Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

04
Dez 16

ou como manter o sonho de também poder vir a ser Presidente.

Globalização é isto...

Somos capazes de bramir raios e coriscos sobre as lojas chinesas que, cada vez mais, proliferam pelas nossas cidades e vilas.

Ahhh e tal e coiso e cum catano.... não têm qualidade nenhuma, é tudo falsificado, não pagam impostos, têm uma data de isenções.

Mas num abrir e fechar de olhos compramos roupa na Bershka, Salsa, Mango, Lacoste ou sapatilhas da Nike, Adidas ou Puma, com a respectiva etiqueta "Made in China".

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publicado por mparaujo às 13:52

29
Mar 13

A questão está na forma e não no conteúdo.

A propósito de mais um projecto ou iniciativa para a reabilitação das "baixas comerciais" nos centros urbanos.

A autarquia de S. João da Madeira lançou o projecto "Comércio com criatividade: Ruas Vivas" (fonte: 'O Regional').

O projecto, no seu conteúdo e na sua sustentação, não traz nada de novo ou não tem qualquer tipo de inovação.

Dinamização do comércio tradicional (horários, aposta nas tecnologias, campanhas/publicidade), animação cultural no espaço público e aposta na formação dos comerciantes, nomeadamente na área do marketing ou do vitrinismo.

Não significa, obviamente, que não possa ter sucesso. Não é isso...

É apenas para destacar que, ao lermos a notícia, ressalta um outro aspecto, esse sim consideravelmente relevante, e que tem a ver com a forma que estrutura o projecto. Forma que permite uma maior garantia de eventual sucesso.

É que o projecto é definido como um projecto comum, de vontades partilhadas,  de "mãos dadas": Câmara Municipal, Associação Comercial e Ecos Urbanos (associativismo e cidadania). Este é um aspecto mais que fundamental para a implementação de projectos de intervenção pública. Em vez de andarem dispersos e desmultiplicados os recursos, as ideias e as vontades.

Exemplos... e boas práticas.

publicado por mparaujo às 19:35

24
Mar 13

São vários os debates e as discussões, mesmo que avulsos, que vão surgindo por algumas vozes e espaços aveirenses, sobre a urgência da regeneração dos centros urbanos e dos respectivos espaços públicos.

A temática em Aveiro tem tido particular enfoque na Avenida Dr. Lourenço Peixinho e, muito concretamente, na Rua Direita (como é exemplo disso este último texto sobre o assunto "Rua Direita: porque sim e porque não").

No entanto, como várias vezes o referi, isto não é uma realidade exclusiva de Aveiro, nem tem propriamente a ver com mais ou menos sensibilidade das governações autárquicas... é uma realidade transversal a mutios centros e baixas urbanas no país, fruto de um conjunto de factores complexos, alguns opostos, e que, pela sua diversidade, dificultam as análises e, mais preocupante, as soluções.

E isso é que preocupa... a falta, clara, de soluções.

Acontece em Aveiro ou no Porto (baixa do Porto com lojas a fecharem, centro histórico a perder moradores ou os problemas de concentração de bares na baixa contestados por moradores e comerciantes)... mas também em Lisboa com a crise a trazer problemas às avenidas nobres da cidade (a exemplo do que aconteceu com a Rua Direita e a Avenida, em Aveiro).

Este é um problema que merece urgente e especial atenção de TODOS: governo, comunidades intermunicipais, autarquias, associações comerciais e culturais, e os próprios cidadãos, sob pena de se perderem os centro urbanos e se degradar o urbanismo e a qualidade de vida nas cidades.

Mas não se afigura tarefa fácil... Nada mesmo.

(créditos da foto: diário de aveiro)

publicado por mparaujo às 17:36

03
Ago 11
Publicado na edição de hoje, 3 de Agosto, do Diário de Aveiro.

Preia-Mar
Um Agosto muito pouco “comercial”!


O Verão já vai “alto” mas o calor de Agosto teima em não querer facilitar a vida a quem está de férias, nem ao turismo, nem ao comércio (trovoada e chuva até ao fim-de-semana, pelo menos).
Aliás, o comércio é, infelizmente, o sector mais em crise. Principalmente, o comércio dito tradicional, aquele que vive, se não na totalidade pelo menos na sua grande maioria, dos produtos nacionais.
Muitas serão as razões que vão desde as questões relacionadas com o planeamento urbano das localidades, a falta de incentivos e medidas de protecção, a distribuição, e, principalmente, o peso das grandes superfícies comerciais (sejam elas os hipermercados ou zonas comerciais que privilegiam as grandes cadeias e marcas). Acresce ainda a esta realidade os comportamentos de consumo dos cidadãos. E estes têm, obviamente, um peso determinante nas opções de consumo! Por mais medidas e políticas que se tomem.
Uma das que tem alguns meses mas que ainda gera alguma discussão é a legislação que possibilita o alargamento do horário das grandes superfícies comerciais, aos Domingos e Feriados.
Acresce que esta legislação transfere a decisão política para as autarquias, embora não se perceba muito bem a sua fundamentação já que existem organismo que tutelam a actividade. Houve autarquias que optaram por manter os horários e outras que permitiram que o horário fosse alargado (como o caso de Aveiro).
Há uma única argumentação que, pessoalmente, me leva a ser contra o alargamento: a exploração laboral e a falta de humanismo que tal medida acarreta para quem trabalha nesses locais e para as suas famílias.
Tirando esta questão que considero a mais relevante, todas as outras fundamentações não passam de demagogia e de imputar as responsabilidades pela crise do comércio tradicional onde não cabem na totalidade.
Vamos por (algumas) partes.
Não há qualquer relação entre o alargamento dos horários e as opções de consumo dos cidadãos. Ninguém altera os seus hábitos de consumo só porque as grandes superfícies não abram ao domingo à tarde. Não é por isso que os cidadãos optam por alterar o local de consumo. Quem consome nas grandes superfícies continuará a consumir independentemente dos horários… é uma questão de adaptação dos “ rituais”. Porque não abre o comércio tradicional igualmente ao fim-de-semana?!
Por outro lado é evidente que a concentração da(s) oferta(s) (e de outras atractividade complementares) tem mais efeito no hábito de consumo do que a dispersão presente no comércio tradicional. Além disso, não é indiferente ao consumidor, nos dias de hoje e em relação ao consumo dos bens de primeira necessidade, por exemplo, o factor preço.
É certo que não se coloca em causa, na maioria dos casos, o factor qualidade que está presente nos produtos do comércio tradicional, bem como a importância que se reveste para o desenvolvimento da economia nacional o consumo de bens nacionais (mais presentes no pequeno comércio do que nas grandes superfícies.
Mas também não será menos verdade que falta muito ao comércio tradicional. Falta inovação, falta competitividade (seja ao nível da oferta, seja no preço), falta “dimensão”.
Enquanto o comércio não conseguir superar estas realidades, os consumidores continuarão, na maioria dos casos e das situações, a “rumar” às grandes superfícies, o que trará o fim da mercearia de bairro/aldeia, da sapataria da esquina, da barbearia, dos correios, da “boutique” e da loja dos “eléctrico-domésticos”.
publicado por mparaujo às 20:05

23
Mar 08
Sou claramente a favor do alargamento dos horários dos Hipermercados os Domingos e Feriados.
Não é por essa realidade que os empregados são mais explorados do que, em alguns casos, já existe.
E muito menos, atendndo aos objectivos que determinam a actual legislação, não será pelo facto dos Hipermercado abrirem aos Domingos à tarde e Feriados que o chamado "Comércio Tradicional" se afundará mais.
Até porque não é com a actual legislação que o comércio tradicional sobrevive. O encerramento dos hipers aos domingos à tarde e feriados corresponde a um aumento do volume de negócios do comércio tradicional?
Quem não vai ao hipermercado aos fins-de-semana, vai ao comércio tradicional à semana?
O que o comércio tradicional precisa é de inovação, de capacidade de captação de clientes, actualização de mercados, de investimento e, de garantir melhor qualidade para manter a capacidade de concorrência.
Agora... faz sentido alterar uma lei sem coerência e que, na prática, mantém uma realidade fictícia. Os Pingo Doce, Lidle, etc, não fazem frente ao cmércio tradicional? Então porque podem ter horário liberalizado?
publicado por mparaujo às 21:11

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