Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

02
Abr 15

Goste-se ou não, o assunto dá teses e teses, o jornalismo (seja qual for a sua área) é fértil em polémicas exógenas, em situações umas caricatas outras infelizes, seja por questões de profissionalismo ou ética, seja pelo simples erro/gafe a que qualquer profissão está sujeita.
Mas há uma outra nota relevante: o jornalismo não deixa de surpreender.
Como é que isto é possível?
Como é que falha a revisão/edição?

(entrevista do semanário Sol à ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque)

perguntas sol a MLA.jpg

publicado por mparaujo às 14:19

05
Mar 15

Parabéns ao jornal Público pelo seu 25º aniversário.

Amado por muitos, indiferente a alguns e motivo de alguns ódios, a verdade é que, num curto espaço de 25 anos, face ao que é o panorama da idade média da imprensa nacional, o Público soube posicionar-se no jornalismo de referência, apesar de algumas polémicas fortes (relembro o caso de Miguel Relvas e a jornalista Maria José Oliveira, muito mal gerido internamente e condenável) ou os despedimentos de um considerável número de jornalistas e profissionais.

Apesar disso, continuamos ligados...

PARABÉNS.

25 anos Publico.jpg

publicado por mparaujo às 11:16

24
Set 13

Hoje é, claramente, o dia de comprar jornais. Sim... jornais, no plural.

Hoje celebra-se o Dia Internacional da Imprensa.
É certo que o exagero de “dias mundiais”, “dias internacionais”, “dias de tudo e mais alguma coisa” tem o condão de desvalorizar o essencial, de esvaziar o relevante e colocar, no mesmo patamar de importância, o fundamental e o supérfluo.
Por outro lado, tal como diz a sabedoria popular, “o que é de mais cheira mal” e acaba por deixar de ter impacto na sociedade, nas comunidades e nas pessoas.
No entanto, numa altura em que tanto se “assobia para o ar” em relação ao jornalismo, e, neste caso concreto, à imprensa escrita, numa fase em que as pressões económicas (ou economicistas) são imensas sobre os jornais, com o “falhanço”(?) do online (fora dos títulos impressos) em Portugal, é bom lembrar que ainda há jornais a cheirar a tinta, ainda há pessoas que se deslocam (diariamente ou não) ao quiosque/tabacaria mais próximos para comprar o jornal do dia.
E neste Dia Internacional da Imprensa (24 de setembro) faz sentido lembrar (já que o próprio Sindicato dos Jornalistas o “esqueceu”) as minhas referências pessoais. Valem o que valem, são as minhas.
Sem qualquer tipo de ordenação lógica: Diário de Notícias, Jornal de Notícias, Público, Expresso, Jornal i, Jornal de Negócios, Diário Económico.
E correndo todos os riscos e mais alguns de me esquecer de alguém (desde já as minhas desculpas, mas ficam personificados nos que me lembrei), ainda e sempre: João Marcelino, Fernanda Câncio, Miguel Marujo, André Macedo, Ferreira Fernandes, Carla Hilário Quevedo, Inês Pedrosa (sim… a escritora também), Pedro Santos Guerreiro, José Manuel Fernandes, Henrique Monteiro, Ricardo Costa, Helena Garrido, Helena Matos, Carlos Rodrigues Lima, Manuel Carvalho, Luciano Alvarez, Leonete Botelho, António Marujo. Ah... e a Maria José Oliveira (por tudo e por todos os que foram, e são, pressionados e censurados, mas não pressionáveis nem acomodados).
Ou
Diário de Coimbra (o grande amigo Arménio Travassos, Margarida Alvarinhas), Diário de Aveiro (Ivan Silva, Cristina Paredes, Ana Sofia Pinheiro, Maria José Santa, Rui Cunha, Luis Ventura, João Peixinho, Margarida Malaquias, Sandra Simões, Paulo Ramos, Carla Real, Hugo Santos, Ivo Almeida, Hélder Monteiro), As Beiras (Patrícia Almeida), Notícias de Aveiro/DN/RR (Júlio Almeida), Lusa (Miguel Souto, José Neves), JN-Aveiro (Salomé Filipe, João Paulo Costa), Jornal da Bairrada (Pedro Costa).

Os que deixam saudades...
José Manuel Silva, Jesus Zing, José Carlos Maximino, Carlos Naia, …

E os que deixam, ainda (pela ausência) mais saudades. In Memorium... Cáceres Monteiro, Manuel António Pina, Daniel Rodrigues, Adriano Lucas, entre tantos outros.

publicado por mparaujo às 15:49

01
Set 12

Antes de mais, para que conste como declaração de interesse, tenho amigos, conhecidos e referências na RTP, na SIC ou na TVI, nomeadamente no que respeita a jornalistas (mas não só). Não importa sequer discutir qualidade e profissionalismo, porque, como em todas as profissões e empresas, há bons, menos bons e maus profissionais (seja qual for a área). Sobre isso, não vejo que haja uma televisão melhor que a outra, uma rádio melhor que a outra ou um jornal melhor que outro (excluindo as devidas excepções).

E antes de tecer qualquer comentário, importa dizer que acho que houve, como muita gente o referiu, uma histeria colectiva sobre o caso RTP, a partir das declarações do consultor/assessor governativo, António Borges, em entrevista à TVI. Não me refiro aos profissionais da RTP que, como é natural, sentiram a “casa” que é deles e feita por eles a ser “assaltada” (embora entenda que em determinados momentos e em alguns espaços de discussão, tenha faltado alguma serenidade e discernimento). Mas, por exemplo, parece-me esquisito que de repente seja imenso o número de “adeptos” da RTP2 (provavelmente o canal TV mais “visto” na última semana) mesmo que a maioria não saiba o que é o Hoje, a Sociedade Civil, a Justiça Cega, a Janela Indiscreta, o Diário da Câmara Clara, o Parlamento ou até mesmo a Fé dos Homens, entre outros.

Mas vamos ao que importa. A primeira análise (de três, sendo a última guardada para o fim) centra-se no ponto de vista político. Não são inocentes as declarações de António Borges a Judite de Sousa, na TVI. Primeiro porque ele não falou a nível pessoal. Falou na qualidade de assessor/consultor do governo para a área das privatizações e com óbvia cobertura do ministro Miguel Relvas. E porquê o modelo de concessão da RTP1 e o encerramento da RTP2? Porque, ao contrário do que ainda hoje refere Passos Coelho, quando diz que nada está definido e que todos os cenários são possíveis, este é, ou era, o modelo que melhor encaixava nas perspectivas do Governo (podendo deixar de ser por força do ruído inesperado). A ideia foi, claramente, tentar sentir o pulsar das reacções públicas e do mercado a esse modelo. Só que o governo nunca esperou uma reacção crítica tão grande, principalmente pela posição do CDS. Puro amadorismo governativo ao não serem acautelados quaisquer tipo de riscos e consequências, nomeadamente para a própria imagem do governo que não discutiu a questão nos espaços próprios e devidos (coligação governativa, parlamento, administração da RTP, presidência da república). Daí que enviar um “ventrículo” a terreiro facilita sempre o sacudir da água do capote se necessário inverter as posições. Por mais que se saiba que a divulgação da concessão da RTP1 e do encerramento da RTP2 (mesmo sem se saber o que aconteceria à RTP inf, à RDP ou à Lusa) foi feita com a cobertura governativa, ela não o foi do ponto de vista formal e institucional. António Borges foi o chamado “testa de ferro”.

Por outro lado, não são coincidências de mero agendamento informativo o facto das declarações de António Borges surgirem logo após a notícia publicada pelo jornal SOL, curiosamente um órgão de comunicação social que é propriedade de um dos grupos que se perfilam para “atacar” o canal público de televisão (Newshold, grupo angolano constituído pela Pineview Overseas e pela TWK). Importa ainda destacar, como bem referiu a Estrela Serrano, que a notícia publicada no jornal SOL é assinada por um elemento do conselho de administração do jornal. Coisa rara e que só realça a importância do facto.
Mas não só… (segunda análise política) Durante mais de uma semana o país desviou a sua atenção de um dos mais graves problemas reais: a derrapagem do défice das contas públicas para valores próximos dos 6,9%, neste primeiro semestre e logo em altura da 5ª avaliação da Troika. Tal como no défice e na crise o governo voltou a falhar redondamente. Assim como, do ponto de vista comunicacional e de gestão.

Concessionar um canal e fechar outro deixa o governo perfeitamente vulnerável a questões legais, bem como a uma derrota política já que o programa eleitoral previa a manutenção de um dos canais. Assim como não entendo porquê encerrar a RTP2. Aquando da renovação e reestruturação da RTP N (RTP Info) defendi que deveria haver uma fusão dos recursos e da oferta, criando uma estrutura sólida, distinta de outros canais (SIC notícias ou TVI24), apresentando-se como um canal verdadeiramente alternativo, ganhando posição concorrencial no mercado fruto do uso de canal aberto RTP2 (emitido também através do cabo). E estariam criadas condições para o garante de um canal público e a sustentação de um serviço público, E aqui reside outra realidade. É que o problema da televisão pública não passa, essencialmente, pela questão dos gastos, despesas, custos. Nem vou perder muito tempo a questionar esta situação até porque, nesta temática, há números para todos os gostos. Sem no entanto deixar de relevar uma realidade: estamos a falar de uma entidade pública, dentro de um universo estatal, com todos os riscos comparativos, seja a nível da própria estrutura, seja a nível dos seus quadros.

O que falta é uma definição clara, consistente e coerente sobre o que deve ser o serviço público (já que o último estudo terminou desastrosamente numa gaveta, provavelmente ainda bem) mesmo que se conheçam alguns dos seus princípios fundamentais: maioria de capital público (o que não acontecerá na concessão); financiamento directo pelos cidadãos/imposto; isenção em relação ao poder político e económico (aliás como deve ser o jornalismo) embora esta realidade, hoje em dia, seja totalmente desrespeitada; a existência de um órgão fiscalizador da sua actividade; entre outros. E penso que, a par com algumas reformas de gestão necessárias para corrigir erros que existem, passaria por aqui a consolidação do futuro do grupo RTP e a sua permanência como canal público. Até nem seria muita a exigência porque, excluindo uma ou outra situação (muito poucas, diga-se) a RTP não se assemelha (programação e informação) aos canais privados. Mas também aqui é importante que paremos para reflectir com alguma serenidade: serviço público não é só informação, com os riscos óbvios de não se agradar, simultaneamente, a gregos e a troianos. Mas tal como referi aqui, a propósito do valor da cultura, também cabe referir que não concebo um preço, um valor comercial, para toda a história, identidade, património e percurso do serviço prestado pela RTP, desde a sua origem até aos dias de hoje.

Por último, entendo que tem havido muito ruído em torno desta questão da RTP que, diga-se, nem é nova. E a este respeito, acho que o Sindicato dos Jornalistas tem sabido ser mais assertivo e consistente do que a plataforma sindical da RTP ou, por exemplo, a comunidade de jornalistas. É extremamente fácil e tentador disparar contra tudo e contra todos. Assim como é muito fácil perder a serenidade, a coerência, a lucidez, e consequentemente perder-se a razão e dar força ao “outro lado”. A constante presença no palco mediático da “rua” expõe em demasia e está muito mais vulnerável a críticas e animosidades. Além disso, numa altura em que os profissionais da RTP (e agora refiro-me aos jornalistas, sem qualquer tipo de desconsideração ou desrespeito pelos outros sectores, apenas para contextualizar) estão sujeitos a uma grande pressão, a um sentimento de desilusão e apreensão em relação ao futuro, exigia-se muito mais consideração, respeito e corporativismo por parte dos colegas jornalistas dos outros órgãos de comunicação (como exemplos: Sol, Correio da Manhã, Mário Crespo) até porque ninguém está livre de lhe acontecer o mesmo. E é tão notória a inveja, a cobiça e o ressabiamento de alguns, felizmente não muitos.

A terminar tal como começado (a terceira análise política). Tinha aqui defendido a posição pública da Administração da RTP e a sua continuidade, com as razões e fundamentações descritas. Entendo que a apresentação da demissão só vem reforçar a intenção inicial do governo. Provocar alterações na administração da RTP para ser mais fácil atingir os objectivos delineados pelo governo para o futuro do canal público e respectivo grupo. E conseguiu-o. E para além de deixar caminho aberto a Passos Coelho e Miguel Relvas, o agora demissionário conselho de administração deixou mais vulneráveis, mais isolados e abandonados as direcções, chefias e os profissionais da RTP.

Resta-me a solidariedade e respeito para com todos, porque para com os amigos é escusado sublinhar.

publicado por mparaujo às 23:43

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