Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

27
Set 09
Se o PSD não conseguiu o seu objectivo (ganhar as eleições, mesmo sem a maioria), há outros aspectos a ter em conta:
1. O PS não ganhou a maioria e não teve um resultado tão claro como Sócrates afirmou.
2. O BE, mesmo subindo, não é a 3ª força e não está muito afastado da CDU. No dia em que os descontentes do PS voltarem a ficar contentes, acaba a euforia e a arrogância.
3. Sócrates deixou claro que não "piscará" o olho ao BE. Acabou o "casamento secreto"!
4. A Abstenção prejudicou o PSD (veja-se a percentagem na Madeira - cerca de 45%).
5. Não acredito que Manuela Ferreira Leite se demita, mesmo depois das autárquicas (perspectivando-se um bom resultado).
6. A CDU "afundou" no 5º lugar.
7. A Maioria obtém-se: PS+PSD / PS+CDU+BE e, curiosamente, PS+CDS.
8. Goste-se ou não... CDS é o grande vencedor das eleições. Obteve o que Paulo Portas sempre desejou: a não maioria do PS, os dois dígitos percentuais (10,5%), a 3ª força eleitoral, 21 deputados... e é a "balança" no parlamento.
publicado por mparaujo às 23:36

Os erros de uma campanha (e as influências externas e paralelas) que levaram de uma vitória europeia a uma derrota nacional.
A campanha eleitoral, para o PSD e Manuela Ferreira Leite, deveria ter terminado no último debate televisivo.
Até uma semana antes das eleições as sondagens (as mesmas que acertaram nos resultados finais) indicavam um empate técnico, entre o PS e o PSD.
Em pouco mais de 3 dias, tudo desmoronou.

Falar de Asfixia Democrática e visitar a Madeira... um erro!
Não explorar melhor o caso TVI... um erro!
Não apresentar medidas concretas para as propostas apresentadas (por exemplo, baixa dos impostos, IVA, etc)... um erro!
Falar de Verdade e colocar António Preto nas listas... um erro!
Faltou capitalizar a imagem de verdade, coerência, sinceridade e as políticas alternativas ao PS.

Houve lateralização a mais na campanha do PSD.
E uma machadada final: a posição de Cavaco Silva em relação às "suspeitas" de escutas...

Tomando como exemplo, o acto eleitoral na Madeira, um outro dado parece relevante: a abstenção penalizou o PSD (repare-se que pouco mais de 50% de eleitores votaram na Madeira). Algo para reflectir!!!
publicado por mparaujo às 21:18

25
Set 09
Cumprindo o estipulado por força legal... antecipando uma hora!

publicado por mparaujo às 22:56

Texto para ser publicado, hoje, no Diário de Aveiro, mas que não consegui enviar atempadamente.
Sais Minerais
Notas Breves… e suspensão!

Não há, normalmente, período eleitoral sem “casos”, “histórias” ou os chamados “golpes baixos”.
Aliás… não há política sem “casos”, “histórias” ou os chamados “golpes baixos”. Há muito que a ética e a política (o seu debate e confronto) estão de “costas voltadas”.
E, no caso concreto deste período eleitoral, são já vários os chamados “casos” eleitorais: TVI, TGV e Espanha, a Asfixia, os PPR’s e Investimentos do Bloco de Esquerda, etc…. e, por último, o caso das “escutas do Governo à Presidência da República”.
Normalmente, os casos de campanha, não passam disso mesmo: casos que servem para distraírem do essencial ou criarem desconforto no campo adversário.
Mas desta vez, nem tudo é distracção e há, de facto, casos que merecem alguma ou muita preocupação, e especial atenção.
No caso da TVI (Jornal de sexta) já muito foi dito, embora nem tudo esclarecido, e aguardam-se mais desenvolvimentos.
No caso das “escutas” (ou supostas escutas) à Presidência da República, é crucial reflectir sobre o “caso” em três vertentes:
1. Jornal Público vs Diário de Notícias.
Do ponto de vista da Comunicação Social, é extremamente grave, ética e deontologicamente, que um órgão de comunicação concorrencial tenha avançado com a publicação de documentação interna de um outro jornal. E já agora era importante que o DN citasse as suas fontes (já que citou as fontes constantes do e-mail publicado) e informasse como é que teve acesso ao e-mail interno do Público e do jornalista Luciano Alvarez.
Convém lembrar o posicionamento editorial do DN próximo do PS. Assim, tal publicação só veio trazer mais um “caso” à campanha e favorecer, claramente, o PS.
Correcta foi a postura do Expresso que ao ter, igualmente, conhecimento do documento do Jornal Público, decidiu não o publicar e manter a sua própria investigação jornalística.
2. Esclarecimentos necessários e urgentes.
O Presidente da República, no âmbito dos acontecimentos, tinha já, publicamente, afirmado que, face ao momento eleitoral, apenas se pronunciaria após os resultados das Legislativas.
Poder-se-á questionar se Cavaco Silva deveria ou não, face à gravidade do caso, demonstrar a sua posição e opinião sobre o assunto. Entendo que por menos (pelo menos para a maioria dos cidadãos) fez parar o País, no Verão de 2008, para vir falar de um tema que à esmagadora maioria dos cidadãos disse “zero”: o veto ao estatuto dos Açores (mesmo que mais tarde o Tribunal Constitucional lhe tenha dado total razão).
Mas se temos a imagem do Presidente da República como um homem político de grande astúcia e experiência, não se compreende como, depois das suas afirmações e a escassos dias do acto eleitoral, venha demitir o seu principal assessor de imprensa, pessoa que o acompanha há mais de vinte anos.
E se a demissão, por si só, parece irreal, mais se pode dizer do facto de a mesma ter ocorrido sem qualquer explicação e abordagem sobre o tema.
Para isso, a coerência deveria ter levado o Presidente da República a tomar todas e quaisquer posições apenas após as eleições, como sempre afirmou.
3. Questão pertinente (e última)
Face à realidade dos acontecimentos, permanece, apesar de todos os factos, a dúvida que é necessária esclarecer: há ou não escutas do Governo ao Presidente da República?! Ainda só sabemos a versão de um dos lados da “barricada”.
É que com a demissão, apenas ficámos a saber (deduz-se) que o Assessor de Imprensa de Cavaco Silva falou em nome próprio.
Muito pouco para tão grave polémica.
Por último, por indicação da ERCS (Entidade Reguladora da Comunicação Social), e por uma questão de ética, as Crónicas “Sais Minerais” vão interromper a sua publicação, regressando depois das eleições autárquicas. Com toda a certeza, mais fortes e com “olhares mais atentos”…
Tal circunstância prende-se com o facto de ser candidato, pela Lista de Fernando Marques, à Assembleia de Freguesia da Glória.
Resta-me, por isso, dizer um “até daqui a duas semanas” e apelar à mais importante participação cívica dos cidadãos: Votar. È um direito e um dever de todos.
Para que Portugal e Aveiro cresçam…

Ao sabor da pena…
publicado por mparaujo às 18:04

24
Set 09
A ler este interessante post na "Casa dos Comuns", do amigo e companheiro João Pedro Dias: O enorme ego de Cavaco Silva.
Perfeitamente de acordo. Aliás na linha do meu artigo de amanhã, no Diário de Aveiro.
Presidente da República esteve muito mal, nesta fase final da campanha. E como eu escrevi (e pode ser lido amanhã), para um político tido como eficaz e conciso (que nunca erra e nunca se engana) esta sua atitude só traz "água na boca". É "gato escondido com rabo de fora".
publicado por mparaujo às 21:29

Tenho que CONCORDAR com este muito bom texto no Margem Esquerda.
publicado por mparaujo às 20:27

17
Set 09
Publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro.
Sais Minerais
Arruadas e Jantaradas.


O “circo” da campanha eleitoral teve início oficial no princípio desta semana.
Uma campanha eleitoral que está e vai ser marcada pela ansiedade, pelo equilíbrio nas sondagens, pela pressão do “empate técnico” nas previsões… pelos ataques ferozes entre opositores.
Mas esta fase, que antecede o momento da verdade, é, por norma, “gasta” em aspectos e acções que deixam algumas dúvidas, em relação aos impactos e resultados junto dos eleitores, nomeadamente o que respeita aos indecisos.
São os “folclores”, os ataques demagogos, os “beijinhos e abraços” das arruadas, os monumentais jantares-comício, as frases feitas! A bem da verdade, também as emoções, a agressividade, a confiança, a conquista e consolidação de eleitorados, ou as promessas que ficarão ou não por cumprir.
Mas a verdade é que em relação aos apoiantes e simpatizantes já pouco há para consolidar (aliás, são estranhos os comícios e os jantares, já que, quem comparece, é quem se identifica com o partido, sendo, por natureza, eleitor já conquistado).
No que toca aos indecisos, se não foram conquistados nas acções pré-eleitorais (entrevistas, debates, etc), muito dificilmente serão com as acções de campanha, cheias de “ruído” e com pouca clareza.
No fundo… a verdadeira campanha eleitoral já aconteceu: as entrevistas aos principais líderes e os debates entre os partidos com representação eleitoral, acabaram por esgotar a confrontação e a argumentação.
Embora se assista a uma crescente relevância e importância das “redes sociais”, da blogoesfera e das ferramentas da internet na difusão das mensagens partidárias, o peso e mediatismo da Comunicação Social, nomeadamente o da televisão, ainda é a referência, como o demonstraram os debates efectuados. E aqui residiu a verdadeira campanha eleitoral… mesmo que o resultado dos debates tenha deixado “tudo na mesma”, como o espelham as últimas sondagens.
Em relação aos debates, falharam precisamente naquilo que deveriam ser mais conclusivos e incisivos: não serviram para conquistar o eleitorado indeciso.
Sem vencidos nem vencedores de forma clara e evidente (no fundo, sem fazerem “sangue”), houve, no entanto, alguns aspectos que importa realçar.
Jerónimo de Sousa falou apenas para o interior do PCP, tentando, com isso, impedir fugas de eleitorado, nomeadamente para o BE.
Quanto a Francisco Louçã, aquele que pareceria vir a ser o verdadeiro “animal feroz” dos debates, fracassou na hora do confronto, excepção feita para o momento mais à esquerda (com Jerónimo de Sousa). Na hora de apresentar propostas, estas demonstraram-se frágeis, irrealistas, demagogas (como é o seu discurso metafórico que já tem dificuldade em afirmar-se), e transmitiram um lado radicalista e extremista, “acordando fantasmas ideológicos trotskistas” dos tempos da UDP, recordando, a muitos cidadãos, as obras de peso na bibliografia de George Orwell: “O Triunfo dos Porcos” e “O Grande Irmão”.
Paulo Portas, hábil nestes ambientes, foi, em muitos momentos, bastante seguro e incisivo, com um discurso claro e determinado.
José Sócrates deixou uma imagem "pálida" e "desgastada" no seu discurso. Mais propagandista do que realista, agarrado ao passado dos outros (nomeadamente de Paulo Portas e Manuela Ferreira Leite) e à “obra” que refere ter realizado, a verdade é que esqueceu, na maioria dos casos, que quem está a ser “julgado” é precisamente a sua governação e não os “fantasmas” dos outros partidos. Não consegui descolar da sua principal opositora (Manuel Ferreira Leite). Pelo contrário, valorizou a imagem e mensagem da líder do PSD, ao ponto de transformar os valores das sondagens que, em Junho, lhe eram favoráveis, para um claro empate técnico, no arranque para a campanha oficial.
Ao expor e valorizar, quase que exclusivamente, o trabalho realizado, foram poucas as referências a propostas para o futuro, tentando apagar a imagem de uma governação demasiadamente exposta e confrontada na rua, pela contestação social.
E o espelho desta realidade foi a forma como terminou o seu debate com Ferreira Leite. Dizer que se ganhar as eleições os ministros serão substituídos (e foi mesmo isso que foi dito) é o mesmo que querer dizer e transmitir a imagem de que o Governo falhou, não prestou um bom trabalho ao país. É, claramente (mesmo que sem intenção), transmitir aos cidadãos uma clara falta de confiança.
Quanto a Manuela Ferreira Leite, os debates, mesmo que não ganhos (o que não significa que tivessem sido perdidos), serviram para demonstrar uma evidente imagem de seriedade, de confiança, de rigor. Transmitiu a sua mensagem de forma frontal e realista (como a preocupação com as PME’s, a economia, a educação e o estado social), clarificando, de uma vez por todas, que não haverá lugar à privatização da saúde, nem da segurança social. Manteve um discurso coerente e coeso (já que muitas vezes parecia mais que era a governação do PSD que estava em causa e não a do PS), e nem mesmo as “gaffes” do IRC/IRS ou a questão das SCUT’s ofuscaram a posição, partilhada pela maioria dos portugueses, em relação às obras públicas (caso TGV), aos impostos, economia, saúde e educação.
Manuela Ferreira Leite assumiu, num espaço que lhe é mais favorável do que o “improviso do momento ou da rua”, passou a mensagem que queria, não saiu derrotada em nenhum confronto e acabou por ser a surpresa de todos os debates (mesmo que o mais visto tenha sido o de Paulo Portas com José Sócrates).
A 27 de Setembro logo se verá o rumo do país e por quanto tempo.
Ao sabor da pena…
publicado por mparaujo às 21:27

12
Set 09
Os debates televisivos chegaram ao fim... Começa agora o "circo" da campanha. As emoções, a agressividade, a confiança, a conquista e consolidação de eleitorados. Também as promessas que ficarão ou não por cumprir.
Em relação aos debates, a minha conclusão é que não serviram para conquistar indecisos mas sim para consolidar que já decidiu.
Paulo Portas foi, em alguns momentos, bastante seguro e incisivo.
Manuela Ferreira Leite, para quem a via como o "elo mais fraco" foi a maior surpresa: passou a mensagem que queria, não saiu derrotada em nenhum confronto e acabou por ser a surpresa de todos os debates.
Francisco Louçã foi o menos feliz no confronto das ideias e propostas.
Jerónimo de Sousa falou apenas para dentro do PCP. O mais inseguro e menos preparado para os confrontos.
José Sócrates deixou uma imagem "pálida" e "desgastada" no discurso. E penso que não terminou bem. Dizer que se ganhar as eleições TODOS os ministros serão substituídos é o mesmo que querer dizer e transmitir a imagem de que o Governo falhou, não prestou um bom trabalho ao país. É, claramente (mesmo que sem intenção), transmitir aos cidadãos uma clara falta de confiança.
publicado por mparaujo às 23:20

01
Set 09
Visão, on-line e através do twitter, da entrevista do Primeiro-Ministro, José Sócrates, à RTP 1 (hoje).
mparaujo: RT @AnaCatarinaSant: PM a falar sobre os erros que cometeu ("cometi imensos, imensos") é enternecedor...
mparaujo: RT @pauloferreira1: Coisas verdadeira/te importantes: branqueamento dos dentes superiores?
mparaujo: RT @RitaMarrafadeC: GRANDE JUDITE!!
mparaujo: Eh pá. Boicoteeee... desligaram o microoooo à Judite. Não há direito!
mparaujo: RT @ademarmarques: Só fico é sem perceber porque é que o PM não espera ganhar com 70% dos votos, neste país maravilhoso que deixa.
mparaujo: Mas só para os 18 anos.... RT @InesSerraLopes: O "inove social" e a "conta poupança futuro" são as primeiras decisões de José Sócrates.
mparaujo: RT @luispedronunes: Grande Sócrates: "A minha primeira? dou-lhe duas" se for assim no sexo...
mparaujo: RT @InesSerraLopes: Há uma escolha a fazer. Só há dois partidos que podem ganhar as eleições: PS ou PSD. Já fui tão claro quanto a isso...
mparaujo: AHHHHH Já chegaram os duzentos euros.....
mparaujo: PM quer discutir os problemas do país. Judite Sousa não deixa. Mas quando lhe faz alguma pergunta sobre o país... NICLES!!!!
mparaujo: RT @InesSerraLopes: José Sócrates, em grande forma - talvez se arrependa de dar tanta importância e tanto tempo de antena a MFL - mostra medo.
mparaujo: RT @RitaMarrafadeC: O olhar amenizou-se. Até sorri... estou surpreendida!!
mparaujo: Aiii... agora a Judite passou-se: "Olhos nos Olhos"?????
mparaujo: Quando é que vem a "pérola" dos 200 euros por cada nascido...???
mparaujo: RT @luispedronunes: DELICADEZA PORRA.
mparaujo: RT @JMF1957: "Não tivemos delicadeza com os professores" Iol, Iol
mparaujo: @AnaCatarinaSant RT @JMF1957: José Sócrates não responde às perguntas que lhe são feitas, para variar...
mparaujo: RT @P_S_G: Sócrates: alguns 'dos meus melhores amigos são juízes'!
mparaujo: Essa da redução do insucesso escolar é de morrer a rir. Confunde-se facilistismo, banalidade do ensino, com qualificação e mérito...
mparaujo: José Sócrates tem uma visão diferente da familia de MFL. Não é para procriar... é para receber dinehiro... apenas uma questão económica!
mparaujo: RT @CarlosLima7: socrates a citar o publico. o homem ta mesmo diferente.
mparaujo: @LucianoAlvarez :-)) Surpresaaaaaa, não é?! Afinal o Jornal é mesmo REFERÊNCIA. (a prpósito da exibição da notícia do jornal Público).
mparaujo: RT @LucianoAlvarez: José Sócrates com uma cópia de uma página do @Publico não mãos.
mparaujo: José Sócrates governa um país que não é o NOSSO PORTUGAL....
mparaujo: Pronto... lá vêm as queixinhas... E então se as coisas estão a melhorar, JS pede para governar nas dificuldades?!
mparaujo: Sócrates tem uma atitude diferente de Manuela Ferreira Leite... só não sabemos é se é melhor ou pior!
mparaujo: Ora... vamos lá ouvir... sem estragar o jantar que estava uma delícia (modéstia à parte).
mparaujo: @Lmalopes Vamos ver é se Judite de Sousa consegue manter o "apertanço" até ao fim...
publicado por mparaujo às 23:30

30
Ago 09
Contra factos, sempre ouvi dizer que deveriam existir argumentos. Só assim se valorizam convicções e princípios.
Para as hostes socialistas, esta é uma realidade difícil de alcançar e protagonizar.
Face à apresentação do Programa Eleitoral do PSD (que tem mais que uma folha A4 - 40 páginas, menos 80 páginas de "palha" eleitoralista), os socialistas argumentam com expressões vãs e vazias: para Mário Lino falta "ambição" e "chama" ao programa eleitoral do PSD; para João Tiago Silveira, o PSD é "um partido do passado" cujo programa "não tem ideias"; para Pedro Silva Pereira, Manuel Ferreira Leite está "Azeda e cheia de suspeições e acusações para dentro e fora do partido".
No entanto, com tanta "mão cheia de nada", a cereja no cimo do bolo, vem de um ex-ministro socialista, dos governos de António Guterres. Para Pina Moura, o "programa do PSD é mais focado que o do PS", e "aplaude uma das medidas do programa eleitoral do PSD e revela uma visão crítica da política económica do PS".
publicado por mparaujo às 17:50

27
Ago 09
O PSD apresentou, hoje, o programa eleitoral para as próximas eleições legistaltivas, em Setembro.
Pode ser consultado aqui e comparado com o do PS aqui.
40 páginas chegaram (não foram precisas 120). Ou seja... retirada a "palha eleitoralista"!
publicado por mparaujo às 19:04

24
Ago 09
Com o aproximar das reentrées partidárias, das campanhas e das eleições, nada melhor que "limpar os ouvidos" de tanto ruído demagógico e rir um bocadinho (mesmo que baixinho):
publicado por mparaujo às 00:05

15
Ago 09
Assim há uma questão legal que imprta desde já esclarecer: Estes Fantasmas têm cartão de eleitor ou cartão único?!
publicado por mparaujo às 23:33

27
Jun 09
Eleições Legislativas a 27 de Setembro.
Eleições Autárquicas a 11 de Outubro.
Assim... Let´s the show begin.
publicado por mparaujo às 16:27

09
Abr 09
No seguimento do post anterior...
É óbvio que a aposta centrista na lista para as europeias, é uma boa opção e recheada de valores com capacidade inquestionável.
Nuno Melo, Diogo Feyo e Teresa Caeiro.
Mas...
E cá no burgo?! Com quem Paulo Portas contará para a Assembleia da República?
Com menos "valias"?!
publicado por mparaujo às 22:25

13
Mar 09

Publicado na Edição de hoje do Diário de Aveiro.

Sais Minerais
Portugal Eleitoral.

Há vida para além da crise.
O ano de 2009 não é apenas um ano de crise (ou de crises, para sermos mais precisos). É um ano marcado por três momentos (coincidentes ou não) eleitorais: eleições europeias, legislativas e autárquicas (sendo a ordem dos factores, mais ou menos, arbitrária).
Mas será que estes momentos altos da vida política nacional superarão, em termos de importância, a crise económica, a crise dos valores, a crise social (desemprego, endividamento familiar, insegurança, insatisfação social, etc.)?!
Vejamos…
Com a falta de outro tipo de argumentação (por ventura mais consistente e coerente), os vários sectores partidários vão-se desdobrando em posições distintas em relação à temática.
Uns aproveitam para fazer demagogia política, desvalorizando a importância de cada acto (ou pelo menos de dois deles: europeias e autárquicas), transformando-os num sinal de combate político contra o governo. Como se fosse essa a realidade em causa: para a Europa pouco importa quem governa Portugal, assim como na maioria dos Concelhos e Freguesias deste País, felizmente, se vai dando valor às pessoas e aos projectos, mais que às bandeiras partidárias.
Outros, concretamente o partido do governo, vão tentando fugir a esta confrontação, pressionando para que os actos eleitorais (autárquicas e legislativas) sejam coincidentes, diminuindo a argumentação da oposição e evitando o risco da penalização.
Enquanto isso, o cidadão vai-se afastando e desinteressando de processos que, cada vez mais, se vão tornando imagem de penosidade, irrelevância, perda de tempo e de racionalidade. Ou seja, o cidadão começa a revelar sinais de estar farto de "circos".
Começa a revelar sinais de estar farto da política, dos partidos, dos políticos e de governos. Porque a realidade que vive, no seu quotidiano, está, também ela, cada vez mais longínqua de demagogias e utopias.
O dinheiro não chega para o mês, o emprego tornou-se preocupantemente instável, a saúde doente, a justiça desigual e distante, o ensino deseducado, … .
E a política completamente deslocada das necessidades de cada um dos mortais e dos seus interesses. De tal forma, que, ciclicamente, a interrogação invade as mentes comuns: votar para quê?! E se a questão pode parecer um atentado à participação e intervenção públicas e ao dever cívico, ela não deixa de ilustrar o sentimento maioritário do real e profundo Portugal.
Se a política (entenda-se, partidos e políticos) são os primeiros a dar o (mau) exemplo, porquê exigir (uma vez mais) ao pobre comum dos cidadãos uma responsabilidade na qual ele não se revê?!
Não há nenhuma campanha de valorização da importância da participação e representatividade europeia. Ao fim de 23 anos, quem sabe o que é a Europa, o seu funcionamento e o que ela representa para o país?! A irrelevância deste acto eleitoral é tão acentuada que, há 5 anos atrás (13.06.2004) a abstenção registou o valor de 61,40%.
Mesmo em relação à escolha dos destinos das autarquias e das freguesias (o poder mais próximo dos cidadãos) o desinteresse começa a ser uma realidade (39% abstenção nacional – 43% abstenção em Aveiro), ano após ano.
Antes de qualquer combate político e ideológico, é importante e urgente reforçar o exercício do direito de cidadania dos portugueses, acentuar a relevância do seu contributo para a construção do "espaço público" e consolidação da democracia, bem como a percepção do papel das instituições governativas e o impacto que as mesmas têm na vida de cada um de nós. E não desvalorizar e esvaziar o sentido de cada acto eleitoral como demagogias políticas e confrontos ideológicos desajustados.
E primeiro… a "limpeza" da imagem da política, dos partidos e dos políticos.
Ao sabor da pena…

publicado por mparaujo às 20:35

Publicado na edição de hoje do "O Aveiro".

Políticas... e dores de cabeça!
A semana anterior fica marcada pelo episódio rocambolesco na Assembleia de República, palco que deveria ser da arte da política, das convicções, ideologias, retórica, da representatividade e do poder.
Mas é-o da expressão máxima do desinteresse, da improdutividade, do absentismo, dos jogos de poder, das pressões e da indiferença. Da crítica destrutiva, dos jogos políticos demagogos, dos jogos de interesses… E, mais recentemente, da baixaria e da falta de dignidade.
Por mais avisos que sejam feitos (por exemplo, pelo próprio Presidente da República), por mais inquéritos e sondagens que demonstrem a realidade – os portugueses afastaram-se dos órgãos de soberania, da política, dos partidos, da participação cívica – aqueles que deveriam ser o exemplo da ética e da responsabilidade, não perdem uma oportunidade para "espetar mais uma bandarilha" no regime e no sistema. Sim… porque só faltou, mesmo, a "tourada"!
A troca de "mimos" entre o deputado José Eduardo Pereira (PSD) e o deputado Afonso Candal (PS), entre energias renováveis e eólicas, de nada serviu para além de consolidar essa péssima imagem que se tem da política e das suas Instituições, bem como deitar "ao vento" a temática em causa.
E é pena que quem está, hoje, na política, não esteja de "corpo e alma", com a certeza do conhecimento dos terrenos que pisa, da sua essência (como aqui já foi expresso, é, claramente, excessivo número de deputados para a dimensão do país e para o que, politicamente, é produzido). Porque o Senhor Deputado (para lamentar) José Pereira deveria saber que, nestas "cousas" da retórica, "quem vai à guerra, dá e leva", e ter poder de encaixe e resposta, não é para todos. Ou se tem a consistência da argumentação e da fundamentação, ou se "ferverá sempre em pouca água".
Da mesma forma que não se percebe a insistência em transformar realidades distintas, numa só, para aproveitamento partidário. Tal como o PCP o pretende, querer transformar as eleições europeias, que nada têm a ver, directamente, com a governação interna de cada país, num julgamento sumário a esta governação, é o mesmo que desvalorizar o sentido e a missão da comunidade europeia, do seu significado, da sua importância e do seu impacto na vida de cada um dos cidadãos. Aliás, uma realidade, apesar destes anos todos, muito distante do quotidiano dos portugueses. E depois admiram-se da elevada abstenção e do desinteresse generalizado.
A política, enquanto não voltar aos seus tempos de transparência, clareza, verdade e coragem, valerá, apenas, pelo seu folclore eleitoralista, de quatro em quatro anos.
Mas como lá (Lisboa), também por cá (Aveiro) …
O PS aveirense já apresentou a sua proposta à presidência autárquica, o PSD local já tinha manifestado a sua opção "natural", o CDS.PP mantém uma guerra surda interna que com muita dificuldade se percebe e se justifica.
Ou se mantém integrado num projecto que "ajudou" a construir ou se mantém à margem de uma "luta eleitoral" que se afigura, naturalmente, bipartida entre PSD e PS (Élio Maia e José Costa), com os riscos que daí advêm.
Mas a questão não está tanto nas peripécias desta indefinição (o responsável pela concelhia local tem mil e uma dúvidas, o responsável distrital antes pelo contrário e o presidente nacional – em recente visita ao "burgo" – afirmou que só o projecto coligação faz sentido).
O problema é o timming ou a sua escassez. É que o CDS.PP corre o risco de "perder o barco", a relevância, o impacto e o peso político. Seja de que forma for.
publicado por mparaujo às 20:27

01
Mar 09
Nacionalismos em queda na vizinha Espanha.
Ainda sem resultados finais, mas com dados quase definitivos:
Na Galiza o PP espanhol volta a ser líder governativo regional e no País Basco o Partido Nacionalista vence mas apenas com maioria relativa, com o PSOE e o PP a aumentarem o seu número de deputados. Resta a dúvida quanto à coligação, sendo muito improvável ou quase que impossível imaginar-se uma coliggação nacionalistas com PP.
publicado por mparaujo às 21:20

19
Fev 07
Palhaçada!
É só o que me vem à cabeça, com esta atitude do Mr. Madeira.
Contra a lei das finanças locais, a verba presente no orçamento de estado para a Região Autónoma da Madeira e contra o próprio Presidente da República que promolgou uma lei que é uma traição à Madeira, o Dr. Alberto João Jardim decidiu demitir-se e "arrastar" neste processo a Assembleia Legislativa Madeirense.
Ora, até aqui, um verdadero milagre. Uma verdadeira libertação da região autónoma. Aquilo porque todos, continentais e ilhéus tão ansiosamente esperávamos.
Mas eis que se vira a face da moeda.
Demite-se mas recandidata-se.
É Carnaval. Está mais que visto.
Ora se o senhor se demite como forma de protesto, vai recandidatar-se como forma de quê? De reconfirmar o protesto?
Ou pura e simplesmente porque lhe apeteceu dar de novo nas vistas e tornar a política (já de si debilitada) numa autêntica palhaçada?
Não está agarrado ao poder, mas também não abdica dele. Soberbo.
É este o respeito que o povo madeirense e o país merecem?!
Pode ser que seja desta que a Madeira se torna verdadeiramente livre.
Para bem de todos.
publicado por mparaujo às 22:56

pesquisar neste blog
 
arquivos
2017:

 J F M A M J J A S O N D


2016:

 J F M A M J J A S O N D


2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


2007:

 J F M A M J J A S O N D


2006:

 J F M A M J J A S O N D


2005:

 J F M A M J J A S O N D


mais sobre mim
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Junho 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

12
13
15
16

19
20
22
23
24

25
26
27
28
29
30


Visitas aos Arcos
Siga-me
links