Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

20
Mar 15

presidencia da republica.jpgHá poucos dias Cavaco Silva pronunciava-se quanto ao perfil do próximo Presidente da República, na sua opinião.

Houve quem bradasse aos céus porque Cavaco Silva estava a fazer lembrar a "herança ao trono" nos tempos da monarquia, que estava a reduzir e a menorizar o papel e a função do Presidente da República; etc., etc.

É já significativamente extensa a lista "vip" de candidatos a candidatos à "cadeira" de Belém: Rui Rio, Santana Lopes, Marcelo Rebelo de Sousa, Maria de Belém, Ferro Rodrigues, António Vitorino, Sampaio da Nóvoa, Fernando Nobre, Marinho e Pinto, Carvalho da Silva, ... .

Para Cavaco Silva o próximo Presidente da República "deve ter experiência em política externa".

O erro do actual Presidente da República não foi o de expressar a sua, legítima, opinião sobre o próximo Chefe de Estado. Para além de todo o perfil constitucional (até a questão de ter mais de 35 anos) Cavaco entende que deve saber movimentar-se e conhecer os corredores internacionais.

Com esta observação, Cavaco Silva condicionou, é certo, a lista de candidatos a candidatos, nomeadamente, nomes como Santana Lopes e Marcelo. Só que o principal erro do Presidente da República foi esquecer-se, tal como em muitas coisas da nação, infelizmente, que o perfil traçado apenas se projectava em dois nomes: Durão Barroso e António Guterres. Erro? Ambos os nomes que encaixam no perfil "experiência em política externa" são os menos disponíveis (se não mesmo "carta fora do baralho") para o cargo.

publicado por mparaujo às 11:28

28
Mar 14

Pela enésima vez, Santana Lopes (o Pedro) apresenta-se como candidato a um cargo político. Mesmo que assuma que lhe faltam condições "profissionais e pessoais". O mesmo significará que lhe falta o apoio político necessário.

E se alguns se surpreenderam e, inclusive, se indignaram com a minha observação em "Santana presidenciável...", fica aqui, para memória colectiva, e para que se esclareçam as dúvidas.
"Presidenciais: Santana à espera" (jornal Sol)

publicado por mparaujo às 16:36

16
Mar 14

Pedro Santana Lopes não assinou, não foi convidado a assinar, o manifesto pela reestruturação da dívida pública portuguesa.

Como apoiantes do referido manifesto estão personalidades próximas de Marcelo Rebelo de Sousa.
Apesar da distância temporal que ainda nos separa das eleições presidenciais (as últimas deste próximo ciclo eleitoral, apenas em 2015), mesmo sem o assumir publicamente, Marcelo Rebelo de Sousa afigura-se como o candidato a candidato presidenciável na direita política e com eventuais possibilidades de "pescar" eleitorado no centro-esquerda (PS), a menos que Sócrates surja como o candidato socialista.

Depois de uma passagem muito discreta no último congresso social-democrata, e longe do fulgor de outros anos, Pedro Santana Lopes surge hoje no jornal Público com algumas referências curiosas. Principalmente, as que dizem respeito a José Sócrates.

Contextualizando, não deixa de ser interessante que Santana Lopes se refira desta forma a José Sócrates: "Foi um primeiro-ministro com visão em várias áreas. Ele era vários deuses ao mesmo tempo, depois caiu em desgraça e passou a ser o culpado de tudo. Isso é caricato. Ele foi um primeiro-ministro com várias qualidades, um chefe de Governo com autoridade e capaz de impor a disciplina no seio do seu Governo."

Não considero errado o pressuposto (posso ou não concordar com as qualidades referidas, mas isso é outra história). A responsabilidade política termina em cada ciclo eleitoral. Andar sempre a culpabilizar o passado parece ser, cada vez mais, um "desporto nacional, tal como o referi aqui em "A carta errada e os anti-manifesto".

Pedro Santana Lopes acredita mesmo no que disse?! A verdade é que as dúvidas são muitas... toda a entrevista afigura-se como o querer manter-se à tona da vida pública, não ser esquecido e colar-se, claramente, a um lugar a candidato presidencial.

(créditos da foto: Daniel Rocha, in jornal Público online)

publicado por mparaujo às 22:35

28
Jan 11
Publicado na edição de ontem (27.01.2011) do Diário de Aveiro.

Preia-Mar
Resquícios eleitorais...


Terminadas as eleições presidenciais de 2001 e contabilizados os votos, o que já seria de esperar (e por tradição) foi confirmado: Cavaco Silva ganhou à primeira volta (dados não definitivos à data da escrita 55%).
A vontade democrática (palavra tantas vezes proferida como propriedade apenas de alguns) ficou expressa, pelo menos, naqueles que sentiram a responsabilidade de exercer o seu direito de cidadania e também o dever cívico (infelizmente o número de abstenções foi, mais uma vez, demasiado elevado, mesmo com a agravante dos cartões de cidadão – acima dos 50%).
Do resultado eleitoral, mas essencialmente, da análise ao período da campanha há um dado inequívoco que importa realçar: é da responsabilidade exclusiva dos políticos o afastamento dos cidadãos em relação à política.
Isto porque a primeira avaliação que se pode fazer destas eleições presidenciais de 2011 é que se traduziram numa banalização de discursos, numa ausência do debate político, num total esvaziamento de convicções e posições.
É certo que as presidenciais não têm a mesma força eleitoral que as eleições legislativas, até pelo facto do Presidente da República não “governar”. Mas isso não pode implicar que o discurso político seja provido de combate ideológico, de apresentação de convicções pessoais sobre a sociedade, a economia, a própria política, as relações internacionais, e ideias concretas sobre a perspectiva futura do exercício da magistratura presidencial e do que significa, aos olhos dos comuns eleitores/cidadãos, ser Presidente de Portugal.
Isto ficou arredado dos palcos, dos holofotes, das câmaras, das linhas e linhas que foram sendo escritas.
Aliás, reveja-se a posição do candidato Defensor Moura que se apresentou à corrida a Belém com o único propósito de “combater” Cavaco Silva. Bem como o espelho abrasileirado da campanha de José Manuel Coelho a lembrar a recente campanha federal “Tiririca”. E sempre que alguém (mesmo a nível autárquico), como foi o caso de Fernando Nobre, se apresenta a sufrágio apenas com a legitimidade constitucional, a realidade torna-se madrasta já que Portugal (sociedade) não está preparado, nem estruturado, para candidaturas extra-partidárias oriundas da sociedade “civil”.
Restava por isso o confronto Cavaco Silva vs Manuel Alegre. E tal como há cinco anos atrás (em 2006), Cavaco Silva levou a melhor. Com a agravante de, nestas eleições, ter “esmagado” o seu opositor (Manuel Alegre com o apoio de dois aparelhos partidários não subiu o seu eleitorado em relação a 2006). E “esmagou” não só pela vontade dos cidadãos, pelo exercício do seu anterior mandato, pelo “cumprimento” da tradição que nos mostra que não há recandidaturas falhadas, mas sim porque Manuel Alegre foi um claro e notório erro de “casting” destas presidenciais ao ser apoiado expressamente pelo Partido Socialista e pelo Bloco de Esquerda.
Claramente preso num discurso politicamente correcto e amarrado às posições do Governo/PS e sem querer emergir muito nas convicções bloquistas (tirando o caso BPN) para não tomar partido da oposição, Manuel Alegre passou ao lado de questões importantes como o papel do Presidente da República Portuguesa, como o desempenho do cargo por parte de Cavaco Silva ou como a sua visão para os reais e concretos problemas do País que vão muito, mas mesmo muito, para além dos cantos dos Lusíadas e dum gasto discurso histórico estilo PREC que, passados 37 anos e com muitas alterações na sociedade, no mundo e na política, já nem para os que viveram Abril de 74 tem qualquer significado. E mesmo quando Manuel Alegre se insurgiu contra o facto de Cavaco Silva anunciar hipotética crise política, o candidato de Águeda esqueceu-se que, eventualmente, poderá ser esse o desejo de inúmeros portugueses.
Para além do facto de Manuel Alegre estar “colado” a um governo impopular, nas hostes socialistas o facto de somar o apoio do Bloco de Esquerda e as suas posições no Parlamento (acentuadas em 2006 aquando das anteriores presidenciais) angariou anticorpos e indiferença, para não dizer mesmo muitos desagradados. Aliás, para José Sócrates Manuel Alegre em Belém seria muito mais incómodo do que é Cavaco Silva.
E por mais que o Ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, queira sacudir a “água do capote governamental” o que é certo é que estas eleições foram, igualmente, um claro sinal e cartão “vermelho” da sociedade às políticas, medidas de austeridade e a confusão governativa que tem pautado este segundo mandato socialista.
Aguarda-se um mandato mais incisivo e activo de Cavaco Silva… até que ponto Sócrates aguentará a pressão interna (nacional) e externa (Europa, mercados, FMI).
publicado por mparaujo às 23:14

24
Jan 11
A propósito deste post ainda o "malfadado" candidato chamado: Cartão de Cidadão / Cartão de Eleitor.

Se no governo estivesse o PSD, o CDS ou ambos coligados, e tivesse ocorrido a mesma situação de pessoas impedidas de votar por causa do Cartão Cidadão, caía o Carmo e a Trindade.
Era logo necessário outro 25 Abril, tinhamos voltado ao tempo do facismo, um atentado à democracia, tal e tal e tal.... Manuel Alegre de certeza movia mundos e fundos para impugnas as eleições.
Como foi um governo de esquerda, social, democrático, pela liberdade e estado social... a coisa passa como um mero e infeliz contratempo...

É o que temos!
publicado por mparaujo às 21:54

23
Jan 11
A avaliação principal desta campanha e dos resultados destas Presidenciais, por mais que se queira falar do resultado (já esperado) de Cavaco Silva, da abstenção, de José Manuel Coelho ou do resultado surpreendente de Fernando Nobre, do desate de Francisco Lopes e um inexpressivo Defensor Moura (que nada defendeu, antes pelo contrário)

É SÓ UMA: PS + BE é desastre completo.


 


publicado por mparaujo às 20:52

Retirando o facto da campanha eleitoral ter sido extremamente pobre e fraca, o que afastou muitos dos eleitores do seu exercício de voto (alguns também já confiando numa reeleição do Presidente - face às sondagens), estas Eleições Presidenciais - 2011 revelaram um total flop que é o programa tecnológico nacional e o simplex governativo. Muitos cidadãos não votaram porque não conseguiram obter (via internet, sms ou nas Juntas) o seu número de eleitor.
O Cartão de Cidadão não pode (não deve) conter o número de eleitor porque este (ao contrário dos que lá estão) não é fixo e é alterável sempre que se altera a freguesia de residência.

Mas independentemente do Cartão de Cidadão ou do Bilhete de Identidade para que serv eo Número de Eleitor.
Não seria tudo muito mais simples se nos Cadernos Eleitorais constasse o número de identificação pessoal (BI ou CC)?!
Complicar porquê? Isso sim seria o verdadeiro Simplex.
publicado por mparaujo às 19:54

pesquisar neste blog
 
arquivos
2017:

 J F M A M J J A S O N D


2016:

 J F M A M J J A S O N D


2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


2007:

 J F M A M J J A S O N D


2006:

 J F M A M J J A S O N D


2005:

 J F M A M J J A S O N D


mais sobre mim

ver perfil

seguir perfil

27 seguidores

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Dezembro 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

15
16

17
18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30

31


Visitas aos Arcos
Siga-me
links