Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

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Ago 17

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"O Reencontro" é o primeiro filme da Daniela Guerreiro e projecta na tela a aventura de um jovem que percorre o Caminho de Santiago, por trilhos portugueses e espanhóis, ao (re)Encontro com vivências intensas, com descobertas que transformam, com o presente e as memórias vivas de outras gerações, que permitem construir uma forte interioridade e que permitem um Reencontro consigo. Um caminho difícil, tortuoso, solitário, mas rico de experiências.

Este é o seu primeiro sonho tornado realidade. O seu primeiro filme como realizadora e argumentista, com estreia marcada para o dia 2 de setembro, às 21:00 horas, no Centro Cultural e de Congresso de Aveiro, não é mais do que o primeiro passo para trilhar futuros caminhos e muitos mais e excelentes "Reencontros".

Quisemos saber o porquê, o como e o futuro. A Daniela Guerreiro revelou-nos tudo... sem esconder nada.

(Debaixo dos Arcos) É perceptível que este filme resulta de um sonho bem claro de abraçares a projectos cinematográficos e a realização. Está concretizado o sonho... Mas porquê um filme sobre o percurso dos Caminhos de Santiago? O que levou à escolha deste tema? Poderia ser sobre a emigração jovem, sobre um Reencontro mas numa ida a Fátima, sobre tanta outra coisa... mas foi sobre algo que ainda é, apesar de secular, muito restrito e obscuro aos olhos da maioria dos portugueses.
(Daniela Guerreiro) É difícil escolher o tema de um filme, confesso. Eu tinha vontade de fazer um projeto cinematográfico e passei muito tempo a pensar sobre o que deveria retratar. Conversei e partilhei essa minha vontade com pessoas de confiança e acabou por suscitar essa ideia dos Caminhos de Santiago. Depois foi preciso tempo para a desenvolver. O tema em si tem muita história e há cada vez mais pessoas, de várias idades, a querer passar por essa experiência. Achei que poderia ser interessante retratar essa realidade. Os peregrinos têm um espírito e entrega incríveis – quem por lá passa é que o sabe bem! Por outro lado, a nível de produção, como implicaria viagens e uma logística maior porque a cada dia estávamos mais longe de casa – também seria um desafio maior para mim.

(DB) Como é que surgiu a selecção do elenco, da equipa técnica? Como é que conseguiste reunir à tua volta este interesse por um filme com esta temática?
(DG) Posso dizer que sempre que apresentava o projeto a alguém tinha imensa recetividade. Apesar de tudo, o que estava a proporcionar era uma experiência única, intensa e desafiadora. O Gabriel [actor principal] eu já conhecia e foi das primeiras pessoas com quem falei sobre a ideia – ainda nem nome tinha. Em relação ao elenco, procurei referências junto de pessoas que já estivessem no meio e pesquisei muito – dentro daquilo que precisava e das personagens que tinha idealizado. Relativamente à equipa técnica, tentei arranjar pessoas com experiência para cada um dos cargos que tinha. Alguns acabaram por ser pessoas que tinham estudado na minha faculdade, nem todas no meu ano.

(DB) Acredito que o que te tenha dado mais prazer, onde te terás sentido mais feliz, foi teres um resultado final, chegares ao fim do projecto, fazer (agora) a sua apresentação pública. Mas o percurso adivinho que não terá sido fácil.
(DG) O percurso não foi nada fácil. Pelo contrário… Até partir em viagem, pensei em ligar para toda a gente a dizer “Não venham!”. Deu muito trabalho preparar tudo ainda para mais quando tinha 14 pessoas (contando comigo) à minha responsabilidade. Mas foi muito bom! Aprendi a lidar com imprevistos, com pessoas diferentes, a sair dum ambiente em que me sentia confortável. Esta experiência mostrou-me que não há impossíveis. Foi uma grande lição! Perceber que me superei a mim mesma, com tantas adversidades, faz-me sentir orgulhosa deste projeto, de quem participou e de quem o apoiou.

(DB) Em recente notícia do Diário de Aveiro afirmaste que uma das maiores dificuldades foi a vertente dos apoios. Sentiste esta dificuldade porque as várias entidades e empresas não apostam no cinema ou foi por algum cepticismo em relação ao projecto?
(DG) A maior parte das empresas fecham-se a patrocínios e apoios, fogem só de ouvir falar. E comparando com outros países, em Portugal a cultura não é uma área onde por si hajam muitos apoios. Muito menos quando se fala no nome de alguém desconhecido. Eu tinha uma folha – frente e verso – com nomes de empresas a quem pedi apoios - monetários e em produtos… Apresentei o projeto via email, pessoalmente ou por telefone de acordo com aquilo que conseguia. Perdi muitas horas em frente ao computador e ainda mais ao telefone. A minha lista resumiu-se a poucas entidades. Era a realidade que tinha e tive de me adaptar a isso. Como se costuma dizer – poucos e bons! Estou muito grata… a quem apostou no meu filme e confiou em mim. Procuro não os desiludir. Até para não fechar portas de outras pessoas que sonham como eu.

(DB) Aconteça o que acontecer (e vão acontecer coisas boas no próximo sábado, de certeza) o filme está pronto, a estreia vai realizar-se. O sonho está concretizado. E agora? Como é que vai ser daqui para a frente, no futuro, a tua faceta comunicacional? Não acredito que este vá ser "filho único".
(DG) Estou muito concentrada neste "filho" que também eu espero que não seja o único. Tenho várias ideias, mas tenho de dar a este o tempo que ele precisa. Quero encher o auditório do Centro Cultural de Congressos de Aveiro e viver esse dia na sua plenitude. É meu e ninguém mo vai tirar da memória. Depois quero chegar a várias localidades, mostrar o meu trabalho a Portugal inteiro e quem sabe, percorrer o mundo. A minha faceta comunicacional fica sempre, as imagens e histórias também falam...

Aveiro tem o privilégio de ser o primeiro local escolhido para a estreia deste "O Reencontro" que terá lugar no dia 2 de setembro, às 21:00 horas, no Centro Cultural e de Congressos de Aveiro, com entrada livre. Uma estreia que promete mexer com Aveiro.

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publicado por mparaujo às 00:07

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