Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

21
Fev 17

Já aqui tinha avançado a estranheza no anúncio público da concelhia aveirense do Partido Socialista de uma lista de quatro potenciais candidatos à liderança da Câmara Municipal de Aveiro. Isto porque estávamos a mais de um ano de distância das eleições e, por outro lado, tornar público um conjunto de personalidades como opção para o combate eleitoral com Ribau Esteves era, claramente, condicionar as opções, criar constrangimentos entre os pseudo-candidatos e esvaziar o partido de opções alternativas caso a lista falhasse.

Na política há momentos próprios para que se assumam publicamente determinadas opções. Mas curiosamente a pressa para marcar e demarcar a agenda política autárquica e eleitoral deste ano nunca foi boa conselheira para o PS da região (basta recordar o caso já igualmente abordado de Ílhavo, embora em âmbitos distintos).

A ser verdade o que o jornalista Júlio Almeida publica no seu site informativo - Notícias de Aveiro (para já não há desmentido oficial do PS Aveiro), o que parecia ser um dado quase adquirido transformou-se num riscar de mais um dos nomes sonantes da lista dos quatro honoráveis candidatos a candidatos: depois de Alberto Souto, Armando França e Manuel Ruivo é agora a vez de Gil Nadais (actual presidente da autarquia de Águeda) dar uma valente nega à concelhia do PS Aveiro, apesar das noticiadas influências do líder da distrital e Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos, bem como do próprio Primeiro-ministro António Costa. Como diria o próprio António Costa... é a vida.

Eu vou mais longe e vem-me à memória Marques Pereira e um determinado título de um artigo de opinião com a sua assinatura: PIM-PAM-PUM...

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publicado por mparaujo às 14:29

21
Jul 15

boletim de voto antigo.jpgno seguimento do aplauso à (ainda) deputada social-democrata Francisca Almeida fica o registo para uma significativa e importante alteração de processos e mentalidades nas escolhas das listas eleitorais.

Podemos tecer, antecipadamente, um inúmero conjunto de considerações sobre os processos.

Primeiro, termos a noção do conhecimento que o eleitorado tem das listas em que vota. Retirem a simbologia partidária e duvido que sejam muitos os que saibam onde colocar o "x" no dia das eleições (que agora também pode ser "+").

Segundo, podemos discutir o método da representatividade (tal como sucedeu nas últimas eleições em Inglaterra) ou da representação (manter o actual sistema ou o dos ciclos uninominais). A verdade é que nada é garante, no day after eleitoral, que o eleito mantenha alguma ligação ao eleitor.

Mas independentemente de tudo isto, há sempre os "males menores", já que ainda não foi encontrado o modelo político perfeito (quanto muito, a democracia é o menos imperfeito).

Não sei se o processo é igual a todo o país e a todos os círculos eleitorais onde o PS apresentará candidatos.

Não sei sequer avaliar quantitativamente o impacto dos nomes sonantes nas listas distritais (círculos), tendo a maior dúvida de que, na prática, alguém vá votar por causa do cabeça de lista do circulo A, B ou C. Ou votam no partido X, Y ou Z ou votam em branco (ou fazem um bonequinho no boletim).

No entanto, é de louvar o que o PS Aveiro definiu para a elaboração da sua lista de candidatos para as eleições de 2015, mesmo correndo o risco de, mediaticamente (já que não tenho qualquer legitimidade - nem qualquer interesse - para avaliar a qualidade política e pessoal de cada um dos candidatos), não ser reconhecido peso à lista que apresenta. Mas reconheça-se o esforço inovador e a coragem política de apresentar uma lista sem os chamados "pára-quedistas" (como aconteceu em 2011), candidatos sem qualquer ligação e afinidade à região, aos interesses do eleitorado do circulo de Aveiro (teimosamente ainda chama de distrito), sem sequer conhecerem, minimamente, os municípios que os elegem.

Reconheça-se e aplauda-se de pé... que sirva de exemplo (como já serviram as primárias, pelo menos, pelo princípio e fundamentos).

publicado por mparaujo às 16:37

13
Mar 10
Em noite eleitoral - sexta-feira, 12 de Março, o PS Concelhio de Aveiro regressa ao "passado" com a eleição de Eduardo Feio para presidente da concelhia socialista (com 92 votos contra os 81 recolhidos por Pedro Pires da Rosa).
Uma curiosidade deste processo eleitoral foi a eleição de Raúl Martins (ausente das "luzes da ribalta") para presidir à Assembleia Geral, com 142 votos, após as criticas que lhe foram dirigidas no último processo eleitoral autárquico.
A Eduardo Feio e Raúl Martins os votos de boa sorte, do Debaixo dos Arcos, para o trabalho político que se segue.

(fonte - Noticias de Aveiro)
publicado por mparaujo às 15:35

16
Dez 09
Declaração de interesses: não sou Socialista e não tenho qualquer ligação ao PS local.
Apenas a análise desinteressada de um facto político local.
E os factos são descritos resumidamente Aqui e mais detalhadamente Aqui.
Este factos, tornados públicos, significam que Raúl Martins renuncia à liderança do PS Concelhio e à bancada socialista da Assembleia Municipal.
À parte outros argumentos (eventualmente válidos), é claro que esta situação é o reflexo, principalmente, dos resultados eleitorais das últimas eleições autárquicas, em Aveiro.
É óbvio que na política ninguém é insubstituível.
É óbvio que nos combates políticos, cometem-se erros, ganham-se apostas, perdem-se "batalhas" e ganham-se "guerras".
É óbvio que a prestação de Raúl Martins durante a campanha não está isenta de erros estratégicos, dos quais o próprio, com toda a certeza, não negará (e se pudesse voltar atrás, certamente, faria algumas coisas de outra forma).
Também é um facto que ninguém ou nenhum partido é dono dos votos. Estes representam única e exclusivamente a vontade e as convicções individuais dos cidadãos eleitores.
São, portanto, muitas a avariáveis e os factores que dificilmente os partidos e as campanhas controlam.
Claro que quem souber, no momento, tirar partido dessas realidades terá mais garantias de vencer.
Assim, parece-me ingrato o não reconhecimento do esforço por parte de Raúl Martins em liderar e conduzir os desígnios políticos concelhios do PS em Aveiro. E convém não esquecer que não é destas eleições que o PS em Aveiro se auto-flagelou e se auto-condenou. A degradação política do partido, a sua desfragmentação e vazio, vem desde os resultados (não esperados pelos socialistas aveirenses) eleitorais autárquicos de 2005. Aí sim... nessa altura o PS-Aveiro assistiu "ao início do seu declínio.
É, pois, curioso que exista, no PS de Aveiro, tanta falta de solidariedade política e falta de reconhecimento pelo trabalho desenvolvido, em momentos difíceis e polémicos.
Ganhar é "fácil"... o que "custa" é o reconhecimento do valor da derrota e o saber perder.
Esta realidade socialista de Aveiro, à qual o estado de saúde de Raúl Martins não explica e justifica tudo, faz lembrar a máxima de Churchil: "na oposição encontram-se os adversários... no partido encontram-se os verdadeiros inimigos".
Aveiro precisava de Raúl Martins... pelos vistos o PS-Aveiro entende que não.
Temos pena...
publicado por mparaujo às 19:28

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