Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

06
Jun 17

São significativamente várias as reflexões sobre o terrorismo onde aponto o dedo à responsabilidade que a União Europeia, a Rússia, a China e os Estados Unidos têm, TAMBÉM, neste avolumar de actos bárbaros terroristas que têm assolado a Europa, os Estados Unidos, o Médio Oriente (bem no coração islâmico), a África (tanta áfrica) e a longínqua Ásia. Ou seja... os quatro cantos do mundo e não apenas a Europa.

Não vale a pena esconder a cabeça na areia ou sacudir a água do capote. O extremismo político-religioso islamita tem causado o pânico, o terror e a morte, por todo o mundo, por mais ou menos que estejamos preocupados ou com medo. É preocupante, tem que ser combatido e extinto. Mas importa igualmente abandonar de vez a hipocrisia geopolítica e geoestratégica internacional que por um lado verte lágrimas de solidariedade e por outro vende armas ao coração do extremismo islâmico (Arábia Saudita e envolvente) ou ainda descarrega responsabilidades na tragédia humanitária dos refugiados que nunca soube tratar, nem acolher (antes pelo contrário), com Donald Trump como protagonista principal.

Mas há ainda um outro aspecto importante no urgente combate ao terrorismo que explode nos dias de hoje: a própria comunidade islâmica, principalmente a radicada fora das suas naturais origens (por exemplo, na Europa).

Reconheça-se a coragem de dizer "Not in my name"...
Reconheça-se a coragem pública de Sadiq Khan, mayor de Londres, (para além da genial frontalidade em relação a Trump) em afirmar que, como muçulmano, não se revê na perversão dos valores do Islão e que, pessoalmente, estará na primeira linha de combate a estes hediondos actos...
Reconheça-se e aplauda-se a posição assumida por cerca de 130 Imãs que se recusaram a participar nos funerais dos autores dos atentados do passado sábado...

São actos e posições louváveis, que se aplaudem, que se devem valorizar e que vão para além de uma questão de sobrevivência social.

São pequenos mas gigantescos passos para que a comunidade islâmica tenha consciência que é no seu seio que surgem as radicalizações e as conversões ao extremismo e se prontifique a ser parte da solução deste grave problema... em defesa do multiculturalismo, da liberdade religiosa e do contributo que podem dar ao desenvolvimento e crescimento das comunidades.

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(créditos da foto: Marko Djurica/Reuters in JN)

publicado por mparaujo às 15:16

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