidos e, segundo, porque não é essa a tradição política na ilha madeirense. O PSD sempre foi poder isolado e exclusivo, enquanto todos os outros partidos sempre foram oposição muito desprezada e menosprezada pelo Presidente do Governo Regional.
Por fim, Alberto João Jardim tem de assumir a responsabilidade dos factos que, apesar de todas as justificações e argumentos, a realidade demonstra que os actos são graves e merecem uma reflexão muito profunda por parte de todos: Governo e Entidades Fiscalizadores, para além do “julgamento” político que os madeirenses podem fazer nas urnas, através do voto livremente expresso.
Porque este não é um caso isolado… É um problema geral das contas públicas, da gestão do erário público, da ética política. É uma questão de prioridades de investimentos e de políticas. Da necessidade de sobrevivência política à custa do “betão”, da obra feita e visível (física).
O país, a administração central, as entidades públicas, as regiões, as autarquias, as freguesias, as autonomias, não podem continuar a viver sempre no velho e lamentável princípio do “quem vier atrás que feche a porta”.
Uma boa semana…
publicado por mparaujo às 07:43

A propósito do post anterior, com referência muito ligeira ao debate parlamentar sobre o enriquecimento ilícito, nada melhor que uma leitura atenta a este interessante artigo de opinião do Director do Diário de Notícias, João Marcelino, na edição de 24.09.2011.

O enriquecimento ilícito
publicado por mparaujo às 01:39

O líder do Partido Socialista, António José Seguro, para esconder uma enorme falta de argumentação política, de propostas alternativas para o país, à frente de um partido totalmente isolado na oposição parlamentar (veja-se o mais recente caso da proposta sobre o enriquecimento ilícito e o vínculo ao memorando da Troika), numa tentativa de marcar agenda e conquistar "palco mediático" dedica-se à demagogia balofa no caso do deficit da Madeira.
Já aqui foi referido que é criticável a atitude de Alberto João Jardim (aqui e aqui e aqui, para além do post que republica o artigo da edição de hoje do Diário de Aveiro). No entanto há mais questões importantes para além dos números da Madeira.
Andar com uma questão menor da confiança política é não saber o que dizer, nem como dizer.
Primeiro, tal como acontece no seu partido, os partidos das regiões autónomas gozam de autonomia (passe a redundância) em relação aos partidos nacionais.
Segundo, retirar a confiança política a Alberto João Jardim não significaria (antes pelo contrário) que o mesmo não ganhe as eleições, tal como se prevê.
Terceiro, Pedro Passo Coelho, após as criticas já proferidas, não tem, como Primeiro-ministro de se envolver em campanhas eleitorais, e, como tal, não tem que ir à Madeira.
Quarto, quando António José Seguro afirma que "em Portugal, num estado de direito democrático, não pode haver regiões acima da lei e não pode haver um homem que manda mais do que as leis do país". Pena que não tenha tido a mesma atitude e posição em relação ao que se passou, ao longo de seis anos, nas contas públicas do Estado, nas nomeações para a Administração central, nas empresas e institutos públicos. Se é um facto que se deve criticar a atitude de Alberto João Jardim, não deixa de ser verdade que, apesar de tudo, sabe-se onde foi empregue o dinheiro (por exemplo, na falta de cumprimento do compromisso do governo socialista em relação à catástrofe de 2009, tendo sido entregue apenas cerca de 30% do valor celebrado), ao passo que no continente, ao longo dos últimos seis anos, muito dinheiro foi utilizado sem se saber onde, nem como.
Por último, António José Seguro tem um grave problema de memória já que muito facilmente, ao fim de três ou quatro meses, esqueceu uma herança e um passado socialista. Dizer que "a maneira como Portugal, como as instituições do Estado de direito democrático e os órgãos de soberania lidarem com a situação na Madeira, revelará muito da natureza e da qualidade das nossas instituições e das pessoas que as ocupam" é muito fácil. Tão fácil como "choverem pedras nos telhados de vidro socialistas". Onde esteve a preocupação e o combate de José Sócrates em relação à Madeira? Onde esteve a fiscalização e a regulação das contas públicas? E não colhe o argumento de que nada se sabia ou nada se podia fazer porque a informação foi ocultada... Tretas!!! Porque a Troika numa "simples" abordagem à banca descobriu tudo numa semana. Assim como ninguém ligou, desde 2003, a algumas suspeitas tornadas públicas pelo Tribunal de Contas (aliás como sempre).
Andar nestas demagogias da treta é pura e simplesmente "cuspir para o ar"!
publicado por mparaujo às 01:31

A capa do semanário "Sol" da sua edição de 23 de Setembro comporta, em destaque, uma foto do corpo de Rosalina Ribeiro, no caso em investigação no Brasil e que envolve o advogado português Duarte Lima.
Em si mesma a foto não é das mais chocantes do ponto de vista da sensibilidade e da emotividade. Mesmo que entenda que a morte deve ter a mesma dignidade que a vida.
Mas é sobre este ponto, o da preservação da dignidade da pessoa humana, que incide a crítica e a contestação a uma falha deontológica, editorial, significativas, já que a tentativa de mediatismo e de sensacionalismo em nada beneficia o jornalismo. Para além da foto em destaque não trazer nada de relevante ou acrescentar informação à notícia.
Lamenta-se...

Atenta esteve a Entidade Reguladora ao abrir um processo de averiguações.  A questão é que os resultados da ERC são pouco penalizadores face a tantos atropelos editoriais da Comunicação Social em Portugal. 
As sanções são muito benevolentes, os "delitos" justificam o risco face às penalizações.  A ver vamos.
publicado por mparaujo às 00:34

22
Set 11


O Presidente do Conselho de Administração da RTP, Guilherme Costa, reuniu (ontem - 20.09.2011) durante cerca de duas horas com o Ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, tendo ainda entregue o documento com a proposta do plano de reestruturação da RTP.
Desconhecendo-se, para já, pormenores do conteúdo do documento.

Enquanto a Comissão de Ética, Cidadania e Comunicação da Assembleia da República aguarda agendamento para a audição do director de informação, Nuno Santos, e do director de programas, Hugo Andrade, da televisão pública, sobre os canais RTP Açores e RTP Madeira, o Sindicato dos Jornalistas emitiu hoje um comunicado em que condena o Conselho de Administração da RTP, e o próprio Governo (por conivência), por ter excluído a Comissão de Trabalhadores do processo de reestruturação da empresa.
publicado por mparaujo às 23:19

21
Set 11

O Conselho da União Europeia instituiu 2011 como o "Ano Europeu das Actividades de Voluntariado Que Promovam Uma Cidadania Activa" (AEV-2011).
Neste sentido, as Plataformas Supraconcelhias da Rede Social do Baixo Vouga e do Entre Douro e Vouga e as 16 Redes Sociais concelhias, promovem o Encontro intitulado "Voluntariado: Contextos e Práticas de Cidadania", que terá lugar no próximo dia 24 de Setembro, das 9.30 às 17.00 horas, no Centro Cultural e de Congressos em Aveiro.

Os objectivos desta iniciativa prendem-se com a divulgação do AEV 2011 - Ano Europeu das Actividades Voluntárias que Promovam uma Cidadania Activa; com a promoção e a sensibilização para o debate junto da sociedade em geral e das organizações dos seus diversos sectores, em específico, sobre a importância e o valor do voluntariado no desenvolvimento social; e com a importância da visibilidade que importa dar às experiências e oportunidades de voluntariado, através da divulgação e do debate de projectos existentes no território nacional.

O encontro tem como destinatários:
Entidades públicas e particulares, com e sem fins lucrativos, voluntários e destinatários das actividades de voluntariado;
Membros da Direcção e Órgãos Sociais, das instituições Particulares de Solidariedade Social; Santas Casas da Misericórdia; União das Mutualidades e ONG`S - Organizações não governamentais;
Técnicos Superiores, das Entidades da Economia Social;
Estudantes, comunidade e público em geral, com vocação e disponibilidade para actividades de voluntariado

O programa pode ser consultado aqui
publicado por mparaujo às 02:10

Publicado na edição de hoje, 21 de Setembro, do Diário de Aveiro.

Preia-Mar
Os fins nem sempre justificam os meios


Este era um fim inesperado para a carreira política de Alberto João Jardim, nesta “recta” final da sua liderança à frente do governo regional da Madeira e dos destinos da ilha.
Mas a verdade é que os factos apurados (o encobrimento de dívida pública) são graves, prejudicam a recuperação e as medidas de combate ao défice das contas públicas, destorcem e criam dúvidas sobre a imagem do país no exterior e nossa capacidade de sair deste “buraco” financeiro.
As razões percebem-se, mesmo que não justifiquem os actos.
A insularidade, o isolamento, a falta de oportunidades, a necessidade de progresso e desenvolvimento, o bem-estar dos madeirenses, as particularidades da ilha (seja do ponto de vista geográfico, social, cultural).
Mas muitas destas questões e realidades são também vividas e sentidas em muitas outras regiões: no interior isolado, num Alentejo cada vez mais desertificado, por exemplo. Isto justificaria que cada autarca, cada comunidade intermunicipal, cada governo pudesse usar todas as artimanhas da engenharia financeira para “esconder” os encargos realizados com os dinheiros públicos? Como se ousa dizer: “os meios não justificam os fins”.
Mas este não é apenas um problema da Madeira, apesar dos números em causa.
É um problema geral das contas públicas, da gestão do erário público, da ética política. É uma questão de prioridades de investimentos e de políticas. Da necessidade de sobrevivência política à custa do “betão”, da obra feita e visível (física). Uma questão de controlo e fiscalização, nomeadamente da necessidade de uma redefinição das funções e do exercício da actividade fiscalizadora do Tribunal de Contas, cada vez mais desvalorizado pelo poder político e pela legislação. Até porque, em relação à questão do “buraco” da Madeira, já há alguns anos que o Tribunal de Contas vinha alertando para desvios e excessos nas contas públicas e nos investimentos da gestão de Alberto João Jardim. Mas tal como na ilha, também por cá tudo o que vem do lado do Tribunal de Contas é sempre muito relativo: se favorável aplaudido e aclamado de pé, mas se desfavorável trata-se de um bloqueio ao desenvolvimento, ao exercício da gestão pública, a meras questões de politiquice.
O que resta é a ausência total de respeito pela coisa pública, pelo esforço e sacrifício dos cidadãos, por uma ausência de sentido de prioridades, mas, acima de tudo, uma gritante ausência de ética política e de responsabilidade criminal que vá para além da justiça eleitoral.
Enquanto assim não for, enquanto não nos servir como exemplo a conduta nórdica da responsabilização criminal da gestão política e pública (por mais que nos custe, veja-se o caso finlandês) o país, a administração central, as entidades públicas, as regiões, as autarquias, as freguesias, as autonomias, viverão sempre no velho e lamentável princípio do “quem vier atrás que feche a porta”.
Sejam quais forem o fins… há meios e meios.

publicado por mparaujo às 01:39

Enquanto a RTP lançava, nesta segunda-feira, a renovada RTPN com o surgimento da RTP I(nformação) lia este excelente texto da Estrela Serrano "A televisão pública não existe para “derrotar” as privadas", e assolava-me apenas um pensamento: a RTP afundou-se, perdeu uma oportunidade única de marcar a diferença, de se afirmar como verdadeiro serviço público, algo que vai descurando e desvirtuando. Aliás, sobre as propostas (e o próprio comentário de Nuno Santos - pena que a Estrela Serrano tenha sido "politicamente correcta") apraz-me referir: gosto muito de humor, tenho razoável sentido de humor, mas entendo que há coisas que devem ser tratadas com seriedade (pelo menos a possível) e que não basta o mediatismo da figura pública para garantir qualidade (quando muito o sucesso de ganhar audiências)... infelizmente é disto que vai vivendo muita da comunicação social portuguesa, bem como com a mistura perigosa entre informação e programação.

Já aqui o afirmei, a RTP perdeu uma preciosa oportunidade, no âmbito do tão badalado processo de reestruturação (que me parece mais exclusivamente economicista que estrutural), de dar dimensão, qualidade "competitiva", verdadeira concepção de serviço público, ao relançar e renovar a RTP N com o lançamento, nesta segunda-feira, da RTP I. É que teria sido muito mais vantajoso,a todos os níveis (informativos, formativos, sociais e culturais, de recursos financeiros, técnicos e humanos), se tivesse havido uma fusão entre a RTP 2 e a nova RTP I.
É que tirando o processo de naming, alteração de cenários e logotipagens ou grafismos, e uns esforçados (mesmo que bem conseguidos) "mais-valias" ou "Justiça Cega", que se espera não caia num banal "casos de polícia" ou no "crime" ou mediatismo fácil de muita imprensa actual, não se nota qualquer inovação, redimensão, para além de ser dúbia a capacidade para competir com a SIC N ou mesmo a ainda "criança" TVI24.
E mais se lamenta a oportunidade perdida porque, diga-se em abona da verdade, é notória a capacidade profissional da globalidade dos seus jornalistas (só, pura e simplesmente, a título de exemplo: Alberta Marques Fernandes, Sandra Pereira, Estela Machado, Cristina Esteves, Daniel Catalão, Fátima Araújo, Carla Trafaria, Maria Flor Pedroso, Carlos Daniel, Sandra Felgueiras, Cecília Carmo, Inês Gonçalves e Luís Castro, entre outros).
publicado por mparaujo às 01:27

Depois da "transferência" de Judite de Sousa para a TVI alguns nomes estavam apontados para a condução de um dos programas com maior relevo e peso na programação informativa da RTP: a "Grande Entrevista". Por aqui já passaram apresentadores como Miguel Sousa Tavares, Margarida Marante, Maria Elisa ou, por último, Judite de Sousa.
Um dos nomes "soado" (especulado) para substituir Judite de Sousa era o de Fátima Campos Ferreira que, afinal, se mantém à frente do Prós e Contras.
A RTP escolheu para retomar a Grande Entrevista, já no dia 22 de Setembro (sem se conhecer publicamente o entrevistado), a jornalista Sandra Sousa.
Segundo o "ainda canal público" «todos os protagonistas da sociedade, da política ao desporto, da economia às artes, vão passar pela Grande Entrevista».



publicado por mparaujo às 00:16

20
Set 11
Sobre o caso da dívida oculta da Madeira e o eventual fim político de Alberto João Jardim, um interessante editorial/artigo de opinião de João Marcelino no Diário de Notícias de 17 de Setembro último.

publicado por mparaujo às 23:26


Os factos apurados na Madeira são graves, prejudicam a recuperação e as medidas de combate ao défice das contas públicas, distorcem e criam dúvidas sobre a imagem do país no exterior e nossa capacidade de sair deste “buraco” financeiro. As razões percebem-se, mesmo que não justifiquem os actos: a insularidade, a necessidade de desenvolvimento para garantir melhor qualidade de vida e melhor turismo, … Daí ao crime, vai uma enorme distância porque, até prova em contrário, é fácil provar o interesse público (mesmo que criticáveis os meios). Mas este não é apenas um problema da Madeira, apesar dos números em causa. É um problema geral das contas públicas, da gestão do erário público, da ética política. Foi um problema de governos sucessivos, de décadas… necessidade de sobrevivência política à custa do “betão”, da obra feita e visível (física). Uma questão de ausência de mecanismos e de valorização do controlo e fiscalização.

Da entrevista do Primeiro-ministro à RTP, nesta noite, destaque para cinco aspectos relevantes: não participação na campanha das eleições regionais da Madeira e condenação dos actos de gestão de Alberto João Jardim; o não aumento da taxa mais elevada do IVA e o cumprimento do estipulado no memorando de entendimento com a ajuda externa; a implementação de medidas e políticas de redução do despesismo do Estado já para o Orçamento de 2012; a reestruturação do tecido empresarial do Estado e o processo de privatizações em estudo; e, por fim, não menos importante, dado a relevância que teve na discussão eleitoral e na sociedade portuguesa, a alteração da prioridade na mobilidade e acessibilidade com relevo para a importância do transporte ferroviário: passar do TGV comercial (passageiros) para o das mercadorias, muito mais importante para o país e muito mais sustentável.

Direcção-Geral do Orçamento divulgou hoje que o défice melhorou dois mil milhões de euros e que a Segurança Social tem um saldo mais positivo que em 2010: um excedente de 734 milhões de euros.
publicado por mparaujo às 23:12

14
Set 11
Publicado na edição de hoje, 14 de Setembro, do Diário de Aveiro.

Preia-Mar
A mobilidade passou de moda?


Este ano, a comemoração da “Semana Europeia da Mobilidade” e o “Dia Europeu Sem Carros na Cidade” celebram dez anos. Uma data (dita “redonda”) que relança a discussão sobra a importância e a vitalidade da mobilidade para o desenvolvimento sustentável das cidades e para a melhoria da qualidade de vida no espaço urbano.
Com enorme coincidência e curiosidade, o lema deste ano da Semana da Mobilidade 2011, que se realiza entre 16 e 22 de Setembro, é: “Mobilidade Alternativa”. Ou seja, soluções alternativas para a melhoria do espaço urbano, do ambiente e da qualidade de vida dos cidadãos, através, por exemplo, do recurso à mobilidade pedonal e ciclável, bem como a combustíveis e energias alternativas.
Focando-nos nos dois modos suaves de mobilidade (pedonal e ciclável), Aveiro tem feito algum esforço para a sua promoção: há três anos que a mobilidade saudável, com o projecto europeu Life Cycle (terminou a 31 de Maio deste ano), tem sido uma das acções mais prementes na área da mobilidade, e que deu origem a um novo projecto “Movimento Pedal Aveiro; e mais recentemente a aposta na mobilidade pedonal, com a parceria no projecto europeu ActiveAccess.
O projecto ciclável pretende promover alterações aos estilos de vida dos aveirenses, melhorando a qualidade de vida, a valorização do espaço urbano, o ambiente das cidades, através do recurso à bicicleta, nas pequenas e médias distância, no quotidiano dos cidadãos.
Já o programa pedonal pretende encorajar a circulação pedonal nas pequenas deslocações, reduzindo o consumo de energia e emissões, bem como a melhoria da saúde, a prosperidade do comércio tradicional e ainda o aumento do sentido de pertença a um lugar, reforçando os laços de vizinhança e sociabilidade, e um maior sentido de urbanidade.
A Mobilidade tem de deixar de ser uma moda para passar a ser, definitivamente, uma realidade, com a responsabilidade de todos: autarquia, entidades, empresas, comércio e, obviamente, cidadãos.
As cidades, mesmo as de dimensão reduzida como Aveiro, precisam de uma sustentabilidade e desenvolvimento que se estruture numa mobilidade que promova o desenvolvimento social e económico, a defesa do ambiente e da qualidade de vida, e de melhor urbanidade (espaço urbano mais eficaz).
A Semana Europeia da Mobilidade é uma clara oportunidade para promover este princípio basilar para a melhoria do ambiente urbano. Perder esta oportunidade é desvalorizar um dos objectivos principais da urbanidade e da socialização das cidades: a mobilidade! Mesmo que uma vez por ano… mas como diz o ditado: “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”.
Mas de forma abrangente, com dimensão, com pedagogia e sensibilização, à procura de públicos-alvo para determinadas e específicas acções. Em espaço urbano público, com especificidade (por exemplo, as vias urbanas mais movimentadas, as praças, os bairros), sem ser em locais descontextualizados do princípio e do objectivo, com visibilidade reduzida.
As políticas de implementação de uma verdadeira mobilidade urbana deveriam encarar o espaço urbano e o tempo como bens fundamentais e não supríveis, consentindo que respondessem a um conjunto de necessidades de deslocações dos cidadãos, para suster a ruína da qualidade de vida nas cidades, por mais pequenas que elas sejam.
É urgente que sejam implementadas medidas de restrição ou proibição do uso automóvel e alterações nos hábitos quotidianos dos cidadãos, reduzindo o efeito negativo sobre as cidades, o espaço e o meio ambiente.
Por fim, a mobilidade é, ao mesmo tempo, a causa e o efeito da sustentabilidade económico-social, da expansão urbana e da distribuição geográfica e consistência das actividades.
publicado por mparaujo às 06:29

13
Set 11
"Mútuo Consentimento" é o mais recente trabalho discográfico de Sérgio Godinho, disponível nas "prateleiras" a partir de hoje.
 
Cinco anos após "Ligação Directa", o "cantador de histórias" volta com 12 canções partilhadas com a banda que o tem acompanhado nos últimos anos: Assessores.

"Mútuo Consentimento" mantém a tradição conceptual de Sérgio Godinho ao longo de 40 anos de carreira musical e escrita: contar e cantar tudo o que nos rodeia e espelha o "mundo" real de cada um de nós... a vida, o dia-a-dia, o país, os amores!
publicado por mparaujo às 20:36


Espaço desenraízado do "Debaixo dos Arcos" e dedicado a todos os temas de e sobre Aveiro (nos primórdios conhecida por "Alavarium").
Por terras de Alavarium, começa aqui e agora.
publicado por mparaujo às 15:20
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11
Set 11
Estrela Serrano (resumo carreira profissional), uma das minhas referências pessoais na Comunicação Social, através do seu "espaço" de análise, concepção e crítica: "Vai e Vem", já tinha abordado (com honrosa partilha de visões e opiniões no twitter, mesmo que resumidamente, e fruto deste meu texto) a questão dos limites da imprensa e do que deve ser o legítimo "interesse público" (diferente do que é o interesse do público) neste texto "A dupla devassa dos registos telefónicos de Nuno Simas".

Agora, é relevante e interessante a outra face do jornalismo, do papel do jornalista e dos órgãos de comunicação, com a selecção criteriosa do que deve ser, ou não, o "interesse público" que legítima a sua importância para a sociedade e para os cidadãos: a ler... "Uma porta fechada com vários buracos".
publicado por mparaujo às 17:03

Publicado na edição de hoje, 11 de Setembro, do Diário de Aveiro.

Cambar a Estibordo...
Após dez anos… pouco e muito tempo.


O mundo relembra, hoje, o infausto dia 11 de Setembro de 2001. É inevitável não recordar os acontecimentos.
Os Estados Unidos da América, mesmo considerando os atentados de Oklahoma City de 19 de Abril de 1995, iniciavam o dia estupefactos e incrédulos com o que estava a acontecer nas Torres Gémeas de Nova Iorque (às 8:46 – voo 11 American Airlines e às 9:03 – voo 175 United Airlines, horas locais), no Pentágono (às 9:37 – voo 77 American Airlines ) ou na Pensilvânea (às 10:03 – voo 93 United Airlines) com um ataque perpetuado (reivindicado) pelo exterior: a Al-Qaeda, de Bin Laden. Em causa estava o “coração” do poder político, militar e económico dos Estados Unidos: as Torres do World Trace Center (economia); o Pentágono (militar) e, embora não tenha sido atingido o alvo, o Capitólio ou, noutra teoria, a Casa Branca (político). Os números, oficiais e apurados, prevendo-se que os mesmos pecam por defeito, são elucidativos da dimensão dos atentados: cerca de 3000 mortes e um número ainda por estimar mas que se calcula superior a 6000 feridos, de cidadãos de 70 países. A América, e uma parte do Mundo, estava em choque.
E estes dez anos volvidos parecem, de facto, muito curtos face à memória que as imagens e os acontecimentos reservaram nas pessoas de todo o mundo e de todos os recantos.
Os embates dos aviões, a estupefacção inicial originada pelo factor surpresa, a queda das torres, a correria das pessoas em fuga, a azáfama dos bombeiros e das forças policiais, e… a imagem mais marcante de algumas pessoas em queda nas Torres.
No pós 11 de Setembro, são ainda marcantes as iniciativas para retomar o quotidiano, os memoriais, as celebrações de pesar e de homenagem às vítimas… mas os sinais dos atentados estavam bem marcados no rosto das pessoas e no espaço físico.
Mas dez anos volvidos são, igualmente, muito tempo. Muito tempo porque o Mundo não foi mais o mesmo após os atentados de 11 de Setembro de 2001.
O terrorismo passou a ser a bandeira e o lema das relações internacionais, mesmo que muitas das acções levadas a cabo tenham tido fundamentações questionáveis, como é o caso da invasão do Iraque com a argumentação das armas de destruição (para esconder a necessidade do reforço geopolítico face ao Irão).
Mas a verdade é que muita coisa aconteceu.
Dois anos após os ataques, o Iraque era invadido por forças internacionais e Saddam Hussein deposto e morto, mesmo que isso não tenha trazido, de imediato, a segurança e estabilidade ao país.
Enquanto se reforçavam as acções de combate ao terrorismo e na perseguição daquele que foi considerado o inimigo público número um – Bin Laden – Madrid sofria os horrores das acções terroristas (11 de Março de 2004) vitimando cerca de 200 pessoas e mais de 1700 feridos, seguido de mais uma acção no metro de Londres a 7 de Julho de 2005 (52 mortos e mais de 700 feridos).
Imediatamente aos acontecimentos de 11 de Setembro, as forças norte-americanas invadiam o Afeganistão onde sempre se suspeitou ser o “abrigo natural” da Al-Qaeda e de Bin-Laden, que, curiosamente, também ao fim de dez anos, é capturado e morto (2 de Maio de 2011) no Paquistão, por tropas de elite da Marinha americana.
Pensava-se, desta forma, que o Mundo ficaria mais sossegado.
Mas, mesmo que pela ânsia de liberdade, pela vontade de alterar a história, por uma sociedade mais justa e mais fraterna, o mundo não sossegava. Se por um lado, a crise económica do mercado da globalização criou uma instabilidade social, já há muitos anos não vivida (que os acontecimentos de Londres e outras cidades inglesas são a imagem mais visível e real), também a vontade dos povos surgia em gritos de revolta de mudança e de uma sociedade mais justa e democrática: Marrocos, Egipto, Tunísia, Líbia, Síria e, até mesmo, em Israel.
Por isso, a pergunta mantém-se: o Mundo estará melhor?! A resposta é difícil… mas há uma certeza: após o dia 11 de Setembro de 2011 o Mundo não foi mais o mesmo.

Uma boa semana… espera-se com mais paz.
publicado por mparaujo às 06:15

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