Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

05
Nov 17

joao vieira.jpg

Com um abraço ao João Vieira...

Dia 11 de maio de 1982 (tinha que ser maio, claro) é a data de registo do nascimento de um gafanhense / aveirense / cidadão do mundo / adoptivamente catalão (sem a conotação conjuntural actual).

Seriam longas algumas histórias que a memória vai resguardando do tempo.

O que interessa agora é uma em particular... em casa havia (penso que ainda há) um piano, mas curiosamente seriam "os tachos, os testos e as colheres de pau" a marcar o ritmo da opção profissional e artística, para além do modo de vida.

A passagem pelos estudos secundários na Escola Homem Cristo (Aveiro) não preencheram a paixão. Seria o conservatório e as escolas de música a cumprir a sua função. Acresce a sorte de ter a tia como vizinha e não propriamente alguém "duro de ouvido" para a música e sem paciência e compreensão para o soar e rufar de caixas, tambores e pratos de uma bateria. Estilos havia (e hoje haverá mais ainda) para todos os gostos e feitios... o feeling, o infinito criativo do improviso, impôs um compromisso assumido desde a primeira hora, qual amor à primeira vista, com o jazz.

Compromisso que o levou aos estudos em Barcelona, a uma passagem por terras do Tio Sam, e ao regresso profissional e criativo a Barcelona.

É já significativo o percurso musical, o estudo constante, o trabalho criativo, as participações artísticas.

Ainda têm lugar de reserva, merecida, cinco composições que constituíam uma maquete pública, penso que de 2006 (se a memória não me falha) do trabalho produzido pelo Zenhit Quartet. Ainda está presente uma interessante passagem ao vivo pelo Mercado Negro, em Aveiro.

Passados estes anos, é assumidamente a altura para o importante passo da gravação e edição de um trabalho inédito. Vertente criativa pronta falta o outro lado da arte: o financiamento. O projecto de crowdfunding, via Verkami, arrancou há nove dias, restando 31 e leva já 35% do objectivo cumprido. As nove composições deste trabalho inédito do músico/compositor/professor João Vieira só verão a luz ao fundo do túnel cumpridos os restantes 65%.

E já só restam 31 dias...

Mecenato: crowdfunding da Verkami.

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publicado por mparaujo às 14:38

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