Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

24
Nov 15

Bernardo Pires de Lima - rebentou a bolha.jpgApós os recentes trágicos atentados em Paris, o mundo entrou numa espiral de acções de segurança, prevenção e combate ao terrorismo.

Não querendo, de modo algum colocar em causa estas e toda a actividade das forças de segurança no combate ao terrorismo, a verdade é que todas as recentes notícias (nomeadamente as que vêm de Bruxelas) fazem ecoar o velho ditado "casa roubada, trancas à porta" ou que "só nos lembramos de Sta. Bárbara quando troveja".

Além disso, corre na opinião pública um olhar céptico quanto às acções desenvolvidas e aos resultados tornados públicos. A mais notória é a incapacidade para que se impedissem os ataques em Paris e o número já anunciado de desmantelamento de redes e ataques no pós-Paris.

Interessante é a forma como Bernardo Pires de Lima, o investigador, em Relações Internacionais, colunista do Diário de Notícias e comentador de assuntos internacionais na RTP e Antena 1, descreve o actual mediatismo em torno das acções desenvolvidas na "capital política europeia", Bruxelas. A ler... "Rebentou a bolha", hoje no Diário de Notícias.

publicado por mparaujo às 12:10

17
Nov 15

Rezar por Paris.jpgEnquanto preparava o texto para a edição de amanhã, 18 de novembro, do Diário de Aveiro: «Não vale a pena esconder… “cheira a medo”», saíam algumas linhas, como estas...

(...) Por maior que seja o regresso à normalidade na capital francesa os próximos tempos serão de um desassossego latente, seja em França e na Europa, seja, por exemplo, nos Estados Unidos.
(...) A Europa, os Estados Unidos e a NATO, têm responsabilidades acrescidas neste combate ao terrorismo extremista e radical, com pseudo-fundamentos religiosos mas que é mais de índole política, por todas as alterações geopolíticas ocorridas no pós Iraque, Afeganistão, Primavera Árabe e pelo abandono de grande parte de África.
(...) Mas a responsabilidade não é só política e institucional (Estados, Organizações). Cabe a todos. Cabe aos cidadãos pela capacidade na demonstração de serenidade e coragem, pelo não embarque (infelizmente já sentido) em concepções xenófobas e comparações desmedidas. Por exemplo, no que toca aos refugiados. É que estes milhares que batem às portas da Europa, num total desespero e com a esperança de vida, são as primeiras vítimas do Estado Islâmico, é desta barbárie que fogem, mesmo com o risco de encontrarem a morte no Mediterrâneo. E importa separar as águas.
(...) Por último, a responsabilidade também cabe aos muçulmanos e aos islamitas. A resposta de demarcação dos atentados de Paris dada por muitos simples cidadãos muçulmanos é um passo, é uma resposta clara de crítica, de desejo de integração e, obviamente, de “sobrevivência social”. Mas falta mais. Falta aos próprios Imãs, aos responsáveis pelas comunidades (religiosas ou não), não só dizerem ‘Basta!’, mas criticarem e acusarem este extremismo que desvirtua o Islão, bem como, publicamente e dentro das comunidades, desconstruírem este radicalismo e desvio religioso.

Ao mesmo tempo deparava-me com estas quatro referências informativas de inquestionável interesse e pertinência.

Primeiro, uma excelente reportagem da Fernanda Câncio, enviada especial do Diário de Notícias a Paris. Uma abordagem directa a alguns muçulmanos e às suas visões sobre os acontecimentos (muito bom mesmo o final da peça): "Estamos todos na merda, os muçulmanos".

Coincidência ou não, o "The Huffington Post" publicava um artigo sobre as mães dos jahidistas ("Mothers of ISIS") ao mesmo tempo que hoje, no Jornal da Uma, na RTP, deparava-me com um extracto de uma entrevista de António Esteves Martins (com Pedro Escoto) com a mãe de um jahidista português ("Jihadista português falou à mãe para saber notícias após os atentados").

Por último, o jornal Sol publica, com direito a tradução, uma carta aberta (publicada pelo autor nas redes sociais) do cidadão francês Antoine Leiris que perdeu a mulher (mãe de um bebé com 17 meses) nos ataques de sexta-feira passada ("Viúvo escreve carta emocionada aos terroristas que lhe mataram a mulher").

Leituras, entre outras, dos acontecimentos e dos seus reflexos.

(créditos da foto: EPA/Ian Langsdon)

publicado por mparaujo às 16:24

17
Out 15

Não tenho nenhum receio do papão governo de esquerda e, felizmente e bem, deixei tudo perfeitamente resolvido com a democracia a 25 de novembro de 75. Não vou por aí.

Entendo que existe toda a legitimidade constitucional para a existência de um governo da coligação PSD-CDS ou de um governo de esquerda.

Tal como afirmo no artigo que virá a público amanhã, 18 de outubro, no Diário de Aveiro, o país vive em suspenso não por uma questão de legalidade constitucional mas por uma questão de legitimidade democrática e política. O que é bem diferente.

Nuno Saraiva - DN.jpgA propósito, o Diário de Notícias traz na sua edição de hoje um excelente artigo do seu subdirector Nuno Saraiva, sob o título "A importância dos formalismos".

E tal como aos formalismos diz respeito é também muito importante que a memória política não se apague, nomeadamente em tempos tão polémicos e controversos.

Pouco menos de um mês antes do dia das eleições legislativas, António Costa procurava conquistar leitorado na ala social-democrata (no sentido lato do termo) descontente com o rumo do actual PSD e com a notória negação (e mau uso) por parte de Passos Coelho do ADN social-democrata do partido. Mesmo que para tal a rama discursiva e política tenha sido o "mau exemplo" de Manuela Ferreira Leite, sabendo-se que a aversão a Pedro Passos Coelho é mais uma questão pessoal e individual do que político-partidária. Mas mesmo assim, António Costa afirmava, em plena campanha eleitoral, por exemplo: "Há identidade entre mim e Manuela Ferreira Leite" (entrevista ao jornal Sol); "Costa não afasta Manuela Ferreira Leite de um Governo PS" (jornal Público). Isto foi bandeira eleitoral em muito spin socialista. Curiosamente nem uma única reacção, volvidos apenas dois meses, sobre o eco que a imprensa dá à afirmação de Manuela Ferreira Leite na TVI24: "O que António Costa está a fazer é um verdadeiro golpe de Estado" (jornal Expresso, como serão também exemplo o jornal Solo Observador ou o jornal I).

publicado por mparaujo às 11:50

18
Set 15

A Fernanda Câncio tem um excelente artigo feminista (sem qualquer sentido pejorativo, antes pelo contrário), hoje, no Diário de Notícias.

Assertivo, pertinente e com uma interrogativa na conclusão mais que lógica.

Uma mulher não chora, mas devia...

Primeiro, porque chorar tem tanto de digno como rir.

Segundo, nem que seja por raiva e indignação.

fernanda cancio - dn opiniao.jpg

(clicar na imagem para aceder ao artigo)

 

publicado por mparaujo às 16:30

01
Set 15

A leitura e a partilha dos textos vem a propósito do artigo do Debaixo dos Arcos da edição de domingo passado do Diário de Aveiro: "Uma Europa sem rumo".

Felizmente, cada dia que passa há uma maior consciencialização para o drama dos refugiados e migrantes que todos os dias chegam às portas desta Europa. Para além das posições politicamente corajosas de Angela Merkel, contra tanto cepticismo dos seus pares europeus, e tanto extremismo e radicalismo de posições da sociedade, encontramos textos que, pelo menos, têm o condão de manter viva a memória e a consciência colectiva.

joao miguel tavares.jpgJoão Miguel Tavares (na edição do Público de hoje, dia 1 de setembro) - "Que fizeste ao teu irmão?" foca a gravidade da indiferença da sociedade (e dos políticos) perante a tragédia humanitária, acrescentando uma memória histórica dos anos da II Grande Guerra lembrando, e muito bem, Schindler e Aristides Sousa Mendes.

rui tavares.jpgRui Tavares, também no Público um dia antes, "Mundo Cívico", centra-se na responsabilidade social, cívica e humanitária de cada um de nós, das instituições e dos Estados. Sendo certo que nunca será possível salvarmos todo o Mundo e toda a gente, é sempre possível, por mais pequeno que seja o gesto e a medida, salvar um pouco do Mundo e algumas pessoas. Neste caso, uma mãe e uma criança que sejam.

Obrigado aos dois.

publicado por mparaujo às 15:13

30
Ago 15

paulo baldaia.pngA propósito do post de ontem "Gente como nós... desesperadamente" e do artigo de hoje do Diário de Aveiro "Uma Europa sem rumo" encontrei este excelente texto que vale a pena ler.

Paulo Baldaia, no Diário de Notícias ("Gente como nós, com filhos nos braços"), faz bem em lembrar a memória de uma Europa que, no pós Guerra, viveu, internamente, semelhante drama, sem esquecer que o arame farpado não é solução. Aludindo ainda a uma excelente peça da Bárbara Baldaia, na TSF, com o mesmo título.

publicado por mparaujo às 22:22

27
Jun 15

bloco ecografia.jpgA Fernanda Câncio tem um (ou mais um, conforme os gostos) excelente artigo publicado ontem, no Diário de Notícias, sobre um conjunto de medidas legislativas que irão a debate na Assembleia da República, no dia 3 de julho, relacionados com a actual lei da interrupção voluntária da gravidez (vulgo, "lei do aborto") - "Mintos nada urbanos".

O que tem sido tornado mais relevante e titulado neste processo é a intenção do Governo em obrigar ao pagamento de taxa moderadora no caso do recurso hospitalar à interrupção da gravidez. Isto, por si só, nada tem de clamoroso, nem seria o suficiente para voltarmos a ter os surrealismos e os fanatismo das "Isildas" Pegado deste país. A interrupção da gravidez (aborto) é um acto médico e como tal deve estar sujeito aos normais, legais e habituais procedimentos e regras de qualquer acto hospitalar, seja por vontade própria ou não, existindo ainda a possibilidade do recurso à isenção, dentro do actual quadro legal. Importa não esquecer que qualquer consulta de saúde sexual é já isenta de taxa moderadora.

Isto seria simples, demasiado até, se fosse a realidade... mas a verdade é que há muito mais por trás da taxa moderadora e para além da taxa moderadora. Por exemplo, como refere o artigo da f., a observação, por parte da mulher, da ecografia e a sua assinatura (tipo, confirmação do "crime"), ao jeito dos maços de tabaco "o tabaco matar"; o não haver direito a qualquer tipo de subsídio (por exemplo, em caso de "baixa médica"); a presença imprescindível de um médico "objector de consciência" (anti-aborto) nas consultas (colocando em causa toda a deontologia e ética de qualquer outro médico); a obrigatoriedade da auscultação do "progenitor" (seria surreal no caso de abuso sexual); ou a opção de uma menor de 16 anos poder levar a gravidez até ao fim (ai a pressão do fundamentalismo religioso espanhol).

O que está aqui em causa não são meros pormenores processuais ou simples procedimentos legais. O que está em causa, para Isilda Pegado e as cerca de 37999 assinaturas subscritores da iniciativa "direito a nascer", é o alimentar da obsessão, do fanatismo, do querer a condenação "à força" e imposta do acto praticado, mesmo que a lei tenha já as suas barreiras e limites. É o querer tentar conseguir levar "avante" o que não conseguiram confrontados com a vontade livremente expressa dos cidadãos no referendo que levou à actual legislação sobre a Interrupção Voluntária da Gravidez. É querer por subterfúgios legais o que não conseguiram pela argumentação.

E é, acima de tudo, o querer falsear a realidade e mentir sobre os factos. Quando foi legalizada a Interrupção Voluntária da Gravidez, Isilda Pegado e os seus "seguidores" bradaram a todos os ventos que o que estaria em causa era a "liberalização da morte" e que iria disparar o número de abortos dada a permissão do acto como quem vai ao supermercado ou o café do bairro. Percebe-se que custa muito o assumir a realidade, os factos/dados e o erro de abordagem: segundo os dados da Direcção-geral de Saúde, 2014 registou o número mais baixo de abortos, desde 2007 (data da entrada em vigor da actual legislação) - 16.589, menos 1692 que no ano de 2013. Ao todo, em sete anos (desde 2007) registaram-se cerca de 133 mil interrupções da gravidez (o que dá uma média de 19 mil actos clínicos, muito abaixo dos 40 mil anuais previstos pela Isilda Pegado). Importa ainda referir que apenas cerca de 20% deste valor se refere a "reincidências" , as tais leviandades para o movimento "direito a nascer" (entre 70 a 80% dos casos referem-se a mulheres que interromperam, pela primeira vez, a sua gravidez).

Por último, o que é mais repugnante não é esta obsessão de Isilda Pegado (já estamos mais que vacinados), mas sim o aproveitamento político e eleitoralista do do tema por parte do PSD e do CDS, não pela problemática em si, pela questão da consciência moral e da ética, mas sim pela ânsia do amealhar dos votos para outubro. Lamentavelmente... não é "bandeira eleitoral" que deva ser usada.

Isto é, dada a impossibilidade de crime e prisão das mulheres e dos médicos, um verdadeiro "crime psicológico". Pena que PSD e CDS embarquem na causa...

 

publicado por mparaujo às 11:26

29
Mai 15

f cancio - dn 29 de maio.jpgO artigo/crónica da Fernanda Câncio, publicado na edição de hoje do Diário de Notícias, merece uma reflexão mais cuidada e atenta.

A Fernanda já escreveu artigos muito mais interessantes (e soberbos), outros nem por isso. Já escreveu artigos (a maior parte) com os quais eu concordo (em grau, género e número), alguns dos quais foram “referência” para artigos meus no Diário de Aveiro, e já escreveu outros (poucos mas alguns) com os quais só me apetecia gritar com ela (o que era infrutífero porque ela não me liga nenhuma). Assim... o texto de hoje é diferente em quê e porquê? Por várias razões, intrínsecas e extrínsecas (assim mesmo, com léxico “rococó” porque o momento o exige).

É certo que a Fernanda Câncio já foi, por várias vezes, motivo de “A ler os outros…”. Por uma razão de declaração de interesses importa dizer que tenho a Fernanda Câncio (e ela sabe-o) como um referência profissional e em outros âmbitos (curisoamente, menos o político-partidário). Não é segredo nenhum; como não o é, felizmente, que o mundo me vai dando outras e boas referências, nos mais distintos âmbitos e universos. Mal de nós quando nos julgamos superiores a tudo e a todos e não cuidamos de ter as “nossas referências de vida”.

Lamechices à parte…

  1. O texto, de hoje, da Fernanda Câncio, tem a particularidade de dar uma “lição de moral política”, com toda a legitimidade e autoridade, para aqueles que acham que fazer política é apenas enveredar pelo carneirismo cego ou apenas a motivação do “deitar abaixo e criticar por criticar”. A consciência e liberdade políticas, a coerência e a racionalidade, o equilíbrio e a justiça, fazem-se e possuem-se tendo a capacidade para saber reconhecer os aspectos positivos e negativos da actuação política alheia, independentemente do lado da “barricada”. O reconhecimento do mérito alheio não é sinal de fraqueza, anste pelo contrário... é sinal de personalidade, de coerência, de dignidade. Se a ministra das Finanças tem razão, qual o constrangimento ou o demérito políticos em reconhecê-lo? Tomara que isso servisse para muito partido e político reflectirem. Principalmente, nesta fase de pré-campanha eleitoral, onde se usa (e abusa) a questão das reformas apenas como arma do confronto político, na maior parte dos casos, sem consistência nenhuma, sem factualidade e com inúmeras contradições e indefinições.
  2. Mas não só… para aqueles que, por inveja, por complexo de inferioridade, por desdém, gostam, tantas e tantas vezes, de criticar o profissionalismo da Fernanda Câncio (embora isso seja para o lado que ela dorme melhor) têm aqui a prova, a mais que confirmação, de que o rigor, a verdade, a transparência, mesmo acima da isenção, são a marca jornalística da Fernanda, por mais vorazes (ou assertivas) que sejam as suas palavras. Falem agora de “tendenciosa”, de “esquerdalha” e outros adjectivos (uiiii, havia tantos) já tantas vezes proferidos... Esta é a prova que, no jornalismo, é possível ser-se rigoroso, verdadeiro, claro, objectivo, sem ter a necessidade de se recorrer ao "chavão" da isenção e imparcialidade. Antes pelo contrário.
  3. O artigo/crónica em si tem ainda outra particularidade. E nisso a Fernanda foi exemplar. Num “artigo de opinião” ou “crónica” (importa referir que ambos são géneros jornalísticos) onde o factor opinativo, pessoal, crítico, é predominante, é interessante conseguir descortinar a inúmera informação divulgada pelos factos, números e questões que a Fernanda levantou e posicionou antes do seu remate final. Afinal, para os incrédulos e "velhos do restelo", é possível opinar e informar/noticiar ao mesmo tempo. Embrulhem.

Aprendam que ela ainda dura, embora não seja para sempre (como tudo nesta vida).

publicado por mparaujo às 14:46

19
Set 14

Há um velho ditado que diz: "as desculpas não se pedem... evitam-se".

O ditado cai por terra quando os erros assumem uma realidade factual, quando acontecem.

O ditado cai por terra quando, em contexto político, as desculpas servem para desviar responsabilidades, para o não assumir essas mesmas responsabilidades.

Tudo isto a propósito das polémicas e das devidas desculpas, acrescidas das consequentes promessas políticas, que envolveram o Ministério da Justiça (novo mapa administrativo e, principalmente, o caso Citius) e o Ministério da Educação (arranque do novo ano lectivo e, principalmente, o concurso de professores). Politicamente tudo fica na mesma, mesmo com a demissão do director-geral da Administração Escolar.

A Alda Telles, no Código Fonte, explica muito bem o como e o porquê: "A desculpa não-desculpa".

A ler...

publicado por mparaujo às 16:13

25
Jul 14

Ora cá está... aquilo que eu sinto (e me sinto) em relação ao conflito Israel-Palestina (Faixa de Gaza).
Independentemente de criticar toda e qualquer guerra e condenar toda e qualquer violação dos direitos mais elementares do ser humano, como é o caso da vida, não consigo tomar partido, nem atribuir isenção ou culpabilidades neste conflito a qualquer uma das partes directamente envolvidas, sendo certo que é óbvio, por mais posições que a ONU tome, que há ainda partes terceiras envolvidas indirectamente (quer numa, quer noutra das partes).
E a jornalista Fernanda Câncio explica tão bem o porquê na parte final do seu artigo de hoje no DN: "A guerra dos 100 anos".

"Como sair disto? Não sei, não sabemos. Mas de uma coisa podemos ter a certeza: se nem a esta distância e no Facebook e no Twitter é possível falar disto sem andar à pancada e ao palavrão, não vejo como é que lá, entre morteiros, katiuskas, kefiahs, solidéus e todo o sangue derramado nestes 67 anos, podemos esperar ou exigir a serenidade e a razão necessárias para acabar com a mortandade."

publicado por mparaujo às 10:11

24
Jul 14

No dia em que as notícias pontam para a detenção e audiência judicial no Tribunal Central Instrução Criminal de Lisboa de Ricardo Salgado, surge este texto verdadeiramente soberbo (mais um, claro) do Pedro Santos Guerreiro.

De forma simples e clara o jornalista do Expresso explica como surge a queda de um "anjo" e o desmoronar do baralho de cartas de um império e de um sistema.

Sim, porque por mais que se queira e se tente o sistema foi abalado, no mínimo. E nada garanta que o mesmo sistema aguente mais um rombo após os casos BPP, BPN, BCP/Jardim Gonçalves e agora o BES, para além de todas as realidades que acompanham os actuais tempos das outras entidades bancárias.

A Ler... quase que obrigatoriamante.

"A queda de um Santo, por Pedro Santos Guerreiro".

publicado por mparaujo às 15:56

04
Mai 14

A leitura indicia uma relação contextual com o Dia do Trabalhador (1º de Maio). Não por acaso foi escrito logo após as comemorações do 1º de Maio. Não fora esta data, o texto poderia igualmente ser extremamente pertinente para o Dia da Mulher.

Mas a verdade é que a jornalista da RTP, Cristina Esteves, na sua crónica quinzenal no Diário Económico, é extremamente feliz na oportunidade e conjunção do Dia do Trabalhador com o Dia da Mãe.

O resultado não podia ser melhor. Sem o recurso a feminismos demagogos ou radicalismos conceptuais, a Cristina Esteves consegue ultrapassar o misticismo dos cansáveis "Hoje é Dia de...", das inúmeras e cada vez mais desvalorizadas e desvirtuadas efemérides, para apresentar uma reflexão importante e interessante sobre o papel das mães enquanto trabalhadoras/empregadas. Nomeadamente, nos desafios, obstáculos e limitações que se colocam às mães/trabalhadoras na realidade laboral dos dias de hoje.

Neste "A ler os outros...", sobre o artigo de opinião da Cristina Esteves "Diferenças no Género" (publicado na edição de sexta-feira, dia 2 de maio, do Diário Económico), fica espelhado e expressado o meu respeito e consideração por todas as Mães, com destaque para aquelas que, de forma heróica, se dividem entre a família e o trabalho.

A minha mãe foi disso exemplo...

A da minha filha exemplo é.

publicado por mparaujo às 08:24

21
Abr 14
A minha fotografia

A ler os outros... Andrea Diegues.

Pela partilha fui dar de caras com este texto e este testemunho (por razões profissionais) da Andrea.

Dei de caras... engoli em seco... contive o nó na garganta... e fiquei em silêncio. E um silêncio que incomoda cá dentro. E muito.

Sim... porque às vezes o silêncio também compromete, também solidariza, também expressa. Mas também incomoda e tira-nos do conforto, desconsola.

Acima de tudo, o Silêncio também Respeita.

E no mínimo, o que se exige é Respeito. Ao menos, isso.

A Ler: O incómodo silêncio...

publicado por mparaujo às 14:08

15
Abr 14

Lá diz o dito popular, ou já que o latim agora está na moda governamental, lá diz a "vox populi" que "presunção e água benta cada um toma a que quer". O mesmo será dizer que há "honestidades" e "honestidades", obviamente, dependendo dos "olhares" e das perspectivas.

Mas o que não pode haver lugar é à deturpação, à viciação e à deformação da história, dos seus factos e das suas realidades (sociais, políticas, culturais, económicas, etc.).

Numa sondagem publicada ontem (15 de abril) pelo jornal i, da responsabilidade da empresa Pitagórica, revela que os portugueses não confiam nos políticos actuais, que não são de confiança, nem honestos, e há demasiada corrupção. Sobre esta realidade (mesmo que não a fundamente com números, propositadamente) não há muito a contestar. Aliás basta folhear as páginas dos jornais ou ouvir os espaços informativos nas televisões e rádios para darmos conta das contradições, falsidades, incoerências, casos de justiça (mesmo que prescrevam), etc.

Mas é, no mínimo, questionável e criticável que 46,5% dos portugueses considerem que os políticos no Estado Novo (ditadura) eram mais honestos que os actuais, contrapondo com apenas 17,7% que pensa o contrário. Pior ainda quando 43,2% dos inquiridos acha que os políticos do período anterior ao 25 de Abril de 74 eram mais bem preparados.

É questionável e criticável... a mim, não me espanta quando ainda há alguns anos (poucos, aliás) para um programa da RTP a maioria dos portugueses elegeu Salazar como a figura portuguesa do século.

Mas nada melhor do que a "resposta" a esta triste realidade pela pena de Porfírio Silva em "os facistas é que eram sérios".

Mesmo não concordando inteiramente com o título... está, perfeitamente, soberbo e genial.

A LER.

publicado por mparaujo às 16:13

21
Jan 14

Para quem acha que a Fernanda Câncio só pensa e escreve sobre política (ou politiquices, para muitos) e sempre com um sentido de "vingança" e "ressabismo" (verdadeira injustiça e apenas dor de cotovelo de muitos - mesmo que não concorde com tudo o que escreve) está na altura de reverem esse preconceito idiota.

Aqui está uma excelente reflexão, à guisa de "sermão", sobre fidelidades e infidelidades...
Revejo-me 100% neste espectacular texto (o que normalmente acontece, com as devidas excepções): "sermão impossível mesmo"

publicado por mparaujo às 15:05

02
Abr 13

A ler os outros... excelente dissertação do Vasco ("O Pedro Arroja queira ser gaja"), em "a manual for living for defeat", sobre um horripilante texto de Pedro Arroja.

Hilariante... e a ler sem preconceitos estúpidos de feminismos ou machismo. Só a ler, simplesmente.

Apenas duas notas.

No tópico 'as ideias' acrescentaria, no final: futebol, minis e tremoçõs (ou pevides, à moda antiga).

No tópico 'o gosto pelas palavras' quando o Vasco refere que "o gosto pelas palavras é uma ferramenta essencial de qualquer gajo que queira ter sucesso com as gajas", nada há melhor a comprová-lo do que os míticos piropos de um trolha que se preze (e de 'puro sangue').

Só um "senão" (não há 'gaja' - bela - sem senão)...

O Vasco cometeu um "piqueno" lapso... é que já estamos em pleno século XXI. Acho que há mais gajos a saberem, hoje, cozinhar, lavar e passar-a-ferro do que muitas gajas (tópico: 'nunca abandonam o gajo').

Em suma... excelente!

(obs: Vasco = @vascodcm on twitter)

publicado por mparaujo às 21:03

27
Mar 13

Pode-se nem sempre concordar, gostar de ler ou até mesmo não perder um único texto do Henrique Monteiro, no Expresso ou no seu blogue "Chamem-me o que quiserem".

Mas para quem percorre (seja de que forma for e com que objectivos) as redes sociais, incluindo a blogoesfera, a pura verdade é que este é um daqueles textos que a maioria gostaria de ter escrito. A propósito da polémica e inqualificável reintegração na função Pública de Silva Carvalho. Nem tudo o que é "lei" justifica os fins.

"O espião reintegrado e o triunfo dos porcos"

Um aspecto a salientar em relação à questão da aplicação da lei: Silva Carvalho não foi exonerado, não foi "não reconduzido" nas funções... Silva Carvalho apresentou a sua demissão e foi trabalhar para uma empresa privada. Correu-lhe mal? Temos pena... infelizmente com muito maior respeito e consideração tenho pelos 15,6% dos portugueses desempregados a quem a vida deixou de sorrir todos os meses.

publicado por mparaujo às 16:01

03
Mar 13

A propósito das manifestações que decorreram em muitas cidades do país, umas com mais outras com menos gentes, umas com mais expressão que em Setembro de 2012, outras de igual forma ou, eventualmente, menos massa humana...

A propósito do anterior post: "Eu estive lá..."...

A Fernanda Câncio tem uma imagem textual soberba sobre a manifestação de " de Março, em Lisboa.

Para ler aqui... E depois do silêncio publicado na edição de hoje do Diário de Notícias.

(crédtio da foto: Paulo Spranger/Global Imagens)

publicado por mparaujo às 17:19

16
Fev 13

O título poderia, perfeitamente, assumir a forma de questão: Suicídios, noticiar ou não noticiar?!

E se a resposta possa afigurar-se complexa e distinta a minha posição é simples: tudo se resume ao rigor e profissionalismo jornalísticos. Neste caso como em qualquer outra temática.

A reflexão vem a propósito deste interessante texto do João Adelino Faria - "Perigo de imitação", publicado na edição de hoje do Dinheiro Vivo e descoberto no mural do facebook da Cristina Esteves.

A propósito, foi este o meu comentário:

Há alguns aspectos que importa destacar no interessante artigo do João Adelino Faria.
Primeiro, importa saber se há, de facto, interesse público no relato do suicídio. Por exemplo, que ligações tem com a conjuntura e com as circunstâncias que se vivem actualmente (factores económicos, desemprego, etc.). Este será o ponto de partida. Porque se é apenas um acto de desespero, um acontecimento puramente individualizado não deve ser noticiado (é sensacionalismo).
Posto isto, não sei se seria necessário que a Organização Mundial de Saúde elaborasse um "manual" para a comunicação social. Há aspectos suficientes no Código Deontológico, do Estatuto do Jornalista ou na Legislação, que determinem a conduta do jornalista na elaboração da notícia: a existência de menores, a preservação da privacidade e da intimidade, a exclusão de pormenores que apenas servem para alimentar a mesquinhez e o sensacionalismo.
Tal como em muitas outras notícias ou há jornalismo (e não cabe,ou colhe, a qualificação de bom ou mau) ou não há jornalismo.
Tal como nos casos do suicídio, há os homicídios, as catástrofes (relembro a queda da ponte em Entre-os-Rios ou mais recentemente o acidente com o autocarro perto da Sertã ou o choque de comboios em Alfarelos), etc.
Ou em tantos outras áreas...

Vale o que vale, claro.

publicado por mparaujo às 15:22

10
Fev 13

A ler... João Marcelino.

Está muito interessante este texto de João Marcelino (director do DN) na edição de ontem, 9 de fevereiro, do Diário de Notícias: Canal Livre - "A verdade a que temos direito".

A verdade e a ética que faltam na política.

E é curioso o p.s. com que termina o seu artigo

"A lei da limitação dos mandatos autárquicos não tem de ser interpretada pelo Parlamento, politicamente. Pois, pois... Tem de ir ao tribunal, para boa interpretação, e quanto mais depressa melhor."

e quem tem tudo a ver com o que aqui escrevi.

publicado por mparaujo às 15:43

09
Set 12

Excelente texto de Pedro Marques Lopes no Diário de Notícias de hoje, 9 setembro.

Destaque...

Podemos dar por nós a pensar se não há um sério problema de legitimidade democrática quando se faz exactamente o oposto daquilo que se promete, a reflectir sobre uma tão evidente falta de preparação para o exercício de tão importantes funções ou a cismar sobre tanta ausência de sentido de Estado. (parágrafo extraído do artigo)

publicado por mparaujo às 19:14

08
Jun 12

A "ouver"...

Primeiro relembrar o comentário da Fernanda Câncio no 25ª hora da madrugada de quarta-feira - 6 de Junho. E a preparar complemento pessoal. Muito bem na primeira abordagem, apesar de eu achar que a questão dos resultados da sondagem, em relção ao PS, não está numa eventual "colagem" ao governo, mas sim na falta de propostas alternativas e de uma agenda própria e eficaz. Na segunda parte faltou alguma clareza face ao diálogo surgido com o João Maia Abreu.

 

(clicar na imagem para aceder ao vídeo)

 

A ler...
Segundo, a ler com muita atenção a conclusão da Estrela Serrano em relação à notícia do Correio da Manhã e replicada pelo jornal i (o que não deixa de ser curioso) sobre D. Januário, bispo das forças armadas... De facto, é interessante que só depois das declarações do representante da Irgeja junto dos militares, dirigidas ao primeiro-ministro, é que alguma imprensa se preocupa com os rendimentos monetários de D. Januário...
Cheira mal...
E isto não tem a ver com crenças... mas, concordando com a Estrela Serrano, tenho uma fé que isto é "bem" encomendado.
Aliás... as cinco questões (Quem? Diz o quê? Através de que canal? A quem? Com que efeito?) do modelo da teoria da comunicação preconizado por Lasswell parecem óbvias e fáceis de responder ou concretizar.

 

publicado por mparaujo às 22:00

12
Mai 12

Ferreira Fernandes publicou um artigo na edição de hoje, 12 de maio, do Diário de Notícias, com o sugestivo título: "Podem rir mas é deprimente".

Uma excelente visão (em poucos mas claros caracteres) sobre o recente caso das "Secretas" (o triângulo: SIED - Jorge Silva Carvalho - Ongoing).

A ler...

publicado por mparaujo às 16:48

11
Mai 12

A propósito do post anterior ("O desemprego (trabalho) liberta?! Tiro no pé (ou nos dois pés)"), apesar de discordar do pressuposto que as declarações bombásticas (de inoportunas e inqualificáveis) do primeiro-ministro têm o que quer que seja de inconstitucional, a verdade é que os pressupostos que o Francisco Silva apresenta em "Anticonstitucional" são, maioritariamente, muito interessantes.

publicado por mparaujo às 23:22

10
Set 11
Nós na Rede, um blogue JN, com assinatura da Daniela Espírito Santo, apresenta um breve retrato da rede social Twitter, nos dias de hoje.

 
 
publicado por mparaujo às 00:19

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