Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

31
Out 11

"Com Todo o Respeito" é o título do novo disco de originais de Jorge Palma, lançado hoje, 31 de Outubro.

Sucessor de "Voo Nocturno", editado há quatro anos (2007), este novo disco é composto por 13 temas e conta com várias participações: os Demitidos (banda composta por André Hollanda, Pedro Vidal e Miguel Ramos), Cristina Branco (dueto em "O Mundo e a Casa"), Flak (dos Rádio Macau, responsável pela produção e dueto em "Mais um Comboio"), Gabriel Gomes, Vicente Palma, Carlos Barreto, Carlos Bica e Bruno Vasconcelos.
Destaque ainda para a contribuição de Carlos Tê (autor da letra  "Uma Alma Caridosa") e do escritor José Luís Peixoto (autor da letra "Pensámos em Nada").
O novo disco de Jorge Palma - "Com todo o Respeito" - está disponível nas seguintes edições: "Edição Standard" - 13 temas; "Edição Especial limitada" 15 temas (ao alinhamento da edição standard juntam-se 2 faixas-extra) e "Edição Digital".

Tema "Página em Branco" (site oficial do Jorge Palma):



publicado por mparaujo às 23:32

O fundador do “Clube dos Pensadores”, Joaquim Jorge, vai apresentar o seu livro "Blogue do Clube dos Pensadores", no dia 4 de Novembro, sexta-feira, pelas 21.30 horas, no auditório da Assembleia Municipal de Aveiro.
A iniciativa conta com a presença do Presidente da Mesa da Assembleia Municipal, Miguel Capão Filipe, e a apresentação da obra e do autor estará a cargo de Sérgio Loureiro.

Para Joaquim Jorge, fundador de um representativo espaço público de cidadania e debate livre de ideias, “fazer um livro, hoje em dia, é uma banalidade. Apetece-me dizer que há mais gente a fazer livros do que a lê-los. O livro foi uma forma de registar o que faço mas também de chegar às pessoas por outro meio. Até agora chegava pelos debates, blogue, imprensa, rádio, televisão, artigos de opinião. Um livro é algo que é pessoal, próximo e fica ad perpetuam. Fazer um nome é muito difícil e este nome ‘Clube dos Pensadores’ está feito. Daí ser mais fácil descodificar do que se trata. Este livro é para pessoas que querem pensar e reflectir. O pensamento não tem grau de ensino e não é só para intelectuais. As pessoas devem formar uma ideia dos assuntos com que se debatem no dia-a-dia e não pensar na morte da bezerra.”

O “Clube dos Pensadores” tem como finalidade combater a abulia e a indiferença. Lutar contra a rígida ortodoxia partidária e evitar seguir uma estratégia duramente partidária. As habituais fixações partidárias impedem o descobrimento de novos meios e ideias.
Deve-se procurar estabelecer relações de respeito com todos que o queiram. A política não pode ser sempre um caminho decepcionante. A ideologia política é o momento e não se deve ser uma mescla de ignorância e arrogância. A culpa é sempre dos outros, a resposta sensata, consiste em reflectir um pouco e valorar até que ponto os nossos problemas foram criados por nós próprios. É um estímulo a reinventar a democracia.

O “Clube dos Pensadores” é um espaço de activismo cívico e uma nova forma de participação cívica, procurando aproximar os eleitos e eleitores. Lutar contra o desinteresse por parte dos cidadãos e desconfiança nas instituições. Os cidadãos acreditam cada vez menos nos políticos, sendo prova disso a fraca participação nos actos eleitorais. Em política, é preciso vê-la por dentro e por fora sob o ponto de vista do que é a política e de quem não gosta da política. Há bons políticos, mas é importante ter-se cuidado com as suas atitudes e comportamentos. A melhor forma de incutir confiança e respeito é «o exemplo que o nosso poder tem de ser igualado pelo poder do nosso exemplo», as instituições públicas estarem ao serviço das pessoas e não aos interesses e objectivos particulares e partidários.

Há gente que já perdeu a fé nos políticos e no país. Estão fartos de sorrisos brancos, fatos escuros, interesses obscuros, demagogia, broncos e insultos. Um palavreado contínuo, uma retórica brilhante vazia de conteúdo e inacção.
Como diz Michel Maffesoli, «o político é o contrário do que é a democracia; agora são uns poucos, uma aristocracia, quem governa». Esta saturação e insurgência para com os partidos e políticos além de levar à indiferença pode levar à ruptura do sistema.

Pelo “Clube dos Pensadores” já passaram nomes como Pedro Passos Coelho, Bagão Félix, Manuel Maria Carrilho, Paulo Portas, Jerónimo de Sousa, Paulo Rangel, Alberto João Jardim, António José Seguro, Pedro Santana Lopes, Francisco Loução, Medina Carreira, Marinho Pinto, Manuel Alegre, Rui Rio, Fernando Nobre, Luis Filipe Menezes, Carvalho da Silva, entre outros.

Notas complementares:
publicado por mparaujo às 22:26

30
Out 11
Publicado na edição de hoje, 30 Outubro, do Diário de Aveiro.

Entre a Proa e a Ré
O fim da linha…


A semana que terminou centrou a discussão aveirense no ainda dúbio plano nacional de transportes que prevê o encerramento da Linha do Vouga, em toda a sua extensão: entre Aveiro e Serenata do Vouga, e entre Albergaria-a-Velha e Espinho. De repente, bem antes de mais explicações e informação por parte do Governo, uma grande parte da comunidade, à qual se juntou a vertente política, iniciou um processo crítico quanto à medida tomada pelo actual governo, como se não houvesse amanhã.
O primeiro aspecto a reter é que, num ápice, toda a gente (cidadãos, autarcas, políticos, partidos) veio para a “praça pública” defenderem a Linha do Vouga e mostrarem a sua indignação para com o encerramento da histórica (e pouco resta para além disso) linha do Vouguinha. Infelizmente a realidade da ligação ferroviária era já conhecida há algum tempo. Por exemplo, em 2009, foi alvo de um estudo inicial de viabilidade (onde estive envolvido), entretanto inacabado, e que demonstrava a crueldade dos factos e dos números. Na altura, ninguém se preocupou com a linha e com o seu futuro. Infraestruturas degradadas, equipamento circulante obsoleto e em mau estado, péssima oferta de horários, estações e apeadeiros sem segurança e condições de utilização…
Fui, em tempos, utilizador muito regular da linha… Sou conhecedor, mesmo que limitado, da sua história, do seu papel social e ainda da sua ligação a Viseu. Embora reconheça a importância histórica e social da Linha do Vouga, e me entristece o seu eventual encerramento, a factualidade dos números e da conjuntura são determinantes e “cruéis”: por exemplo, entre Aveiro e Sernada, 610 mil passageiros num ano representam cerca de 1600 passageiros por dia, dando uma média de 46 passageiros por circulação (dados da CP). Valores que não viabilizam qualquer sustentabilidade de um serviço de transportes colectivos, face aos seus elevados custos de exploração (nem mesmo no transporte urbano de passageiros).
Por outro lado, excluindo os terminais de Aveiro e de Águeda (com maior número de passageiros) a realidade é que é diminuta a sua utilização ao longo do troço. A linha está estruturada fora dos espaços urbanos, sem condições de acessibilidade (veja-se o exemplo do apeadeiro em Azurva junto aos tanques) e compete, por exemplo entre Eixo e Aveiro, com a melhor linha de transportes urbanos da MoveAveiro que circula no interior das comunidades.
Participei num inquérito realizado em 2009, na Zona Industrial de Aveiro, junto das empresas aí sediadas, e eram inexpressivos os utilizadores, ou quem pretendesse ser, da infraestrutura ferroviária. A Linha do Vouga, desde os tempos da sua ligação a Viseu, foi sendo votada ao “abandono” e desinteresse. Não foram feitas nenhumas acções para a sua reestruturação ou viabilização. Aos poucos e poucos foi definhando sem que ninguém se insurgisse, até hoje (pese embora algumas campanhas quando alvo de anteriores tentativas de encerramento). E não houve empenho quer por parte da CP, quer do poder político, autárquico e das comunidades (numa responsabilidade comum). A Linha foi morrendo. E mesmo quando de se fala nos cerca de 3 milhões de euros investidos na automatização das passagens de nível, é bom que se saiba que este investimento faz parte de uma imposição europeia ao nível da segurança ferroviária.
O que importa agora é pensar no futuro da Linha do Vouga, concretamente no seu canal e nas suas infraestruturas.
Por exemplo, entre Carcavelos (Requeixo) e Aveiro a criação de um pista ciclável utilizando um canal excepcional e praticamente plano. Não só do ponto de vista do lazer mas, principalmente, como processo de mobilidade. Além disso, as Juntas de Eirol e Eixo podem reaproveitar os edifícios das estações para espaços públicos ou associativos.
Por outro lado, a Câmara de Aveiro tem agora uma oportunidade única para, finalmente, poder abrir ao trânsito a ligação entre Esgueira e o Túnel da Estação pela zona nascente da Avenida, inacabada há tempo demasiado.
Por fim, poderá ser esta uma argumentação válida para que Águeda e Aveiro reclamem a ligação rodoviária, sem cair no erro de ser em perfil de auto-estrada evitando-se custos acrescidos para os utilizadores (preferencialmente em trajecto “IC ou IP”).

Uma boa semana…
publicado por mparaujo às 14:49

Uma das imagens deste Governo de Passos Coelho e Paulo Portas (PSD/CDS), goste-se ou não do seu trabalho na gestão dos desígnios nacionais, é a transparência e o "falar verdade" sem fugir à realidade factual. Mesmo que se questionem os processos comunicacionais que deixam muito a desejar no que respeita à forma como são explicadas e justificadas as medidas e políticas aplicadas. Principalmente porque sempre que há uma declaração, uma conferência de imprensa, uma entrevista ou um debate, permanecem e restam, nos cidadãos, mais dúvidas (às vezes, demasiadas) do que certezas quanto à sustentação das iniciativas do Governo, bem como aos resultados futuros.
E estas dúvidas e incertezas começam a desaparecer, infelizmente não pela clareza das explicações ou das posições do Governo, mas pela falta de impacto concreto das políticas e medidas do Executivo PSD/CDS.

Tanta certeza e realismo no arranque deste mandato (o que levou a que a maioria dos cidadãos aceitassem as medidas de austeridade impostas, com alguma resignação), tem-se transformado, a pouco e pouco, em decepção e desilusão, e, nalguns casos, em "traição".

O ministro das Finanças, Vitor Gaspar, e do próprio Primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, referiram, por várias ocasiões, que em 2014 (ano a seguir ao tempo de duração do programa de financiamento a Portugal) o país encontrará o momento de viragem para sair da crise. Hoje o discurso é diferente: "Aperto do cinto vai continuar por mais alguns anos" (jornal Público); "a austeridade em Portugal vai continuar por mais alguns anos" (jornal I); "Passos diz que «aperto do cinto» vai continuar por mais alguns anos" (TSF).
Por outro lado, os cidadãos começam a ter alguma dificuldade em aceitar certezas quando se torna evidente que o que hoje é verdade, amanhã poderá ser mentira. Foi garantido que o imposto suplementar aplicado no subsídio de Natal de 2011 era uma medida temporária e que vigoraria apenas neste ano. A apresentação da proposta de Orçamento de Estado para 2012 trouxe outra "verdade". Serão retidos os 13º e 14º meses de vencimentos (subsídios de férias e natal), anunciados com a mesma certeza de serem temporários em 2012 e 2013. Pois a verdade é que tendem a ser temporariamente definitivos, ao contrário do que proclamado: "Passos diz que cortes nos subsídios são temporários até 2014, mas admite passagem a 12 vencimentos" (jornal Público).
E apesar de todos os elogios europeus e internacionais expressos por várias entidades e personalidades que, entre os adjectivos, apresentam o esforço português como um caso de eventual sucesso, o receio de falharmos cresce dia após dia, face à incerteza do futuro e ao impacto das políticas adoptadas, mesmo o acordo celebrado entre as partes (Portugal, BCE, FMI). Afinal Portugal pode precisar de mais fundos de funanciamento externo - "Portugal poderá precisar de mais 25 mil milhões de euros da troika" (jornal I) - e sente-se na eventualidade de negociar alguns termos do memorando de acordo com a Troika, apesar de todas as negações do Governo e contrariando muitas vozes que tinham alvitrado a hipótese: "Portugal vai propor ajustamentos ao memorando em Novembro".

Todas estas políticas de austeridade começam a ter um sabor a nada, a frustração e a desilusão... porque não são capazes de gerar confiança no futuro, de alterar o rumo dos acontecimentos, de melhorar a economia e o desenvolvimento do país.
É o mesmo que "trabalhar para aquecer" ou de "tapar o sol com a peneira".

publicado por mparaujo às 00:20

27
Out 11
Escrevi em "Sim, Senhor Presidente. Enfim..." a minha opinião e crítica sobre o erro crasso a atitude pública e a tomada de posição do Presidente da República sobre a proposta do Orçamento de Estado para 2012. Um verdadeiro tiro no pé, a questão pública da equidade fiscal...

Em "Que rico exemplo de equidade" contestei o despesismo da Presidência da República (Casa Civil, Casa Militar, mais assessorias) em tempos de crise e quando se contesta as medidas de austeridade, e se fazem discursos e se tomam posiçõe spúblicas carregadas de demagogias.

Aqui está o exemplo de austeridade, de poupança, de Equidade!  (mesmo que o título possa ser entendido como tendencioso).
"Olhem para o que eu digo, esqueçam o que eu faço"... Tristeza!

É certo (e sabido) que a verdadeira diplomacia económica tem custos. Mas trata-se de uma cimeira de dois dias, apenas, com a presença também do Primeiro-ministro.
No caso concreto, é curioso que ela seja feita pelo Presidente da República e não pelo Primeiro Ministro!!! E mais curioso ainda é sabermos que ela será feita por um mordomo e por um médico pessoais.
Ou, retendo a imagem da última deslocação aos Açores (em plena crise e debate sobre contas e buracos), a esposa do chefe da casa civil, dois fotógrafos, uma enfermeira, dois bagageiros e 12 seguranças (DOZE!!!!!!! - Passos Coelho leva, no máximo, 4).
publicado por mparaujo às 23:46

26
Out 11
"Correr o Fado" por Quórum Ballet
Teatro Aveirense
Sábado - 29 de Outubro - 21:30 Hm
(clicar na imagem para saber mais)
publicado por mparaujo às 22:42

O Teatro Aveirense recebe, no Sábado, dia 29 de Outubro, pelas 21.30 Hm, um excelente espectáculo de dança, tendo como "sustento" musical uma das marcas da identidade do povo luso: o Fado.


"Correr o Fado" por Quórum Ballet
Teatro Aveirense
Sábado - 29 de Outubro - 21:30 Hm

"Correr o Fado" é uma multiplicidade de movimentos, sons, sensações e sentimentos.
No palco, os bailarinos transmitem beleza e sensibilidade. Tudo o que os sentidos captam e o coração apreende.
Desmistifica-se e contraria-se a imagem saudosista e melancólica que o Fado carrega consigo.

Direcção Artística: Daniel Cardoso
Coreografia e cenografia: Daniel Cardoso
Bailarinos: Daniel Cardoso, Elson Ferreira, Filipe Narciso, Gonçalo Andrade, Inês Godinho, Inês Pedruco, Mathilde Gilhet e Theresa da Silva C.
Desenho de Luz: Paulo Correia

Preços:
12 Euros - 1ª Plateia
10 Euros - 2ª Plateia
8 Euros - Balcão

publicado por mparaujo às 22:35

25
Out 11
Está em curso um estudo do Governo para a reformulação do calendário de feriados…

Segue uma proposta para a Abolição de Feriados:

O primeiro feriado a ser anulado deve ser o do dia 25 de Dezembro, pois sem o respectivo subsídio não faz sentido comemorar tristezas!

Depois o 1 de Maio, uma vez que estamos praticamente com a maioria dos trabalhadores no desemprego, o Dia do Trabalhador fica praticamente sem expressão!

O 25 de Abril deve ser só considerado tolerância de ponto entre as 00:00 e as 07:00 da manhã!

O dia 10 de Junho, Dia de Portugal e das Comunidades, deve ser eliminado uma vez que quem manda nisto é a União Europeia!

O dia 1 de Dezembro – comemoração da Restauração da Independência, também deve ser eliminado já que voltámos a perdê-la quando aderimos à CEE e agora com a “invasão” da Troika.
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Contudo, devemos manter inflexíveis os feriados de 1 de Novembro, pois é o dia dos defuntos (já nos afundámos por completo) e o dia 5 de Outubro (Implementação da República) porque cada vez mais somos uma República das Bananas.
O dia do Entrudo (Carnaval) deve passar a figurar como feriado fixo, já que, se tristezas não pagam dívidas, ao menos um dia para nos alegrarmos.
publicado por mparaujo às 21:42

O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, e o secretário de Estado das Comunidades José Cesário, anunciaram que vão abdicar do subsídio de alojamento que, por lei, lhes foi atribuído.
Se à primeira vista estes actos seriam louváveis, a questão é que não passam de folclore político e demagogia balofa.
E não colhe a argumentação do "preso por ter e preso por não ter".
A verdade é que a lei não consegue determinar/apurar ou excluir as duplas residências. Daí que só o bom senso, a ética política e o sentido de Estado devessem predominar.
Mas a "outra" verdade é que se os factos não viessem a público, se não houvesse tanta contestação (por exemplo, nas redes sociais), os subsídios eram recebidos. É que os mesmos nem sequer deveriam ser aceites, quanto mais recusados. Porque essa recusa implicou um primeiro processo de atribuição, que se lamenta e condena. E foi isto que esteve sempre em causa.

Por outro lado, tal como em outras matérias, nomeadamente a questão das finanças públicas, da Troika e da crise, o PS faria melhor em manter algum distanciamento em relação ao processo... é que o caso Inês de Medeiros não é assim tão distante.
A menos que o Partido Socialista continue com uma curiosa falta de memória momentânea.
publicado por mparaujo às 00:15

24
Out 11
Referi no "Sim, Senhor Presidente. Enfim..." que entendia ter sido um erro crasso a atitude pública e a tomada de posição do Presidente da República sobre a proposta do Orçamento de Estado para 2012. Um verdadeiro tiro no pé, a questão da equidade fiscal...
Um dos pontos focados foi este: "Primeiro, Cavaco Silva não é neste momento exemplo para o país. Basta reparar nos elevadíssimos custos e despesismo na manutenção da casa Civil e Militar da Presidência da República".
Não poderia ser ter surgido melhor sustentação para o argumento que utilizei:
 Falar é fácil... cumprir, fazer, ser exemplo é que custa...
publicado por mparaujo às 23:47

23
Out 11
Está a terminar o prazo para as inscrições para o Concurso “Aveiro Jovem Criador 2011”. As áreas a concurso são a pintura, escultura, escrita, fotografia e arte digital.

O limite para a recepção das inscrições é até ao próximo dia 28 de Outubro de 2011.

O concurso “Aveiro Jovem Criador”, instituído pela Câmara Municipal de Aveiro e da responsabilidade da Divisão da Juventude da autarquia aveirense, vai já para a sua 12ª edição e tem como objectivo promover a participação de jovens artistas nas áreas da pintura, escultura, escrita, fotografia e arte digital, e o reconhecimento de novos talentos que se destaquem pela apresentação de trabalhos originais e inéditos.
Será atribuído, em cada área, o prémio no valor de mil euros, podendo ser concedidas menções honrosas.
O “Aveiro Jovem Criador” destina-se a jovens com o gosto pelas artes e com idades compreendidas entre os 18 e os 35 anos.



Mais informações na Casa Municipal da Juventude de Aveiro, de segunda a sexta-feira, das 9.30 às 12.30 horas e das 10.30 às 18.00 horas.
publicado por mparaujo às 23:36

É perfeitamente aceitável que, em tempos de crise, a cultura e os espectáculos/eventos não sejam considerados bens essenciais. Nem tão pouco mais ou menos.
Mas também não deixa de ser um facto que, em situações de crise, de recessão, de redução de custos nas famílias, o sector cultural seja o mais penalizado (menos livros, menos filmes, menos teatro, menos cinema, menos futebol, menos concertos musicais).
A par disto tudo é, por isso mesmo, questionável a opção do Governo em aumentar o IVA no sector cultural, de 6% para 23%. São questionáveis os efeitos práticos e as mais-valias da opção. Antes pelo contrário. Já em situações normais, os cidadãos, por opção própria, desinvestem em cultura e espectáculos. Se a isso acrescentarmos um agravamento do preços, as receitas serão, por oposição, muito reduzidas, porque o consumo cairá abruptamente.
Mas nesta questão há mais.
Tal como o fiz com o ministro do Ensino, Nuno Crato, também me congratulei com a escolha de Francisco José Viegas para Secretário de Estado da Cultura deste governo.
Principalmente pelo seu percurso cultural e por ser um escritor com presença destacada na biblioteca doméstica.
E se tudo apontava para a concretização das expectativas, eis que Francisco José Viegas dá um verdadeiro tiro no pé. E descobre a "pólvora"... é que não há uma cultura; há, pelo menos, duas culturas.
Uma que pode ser penalizada e desprezada, como é o caso dos museus, do teatro, da música, do cinema. Até posso dar de "barato" o desporto e outros eventos.
Mas porque razão os livros hão-de ser diferentes?! Desde quando um livro é mais importante ou precioso que um cd de música ou um excelente filme em dvd?!
Porque é que uma visita a um museu ou uma peça de teatro hão-de ser considerados valores culturais de menor importância?!
Ahhhh... percebe-se. Francisco José Viegas é escritor e editor da Quetzal!!!
Mal... Grave! Muito grave! E decepcionante...
publicado por mparaujo às 18:59

Na última década, a procura justiceira por garantir uma determinada liberdade em vários pontos do planeta foi, essencialmente, marcada pelo envolvimento de parte da comunidade internacional e da ONU numa relação de forças com a Al Qaeda (Bin Laden) e Iraque (Sadam).
Para além disso, mantém-se historicamente a relação de forças e o conflito latente entre Israel e Palestina, sem resolução previsível.
Mais recentemente, esta cruzada pela libertação dos povos da tirania terminou com o caso Líbia e com a captura e morte de Muammar Kadhafi (embora seja de prever que, apesar dos acontecimento e do júbilo, muita instabilidade e conflitualidade ainda está para surgir na Líbia pós-Kadhafi).
O mais curioso neste processo de libertação da humanidade é a hipocrisia e os interesses escondidos, e a ingerência selectiva na história de alguns países, sempre com a bandeira justiceira hasteada com o símbolo da ONU, da NATO, por influência directa das últimas e actual Administrações Americanas.
Primeiro, o sentimento de vingança pelos atentados 11 de Setembro (compreensível mesmo que questionável, já que se sabe que violência gera violência), com a declaração de guerra ao inimigo público nº1 dos americanos (extensível aos espanhóis e ingleses, após os respectivos atentados da Al Qaeda).
Segundo, a falhada argumentação das armas de destruição "escondidas" em território iraquiano e a sustentação de que o regime de Sadam era a fonte e o apoio directo à Al Qaeda justificaram a invasão do território, a imposição de novas forças governativas.
Terceiro, a importância geoestratégica e geopolítica que Israel tem para os Estados Unidos na correlação de forças e presença na região é inquestionável. Daí o adiar permanente da resolução do conflito, que tem mais de político do que histórico, com a Palestina.
Quarto. Por último, após várias agitações sociais na região - a Primavera Árabe - que começaram na Tunísia no final de 2010 e início de 2011, e passaram por Marrocos, Egipto, Síria, entre outros, terminando, esta semana, na Líbia com a morte de Kadhafi. Não deixa de ser um facto relevante a determinação do povo em se libertar de décadas de opressão, perseguição, mortes, ausência de liberdade e democracia. Os povos sentiram espaço social, público e político, e aproveitaram a oportunidade para exprimirem o seus gritos do "Ipiranga".
Mas há, inquestionavelmente, uma clara hipocrisia na fundamentação de toda esta cruzada pela libertação dos "oprimidos". Ou por razões políticas, ou por razões geoestratégicas, ou, acima de tudo, por razões económicas, principalmente relacionadas com o petróleo.
Porque não actuam a ONU, a NATO ou os Estados Unidos, na Coreia do Norte ou em muitos recônditos da Ásia (como foi, por exemplo o caso da Indonésia vs Timor)? Porque, ao fim de tantos e tantos anos, África continua a ser esquecida, abandonada e ignorada?
No caso da Líbia, tal realidade é gritante. Kadahfi serviu, em pleno regime ditatorial e de terror, diversos interesses europeus (desde a França a Portugal) e internacionais. Independentemente da situação interna do país, todos os olhares internacionais se fechavam face aos interesses económicos. Quando esse ficaram postos em causa, o "amigo" controverso passou de cerca de 40 anos para, em seis meses, um dos ditadores mais cruéis da história da humanidade. Tal como o interesse na "democratização" do Iraque.
E mais hipócrita se torna esta ingerência nos processos sociais de alguns países que o "day after" se torna tão convulsivo como o processo de "libertação". Veja-se o caso da Tunísia que vai hoje a votos mas onde a desilusão impera, com a intenção de grande parte dos jovens que deram início à revolta popular nem sequer participarem no processo eleitoral face à crise económica, ao desemprego e ás dúvidas quanto ao futuro político do país.
Provavelmente, a "Primavera Árabe" necessitará ainda de um Verão ou Outono para se consolidar.
Espera-se que de forma mais pacífica e livre de interesses obscuros.
Nota final: independentemente do que tenha sido o "reinado" déspota de Muammar Kadhafi, o resultado final, a forma como lidaram com a captura do ditador mancha, e de sobremaneira, todo o esforço para libertar a Líbia. A execução sumária e bárbara do ex-líder líbio não é, em nada, diferente das execuções sumárias do regime. Não foi um acto de combate, de confronto, foi um acto desprezível e de pura vingança. A lei abominável do "olho por olho, dente por dente".
publicado por mparaujo às 01:02

22
Out 11
O Governo entregou, na Assembleia da República, a proposta do Orçamento de Estado para 2012.

Os principais documentos estão disponíveis aqui:


2. Proposta de Lei do Orçamento de Estado 2012, para discussão e aprovação na Assembleia da República.


Boas leituras...
publicado por mparaujo às 23:24

21
Out 11
(fonte: Público online - Pedro Vilela/arquivo)
A jornalista Cristina Ferreira, do jornal Público, venceu o primeiro Prémio em Jornalismo Económico, instituído pela Ordem dos Economistas.

O prémio foi criado este ano pela Ordem dos Economistas e, segundo o seu regulamento, tem como objectivo premiar o jornalista que "melhor contribuiu, com trabalhos publicados ou difundidos nos órgãos de comunicação social portugueses, para um jornalismo económico de referência e de excelência".

O Prémio foi atribuído por unanimidade, sendo o júri composto pelo Bastonário da Ordem dos Economistas, Rui Leão Martinho (presidente), por Jacinto Nunes, João Salgueiro, Fernando Teixeira dos Santos e Miguel Beleza.

A cerimónia de entrega decorreu ontem, dia 20 de Outubro, no âmbito do Congresso Nacional dos Economistas.
publicado por mparaujo às 16:21

Mesmo com a crise e com a estante cheia (alguns já empilhados no chão) era de muito bom grado o aumento patrimonial cultural:

"O Retorno" de Dulce Maria Cardoso (Tinta-da-China)
Por razões pessoais e familiares...
Um olhar cru e irónico, distante do ideológico, sobre a face trágica da descolonização portuguesa entre 1975 e 76.









"A Baía dos Tigres" de Pedro Rosa Mendes (D.Quixote)
Uma travessia do continente africano (a começar em Angola) descrita a partir das histórias de heróis anónimos, habitantes dos limites da vida e, também, monstro.
Prémio de Ficção do Pen Clube em 2000






Prémio reconquistado este ano com a "Peregrinação de Enmanuel Jhesus" (D.Quixote).
O Autor reinventa, nesta Peregrinação de Enmanuel Jhesus, um espaço nobre da literatura portuguesa, de Fernão Mendes Pinto a Ruy Cinatti: o arquipélago malaio onde as caravelas chegaram há exactamente 500 anos. Passagens de história, memórias políticas, cadernos da guerrilha, tratados breves de diplomacia, debates teológicos, artes marciais, cartografia antiga, observações de botânica, notas de geologia, ritos de sagração, sortes tauromáquicas e um fado perdido.
Prémio de Ficção do Pen Clube em 2011



Gonçalo M. Tavares, o escritor angolano que Aveiro acolheu e apadrinhou, não precisa de muitas apresentações.
É, por isso, muito interessante esta colectânea de obras do Gonçalo M. Tavares, com o título de "O Bairro I e II" (Caminho).
O Pack 1 é composto por cinco livros: O Senhor Valéry; O Senhor Henri; O Senhor Juarroz; O Senhor Breton; e A Entrevista e O Senhor Kraus.
O Pack 2  é composto por 5 livros: O Senhor Calvino; O Senhor Brecht; O Senhor Eliot e As Conferências; O Senhor Swedenborg; e As Investigações Geométricas e O Senhor Walse.


publicado por mparaujo às 01:06

20
Out 11
José Manuel Fernandes lançou o seu mais recente livro: "Liberdade e Informação", numa edição da Fundação Francisco Manuel dos Santos.
Neste seu ensaio, o ex-Director do jornal Público (para mim há-de ser sempre "o Director") reflecte sobre a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa como sendo valores que, mesmo consagrados formalmente como direitos universais do Homem, continuam a ser objecto de vivas controvérsias, bem como de inaceitáveis atropelos.
Daí que José Manuel Fernandes entenda ser relevante e premente importa defender o jornalismo profissional e independente, porque este desempenha um papel central no equilíbrio dos sistemas nas democracias modernas.
Neste sentido, é interessante a entrevista que o jornalista concedeu ao jornal "i". Uma análise, mesmo que sumária à questão da liberdade de informação, à sustentabilidade do jornalismo, o peso do factor económico na comunicação social, o serviço público. Até aqui só tenho de concordar com a visão da realidade de José Manuel Fernandes.
Mesmo concordando (até porque referência pessoal) com quase todo o pensamento de José Manuel Fernandes, a verdade é que "esbarramos" no que respeita à RTP e ao seu eventual processo de privatização.
Principalmente quando o jornalista refere que "fechava a RTP informação já amanhã".
É que os argumentos não me convencem, neste caso. Já o defendi publicamente que acho uma perda de uma excelente oportunidade de reestruturar significativamente a RTP aquando do "maning" da RTP N para RTP i. Mas não como defende José Manuel Fernandes. Não vejo qual seja o problema da RTP ter um canal noticioso, mesmo que já existam dois privados. Pela mesma ordem de ideias, os outros canais já têm desporto, filmes, debates, concursos, manhãs e tardes (esquisitas), ... .
A minha opinião, repito-a, é a de que a RTP perdeu uma excelente oportunidade de proceder à fusão da RTP2 e RTPN num novo canal, reforçando qualidade, alternativa, conteúdos, informação, verdadeiro serviço público.
Na minha opinião... "Eu fechava amanhã a RTP1".
(alguma vez tinha de discordar do Mestre)
publicado por mparaujo às 22:38

Primeiro, a declaração de interesses: fui e sou crítico em relação a algumas medidas da proposta de Orçamento de Estado para 2012, tal como aqui o expus em "Orçamento do descontentamento", em "A propósito do Orçamento... mais desilusão" ou em "A ler os outros... Pedro Guerreiro".
Acho que falta apostar em medidas alternativas e menos penosas para os mesmos contribuintes de sempre. Mas, de facto, são opções. E como dizia o primeiro-ministro no debate de sexta-feira, o "as medidas são minhas, mas o défice não é meu".
O que é perfeitamente incompreensível é a posição do Presidente da República ao criticar a proposta do Orçamento de Estado para 2012, de forma inesperada, veemente, fora do relacionamento institucional que se impunha, em plena discussão parlamentar, e numa altura de alguma (muita) sensibilidade social, transmitindo uma péssima imagem para o exterior.
Cavaco Silva considerou, publicamente, que a suspensão dos 13º e 14º meses de salários (subsídio de férias e de natal) da administração pública e dos pensionistas viola um princípio básico de equidade fiscal (mesmo que tal seja questionável) e questionou a inexistência de um limite para os sacrifícios.
E a infelicidade de tais declarações expressa-se nos seus sete pecados mortais:
Primeiro, Cavaco Silva não é neste momento exemplo para o país. Basta reparar nos elevadíssimos custos e despesismo na manutenção da casa Civil e Militar da Presidência da República (ou, outro exemplo, a questionável recente viagem aos Açores e todo os encargos com tais deambulações presidenciais). A propósito da região autónoma, foi deveras preocupante e significativo o silêncio presidencial sobre as contas públicas da Madeira. Coerências, portanto...
Segundo, Cavaco Silva tem todas as condições para estabelecer canais preferenciais e eficazes com o Governo. Deveria ser a via institucional a preferencial.
Terceiro, tal como afirma, Cavaco Silva, apesar da mudança governativa, diz que não mudou de opinião. Mas é curioso que, se no passado a tinha, não a utilizou da mesma forma, no que se refere aos anteriores orçamentos. E não se trata de um documento ou medida política governativa qualquer. É tão só o principal instrumento governativo.
Quarto, com as declarações de hoje, Cavaco Silva condicionou, directa e intencionalmente, toda a discussão em torno do orçamento, bem como a sua votação.
Quinto, num momento sensível de contestação social, Cavaco Silva em vez de ser, por inerência do cargo, um pólo agregador, tornou-se, hoje, num foco destabilizador.
Sexto, se Cavaco Silva não mudou de opinião quanto à questão da equidade fiscal e dos sacrifícios, já no que respeita ao cuidado com a imagem externa, face à "sensibilidade" dos mercados financeiros, tudo parece ser, agora, diferente.
Sétimo, com esta posição, aprovado o Orçamento de estado para 2012 nos moldes em que a proposta o apresenta, Cavaco Silva tem um grave problema político de consciência para resolver (se é que isso lhe faz alguma diferença): só tem um caminho de Coerência Política que é vetar o Orçamento 2012.

Para quem afirmava que nunca tinha dúvidas e raramente se enganava... Enfim!!!
Claramente... a birrinha de criancice escolar: fizeste-mas, vais pagá-las. Cavaco, quando Primeiro-ministro, nunca perdoou Passos Coelho enquanto presidente da JSD.

Nota final: é curioso ver como a política tem uma memória extremamente curta. Num passado muito, mas mesmo muito, recente o Partido Socialista dizia "cobras e lagartos", vociferava a plenos pulmões, "caía o Carmo e a Trindade", sempre que o Presidente da República vinha a terreno expressar a sua opinião. agora é ver os socialistas a fazerem a festa, baterem palmas, deitarem os foguetes e ainda apanharem as canas, com estas declarações presidenciais. É triste e vergonhosa a política!
publicado por mparaujo às 01:17

19
Out 11
(clicar na imagem para mais informação)
Enquadrado no programa de comemorações do VIII Aniversário da Reabertura do Teatro Aveirense, a sala nobre da cultura aveirense recebe o Grande Concerto da Orquestra Sinfónica Portuguesa, do Teatro Nacional de São Carlos, dirigida pela maestrina Rachel Segal.
O concerto terá lugar na sexta-feira, 21 de Outubro, pelas 21h30.

publicado por mparaujo às 22:07

Concerto Orquestra Sinfónica Portuguesa

Enquadrado no programa de comemorações do VIII Aniversário da Reabertura do Teatro Aveirense, a sala nobre da cultura aveirense recebe o Grande Concerto da Orquestra Sinfónica Portuguesa, do Teatro Nacional de São Carlos, dirigida pela maestrina Rachel Segal.

O concerto terá lugar na sexta-feira, 21 de Outubro, pelas 21h30.

A formação constituída por alguns dos elementos da Orquestra Sinfónica Portuguesa leva ao público do Teatro Aveirense algumas das mais belas páginas escritas para ensembles de cordas desde o período barroco até ao século XX. Estão representados neste programa países como a Noruega, a Alemanha, a Hungria, os EUA e a Rússia.

Programa:
- Holberg Suite, op. 40, Edvard Grieg
- Canon em Ré Maior para cordas, Johann Pachelbel
- Danças Populares Romenas, Béla Bártok
- Adagio para cordas, Samuel Barber
- Serenata em Dó Maior para cordas, op. 48, Piotr Ilitch Tchaikovski

Preços:
12 Euros - 1ª Plateia
10 Euros - 2ª Plateia
8 Euros - Balcão


publicado por mparaujo às 21:52

Publicado na edição de hoje, 19.10.2011, do Diário de Aveiro.

Preia-Mar
Há vida para além do défice…


Esta é uma frase bastante badalada desde há anos mas que vem à memória colectiva sempre que se discute orçamentos, contas, crises, finanças e economia. Na actual agenda política onde o Orçamento do estado, a crise e as contas públicas marcam o dia-a-dia do país, a frase não poderia parecer mais fora do contexto. No entanto, sem pretender desviar os “olhares” e as “emoções” da verdadeira realidade e o futuro próximo do país, entendo ser oportuno fazer uma “pausa” e deslocar as atenções para outras vertentes e existências do nosso quotidiano. Veja-se o caso de Aveiro, de forma, mais ou menos, telegráfica, no que toca à mobilidade e à economia.
No final do mês de Setembro o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, anunciou (mais tarde apresentado oficialmente) o programa nacional de transportes. Neste programa está incluída a reformulação do projecto TGV para dar preferência ao transporte misto (passageiros e mercadorias, adoptando a bitola europeia, o que significa alargar os seus “horizontes”. Face ao esforço na concretização de estruturas importantes para o desenvolvimento da economia da região, como são o caso do Porto de Aveiro, a plataforma logística de Cacia, a instalação da futura fábrica das baterias Nissan/Renault, o alargamento da fábrica da Portucel, entre outros, é significativo para a renovação da importância e peso de Aveiro e da região, na centralidade do país, que seja contemplada com uma das ligações agora previstas para a Alta Velocidade, ligando Aveiro a Salamanca. Mas não há bela sem senão.
 É que a semana iniciou-se com uma machadada na mobilidade e acessibilidade de e para Aveiro. Apesar do ministro Miguel Relvas, a propósito da reforma da administração local, defender a intermunicipalização e o redimensionamento dos serviços, o plano nacional de transportes prevê o encerramento da totalidade da Linha do Vouga (ramal Aveiro-Águeda-Macinhata e Albergaria-Oliveira de Azeméis-S.João da Madeira-Espinho).
No caso do ramal Aveiro – Águeda é sabido que os baixo níveis da procura criavam, ano após ano, dificuldades de sustentabilidade do serviço de exploração (confinado, essencialmente aos movimentos na estação de Aveiro e de Águeda, e com expressão muito reduzida, por exemplo, no concelho de Aveiro, entre Eirol e a cidade). Mas se esta era aliás uma realidade já por diversas ocasiões tornada pública, nomeadamente, em alguns estudos técnicos, deveria ter havido uma preocupação mais célere em “atacar” o problema e projectar o futuro da linha do Vouga. Mas o tempo passou e a realidade foi-se agudizando, empolgada com o agravamento da crise.
Mas a verdade é que é chegada a altura, eventualmente pelas piores razões, de se pensar o futuro da linha do Vouga. Não só no que respeita à sua realidade física, à sua história, mas igualmente no que concerne à sua vertente social e económica, ou seja, às alternativas de mobilidade e acessibilidade dos cidadãos que se deslocam, ao caso, entre Aveiro e Águeda. Seja por razões laborais, profissionais, comerciais, escolares ou, simplesmente, de lazer.
É que não encontrar alternativas válidas e eficazes, significa um definhar de um eixo social e económico demasiado importante para a região como é a ligação de Aveiro a Águeda.
Face à conjuntura económica, às medidas de austeridade e à redução de transferências de verbas para a administração local (menos cerca de 116 milhões de euros no Fundo de Equilíbrio Financeiro e menos cerca de 13 milhões de euros no Fundo Social Municipal) é muito pouco provável que o Governo pondere, positivamente, a construção do eixo rodoviário Aveiro-Águeda.
Desta forma, a mobilidade entre estas duas cidades fica agora condicionada e reduzida ao “pesadelo” das estradas nacionais e à debilidade da alternativa através do transporte rodoviário público.
publicado por mparaujo às 18:57

18
Out 11
Por isso é que me parece cada vez mais consistente a necessidade de uma austeridade (mesmo que com outras medidas) que coloque as contas públicas na ordem e desenvolva a economia nacional.
E a razão é simples... embora para muitos a memória seja, cada vez mais, selectiva e tenda a esquecer rapidamente cada passado mais recente!

Como é que um país pode ser tão displicente e negligente com o bem público, com a ética, com a moral e com o profissionalismo?
Como é que alguém ainda pode defender o indefensável, por exemplo o Serviço Nacional de Saúde?!

Três factos mais que preocupantes, merecedores de profundo repúdio e indignação:



(fonte: Diário de Notícias online) 
publicado por mparaujo às 23:09

(fonte: dn online)
O Correio da Manhã publicou, no passado dia 16 de Outubro, uma notícia onde retrata as remunerações da entidade reguladora da comunicação social - ERC.

Aliás, nunca nenhum órgão de comunicação social, seja qual for o meio (jornal, televisão ou rádio) publicou tanta informação e notícia sobre a ERC como o Correio da Manhã, ao ponto de me atrever a afirmar, mesmo sem as "contas feitas", que este jornal sozinho terá publicado tantas ou mais notícias sobre a ERC que todos os outros órgãos de comunicação social juntos. 

E não será muito difícil de confirmar... se fizermos no site do Correio da Manhã uma pesquisa por "ERC" obteremos 765 resultados!!!! Lembremos que a ERC foi constituída/criada em 2006.

Mas tal como em muitas outras notícias, o rigor, a deontologia e a consciência da verdade informativa é, parafraseando a "moda", uma cena que ao jornal (e alguns jornalistas) não lhe assiste.
E esta é, tão somente, mais uma "história"...
De facto, errar é humano... insistir no erro é incompetência ou intencionalidade!



Duas notas à margem:
1. foi com muita honra que recebi, no dia 15 de Outubro, das mãos do ainda Presidente da ERC o certificado de conclusão do Curso Pós-Graduação em Direito da Comunicação, na Faculdade de Direito de Coimbra / Instituto Jurídico da Comunicação.
2. nutro pelo director-adjunto do Correio da Manhã, Eduardo Dâmaso uma significativa admiração profissional, sendo de lamentar que não esteja noutro órgão de comunicação social.
publicado por mparaujo às 21:59

17
Out 11
O Director do Jornal de Negócios, Pedro Santos Guerreiro, tem, na edição de hoje (publicado no site do jornal), um interessante artigo sobre os cortes do orçamento de Estado para o ano de 2012, no que diz directamente respeito aos funcionários públicos e da administração local.

Só por si, o título é deveras interessante: "Missionários públicos".

A ler...
publicado por mparaujo às 22:10

16
Out 11
publicado por mparaujo às 20:57

O projecto tem a sua origem no primeiro trimestre de 2010 e desencadeou uma polémica com os moradores e simpatizantes do Bairro do Alboi, sensivelmente desde Maio do ano passado.
Entre reuniões públicas, contestação popular, artigos de opinião, vídeos e críticas nas Redes Sociais, a Autarquia, mesmo que a determinada altura com oposição dos vereadores do CDS.PP (à data, Miguel Fernandes e Maria da Luz Nolasco), foi mantendo o projecto e a sua concepção/visão sobre a reabilitação de um dos espaços mais típicos. E fê-lo assumidamente... até à semana passada.
Por algumas vezes referi que em nada me repugnava qualquer solução para o Bairro, desde que fosse efectuada uma reabilitação urbana eficaz e coerente, algo que o bairro necessita urgentemente. E sempre afirmei que não há uma única verdade, nem um único conceito válido em termos de arquitectura e planeamento do espaço público urbano. Ou seja, fossem os moradores do Alboi, movimentos cívicos ou a autarquia a apresentar propostas, qualquer uma seria válida, desde que responsável. O mesmo poderá ser questionável para a ponte pedonal do Canal Central ou a que ligará os dois espaços verdes: Parque Infante D. Pedro e Baixa de Sto. António (até porque intervenções distintas).
Deste modo, após mais de ano e meio a defender um projecto, diga-se com "unhas e dentes", o Executivo abandona a sua ideia original para aprovar, apenas com uma abstenção, alternativa ao atravessamento do bairro.
O que terá mudado?! desconheço e, sinceramente, não me suscita muita curiosidade... até porque, após o desfecho, a minha inquietação é outra. E essa, sim. Preocupa-me deveras...
Boa sorte para o Alboi.
publicado por mparaujo às 17:21

Publicado na edição de hoje, 16.10.2011, do Diário de Aveiro

Entre a Proa e a Ré
Orçamento do descontentamento…

Pode não ser indignação, mas é, com certeza um sabor a decepção e desilusão.
Na passada quinta-feira, o Primeiro-ministro apresentou, publicamente, as linhas principais da proposta de Orçamento do Estado para o ano de 2012.
A bem da verdade, sejamos honestos. Portugal vive momentos muito complicados, gravíssimos do ponto de vista da sustentabilidade e da sobrevivência social e económica, face aos erros, exageros, à irresponsabilidade dos últimos anos. Isso é um facto. Outro, tem a ver com a contingência e a obrigatoriedade de novo rigor e consolidação orçamental, do cumprimento das metas impostas e do memorando da ajuda externa.
Chegou, pois, a hora da verdade, do rigor, do sentido de responsabilidade e da transparência da acção governativa. E era isto que se esperava da actuação do Governo de Passos Coelho. Foi por isto que uma grande parte dos portugueses, no dia 5 de Junho de 2011, penalizou a acção de seis anos do governo de José Sócrates. Pelo cansaço da ilusão, da falta de transparência, do irrealismo, da manipulação da realidade factual. E muitos fizeram a sua opção face a uma proposta e a um projecto diferenciado e carregado de esperança para Portugal. Mudança dos paradigmas da gestão governativa, maior justiça e responsabilidade social, menos Estado e melhor Estado, maior credibilidade política. À mensagem de que era possível salvar o país sem que os portugueses fossem mais penalizados, sem aumento de impostos, sem penalização para as empresas, de uma gestão rigorosa, verdadeira e transparente, um elevado número de portugueses responderam, com o voto, positivamente.
Passados quatro meses a questão que importa colocar é se os portugueses que votaram neste governo mantêm a sua confiança.
Face à realidade que se conhecia e acrescida do desvio “colossal” de cerca de três mil milhões de euros posteriormente apurado, os portugueses foram aceitando as primeiras medidas de austeridade sempre com a perspectiva que o governo, mais cedo ou mais tarde, as complementasse com políticas de desenvolvimento económico e na redução das “gorduras” do Estado (as verdadeiras, mesmo que fosse o papel higiénico, os lápis e as borrachas, a energia, as comunicações, os privilégios governativos e parlamentares, das chefias e dos gestores públicos pagos principescamente para “afundarem” as empresas públicas que gerem, a diminuição do tecido empresarial do Estado, a reforma administrativa local, os investimentos megalómanos e insustentáveis, entre muitos outros). Mas de forma concreta e prática, e não num conjunto de intenções que, teimosamente, demoram demasiado tempo a serem concretizadas.
É que mês após mês, promessa de calendário atrás de calendário, sempre que o ministro das Finanças se preparava para sossegar e transmitir um sinal de confiança e de esperança aos portugueses, surgia mais um conjunto de medidas de austeridade sempre do lado da receita e com o sacrifício exigido aos cidadãos (aos mesmos de sempre). Uma atitude que se assemelhava perigosamente da crítica e condenação do PREC atrás de PREC da era socialista. 
A esperança estava reservada para o anúncio do Orçamento do Estado para 2012. Esperança rapidamente transformada em desilusão e frustração poucos minutos após Pedro Passos Coelho iniciar o seu discurso.
As principais medidas eram mais do mesmo, agora em formato agravado e mais penalizadoras. Mas pior ainda, sempre do lado do sacrifício dos cidadãos (desta vez de forma não “universal”; com penalização acrescida para os funcionários públicos). Entre as medidas, podem-se destacar, pela sua relevância: a eliminação, em 2012 e 2013 dos subsídios de Férias e de Natal para os funcionários públicos (e similares) que aufiram vencimentos mensais superiores a mil euros, bem como a todos (público ou privados) os reformados; redução em 50% do valor a pagar pelas horas extraordinárias; alteração considerável nos bens taxados em sede de IVA, como por exemplo a restauração, mesmo que mantendo um conjunto de bens essenciais; permissão para o alargamento do horário laboral em meia-hora diária, sendo esta uma medida de extrema controvérsia e de resultados duvidosos; eliminação dos benefícios fiscais sobre a saúde, educação e habitação, em sede de IRS, para os dois escalões mais elevados e diminuição dos limites nos outros escalões; agravamento da taxa de IMI; diminuição da prestação social do subsídio de desemprego.
Acrescem a estes as medidas que os portugueses esperavam ver explicadas e concretamente anunciadas e que, mais uma vez, ficaram-se por um conjunto de intenções sem nada específico ou concreto: cortes “muito substanciais”na Saúde e na Educação (quais, quanto e como?); “profunda reestruturação” do sector empresarial do Estado (quais, quando e como?); a reforma da administração local, ainda em fase de estudo e análise. Em relação às obras públicas, aos investimentos públicos, muito pouco, ou quase nada, se sabe.
Se a aplicação de medidas (a tal relação: um terço da receita face a dois terços da despesa) é inevitável e expectável, o que restam imensas dúvidas e frustrações é na tipologia das medidas aplicadas e no incumprimento das promessas feitas em campanha e no início da governação, principalmente no que diz respeito à tão badalada “gordura” do Estado que se confina apenas aos salários e às reformas, ou seja, sempre penalizando os cidadãos e as famílias, sem capacidade de apresentação de medidas corajosas ao nível da gestão pública.
De fora de todo este processo fica a necessidade de potenciar e alavancar uma economia débil que urge complementar às políticas de austeridade, sob pena de o país perder toda a sua futura sustentabilidade.
Tomando as palavras do Primeiro-ministro no debate na Assembleia da República, da passada sexta-feira, é certo que, embora o défice não seja da sua responsabilidade, são, como afirmou, da sua autoria as medidas aplicadas. E são estas que estão em causa e em julgamento pela comunidade. 
E não colhe, junto de muitos portugueses, o argumento de que Pedro Passos Coelho não imaginaria encontrar um país neste Estado. Foi dentro desta realidade que se candidatou, que se apresentou aos portugueses como alternativa capaz de superar as dificuldades, tendo inclusive participado na elaboração do memorando com a Troika. E para isso teve ainda cerca de ano e meio para criar uma equipa capaz e preparar um conjunto de políticas e medidas eficazes. Não se sentia capaz, não avançava. 
Podendo recuar um pouco mais no tempo, poderia ter ainda deixado o lugar a uma preferência, também significativa, no interior do PSD: Paulo Rangel. Há quem não esqueça… 
Assim como há muitos portugueses que, não se sentindo indignados, no mínimo sentem-se desiludidos e decepcionados.

Uma boa semana… se ainda for possível.
publicado por mparaujo às 08:28

15
Out 11
Antecipando o meu artigo de opinião para a edição de amanhã do Diário de Aveiro, oportunidade para ler com interesse e atenção, com uma reflexão muito clara sobre "murro" no estômago que os portugueses levaram na passada quinta-feira, ao jantar.

A "Actualidade em três tempos" do director do Diário de Notícias, João Marcelino.

e

"Rasgar o contrato de confiança", do jornalista Nuno Saraiva, também do Diário de Notícias.
publicado por mparaujo às 23:15

13
Out 11
Teatro Aveirense
Domingo, dia 16 de Outubro, 11.00 Hm.

O Moliceiro na Ria de Aveiro - oficina de teatro

(clicar na imagem para saber mais)
publicado por mparaujo às 14:54

Teatro Aveirense
Sábado, 15 de Outubro, 21.30 Hm.
A Rulote 
(clicar aqui para mais informações)
publicado por mparaujo às 14:42

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