Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

09
Set 14

Entre os dias 13 a 15 de outubro terá lugar na Cidade do Cabo, África do Sul, a XIV edição da Conferência Mundial de Prémios Nobel da Paz.

Ao ler África do Sul lembrei-me de Nelson Mandela, Frederik de Klerk e Desmond Tutu, todos eles Nobel da Paz.

Sendo que o evento pretende promover a reflexão sobre o mundo com aqueles que o Comité Nobel norueguês, anualmente, decidiu atribuir um dos cinco prémios instituídos pelo sueco Alfred Nobel, desde 1901, o prémio Nobel da Paz, faria todo e qualquer sentido que estivessem presentes os galardoados ainda vivos.

Mas não é bem assim… o próprio país anfitrião, com três prémios Nobel da Paz na sua história, decidiu dar um “ar da sua graça” e não autorizar a entrada no país de Dalai Lama (também ele Prémio Nobel em 1989) só por capricho chinês, recusando, pela terceira visto, o visto necessário.

É certo que ao percorrermos a lista dos premiados há um ou outro nome que nos levantam uma série de interrogações. Mas se em algo tão simples e tão óbvio, a atribuição de um simples e mero visto para um Nobel da Paz, as nações e os seus governantes reagem desta forma, como é que se pode esperar a Paz para a Ucrânia, Iraque e Faixa de Gaza (como exemplos)?

publicado por mparaujo às 17:08

17
Ago 14

publicado na edição de hoje, 17 de agosto, do Diário de Aveiro.

Debaixo dos Arcos

E assim (também) vai o mundo

Nos dias de hoje não é possível a um país viver isoladamente. A expressão “orgulhosamente sós”, até há algumas décadas tão badalada em Portugal, hoje não tem qualquer cabimento, nem viabilidade. As várias organizações e instituições internacionais (para além da óbvia ONU) proporcionam e provem um conjunto de relações internacionais nos mais diversos níveis (comercial, político, militar, cultural) que fazem como que, hoje, haja cada vez menos fronteiras. Há, por isso, uma natural tendência para geopoliticamente nos posicionarmos em função de determinados interesses: economia, ideologia, cultura.

Os Estados Unidos alcançaram uma posição geopolítica e geoestratégica determinante no mundo resultante da sua participação/intervenção nas duas Grandes Guerras (nomeadamente a segunda). Primeiro a nível militar, depois política e economicamente. Se, hipoteticamente, houvesse uma invasão a Portugal, obviamente, o primeiro país que gostaria de ver entrar pelas fronteiras lusas seriam os Estados Unidos. Há ainda algumas razões do ponto de vista da democracia e da liberdade que me permitem criar uma afinidade com aquele país. Mas não há bela sem senão. Não posso é aceitar, aliás só posso criticar, que esta inquestionável característica e aptidão para potência mundial (ou “a” potência mundial) confira aos Estados Unidos o papel (que o não tem, nem pode ter) de “dono do mundo”. Mesmo após os acontecimentos de 11 de setembro de 2001. O que se esperaria vir a ser um aceitável combate ao terrorismo internacional tornou-se num ”cheque em branco” para a governação terrestre norte-americana mais pautada por interesses económico-políticos próprios do que pelo estabelecimento da paz ou dos valores da democracia. E a verdade é que o mundo tornou-se num permanente “barril de pólvora”. Deixando de lado a questão cronológica, importa lembrar acontecimentos recentes: Afeganistão, Sudão do Sul (20 mil mortos e um milhão de refugiados), República Centro Africana, Paquistão, Somália, Síria (100 mil mortos e 2 milhões de refugiados). Actualmente, o conflito na Faixa de Gaza (cerca de mil mortos), a Ucrânia (mais de 2 mil mortos) e o novo medir forças com a Rússia, de novo o Iraque com o conflito entre os curdos sírios e os ‘jihadistas’ islâmicos (cerca de 6 mil mortos e 1 milhão de refugiados apenas em três meses), e o Líbano (170 mil mortos). A verdade é que por onde os Estados Unidos têm potencializado, promovido, influenciado e espalhado o seu hardpower político-militar (já que “softpower político” é algo que os americanos parecem desconhecer) o ‘mundo’ não tem ficado nada seguro e muito menos melhor.

As intervenções meramente arbitrárias e condicionadas pelos interesses exclusivos dos norte-americanos, ou mesmo as da ONU/NATO ‘forçadas’ pela pressão dos Estados Unidos, não têm trazido melhores condições de vida a muitos países, maior liberdade e democracia, mais paz.

Numa semana em que lamentamos a morte do actor Robin Williams, dos portugueses Dóris Graça Dias (escritora e crítica literária) e Emídio Rangel (comunicação social), importa também lembrar os milhões de anónimos que morreram nos vários conflitos, muitos dos quais (se não a maioria) inocentemente.

E assim (também) vai o mundo…

publicado por mparaujo às 11:58

01
Jan 12
Enquanto a grande maioria das pessoas ainda comemora ou sente os efeitos da Passagem do Ano, hoje há quem celebre o Dia Mundial da Paz.

Esta tradição (que remonta a 1 de Janeiro de 1968) de dedicar à Paz o dia 1 de Janeiro, o primeiro dia de cada novo ano, não deve ser qualificada como exclusivamente religiosa.
É, antes de mais, uma oportunidade para a promoção e a defesa deste bem fundamental e universal que é a Paz.

Que a PAZ esteja connosco...
publicado por mparaujo às 19:31

15
Nov 09
Palestinianos querem proclamar Estado com apoio da ONU, de forma unilateral, face aos impasses negociais com Israel. (fonte: Expresso on-line)

Acho que seria uma excelente medida pacificadora, tendo como suporte a legitimidade da ONU.
publicado por mparaujo às 21:29

07
Nov 09
Mesmo com a ameaça da chuva (felizmente apenas ameaça), foi cumprido o dever cívico de manifestar o direito de qualquer cidadão a viver em paz e em liberdade.
Pela necessidade urgente de se criar uma consciência colectiva a favor da Paz e da Não-Violência.
Simultaneamente, o cumprimento do desafio de marchar pela paz junto da filhota, de colegas, Pais, alunos, docentes e não-docentes da Cooperativa de Ensino Santa Joana.

Pela Paz e pela Não-Violência... Uma ponte para o futuro!

(www.marchamundialpt.org)
(www.theworldmarch.org)
(info.marchamundial@gmail.com)
publicado por mparaujo às 19:19

04
Nov 09
No próximo Sábado, dia 7 de Novembro, pelas 15:00, a Maratona Mundial pela Paz e a Não-Violência passará por Aveiro.
Trata-se de uma iniciativa com origem na Nova Zelândia e que terminará, em 02.01.2010, na Cordilheira dos Andes (Argentina).
Objectivo: despertar uma nova consciência mundial a favor de uma cultura de não-violência, o fim de todo o tipo de agressões e guerras, bem como o combate à proliferação de armas.

Aceitando o convite endereçado pela escola da filhota, Sábado lá estarei na marcha entre a Estação e o Rossio.
Só espero que não chova....
publicado por mparaujo às 19:16
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10
Out 09
Declaração de princípios: respeito a América, reconheço o seu valor e a sua importância no contexto internacional, a sua potência (ou mesmo super-potência). Nunca gostei de Bush e acho que a América e o Mundo só ganhou com a eleição de Barack Obama.
Mas não sou, fanaticamente, pró-americano... acho que a América ainda precisa de "crescer" muito mais: falta-lhe democracia, humildade, reconhecimento do valor dos outros e que o Mundo não gira apenas à sua volta. Falta-lhe aceitar a pluralidade (apesar da diversidade): que país se afirma democrático e livre e não consegue aceitar e perceber que o "seu" presidente (representante máximo dessa democracia e liberdade) possa falar aos alunos do país que governa e dirige?! Se há local de fanatismos, extremismos, ignorância e visões medíocres... esse local é nos Estados Unidos da América.
À parte destes pequenos (grandes) pormenores, é evidente que, numa hipotética "invasão" (excluindo a espanhola) de Portugal, nada melhor para me defender do que ter um soldado americano à minha porta. Ponto!
Estava, por isso, preparado para expressar a minha surpresa e admiração pela atribuição do Nobel da Paz a Barack Obama... simplesmente porque não consigo encontrar (por mais que procure) justificação para tal... só pelas intenções?! É que falta muito por fazer. E de intenções está o inferno cheio. Afeganistão, Iraque, Palestina, a impunidade dos militares americanos, a forma de "estar" na ONU, na NATO, etc. E uma ano apenas de presidência americana é muito pouco para se tirar ilações. Será que a postura e as intenções de Barack serão possíveis de colocar em prática?! Para quem, internamente, tem dificuldade de impor políticas que marcaram a sua eleição (como o serviço de saúde), como poderá conseguir fazer face às pressões internas e externas em matéria de segurança e paz?! A ver vamos...
Por isso reitero, completa e totalmente, a "antecipação" de João Pedro Dias, na Caso dos Comuns: "Prémio Nobel da Paz para Barack Obama - ou como se desqualifica um prémio"
publicado por mparaujo às 22:07

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