Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

30
Mar 16

36 Congresso PSD - Espinho2016.bmp

publicado na edição de hoje, 30 de março, do Diário de Aveiro.

Debaixo dos Arcos
Mais do que um mero Congresso

O PSD vai realizar o seu Congresso Nacional nos próximos dias 1, 2 e 3 de abril, em Espinho.

Há, para este fórum magno do partido, duas ou três notas que merecem relevo e destaque.

Primeiro, o local de realização do congresso. Espinho foi a escolha do aparelho nacional social-democrata para acolher o Congresso, sendo a sua realização logo após as recentes eleições distritais para a Comissão Política Distrital do PSD de Aveiro (e demais órgãos estatutários), facto que será um medidor do pulsar e do peso político para a máquina social-democrata do distrito de Aveiro agora encabeçada por Salvador Malheiro. Não vale a pena entrar no exercício da avestruz e esconder a cabeça na areia. As últimas eleições para a distrital do PSD Aveiro deixaram algumas “feridas” internas que a última Assembleia Distrital, extremamente participada, pretendeu dissimular mas que só o futuro bem próximo dirá de sua justiça, a começar por este Congresso e com ponto alto no próximo desafio político com as eleições autárquicas de 2017.

Segundo, o 36º Congresso será pacífico, do ponto de vista formal e estatutário, no que respeita à aclamação de Pedro Passos Coelho à frente do destino do partido, após a vitória clara (cerca de 95% dos votos expressos) e isolada nas eleições directas do passado dia 5 de Março. Mas, apesar da expressiva vitória, aliás mais que esperada face à ausência de candidaturas alternativas, Passos Coelho terá que vencer um combate político interno, que não se avizinha fácil, para se afirmar como um verdadeiro líder e conquistar espaço interno para se afirmar também como recandidato a Primeiro-ministro, seja em eleições antecipadas ou no final da actual legislatura. E não será fácil porque, pelos quatro anos de governação, são mais as dúvidas que persistem, levantam-se os habituais “protocandidatos” (Morais Sarmento, Rui Rio, etc.) ou perfilam os nomes sonhados por muitos sociais-democratas como o caso de Maria Luís Albuquerque.

A par disso, em terceiro, o maior desafio deste Congresso que se afigura como um dos mais exigentes na história do partido: o seu posicionamento ideológico, pragmático, na actual conjuntura política nacional, também ela inédita. De vencedor das legislativas de 2015 a partido relegado para o papel de oposição, será neste combate que o PSD e o 36º Congresso terão que definir as suas linhas estratégicas e o seu posicionamento político. O combate não será fácil mas terá de ser claro, transparente, preciso e paciente. Não é expectável que haja eleições antecipadas. Mesmo com alguns atritos, apesar de menores, entre PCP e BE, os bloquistas, principalmente, têm a sua estratégia extremamente bem definida: ideologicamente não cometerão o erro de deixar o PSD regressar ao Governo (tal como aconteceu em 2009), pragmaticamente tudo farão para conquistar (à custa do próprio parceiro) espaço eleitoral ao PS. Não há qualquer tipo de proximidade ou empatia política entre BE e PS, apenas e tão somente uma estratégia partidária e ideológica após os dados e os resultados das eleições de 2015: impedir PSD de ser governo, aproveitar a fragilidade política interna no PS de António Costa (ajudando-o a “salvar a pele” mas fazendo o PS refém do BE sem que este tenha qualquer preocupação em assumir responsabilidades governativas directas e claras.

Deste modo, com total clareza e transparência, o 36º Congresso do PSD deve, forçosa e urgentemente, independentemente da sua liderança e do seu aparelho, regressar ao centro político e ideológico, conquistando um lugar que ficou vazio na política portuguesa com esta aliança “à esquerda” (seja ela geringonça ou não) que descaracteriza o próprio PS e voltar a afirmar a sua gene dogmática de partido social-democrata, um posicionamento que resultará em ganhos internos e externos.

Será um combate duro, difícil porque isolado (não contará com o apoio de Marcelo Rebelo de Sousa, nem com alguma abertura de António Costa, e terá uma oposição marcadamente ideológica por parte do BE, essencialmente). Mas terá de ser com esta afirmação política, com este regresso ideológico à sua identidade, que Passos Coelho e o PSD poderão ganhar as próximas batalhas políticas, uma das quais de extrema relevância e que será o barómetro da capacidade do partido em se afirmar como alternativa: as próximas eleições autárquicas de 2017.

Será um tempo novo, uma nova experiência partidária numa nova e inédita conjuntura política. Mas será urgente o exercício político e ideológico sob pena de se avizinharem anos de “travessia do deserto”.

publicado por mparaujo às 10:00

02
Mar 16

Ulisses Pereira - Lista A.jpg

publicado na edição de hoje, 2 de março, do Diário de Aveiro.

Debaixo dos Arcos
O dia ‘D’ para a lista ‘A’

Estamos a três dias da data das eleições, entre outras, para a Distrital do PSD de Aveiro (sábado, 5 de Março).

A escolha afigura-se-me clara e natural. O trabalho até agora desenvolvido pela Distrital do PSD-Aveiro sob a liderança de Ulisses Pereira merece o incondicional apoio e o inquestionável voto na Lista A, por si, de novo, encabeçada.

Não faz sentido desvalorizar e menorizar os resultados obtidos pelo partido no distrito de Aveiro nos últimos processos eleitorais, mesmo contra as adversidades e as conjunturas políticas difíceis e adversas. É certo que houve todo um empenho e envolvimento das bases, das estruturas concelhias e da própria distrital. Mas todo este esforço e trabalho teria sido em vão se não tivesse existido uma liderança de Ulisses Pereira determinada, consistente, congregadora, rigorosa e eficaz.

É, por isso, determinante que a escolha dos militantes do PSD, no próximo sábado, seja movida pelo reconhecimento do trabalho desenvolvido, pela continuidade na qualidade e no rigor, pelo legado de unidade e de vitória. É, por isso, relevante para o futuro do PSD no Distrito de Aveiro o voto na Lista A como garantia das melhores condições para a gestão e coordenação dos próximos desafios políticos que se avizinham.

Mas não só e apenas por todo o mérito que foi a liderança de Ulisses Pereira nestes dois últimos mandatos à frente dos destinos da Distrital do PSD-Aveiro e pela garantia quanto ao futuro que importa votar na Lista A.

É também, particularmente em relação à Concelhia de Aveiro, um claro voto de protesto e de determinação contra todas as forças de bloqueio que se foram sentindo ao longo de todos este processo eleitoral: a tomada de posição pública, oficial, da Comissão Política Concelhia de Aveiro no apoio ao outro candidato sem que os militantes se pronunciassem e fossem ouvidos, condicionando (ou tentando condicionar) o voto dos mesmos ou a recusa sistemática à marcação de uma Assembleia de Militantes apesar da insistência e das várias solicitações. Percebe-se, pelas mais recentes notícias, nomeadamente nestes dois últimos dias, o porquê ao ser tornada pública a lista com os nomes dos vice-presidentes da outra candidatura.

Mas há ainda fortes razões pragmáticas que impelem ao voto em Ulisses Pereira. A disponibilidade temporal (hoje a distância geográfica é uma perfeita ilusão e nunca foi obstáculo no trabalho desenvolvido… ao contraio do que algumas vozes têm anunciado), o facto de estar liberto de constrangimentos políticos inerentes ao exercício de outros cargos públicos que, por exemplo, junto do (actual) poder condicionam posicionamentos e posições políticas e ainda o facto de estar dentro dos meandros das grandes decisões políticas nacionais são, mais do que evidente, uma clara mais-valia e razões bem fortes para o voto na Lista A.

Por outro lado, há ainda a ter em consideração a transparência e a clareza com que Ulisses Pereira se apresentou a esta renovação de mandato à frente da Distrital de Aveiro: a ausência de subterfúgios político-partidários e a sua total disponibilidade para a tempo inteiro, de corpo e alma, sem a obsessão do poder parlamentar ou da sobrevivência política, exercer o mandato para o qual se recandidata.

Melhores razões para a natural opção de voto na Lista de Ulisses Pereira no próximo sábado penso não existirem. A escolha é óbvia.

publicado por mparaujo às 09:39

17
Fev 16

Ulisses Pereira.jpg

publicado na edição de hoje, 17 de fevereiro, do Diário de Aveiro.

Debaixo dos Arcos
Votar pela continuidade

Há uma frase “futeboleira” típica e tradicional que diz: “em equipa que ganha não se mexe”. Nada melhor para ilustrar o momento político local no que respeita às eleições distritais do PSD. A escolha dos militantes (e não as escolhas das Concelhias Políticas porque são os militantes que votam) recairá sobre Ulisses Pereira e Salvador Malheiro. A minha está, por diversas razões, mais que feita.

O exemplar trabalho que Ulisses Pereira desenvolveu enquanto deputado na Assembleia da República em defesa da região e em defesa do mais valioso património natural que Portugal tem e que teima em menosprezar: o mar, merecem todo o respeito de qualquer militante social-democrata do círculo eleitoral do distrito de Aveiro. Para além disto, o papel que desempenhou enquanto líder da distrital social-democrata de Aveiro deixa marcas relevantes e claramente positivas. Aveiro foi o círculo eleitoral onde o PSD não vacilou e, apesar das circunstâncias e da conjuntura eleitoral das últimas legislativas, teve maioria de representatividade nos deputados eleitos (dos 16 deputados eleitos, 10 pertencem à coligação, com 48,14% dos votos). No mesmo sentido, durante o exercício das funções como Presidente da Comissão Permanente Distrital do PSD-Aveiro foi notório e evidente o consenso, a unanimidade sem que tal significasse seguidismo, o sentido colectivo e abrangente em todo o trabalho da Distrital do PSD-Aveiro. Por outro lado, o evidente e natural apoio a um candidato que deu muito ao PSD-Aveiro, que é da Concelhia do PSD-Aveiro e um dos muitos que fundaram ou consolidaram o partido nesta região. O contrário seria impensável e uma enorme falta de respeito, consideração e valor político-partidário. Não posso ainda deixar de voltar a sublinhar aquilo que considero um claro atropelo à democraticidade, à liberdade de expressão e do natural confronto político de opções de cada militante, à defesa da pluralidade como suporte da unidade. Uma ausência de debate interno na Concelhia do PSD-Aveiro sobre as duas legítimas candidaturas (nomeadamente na desmistificação de condicionantes que levaram ao surgimento das duas candidaturas) e a posição pública unilateral da mesma comissão política concelhia no não apoio a Ulisses Pereira. Aveiro ainda aguarda por uma assembleia de militantes por diversas vezes reivindicada.

A falta clara e evidente de argumentação política que contraponha o valor inquestionável e inegável da candidatura de Ulisses Pereira leva ao recurso desesperado de fundamentos desprovidos de coerência e razoabilidade. É a tão badalada e agitada bandeira da renovação. A conjuntura política actual é exigente, difícil, mobilizadora… mas também o foi em 2011, 2013 e em 2015. Os resultados em Aveiro são claros, quer a nível das legislativas, quer a nível das autárquicas (11 das 19 câmaras municipais, em 2013) e nestes resultados não deixa de ser óbvio o papel de Ulisses Pereira enquanto social-democrata e, num determinado período, presidente da Distrital do PSD-Aveiro. Porquê renovar? Só pelo semiologia da conceito de renovação? Os mesmos defensores da renovação distrital, já que se abriu um novo ciclo político no poder governativo em Portugal, também terão a mesma posição e usarão os mesmo argumentos em relação à liderança nacional do PSD? Também estão contra a (RE)candidatura de Pedro Passos Coelho a líder do partido? A coerência do argumentativo quando colide com os interesses particulares esbarra igualmente nestas circunstâncias. Há alturas, momentos e circunstâncias que nos fazem apostar no valor da continuidade em detrimento da incerteza e da ambiguidade da renovação. E Ulisses Pereira dá a garantia da continuidade do trabalho desenvolvido, do sentido de unidade e da riqueza partidária. A 5 de Março não restarão dúvidas.

publicado por mparaujo às 09:50

10
Jan 16

Ulisses Pereira.jpgpublicado na edição de hoje, 10 de janeiro, do Diário de Aveiro.

Carta semi-aberta

Estão anunciadas para o próximo mês de março as eleições à presidência (e demais órgãos) da Comissão Política Distrital do PSD Aveiro.

Anunciadas estão igualmente duas candidaturas: a do actual presidente da Câmara Municipal de Ovar, Salvador Malheiro, e a de Ulisses Pereira, actual presidente da Distrital PSD Aveiro e Deputado na Assembleia da República.

Sem qualquer relevância para o caso, ambas as candidaturas vieram a público destacar os apoios (normalmente das concelhias e das estruturas juvenis do partido), não vou tecer considerações obre quem tem mais ou menos apoios ou, se os mesmos, são mais ou menos relevantes e os seus pesos políticos. Muito menos tecer qualquer tipo de consideração ou adjectivação à candidatura de Salvador Malheiro.

Focar-me apenas, para o caso específico da Concelhia do PSD de Aveiro, no facto de Ulisses Pereira ser de Aveiro. Ulisses Pereira, para além de presidente da Federação Portuguesa de Andebol, é deputado à Assembleia da República pelo círculo eleitoral de Aveiro, nas listas do PSD, obviamente, sendo vice-presidente da Comissão Parlamentar de Agricultura e Mar. Na anterior legislatura (a XII Legislatura), Ulisses Pereira foi coordenador do grupo de trabalho do PSD na Comissão de Agricultura e Mar, membro também das comissões dos Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas e de Orçamento, Finanças e Administração Pública. Fez parte ainda da X Comissão Parlamentar de Inquérito à Tragédia de Camarate e do Grupo de Trabalho - Valorização do Pescado. Para qualquer deputado eleito por um determinado círculo eleitoral o que mais importa aos cidadãos eleitores é o trabalho que esse deputado realizou em defesa da região que o elegeu. E Ulisses Pereira foi um claro e positivo exemplo: três Projectos de Resolução (Mozelos, Santa Maria da Feira e Buçaco); requerimento sobre a Linha do Vouga; três projectos de Lei, dois deles sobre os pescadores e o pescado; duas nomeações como relator de propostas de regulamento sobre as pecas (tão importantes para a região de Aveiro); ao que acresce ainda cinco intervenções em plenário, cinco audições e iguais cinco audiências. Mas não é para falar sobre o currículo parlamentar de Ulisses Pereira que importa para o caso. Importa sim falar-se de democracia, representatividade e de transparência.

As candidaturas, em teoria, são pessoais, personificadas, podendo, como é legítimo, contar com os apoios pessoais de militantes e com os apoios institucionais das concelhias. Mas sobres estes apoios há algo que importa considerar. As Concelhias, por natura, representam os seus militantes e não se representam a si mesmas, sendo óbvio, no entanto, que qualquer posição assumida pela Comissão Política Concelhia tem claro impacto nos militantes.

Convém por isso relembrar a história recente em Aveiro. A propósito das eleições autárquicas que se realizaram em setembro de 2013, alguns meses antes, foi promovida pela respectiva Concelhia do PSD uma assembleia de militantes para debater opções de candidatura autárquica, ao caso, a escolha entre a continuidade de Élio Maia ou a escolha de Ribau Esteves. Mesmo sem votação expressa, mas com acaloradas e inúmeras intervenções, a Comissão Política Concelhia do PSD Aveiro acabou por, legitimamente, optar pela apresentação de Ribau Esteves como candidato autárquico do PSD Aveiro (mais tarde com o apoio do CDS). Legítima e democraticamente após ouvir a opinião dos seus representados, dos seus militantes, que, no fundo, são quem estrutura a Concelhia. Não se percebe, desta forma, que num momento importante para a vida distrital do Partido, onde a concelhia aveirense se integra e se representa, seja tomada uma posição sem a auscultação natural e democrática dos militantes do PSD Aveiro. Mais, é, no mínimo, questionável que a Concelhia tome publicamente uma posição (seja ela qual for) sabendo-se que a mesma tem um impacto relevante no momento da escolha que é, e deverá ser sempre, uma opção individual de cada um (o voto é do militante).

Não tendo havido o cuidado e a ponderação de promover uma assembleia, um debate com os dois candidatos ou sessões de esclarecimento, o recato público (e democrático) e a sensatez política deveriam ter levado a Concelhia do PSD de Aveiro a optar pela neutralidade, deixando a liberdade democrática da decisão a cada militante. Aliás, como parece ter feito (algo que não surpreende) e muito bem, uma concelhia bem vizinha de Aveiro. Uma lição a bem da democracia.

publicado por mparaujo às 12:50

27
Jan 14
http://www.psddistritalaveiro.com/wp-content/images/logo_PSDDistritalAveiro.png

Enquanto o país se vai dispersando pela teoria da conspiração da tragédia da Praia do Meco ou se o pequeno Daniel, na Madeira, regressa ou não a casa dos pais, passou, praticamente, despercebido um conjunto de processos eleitorais internos no PSD. Alguns com claro impacto no futuro, tal como aqui referi: Dois recados “laranjas”…, ou seja, a reeleição de Passos Coelho como líder social-democrata.

De facto, na continuidade dessa reflexão feita no referido post, é notória uma realidade relevante: os 88% de votos conquistados por Pedro Passos Coelho representam metade dos votos conquistados nas directas, em 2010. Nas eleições internas desse ano (ainda na oposição) Passos Coelho derrotou Paulo Rangel e Aguiar-Branco, conquistando cerca de 31700 votos (num universo de cerca de 51750 militantes votantes). Neste fim-de-semana, o actual líder do PSD e Primeiro-ministro obteve cerca 15500 votos (num universo de pouco mais de 17600 votantes). Razões, poderíamos apontar diversas, realçando duas: primeiro, o fim do “estado de graça” e de alguma ilusão sentida em 2010 por muitos militantes do PSD, face à forma como o Governo tem liderado a recuperação do país; segundo, o facto do partido, infelizmente (para o partido e para o país), não ter encontrado qualquer alternativa a Passos Coelho.

Apesar do gáudio centrista, continuo com a convicção que esta não foi a melhor notícia nem para o PSD, nem para o País, neste fim-de-semana.

Mas nem tudo azedou no universo político “laranja”.

Em Aveiro, Ulisses Pereira renovou a sua liderança à frente da distrital do PSD, com cerca de 95% dos votos. Isto num universo de mais de 63% de militantes eleitores (em cerca de 2500 votantes, Ulisses Pereira conquistou mais de 2300 preferências).

E esta foi uma semana cheia para o deputado aveirense social-democrata. No decorrer da passada semana, dando continuidade ao seu

trabalho no anterior mandato, Ulisses Pereira foi o escolhido para coordenador do PSD na Comissão de Agricultura e do Mar na Assembleia da República.

E é curioso que Aveiro tem vindo a ver crescer o seu peso político no interior do PSD: o presidente e o vice-presidente do Grupo Parlamentar (Luís Montenegro e Amadeu Albergaria), o presidente do Conselho de Administração da Assembleia da República (Couto dos Santos), o coordenador do Grupo de Trabalho Desporto (Paulo Cavaleiro), a coordenadora da Subcomissão de Igualdade (Paula Cardoso), o vice-coordenador da Comissão de Ambiente e Poder Local (Bruno Coimbra), e a vice-coordenadora da Comissão de Saúde (Carla Rodrigues). Isto para além da referida escolha de Ulisses Pereira.

Bom era que o impacto desta realidade na governação fosse outro… esperemos por melhores marés.

publicado por mparaujo às 15:02

14
Abr 13

Publicado na edição de hoje, 14 de abril, do Diário de Aveiro.

Entre a Proa e a Ré

A semana em resumo…

Ainda o Tribunal Constitucional. Na sequência dos impactos políticos do recente Acórdão do TC (a que não são alheios, também, os de natureza económica) continua a ser inquietante a impunidade e a desresponsabilização políticas do Presidente da República em todo este processo. Incoerentemente, para não perder relevância política para os partidos da oposição, ao contrário do que tinha feito em relação ao Orçamento para 2012, decidiu solicitar ao TC que se pronunciasse sobre algumas normas orçamentais para 2013; imprudentemente, preferiu uma fiscalização sucessiva ao OE2013 em vez da preventiva; inconsequente, ao colocar em causa políticas orçamentais do Governo e a constatar que o TC lhe deu razão, não só permanece impávido e sereno (não assumindo as suas responsabilidades), como ainda, publica e institucionalmente, é o próprio quem garante a continuidade do Governo, apesar de todos os erros políticos e constitucionais; de novo incoerentemente, em 2011, face ao chumbo do PEC VI e a um “amuo” institucional (a quebra foi, como se sabe, bilateral) levou o país a eleições antecipadas.

A “despachar”. Esta semana, o país entrou em ebulição, em algum desespero até, por força da decisão de Vítor Gaspar de "congelar" novas despesas públicas. Ou seja, despesas não orçamentadas. Foram inúmeros (até demasiados) os que vieram imediatamente a terreiro bradar aos sete ventos: o governo congelou o país, o governo paralisou o país, as instituições vão deixar de funcionar, vai faltar o papel higiénico, a esfregona ou as esferográficas. Agora se percebe (uma das razões, claro) porque é que a despesa pública é o que é em Portugal e porque é que estamos neste buraco cada vez mais fundo. Já em circunstâncias normais, muito mais em situações de crise como a que vivemos, só merece ser criticado o facto de ser permitida a realização de despesa que não foi, simplesmente, orçamentada (salvo óbvias excepções)! Era preciso haver um despacho a condicionar (ou a proibir) este simples acto de gestão? Não fosse o Acórdão do Tribunal Constitucional e um ministro "vingativo" que, “enraivecido” pelo normal decurso da democracia num Estado de Direito, despachasse sobre o óbvio: rigor e disciplina orçamentais, teríamos papel higiénico às paletes, esferográficas de todas as cores e feitios e muito ambientador para purificar e aromatizar o ar da Função Pública.

Remodelação ou substituição? Não coloco em causa as competências e aptidões (mesmo as políticas) das novas nomeações, concretamente as de Luís Nobre Guedes (que a 9 de abril referi como a normal substituição de Miguel Relvas), do novo ministro-Adjunto e do Desenvolvimento Regional e, muito menos, a do novo Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Emídio Guerreiro (privando-me aqui de tecer comentários pela incapacidade de distanciamento face à relação de amizade que nos une). Só que quando se fala em remodelação governamental não colhe a simples substituição de cargos. Se politicamente o Governo ficou fragilizado no seu pilar político-partidário sem Miguel Relvas, simultaneamente, ficou refém de toda a tecnocracia e o experimentalismo académico (muito ao gosto desta Troika) de Vítor Gaspar, não sendo previsível qualquer alteração ao comportamento e às acções deste Executivo face à forma de encarar e combater a crise. Portanto, nada muda. Por outro lado, com a importância dedicada ao Desenvolvimento Regional e às exigências de uma eficaz gestão dos fundos comunitários, gerando um novo ministério e um novo ministro (bastante ligado à área), o Governo dá um colossal passo à rectaguarda em relação à excessiva dimensão e eficácia do superministério da economia e do seu titular, Álvaro Santos Pereira.

Autárquicas 2013 – Aveiro. Depois de muita tempestade e tormenta o PSD-Aveiro tem o seu candidato às eleições autárquicas deste ano: Ribau Esteves. Experiência autárquica acumulada, acção e palco político de vários anos à frente da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro, ex-secretário geral do PSD, entre outros. É o melhor candidato? Virtudes e defeitos todos temos por força da nossa condição humana. Mas há um 'handicap' importante e que, por coerência com o que sempre escrevi (independentemente dos nomes e partidos), não poderia deixar de sublinhar. Por força da lei da limitação de mandatos, poderá Ribau Esteves ser candidato? No decurso de um Conselho Nacional do PSD era bom que os conselheiros social-democratas se auto-criticassem pela forma infantil e displicente com que conduziram todo o processo destas próximas eleições, com os resultados que poderão ainda surgir até setembro/outubro deste ano e que eram, totalmente, escusados e evitáveis. Para os que deram a cara pelas comunidades, os candidatos, as concelhias, o partido e a democracia.

publicado por mparaujo às 15:04

29
Jan 10
Paulo Rangel na tomada de posse dos novos corpos sociais da Concelhia do PSD de Aveiro, hoje, em Aveiro (20:00H)
Nada disse directamente quanto a uma eventual candidatura à liderança social-democrata.
Mas o discurso "inflamado" que proferiu bem podia ser um discurso de candidato a dar um rumo ao partido.
Após as palavras circunstâncias relacionadas com a ocasião, o deputado europeu não perdeu tempo a centrar as suas atenções no Governo, em José Sócrates, no Orçamento de Estado, no Ministro das Finanças e nos investimentos que apelidou de "faraóticos" (TGV, Aeroporto e Auto-estradas).
Por inúmeras vezes, Paulo Rangel foi desferindo os seus ataque ao governo que apelidou de "amnésico, irresponsável e incompetente".
Responsabilizando-o pelas fracas políticas económicas, pela baixa aplicação dos fundos comunitários, pelo desemprego, pelo desprezo pelas famílias.
A terminar, o eurodeputado social-democrata foi apresentando a sua visão do que deve ser o PSD face ao Governo, ao País e o caminho que deve tomar.
Será que o Conselho Nacional ou o Congresso ditará a verdade sobre a liderança partidária?!
A ver vamos...
publicado por mparaujo às 21:43

pesquisar neste blog
 
arquivos
2017:

 J F M A M J J A S O N D


2016:

 J F M A M J J A S O N D


2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


2007:

 J F M A M J J A S O N D


2006:

 J F M A M J J A S O N D


2005:

 J F M A M J J A S O N D


mais sobre mim

ver perfil

seguir perfil

27 seguidores

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Outubro 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
12

20

22
23
24
25
26
27
28

29
30
31


Visitas aos Arcos
Siga-me
links