Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

02
Mai 17

Surgem inúmeras críticas ao plágio de Mariene Le Pen ao discurso de François Fillon. Palavra por palavra, parágrafo por parágrafo, expressão por expressão, durante quase dois minutos não houve uma única vírgula alterada.

As críticas surgem, essencialmente, do ponto de vista do ataque ao carácter, à postura política, a uma eventual e hipotética falta de ideias ou de programa eleitoral.

Mas a verdade é que o plágio levado ao extremo por Marine Le Pen tem um objectivo claro e não é, em nada, nem de todo, inocente. Esta é a forma que a líder da extrema-direita francesa encontrou para cativar eleitorado da direita, algum do eleitorado do derrotado Fillon e que pode pesar na contagem dos votos no próximo domingo (segunda volta das presidenciais) frente a Macron, quando é ainda uma incógnita a tendência de voto do eleitorado da outra extrema (a da esquerda) que votou Jean-Luc Mélenchon (há uma eventual transferência de votos para o voto em branco ou para a abstenção).

No seguimento da análise feita no passado domingo, apesar das sondagens mostrarem uma vitória do independente Macron, os cerca de 20% de diferença nos votos podem não traduzir uma realidade eleitoral e podem facilmente derrapar para uma indecisão até ao último voto contado.

Por isso nunca serão demais as repetidas críticas expressas no texto do passado domingo: lamenta-se que a União Europeia, muitos dos países europeus (importa não esquecer o que se passa na Polónia e na Hungria), se limitem a suspiros de alívio de eleição para eleição, sem nada fazerem para travar este preocupante vazio político que a União Europeia atravessa, este descrédito no sistema (democrático, entenda-se), este aumento perigoso do radicalismo, do extremismo e do populismo (independentemente das derrotas finais é notório o aumento de votos e de apoiantes).

Nada melhor para expressar esta preocupante realidade do que a interessante capa do Libération de hoje, 2 de maio.

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publicado por mparaujo às 19:30

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O movimento "Plataforma Cidades", sediado em Aveiro desde 2003, com a coordenação do Arq. Pompílio Souto, vai promover amanhã, dia 3 de maio, um novo momento de reflexão cívica sobre urbanidade, tendo como objectivo a identificação do que possa ser decisivo para qualificar a vida urbana e o que possa constituir o (essencial) do caderno de encargos da acção futura da Plataforma.

O evento, sobre o mote "Duas ou três coisas boas para a cidade", terá lugar amanhã, 3 de maio, no Auditório Atelier Pompílio Souto, na rua Dr. Nascimento Leitão, 28 (em frente ao Hotel Imperial), em Aveiro, a partir das 19:30 horas (a inscrição no jantar e debate tem o custo de 11 euros e pode ser efectuada em plataformacidades@gmail.com ).

Nesta iniciativa é mais um exemplo da importância da participação cívica de todos nas suas comunidades e nos seus grupos. No caso concreto, as reuniões da "Plataforma Cidades" procuram suscitar reflexões sobre o espaço público, sobre o espaço urbano, sobre a qualificação territorial em todas as suas vertentes, sobre a vida (ou as vidas) das comunidades, com vista à construção de uma "cidade" (comunidade) mais fortalecida e enriquecida.

Paralelamente ao debate e à reflexão será inaugurada a exposição fotográfica "Caligrafias na Água", da autoria do Arq. Jorge Freitas Costa (natural do Porto e residente em Aveiro desde 1987). O momento da inauguração será complementado com declamação poética de Isabel Pinto sob extractos do álbum Water, da pianista
Hélène Grimaud, e será comentada pelo Prof. Doutor Aníbal Lemos, da Universidade Europeia e do IADE da
Universidade de Lisboa.
A exposição é pública e poderá ser visitada de segunda (10:00 - 2:00 horas) a sábado (10:00 - 17:00 horas).

publicado por mparaujo às 15:21

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