Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

05
Out 15

A preparar a análise mais aprofundada dos resultados eleitorais de ontem domingo, dia 4 de outubro, para edição do Diário de Aveiro.

Para já... FACTOS (faltam atribuir 4 deputados para o círculo eleitoral do estrangeiro).

1. A coligação PSD-CDS ganhou as eleições. Perdeu 25 deputados (de 129 para 104) e obteve menos 166976 votos, em relação a 2011. A coligação foi a primeira escolha dos portugueses que exerceram o seu direito de voto, com 36,83% das preferências.

2. O PS não conseguiu o seu objectivo: ganhar as eleições e ser Governo. Cerca de menos 4% dos eleitores colocaram o PS como a segunda força política (32,38% das opções de voto). Algo que vai alimentando o ego e a liderança de António Costa: mais 12 deputados que em 2011 (85 - 73) e mais 182050 votos conquistados. Mas os próximos meses trarão outras realidades políticas bem complexas e que extravasam o mero registo estatístico.

3. O Bloco de Esquerda foi quem mais festejou, mesmo sem ganhar (e não ganharam mesmo porque essa ideia da maioria de esquerda é um mito que os 40 anos de democracia já o provaram por inúmeras vezes - a mais recente, em 2011 na moção de censura ao governo de Sócrates). Mas a verdade é que para um partido que há quatro anos tinha entrado em "coma", para o qual já se vaticinava o seu desaparecimento (as eleições europeias em nada ajudaram, muito menos as autárquicas), ter um acréscimo de 11 deputados (19 deputados eleitos), ser a escolha de 10,22% dos votantes (549153), passar à frente da CDU e ser a terceira força política parlamentar, não pode ser menosprezado. E tem um rosto: Catarina Martins. Para comparação: (2011) 8 deputados e 5,19% dos votos (288206), ao que se acrescentava uma forte crise interna.

4. A CDU mantendo sensivelmente o se eleitorado e a sua expressão política tem o sabor amargo de se ver ultrapassada pelo Bloco de Esquerda, com quem partilhará, em teoria, muito do eleitorado nacional. Apesar disso conquistou um deputado (16 para 17), aumentou ligeiramente a sua percentagem de votos e o número de votos expressos: 8,27% (444319), em 2015, sendo que em 2011 os valores eram de 7,94% (440922). Líder em "martelar" resultados, é sabido que a CDU não perde eleições há 40 anos.

5. Surpresa eleitoral. Surpresa mesmo. O PAN (o partido Pessoas-Animais-Natureza) obteve o seu primeiro deputado eleito em toda a sua história. Mais ainda... teve cerca de 20 mil votos a mais que em 2011. Não desvalorizando, nem retirando o mérito ao trabalho eleitoral do partido e dos seus dirigentes, resta, no entanto, a dúvida se o acréscimo e o deputado eleito não possa ser resultado de alguma confusão entre a sigla PAN e PàF, na altura de alguns portugueses votarem. O que a acontecer não tem expressão nos resultados finais globais da coligação PSD-CDS.

6. A nódoa. A vergonha eleitoral de uma abstenção das mais elevadas, em legislativas, com um valor histórico de 43,07% de eleitores que não votaram (apesar de considerar excessivo o número de eleitores recenseados, 9 milhões 439 mil e 651 eleitores, pressupondo uma significativa não actualização dos cadernos eleitorais). Este tão elevado número de abstencionistas, de quem preferiu alhear-se da sua responsabilidade enquanto cidadão, penalizou, obviamente, os dois principais partidos PSD-CDS e PS.

Última nota: por mais que BE e PCP queiram desvirtuar os resultados, queiram menosprezar o sentido democrático do voto e desrespeitar a livre opção dos portugueses, à coligação PSD-CDS, por força da escolha dos portugueses, da constituição e da tradição democrática, caberá formar governo e governar. Até quando? Tudo é incerto. Face às ambiências partidárias actuais é bem provável que dentro de um ano possa haver novas eleições.

Legislativas 2015 - resultados.jpg

publicado por mparaujo às 14:30

04
Jan 15

laco preto.jpgNum ano em que morreram mais de 7000 pessoas infectadas com o Ébola...

Num ano em que ocorreram, para além de muitos outros, três acidentes de aviação envolvendo o Grupo AirAsia e Malaysian Airlines...

Num ano em que se registaram centenas de naufrágios envolvendo emigrantes clandestinos, nomeadamente no mediterrâneo e às portas da Europa...

Num ano em que, depois da aclamação e do regozijo pela Primavera Árabe, surge o o "inverno árabe" com flagelo e a morte impiedosa pelas mãos do Estado Islâmico...

Num ano em que conflitos como os que ocorrem na Ucrânia ou ocorreram na Faixa de Gaza 'ceifaram', entre inúmeros inocentes, milhares de vidas...

Num ano em que Portugal regista o vergonhoso e inqualificável número de 40 mulheres mortas em resultado da violência doméstica...

Eis que 2014 se torna, igualmente, um ano de muitos e tristes desaparecimentos:
em Portugal (ou em Português)

  • política: Soares Carneiro (candidato da AD às presidenciais de 1980); Meneres Pimentel (ex provedor da justiça); Veiga Simão (ex ministro); Medeiros Ferreira (ex ministro) e dois militares de Abril (Pires Veloso e Vítor Crespo).
  • jornalismo: Miguel Gaspar (jornal Público); Rui Tovar (RTP); Emídio Rangel; Alexandra Vieira (RTP); Fernando Sousa (SIC); Nuno felício (Antena 1).
  • personalidades: D. José Policarpo; Anthímio de Azevedo (meteorologista); Sousa Veloso (eng. - Tv Rural).
  • cultura: Vasco Graça Moura (escritor e ensaísta); António Montez (actor).
  • desporto: Eusébio e Mário Coluna.

lá fora

  • política: Ariel Shalon (ex primeiro-ministro israelita); Adolfo Suarez (ex primeiro-ministro espanhol); Eduard Chevardnaze (ex ministro russo e presidente da Geórgia)
  • jornalismo: 60 jornalistas morreram por motivos relacionados com a profissão (a maioria cobria temas como política, guerra e direitos humanos).
  • personalidades: Maya Angelou (activista)
  • cultura: Pete Seger (músico); Paco de Lucia (músico); Seymour Hoffman (actor); Mickey Rooney (actor); Robin Williams (actor); Lauren Bacall (actriz); Gabriel García Márquez (escritor e jornalista); Joe Cocker (cantor).
  • desporto: Di Stéfano (futebolista); Luis Aragonés (ex seleccionador espanhol futebol).
publicado por mparaujo às 19:11

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