Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

12
Jul 16

portugalII.png

publicado na edição de hoje, 12 de julho, do Diário de Aveiro.

Debaixo dos Arcos
Nação Valente…

É inevitável. Não está em causa se gostamos ou não de futebol, há até quem ligue à modalidade só de dois em dois anos (para não dizer de quatro em quatro) e tenha outras referências desportivas como o basquetebol, o hóquei em patins, o atletismo, … . Mas é inevitável a referência a esse feito histórico e inédito da Selecção Portuguesa de Futebol com a conquista do título de Campeã da Europa, pela primeira vez na história do futebol nacional. A referência é tão realista, tão natural e tão óbvia, que não é sequer exclusiva dos portugueses e, muito menos, dos adeptos do futebol. As mensagens são imensas, díspares, diversas e vêm das mais improváveis personalidades: um astronauta americano Terry Virts em pleno espaço, o embaixador dos Estados Unidos em Portugal, o Mariano Rajoy, o Presidente do Parlamento Europeu Martin Schulz, do piloto de fórmula 1, entre muitos outros, com especial destaque para os timorenses que foram incansáveis. Só pelo simples facto de não se gostar de futebol não faz qualquer sentido menosprezar um feito que vai muito para além do futebol. Primeiro porque o desporto é uma vertente social e cultural (para não falar da económica) relevante e importante numa sociedade e num país. Infelizmente continuamos a ser um povo com muito pouco crer nas nossas capacidades, no nosso valor e nos nossos valores, nas nossas potencialidades, nos nossos compatriotas. Somos os primeiros a ridicularizar, criticar e desvalorizar o que é nosso, o nosso país (continuamos com a triste percepção o que é estrangeiro é que é bom), os nossos “heróis” e os nossos feitos. Não há ninguém mais anti-portugal que muitos dos portugueses. Apesar de toda a pressão psicológica dirigida à Selecção Nacional feita por diversas vozes externas (francesas e não só), a verdade é que muitas (se não as maiores) críticas, não construtivas, surgiram internamente, dentro do meio futebolístico ou da sociedade, feita pelos próprios portugueses.

Segundo… este enorme, soberbo, gigantesco e inédito feito histórico no futebol nacional, depois de tantas vezes perseguido em tantos momentos (p.ex. 2004) e por tantas gerações, é e representa muito mais que futebol. É um exemplo claro do que significa esforço, empenho, sacrifício, sentido de grupo e de liderança, trabalho, perseverança, acreditar, ter esperança, muito do que é a génese e a identidade do povo português. Por isso não é de estranhar que o país se tenha mobilizado de uma forma tão envolvente, se tenha deixado cativar pelo percurso da selecção nacional, se tenha deixado contagiar pela confiança demonstrada pela equipa. Nem vale a pena tecer o que quer que seja do ponto de vista técnico. Face à histórica conquista, a forma como foi conseguida tem ainda o condão de valorizar e enaltecer o feito. A verdade é que Portugal, os tais 11 milhões, estive em cada momento vivido pela equipa, em cada milímetro dos campos onde a selecção nacional jogou. Este título é de todos nós.

Mas mais ainda. Esta conquista tem um sabor especial, muito para além das contas a ajustar ou de algum sentimento de “vingança”. A presença de Portugal neste Campeonato da Europa, o seu percurso, a conquista do primeiro título, tem um enorme sabor a orgulho, a história, a cultura, a identidade nacional: o envolvimento da maior comunidade de emigrantes portugueses com a equipa, com o simbolismo nacional da selecção, com a sua relação com o país que os viu nascer e que os viu sair pelas mais díspares razões. Quem tem familiares espalhados pelos quatro cantos do mundo (apesar deste ser redondo ou oval) reconhece a realidade que os inúmeros emigrantes foram espelhando e da qual a comunicação social, exemplarmente, foi fazendo eco. Apesar da distância, do tempo que teima em quebrar os laços, sempre que ouvimos citar nacionalidades como Brasil, Estados Unidos, Suécia, Luxemburgo, França, Suíça, Alemanha, etc., sente-se um calafrio, um arrepiar de espinha, um tremer de pernas. Há uma parte de nós nestas paragens. Para os emigrantes portugueses em terras gaulesas este título tem muito da sua alma, do seu sacrifício, das suas vivências. Exemplar foi, igualmente, a forma como a Selecção Nacional, toda a equipa, todo o staff, toda a sua estrutura, soube respeitar e lidar com esta realidade cultural e social. Contra tudo e contra muitos (a lesão a Cristiano Ronaldo não é inocente, a “falha técnica” no não colorir de verde e vermelho a Torre Eiffel após a final é vergonhosa, toda a campanha negativa que foi feita em torno da qualidade da selecção e dos seus atletas) a 10 de Julho de 2016 escreveu-se história em Portugal: um mês depois, precisamente 30 dias depois, Portugal voltou a celebrar e a festejar o Dia de Portugal e das Comunidades.

publicado por mparaujo às 09:35

04
Jul 16

Duas notas muito breves sobre este último fim-de-semana do Euro2016 e que fechou os apuramentos para as meias-finais da competição, onde vão estar Portugal, País de Gales, Alemanha e França.

1. O recente programa desportivo da TVI24, iniciado no princípio de junho deste ano, "Futebol Mais" (aos domingos) tem, a par com o "Mais Futebol" igualmente no mesmo canal (às sextas-feiras), a capacidade de prender os telespectadores mesmo aqueles que, como eu, só muito esporadicamente ficam "presos" a programas desportivos, face ao triste panorama que se assiste noutros espaços. Honra seja feita, no caso concreto, à jornalista Andreia Sofia Matos e aos comentadores residentes Pedro Sousa, José Manuel Freitas e Rui Pedro Braz, pela sobriedade, ética, profissionalismo e rigor com que debatem futebol. Semelhante mesmo só a "rivalidade interna" com o "MaisFutebol", moderado pela jornalista Cláudia Lopes, com a presença de Nuno Madureira, Pedro Ribeiro, Pedro Barbosa e Tomaz Morais. Exemplares.

Na edição de ontem, ao jeito do que tem sido uma marca muito própria e profissional, Rui Braz fez uma alocução às diversas manifestações de apoio que a selecção portuguesa de futebol tem sentido por terras gaulesas por parte dos milhares de emigrantes lusos e seus descendentes. E fê-lo de forma brilhante, emotiva (quase que emocionalmente, pouco faltou) e extremamente realista.

Quem tem familiares espalhados pelos quatro cantos do mundo (apesar deste ser redondo ou oval) reconhece nas palavras tecidas e repetidas pelo Rui Pedro Braz muita da realidade que se sente. Apesar da distância, do tempo que teima em quebrar os laços, sempre que ouvimos citar nacionalidades como Brasil, Estados Unidos, Suécia, Luxemburgo, França, Suíça, Alemanha, etc., sente-se um calafrio, um arrepiar de espinha, um tremer de pernas. Há uma parte de nós nestas paragens.

E nada melhor que sublinhar as palavras que o Rui Pedro Braz teceu em relação aos emigrantes e ao seu apoio à Selecção Nacional, a sua relação com Portugal (não só pelo futebol que aqui serve apenas de exemplo vivo) do que este testemunho arrepiante e emotivo.

2. Os exemplos da singularidade e da surpresa.

Nunca ninguém, eventualmente nem os próprios, imaginaria, à partida, um percurso tão longo e tão marcante da estreante Islândia neste Campeonato da Europa.
Não interessa minimamente para o caso se o seu jogo é isto, é aquilo, é muito físico, é pontapé para a frente ou para o ar. Não colhe este tipo de argumentação face oa que foram ou têm sido muitos dos jogos deste Euro2016 protagonizados por muitas das potências do futebol europeu (ou assim chamadas).

A verdade é que a Islândia, país que só em 1918 conquistou, oficialmente, a sua independência face à Dinamarca, com uma população na ordem dos 320 mil habitantes, com um clima rigorosamente frio e cheio de erupções, onde o Andebol figura como desporto-rei, consegue através do futebol uma impressionante presença neste Euro2016 por vários motivos: pela surpresa ao atingirem os quartos-finais, a sua empatia com os seus adeptos, a forma como o futebol revolucionou o desporto nacional, ao ponto de já há alguns anos a selecção nacional de futebol ter alargado a sua participação aos escalões femininos, o governo islandês ter realizado um colossal investimento em campos de futebol cobertos (face ao rigoroso clima) proporcionando a sua prática ao longo de todo o ano, a demonstração de que com empenho, trabalho e rigor os sucesso surgem (lembremos que foi a Islândia que eliminou a selecção inglesa), e, principalmente, colocou no mapa europeu este país que, até à pouco tempo, era visto como o país do colapso bancário.

A soberba participação dos islandeses neste Euro2016 teve o condão de colocar toda a gente a olhar para o país e teve o condão de espelhar o que é a identidade e a imagem Islandesas.

Até nisto, depois de uns exagerados 5-2 frente à França. Por estes islandeses já valeu o Euro2016.

publicado por mparaujo às 13:58

01
Jul 16

PORTUGAL MEIAS EURO2016.jpg

Já há muito tempo que não falava de futebol, mais pelo desencanto da realidade e da forma como é vivido em Portugal do que propriamente por ter deixado ou não de gostar de futebol.

Por (de)formação técnica (treinador de basquetebol) tenho como princípio que uma modalidade desportiva sendo colectiva vale essencialmente pelo seu todo, pelo seu grupo, pelo seu colectivismo, independentemente dos valores individuais diferenciados porque, tal como na vida, ninguém é igual a alguém.

Não basta por isso somar as individualidades e as particularidades para se chegar a uma equipa. Há muitas mais circunstâncias, muitas mais realidades, muitas condicionantes que, no seu todo, constroem e alicerçam uma equipa.

Compreendendo que os adeptos tenham, por inúmeros factores, a tendência para, dentro de um colectivo, destacar um ou outro elemento (por paixão, por afinidade, por clubismo, só porque sim...) já não posso dizer o mesmo quando me deparo com algumas notícias, com profissionais da comunicação, com comentadores com responsabilidades acrescidas, que destacam de um contexto colectivo o jogador A, B ou C.

Renato Sanches foi importante? Claro que sim... marcou o golo importantíssimo do empate e foi considerado pela UEFA (vale o que vale), de novo e com mérito, o homem do jogo (o que no basquetebol chamamos MVP).

Ricardo Quaresma foi importante? Claro que sim... marcou o penalti que garantiu a vitória e a passagem às meias-finais do Euro2016.

Mas voltemos à questão do chamado "Homem do Jogo" (escolha da UEFA).

Terá sido Quaresma decisivo na qualificação de Portugal? Muitas dúvidas... apesar de gostar muito do Quaresma.

Todos os jogadores de Portugal que antecederam Quaresma marcaram os seus penaltis.

Todos os jogadores polacos que antecederam Quaresma marcaram os seus penaltis, menos um. E porquê? Falhou? Não... Rui Patrício esteve soberbo ao defender o quinto penalti polaco.

Renato Sanches fez um importante golo para as aspirações portuguesas, é verdade. Mas também Pepe e Fonte estiveram irrepreensíveis no controlo do ataque da Polónia, durante todos os 120 minutos do jogo.

Mais ainda... quem é, por inúmeras razões, figura mediática tem sempre sobre si todos os olhares e os holofotes. Com tudo isto, tem também sobre si todas as críticas, toda a maledicência, toda a inveja, todo o despeito. Mas a verdade é que o papel, o empenho, o sacrifício, de Cristiano Ronaldo neste Europeu tem sido notável e merece todo o respeito de uma equipa, de um grupo de trabalho, dos adeptos.

E poderíamos desfiar aqui uma lista com inúmeros nomes como Adrien, Cedric, João Mário, etc,. etc.

Podemos não gostar de Fernando santos, dos seus princípios e filosofia de jogo...
Podemos não gostar da forma como a selecção nacional tem jogado, tem empatado, tem subido degrau a degrau este Euro2016...

Mas há uma realidade que merece inquestionável respeito... o mérito da eficácia, do espírito de grupo, do verdadeiro sentido de equipa.

E a verdade é que estamos quase, quase, lá. Quando muitos nem sonhavam ou acreditavam.

Allez, Portugal, Allez.

(nota final)
Já há algum tempo que a Torre Eiffel não se revestia de cores nacionais por razões nobres e felizes.
Ontem foi o dia... e arrepiei-me. MERCI PARIS.

TORRE EIFFEL.jpg

 

publicado por mparaujo às 11:13

20
Nov 14

RTP predio.jpgSegundo o Jornal de Negócios apurou, neste trabalho da jornalista Ana Luísa Marques e do jornalista Diogo Cavaleiro, a RTP terá conseguido um acordo com a UEFA para o exclusivo da transmissão dos jogos da Liga dos Campeões para as próximas três épocas. Muitos estariam agora a esfregar as mãos mas, em consciência, a "festa" acaba rápido. É que a estação pública de televisão, com recurso a receitas do Estado e dos contribuintes, "ameaçada" inúmeras vezes nestes três/quatro últimos anos com processos de reestruturação, despedimentos e privatização, vai desembolsar cerca de 18 milhões de euros.
Pagar cerca de 6 milhões por época (18 milhões/3 épocas), por uma dúzia (mais coisa menos coisa - 16) de jogos é um absurdo, um exagero, uma má estratégica de gestão concorrencial (ao que a notícia apura este valor é 40% superior à oferta da TVI, actual detentora dos mesmos direitos).

Se a RTP está assim tão cheia de dinheiro, mais vale investir esse valor na sua estruturação e nos seus profissionais.
Ou então, se é assim tão importante o desporto, que invista esses 18 milhões noutras modalidades e nos jogos da Liga Portuguesa... ainda sobraria muito dinheiro.
Péssimo negócio e péssima gestão que o retorno publicitário dificilmente cobrirá.
Mais uma machadada na imagem de serviço público que a administração da RTP teima, em alguns momentos, querer deitar completamente por terra.

Que regresse a Troika, novamente... estamos de novo sozinhos é um tal regabofe de despesismo.

publicado por mparaujo às 11:37

17
Jun 14

Já estivemos juntos em reinados antigos até que D. Afonso Henriques resolveu "insurgir-se" contra a sua mãe.

Vivemos séculos lado a lado, nem sempre com os melhores "olhados e sorrisos".

Agora que terminaram com o Feriado Nacional a 1 de Dezembro...

Agora que regressou ao trono de Espanha um Filipe (más memórias portuguesas para a presença de Filipes no trono de Espanha)...

Agora que ambos os países se envolveram numa crise económica, social e política semelhantes...

Eis que regressa a Peninsula Ibérica... e em força.

Logo agora que estamos no Mundial do Brasil 2014...

upssssssssss... pois é. Até aí Portugal e Espanha com arranques e destinos comuns, às mãos de uma Alemanha e uma Holanda que sempre nos atormentaram e numa América do Sul que já nos agradou muito mais (à alma, aos cofres, às gentes e ao império)

Mau presságio.

publicado por mparaujo às 10:01

23
Mar 14

para além das esquisitices, também podiamos falar das "prioridades", do conceito de justiça, de equidade, ...

Mas há coisas que só mesmo em Portugal. Que o Estado não deva ter qualquer interferência na economia privada, não deva ter qualquer interferência nos destinos das empresas privadas, que desempenhe, com especial eficácia e eficiência, o seu papel regulador, é algo que me parece evidente. O problema é a questão de coerência nas acções do Estado. Basta relembrar as posições assumidas em relação ao BPP e ao BPN (por oposição).

Na actual conjuntura, independentemente do distanciamento do Estado em relação ao sector empresarial privado, para promover o emprego e o desenvolvimento da economia, o Estado, pelo menos, não deveria dificultar a "vida à economia privada". Pelo menos... mas são tantas as contradições e as incoerências.

É significativo o número de empresas que encerra as suas portas. Algumas das quais, pelo seu historial empresairal, longe de imaginarmos vermos envolvidas em processos de insolvência ou a falirem. Por exemplo, recentemente foi o caso da Cerâmica Valadares.

Há ainda histórias perante as quais temos alguma dificuldade em perceber ou aceitar todos os seus contornos.

É, por exemplo (e meramente como exemplo) este caso da Throttleman e Red Oak (empresas de vestuário). Em pleno Processo Especial de Revitalização, solicitado em 2012, e com a maioria dos credores apostados em revitalizar a empresa - banca, privados e até a Segurança Social - eis que as Finanças não abdicam da sua parte e interpoem uma acção judicial que, por força da lentidão da justiça portuguesa, culmina com a insolvência da emprea.

Mas que tem este processo de especial? Nada que uma grande parte das empresas neste país já não tenha "vivido". Apenas a dificuldade em compreender dualismos de critérios e prioridades do Governo face ao tecido empresarial português. Enquanto se "dificulta" a vida fiscal à economia portuguesa, eis que temos esta pérola de gestão: «Governo propõe isenção fiscal às entidades organizadoras das finais da "Champions"»... à grande mundo da bola.

publicado por mparaujo às 19:20

05
Jan 14

seja na vida ou na morte, há coisas que, não tendo explicação racional, não deixam de surpreender pela coincidência dos factos.

Eusébio faleceu hoje, 5 de janeiro de 2014.

Há 37 anos, no dia 5 de janeiro de 1977, Eusébio defrontaria, pela ÚNICA vez em toda a sua carreira, o S.L. Benfica.
Foi no jogo a contar para o campeonato nacional da I Divisão nacional (época 76/77), que colocou frente-a-frente o Beira-Mar (onde jogava, na altura, o Eusébio) e o Benfica. Resultado final 2-2.

A crónica do Mário Varela.

publicado por mparaujo às 21:51

É curioso como os acontecimentos produzem reacções distintas e nos levam ao encontro de outros factos.
Isto a propósito do falecimento, hoje, do Eusébio, um dos maiores vultos do desporto nacional, um verdadeiro embaixador de Portugal.
Mas o confronto com as nossa realidades pessoais, com as nossa vidas, "encobre" outros mistérios, outros momentos, outras vivências que marcam a "nossa" história.

Isto tudo porque, ao procurar a foto do post anterior, sobre a passagem do Eusébio pelo Beira-Mar (época de 1976, se não me falhar a memória) descobri esta imagem de equipa, dessa época.

Na foto podemos recordar, entre outros, Eusébio, Sousa, Manuel José, Víctor Urbano, Manecas, etc ...
Mas há um que, por razões pessoais e muito particulares, se destaca: o guarda-redes José Domingos (que nos "deixou" há alguns anos).
Para quem cresceu junto ao Parque de Aveiro (onde se situa o velhinho estádio Mário Duarte), na zona da "Praceta" não pode ficar indiferente àquela "imagem de azul". Por mim, restam-me as memórias de quem andou comigo ao colo, da amizade, do cuidado, da relação quase familiar.

E foi bom recordar e sentir um bater forte de inúmeras "imagens/memórias" e de muitas saudades...

publicado por mparaujo às 15:27

Morreu o “Pantera Negra, o “King” do futebol nacional, aos 71 anos, muito perto de comemorar o seu 72º aniversário (25 de janeiro).
Um dos maiores vultos da história do desporto português, Eusébio da Silva Ferreira estava para o futebol como a Amália esteve para o Fado.
Marcou um dos períodos mais consideráveis do futebol nacional, fosse no Benfica ou na Selecção Portuguesa. Ajudou a Selecção nacionla a alcançar o terceiro lugar no "polémico" campeonato do Mundo de 1966, em Inglaterra. No Benfica, conquistou 11 campeonatos nacionais, 5 taças de Portugal, 1 Taça dos Campeões Europeus (para além de três finais da competição).
Bem sei que foi nestes dois contextos que o Eusébio foi mais preponderante e aí rezará a sua história desportiva.
Mas ainda me lembro, já em final de carreira activa, da sua passagem pelo Beira-Mar (antes de terminar no União de Lamas e rumar aos Estados Unidos).
Com certeza será um encontro e pêras, lá em “cima” entre a Amália e o Eusébio.
Obrigado, Eusébio e até sempre.

publicado por mparaujo às 13:45

20
Nov 13

Uma vergonha... uma desgraça de "marketing"...
e pior a emenda que o soneto, a desculpa esfarrapada.

"Pepsi pede desculpa a Ronaldo após campanha polémica". (jornal Público)
Se a Suécia tivesse sido apurada para o Mundial a Pepsi retirava a campanha?!
Viva a Coca-Cola...

ou melhor "Viva a ÁGUA DO LUSO" (entenda-se... todas as águas nacionais, as cervejas portuguesas e os nossos chás e sumos de fruta).

publicado por mparaujo às 09:31

10
Jun 12

A minha opinião sobre a participação da selecção nacional no Euro2012... razões para mais dúvidas que certezas.

Publicado hoje no Record online - Opinião - Escrevem os Leitores...

 

 (clicar na imagem para aceder ao texto)

publicado por mparaujo às 17:48

07
Jun 12

A minha opinião sobre a participação da selecção nacional no Euro2012... razões para mais dúvidas que certezas.

Publicado hoje no Record online - Opinião - Escrevem os Leitores...

 

 

 (clicar na imagem para aceder ao texto)

publicado por mparaujo às 21:56

A maioria do desporto profissional e de alta competição, concreta e nomeadamente os mais mediáticos e influentes como é o caso do futebol, é um meio ("mundo") muito particular e que não se confina apenas às 4 linhas.
São as pressões económicas, o peso institucional, o conflito entre sectores específicos (como a arbitragem, por exemplo), os interesses dos investidores e dos investimentos, os impactos nas receitas, o mediatismo.
E são igualmente as preferências e as empatias (ou antipatias e animosidades, o chauvinismo) com determinadas selecções/equipas (e países)  por parte de instituições e seus dirigentes.
Se para Portugal estar neste Euro2012, num chamado "grupo de morte", onde figuram as duas selecções apontadas como finalistas (Alemanha e Holanda), se o descrédito nacional em relação às suas capacidades desportivas e competitivas já é, em si, uma evidente pressão e descredibilização, a verdade é que há mais dois factores que podem condicionar a prestação da selecção nacional nesta primeira fase do Euro2012:
- a UEFA revê, às portas do arranque da competição, o ranking e coloca Portugal atrás da própria Dinamarca tida como o "elo mais fraco" (teoricamente) deste grupo B.
- face às apostas e expectativas que se geraram em torno deste Euro2012, aos desejos já tornados públicos, não é, de todo, inocente a nomeação de um árbitro francês (obrigado sr. Platini) para dirigir o encontro Alemanha vs Portugal, sendo a Alemanha uma das selecções favoritas (e desejadas) para a conquista do Euro2012.

Digam o que disserem, não se trata de encontrar qualquer tipo de desculpas ou justificação para uma eventual má prestação nacional, a verdade é que o Euro2012 joga-se, e muito, fora das quatro linhas.

Também há um outro "Euro2012" que é jogado no confronto competição vs influências/pressões. Resta saber quem o vencerá.
Sábado, a selecção nacional tem o seu primeiro confronto com a Alemanha. A esperança e o optimismo dos portugueses na "sua" selecção há já algum tempo que se esfumou.
Desde o Euro2004 que os portugueses acreditam cada vez menos na selecção nacional, notando-se um distanciamento claro em relação às expectativas e performances da equipa. De facto, a realização interna da competição, o investimento realizado (ainda com impacto significativo actual nas contas públicas e municipais), a expectativa gerada e os objectivos traçados em termos competitivos (gorados na chamada "hora da verdade" - final, realidade agravada por ter sido contra uma das equipas que menos futebol jogou - a Grécia), deixaram algumas marcas e feridas ainda por sarar. Na consciência dos adeptos, a não conquista do Euro2004 quando todo o sonho estava praticamente conquistado, deixa hoje muitas dúvidas quanto à capacidade dos jogadores portugueses conseguirem alcançar algum feito de registo a nível de selecção nacional. Aliás, apesar de alguma esperança que foi notada e registada, isso ficou patente no resfriar das euforias em relação à prestação da selecção nacional no Euro2008 e Mundial2010. A chama foi esmorecendo... foram desaparecendo as bandeiras à janela.
E tudo teria sido mais simples se a imagem transposta para a realidade do país tivesse sido outra. Se o comportamento e o rigor, para além do profissionalismo, tivesse outra realidade.
É que, apesar de tudo, nada é seria tão simples como conquistarem 5 pontos e passarem à fase seguinte (dois empates - Alemanha e Holanda, e uma vitória frente à Dinamarca).
Tão simples, mesmo...

publicado por mparaujo às 18:34

01
Fev 12
Publicado na edição de hoje, 01.02.2012, do Diário de Aveiro.

Debaixo dos Arcos
TotoImpunidade...

Não é meu hábito usar este espaço para me referir ao futebol, mas o tema a abordar voltou a ser notícia no final da passada semana com a “máquina fiscal” a exigir aos clubes de futebol, através da Federação Portuguesa de Futebol, o pagamento de um valor em dívida por não cumprimento de obrigações fiscais dos clubes profissionais na ordem dos 13 milhões de euros.
Por volta de Março de 1998 o Governo, na altura liderado por António Guterres, e os Clubes de Futebol Profissional, a Liga de Clubes, a Federação Portuguesa de Futebol, acertaram um conjunto de medidas que sustentariam um protocolo, ao abrigo do tão recorrido “Plano Mateus”, que viria a ser assinado com vista a permitir que os clubes de futebol pudessem cumprir com as suas obrigações ficais, que, à data, eram já consideráveis e de difícil solução.
De forma muito breve, simplicista e linear, a história do processo conta-se em breves notas: os clubes de futebol, durante o período compreendido entre 1985 e 1995 (anos de governação de Cavaco Silva como primeiro-Ministro) contraíram uma dívida fiscal no valor de cerca de 50 milhões de euros; em Maio/Junho de 1996, já com a governação de António Guterres, falhou na Assembleia da República uma primeira tentativa para a cobrança desse valor e que previa a retenção das receitas geradas pelo Totobola; no início de 1999 seria acordado entre Governo e Clubes o pagamento das dívidas através das receitas do Totobola até há dois anos atrás, 2010; as previsões das receitas do Totobola situavam-se entre os 41 e os 65 milhões de euros, com a estimativa média de cerca de 54 milhões de euros; havia ainda o compromisso de os clubes não gerarem mais dívidas fiscais; em 1998, o valor da dívida ao fisco era apurado e cifrava-se perto dos 58 milhões (pelo que havia um diferencial de pouco mais de dois milhões que deveriam ser liquidados em prestações fora do processo); até 2000 o valor da dívida subiria mais 10 milhões de euros, sendo a dívida solicitada no final de 2004, pelo ministro das Finanças Bagão Félix, no valor de cerca de 19 milhões de euros; desde esta data têm sido inúmeros os processos judiciais para liquidação do incumprimento fiscal. Em 2009, o Tribunal Constitucional (último degrau possível para recurso) decidiu não haver qualquer inconstitucionalidade nas decisões anteriores que determinaram a responsabilização dos clubes e a sua não isenção.
O que está então em causa? Acima de tudo a presunção de alguns, principalmente de dirigentes, de que o futebol é um “mundo à parte” tendo como argumento a movimentação de “massas”, de que podem estar acima das responsabilidades sociais que têm, de que os compromissos assumidos são da responsabilidade dos outros, que tudo lhes é permitido porque entendem que está em causa toda uma estrutura, um meio muito poderoso, carregado de lobbys e de teias de interesses capazes de gerir o mundo. Mas não é.
É altura de colocar o futebol e os clubes no seu lugar próprio, dentro da estrutura social, política e económica em que se inserem, ao serviço dos cidadãos e do espectáculo, capazes de gerar receitas, mas que, como qualquer empresa ou negócio, têm despesas e responsabilidades fiscais porque também usufruem de diversos mecanismos de apoio do Estado. Um meio que não tem o direito de ter uma justiça própria e de estar acima das leis que qualquer empresa ou cidadão têm o dever de cumprir. E não interessa a conjuntura em que vivemos (quanto muito sublinha e reforça a argumentação). O futebol tem de saber gastar menos, pagar menos, ter os pés bem assentes na terra… pela sua sobrevivência. Se o futebol quer viver num universo de despesismo, de riqueza desmedida, acima de qualquer realidade social e económica, também tem de saber assumir os seus compromissos e responsabilidades.
Não pode haver cumpridores e não cumpridores. Não pode haver, como diz a sabedoria popular, “filhos e enteados”. As regras são para todos e para todos cumprirem. Quem não tem cão, caça com gato.
Quem não pode, não consegue, não sabe ou não quer suportar as responsabilidades e os riscos, como muitas empresas e cidadãos, infelizmente, fecha a porta… porque eu também pago o que me é devido. Sem excepção, nem isenção.

(nota: texto republicado, com ligeiras alterações, da edição on-line do Jornal Record no dia 29.01.2012)
publicado por mparaujo às 09:59

28
Mar 10
Por princípio, não fui, nem sou avesso à interculturalidade e à abolição das fronteiras culturais.
Quero com isto dizer que não me repugna que uma estratégia de comunicação e imagem possa usar uma canção anglo-saxónica para hino da Selecção Nacional.
Obviamente que será sempre preferível o recurso nacional. Mas também é legítimo questionar esta preferência nacionalista quando está em causa a qualidade e os objectivos do que se pretender promover.

De qualquer modo, para aqueles para quem a música escolhida para o Hino da Selecção Portuguesa de Futebol - Mundial 2010 - nunca deveria ser estrangeiro, fica aqui a alternativa lusa: Som bem alto (clicar).
publicado por mparaujo às 19:31

20
Out 09
Portugal candidatou-se (e efectuou) à realização do Euro 2004 de Futebol, com o exagero de 10 estádios construídos e muitos milhões de euros gastos.
Ao fim de 5 anos, o país apresenta uma candidatura conjunta (com Espanha) à realização do Mundial de Futebol de 2018. Para espanto de muitos, apenas com 3 estádios foram seleccionados (Dragão, Luz e Alvalade) porque os outros não têm capacidade (lugares) suficientes (mínimo 42 mil). Estádios caros, abandonados, degradados, com apenas 5 anos!
Isto só mesmo em Portugal...

E ainda há quem se espante com as opiniões de "implosão".
Se não há impulsão, porque não "implosão"?!

Actualização
(ver esta noticia na SIC Noticias on-line)

publicado por mparaujo às 21:10

28
Mar 09
Depois do desaire de hoje (0-0 contra a Suécia) é altura de puxarmos pela dita cuja
e FAZER AS CONTAS DO COSTUME.

Ah!! E rezar por um milagre!
publicado por mparaujo às 23:46

09
Fev 09
Notícia do dia: Scolari despedido do Chelsea. Para uns surpresa; para outros satisfação; e para os restantes, principalmente (mas não só), os nascidos "verde e amarelo", indignação.
Para mim é a surpresa de ter falhado o meu prognóstico: pensava que não chegava ao Natal. Não chegou ao Carnaval.
Mas também, com os dias que correm, quem quer saber de "futebóis".
O mundo gira muito para lá de um rectângulo verde, uma bola e vinte e duas pessoas a correr atrás dela.
publicado por mparaujo às 19:49

24
Jan 09
É interessante verificar (e para alguns, estudar) como, para algumas pessoas, criticar não custa,o que custa é ser criticado.
Vem isto a propósito das declarações de Victor Pereira (responsável máximo pelos árbitros) em que afirma que "quem não acredita no futebol não deve ir aos estádios".
Tal afirmação parece ter caído mal no "estômago" de alguns dirigentes e ou treinadores. Com se as verdades não fossem para serem ditas.
Aliás, em muitos anos ligados ao desporto, foi a verdade mais bem construída sobre a realidade do futebol nacional e, por extensão, do desporto luso.
Ou como ousa afirmar a voz popular: "quem não está bem... muda-se".
De uma vez por todas deixem os árbitros em paz e preocupem-se com coisas mais importantes e dignificantes: como jogar futebol em condições.
Parabéns Victor Pereira.
publicado por mparaujo às 13:16

29
Jun 08
Mas porque raio o Afonso Henriques se tinha que armar em "parvo".
Hoje, ganhávamos mais, tínhamos melhor qualidade de vida, tínhamos do melhor no desporto europeu e mundial e até tínhamos um Rei.
E hoje estávamos a comemorar o Europeu, sem precisarmos de nenhum brasileiro a "enterrar" a nossa selecção. A Espanha, sem segredos, sem esconder nada, nem ninguém, sem andar a proteger "meninos" ou senhores que se acham mais importantes do que o são, na realidade. Limitou-se a jogar futebol e a sair do Europeu sem nenhuma derrota.
Enfim...
Viva La España.
publicado por mparaujo às 21:39
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17
Abr 08
Um Luís Filipe já "voou".
Será que, com as recentes tempestades e intempéries, não voará outro?!
publicado por mparaujo às 23:34

12
Abr 08
Só espero que "isto" não sobre (mais uma vez) para a Câmara Municipal de Aveiro.
O desenvolvimento social e económico, a qualidade de vida e o bem-estar do município não deve ser hipotecado em sectores que têm a obrigação de ser auto suficientes, como qualquer sector empresarial e profissional. Há prioridades muito, mas mesmo muito, importantes no Concelho.
Há uma aptidão "mórbida" na sociedade portuguesa que sustenta a permissão para tudo se fazer, sem planear, projectar, prever riscos, recursos e custos. No fim, logo se há-de ver o que acontece. E normalmente o que acontece é sempre a catástrofe.
Sempre me ensinaram (felizmente) que acima deve vir a dignidade, o brio e o empenhamento pessoal (ou colectivo). E só depois a glória, muitas vezes (senão quase sempre) efémera.
Quando não se tem cão, caça-se com gato. E nunca vi fazer omeletes sem ovos (sejam eles quais forem).
O que seria do erário público (Estado, Empresas Públicas, Autarquias) se cada empresa privada que estivesse em dificuldades (e infelizmente há imensas) ou para fechar, se socorresse desses fundos para sobreviver?!
Já chega. Basta!
publicado por mparaujo às 19:27

09
Mar 08
Há muito que pelos lados do bairro de benfica se dita que "A luz é um Inferno".
Como "não-benfiquista", muito me apraz tal expressão. Porque não poderia existir outra a traduzir o estado de alma benfiquista.
Depois de muitas promessas e quase nenhumas cumpridas (não esquecer por exemplo que Luis Filipe Vieira, em 2005, afirmava que se não atingisse o patamar dos 300 mil sócios se ía embora - há cerca de 175 mil e o presidente ainda lá está), há ainda por explicar a tão incoberta e misteriosa troca de treinador no princípio da época.
Tal era a pujança, o fulgor, a competência, que o título já era, a UEFA está por um fio, o segundo lugar cada vez mais apertado, acrescido de uma equipa "esfrangalhada".
Hoje... a cereja em cima do bolo.
Camacho achou que não tinha competência para motivar os jogadores... Uma das razões apontadas para o despedimento de Fernando Santos.
E apesar da culpa dos jogos e resultados ter sido sempre apontada aos jogadores e nunca ao treinador espanhol, lá teve a coragem de dizer "adios".
E o presidente tem moral e legitimidade para se manter?
Para bem do FCP esperemos que sim e muitos anos...
publicado por mparaujo às 22:23

24
Fev 08
Assim como assim.
Porto - 3 vs Paços Ferreira - 0
Setúbal - 1 vs Sporting - 0
Benfica - 1 vs Braga - 1
Porto - 50 pts. Benfica menos 12 (38) - Guimarães menos 16 (34) e Sporting menos 17 (33).
Com tanta polémica que envolve o "desporto Rei" nomeadamente nos inícios de época, não seria melhor acabar já este campeonato e começar já o do próximo ano?!
A modos que...
publicado por mparaujo às 21:56
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14
Fev 08
Publicado na edição de hoje (14.02.2008) do Diário de Aveiro.

Crónicas dos Arcos
Prioridades…


Derivado, como a maioria do léxico luso, do latim vulgar será, etimologicamente, algo que está mais avançado (“prioritas”) ou numa qualquer consulta a um dicionário, corresponderá a uma definição próxima de algo que traduzirá a condição do que está em primeiro lugar em importância, urgência, necessidade, premência, etc..
Em toda a nossa vida e no nosso quotidiano é comum estabelecermos metas, objectivos e respectivas prioridades: o curso superior, mudar para um emprego melhor, fazer aquela viagem há muito sonhada, a educação dos filhos, mudar de casa, ou simplesmente… viver.
Assim como individualmente estabelecemos as nossas prioridades em função dos nossos objectivos e princípios de vida, também o Estado (Governo) estabelece as suas preferências e importâncias, ou pelo menos assim deveria ser (o que muitas vezes, ao olharmos a crua realidade, é legítimo questionar).
Este facto veio o Presidente da República lembrar a propósito da eventual e hipotética candidatura de Portugal à realização do Mundial de Futebol, em 2018 (isoladamente ou em parceria com a vizinha “mal-amada” Espanha) e ventilada pelo Presidente da Federação Portuguesa de Futebol.
Felizmente que a triste e preocupante situação em Timor, as polémicas declarações do Director Nacional da PJ sobre o caso Madie, o ainda ressoar das declarações, tão verosímeis quão bombásticas, do Bastonário da Ordem dos Advogados e mais recentemente a “luta” de interesses na capital sobre “quem, como e onde” ganhar dinheiro (do erário público) a atravessar o Tejo, acabaram por dissimular a questão e torná-la secundária (embora não se perceba se menos prioritária que as referidas), evitando-se, desta forma, mais “um caldo entornado”.
Mas apesar disso, houve quem não ficasse indiferente a esta problemática (se é que é controversa). E como em quase tudo (99,999%) o que potencia o “prós e contra” da polémica nacional e do confronto (normalmente inconsistente) fundamentalista neste país, lá se levantaram as vozes das ditas “prioridades” e do “anti-futebolês”.
É óbvio que o país tem necessidades e carências graves a necessitarem intervenção e solução prioritárias: a saúde, o ensino, a justiça, o emprego e a economia. São problemas de sobra para se resolverem e permitirem um melhor bem-estar social e desenvolvimento do país.
Mas também o são em relação ao TGV, ao novo aeroporto, a mais pontes sobre o Tejo, a um fantasmagórico choque tecnológico, a um novo canal generalista de televisão, à rede de televisão digital, etc. Porquê então tanta aversão ao futebol?!

Para continuar a ler AQUI.
publicado por mparaujo às 21:02

04
Fev 08

O Sport Clube Beira Mar sempre foi identificado com as cores preto e amarelo. Neste momento, nota-se mais o preto que amarelo.
Sem estádio...
Sem relvado...
Sem sorte no regresso ao velhinho Mário Duarte...
Sem Dinheiro...
E agora...
Sem Treinador...
Será que ainda há clube?!
publicado por mparaujo às 20:35

12
Jan 08
Ri bem melhor!

E agora, Benfica?!




O mesmo campeonato... O mesmo início (primeira volta - segunda volta)...
O mesmo Clube: Leixões!
O mesmo resultado: um triste empate!

Volta Fernando Santos. Eles perdoam-te!!!!!
publicado por mparaujo às 21:49

15
Out 07
Fim-de-semana rico em acontecimentos e leituras neste "meio" Outubro, com réstia de sabor a Verão.
1. Entrega do Orçamento do Estado para 2008. Relegado para segundo plano (ou mesmo terceiro ou quarto planos), o Orçamento do Estado prevê a fixação do deficit nos 3%, revendo em baixa o crescimento económico (2,2%), mantendo-se a centralização da polémica no binómio investimento - despesa pública. Por outro lado, mantém-se as taxas de tributação altas (IRS, etc).
Ou seja, como em todos os anos e ciclicamente, mais do mesmo.

2. A selecção nacional, com uma exibição descolorida, lá consegui ser eficaz e conquistar 3 pontos já há algum tempo perseguidos. Mais uma vez, beneficiando igualmente do azar de terceiros (como por exemplo, a Finlândia). Quarta-feira há mais.

3. Fátima tem novo espaço de culto e de celebração católica. Podemos entrar nos argumentos arquitectónicos e estéticos; podemos questionar a exuberância e apogeu do espaço; podemos questionar a consistência e coerência dos seus custos. Mas é certo que foi a vontade dos crentes, peregrinos e da própria Igreja que, com fundos próprios, ergueu este novo espaço. Curiosamente, com mais tempo de antena na televisão do que o Congresso Social Democrata.

4. Congresso PSD. No reino “laranja” nada de novo. Inclusive algumas decepções (não que me afectem, mas poder-se-ia esperara mais).
Luis Filipe Menezes já estava eleito. Elegeu apenas 1/3 dos lugares no Conselho Nacional. Alguns apoiantes de Marques Mendes mantiveram-se na estrutura partidária (ex. Zita Seabra), o que significa que a transformação não foi total.
No seu discurso final, Menezes, ao falar para fora do partido e assumindo-se como alternativa ao PS, foi novamente decepcionante.
Sobre o sector económico ouviu-se muito pouco e foi muito vago quanto ao crescimento, desenvolvimento e impostos. Sem alternativas à política do actual governo.
Falou de uma nova constituição, como se esta temática fosse relevante para a maioria dos portugueses. Sobre Ambiente, Agricultura, Justiça e Europa… nada.
Muito pouco acutilante no que respeita à Educação e Saúde. Poderia estar aqui o seu campo de batalha (é onde o governo socialista tem vacilado mais).
Mas onde se esperaria que Menezes fosse verdadeiramente relevante e incisivo era na questão do poder local e na regionalização. E aqui residiu a maior decepção. Mesmo com a perspectiva de o PSD calendarizar o processo da regionalização, afirmar-se que esta questão não é prioritária, foi o mesmo que dizer que o assunto morrerá numa qualquer gaveta.

5. Como não sou social-democrata (nem tão pouco mais ou menos), a minha preocupação deste fim-de-semana, foi para a segunda parte da entrevista da Dra. Catalina Pestana. Não pelo mediatismo da temática, mas pelo conteúdo e mensagem que a ex-Provedora (mesmo correndo o risco dos “telhados de vidro”) proferiu relacionado com o processo. Muito mau para um país que se diz evoluído, que se diz um estado de direito, que proclama a separação da Justiça e da Política, que não sabe, nem quer defender o seu futuro (as suas crianças). É muito, mas mesmo muito triste.

Boa semana
publicado por mparaujo às 07:58

01
Mar 07
Assim, perfeitamente medonhos, tristes, dolorosos e preocupantes.
Há dias em que a vida nos presta aquela rasteira...
Há dias em que a vida deixa de existir.
Por maior que seja a rivalidade, o desinteresse pela cousa alheia, há também pessoas que marcam a história da vida. Seja ela social, política, cultural, histórica ou desportista.
E Manuel Bento marcou uma história do futebol nacional.
Até sempre "guardião".
publicado por mparaujo às 21:37

21
Jan 07
Quer se goste ou não...
Quer se assuma ou não uma identidade comum...
É certo que a nossa história sempre teve uma relação estrutural, de amor e ódio com Espanha.
Desde os tempos de Castela. Dos tempos da aliança Filipina.
Desde o tempo em que "fechámos" o mar a Espanha.
Desde os tempos em que Espanha nos fechou a Europa.
Sem querer entrar em emotividades descontroladas e irracionais, Portugal é hoje um país apetecível a Espanha.
Espanha é hoje um país desejável a Portugal e a uma grande quantidade de portugueses.
Aveiro não foge à regra.
Na Páscoa desejamos a invasão espanhola.
No desporto, contrariando a velha alinaça portuguesa com as terras de sua majestade, o Beira Mar tornou-se apetecível e economicamente desejado.
De Espanha bons ventos e bons euros.
publicado por mparaujo às 18:42

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