Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

29
Mar 12
Neste sábado, dia 31 de março, na Casa da Imprensa, a partir das 14.45 horas, o "Fórum de Jornalistas" promove as duas primeiras sessões de debates sobre "Jornalismo em tempos de crise".

O primeiro painel debaterá o tema "Gerir jornais numa era de declínio. Uma missão impossível?" que terá como intervenientes: José Azeredo Lopes (ex-presidente da ERC); José Manuel Fernandes (ex-director do Público); Pedro Norton (vice-presidente da comissão executiva da Impresa); Pedro S. Guerreiro (director do Jornal de Negócios). Como moderador: Manuel Esteves.

Às 17.00 horas altura para abordar o tema "A informação ainda é um bom negócio?", com a presença de André Freire Andrade (presidente executivo da Carat Portugal e Espanha); Francisco Pinto Balsemão (presidente do conselho de administração e maior accionista da Impresa); Rui Borges (ex-jornalista que lançou projectos empresariais na área dos media). Como moderador: Bruno Faria Lopes.

O Fórum de Jornalistas é um grupo de profissionais da comunicação social nascido no final de 2011, num contexto de crescente instabilidade e degradação das condições de trabalho nas redacções.
O Fórum de Jornalistas assume-se assim como um espaço de reflexão sobre os fundamentos da profissão. É um grupo de jornalistas, pensado para jornalistas e profissionais da comunicação, mas que vive na esperança que os leitores, ouvintes e espectadores se interessem pelos complexos desafios que são, afinal, de interesse colectivo.
Os membros fundadores do grupo: Nuno Aguiar, João Ramos de Almeida, Sérgio Aníbal, Rute Araújo, Joana Bastos, Filipe Paiva Cardoso, Rui Catalão, Vítor Costa, João d’Espiney, Manuel Esteves, Vitor Ferreira, Susete Francisco, Rui Peres Jorge, Ana Kotowicz, Filomena Lança, Bruno Faria Lopes, Sofia Lorena, Alexandra Machado, Raquel Martins, Elisabete Miranda, Luis Reis Ribeiro, Paulo Pena, Catarina Almeida Pereira, Ana Suspiro.

publicado por mparaujo às 23:39

Paulo de Carvalho comemora, este ano, 50 anos de carreira musical.
Uma carreira ímpar de espectáculos, edições discográficas, canções e participação cívica na sociedade.
Paulo de Carvalho está a comemorá-los com um espectáculo único onde revisita, com surpreendentes arranjos, os grandes temas da sua vida musical, acompanhado por grandes músicos de uma geração posterior à sua.
O tema que simbolicamente assinala o início da Democracia em Portugal, "E Depois do Adeus", marca para sempre o homem e o cantor, mas Paulo de Carvalho deu voz a muitos outro temas que várias gerações cantam de cor, como "Gostava dos Vos Ver Aqui", "Nini dos Meus Quinze Anos", "Dez Anos", "Prelúdio (Mãe Negra)", "Os Meninos de Huambo", "O Cacilheiro" ou, mais recentemente, "O Meu Mundo Inteiro".

Paulo de Carvalho, para muitos "A VOZ" dos portugueses e um cidadão notável, é um nome incontornável da música portuguesa.

Sábado, dia 31 de Março, 21:30 horas, Teatro Aveirense

publicado por mparaujo às 22:16

28
Mar 12
ou, para sermos mais rigorosos, da falta do mesmo.

Várias foram as vozes, incluindo eu, que se regozijaram com a reestruturação do projecto do TGV. Por várias razões, incluindo esta: "Aveiro volta ao mapa económico e à centralidade".

No entanto, são já algumas as decepções e frustrações de projectos e anúncios que depois não se concretizam, por esta ou por aquela razão, mas sempre com prejuízo para Aveiro (tome-se como exemplo a recente caso da fábrica das baterias eléctricas da Nissan/Renault).


E nem de propósito... (só não acerto no euromilhões).
Entrevista de Pedro Passos Coelho à "Transportes em Revista" na edição de hoje (28.03.2012): "Ligação ferroviária entre Sines e Espanha é prioritária".

Mais depressa acredito numa ligação Leixões - Galiza do que Aveiro - Salamanca... a menos que a região volte a ganhar o peso político de outros tempos.

Ver para crer...

publicado por mparaujo às 23:16

25
Mar 12
Na próxima quinta-feira, dia 29 de março, entre as 15.30 e as 17.30 terá lugar o projecto “Conversa Aberta: Conflito Cultural. Diálogo Global”.

Esta iniciativa da Câmara Municipal de Aveiro, da Escola Profissional de Aveiro e do Centro Social e Paroquial da Vera Cruz tem como objectivo abordar os desafios existentes nos múltiplos estereótipos culturais, através de momentos de debate e reflexão conjunta sobre a diversidade cultural existente na nossa sociedade e da sua valorização no contexto da intervenção ao nível da comunidade internacional.

O projecto “Conversa Aberta: Conflito Cultural. Diálogo Global”, integra 3 eventos, sendo que o 1º “Culturas de Resistência”, terá lugar no dia 29 de Março, das 15.30 às 17.30 Horas na Sala de Plenário do Edifício Sede da Assembleia Municipal de Aveiro.

publicado por mparaujo às 22:38

Publicado na edição de hoje, 25.03.2012, do Diário de Aveiro.

Entre a Proa e a Ré
Aveiro light


Não tenho, por hábito, analisar ou a questionar outros artigos de opinião (que são isso mesmo… opiniões) expressos nas várias edições do Diário de Aveiro. No entanto, num texto do final desta semana (na edição de sexta-feira, dia 23 de março – “É necessário agenda política para o desenvolvimento da Região de Aveiro”) o Dr. Armando França tem em nota de rodapé uma informação curiosa. Curiosa pelo facto que transmite e que reflecte a realidade de Aveiro. E qual é essa realidade? Infelizmente tem tanto de simples como de negativo.
(continuar a ler o artigo aqui)
publicado por mparaujo às 16:18

Publicado na edição de hoje, 25.03.2012, do Diário de Aveiro.

Entre a Proa e a Ré
Aveiro light

Não tenho, por hábito, analisar ou a questionar outros artigos de opinião (que são isso mesmo… opiniões) expressos nas várias edições do Diário de Aveiro. No entanto, num texto do final desta semana (na edição de sexta-feira, dia 23 de março – “É necessário agenda política para o desenvolvimento da Região de Aveiro”) o Dr. Armando França tem em nota de rodapé uma informação curiosa. Curiosa pelo facto que transmite e que reflecte a realidade de Aveiro. E qual é essa realidade? Infelizmente tem tanto de simples como de negativo.
O Dr. Armando França refere que “Em finais de Fevereiro, ficou concluída a nova equipa de responsáveis da CCDRC. Nenhum é da Região de Aveiro! Para que conste.” E esta questão faz-me recordar as palavras (não muito distantes) do Dr. Candal: “Aveiro não tem peso político”. À data, foi altura para recordar José Estêvão, Homem Cristo, Lourenço Peixinho, Alberto Souto, Oudinot, mas também, em tempos mais próximos, Mário Sacramento ou o papel de Vale de Guimarães nos Congressos de Oposição Democrática. Entre muitos outros ilustres e importantes aveirenses “de peso”.
Mas Aveiro tem esta faceta… de terra de liberdades e democracias, de elevado sentido de acolhimento, tem a infeliz capacidade de esquecer o seu papel, a sua importância, as suas potencialidades e capacidades, bem como as suas gentes. Veja-se a facilidade com que desvalorizamos aveirenses como Fernando Pessa e Zeca Afonso.
E se o Dr. Armando França apresenta essa triste realidade que é a ausência de aveirenses em lugares chave de decisão para a região, nem seria preciso ir tão “longe”. Basta olhar para as recentes nomeações para o Conselho de Administração do Hospital de Aveiro/Centro Hospitalar do Baixo Vouga ou para a sua direcção clínica: todos os nomeados são oriundos dos Hospitais de Águeda, Anadia, Estarreja. Excepção feita para o lugar de enfermeiro-director que, embora de Ílhavo, fez grande parte do seu percurso profissional no Hospital de Aveiro e recentemente ligado à Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro.
Este é apenas mais um exemplo a juntar ao da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Centro (CCDR-C), acima referido.
Se a tudo isto ainda quisermos juntar a desistência da instalação da fábrica de baterias da Nissan-Renault (sabe-se agora preterida em relação a Inglaterra) ou ainda a não total certeza da ligação ferroviária à europa a partir do Porto de Aveiro, apesar de todas as informações nesse sentido, da anunciada desistência do Governo no anterior projecto do TGV (felizmente), a verdade é que nada ainda está definido, planeada, calendarizado, contratualizado. Como diz o ditado: “como S. Tomé; ver para crer”. E podemos ainda referenciar, como exemplos, o caso dos três pórticos ainda “de pé” (Angeja, Estádio e Oliveirinha); a não construção da ligação rodoviária Aveiro-Águeda ou o encerramento da Linha do Vouga.
A realidade é que Aveiro, concretamente o concelho de Aveiro, pela sua referência estratégica e de centralidade (“capitalidade”) vive, já há muitos anos, à margem do que o rodeia, sem influência e sem, de facto, peso político e estratégico.
Sempre à custa do fantasma do bairrismo em relação a Coimbra. Mas a verdade é que Coimbra sabe defender o que é seu, enquanto Aveiro sabe lamentar o que nunca consegue defender para si.
Em vez dos aveirenses lutarem contra “moínhos de vento” (ou “bairrismo” sem sentido) seria preferível que Aveiro conseguisse ser uma centralidade regional realmente estratégica e relevante para a região e para o país.
Altura, eventualmente, para deixarmos de “suspirar” a norte (região do Porto), “guerrearmos” a sul (Coimbra) e olharmos, com futuro, para este corredor ainda por explorar que é a A25, Aveiro, Viseu, Guarda (e Salamanca).

Uma boa semana.
publicado por mparaujo às 16:10

19
Mar 12
Afinal, segundo as contas do governo (ainda por apurar na totalidade a informação que deverá ser prestada, ou que deveria ter sido até ao dia 15 de março, pelas autarquias), a dívida global das câmaras municipais ascende aos 12 mil milhões de euros (a estimativa situava-se nos 8 mil milhões de euros).
O ministro Miguel Relvas tinha já anunciado que cerca de 30 autarquias precisariam de intervenção financeira. Claramente, esta intervenção financeira significa a ingerência directa nos destinos e na acção de algumas câmaras no sentido de recuperarem o equilíbrio financeiro desejável. Não se pense, no entanto, que isso não terá custos: limitações nos investimentos, racionalização de recursos, diminuição da qualidade do serviço público municipal, despedimentos (ou mobilidade).
Isto já por si só seria preocupante... mas o é quando em causa está a autarquia aveirense.
Apesar da garantia dada pelo presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Élio Maia, de “transparência, rigor e verdade” das contas apresentadas; apesar do Vereador do Pelouro das Finanças, Pedro Ferreira, esperar que o passivo, no final de 2012, “esteja muito próximo dos 130 milhões de euros”; a verdade é que das 38 autarquias que necessitam de "intervenção/resgate" financeiro por parte da Administração Central, a Câmara Municipal de Aveiro é a que mais deve.

Face a esta realidade que preocupa a TODOS e, em particular, deveria preocupar cada aveirense, independentemente das razões que a cada um assiste, da legitimidade (ou não) das posições e atitudes, das responsabilidades, Aveiro precisa de uma consciência colectiva e sentido de comunidade para a melhor resolução desta realidade.

Como termina o Presidente da Assembleia Municipal de Aveiro, na sua mensagem de boas-vindas no site daquele órgão autárquico: "A bem de Aveiro"...
publicado por mparaujo às 22:59

18
Mar 12
É conhecida e divulgada publicamente a opinião do governo no que respeita a uma forma de combate ao desemprego: Emigrar. Quando se esperaria uma aposta e medidas apropriadas para o desenvolvimento e a promoção do empreendedorismo, das PME's, da inovação... eis que a resposta dada é: EMIGRAÇÃO.

Mas sugerir que os seus cidadãos emigrem e depois deixá-los sem qualquer apoio ou ligação a Portugal é o mesmo que, claramente, abandoná-los.
É o que o Governo se prepara para fazer, por exemplo, na Suíça: desinvestir nas raízes, no apoio a quem emigra, na ligação à cultura e identidade nacional, é, de facto, abandonar os seus cidadãos, já por si "desprotegidos" pela distância e por realidades sociais, económicas e culturais bem distintas.

Mas o que o Governo (nomeadamente o Secretário de Estado da juventude e o Primeiro-ministro) também esquece (ou faz por esquecer/esconder) é que a realidade da emigração de hoje, ou das últimas duas décadas, não é a mesma dos anos 60 e 70.
Quem sai do país para procurar novos desafios e oportunidades é muito mais qualificado (ou altamente especializado), mais desprendido dos laços familiares e, por isso, com menos propensão para o regresso (mais facilmente se enquadra noutras identidades nacionais), e não tem a mesma intenção de enviar para o país natal parte dos seus recursos financeiros (deixando de contribuir "fiscalmente").

Em resumo... quando Passos Coelho sugeriu a sugestão de os jovens e menos jovens portugueses emigrarem (principalmente para países integrantes dos PALOP's) aquilo que estava claramente a afirmar era: "bazem" já cá somos muitos, demasiados, e não há lugar para todos!
publicado por mparaujo às 15:53

Publicado na edição de hoje, 18.03.2012, do Diário de Aveiro.

Entre a Proa e a Ré
A semana em resumo


1. Apesar do final aparentemente feliz para o estado português, confirmando-se a devolução do “duplo” pagamento, na ordem dos 4,4 milhões de euros, acrescido de juros a uma taxa de cerca de 6%, o caso/processo da Lusoponte (e a duplicação da transferência de verbas/compensações) levanta mais uma nuvem sobre a preocupante realidade que são as Parcerias Público-privadas, as chamadas PPP’s, e a ruina que estes processos representam para as contas públicas. Essencialmente, porque o Estado é “mau” negociador e porque os contratos realizados são de tal forma “blindados” que o ónus e a responsabilidade nunca recaem no privado, mas sempre pelo lado do sector público.
E o que se afigura preocupante é que o Governo, que sempre anunciou uma preocupação acrescida com as PPP’s, vai agora ter a necessidade de renegociar com a Lusoponte, até ao final de Março, o contrato de reequilíbrio financeiro. Conhecendo-se o resultado de negociações similares, não se auguram bons ventos para as finanças do Estado.
2. Tal como no caso da Lusoponte, para além do conhecido processo da Parque Escolar, também os dados recentemente revelados em relação à circulação das ex-SCUT’s, agora portajadas, indiciam que o Governo vai ter encargos acrescidos no cumprimento dos contratos de concessão devido às consideráveis quebras de utilização dos troços e correspondentes pagamentos das taxas de circulação.
Refira-se a título de exemplo que, segundo os dados conhecidos através das Estradas de Portugal, no mês de dezembro último a A22, A23, A24 e A25 registaram quebras de circulação entre os 49% e os 20%, em relação ao mesmo período do ano de 2010.
3. Enquanto alguns sectores se mostraram “obstinados” com uma eventual demissão do ministro da Economia, no início desta semana o Instituto Nacional de Estatística (INE) vem revelar um dado importantíssimo para a estabilização das contas públicas e para o tão ambicionado desenvolvimento económico: em janeiro de 2011 o volume de exportações aumentou em cerca de 11% em relação a janeiro de 2010. Por outro lado, a balança tende a um reequilíbrio com a necessidade de importação a diminuir em cerca de 7%. Em função de uma conjuntura europeia que demonstra uma estagnação no mercado interno, revela-se importante e urgente que Portugal procure noutras regiões novos mercados, afigurando-se como naturais o africano, sul-americano e asiático.
4. O Governo, apesar de ainda não ter cumprido um ano de governação, revela algum cansaço e alguma debilidade. Se há uma estratégia definida ela deveria ser aplicada com rigor e clareza, custe o que custar, como o primeiro-ministro gosta de afirmar. Mas o que se tem verificado é que são já demasiados os casos de contradições e dificuldades de sustentação de algumas medidas. Veja-se o caso da Lusoponte das diferenças de explicações entre o Secretário de Estado e o Primeiro-ministro, com o ministro da tutela ausente do processo. Veja-se o caso do ministro Miguel Relvas em relação às suas explicações em relação às excepções dos cortes salariais na TAP e CGD, classificando-as de meras adaptações abrindo caminho a outras excepções/adaptações noutros sectores empresariais do Estado. Isto relembrando os casos mais recentes. Como, por exemplo, a demissão do Secretário de Estado da Energia. Henrique Gomes alegou razões “pessoais e familiares” (o que é a argumentação mais do que recorrente nos casos), mas é público o braço-de-ferro mantido com a EDP no caso das rendas devidas e nos contratos celebrados com o Estado. O que é, de facto, curioso é que após a demissão do Secretário de Estado é notória a obsessão do governo, desde o Ministro da Economia ao Secretário de Estado dos Transportes, por exemplo, para com as parecerias e os contratos de concessão, disparando em todos os sectores, desde o energético ao da mobilidade e acessibilidade. Resta saber até que ponto o Governo consegue superar as pressões de muitos “vícios” instalados, de muito loby e de interesses privados.
5. Terminou esta semana o prazo dado pelo Governo às autarquias para apresentarem o valor real das suas dívidas. Apesar de alguma contestação por partes dos municípios e da sua Associação (ANMP), das 308 Câmara Municipais apenas 73 não o fizeram dentro do prazo previsto e requerido.
Este é um sector que continua a ser uma “bandeira” reformista do Governo, com bastantes controvérsias, sem grandes abrangências e sem uma estratégia global que implica uma clara reforma do poder local, desde as freguesias até às Regiões Intermunicipais, passando pelas próprias competências ou existências das Comissões de Coordenação das Regiões. Registe-se que o valor conjunto da dívida dos municípios, até agora conhecido, é superior a oito mil milhões de euros.

Uma boa semana.
publicado por mparaujo às 15:14

Aveiro aparece nos canais televisivos, na informação, pelas piores razões.
De regresso ao mapa da divida autárquica.
Segundo as previsões... só em 2020 se estabilizarão as contas/finanças do município. Mais oito anos...

Só não faz qualquer sentido a comparação na reportagem com a Mealhada... realidades distintas, geografias territoriais diversas e população bem diferenciada!

(vídeo e reportagem RTP)
publicado por mparaujo às 00:15

17
Mar 12
Já expressei por diversas vezes o meu desapontamento em relação à Reforma da Administração Local: "Ventos da reforma..."; "A retórica autárquica..."; "A oportunidade da (não) Reforma do Poder Local"; "A ler os outros... (Pedro Marques Lopes - DN"; "Dar com uma mão..."; "Perceber a reforma do descontentamento"; "Intervenção pública sobre a Reforma da Admin.Local"; "Isto não é reformar… é enganar".

Entendo que ela é redutora, pouco abrangente, na sua discussão e implementação corre o risco de ficar apenas pela parte territorial (no caso freguesias, deixando de parte municípios, regiões intermunicipais)  quando a proposta inicial comportava quatro eixos, alguns fundamentais como a questão da lei eleitoral local.
Reduzir tudo isto à questão das Freguesias é significar mais uma oportunidade completamente perdida para Reformar e Regionalizar.

Mas, independentemente de perceber que as Freguesias entram no processo por serem o elo mais fraco, não me parece que as suas posições e a da própria ANAFRE sejam as mais eficazes, face à eminência da reforma ser ditada a "régua e esquadro".
Seria, apesar de tudo, muito mais vantajoso que as Freguesias vissem aumentar as suas competências, as suas estruturas, as suas sustentabilidades, as suas responsabilidades. Era muito mais importante do que apostar no confronto. A ver vamos...

publicado por mparaujo às 23:37

14
Mar 12
Publicado na edição de hoje, 14.03.2012, do Diário de Aveiro.

Debaixo dos Arcos
As excepções à crise…

Decididamente, o actual governo arrisca-se a ter, mais rapidamente do que a realidade e a lógica do exercício do poder o faria prever, a maior queda de popularidade.
Esta questão da (im)popularidade até poderia significar alguma credibilidade governativa, pelo exemplo de governação, de rigor, da necessidade em serem aplicadas as medidas e políticas de gestão do país em consonância com a realidade e conjuntura (interna e externa) e com o compromisso assumido com a Troika. Mas a verdade é que o Governo a única coisa que soube fazer, até à data, foi criar cenários de contestação e crítica, foi exigir a quem trabalha, a quem não tem rendimento a não ser o seu salário mensal, ao contribuinte que obrigatoriamente paga os seus impostos, o sacrifício do cumprimento das medidas de austeridade para o cumprimento dos compromissos com a ajuda externa e a consolidação das contas do país. Um esforço que deveria ser generalizado na sociedade portuguesa, um sacrifício colectivo, uma consciência de equidade, de sentido e identidade nacionais.
Se assim fosse era aceitável o esforço e o sacrifício, apesar das legítimas e democráticas críticas. Ou, pelo menos, compreensível.
Mas o que tem sido perceptível é um governo que não tem sido capaz de gerir este esforço da saída do buraco financeiro do país com medidas estruturantes, abrangentes, equitativas, justas. Um governo que não tem sido capaz de conter as contas públicas não apenas pelo lado das receitas (os sacrifícios pedidos sempre aos mesmos), mas também pela vertente da despesa. Ao fim de quase um ano de governação os salários baixaram, o poder de compra diminuiu, o desemprego aumento, as deduções ficais e os impostos retiraram capacidade financeira aos cidadãos e às empresas. Por outro lado, as Empresas Públicas e Institutos do Estado continuam a proliferar, as PPP’s ainda estão por resolver, as privatizações necessárias à solidificação do sector empresarial do Estado avançam a conta-gotas (demasiadamente devagar e com processos questionáveis), as nomeações para lugares públicos denegriram a imagem governativa contrariando o que foi uma bandeira eleitoral, a incapacidade de impor as políticas face à pressão dos lobys (como o caso diferenciado do peso da ANMP e da ANAFRE no processo da reforma da administração local).
Mas mais gritante é esta atitude do governo em relação à equidade e princípio de justiça no que respeita à solicitação e imposição de medidas de austeridade aos funcionários do Estado. Numa situação claramente particular como a que vivemos, criar excepções a uma regra que é exigente e solicita sacrifícios muito grandes aos funcionários públicos ou equiparados (que vão muito para além dos cortes dos subsídios de férias e natal) é de uma preocupante falta de sentido de equidade e justiça. Para além de demonstrar uma evidente falta de capacidade política e governativa face às pressões dos mais diversos sectores. Para além disso, usar o argumento da concorrência de mercado ou de processos de privatização é muito fraco como justificação política e de gestão governativa. É que o governo corre o risco de ver a regra passar a ser apenas excepção. A TAP e a Caixa Geral de Depósitos têm as mesmas obrigações e responsabilidades que o restante sector do Estado.
Os processos de privatização permitem que se criem cláusulas nos contratos de venda que salvaguardem os direitos dos trabalhadores. E se a questão da privatização serve de argumento, é bom que não se esqueçam desse argumento quando criticarem o processos e pretendam garantir a continuidade da titularidade do Estado.
No que respeita à concorrência do mercado, a argumentação é ainda muito mais débil. Primeiro porque o estado não deve ter vocação de concorrência de mercado. Por isso, deve abandonar as suas posições no mercado e garantir as suas funções de regulador. Mas mesmo que se mantenha o argumento, então é que teremos, como diz a sabedoria popular, “o caldo entornado”. O sector dos transportes públicos não tem uma maior concorrência de mercado que a TAP ou, até mesmo, a banca do Estado?! Os CTT, também em eventual processo de privatização, não sofrem a concorrência de outras empresas de entrega de valores? O sector energético não tem concorrência? A RTP não tem concorrência? As Autarquias não têm o princípio da autonomia e da independência? Entre muitos outros…
Desta forma, com mais um “tiro no pé”, este governo arrisca-se a revelar uma crise nacional que afinal é apenas para alguns (que de regra passaram a excepção).
Para terminar, a título de exemplo, quase 70% dos suiços, em referendo, disseram não ao aumento do período de férias de 4 para 6 semanas (proposto pelos sindicatos) por entenderem que isso iria prejudicar a economia do país.
Claro que a Suiça é a regra e não a excepção como nós somos.
publicado por mparaujo às 07:33

créditos: Daniel Rocha - Público
Cerca de 99% das demissões governativas e de cargos públicos são por razões pessoais e de índole familiar.
A prática demonstra que a argumentação não passa de retórica política porque a totalidade desses 99% dos casos representa falta de confiança política, erros graves de governação ou de gestão, opiniões contrárias à estratégia do governo. E começam a ser demasiados os exemplos (veja-se o caso da reforma da administração local e o confronto com as autarquias, veja-se as excepções aos cortes salariais na função pública e sector empresarial do Estado, etc...).

E por mais que se queira demonstrar o contrário (ou afirmar o contrário) este Governo já deu provas que não sabe (ou não quer) lidar com pressões, com tráfegos de influências, com lobys. Recorde-se as vozes do sector empresarial que vieram em defesa do ministro da Economia e em defesa da gestão dos fundos comunitários do QREN sob a tutela do Ministério da Economia.

Querer encobrir uma clara intromissão do poder da EDP no mercado da energia e nas políticas energéticas do governo é apenas tapar o sol com a peneira.
Não pode ser alheia a este processo o facto do secretário de estado demissionário, Henrique Gomes ter travado um braço-de-ferro no interior do governo e com a EDP e António Mexia no que respeita às rendas devidas à empresa. Como se não bastasse um quase que totalitário monopólio no mercado...

O governo dá mostras de falta de energia... ou, pelo menos, com quebras na alimentação energética do rumo do país.

publicado por mparaujo às 00:38

13
Mar 12
A administração do Jornal "i" decidiu demitir a direcção do jornal que era composta pelos jornalistas António Ribeiro Ferreira e Ana Sá Lopes, director e directora-adjunta, respectivamente.

Em teoria, face às alterações na administração em fevereiro último, após Jaime Antunes ter vendido a sua parte na empresa à gráfica que imprime o jornal (Sagopol), é normal (?) alterações estruturais e organizativas e a colocação de pessoas de confiança nos lugares-chave.

Mas não deixa de ser uma coincidência interessante e curiosa o facto de tais alterações terem acontecido tão no imediato e logo após o "anúncio/previsão" da demissão do ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, preconizada pelo texto de Ana Sá Lopes...

Pelos visto, caiu mais depressa o "jornal" do que o Ministro.
publicado por mparaujo às 23:58

11
Mar 12
a terra tremia no Japão, seguido de um tsunami e de uma enorme tragédia nuclear.
Recorde-mos os cerca de 19 mil mortos e 326 mil desalojados.


publicado por mparaujo às 23:12


Entrevista do presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Élio Maia, ao Diário de Aveiro emitida pela webrádio municipal "Rádio Às" - Programa "A uma só voz".

Uma entrevista conduzida pela Maria José Santana e pelo Rui Cunha.

publicado por mparaujo às 22:19

Na Suiça...
Um conjunto de sindicatos e alguns partidos de esquerda lançaram o mote: aumento do período de férias de 4 para 6 semanas.
O governo face à complexidade/impacto da proposta decide levar a questão a referendo nacional.
26 cantões expressaram, em voto, a sua opinião.
66,7% (cerca de 2/3 dos eleitores) dos suiços decidiram: "mais férias iriam aumentar os custos laborais e colocar em risco a economia".

Agora escolham: responsabilidade social; sentido cívico; sentido de estado e de comunidade; sensatez; mentalidade; cultura; respeito; cidadania; ...

E qualquer comparação com a realidade portuguesa é pura ficção!
publicado por mparaujo às 20:59

Publicado na edição de hoje, 11 de Março, no Diário de Aveiro.

Entre a Proa e a Ré
Entre polémicas e trapalhadas

Para além da trapalhada que envolve o processo da Lusoponte e da alegada duplicação de verbas devidas pelo Governo à empresa que gere a travessia da Ponte 25 de Abril, esta semana que terminou fica registada como a semana das polémicas governamentais e presidenciais.
A questão da Lusoponte carece de mais desenvolvimentos e de melhores esclarecimentos por parte do Primeiro-ministro, do Secretário de Estado dos Transportes e, naturalmente, do próprio ministro dos Transportes, Álvaro Santos Pereira. O mesmo ministro que esteve no centro da polémica com que se iniciou a semana e que agitou a opinião pública, nomeadamente alguma comunicação social.
Em causa está uma das áreas mais apetecíveis de qualquer governação: a gestão dos fundos comunitários, principalmente os que estão relacionados com o desenvolvimento económico. Se em “condições” normais a gestão destes fundos estão sob a tutela do ministro da Economia, a verdade é que, face às circunstâncias que envolvem o país, nada seria de estranhar que essa gestão (mais do que um simples assinar dos cheques, como foi sublinhado pela oposição) estivesse sob alçada do ministro das Finanças. Todo este processo, curiosamente surgido no imediato a mais uma avaliação, por sinal positiva, da Troika ao processo do cumprimento do memorando de resgate financeiro, deu origem à suspeição de uma renovação muito cedo no seio do governo, com a super pasta de Álvaro Santos Pereira a ficar vaga.
Com a questão, aparentemente, ultrapassada e resolvida pelo primeiro-ministro, a solução encontrada afigura-se lógica e coerente. Os vários fundos comunitários são geridos nas respectivas tutelas, mas com a supervisão do ministro de Estado e das Finanças, Vitor Gaspar. Mas a polémica sustentada pelos fundos do QREN é muito mais que uma “birra” de poderes internos.
É notório que o ministro da Economia e dos Transportes é o “elo mais fraco” da cadeia governativa. Primeiro porque como independente e excessivamente académico é o menos político de todos os ministros (mesmo em relação ao ministro da educação). Depois, porque face aos constrangimentos que o país atravessa e à conjuntura internacional, gere um ministério, concretamente no sector económico, que está demasiadamente na mira das críticas pela dificuldade na aplicação de medidas e políticas estruturais: desenvolvimento económico, balança das exportações e importações, empreendedorismo, desemprego, planeamento nacional, entre outros. Para além dos problemas inerentes a sectores vitais do desenvolvimento nacional como é o caso dos transportes e da mobilidade das pessoas e bens. Em terceiro lugar porque, em função dos compromissos inerentes à assinatura do memorando de ajuda externa, muitas das medidas de austeridade a aplicar passam pela economia, o que faz do ministro um dos principais “alvos” da crítica e contestação social.
No entanto, foram significativas as vozes que vieram em defesa do ministro promotor da internacionalização do “pastel de nata”, sem, no entanto, serem as mesmas isentas de um evidente oportunismo e interesses encapotados. Os principais “advogados de defesa” (mesmo que ‘diabos vestidos com pele de cordeiro’) foram, obviamente, os empresários. Não pelas conquistas em sede de concertação social (e reconheça-se algum trabalho e ganhos adquiridos), não por alguns números positivos na balança das transacções externas, não porque faltam medidas estruturais para o desenvolvimento da economia nacional e o combate a um preocupante (demasiado) desemprego, não porque os empresários estejam preocupados ou sensibilizados com as razões da não internacionalização dos pastéis de nata (ou mais recentemente com os ovos moles de Aveiro). A preocupação do tecido empresarial português (comércio, serviços, indústria, inovação, …) prende-se com o facto de ser mais fácil a pressão e o lobby para o benefício (directo ou indirecto) dos fundos e projectos de investimento se os mesmos estiverem no Ministério da Economia do que se esses forem geridos pelo das Finanças, aliás um ministério que para o sector exerce uma função marcadamente fiscalizadora e incriminadora.
Por outro lado, a semana, no seu final, ficaria marcada por mais uma “aparição” desastrosa de Cavaco Silva. Se o Presidente da República já nos habitou a intervenções que, mais do que polémicas, são perfeitamente inusitadas e insólitas, vir a público, enquanto titular do cargo representativo da nação, exercer um direito de cidadania que lhe cabe por direito mas que está reservado para enquanto “comum” cidadão deste país. Mais… o timing político é caracterizado pela acção no momento e espaço próprio e imediato. Tudo o que for para além da hora e do dia certo é apenas memória futura. Se Cavaco Silva teve razões de queixa quanto à fidelidade institucional do então primeiro-ministro José Sócrates, nomeadamente no caso do PEC IV, só tinha que ter tomado a atitude politicamente correcta e ter demitido José Sócrates. E não, apesar dos factos que agora revela, ter “descalçado a bota”, ter “sacudido a água do capote” e ter passado a responsabilidade e a pressão para a Assembleia da República e para os partidos políticos.
Mas neste caso, o Partido Socialista não fica atrás na falta de coerência política. É evidente a incapacidade de ser oposição de António José Seguro: demagogia a rodos, falta de estratégia e de alternativas, a excessiva necessidade do recurso ao “disparar em todas as direcções” tentando com isso capitalizar politicamente, mesmo que isso signifique estar sempre contra toda e qualquer acção do governo, independentemente das mesmas terem ou não alguma credibilidade e importância para o país. E então a falta de coragem já demonstradas para assumir as responsabilidades de um passado governativo ainda demasiadamente vivo são notórias.
Sempre que o Presidente da República (e são já algumas vezes) tem intervenções opostas à acção governativa, o PS vem a “terreiro” usar tais factos como armas de contestação política. E aí Cavaco Silva é exemplo sublime da virtude política. Quando o Presidente da República tem a insensatez deslize e infelicidade discursivas ou quando toca em feridas socialistas ainda por sarar só falta gritar pela sua “decapitação”.
São incoerências a mais na condução do principal partido da oposição e que revelam uma óbvia incapacidade e uma evidente falta de estratégia e alternativa.
Há alturas que, para quem telhados de vidro, o silêncio é a alma do negócio… mesmo que o negócio seja político.

Uma boa semana.
publicado por mparaujo às 16:55

04
Mar 12
A Companhia de Dança de Aveiro iniciou, ontem (dia 3 de Março), a sua temporada artística para este ano de 2012. Curiosamente o ano em que celebra 25 anos de actividade (a primeira actuação foi realizada a 26 de Dezembro de 1986 no palco do Teatro Aveirense).

Em digressão está o bailado “AMADEUS”, uma obra do director artístico da Companhia de Dança de Aveiro, Álvaro Ribeiro. 

O tratar do corpo, sua descoberta e aperfeiçoamento nas suas disposições espaciais, num grande tabuleiro, onde as variadas formas comunicam entre si, levam os bailarinos a uma conjugação num entusiástico ritmo colorido proporcionado por Wolfgang Amadeus Mozart, nesta obra para piano e orquestra.
Dançam Álvaro Ribeiro, Filipa Peres, Ilona Pylypenko, Rafaela Reis, Rita Pinheiro e Uriel Oliveira. 

A 11 Abril a Cia Jovem da Companhia de Dança de Aveiro apresenta-se no Teatro Aveirense.
publicado por mparaujo às 22:18

É notório que a Comunicação Social vive um momento crítico: renovações de projectos e conteúdos mais mediáticos e mais perto das "necessidades" das audiências; redução de custos; adaptação às novas realidades da informação.
Infelizmente, há o caso mais recente do Diário das Beiras (em Coimbra), mas também na TSF, Público, SIC, entre outros, que se vêm na contingência de reduzir recursos humanos.
Mas há também, por diversas e distintas razões, alguns órgãos de comunicação social onde a estratégia adoptada passa pela renovação de conteúdos e imagem. Já aqui foi feita a referência ao JN (JN de Cara Lavada) e ao Diário de Aveiro (Diário de Aveiro regenerado), e espera-se a novidade da "nova imagem" do jornal Público que amanhã surgirá nas bancas assinalando os 22 anos de actividade informativa.

Mas infelizmente, nem tudo são boas notícias...

Claramente mais preocupada com as audiências e a concorrência (informação em "A RTP tem razão" de Estrela Serrano) do que com a qualidade, a diferença e o verdadeiro serviço público, existe a eventualidade da direcção de programação poder terminar com o programa da RTP2 "Sociedade Civil".
Para além de terminar com um programa que é referência no segundo canal da televisão pública (?) - e que ainda há bem pouco tempo, no dia 18 de Fevereiro, comemorou a milésima emissão (programa 1000) , para além de inúmeros prémios conquistados - há um claro sentimento de desilusão e de decepção por parte dos cerca de 120 parceiros do programa. Todos!!
O que leva a questionar como é que se pode terminar com um programa que é uma evidente mais valia para a estação e para os espectadores.

Mas para além disso tudo, há obviamente um criticável desperdício de um recurso humano de uma qualidade profissional e humana indiscutível: Fernanda Freitas.
Desde o seu regresso a 16 de Setembro de 2007 à apresentação e coordenação do "Sociedade Civil", a que acresce a sua admirável "mais-valia" pessoal com as experiências que tem ao nível do voluntariado, do exercício de cidadania e da participação cívica, é notório que o programa se transformou numa referência na programação televisiva nacional.

Numa palavra: RTP - Condenável!
publicado por mparaujo às 21:40

Publicado na edição de hoje, 4.03.2012, do Diário de Aveiro

Entre a Proa e a Ré
A Semana em resumo


1. Numa semana que termina (pelo menos em Aveiro) com uma chuva “ministerial e de fé” o primeiro destaque vai para o início do período de entrega das declarações de IRS.
Não que o facto em si tenha algo de relevante, mas pela razão de que será nesta altura que os portugueses vão sentir, verdadeiramente, os efeitos das medidas de austeridade: menos deduções fiscais, novas tabelas de descontos em sede de IRS nos vencimentos mensais, menos devolução por parte do Estado.
2. A necessidade de controlar as contas do Estado, a dívida externa e o cumprimento do programa externo de resgate financeiro imposto pelo memorando da Troika assinado no final da governação do PS (por mais que António José Seguro se queira agora distanciar) iriam resultar na aplicação de medidas de austeridade duras, impopulares e criticáveis.
Mas o que mais ressalta é o sentimento de injustiça e de falta de equidade e transparência que assolou a sociedade portuguesa. As medidas e os programas estão a ser aplicados apenas a uma parte da realidade (aos mais vulneráveis e sobre os quais resulta uma maior celeridade de ganho de receitas: os cidadãos contribuintes) e inexplicavelmente morosa na parte que tem uma grande responsabilidade na criação do “monstro” do défice: a estrutura do Estado, as parecerias público-privadas, os regimes de excepção, as nomeações, o despesismo público, as empresas públicas, os gestores públicos, as autarquias, a falta de regionalização, a ineficácia dos reguladores dos vários mercados (saúde, energia e combustíveis, transportes, comunicações). Muito trabalho que ainda está por solucionar e que faz com que a “factura” seja entrega sempre ao mesmo destinatário.
Daí que seja preocupante que as políticas e a acção do governo desencadeiem alguma preocupação com os serviços públicos que devam ser prestados aos cidadãos e da responsabilidade social do Estado. Como é o caso da saúde e o processo desencadeado pela farmacêutica Roche que deixou 23 unidades hospitalares preocupadas com os cuidados de saúde que prestam, pela ausência de medicamentos. Em causa está o fornecimento de produtos farmacêuticos provocado por uma divida do estado que ronda os 135 milhões de euros, sem contabilizar os juros de mora devidos pelos cerca de 500 dias de atraso na liquidação dessa mesma dívida. A farmacêutica em causa fornece produtos no âmbito de tratamentos do for oncológico.
3. Concluído mais um processo de avaliação do cumprimento das medidas do memorando da Troika, apesar das previsões de um aumento ainda maior da taxa de desemprego, de faltar a resolução do caso BPN e do estado assumir mais 3 mil milhões de euros de dívidas à banca por parte de organismos públicos (a acrescentar aos já cerca de 5,5 milhões euros assumidos em 2011), o primeiro-Ministro veio a público afirmar que não estão previstas mais medidas de austeridade. Mas veio também deixar um recado, principalmente, ao Partido Socialista: não haverá relaxamento, não haverá abrandamento no cumprimento do compromisso com a Troika. Ou seja, o Governo não pedirá mais tempo, nem mais dinheiro ao exterior.
4. Por último, a Assembleia da República aprovou (com os votos da maioria, mas com 22 declarações de voto do Partido Socialista), na generalidade, a proposta para a reforma da administração local (que baixou agora à comissão de especialidade). Significa que o processo vai mesmo avançar, mesmo com o desagrado dos autarcas das freguesias, apesar de ser apenas um dos eixos do processo que envolve alterações à lei eleitoral autárquica, às finanças das autarquias e aos modelos de gestão local.
Mas a pressão sobre o poder local não fica apenas confiscada à reforma administrativa. Há uma desconfiança do governo, provavelmente com a pressão da Troika, quanto às contas das autarquias, apesar delas serem mensalmente avaliadas pela DGAL e pela Inspecção Geral das Finanças, ao ponto do Governo solicitar às 308 câmaras do país que informem, até ao dia 15, qual a situação real das suas dívidas de curto, médio e longo prazo. Isto quando foi anunciado o envio de uma carta do ministro Miguel Relvas que até à data se afigura “fantasma” já que as autarquias não as receberam.

Uma boa semana
publicado por mparaujo às 19:06

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