Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

01
Fev 16

Boko Haram criancas armadas.jpgInfelizmente... não há só a Síria e a conflitualidade com o Estado Islâmico no Médio Oriente ou os refugiados que atravessam o Mediterrâneo, os que lá morrem e os que esbarram com as portas, fronteiras, muros e arames farpados da Europa.

Há toda uma África votada ao inferno - "Boko Haram queima crianças vivas em atentado" - sem merecer os devidos olhares internacionais.

Até quando?

 

publicado por mparaujo às 21:41

18
Nov 15

Neste momentos (e noutros) de reacção às tragédias há sempre a tendência para se questionar as opções de solidariedade de cada um, normalmente colocando em causa as convicções, as opções por uma determinada causa em detrimento de outra(s).

Não faço juízos de valor e muito menos considerações sobre quem opta pelo quê ou por que causa (muito menos me indigna quem cobre a foto de perfil - eu fi-lo - com a bandeira ou condenaria quem não o fez).

Compreendo perfeitamente que os atentados em Paris, pela sua barbárie, pela proximidade cultural, social e política, pelo sentido europeu, pela larga comunidade portuguesa aí residente, ou, simplesmente, porque sim, tenham um impacto junto dos portugueses mais forte do que outras realidades. Embora, importa lembrar o sentimento solidário de outras realidades como Timor, Haiti, as intempéries na região da Oceânia/Ásia ou a catástrofe nuclear no Japão, a título de exemplos.

Mas, do ponto de vista pessoal, conforme já demonstrado publicamente, importa não deixar esquecer o recente duplo atentado em Beirute (Líbano), nas vésperas dos acontecimentos na capital francesa, que provocou a morte de 40 cidadãos e cerca de 200 feridos.

E mais uma vez o regresso à Nigéria e mais uma chacina perpetrada pelo Boko Haram, matando 32 pessoas e ferindo cerca de 80. E aproveitar para relembrar as 17 mil vítimas nos últimos seis anos, sem esquecer, obviamente, o milhão de crianças raptadas e desaparecidas.

Sim... também pela Nigéria vale a pena "mudar".

Franca e Nigeria - EU.jpg

publicado por mparaujo às 16:28

17
Jan 15

Sou 'Charlie'...

Sou 'Raif Badawi'... (blogger e jornalista da Arábia Saudita condenado a 10 anos de prisão e 1000 chicotadas por criticar o islão)

E também SOU pelas crianças da Nigéria, vítimas às mãos do Boko Haram.

a favor das criancas massacradas na nigeria_cortad

E sublinho, em tudo, este excelente texto do Henrique Monteiro, no Expresso on-line de quarta-feira, 14 janeiro, "As meninas de Boko Haram", do qual destaco: «Nós somos todos Charlie – e bem – mas temos de ser todos aquelas 200 raparigas raptadas e usadas como bombas por uma organização que literalmente quer dizer “a educação não-islâmica é um pecado”, ou no seu nome em árabe, “Jama'atu Ahlis Sunna Lidda'awati wal-Jihad”, pessoas dedicadas aos ensinamentos do Profeta para propagação e jihad.» Ou ainda «Perante o horror não temos resposta. Porque nos recusamos ao “olho por olho, dente por dente” e porque na nossa civilização, que inclui cristãos, muçulmanos, judeus, agnósticos, ateus, budistas, hindus e quem mais quiser entrar – como na manifestação de Paris – não há penas nem leis que cheguem para tamanho mal.»

publicado por mparaujo às 22:41

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