Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

15
Mar 17

manuais-escolares-1024x765.jpg

publicado na edição de hoje, 15 de março, do Diário de Aveiro.

Debaixo dos Arcos
Mercantilização do ensino

A educação era uma bandeira e uma paixão nas anteriores governações socialistas, como por exemplo, no governo de António Guterres. Na actual governação a educação foi “cavalo de batalha” frente ao ensino privado, mais por força ideológica e imposição do Bloco de Esquerda do que propriamente por vontade programática do PS. Actualmente, o descontentamento face às reformas prometidas e não cumpridas tem aumentado e criado algum desconforto junto da comunidade escolar. A este propósito vieram a público duas circunstâncias recentes que merecem nota de destaque, aliás, por falta de oportunidade já deviam ter sido, aqui, referenciadas. Primeiro, a notícia, divulgada ontem pelo jornal i que dava nota da polémica entre o ministério da Educação e as escolas quanto às ausências das reformas curriculares para o próximo ano lectivo. E este facto leva-me a recordar a excelente reportagem que a TVI apresentou em meados de Janeiro, com a assinatura da jornalista Alexandra Borges, sob o título “Negócio dos Manuais Escolares” e que no passado domingo teve novos desenvolvimentos com o exemplo da gratuidade e da reutilização dos manuais escolares nos Açores.

As duas grandes reportagens, exemplos do que pode e deve ser o jornalismo de investigação (a relevância do tema, a apresentação dos factos e da sua veracidade, os exemplos e entrevistas e o direito ao contraditório), levantam interessantes questões sobre um dos temas mais polémicos na educação e que toca ao universo escolar e a milhares de famílias nem que seja uma vez por ano (Setembro). Sobre a qualidade do trabalho jornalístico que a Alexandra Borges apresentou não restam dúvidas. Aliás, se a investigação jornalística não tivesse sido tão assertiva não teria havido lugar a significativa contestação por parte de professores, escolas e editoras, porque, como diz, e bem, a sabedoria popular «quem não se sente não é filho de boa gente», com ou sem razão. A reportagem teve o condão de alertar, de incomodar, de suscitar massa crítica, de revelar publicamente o que corresponde o pesadelo anual de muitas famílias em cada início dum ano escolar no que respeita aos manuais escolares. Bem como o outro lado da moeda (a oposição à actual realidade) espelhado no exemplo das práticas aplicadas na Região Autónoma dos Açores, se bem que não se afigura propriamente fácil replicar o processo para uma escala nacional. No entanto, esta questão das reformas curriculares e dos manuais escolares suscita-me outra reflexão: a questão da responsabilidade governativa e política.

Tendo em conta as abordagens apresentadas na reportagem da TVI da jornalista Alexandra Borges, havendo uma óbvia mercantilização e um claro negócio sombrio neste processo dos manuais escolares, não podemos deixar de responsabilizar o Governo (e muitos governos anteriores) e o ministério da Educação pela situação e realidade descritas.

Podemos (e eventualmente devemos) criticar a posição das editoras mas não podemos, igualmente, deixar de recordar o carácter privado e económico do âmbito da sua actuação (comércio). O que já não é admissível é a forma como o Governo (ou os governos), por inércia, desresponsabilização, falta de capacidade política, pactua e é conivente com a realidade.

E não seria muito difícil, houvesse vontade e coragem política, para além da necessária reforma do sistema de ensino actual, alterar o estado da arte. Por um lado, a criação de comissões multidisciplinares, na esfera do ministério, que fossem responsáveis pela reforma e definição curriculares, bem como pela elaboração de manuais únicos, iguais para todas as escolas do país. Manuais esses que deveriam ser impressos e distribuídos (comercializados) pela Imprensa Nacional Casa da Moeda, retirando do “mercado livreiro e editorial” a mercantilização e o negócio pouco claro de todo o processo.

Desta forma retirava-se o pesadelo anual do deitar ao “lixo” centenas de euros em manuais que não servem para os anos seguintes; acabava o pesadelo das alterações fictícias anuais que levam a escusadas e dispensáveis edições novas; haveria a capacidade para uma diminuição considerável no preço dos manuais e, consequentemente, dos próprios apoios sociais escolares do Estado; haveria uma maior equidade na aprendizagem e no exercício da docência em todo o país; haveria uma melhor selecção de manuais mais condizentes com as reformas curriculares e as políticas e princípios pedagógicos do ministério; entre outros. O que o país, as escolas, os professores, as famílias e, principalmente, os alunos dispensam é este paralelo assobiar para o lado do Governo e do Ministério da Educação face a esta realidade. Este governo e muitos outros para trás.

(adenda ao texto: as três peças de investigação jornalística da Alexandra Borges - repórter TVI - podem ser revistas aquiaqui e aqui)

publicado por mparaujo às 10:11

04
Dez 14

reduzida Foto Fátima Araújo (cores)_JPG.jpgDepois das três oportunidades consecutivas, a que acresce a de ontem em Espinho, a jornalista da RTP, Fátima Araújo, vai estar amanhã, sexta-feira, 5 de dezembro, em Lisboa para a apresentação pública do seu livro "Por acaso...".

A apresentação terá lugar no Grande Auditório do ISCTE, às 18.30 horas.

Tal como no Livro "Por acaso...", as apresentações que a jornalista e autora tem vindo a fazer desta sua excelente obra são espaços públicos de consciencialização (não fosse ela jornalista), do exercício pleno de cidadania, de um agitar a sociedade (e cada um de nós) para a percepção da realidade da Paralisia Cerebral e a forma como a comunidade (e todos nós) acolhe, ou não, as pessoas com deficiência. E eu estive lá...

A não perder.

04 - ISCTE - convite.jpg

publicado por mparaujo às 11:23

18
Nov 14

reduzida Foto Fátima Araújo (cores)_JPG.jpgA jornalista da RTP, Fátima Araújo, vai promover três apresentações consecutivas do seu recente livro "Por acaso...".

Dia 21 de novembro, pelas 21.00 horas, na FNAC do GaiaShopping, em Vila Nova de Gaia.

Dia 22 de novembro, pelas 18.00 horas, na Biblioteca Municipal de S. João da Madeira.

E o regresso, de novo à FNAC, desta vez em Santa Catarina, Porto, no dia 23 de novembro, pelas 17.00 horas.

Três oportunidades para não perder um excelente momento para tomar consciência da temática do impacto da Paralisia Cerebral no indivíduo e na sociedade.

Tal como no Livro "Por acaso...", as apresentações que a jornalista e autora tem vindo a fazer desta sua excelente obra são espaços públicos de consciencialização (não fosse ela jornalista), do exercício pleno de cidadania, de um agitar a sociedade (e cada um de nós) para a consciencialização da realidade da Paralisia Cerebral e a forma como a sociedade (e todos nós) acolhe, ou não, as pessoas com deficiência.

Num país repleto de preconceitos em relação às pessoas com deficiência, Fátima Araújo, com este seu trabalho, pretende desmistificar a forma como nos relacionamos com esta realidade e com as pessoas com deficiência.

O livro "Por acaso..." resulta de um trabalho jornalístico, vertido em livro, dando-lhe uma outra dimensão e impacto que o espaço e tempo jornalístico muitas vezes não tem, relatando a experiência pessoal e a experiência de vida de cinco jovens com paralisia cerebral que não baixaram os braços, não viram costas à vida, não se deixam condicionar pela sua realidade.

Mas há mais...
se qualquer um de nós está à espera de assistir a uma enfadonha e tradicional apresentação de um livro, desengane-se.
se qualquer um de nós está à espera de ouvir falar de uma realidade, bem presente na sociedade, de forma ficcionada, como em tantas obras que hoje, infelizmente, se publicam “a torto e a direito”, desengane-se.
se qualquer um de nós está à espera de ficar indiferente a este “Por acaso…” e à forma como a Fátima Araújo nos expõe o livro, incomode-se, inquiete-se, desassossegue-se.
Nada é ‘Por Acaso’.

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publicado por mparaujo às 09:46

11
Nov 14

No sábado, 8 de novembro, a jornalista da RTP, Fátima Araújo, apresentou o seu recente livro “Por acaso…” em terras de Santa Maria da Feira (de onde é natural, ‘por acaso…’) e do qual já aqui dei nota ("Por acaso..." da Fátima Araújo. (ou nada é por acaso) ; Nada acontece por acaso... ; Livro da jornalista Fátima Araújo, "Por acaso...").

Sobre o livro, este é o retrato não ficcionado de uma realidade que a muitos, à maioria, à quase totalidade, dos portugueses passa à margem do seu dia-a-dia, é significativamente indiferente: a deficiência, o ser deficiente, ao caso, a realidade de quem sofre de paralisia cerebral. Ou como, tão bem e com a legítima propriedade intelectual, escreve, no prefácio, o Prof. Doutor João Lobo Antunes, paralisia cerebral ou descoordenação cerebral.

Por outro lado, a autora deste exemplar trabalho vertido em livro, não pode, nem quer (antes pelo contrário) despir a sua identidade profissional. Tal como a Fátima Araújo afirma, na nota introdutória, não por uma vontade justiceira (ao jeito de uma Batwoman ou de um qualquer conto de fadas) mas por um legítimo direito ao exercício da cidadania, cabendo ao jornalista a suprema responsabilidade profissional de espelhar a realidade, de denunciar, de provocar na sociedade massa crítica face à verdade, nua e crua, da complexidade da nossa existência. Neste caso, o exemplo vivencial e determinado de cinco jovens com paralisia cerebral, as suas experiências de vida, as suas determinações, a superação de todo um infinito conjunto de barreiras, dificuldades, entraves, desafios, estão reflectidos num exemplar manifesto de alerta e denúncia, fruto de um trabalho jornalístico que, felizmente, a Fátima Araújo verteu em palavras, dando-lhe uma maior vida, uma maior dimensão, que a realidade das peças jornalísticas (por força do tempo e do espaço) limita.

Mas há mais… se qualquer um de nós está à espera de assistir a uma enfadonha e tradicional apresentação de um livro, desengane-se. Se qualquer um de nós está à espera de ouvir falar de uma realidade, bem presente na sociedade, de forma ficcionada, como em tantas obras que hoje, infelizmente, se publicam “a torto e a direito”, desengane-se. Se qualquer um de nós está à espera de ficar indiferente a este “Por acaso…” e à forma como a Fátima Araújo nos expõe o livro, incomode-se, inquiete-se, desassossegue-se. Nada é ‘por acaso’.

A participação e intervenção dos protagonistas destas verídicas e reais histórias são suficientes para nos fazerem mexer na cadeira; a forma como a Fátima Araújo ultrapassa a fronteira das 134 páginas do seu livro e nos “acusa”, nos incomoda, nos denuncia, nos inquieta e nos alerta para a realidade do dia-a-dia de quem vive com as dificuldades da deficiência, é, no mínimo, desconfortante, incómoda, sensibilizadora (por mais frios e distantes que queiramos ser). Porque, naquele momento, tomamos plena consciência da “deficiência” do nosso viver ‘normal’ (e normalizado), da liberdade que não partilhamos e que não aproveitamos na plenitude; das facilidades e mordomias que assolam a nossa mobilidade, acessibilidade e vivências diárias; da inquietação quando confrontados com o nosso egoísmo pacóvio e indiferença obtusa.

“Por acaso…” incomoda, denuncia e desassossega… felizmente. Que o digam todos quanto encheram (e alguns de pé) o auditório da Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira (apesar da chuva e do frio).

Ficam aqui, algumas das datas disponíveis das próximas apresentações do livro da Fátima Araújo. Obrigatória a presença para quem quer e pretende uma sociedade mais inclusiva e justa.

21 de Novembro de 2014, 21h, FNAC do Gaia Shopping, Vila Nova de Gaia;
22 de Novembro de 2014, 18h, Biblioteca Municipal de São João da Madeira, com actuação do grupo de canto Ensemble Vocal;
23 de Novembro de 2014, 17h, FNAC da Rua de Santa Catarina, Porto;
3 de Dezembro de 2014, 18h, Biblioteca Municipal de Espinho;
5 de Dezembro de 2014, 18:30h, Grande Auditório do ISCTE, Lisboa.fatima e livro.jpg

publicado por mparaujo às 16:06

06
Out 14

reduzida Foto Fátima Araújo (cores)_JPG.jpgO Francisco Castelo Branco teve a brilhante iniciativa de entrevistar a jornalista da RTP, Fátima Araújo, a propósito do lançamento do seu primeiro livro (espera-se que o primeiro de vários) "Por acaso..." que terá lugar já no próximo dia 20 de outubro, na Casa da Música, no Porto.

A interessante entrevista pode e deve ser lida no "Olhar Direito" (a 'segunda casa' do "Debaixo dos Arcos").

A Fátima Araújo (RTP) em discurso directo no Olhar Direito, por Francisco Castelo Branco, a propósito do seu livro "Por acaso..."
E também... esse paradoxo circunstancial de que tem pavor a aviões mas tem como paixão viajar (e muito).

Capa e etiquete livro Por acaso_JPG.jpg

publicado por mparaujo às 14:15

30
Set 14

Há uma expressão muito comum na opinião pública dirigida aos profissionais do jornalismo televisivo: “é um dos rostos da televisão”. Há, naturalmente, leituras distintas sobre o que está subjacente a esta definição.

Pessoalmente, quando a uso, pretendo tão somente, destacar o brio, o valor, a capacidade e a responsabilidade profissionais da(o) jornalista, aliado à consideração e respeito pela pessoa. É o caso da jornalista Fátima Araújo, da RTP. É, não sei se entre muitos ou poucos (pouco importa), do ponto de vista pessoal, “um dos rostos da televisão”.

Seria abusivo, cansativo e extenso, o rol de adjectivos que poderia usar (nem que tivesse de recorrer ao dicionário) para descrever a Fátima Araújo. Dispenso-me… não é preciso, Há realidades que nos “saltam à vista”.

De forma muito resumida (por necessidade), a jornalista com 17 anos de actividade (iniciou a sua carreira em 1997, tendo passado pela TSF, Renascença, JN, e desde 2001 na RTP) tem um relevante percurso de vida como profissional, como profissional premiada (em 2008, foi distinguida com uma menção honrosa do “Prémio Justiça e Comunicação, Francisco Sousa Tavares”) e como docente. Tem pavor a andar de avião, apesar de uma das suas paixões ser viajar (mais de 32 países visitados, está quase a dar a volta ao mundo); tem como sonho transformar a quinta do castelo da cidade onde nasceu (Santa Maria da Feira) num parque temático medieval e construir um hotel de charme medieval (à atenção do euromilhões e da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa); é apaixonada por pintura (também pinta, ou melhor, diz que “faz nódoas com os afectos”), escultura, fotografia, design de Interiores e arquitectura; … mas é na escrita que encontra um importante espaço de realização pessoal. E escreve muito… para além dos recados à família (diz), escreve sobre pessoas e as suas histórias, crónicas de viagens, desabafos pessoais, poemas, letras de canções, … . Só que nunca publicou. Ou melhor, o “nunca” não corresponde à verdade.

Transpondo para o papel uma das suas facetas pessoais mais determinantes - o valor humano e diginidade humana – a Fátima Araújo não se limitou a produzir um excelente trabalho jornalístico sobre a “Paralisia Cerebral”. Nem todos o conseguiriam fazer tão bem, mas, com certeza, alguns o fariam. A Fátima Araújo foi mais longe.

Do trabalho jornalístico sobre cinco jovens portugueses com Paralisia Cerebral e que são exemplos de empreendedorismo profissional e social, de auto-superação e de desmistificação de preconceitos da sociedade em relação aos deficientes, surgiu um livro (e publicado): “Por acaso…”, com prefácio do neurocirurgião João Lobo Antunes, editado pela Apuro Edições.

Neste livro, Fátima Araújo aborda questões relacionadas com os projectos em que esses cinco jovens portugueses com Paralisia Cerebral (um bailarino; uma socióloga; dois informáticos e uma professora) estão envolvidos, questões relacionadas com os seus afectos, as suas relações pessoais e a sua sexualidade, questões associadas à sua fé e à forma como a prática desportiva é determinante para a sua auto-aceitação e superação.

O livro “Por acaso…”, vertido de uma forte determinação pessoal, surge no âmbito de um projecto solidário que juntou a Jornalista, a Associação do Porto de Paralisia Cerebral e a empresa IMOA CLOTHING FOR ALL, de São João da Madeira, recém-criada, e que preenche uma lacuna social dando resposta a problemas negligenciados pela indústria do vestuário, ao apostar na inovação e no empreendedorismo social, criando roupa com especificidades adaptadas às necessidades dos deficientes, acamados e doentes com necessidades especiais.

Finalmente… a Fátima Araújo não se limitou a escrever: Publicou.

O livro "Por acaso..." vai ser lançado e apresentado nodia 20 de Outubro - Dia Nacional da Paralisia Cerebral - às 19 horas, na Casa da Música, no Porto. Apresentação essa integrada na cerimónia oficial de comemoração do Dia Nacional da Paralisia Cerebral, organizada pela Associação do Porto de Paralisia Cerebral, durante a qual actuarão o pianista Mário Laginha e o fadista Camané.

Importa ainda destacar que parte das receitas da venda do livro revertem a favor da Associação do Porto de Paralisia Cerebral.

Merece, por todas as razões e mais algumas, um espaço de destaque na biblioteca doméstica de cada um de nós.

publicado por mparaujo às 14:56

08
Set 14

Sempre que se aproxima o início de mais um ano lectivo surge o "chavão" do stress pré-escolar.

Acredito que no que respeita às crianças e respectivos pais que iniciam, pela primeira vez, o percurso escolar obrigatório (1ª classe ou, modernices, 1º ano do 1º ciclo) o aproximar do primeiro dia de aulas seja algo complexo.

Além disso, ano após ano (e já lá vão nove), do ponto de vista pessoal, o único stress resulta do valor (rombo) desembolsado para aquisição de livros e material escolar, por mais poupadinhos que sejamos.

Não deixa por isso de ser curioso e interessante a leitura de experiências como esta, apesar de ser de 2011 e de ser "vivida" na Holanda.

Do texto, permito-me retirar esta vertente:

"Em primeiro lugar, os livros são gratuitos. São entregues a cada aluno no início do ano lectivo, com um autocolante que atesta o estado do livro. Pode ser novo ou já ter sido anteriormente usado por outros alunos. No final do ano, os livros são devolvidos à escola e de novo avaliados quanto ao seu estado. Se por qualquer razão foram entregues em bom estado e devolvidos já muito mal tratados, o aluno poderá ter de pagá-los, no todo ou em parte."

Gostaria de ver o Ministério da Educação, Escolas, mas essencialmente os livreiros/editoras e autores/professores dos manuais a discutir este assunto.

Haveria de ser giro... mesmo que o dinheiro que, ciclicamente, no início de cada novo ano lectivo, se gasta não ter piada nenhuma.

De regresso às aulas...

publicado por mparaujo às 16:16

29
Jul 14

Tinha um convite. Tinha tudo para estar presente. Até que dois dias antes, por razões fortes (só assim teria sentido), INFELIZMENTE, não pude estar presente. E, ao caso, infelizmente até pode ser um eufemismo.

No mínimo e por todas as razões mais que óbvias – amizade, respeito, consideração, orgulho – resta-me a referência pública.

Há um livro a não perder nestas férias de Verão (e sempre): “Até que o Mar nos separe”.

Que mais não seja porque, nesta altura do ano, há sempre uma maior ligação ao Mar e a tudo o que ele possa representar e no qual nos podemos projectar: a pesca (tantas vezes tão longe), o ganha-pão de muitas gentes e vidas, as paixões, o contemplar, o ir e voltar mas também tantas vezes o infortúnio de ir e ficar.

E não duvido que a Maria José Santana o tenha retratado bem. Aliás... nem duvido e tenho a certeza. Só quem a não conheça...

Obrigado Maria por nos devolveres um Mar tantas vezes esquecido… ORGULHO!

Só faltam cinco dias para o poder folhear.

publicado por mparaujo às 14:18

28
Out 12

Depois do "mitigar" do Ministro Vítor Gaspar, a terminologia que marca o léxico político actual é "Refundar". Isto porque o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho resolveu que esta seria a melhor forma para reconhecer que tudo falhou até agora e, sem dar a mão à palmatória (o que significaria dar razão ao PS), pretende agora "refundar" o acordo com a Troika e reestruturar o Estado. Mesmo que a sensação que fica é que nem há, por parte do Governo, a percepção do que isso signifique.

 

Mas o que importaria verdadeiramente a Portugal e o que se esperava do Governo (de qualquer um que fosse) era que, nestes tempso de crise, se aproveitassem todas as oportunidades para "Repensar Portugal".

E é esse a actual presença na mesinha de cabeceira.

"Repensar Portugal - Apontamentos político-económicos" de António Marques-Mendes (a quem agradeço a dedicatória e deferência da oferta).

O livro prentende ser uma reflexão sobre o Portugal de hoje, com abordagens sociais, políticas e, por razões profissionais do autor, económicas. Isto, tal como refere o Dr. Amadeu Lopes Sabino no prefácio, "encontramo-nos numa encruzilhada do tempo", acrescentado eu que tudo merece e deve ser "repensado", questionado e redefinido. Principalmente, nalgumas áreas (valores) que o livro destaca: o capitalismo; as ideologias; a política e a democracia; a economia; a justiça; a própria sociedade.

E ao contrário do título do prefácio (mesmo não o criticando) acho que o importante não é tanto "imaginar o futuro". Será mesmo repensar o presente para precaver e preparar um melhor futuro.

A Ler...

 

 


publicado por mparaujo às 21:38

Uma tarde soberba de sol em Aveiro...

Café na esplanada, "escursão" ao Fórum Aveiro, passagem obrigatória pela Bertrand... mais três livros na prateleira (que aqui no "ninho" é mais um qualquer espaço livre, incluindo o chão, já que a "tenda" é curta e pequena).

Entre eles, apesar de ser de 2010 (só agora dei de caras com ele), o romance "Os Íntimos" de Inês Pedrosa (já agora, reconhecido, em 2011, com o Prémio Máxima Literatura).

O problema destas aquisições e descobertas é ter duas mulheres cá em casa que gostam de mexer nas "coisas alheias".

É que nem consegui ler a primeira página... já voou para o lado contrário da cama. Agora só daqui a um mês...

Aguardando!

publicado por mparaujo às 17:50

05
Nov 11
Dois chilenos têm merecido destaque nas prateleiras domésticas: Luis Sepúlveda e Isabel Allende.

A escritora chilena Isabel Allende tem nas bancas o seu 14º título (salvo erro) com a publicação de "O Caderno de Maya".

Fruto da sua experiência jornalística e reflexo da sua acérrima defesa dos direitos das mulheres, Allende volta a transferir para a escrita todo o vigor da ficação no feminino (ou com o feminino), através da narração de histórias muito particulares e personificadas como é o caso de Mayra, o seu passado, o seu futuro e a sua vida vertida num caderno.

Já que o IVA não sobe nos libros, uma oportunidade a não perder.
O caderno de Maya de Isabel Allende - Porto Editora


publicado por mparaujo às 16:44

23
Out 11
É perfeitamente aceitável que, em tempos de crise, a cultura e os espectáculos/eventos não sejam considerados bens essenciais. Nem tão pouco mais ou menos.
Mas também não deixa de ser um facto que, em situações de crise, de recessão, de redução de custos nas famílias, o sector cultural seja o mais penalizado (menos livros, menos filmes, menos teatro, menos cinema, menos futebol, menos concertos musicais).
A par disto tudo é, por isso mesmo, questionável a opção do Governo em aumentar o IVA no sector cultural, de 6% para 23%. São questionáveis os efeitos práticos e as mais-valias da opção. Antes pelo contrário. Já em situações normais, os cidadãos, por opção própria, desinvestem em cultura e espectáculos. Se a isso acrescentarmos um agravamento do preços, as receitas serão, por oposição, muito reduzidas, porque o consumo cairá abruptamente.
Mas nesta questão há mais.
Tal como o fiz com o ministro do Ensino, Nuno Crato, também me congratulei com a escolha de Francisco José Viegas para Secretário de Estado da Cultura deste governo.
Principalmente pelo seu percurso cultural e por ser um escritor com presença destacada na biblioteca doméstica.
E se tudo apontava para a concretização das expectativas, eis que Francisco José Viegas dá um verdadeiro tiro no pé. E descobre a "pólvora"... é que não há uma cultura; há, pelo menos, duas culturas.
Uma que pode ser penalizada e desprezada, como é o caso dos museus, do teatro, da música, do cinema. Até posso dar de "barato" o desporto e outros eventos.
Mas porque razão os livros hão-de ser diferentes?! Desde quando um livro é mais importante ou precioso que um cd de música ou um excelente filme em dvd?!
Porque é que uma visita a um museu ou uma peça de teatro hão-de ser considerados valores culturais de menor importância?!
Ahhhh... percebe-se. Francisco José Viegas é escritor e editor da Quetzal!!!
Mal... Grave! Muito grave! E decepcionante...
publicado por mparaujo às 18:59

21
Out 11
Mesmo com a crise e com a estante cheia (alguns já empilhados no chão) era de muito bom grado o aumento patrimonial cultural:

"O Retorno" de Dulce Maria Cardoso (Tinta-da-China)
Por razões pessoais e familiares...
Um olhar cru e irónico, distante do ideológico, sobre a face trágica da descolonização portuguesa entre 1975 e 76.









"A Baía dos Tigres" de Pedro Rosa Mendes (D.Quixote)
Uma travessia do continente africano (a começar em Angola) descrita a partir das histórias de heróis anónimos, habitantes dos limites da vida e, também, monstro.
Prémio de Ficção do Pen Clube em 2000






Prémio reconquistado este ano com a "Peregrinação de Enmanuel Jhesus" (D.Quixote).
O Autor reinventa, nesta Peregrinação de Enmanuel Jhesus, um espaço nobre da literatura portuguesa, de Fernão Mendes Pinto a Ruy Cinatti: o arquipélago malaio onde as caravelas chegaram há exactamente 500 anos. Passagens de história, memórias políticas, cadernos da guerrilha, tratados breves de diplomacia, debates teológicos, artes marciais, cartografia antiga, observações de botânica, notas de geologia, ritos de sagração, sortes tauromáquicas e um fado perdido.
Prémio de Ficção do Pen Clube em 2011



Gonçalo M. Tavares, o escritor angolano que Aveiro acolheu e apadrinhou, não precisa de muitas apresentações.
É, por isso, muito interessante esta colectânea de obras do Gonçalo M. Tavares, com o título de "O Bairro I e II" (Caminho).
O Pack 1 é composto por cinco livros: O Senhor Valéry; O Senhor Henri; O Senhor Juarroz; O Senhor Breton; e A Entrevista e O Senhor Kraus.
O Pack 2  é composto por 5 livros: O Senhor Calvino; O Senhor Brecht; O Senhor Eliot e As Conferências; O Senhor Swedenborg; e As Investigações Geométricas e O Senhor Walse.


publicado por mparaujo às 01:06

08
Out 11
Há, para além de outros, dois espaços na estante doméstica prontos a serem preenchidos... devidamente preenchidos. A par com a "Comissão das Lágrimas" de António Lobo Antunes, há duas descobertas bem recentes que preencheriam, em destaque, dois espaços vazios.


Anunciado o seu lançamento para o próximo dia 12 de Outubro, o escritor catalão Carlos Ruiz Zafón lançou mais um título, o primeiro de uma trilogia: "O Príncipe da Neblina".
Carlos Ruiz Zafón nesta trilogia "viaja" sobre o misterioso, o aventureiro, o regresso a passados...


Também com lançamento recente é a nova obra do escritor português Valter Hugo Mãe: "O filho de mil homens".
Uma obra que retrata a sensibilidade, o natureza humano, a existência e a continuidade da vida, o valor do amor. Tudo isto cunhado com a criatividade reconhecida ao escritor nortenho.
publicado por mparaujo às 17:50

25
Out 10
Mortinho para o ter nas mãos (pode ser que alguém se lembre de...)
Uma das preferências nas prateleiras cá do "ninho".
 
 
Marina
de Carlos Ruiz Zafón
A história inesquecível que precedeu “A Sombra do Vento”.
Já disponível na Wook, por exemplo.











Também na Wook, já está disponível a mais recente obra de Mario Vargas Llosa










Por fim... 
Sôbolos Rios que Vão
António Lobo Antunes
Entre fragmentos da morte, da doença e da vida...
publicado por mparaujo às 23:35

26
Set 10
Um dos meus autores favoritos...

A Wook (Porto Editora) acaba de lançar recentemente a obra Marina, do autor catalão Carlos Ruiz Zafón.
Depois de "A Sombra do Vento", "O Jogo do Anjo", sem esquecer o seu primeiro romance "O Príncipe da Névoa", está disponível a obra que precedeu o romance "A Sombra do Vento", referência na bibliografia do autor nascido em Barcelona e radicado nos Estados Unidos.



Sinopse
"Por qualquer estranha razão, sentimo-nos mais próximos de algumas das nossas criaturas sem sabermos explicar muito bem o porquê. De entre todos os livros que publiquei desde que comecei neste estranho ofício de romancista, lá por 1992, Marina é um dos meus favoritos. À medida que avançava na escrita, tudo naquela história começou a ter sabor a despedida e, quando a terminei, tive a impressão de que qualquer coisa dentro de mim, qualquer coisa que ainda hoje não sei muito bem o que era, mas de que sinto falta dia a dia, ficou ali para sempre." Carlos Ruiz Zafón "Marina disse-me uma vez que apenas recordamos o que nunca aconteceu. Passaria uma eternidade antes que compreendesse aquelas palavras. Mas mais vale começar pelo princípio, que neste caso é o fim." (fonte: wook)
publicado por mparaujo às 23:33

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