Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

30
Jan 17

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A polémica está mais que instalada, alargada, difundida, replicada e multiplicada, desde as redes sociais às comunidades escolares, passando pela comunicação social e política.

O livro do escritor Valter Hugo Mãe, "O nosso reino", faz parte da lista de publicações do Plano Nacional de Leitura. Até aqui nada de especial sendo o autor e o livro em causa um entre vários que compõe a referida lista.

Cabe a cada uma das escolas e respectivos docentes a escolha dos livros a recomendar aos alunos para leitura e foi, neste contexto, que o Liceu Pedro Nunes escolheu a obra "O nosso reino" para os alunos do 8º ano (3º ciclo). Alguns pais sentiram-se preocupados, incomodados e indignados com a escolha do livro em causa depois de se depararem com a seguinte passagem, replicada na comunicação social e nas redes sociais, perfeitamente descontextualizada e isolada do resto do romance de Valter Hugo.

(aqui se reproduz para exemplificação e contextualização)

"E a tua tia sabes de que tem cara, de puta, sabes o que é, uma mulher tão porca que fode com todos os homens e mesmo que tenha racha para foder deixa que lhe ponha a pila no cu.”

Estava ateado o rastilho e a pólvora não tardou a estoirar.

Choveram juízos de valor sobre o autor, sobre o seu valor como escritor, sobre a sua obra (como se fosse isso que estivesse em causa).

Choveram críticas sobre a escola e os professores, a ponto da obra se manter no Plano Nacional de Leitura mas desaconselhada aos alunos do 3º ciclo.

Este é o país que grita a todos os ventos "Je suis Charlie" e que tanto lutou pelas liberdades (nomeadamente a de expressão) mas continua sem saber lidar com a sexualidade.

Este é um país tão indignado com uma frase descontextualizada de um livro sem se preocupar com o seu todo e simultaneamente um país (e inúmeros pais e famílias) tão incoerente que acha normal a imensidade de nudes dos jovens e dos seus filhos partilhados nas redes sociais ou um país (demasiadamente imenso) que "vibra" semanalmente com "santificadas" Casas dos Segredos.

Volta "Império dos sentidos"... estás perdoado.

publicado por mparaujo às 21:20

11
Nov 16

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Foi demasiado tempo... muito tempo mesmo. Mas foi do melhor tempo.

Leonard Cohen não foi apenas um, entre uma elite, que se fixou na minha mais que modesta "musiteca". Para além de ter sido uma das principais referências foi também alguém que marcou a minha adolescência cultural e musical.

Foram cerca de 35/36 anos (com início numas férias de verão na Figueira da Foz) a ouvir e a ter como assidua e constante presença (e já agora... este sim, também em livro) aquele que considero o melhor cantador de histórias que conheço.

Leonardo Cohen entrou muito cedo na minha vivência musical... apesar do seu falecimento, aos 82 anos, saiu ainda demasiado cedo.

Morreu o maior cantor das histórias da vida, da vida complexa do amor, da vida mundana e simples, de TODA e TUDO o que é a vida.

Restam as memórias, os registos e um mais que sentido e triste.... until forever, Mr. Cohen.

"That's no way to say goodbye". Hallelujah.

publicado por mparaujo às 09:24

26
Mar 15

Luis Miguel Rocha.jpgQuando morre alguém ligado às artes, literatura, cinema, teatro, etc, há uma tendência para inundar as redes sociais de lamentos, mensagens, extractos de poemas, frases, livros ou pinturas de quem faleceu.

Sem qualquer tipo de constrangimentos ou sem qualquer tipo de pudor ou do "politicamente correcto", muitos dos comentários e post (aconteceu recentemente com o poeta, que nunca li, Herberto Helder) têm a "assinatura" google ou wikipédia. Há quem lamenta e chore lágrimas de crocodilo sobre quem nunca leram ou viram (arte) mas que fica bem falar.

Orgulho-me de ser do contra. Não tenho o condão, nem as capacidades (sejam elas quais forem) de ler tudo, nem ver tudo, mesmo que já tenha ido ao Louvre. Não embarco nessas ondas.

Hoje, não é o caso. Há quatro espaços preenchidos (acho que falta lugar para mais dois), e agora mais que lembrados, na "biblioteca doméstica": O Último Papa - A Bala Santa - Mentira Sagrada - A Filha do Papa.

Fiquei chocado quando vi a informação da Agência Lusa que reproduzo através da notícia da revista Visão.

Abruptamente ficou muito por percorrer de uma promissora carreira literária, ficou muito para viver para quem apenas tinha 39 anos.

Lá em casa ficará sempre. R.I.P. Luís Miguel Rocha.

«Lisboa, 26 mar (Lusa) - O escritor Luís Miguel Rocha, 39 anos, autor de obras como "O Último Papa", morreu hoje em Mazarefes, distrito de Viana do Castelo, vítima de doença prolongada, disse à agência Lusa fonte próxima da família.
De acordo com a mesma fonte, o escritor encontrava-se doente há algum tempo, esteve internado no Hospital de Viana do Castelo e nos últimos dias estava em casa da família, em Mazarefes.
Nascido no Porto, em fevereiro de 1976, o autor português escreveu vários livros com sucesso internacional, como o "O Último Papa" (2006, editora Saída de Emergência), que expõe uma teoria sobre a misteriosa morte de Albino Luciani, o Papa João Paulo I, envolvendo a maçonaria italiana, e "A Filha do Papa" (2013, Porto Editora), sobre segredos do Vaticano.» (in, revista Visão)

publicado por mparaujo às 11:10

29
Jul 14

Tinha um convite. Tinha tudo para estar presente. Até que dois dias antes, por razões fortes (só assim teria sentido), INFELIZMENTE, não pude estar presente. E, ao caso, infelizmente até pode ser um eufemismo.

No mínimo e por todas as razões mais que óbvias – amizade, respeito, consideração, orgulho – resta-me a referência pública.

Há um livro a não perder nestas férias de Verão (e sempre): “Até que o Mar nos separe”.

Que mais não seja porque, nesta altura do ano, há sempre uma maior ligação ao Mar e a tudo o que ele possa representar e no qual nos podemos projectar: a pesca (tantas vezes tão longe), o ganha-pão de muitas gentes e vidas, as paixões, o contemplar, o ir e voltar mas também tantas vezes o infortúnio de ir e ficar.

E não duvido que a Maria José Santana o tenha retratado bem. Aliás... nem duvido e tenho a certeza. Só quem a não conheça...

Obrigado Maria por nos devolveres um Mar tantas vezes esquecido… ORGULHO!

Só faltam cinco dias para o poder folhear.

publicado por mparaujo às 14:18

18
Abr 14

Morreu Gabriel García Marquez.

A par com Luís Sepúlveda, por exemplo, foi o principal responsável pela descoberta da escrita e das imagens literárias com raízes marcadamente sul-americanas.

Ocupou sempre lugar de destaque na "estante doméstica" e releitura obrigatórias ao longo dos tempos.

O Escritor, Jornalista, Nobel, colombiano deixa um significativo e importante vazio na cultura e na literatura mundiais.

Fica mais vazia o meu leque de procuras nas livrarias.

Obrigado por tudo, Gabo.

publicado por mparaujo às 11:41

28
Out 12

Uma tarde soberba de sol em Aveiro...

Café na esplanada, "escursão" ao Fórum Aveiro, passagem obrigatória pela Bertrand... mais três livros na prateleira (que aqui no "ninho" é mais um qualquer espaço livre, incluindo o chão, já que a "tenda" é curta e pequena).

Entre eles, apesar de ser de 2010 (só agora dei de caras com ele), o romance "Os Íntimos" de Inês Pedrosa (já agora, reconhecido, em 2011, com o Prémio Máxima Literatura).

O problema destas aquisições e descobertas é ter duas mulheres cá em casa que gostam de mexer nas "coisas alheias".

É que nem consegui ler a primeira página... já voou para o lado contrário da cama. Agora só daqui a um mês...

Aguardando!

publicado por mparaujo às 17:50

09
Jun 12

Apesar de natural de Angola, Gonçalo M. Tavares passou uma grande parte da sua vida em Aveiro, local onde ainda residem os pais e irmão.

É, por isso, ou deveria ser, motivo de orgulho que Gonçalo M. Tavares receba a condecoração da "Ordem do Infante D. Henrique", a juntar aos diversos prémios literários já conquistados (desde o seu primeiro livro publicado em 2001 - Livro de Dança):

Prémio José Saramago 2005 e o Prémio LER/Millennium BCP 2004, com o romance - "Jerusalém" (Caminho); o Grande Prémio de Conto da Associação Portuguesa de Escritores "Camilo Castelo Branco" com "Água, cão, cavalo, cabeça" 2007(Caminho); Prémio Branquinho da Fonseca/Fundação Calouste Gulbenkain com "O Senhor Valéry", Prémio Revelação APE com "Investigações.Novalis". A obra "Uma Viagem à Índia": Prémio Melhor narrativa Ficcional 2010 da Sociedade Portuguesa de Autores; Prémio Especial de Imprensa Melhor Livro 2010 Ler/Booktailors; Grande Prémio Romance e Novela da Associação Portuguesa de Autores, 2011; Prémio Fernando Namora/Casino do Estoril, Melhor Livro Ficção 2011; Premiado no Portugal Telecom (Brasil, 2011); Prémio Fundação Inês de Castro.
A propósito José Saramago diria ao entregar o prémio a Gonçalo M. Tavares:"'Jerusalém' é um grande livro, que pertence à grande literatura ocidental. Gonçalo M. Tavares não tem o direito de escrever tão bem apenas aos 35 anos: dá vontade de lhe bater!"
"Jerusálém" foi incluído na edição europeia de "1001 livros para ler antes de morrer".

Gonçalo M. Tavares é uma das 36 personalidades que consta da (sempre polémica) lista de condecorações atribuídas pelo Presidente da República nas comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas que se realiza amanhã, 10 de junho. Irá ser agraciado com a Ordem do Infante D. Henrique, que se destina a distinguir serviços relevantes a Portugal, no País e no estrangeiro, assim como serviços na expansão da cultura portuguesa ou para conhecimento de Portugal, da sua História e dos seus valores.

Parabéns Gonçalo. Aveiro e o país cultural agradecem!

publicado por mparaujo às 15:27

22
Abr 12
Publicado na edição de hoje, 22.04.2012, do Diário de Aveiro.

Entre a Proa e a Ré
Do livro ou da leitura…


No próximo dia 23 de abril comemora-se o Dia Mundial do Livro, simultaneamente com o Dia dos Direitos do Autor. Se bem que, neste caso, estaremos a falara não apenas dos escritores mas de todos os criadores de obras intelectuais de natureza literária, artística ou científica (sejam eles direitos morais/pessoais ou patrimoniais).
É inquestionável a relevância que a escrita tem no desenvolvimento social desde os tempos da Antiguidade, bem como o papel que pode desempenhar na valorização individual de cada ser humano. Pelo saber, pelo conhecimento, pela sinalização da história…
Daí que um livro seja, claramente, mais do que um somatório de palavras, de conceitos, de fantasia. São olhares sobre o mundo, a existência, a história, a sociedade, a investigação, a descoberta…
Mas seria muito mais interessante que, neste dia 23 de abril, se celebrasse antes o Dia da Leitura. Porque o conhecimento, o saber, a história, o olhar sobre a sociedade, a informação, ultrapassam as folhas encadernadas de um livro. Parece-me redutor que este dia seja apenas celebrado ao nível do conto, do romance, da poesia, e fiquem por lembrar todo o universo do livro (científico, investigador, histórico, de outros estilos literários como a banda desenhada, por exemplo).
Por outro lado, seria importante e não menos relevante que neste eventual “dia da leitura” (não só do livro) se promovesse, por exemplo, também o hábito e o interesse pela leitura dos jornais.
Uma sociedade evoluída constrói-se e alicerça-se, igualmente, numa autêntica liberdade de imprensa e de expressão.
Como refere Wright Mills “entre a consciência e a existência está a comunicação que influencia a consciência que os homens têm da sua existência”.
Hoje, lê-se, ouve-se e fala-se de política, de ciência, de cultura, da guerra e da fome, da economia, da educação, do trabalho, das pessoas e dos espaços, de uma forma global e consciente através da acção dos meios de comunicação de massas, nomeadamente na imprensa escrita.
Numa altura em que uma sondagem internacional, revelada na semana passada e promovida pela Edelman Trust Barometer, dá mostra de que a confiança nos órgãos de comunicação social aumentou 51% (em relação a 2011) – a mesma sondagem que revela que a confiança dos portugueses nos governos é ainda muito baixa (embora tenha subido de 9 para 29%) – só faz sentido aproveitar esta consciência colectiva do papel e da importância que os jornais têm na afirmação da realidade e no desenvolvimento das sociedades e das comunidades.
Porque um jornal também é leitura, também é saber, conhecimento e sentido crítico.

Uma boa semana e boas leituras…
publicado por mparaujo às 20:29

05
Nov 11
Dois chilenos têm merecido destaque nas prateleiras domésticas: Luis Sepúlveda e Isabel Allende.

A escritora chilena Isabel Allende tem nas bancas o seu 14º título (salvo erro) com a publicação de "O Caderno de Maya".

Fruto da sua experiência jornalística e reflexo da sua acérrima defesa dos direitos das mulheres, Allende volta a transferir para a escrita todo o vigor da ficação no feminino (ou com o feminino), através da narração de histórias muito particulares e personificadas como é o caso de Mayra, o seu passado, o seu futuro e a sua vida vertida num caderno.

Já que o IVA não sobe nos libros, uma oportunidade a não perder.
O caderno de Maya de Isabel Allende - Porto Editora


publicado por mparaujo às 16:44

31
Out 11
O fundador do “Clube dos Pensadores”, Joaquim Jorge, vai apresentar o seu livro "Blogue do Clube dos Pensadores", no dia 4 de Novembro, sexta-feira, pelas 21.30 horas, no auditório da Assembleia Municipal de Aveiro.
A iniciativa conta com a presença do Presidente da Mesa da Assembleia Municipal, Miguel Capão Filipe, e a apresentação da obra e do autor estará a cargo de Sérgio Loureiro.

Para Joaquim Jorge, fundador de um representativo espaço público de cidadania e debate livre de ideias, “fazer um livro, hoje em dia, é uma banalidade. Apetece-me dizer que há mais gente a fazer livros do que a lê-los. O livro foi uma forma de registar o que faço mas também de chegar às pessoas por outro meio. Até agora chegava pelos debates, blogue, imprensa, rádio, televisão, artigos de opinião. Um livro é algo que é pessoal, próximo e fica ad perpetuam. Fazer um nome é muito difícil e este nome ‘Clube dos Pensadores’ está feito. Daí ser mais fácil descodificar do que se trata. Este livro é para pessoas que querem pensar e reflectir. O pensamento não tem grau de ensino e não é só para intelectuais. As pessoas devem formar uma ideia dos assuntos com que se debatem no dia-a-dia e não pensar na morte da bezerra.”

O “Clube dos Pensadores” tem como finalidade combater a abulia e a indiferença. Lutar contra a rígida ortodoxia partidária e evitar seguir uma estratégia duramente partidária. As habituais fixações partidárias impedem o descobrimento de novos meios e ideias.
Deve-se procurar estabelecer relações de respeito com todos que o queiram. A política não pode ser sempre um caminho decepcionante. A ideologia política é o momento e não se deve ser uma mescla de ignorância e arrogância. A culpa é sempre dos outros, a resposta sensata, consiste em reflectir um pouco e valorar até que ponto os nossos problemas foram criados por nós próprios. É um estímulo a reinventar a democracia.

O “Clube dos Pensadores” é um espaço de activismo cívico e uma nova forma de participação cívica, procurando aproximar os eleitos e eleitores. Lutar contra o desinteresse por parte dos cidadãos e desconfiança nas instituições. Os cidadãos acreditam cada vez menos nos políticos, sendo prova disso a fraca participação nos actos eleitorais. Em política, é preciso vê-la por dentro e por fora sob o ponto de vista do que é a política e de quem não gosta da política. Há bons políticos, mas é importante ter-se cuidado com as suas atitudes e comportamentos. A melhor forma de incutir confiança e respeito é «o exemplo que o nosso poder tem de ser igualado pelo poder do nosso exemplo», as instituições públicas estarem ao serviço das pessoas e não aos interesses e objectivos particulares e partidários.

Há gente que já perdeu a fé nos políticos e no país. Estão fartos de sorrisos brancos, fatos escuros, interesses obscuros, demagogia, broncos e insultos. Um palavreado contínuo, uma retórica brilhante vazia de conteúdo e inacção.
Como diz Michel Maffesoli, «o político é o contrário do que é a democracia; agora são uns poucos, uma aristocracia, quem governa». Esta saturação e insurgência para com os partidos e políticos além de levar à indiferença pode levar à ruptura do sistema.

Pelo “Clube dos Pensadores” já passaram nomes como Pedro Passos Coelho, Bagão Félix, Manuel Maria Carrilho, Paulo Portas, Jerónimo de Sousa, Paulo Rangel, Alberto João Jardim, António José Seguro, Pedro Santana Lopes, Francisco Loução, Medina Carreira, Marinho Pinto, Manuel Alegre, Rui Rio, Fernando Nobre, Luis Filipe Menezes, Carvalho da Silva, entre outros.

Notas complementares:
publicado por mparaujo às 22:26

21
Out 11
Mesmo com a crise e com a estante cheia (alguns já empilhados no chão) era de muito bom grado o aumento patrimonial cultural:

"O Retorno" de Dulce Maria Cardoso (Tinta-da-China)
Por razões pessoais e familiares...
Um olhar cru e irónico, distante do ideológico, sobre a face trágica da descolonização portuguesa entre 1975 e 76.









"A Baía dos Tigres" de Pedro Rosa Mendes (D.Quixote)
Uma travessia do continente africano (a começar em Angola) descrita a partir das histórias de heróis anónimos, habitantes dos limites da vida e, também, monstro.
Prémio de Ficção do Pen Clube em 2000






Prémio reconquistado este ano com a "Peregrinação de Enmanuel Jhesus" (D.Quixote).
O Autor reinventa, nesta Peregrinação de Enmanuel Jhesus, um espaço nobre da literatura portuguesa, de Fernão Mendes Pinto a Ruy Cinatti: o arquipélago malaio onde as caravelas chegaram há exactamente 500 anos. Passagens de história, memórias políticas, cadernos da guerrilha, tratados breves de diplomacia, debates teológicos, artes marciais, cartografia antiga, observações de botânica, notas de geologia, ritos de sagração, sortes tauromáquicas e um fado perdido.
Prémio de Ficção do Pen Clube em 2011



Gonçalo M. Tavares, o escritor angolano que Aveiro acolheu e apadrinhou, não precisa de muitas apresentações.
É, por isso, muito interessante esta colectânea de obras do Gonçalo M. Tavares, com o título de "O Bairro I e II" (Caminho).
O Pack 1 é composto por cinco livros: O Senhor Valéry; O Senhor Henri; O Senhor Juarroz; O Senhor Breton; e A Entrevista e O Senhor Kraus.
O Pack 2  é composto por 5 livros: O Senhor Calvino; O Senhor Brecht; O Senhor Eliot e As Conferências; O Senhor Swedenborg; e As Investigações Geométricas e O Senhor Walse.


publicado por mparaujo às 01:06

13
Out 11
A obra emblemática "Mensagem" de Fernando Pessoa foi inteiramente traduzida para a língua mirandesa (a segunda língua oficial portuguesa) pelo Prof. Amadeu Ferreira.

O trabalho será apresentado nesta sexta-feira, dia 14 de Outubro, em Campo de Ourique, Lisboa, na casa onde nasceu o poeta de vulto da literatura nacional.

A apresentação será feita por Fernando de Castro Branco, um poeta mirandês.


 De referir que Amadeu Ferreira, um dos principais rostos do estudo, investigação, promoção e divulgação da língua mirandesa, já traduziu para mirandês obras como 'Os Lusíadas', a 'Bíblia' ou 'Os Sete Evangelhos'.

Amadeu Ferreira nasceu em Sendim, concelho de Miranda do Douro, em 1950, e é responsável por uma série de estudos e investigação produzida em torno da língua mirandesa, ao longo das últimas duas décadas. Foi também um dos promotores da "ascensão" do mirandês a língua oficial portuguesa.
publicado por mparaujo às 00:34

08
Out 11
Há, para além de outros, dois espaços na estante doméstica prontos a serem preenchidos... devidamente preenchidos. A par com a "Comissão das Lágrimas" de António Lobo Antunes, há duas descobertas bem recentes que preencheriam, em destaque, dois espaços vazios.


Anunciado o seu lançamento para o próximo dia 12 de Outubro, o escritor catalão Carlos Ruiz Zafón lançou mais um título, o primeiro de uma trilogia: "O Príncipe da Neblina".
Carlos Ruiz Zafón nesta trilogia "viaja" sobre o misterioso, o aventureiro, o regresso a passados...


Também com lançamento recente é a nova obra do escritor português Valter Hugo Mãe: "O filho de mil homens".
Uma obra que retrata a sensibilidade, o natureza humano, a existência e a continuidade da vida, o valor do amor. Tudo isto cunhado com a criatividade reconhecida ao escritor nortenho.
publicado por mparaujo às 17:50

A Academia Sueca anunciou na quinta-feira (6.10.2011), em Estocolmo, o nome do Prémio Nobel da Literatura 2011.
A escolha "suprema" recaiu sobre um nome sueco: o poeta Tomas Tranströmer (há mais de quarentas anos que a Academia Sueca não premiava um sueco).

Tomas Tranströmer, formado em psicologia, é o poeta sueco com mais traduções.
Embora desconhecido da maioria dos portugueses, a sua poesia é intensa, cheia de imagens literárias carregadas de metáforas, de linguagens surreais.
Há muitos anos que a Academia Sueca adiava esta distinção.
 
Chegou no ano de 2011, ano em que Tomas Tranströmer completa 80 anos de idade, com 19 obras publicadas.
 
Por três vezes que Tomas Tranströmer foi premiado:
1988 - Prémio Pilot (Suécia)
1990 - Prémio Literário do Conselho Nórdico
1996 - Prémio August (Associação dos Editores Suecos)
publicado por mparaujo às 16:51

02
Out 11
O escritor Gonçalo M. Tavares, com fortes ligações aveirenses, vence mais um prémio literário. E de novo com “Uma Viagem à Índia” (Caminho): Prémio Literário Fernando Namora/Estoril Sol 2011.

 Já em Junho tinha sido premiado com o Grande Prémio de Romance e Novela atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores (APE), em conjunto com o Ministério da Cultura (MC), bem como distinguido com o Prémio Melhor Narrativa Ficcional 2010 da Sociedade Portuguesa de Autores e com o Prémio Especial de Imprensa Melhor Livro 2010 Ler/Booktailors.
A acta do Júri do concurso refere que "a maneira inovadora como o autor explora as relações entre a forma romance e a matriz épica, bem como a hábil trama narrativa e a estruturação da acção". E ainda "outros elementos de relevo quer no plano de elaboração de um registo tendencialmente poético, quer naquilo em que se exprime numa problemática que caracteriza o homem contemporâneo e uma visão melancólica da condição humana". (fonte: SIC online)

O júri, presidido por Vasco Graça Moura, é constituído ainda por Guilherme d’Oliveira Martins, em representação do Centro Nacional de Cultura; José Manuel Mendes, pela Associação Portuguesa de Escritores; Manuel Frias Martins, pela Associação Portuguesa dos Críticos Literários; Maria Carlos Gil Loureiro, pela Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas; Maria Alzira Seixo e Liberto Cruz, convidados a título individual, e ainda Nuno Lima de Carvalho e Dinis de Abreu, pela Estoril.
publicado por mparaujo às 22:29

Desde sexta-feira passada (30.11.2011) que já está disponível nas bancas o último romance de António Lobo Antunes (uma das presenças destacadas da estante doméstica): "Comissão das Lágrimas" (Dom Quixote).
Um regresso à história de Angola... aos períodos conturbados da independência.
Sem a pretensão do rigor factual e histórica, no entanto, "Comissão das Lágrimas" baseia-se na experiência vivida por Elvira, comandante do batalhão feminino do MPLA, presa, torturada e morta na sequência dos acontecimentos de Maio de 1977, em Angola.
António Lobo Antunes não quis fazer um livro documental ou uma reportagem 'verídica' sobre o que se passou em Angola, antes usou a sua sensibilidade e o espantoso poder evocativo da sua escrita para falar sobre a culpa, a vingança, a inocência perdida, segundo afirmou o autor à Lusa.
Este é o 23º romance do autor, um dos escritores portugueses mais lidos, vendidos e traduzidos em todo o mundo, à espera de um Prémio Nobel da Literatura.

Prémios Literários
Prémio Franco-Português, 1987 ("Cus de Judas")
Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores, 1985 ("Auto dos Danados")
Prémio Melhor Livro Estrangeiro publicado em França, 1997 ("Manual dos Inquisidores ")
Prémio Tradução Portugal/Frankfurt, 1997 ("Manual dos Inquisidores")
France-Culture ("A Morte de Carlos Gardel")
Prémio de Literatura Europeia do Estado Austríaco, 2000
Prémio União Latina , 2003
Prémio Ovídio da União dos Escritores Romenos, 2003
Prémio Fernando Namora, 2004
Prémio Jerusalém, 2005
Prémio Camões, 2007[1]
Prémio José Donoso, 2008, atribuído pela Universidade de Talca, Chile
Prémio Clube Literário do Porto 2008
publicado por mparaujo às 21:43

31
Jul 11
Ontem (Sábado, 30 de Julho) foi dia de um regresso ao passado histórico e 'epopaico', na Bertrand do Fórum de Aveiro.
Gonçalo M. Tavares, o escritor nascido em Luanda mas que Aveiro adoptou, apresentou a sua obra "Uma Viagem à Índia"...
Um percurso com direito ao imaginário de "Os Lusíadas" e os seus "fantasmas", mas com contexto contemporâneo.
Um livro para sempre e para todos os tempos.
Uma Viagem à Índia foi Prémio Sociedade Portuguesa de Autores/RTP para a melhor ficção narrativa 2011 e Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores.

Gonçalo M. Tavares tem visto a sua obra ser reconhecida em Portugal com vários prémios, entre os quais o Prémio José Saramago 2005 e o Prémio LER/Millennium BCP 2004, com o romance “Jerusalém”.

Além fronteiras, Gonçalo M. Tavares já foi distinguido com vários galardões: o Prémio Portugal Telecom 2007 (Brasil); o Prémio Internazionale Trieste 2008 (Itália); o Prémio Belgrado Poesia 2009 (Sérvia), e em 2011, o Prémio Literário dos Jovens Europeus, com o livro “O Senhor Kraus”.
publicado por mparaujo às 22:29

02
Jul 11

"A sombra do que fomos"

Mais uma leitura de um dos ídolos das letras, cá de casa: o grande escritor chileno Luis Sepúlveda.

"A sombra do que fomos", prémio Primavera de Romance 2009, retrata os tempos dos exilados e das crontra-revoluções do período ditatorial de Pinochet, estávamos na década de 20 (1923 - 1925).

Enorme nas palavras e no retrato da realidade de uma história negra do povo chileno e da sua profundidade, numa mistura de político, social, cultural e policial.
Como sempre... Luis Sepúlveda.
publicado por mparaujo às 22:54

06
Abr 11

É já amanhã, na FNAC do Colombo (18.30 Hm) que é lançado o mais recente trabalho a "quatro mãos" da Rita Marrafa de Carvalho e Eduardo Águaboa: "Folie à Deux", com o selo editorial da Plátano Editora.

Independentemente do respeito e consideração pelo trabalho jornalístico apreciado da Rita Marrafa, fica aqui o registo de um livro a não perder.

Ela... jornalista...
Ele... assessor de imprensa...
Duas visões, dois confrontos... "duplicidades".

 
Rita Marrafa de Carvalho: Ele não tem olho para as gravatas mas foca como poucas as curvas das letras. Jamais conseguirá um casaco que lhe assente nos ombros, mas carrega neles a doçura da insanidade textual. Eduardo pouco se importa que os ténis tragam a cinza dos cigarros porque é ela o retrato fiel do tempo que demora a consumir, imóvel, o papel. As ideias, já fumadas, tombam-lhe nos ténis e ele leva-as por aí (…).
 
 
Eduardo Águaboa: Esta é a segunda vez que, no ringue das palavras, combato com a Rita Marrafa de Carvalho (…). Duelos aos berros, duelos sentimentais, seja lá ao que for, os desafios dela deixaram-me agarrado às calças. E agora, Rita, passa-me o vinho!






publicado por mparaujo às 16:06

30
Mar 11

A jornalista Alberta Marques Fernandes, primeiro rosto da SIC e actualmente na RTP, lançou o seu primeiro livro sob o título "As Primeiras-damas", com a chancela da Esfera dos Livros.

publicado por mparaujo às 17:12

A jornalista Alberta Marques Fernandes, primeiro rosto da SIC e actualmente na RTP, lançou o seu primeiro livro sob o título "As Primeiras-damas", com a chancela da Esfera dos Livros.

(sinopse)
"Quatro mulheres, quatro primeiras-damas do pós-25 de Abril, reunidas pela primeira vez. Manuela Eanes, Maria Barroso, Maria José Ritta e Maria Cavaco Silva, todas elas hóspedes em tempos passados de um palácio que conhecem bem.
Em conversas únicas, Alberta Marques Fernandes recolheu as suas memórias, as histórias que ainda não tinham sido contadas, as lembranças que cada uma guarda do Palácio de Belém. Todas elas são testemunhas privilegiadas da História contemporânea portuguesa. Presenciaram momentos fundamentais, como os primeiros passos da democracia, a entrada do país para a CEE, a dissolução da Assembleia da República em 2004, entre outros, e privaram com outros protagonistas da História mundial como Margaret Tatcher, François Miterrand, Nelson Mandela, os reis de Espanha, madre Teresa de Calcutá, Os papas João Paulo II e Bento XVI."
publicado por mparaujo às 17:08


A mítica obra "O Principezinho" de Saint-Exupéry já tem versão/tradução em Mirandês.
Publcado pela ASA com tradução de Ana Afonso e Domingos Raposo.
Ao menos que a Cultura sobreviva.
Muito bom....

publicado por mparaujo às 16:29

01
Fev 11
Apesar de ser datada de Dezembro de 2008 não podia deixar passar despercebida e não referenciada esta excelente entrevista/conversa com um dos meus autores preferidos e de referência: Luís Sepúlveda.

59 anos de conversa sobre memória, afectos, fronteiras e da literatura como um espelho.

Entrevista à Ler, em Dezembro de 2008.

publicado por mparaujo às 23:23

22
Dez 10
Gonçalo Manuel Tavares, escritor, natural de Angola, mas aveirense de coração.

No ano em que recebe em França o prémio de Melhor Livro Estrangeiro, com a sua obra (romance) Aprender a Rezar na Era da Técnica.

fonte: Público
publicado por mparaujo às 18:55

05
Dez 10
Rául Brandão falecia, aos 63 anos, a 5 de Dezembro de 1930.
Nascido na Foz do Douro, neto e filho de homens dedicados ao mar, grande parte da sua obra teve como tema corrente o mar, a pesca e os pescadores.
Destaque para "A farsa", "Os pescadores" e "As ilhas desconhecidas".
Paralelamente foi um prestigiado jornalista.

publicado por mparaujo às 19:40

07
Dez 08
A Cultura Portuguesa, nomeadamente a nossa Literatura ficou mais pobre. Muito mais pobre.

Faleceu ANTÓNIO ALÇADA BAPTISTA.

publicado por mparaujo às 21:35

17
Nov 07
Uma semana infernal ao nível formativo (e ainda mal começou o 3º semestre / 2º ano), atiraram-me para uma ligeira quarentena.
Mas vamos lá tentar recuperar o tempo e pôr a escrita em dia.
O ilustre amigo Raúl Martins lançou-me o desafio. Como, normalmente, sou rapaz para várias empreitadas simultâneas, normalmente a minha mesinha de cabeceira tem 3 ou 4 livros para leitura.
Como a versão condensada ("booket") da obra prima (uma entre muitas) de Gabriel García Marques "Memória das minhas putas tristes", não tem página 161 (termina na 105) ou outra referência na bibliografia de Luis Sepúlveda - "O velho que lia romances de amor" que termina na página 110.
Resta, então, dois livros. Já referenciei, abaixo, o livro é de autoria de Francisco Moita Flores e dá pelo nome de "A Fúria das Vinhas" (7ª edição, Casa das Letras, Lisboa, Julho de 2007).
Resta referenciar o livro que ainda resta (dos 4) da mesinha de cabeceira: trata-se de um romance (ainda em início de leitura), Prémio Pen Clube Português, um dos grandes acontecimentos literários de 2005. De Mário Ventura - "Vida e Morte dos Santiagos" (5ª edição, Casa das Letras, Lisboa, Maio de 2005).
Retrata a vida e morte do clã Santiago, na vasta planície do alentejo, no feudo "Torranjo".
 
Página 161, 5ª frase: "O pai carregou o sobrolho, incomodado, e respondeu com uma frase definitiva, evocada a partir de então para acentuar o carácter inamovível de qualquer decisão".
publicado por mparaujo às 22:19

Uma semana infernal ao nível formativo (e ainda mal começou o 3º semestre / 2º ano), atiraram-me para uma ligeira quarentena.
Mas vamos lá tentar recuperar o tempo e pôr a escrita em dia.
O amigo Abel Cunha lançou-me o desafio. Como, normalmente, sou rapaz para várias empreitadas simultâneas, normalmente a minha mesinha de cabeceira tem 3 ou 4 livros para leitura.
Como a versão condensada ("booket") da obra prima (uma entre muitas) de Gabriel García Marques "Memória das minhas putas tristes", não tem página 161 (termina na 105) ou outra referência na bibliografia de Luis Sepúlveda - "O velho que lia romances de amor" que termina na página 110.
Resta, então, dois livros. Vou referenciar o que iniciei a ler em primeiro lugar, para dar igualmente resposta ao amigo e ilustre Dr. Raúl Martins.
O livro é de autoria de Francisco Moita Flores e dá pelo nome de "A Fúria das Vinhas" (7ª edição, Casa das Letras, Lisboa, Julho de 2007). Trata-se de um romance que relata a história emocionante passada nos socalcos do Douro.

Na página 161 - 5ª frase: "Há séculos que as nossas vinhas nascem da mergulhia".
publicado por mparaujo às 21:52

16
Jun 07
Recordemos David de Jesus Mourão-Ferreira, falecido há precisamente um ano.
Escritor, poeta e romancista, foi também director do jornal A Capital e director-adjunto do O Dia. Foi igualmente político, desempenhando em 76-78 e 79 o cargode Secretário de Estado da Cultura.
Da sua poesis destaca-se:
1954 - Tempestade de Verão (Prémio Delfim Guimarães)
1967 - A Arte de Amar (reunião de obras anteriores)
e da sua Narrativa:
1959 - Novelas de Gaivotas em Terra (Prémio Ricardo Malheiros)
1980 - As Quatros Estações (Prémio Associação Internacional dos Críticos Literários)
1986 - Um Amor Feliz (Romance que o consagrou como ficcionista valendo-lhe vários prémios)
publicado por mparaujo às 23:53

03
Set 06
Serviço público literário e gratuíto.
Acabou de sair da mesinha de cabeceira a recente publicação do Juiz espanhol Baltasar Garzón, sobre o terrorismo e o crime organizado e o seu combate político e jurídico.
Conhecido pelas suas "lutas" contra a ETA e pelo processo do ex-ditador chileno Pinochet.
O livro intitula-se "Um mundo sem medo".
Fica aquém das expectativas de quem pretende ler esta obra à busca do pormenor político, jurídico e das inúmeras investigações que os processos relatados deveriam ter tido.
Ficam alguns dado curiosos, mas muito superficiais.
Restam portanto as convicções um homem que conheceu por dentro todos os meandros do terrorismo e do crime organizado, numa visão ás vezes a "roçar" a utopia do mundo, da socieadade, da justiça e da política.
É interessante a forma de abordagem dos temas, através de um "diálogo"(!) escrito com os seus filhos.
O juiz Baltasar Garzón, hoje dedica-se a consultadoria na ONU e à defesa dos povos indígenas, nomeadamente no México.
publicado por mparaujo às 23:33

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