Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

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Jan 16

Presidenciais - 2016.jpgenquanto o tempo corre para a edição de amanhã do Diário de Aveiro.

Em jeito telegráfico.

1. Inesperado. As sondagens valem o que valem (e já há algum tempo deixaram de valer muito) e o facto é que não era, de todo, expectável que não houvesse segunda volta eleitoral.

2. Inédito. Marcelo Rebelo de Sousa não só ganhou à primeira volta como, histórica e inédita, ganhou em todos os círculos eleitorais (de norte a sul, ilhas incluídas).

3. Desastres. A derrota da Esquerda e a derrota de todos os 9 candidatos que esperavam uma segunda volta eleitoral. Os resultados obtidos por Maria de Belém e pelo PCP.

4. Desastres menores. Os fracos resultados de Paulo Morais e de Henrique Neto face ao que eram as perspectivas das suas candidaturas.

5. Os danos colaterais. Os impactos internos que foram criados no seio do Partido Socialista com as duas candidaturas de Sampaio da Nóvoa e Maria de Belém. Ambos somados não chegam perto dos valores alcançados pelo PS nas últimas legislativas. Mas há mais... a "azia política" do PCP em relação aos resultados do BE. Se fosse algum político à direita a tecer as considerações que Jerónimo de Sousa fez em relação a Marisa Matias e ao BE tinha havido motim social. Mas como são os dois de esquerda e convém não beliscar os compromissos, «está achegar o Canraval, ninguém leva a mal».

6. Surpresa. O resultado eleitoral de Vitorino Silva (Tino de Rans) com o seu sexto lugar (quarto no município de Aveiro e terceiro no circulo distrital de Aveiro, à frente, por exemplo, de Marisa Matias). Independentemente dos votos na área de influência geográfica, o resultado espelha o voto de protesto, de indiferença, de sátira. Portugal encontrou o seu "Tiririca" eleitoral.

7. Nota "menos zero" para uma campanha absolutamente paupérrima.

Nota de rodapé... ainda não consigo perceber, ao fim de tantos anos e de tantas referências e estudos, com tanta tecnologia ao serviço de tudo e mais alguma coisa, como é que ainda não se resolveu a questão da credibilização e do realismo dos cadernos eleitorais. Não desculpa, obviamente, os valores da abstenção que serão, por natura, sempre condenáveis.

publicado por mparaujo às 16:52

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