Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

16
Jul 15

Foi mais que discutida, aplaudida, ironizada, a afirmação do Primeiro-ministro, Passos Coelho, que chamava a si alguns créditos negociais no dificil e polémico acordo entre o Eurogrupo e a Grécia.

Apesar de todos os conceitos e preconceitos, a verdade é que não terá sido um "mito urbano" a tal afirmação de Passos Coelho quando referiu que "a solução que acabou por desbloquear o último problema que estava em aberto partiu de uma ideia que eu próprio sugeri". Conforme escreveu (e bem) Ricardo Costa, no Expresso, afinal #PorAcasoFoiIdeiaMinha terá correspondido à verdade, por mais que custa à oposição, nomeadamente a socialista que foi quem fez mais eco da ironia. E foi... ironia do destino.

Simultaneamente a todo este turbilhão negocial grego e à ideia/sugestão de Passos Coelho, surgiu em plataformas oficiais do PSD e nas redes sociais a imagem seguinte que reflecte o slogan "Por um Portugal mais amigo das crianças", sustentado num crescimento do número de nascimentos no primeiro semestre deste ano em relação a igual período do ano passado.

natalidade 2015 psd.jpg

Os dados, em si mesmo, são, obviamente, uma excelente notícia para a demografia portuguesa e para a inversão daquilo que era a realidade conhecida de um país cada vez mais envelhecido. Obrigado às mães e aos pais (obviamente também a algumas mães/mães, já que para já, cientifica e geneticamente, pais/pais é difícil) pelo nascimento de 40.113 crianças nos primeiros seis meses deste ano de 2015, cerca de mais mil nascimentos em relação ao primeiro semestre do ano passado.

O que é pura demagogia política é o uso destes dados (e realidade) para campanha partidária já que não há qualquer, nem a mínima, relação entre os factos/dados e qualquer acção ou medida governativa. Isso são construções ficcionadas da realidade nas quais só acredita quem quiser (e não conseguir ver mais nada).

A não ser que este valor apontado de 40.113 crianças nascidas nos seis primeiros meses deste ano de 2015 (mais mil que em 2016) #PorAcasoTenhaSidoIdeiadoPassosCoelho... mas aí, o primeiro-ministro vai ter de dar muitas explicações à Sra. Dona Laura. Ai vai, vai... porque +40113 é obra, e muita.

publicado por mparaujo às 18:46

25
Set 14

Independentemente das regras básicas do jornalismo (espelhar o conteúdo da notícia), um título deve ter igualmente um significativo impacto por forma a prender e despertar a atenção do leitor.

Ora o Expresso diário de ontem é extremamente elucidativo e explícito.

Numa notícia que nos relata a aprovação, com um consenso alargado, de projectos-lei que criminalizam (alteram a moldura do código penal) a perseguição (mesmo o cyber stalking) e o assédio, o título dá igual nota da rejeição de uma proposta do BE para criminalizar o piropo.

Até aqui nada de mais.

Só que juntar, no mesmo título, "Assédio" - "Piropo" e "Pacote"... é algo que soa um bocadinho "estranho".

Haja humor...

publicado por mparaujo às 15:15

24
Jul 14

No dia em que as notícias pontam para a detenção e audiência judicial no Tribunal Central Instrução Criminal de Lisboa de Ricardo Salgado, surge este texto verdadeiramente soberbo (mais um, claro) do Pedro Santos Guerreiro.

De forma simples e clara o jornalista do Expresso explica como surge a queda de um "anjo" e o desmoronar do baralho de cartas de um império e de um sistema.

Sim, porque por mais que se queira e se tente o sistema foi abalado, no mínimo. E nada garanta que o mesmo sistema aguente mais um rombo após os casos BPP, BPN, BCP/Jardim Gonçalves e agora o BES, para além de todas as realidades que acompanham os actuais tempos das outras entidades bancárias.

A Ler... quase que obrigatoriamante.

"A queda de um Santo, por Pedro Santos Guerreiro".

publicado por mparaujo às 15:56

09
Jul 14

Publicado na edição de hoje, 9 de julho, do Diário de Aveiro.

Debaixo dos Arcos

A Política e a Natalidade

O Henrique Monteiro publicou, esta segunda-feira, uma crónica no Expresso intitulada “Os bebés não nascem por decisão política”. Não tenho, por hábito, comentar textos alheios, quando muito tê-los como referência. Mas o texto do ex-director daquele semanário, nomeadamente o título, não me deixou indiferente. Isto a propósito da reflexão aqui feita, na passada semana, sobre a polémica em torno da denúncia de empresas que obrigam as mulheres contratadas a declararem, por escrito, o seu compromisso de não engravidarem nos primeiros cinco anos de vínculo laboral. Nessa altura questionei a preocupação do Governo com a natalidade (ou a baixa taxa de natalidade) face à denúncia pública das violações aos direitos, liberdades e garantias constitucionais e às leis laborais.

A questão agora suscitada vai mais longe e coloca a interrogação (no caso do texto do Henrique Monteiro é mais uma afirmação do que interrogação) sobre se as medidas políticas governativas têm ou não impacto na taxa da natalidade. Ou seja, de forma muito linear, a política faz ou não bebés? Para o Henrique Monteiro a resposta é clara: Não, “os bebés não nascem por decisão política”. Pessoalmente, a minha resposta é, obviamente, outra. “A política faz ou não bebés”? Sim… também faz. Ou seja, não apenas e, provavelmente, com menos impacto que outras realidades, mas a política também tem influência na taxa de natalidade.

É certo que há factores sociais e culturais muito mais determinantes para a variação da taxa da natalidade, no entanto sem que possamos esquecer que muitos deles são, por si só, influenciados por questões de natureza política. Tal como são referidos na crónica do autor no Expresso há condicionantes relacionadas com a menor necessidade das famílias terem proles numerosas para a sua própria subsistência; o maior ou menor estado de pobreza das populações/famílias gera variações na taxa da natalidade; com a queda da taxa de mortalidade face à melhoria das condições de vida e dos cuidados de saúde o que pode levar a uma menor preocupação familiar; com a (feliz) evolução cultural e social que permitiu à mulher uma maior afirmação no mundo laboral; entre outros. Estes afiguram-se factores importantes. No entanto, as considerações de “juízo de valores” são meras especulações, simplesmente concepções abstractas. Por exemplo, o egoísmo ou a falta de espírito de sacrifício; a crise (?) do casamento e da estabilidade do casal; ou questões relacionadas com a contracepção ou (já agora) a questão do aborto; são realidades que, pela sua subjectidade de análise e por estarem imbuídas de preconceitos (de várias formas e quadrantes) não podem determinar a realidade demográfica e o problema que hoje, e de há algumas décadas a esta parte, se vive. Mas a pergunta mantém-se: e a subjectividade política já pode ter impacto e influenciar a natalidade? Não só pode como, directa ou indirectamente, a determina. Não apenas a política mas com muita “ajuda” desta.

É um facto que na década de 60 os portugueses viviam com maiores dificuldades, o nível de vida era muito mais baixo, acrescia, por exemplo, as questões de alfabetização, de sentido crítico, de acesso à informação, ao saber e à cultura, de emancipação/igualdade feminina. No entanto, comparando com os dados actuais a verdade é que nos anos 60 nasciam 24 crianças por cada mil habitantes, sendo que em 2013 a taxa de natalidade caiu para cerca de um terço (oito bebés por cada mil habitantes).

Mas se a realidade demográfica dos dias de hoje é reconhecidamente um enorme e gravíssimo problema, a baixa taxa de natalidade, por razões sociais e culturais, não deixa de esbarrar em pormenores de natureza política. Se há uma necessidade tão premente de se promover o aumento demográfico, não faz sentido existirem medidas políticas governativas que impulsionam, diariamente, a emigração (concretamente dos mais jovens); medidas políticas que condicionam o papel da mãe no contexto laboral, a que acresce, como referido, as violações à legislação laboral por parte das empresas; medidas que diminuem os apoios sociais familiares, nomeadamente em tempos de crise financeira com graves impactos na economia doméstica; medidas políticas com impactos sociais nas comunidades (encerramento de escolas, creches, serviços de saúde, …); medidas políticas que agravam as regras laborais, como os horários, rendimento/impostos do trabalho, imposição de mobilidade geográfica laboral, condicionalismos à flexibilização laboral para apoio familiar, …; entre outras. Ou seja, se até poderemos considerar que a política não faz bebés, não deixa de ser verdade que, a par de razões (mesmo que mais fortes) culturais ou sociais, a política e as medidas políticas governativas também não os “deixam” nascer.

Os bebés não nascem por decisão política, mas também…

publicado por mparaujo às 10:20

20
Nov 13

Sempre tive uma grande admiração profissional (já que pessoalmente só nos cruzámos em janeiro de 2010 - no twittleitão) pelo Pedro Santos Guerreiro. Não apenas no Negócios, como em outras actividades profissionais suas.

Afirmei-o há dias que o Expresso teria feito uma das melhores opções de gestão e jornalísticas que me recorde ao contratar o Pedro Santos Guerreiro como director.

Não sou daqueles que, "politicamente correcto", usam a expressão de que "ninguém é insubstituível". É claro que há insubstituíveis na vida e, muito mais, na vida profissional.

No entanto, apesar de todo o percurso e marca que o Pedro deixou no Jornal de Negócios, não posso deixar de louvar e de me congratular com a escolha da Helena Garrido para o lugar de directora deste jornal.

insubstituíveis, mas também há igualáveis... e garantidamente a Helena Garrido estará, perfeitamente, à altura desta nova responsabilidade.
E ainda bem... ganha o jornal e ganham os seus leitores.
Boa sorte à Helena Garrido.

publicado por mparaujo às 14:04

28
Dez 12

O “caso” Artur Batista da Silva, o dito “burlão” da ONU, marca a agenda deste final de ano, principalmente pelo impacto que teve na comunicação social e na opinião pública (com alguma estupefacção à mistura, até pelo recurso ficcionado à ONU).

No excelente artigo de Fernanda Câncio na edição de hoje (28.12.2012) do Diário de Notícias, sob o título “Artur e os outros burlões”, a jornalista sénior aborda o caso, de forma bem interessante, do ponto de vista político.

Sem qualquer veleidade ou presunção, correndo todos os riscos e mais alguns (mesmo o de burlão, que está na moda) acrescentaria uma nota final ao texto da Fernanda Câncio, do ponto de vista da comunicação social (seja a rádio, os jornais ou a televisão).

A verdade é que esta questão das fontes sempre foi, ainda o é e dificilmente deixará de ser um total e complexo risco. Por mais que se averigue, investigue, “vasculhe”, nunca se terá a total certeza, em muitos casos, da veracidade, da integridade e da credibilidade de uma fonte. E mais… por mais que a experiência, os livros, as regras, o código ou a deontologia, refira a importância da “certeza” de uma fonte jornalística, há factos e acontecimentos que encobrem e distorcem a realidade. Por isso é que há os “bons” burlões e aqueles que mais facilmente serão desmascarados. Com isto, não pretendo dizer que não houve por parte do Expresso e do seu director-adjunto Nicolau Santos alguma ânsia de dar voz a quem contrarie a política de austeridade deste governo. Mas isso, tal como refere e muito bem a Fernanda Câncio, é o que todo o debate político e a opinião pública têm feito desde as eleições de 2011. E não foi pelo que o cidadão Artur Batista Silva referiu no programa da SIC (expresso da meia-noite) que se descobriu toda a falsidade. Aliás, os que bradaram e se insurgiram a todos os níveis contra o semanário e o seu director-adjunto, foram os mesmos que, na altura, mesmo não concordando com o que o “burlão” dizia, de nada desconfiaram. Nem os que assistiram (e eventualmente aplaudiram) a sua palestra/debate recente no International Club de Portugal sobre a crise europeia. Depois de descoberto o “gato escondido com o rabo de fora” é fácil bramir argumentos e opiniões.

E os mesmos que se regozijam com o erro (mesmo que tenha sido a partir do mesmo que se descobriu toda a farsa) são aqueles que não têm qualquer pudor, nem qualquer veleidade, em dizer “Dr. Relvas”, em vez de “Sr. Relvas”.

Por fim, mesmo depois de publicamente, e de forma corajosa e profissional, Nicolau Santos ter assumido o erro (algo raro em muitas profissões), é incompreensível a forma como muitos se atiraram de “unhas e dentes” à imagem do jornalismo. Como se estes casos não fossem o risco de uma profissão, como se os mesmos não são, também, o dia-a-dia da economia/finanças, dos negócios, da ciência, da investigação, do ensino, da saúde (quantos casos são conhecidos de pseudo-médicos, com direito a vinheta e tudo, e sem habilitações para tal), na justiça, etc.

E o mais grave de tudo, infelizmente, foi a verificação da falta de solidariedade, cada vez mais visível, entre camaradas profissionais. Quem não tem telhados de vidro…

publicado por mparaujo às 15:43

18
Ago 11

foto Paulo Spranger/global imagens
Ontem (17 Agosto) o Expresso on-line noticiava que Mário Crespo teria sido convidado pelo Governo, mais concretamente pelo ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, para ocupar o lugar de correspondente da RTP nos Estados Unidos (lugar vago há cerca de três meses quando o jornalista Victor Gonçalves trocou Washington pela direcção de informação do canal público, integrando a equipa de Nuno Santos).
O facto noticiado, por si só ou em si mesmo, seria mais que suficiente para uma legítima indignação generalizada, já que é inconcebível que um membro do governo, ou o próprio governo, se ingerisse em processos/procedimentos internos e que são da responsabilidade directa da Direcção de Informação da RTP.
A questão animou (ontem e hoje) as redes sociais, nomeadamente o Twitter, mais pelo que fez ferver na classe jornalística do que no impacto que (não) teve no “comum” dos cidadãos (o que é normal).
Mas a questão, analisada mais a frio e de forma desprendida, leva-nos a outras perspectivas, principalmente depois do desmentido da Direcção de Informação da RTP e do presidente do Conselho de Opinião da RTP. Mesmo sem qualquer declaração do Governo que não tem “obrigação” de confirmar ou desmentir tudo o que é noticiado.
É que esta notícia veiculada pelo jornal Expresso faz lembrar o “caso” do Administrador da TVI e a Ongoing – Bernardo Bairrão, ao caso difundido (e repassado) pela SIC, com um denominador comum: ambos os órgãos de comunicação pertencem ao grupo Impresa de Francisco Balsemão. Grupo empresarial de Comunicação que tem andado muito agitado e nervoso com o eventual processo de privatização da RTP, ao ponto de criar “não notícias” para tentar descredibilizar a acção do governo no processo da privatização, ou não, da RTP.
Só que, neste caso, o feitiço vira-se contra o feiticeiro. Ao agir desta forma, Pinto Balsemão e a Impresa só criam na opinião pública a sensação que o combate à ingerência dos governos na RTP só terminará com a privatização da estação.
Quanto ao jornalista Mário Crespo, de quem não nutro qualquer simpatia pessoal ou profissional (convém esclarecer) não me admira nada que tenha sido do seu agrado todo este (não) caso ao ponto de o alimentar (com 7 minutos de tempo de antena no seu programa na SIC Notícias) e ao não desmentir total e formalmente a notícia.
Porque é sabido que Mário Crespo tem uma “vingança” pessoal para com o anterior governo (mais propriamente para com José Sócrates), agravada, eventualmente, pela indiferença à sua tentativa de nomeação, em 2006, para o cargo de correspondente nos Estados Unidos (conforme confirmado pelo próprio: “foi assim que concorri há cinco anos, por carta enviada à anterior administração da RTP, liderada por Almerindo Marques, a este mesmo cargo de correspondente da RTP nos Estados Unidos”.
publicado por mparaujo às 23:22

31
Mar 10
Já tinha lido o texto na edição do Expresso (versão impressa) do passado fim-de-semana.

Recomenda-se a leitura deste interessante artigo do director do Expresso - Henrique Monteiro, disponível online: "A propósito de um falso desmentido de Sócrates".

(créditos da foto: expresso online)

publicado por mparaujo às 21:31

27
Jul 09
A pergunta é: Conseguem os casamentos resistir sem sexo?
Aproveitando o spot publictário da Zon: Conseguir, conseguem. Mas não é a mesma coisa.
publicado por mparaujo às 17:22

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