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Depois de há três dias ter sido noticiada a descoberto de quase a totalidade do armamento militar desaparecido há cerca de quatro meses da Base de Tancos, cada vez tenho menos dúvidas e crescem as certezas, tal como referi Aqui e Aqui (e neste último caso insuspeitamente apoiado pelo Capitão de Abril, Vasco Lourenço).

Sempre achei e defendi que todo este cenário da polémica em torno do roubo do armamento militar da Base de Tancos mais não era do que uma conspiração interna (no universo das Forças Armadas) para enfraquecer politicamente o Ministro da Defesa, Azeredo Lopes, sem colocar de parte uma possível saída do Governo ou, pelo menos, da pasta que tutela os militares.

É por demais conhecida a frontalidade política com que Azeredo Lopes tem sabido gerir o seu ministério independentemente, e sem qualquer constrangimento, do mau estar e do confronto que isso gera no universo das Forças Armadas, habituados que estão, por razões históricas, corporativas e políticas, a um determinado status nacional.

Motivos e exemplos, como referi, não faltavam: as nomeações internas; o "ataque" à honra de um dos principais pilares e bandeira  institucional das Forças Armadas: o Colégio Militar; as mortes nos cursos de Comandos; a revista em parada sem gravata (face aos protocolos e tradições); as questões de carreira dos sargentos; entre outros.

Os recentes factos acabam por subscrever o que sempre achei deste processo.

O material foi praticamente todo encontrado a menos de 20 quilómetros de Tancos, na Chamusca, em campo aberto (espalhado no mato), após uma denúncia anónima(???) que apenas se limitou a informar a PJ Militar (como se fosse normal o comum dos cidadãos ter esse tipo de contactos) e não a GNR local, a PJ ou até o correio da manhã.

Razão tinha o Ministro para numa entrevista à Rádio Renascença ter afirmado que "no limite podia não ter havido furto nenhum", pelo menos no contexto habitual de "furto". Tinha, de facto, razão.

Aliás, diga-se (também como o referi e ao contrário de tantas vozes que se levantaram logo a pedir a cabeça ministerial) que o Ministro da Defesa, Azeredo Lopes, lidou e geriu de forma eficaz e irrepreensível politicamente todo este processo.

Bem merecida a sua continuidade na pasta e no Governo (sem qualquer tipo de constrangimento no elogio... é o que é).

publicado por mparaujo às 20:18

6 comentários:
Como é que este cara de pau ainda tem a desvergonha de continuar ministro , despois de ter comentado o que comentou sobre o roubo em Tancos. Há limites para tudo e estes políticos não têm Caráter,vergonha ou pingo de pudor , enfim se calhar não merecemos mais, no fim fomos nós que lá os pusemos. Reflitam !
ivo a 22 de Outubro de 2017 às 15:00

Parece-me é que os comentários que o Ministro fez relacionados sobre Tancos não foram despropositados, nem infundados. Pelos vistos e pelos factos agora conhecidos publicamente.
Parece-me mais que caberá à instituição militar assumir responsabilidades e esclarecer cabalmente o que se passou.
mparaujo a 26 de Outubro de 2017 às 10:55

O ministro afinal foi competente como ministro da defesa, neste caso. Então não se percebe porque é que (as) chefias militares não foram já exoneradas. Alguma coisa não bate certo nisto tudo. Se estes golpes, a confirmar-se a versão do capitão de abril, são permitidos sem que nada aconteça em consequência, não precisamos de ministro da defesa. Para passar revista sem gravata às tropas em parada qualquer “badameco” serve e a vantagem é que um “badameco” dispensa a elevação à condição de ministro. Sai mais barato aos portugueses. Para não mudar nada e não haver responsáveis, responsabilizáveis e responsabilidade, deixe-se o exército como está, em autogestão. Não foi para isso que se fez o 25 de abril?..
João Gil a 22 de Outubro de 2017 às 14:29

Não é claro que não vá acontecer nada internamente. Não tenho conhecimento mas também nada invalida que não haja consequências num futuro próximo.
mparaujo a 26 de Outubro de 2017 às 10:53

O "capitão de Abril" é Vasco Lourenço.
Pedro Dias a 22 de Outubro de 2017 às 12:10

Corrigido... nem tinha dado pelo erro.
Muito obrigado.
mparaujo a 26 de Outubro de 2017 às 10:50

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