Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

09
Nov 16

Ainda a propósito do Mundo «Em estado de choque...»...

Enquanto o mundo (e parte dos Estados Unidos da América) acorda de um pesadelo tornado realidade há, neste contexto eleitoral americano, um dado que tem sido pouco abordado mas que se afigura relevante.

Face ao que parece ser a tipologia (o sentido) dos votos em Donald Trump (mais do que no próprio Partido Republicano) obviamente de forma muito linear e simplicista, afigura-se notório que os norte-americanos votaram contra o sistema político instalado, rejeitando-o e criticando-o (através do voto) pelo sentimento generalizado de desilusão, desencanto, frustração, contra a falta de esperança, contra a corrupção e o poder financeiro, contra os interesses dos grandes grupos e famílias. Mesmo que, relembremos, os Republicanos ainda recentemente tenham estado na governação das terras do Tio Sam e tenham. na anterior administração, uma forte presença nas duas câmaras do poder.

Mas há mais para além disso. A Administração de Barack Obama teve um significativo impacto internacional dando uma imagem política que criou empatias e, na generalidade, bastante apreço.

No entanto, a ser um facto o sentido de voto maioritariamente expresso pelos norte-americanos e atrás referido, a bem da verdade estes resultados eleitorais de ontem (09/11 ou 11/09) são uma forte machadada e uma significativa mancha nos anos de Administração (nada fáceis) de Barck Obama.

Aliás, é expectável que o controlo maioritário da Câmara dos Representantes e do Senado venha a espelhar precisamente esta realidade com a possível reversão de algumas das políticas (principalmente as mais polémicas) implementadas por Barack Obama, nomeadamente as de carácter social.

A ver vamos...

america.jpeg

publicado por mparaujo às 11:48

No dia em que surgia a boa notícia para o país com a recusa da União Europeia em abrir qualquer processo de suspensão de fundos comunitários a Portugal eis que a maioria dos portugueses desviava as suas atenções e adormecia focada no aparecimento do suspeito dos crimes em Aguiar da Beira, fugido às autoridades há cerca de um mês, e a sua entrega voluntária à Polícia Judiciária através dos seus advogados e sob as câmaras da RTP.

Sendo certo que o processo de escolha do sucessor de Barack Obama nas presidência dos Estados Unidos era um importante e marcante momento geopolítico, a longa e desgastante campanha eleitoral massificada e o aparecimento do fugitivo Pedro Dias relegavam as eleições norte-americanas para um círculo de interesses mais restrito na opinião pública.

Mas eis que o Mundo acorda num claro sobressalto e em estado de choque. Curiosamente... mais o mundo do que os próprios americanos.

Quando era mais que desejável e mais que expectável pela maioria dos que acompanharam toda esta campanha, quando era impensável outro desfecho que não a vitória dos democratas com Hillary Clinton, eis que os Estados Unidos da América dão uma verdadeira cambalhota e escolhem Donal Trump para 45º Presidente da Nação.

E mais do que a surpresa pela vitória é o estado de choque em que muitos ficaram (onde me incluo, clara e obviamente) com a expressão dos resultados, com a eleição, com o controlo da Câmara dos Representantes e do Senado. O mundo virou de pernas para o ar.

Tecer nesta altura qualquer comentário sobre o futuro dos Estados Unidos e da comunidade internacional com Donald Trump ao leme dos destinos da maior potência geopolítica e económica do mundo é fazer futurologia ou transpor em palavras um evidente sentimento de desilusão, decepção e receio. Pelo que foi a deplorável campanha eleitoral do agora eleito presidente, juntando as previsíveis pressões dos Evangélicos e de grupos extremistas, seria fácil prever problemas sérios com inclusão social, com imigração, com a equidade, com os direitos humanos, com o racismo e a xenofobia, com a economia e as realções internacionais. Mas a ver vamos...

Mas não há como evitar o recurso a uma das expressões mais emblemáticas relacionadas com os Estados Unidos: "God bless America", acrescentando já agora... "and the americans and the rest of the world".

Trump win.png

publicado por mparaujo às 09:43

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