Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

27
Jan 14

Em 2005 a Organização das Nações Unidas instituiu o dia 27 de janeiro como o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.

A data tem uma relação directa com um dos acontecimentos mais marcantes da história contemporânea (II Guerra Mundial), nomeadamente com a chegada do exército da então URSS ao mais mortífero e “emblemático” campo de concentração: Auschwitz-Birkenau.

Este foi o maior centro de destruição humana que marcou a história da II GG: cerca de 1,3 milhões de pessoas foram mortas nas câmaras de gás e, posteriormente, incineradas, ou simplesmente fuziladas. Foram homens, mulheres, crianças. O maior atentado contra a dignidade humana não respeitou judeus, polacos, ciganos ou prisioneiros de guerra e de opositores ao regime Nazi, entre outros; não respeitou raças, etnias, credos e religiões ou orientações sexuais.

Pela memória…

publicado por mparaujo às 11:18

31
Mar 13

Publicado na edição de hoje, 31 de março, do Diário de Aveiro.

Entre a Proa e a Ré

(in)Tolerância? zero…

Este é um daqueles textos que não apetece nada escrever mas que resulta da obrigação, pela condição humana, de verter para o papel a indignação e a repugnância pelo artigo de opinião da responsável pela comunidade judaica em Portugal, Esther Mucznik. O texto, intitulado “Hitler na escola” foi publicado na edição do Público do dia 25 (segunda-feira) e pode ser consultado em versão online. O artigo de opinião de Esther Mucznik começa por uma referência a um infeliz e criticável episódio numa escola portuguesa com a colocação de um cartaz a publicitar um workshop de alemão com a fotografia de Hitler, para terminar, pasme-se, com a referência (comparativa) ao regresso do ex Primeiro-ministro, José Sócrates, à esfera pública como comentador político na RTP. Sobre este facto, já o expressei no “Debaixo dos Arcos” que, este regresso de Sócrates, é mais receado pelo próprio PS e por José Seguro do que pelo Governo. E tal como assiste o direito a tantos outros políticos, ex-titulares de cargos públicos (como Santana Lopes que também foi Primeiro-ministro) não vejo que José Sócrates não possa ter, pelo direito que lhe assiste à opinião e à liberdade de expressão, de ser, igualmente e entre pares, comentador político. Quando muito, como sempre defendi, podemos questionar é o tipo, o formato, dos programas… a sua estrutura e forma.

Mas não é isto que Esther Mucznik nos apresenta no seu texto. A comparação entre a falta de tolerância e de respeito com a colocação do cartaz com a foto de Hitler e o programa de comentário político que Sócrates irá ter na RTP é, no mínimo, abominável, para não dizer um atentado à memória do povo judaico, concretamente os que padeceram às “mãos” do nazismo. Não é preciso ser judeu para condenar o extermínio de milhares de cidadãos em função da sua crença ou condição. É, aliás, para alguém que tenha o sentido da responsabilidade, da tolerância, da igualdade na diferença, (como refere a Fernanda Câncio, no Jugular, “a escol(h)a de esther”) normal condenar e repudiar o holocausto sem precisar de ser judeu, o racismo sem precisar de ser negro, a homofobia sem precisar de ser homossexual. Acrescentaria eu, a xenofobia, a pedofilia, a intolerância religiosa, a indiferença pelos portadores de deficiência, os menos cultos… a lista seria extensa. O que é inqualificável e não tem explicação é toda a contradição que existe no texto de Esther Mucznik quando pretende criticar a falta de tolerância, de respeito por um povo e por uma etnia, o abuso do direito à liberdade de expressão e opinião, e comete o crasso erro de envergar pelo mesmo caminho na forma como critica o convite feito, pela RTP, a José Sócrates. Não pela crítica que, legitimamente lhe assiste, mas pela comparação argumentativa usada na colagem ao cartaz com a foto de Hitler. E ao contrário do que pretende insinuar, não há direitos ilimitados, como o da “liberdade de expressão”, apesar de universais (excepção feita para o direito à vida e, mesmo este, com a reserva do direito à legitima defesa que, na prática, mais não é do que o mesmo direito à vida). Já para não falar nos infelizes comentários que comparam o ensino antes e pós 25 de abril.

O que as sociedades ou comunidades precisam, seja em que tempos forem (de crise ou menos crise), é de alimentar ódios, rancor, ‘ressabismo’, indiferença, intolerância. Como escreveu @vascodcm no twitter “banalizar o ódio é ser tolerante com o Mal”. Banalizar a história recente do povo judaico com a inqualificável falta de tolerância e respeito, é o mesmo que menosprezar a sua memória. No caso de Esther Mucznik torna-se mais grave face à responsabilidade que tem na comunidade judaica. Para criar conflitualidade social já nos bastaram as caricaturas a Maomé, os confrontos religiosos, os interesses geopolíticos que marcam as guerras, a intolerância para com os que são considerados “socialmente diferentes”, as diferenças de tratamento e oportunidade entre géneros.

Mas este também é um país que se indigna e revolta por um ex Primeiro-ministro ser comentador na RTP, ao mesmo tempo que elege Salazar como a figura portuguesa do século XX.

Surrealismo é mesmo connosco.

publicado por mparaujo às 08:36

27
Jan 12
27 de Janeiro... a História nunca pode ser travada!

67 anos após o encerramento de Auschwitz, hoje é dia de lembrar o Holocausto.
Não só as vítimas dos campos de concentração, como todos os que foram vítimas das experiências médicas medonhas do regime Nazi, bem como as perseguições e execuções sumárias nas cidades dos países ocupados durante a Segunda Grande Guerra...


7 milhões de polacos dos quais 3 milhões de polacos judeus
6.1 milhões de judeus dos quais 3 milhões de judeus polacos
6 milhões de outros civis eslavos
4 milhões de prisioneiros de guerra soviéticos
1.5 milhões de dissidentes políticos
800 000 roma e sinti
300 000 deficientes
25 000 homossexuais
publicado por mparaujo às 22:56

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