Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

17
Jan 17

vem-ai-frio.jpg

Esta é a expressão mais comum, mais ouvida e proferida, nos mais recentes dias (e provavelmente nos que se aproximam) quanto ao estado do tempo que teimosamente continua (é) de Inverno. Imaginem só a desfaçatez da meteorologia. Enfim...

Mas de facto está frio, tem estado frio e... vai estar ainda mais frio. Pelo menos são essas as previsões e os comunicados proferidos pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (antigo Instituto de Meteorologia) que aponta para uma descida (máxima e mínima) dos termómetros até os -10º C, sendo que as zonas norte e centro serão as mais afectadas por este teimoso inverno frio e seco (e assim deverá ser até ao final do trimestre). Estamos, por isso, debaixo (mesmo que moderadamente) da massa polar fria e seca que tem assolado a Europa, aí sim, com muito frio, muita neve e muito vento.

Os avisos são óbvios, mesmo que pertinentes: agasalhar bem, aquecer bem as habitações, hidratar (sim, com o frio também é preciso), cuidados redobrados com gelo e geada nas estradas, entre outros.

Mas há também avisos que se tornam polémicos e criticáveis. São os avisos que se relacionam com a saúde dos cidadãos. No caso concreto, com o pedido público para que os cidadãos não recorram em massa às urgências devendo recorrer, em primeiro lugar, aos Centros de Saúde.

São, claramente, avisos sem o mínimo de respeito quer pelos cidadãos, quer pelos profissionais de saúde, nomeadamente aqueles que, nestes momentos de maior procura, de maior pico de afluência, dão às vezes o que não têm ou podem, profissionalmente, nas urgências hospitalares.

Pedir aos cidadãos que recorram aos Centros de Saúde quando muitos fecharam portas e se tornaram distantes das populações, quando já não existem os antigos SAP's, quando os horários de funcionamento parecem ser exclusivamente dirigidos aos idosos ou desempregados, é, no mínimo, desrespeitar o cidadão, não ter qualquer consideração pelo bem-estar das populações ou comunidades.

Por outro lado, não repensar ou refazer a rede de Centros de Saúde (agora... Unidades Familiares) e esperar que as urgência hospitalares sirvam para isso mesmo, para as urgências, é não respeitar o trabalho dos profissionais de saúde e a própria Saúde do país.

Deixem-se de tretas... se infelizmente "gripar" e não conseguir parar a gripe, mesmo com horas de espera a fio, é para a urgência que irei. A alternativa não existe, não serve ninguém.

publicado por mparaujo às 15:00

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