Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

15
Nov 15

12234963_10207880615794185_5618338359793464142_n.jpublicado na edição de hoje, 15 de novembro, do Diário de Aveiro.

Debaixo dos Arcos
A propósito dos Refugiados

Na sexta-feira, a França, o mundo, Portugal, deitaram-se de luto, chocados, aterrorizados.

Sete atentados em Paris, cerca de 150 mortos, mais de 200 feridos e um objectivo claramente alcançado: sob a capa de uma adulterada consciência religiosa, os fins políticos do Estado Islâmico continuam a deixar um rasto de sangue, pânico, terror e sentimentos crescentes de xenofobia. Numa operação meticulosamente preparada, quer na forma, quer no tempo, quer nos alvos, o fundamentalismo islâmico alargou a sua tipologia de acção: para além de potenciais alvos militares ou de segurança, de alvos políticos, de alvos financeiro-económicos, dez meses depois do atentado contra a liberdade de expressão e de informação perpetrado contra o Charlie Hebdo, os fundamentais direitos, liberdades e garantias dos cidadãos são atingidos nas suas rotinas quotidianas, na vivência mais normal do seu dia-a-dia, como o desporto, a cultura, a socialização, uma simples ida a um restaurante. E tudo isto causa uma óbvia escala de terror e pânico nas pessoas e nas comunidades, para além dos reflexos na globalização da informação. Além disso, face à realidade trágica dos movimentos migratórios que a Europa assiste é lamentável, embora perceptível, o crescimento inqualificável do sentimento xenófobo que estas situações provocam, até pela clara ligação do Ocidente (nomeadamente a França) ao conflito na Síria e ao combate ao terrorismo islâmico (sim… um terrorista é um terrorista, seja europeu, americana, muçulmano ou ‘marciano’). Infelizmente, há quem aproveite estas acções para gerar o pânico em relação ao fluxo dos Refugiados para a Europa, mesmo sabendo-se que esta acção tem uma notória preparação no tempo.
E a propósito dos Refugiados…

A discussão já não é nova mas voltou a ter palco e luzes de ribalta, ecoando nas conversas de rua, café, trabalho e redes sociais. Para alguns (demasiados, por sinal) é inadmissível que Portugal (e porque não a sociedade) ajude Refugiados quando há tanta pobreza e tantos sem-abrigo no nosso país. Não é aceitável o tipo de comparação (entre carência e a morte/sobrevivência) e esta desculpa para a indiferença alicerçada na incapacidade da sociedade portuguesa e do nosso país em combater esse triste flagelo. Soa a claro xenofobismo. E embora este pensamento seja condenável em qualquer circunstância ou círculo, é ainda mais criticável quando muitas das contestações à ajuda aos Refugiados surgem na boca de tanto (pseudo) católico, daqueles de ver bater no peito dominicalmente; os que preferem as caridadezinhas à solidariedade. Tudo tomou proporções que necessariamente não devemos menosprezar, nem deixar indiferentes, com a anunciada chegada de Refugiados a Portugal. Não propriamente por Portugal ser país de acolhimento (embora muitos, infelizmente, até isso repudiem) mas pelo facto de estar assegurado aos Refugiados acesso assistência médica, escola e aprendizagem da língua portuguesa, entre outros. Primeiro há uma nota que importa destacar, por força de muita ignorância solidária: Portugal está a dar expressão prática a tratados e convenções (como por exemplo a de Genebra) internacionais aos quais está obrigado, por força da sua aceitação e subscrição, e que impõem o cumprimento de determinadas regras e acções para o acolhimento de Refugiados. Segundo, esta abjecta falta de solidariedade para com aqueles que, num mundo cada vez mais global e com menos fronteiras e limitações geográficas, sociais, culturais e políticas, é tão grave quanto tão facilmente esquecemos o que foi e é, ainda hoje, a nossa história de emigração. Infelizmente, só nos lembramos os que deixaram e deixam o país quando dá jeito para criticar governos. Terceiro, a ajuda, o apoio e o acolhimento de Refugiados não se sobrepõe à necessidade de acções sociais e políticas governativas que diminua a pobreza em Portugal. Aliás, muitas das instituições e entidades que, por exemplo, fazem parte da Plataforma de Apoio aos Refugiados - PAR, não deixaram de exercer a sua acção e responsabilidade sociais para com os portugueses carenciados. Por último, sem entrar em juízos de valor, a verdade é que muitas (muitas mesmo) das vozes que tanto se insurgem contra a ajuda aos Refugiados, argumentando e sustentando a sua crítica na falta de apoio aos portugueses (aos chamados "de cá"), são os mesmos que nunca saíram do sofá para ajudar ninguém, desviam a cara sempre que alguém precisa de ajuda sentado no meio de um passeio ou na rua ou nunca contribuíram em qualquer campanha ou acção de solidariedade. A actual dimensão da tragédia da maior crise de refugiados do pós-Guerra exige uma urgente e importante mudança de mentalidade e um olhar muito mais humano e solidário para o outro, mesmo que distante.

(créditos da foto/desenho: Daniel Catalão - RTP)

publicado por mparaujo às 10:49

13
Nov 15

refugiados.jpgA discussão já não é nova mas voltou a ter palco e luzes de ribalta, ecoando nas conversas de rua, café, trabalho e redes sociais.

Para alguns (demasiados, por sinal) é inadmissível que Portugal (e porque não a sociedade) ajude Refugiados quando há tanta pobreza e tantos sem-abrigo no nosso país. Sendo essa, por diversas vezes, uma realidade presente aos olhos de muitos de nós ou espelhada nos números das estatísticas, a última observação é óbvia: de facto há pobreza a mais em Portugal. Mas...

O que não é aceitável é o tipo de comparação (entre carência e a morte/sobrevivência) e esta desculpa para a indiferença alicerçada na incapacidade da sociedade portuguesa e do nosso país em combater esse triste flagelo. Soa a calro xenofobismo. E embora este pensamento seja condenável em qualquer circunstância ou círculo, é ainda mais criticável quando muitas das contestações à ajuda aos Refugiados surgem na boca de tanto (pseudo) católico, daqueles de ver bater no peito dominicalmente; os que preferem as caridadezinhas à solidariedade.

Tudo tomou proporções que necessariamente não devemos menosprezar, nem deixar indiferentes, com a anunciada chegada de Refugiados a Portugal. Não propriamente por Portugal ser país de acolhimento (embora muitos, infelizmente, até isso repudiem) mas pelo facto de estar assegurado aos Refugiados acesso assistência médica, escola e aprendizagem da língua portuguesa, entre outros.

Primeiro há uma nota que importa destacar, por força de muita ignorância solidária: Portugal está a dar expressão prática a tratados e convenções (como por exemplo a de Genebra) internacionais aos quais está obrigado, por força da sua aceitação e subscrição, e que impõem o cumprimento de determinadas regras e acções para o acolhimento de Refugiados.

Segundo, esta abjecta falta de solidariedade para com aqueles que, num mundo cada vez mais global e com menos fronteiras e limitações geográficas, sociais, culturais e políticas, é tão grave quanto tão facilmente esquecemos o que foi e é, ainda hoje, a nossa história de emigração. Infelizmente, só nos lembramos os que deixaram e deixam o país quando dá jeito para criticar governos.

Terceiro, a ajuda, o apoio e o acolhimento de Refugiados não se sobrepõe à necessidade de acções sociais e políticas governativas que diminua a pobreza em Portugal. Aliás, muitas das instituições e entidades que, por exemplo, fazem parte da Plataforma de Apoio aos Refugiados - PAR, não deixaram de exercer a sua acção e responsabilidade sociais para com os portugueses carenciados.

Por último, sem entrar em juízos de valor, a verdade é que muitas (muitas mesmo) das vozes que tanto se insurgem contra a ajuda aos Refugiados, argumentando e sustentando a sua crítica na falta de apoio aos portugueses (aos chamados "de cá"), são os mesmos que nunca saíram do sofá para ajudar ninguém, desviam a cara sempre que alguém precisa de ajuda sentado no meio de um passeio ou na rua ou nunca contribuíram em qualquer campanha ou acção de solidariedade.

A actual dimensão da tragédia da maior crise de refugiados do pós Guerra exige uma urgente e importante mudança de mentalidade e um olhar muito mais humano e solidário para o outro, mesmo que distante.

Vemos, ouvimos e lemos... não podemos ignorar!

A solidariedade não tem fronteiras, nem concorre entre si. É livre, liberta e é humanitária.

Sejam benvindos.

publicado por mparaujo às 14:56

23
Set 15

eu_DA_debaixo-dos-arcos.jpgpublicado na edição de hoje, 23 de setembro, do Diário de Aveiro.

Debaixo dos Arcos
Ser o dono da solidariedade

Excluindo uma ténue e frustrada tentativa de colar a situação trágica dos refugiados à campanha eleitoral, a verdade é que os partidos souberam, até à data, não politizar, nem partidarizar, o sofrimento humano de milhares de pessoas que procuram o seu sonho, que fogem da morte à porta de casa, mesmo que, pelo desespero, tenham que enfrentar a morte. Apesar disso, há ainda, volvidos quarenta anos após o 25 de Abril, quem entenda que a solidariedade pertence à esquerda, tal como a cultura (a esquerda é elitista, a direita é pimba), a liberdade e a democracia (o trauma do 25 de novembro). Só que a solidariedade não tem dono, não é pertença de ninguém; é um dever cívico, social, humanitário que cabe a todos, e do qual ninguém deve e pode retirar proveito, louros ou aplausos.

Por isso, é estranho que o BE de Aveiro tenha levado, na passada sexta-feira, o tema à Assembleia Municipal de Aveiro para o confronto político-partidário, colando (voluntariamente ou não, não é isso que está em causa, nem vou fazer juízos de valor nesse sentido) a tragédia dos Refugiados ao momento eleitoral que atravessamos, seja pelo questionar político da Câmara Municipal, seja pelo confronto partidário e ideológico, principalmente com os partidos à direita. Não faz sentido.

Este é um grave problema humanitário, social e geopolítico que importa debater, consciencializar e não deixar morrer. E, como já o disse aqui várias vezes, a Europa tem responsabilidades, não apenas na forma desconcertada, criticável e condenável como tem gerido o fluxo de entrada e acesso dos refugiados aos países do “velho continente”, mas também pela forma, directa ou indirecta, com mais ou menos participação activa, como olha e sempre olhou para o Médio Oriente, para o Norte e Centro de África. A responsabilidade é única? Não… é imensamente repartida, seja pelos países árabes vizinhos, seja pela ONU, pela NATO, pelos Estados Unidos, pela Rússia e pela China. Mas a Europa tem responsabilidades. Teria sido um exercício político diferente se o BE Aveiro tivesse abordado a questão por esse prisma, e, para tal, não precisava da Assembleia Municipal de Aveiro para palco. Tem a campanha, os seus próprios meios, a rua (enquanto contacto com o povo).

É que a responsabilidade política, social, humanitária e cívica, não se confina apenas às quotas de acolhimento de refugiados, pelo cumprimento, mais ou menos, escrupuloso dos tratados internacionais (por exemplo, os resultantes da Convenção de Genebra de 12 de agosto de 1949). Há um grave problema na origem, há um grave problema no destino, que urge e importa resolver, por todos (estados, instituições internacionais, sociedade civil, cidadãos), sem esquecer, no caso português e europeu, o que nos ensinou a história: (mesmo sem guerra) os fluxos de emigração nacionais nas décadas de 50 e 60; o regresso de milhares de refugiados e retornados da guerra colonial no pós 1974; o fluxo de judeus que fugiram da Alemanha, Polónia, Áustria, recordando aqui o papel de Aristides de Sousa Mendes, por exemplo; a fuga em massa de refugiados húngaros na crise política daquele país em 1956. E é importante recordar a história, mais não seja porque este problema não é de agora, nem é dos dias de hoje: reza a história dos factos que o primeiro fluxo de refugiados deu à costa europeia em 1992, na “tradicional” Lampedusa, e no início da década de 2000 já Malta era “invadida” por inúmeros refugiados, sem esquecer Ceuta e Melilla que tanta dor de cabeça dão a Espanha.

Não faz sentido partidarizar uma questão que, embora também política, tem a preocupação de muitos (infelizmente não de todos): Estado, Instituições Sociais (basta ver o recente exemplo da criação da Plataforma de Apoio aos Refugiados), Igreja, Autarquias (individualmente ou em associação), Freguesias e Cidadãos (os portugueses angariaram/deram 50 toneladas de bens para ajuda dos refugiados). Ao poder político cabe encontrar respostas e soluções políticas e sociais. A todos cabe a responsabilidade da solidariedade. Importa é não deixar “morrer”.

publicado por mparaujo às 09:43

04
Abr 15

Há uma estranha relação entre a coerência crítica e os acontecimentos trágicos e condenáveis que, infelizmente, vão preenchendo o nosso dia-a-dia.

Somos, como "fui", Charlie...
Ficamos perplexos e revoltados com "onzes de setembro" (USA, Espanha, Inglaterra) ou atentados em maratonas nos Estados Unidos...
Bebemos páginas e páginas de texto, imagem atrás de imagem, notícia após notícia, quando um louco arrasta consigo centena e meia de inocentes, fazendo despenhar um avião em França...Etc., etc., etc. ...

O que é que há aqui de comum, para além da legitimidade da indignação face aos factos e acontecimentos? Em causa estão países que integram o chamado "mundo ocidental". Mesmo que assobiemos para o ar no que respeita a atentados contra as liberdades e garantias dos cidadãos ou no que respeita à pena de morte, vividos nesses países a "superioridade ocidental" é um argumento de peso na avaliação crítica dos acontecimentos.

Há dois dias um ataque dos fundamentalistas islâmicos a uma universidade no Quénia fez 147 vítimas mortais e provocou ferimentos em quase uma centena, por razões religiosas e contra o direito universal à educação. Sema mais nada... só porque sim.
Tivesse o caso ocorrido nos Estados Unidos ou na Europa e teríamos páginas e páginas de jornais, horas e horas de televisão, comentários após comentários de peritos em geopolítica, segurança, religião, e seriam escassos os espaços nas redes sociais.
Mas não... não foi num "ocidente qualquer". Foi nessa desterrada e deportada África (como é, em alguns casos, na ásia, américa do sul ou médio oriente) onde tudo e mais alguma coisa pode acontecer porque é o destino, por causa dos seus governos e governantes, porque ali nem o fim do mundo é... é o inferno.

E para além desta nossa incoerência e hipocrisia (preocupa-nos muitas vezes mais a caridadezinha para descargo de consciência) acresce, sem qualquer pudor, um claro sentimento racista.

Foi em África? pois... coitaditos, é a vida.

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publicado por mparaujo às 12:03

07
Jan 15

A propósito do texto anterior solidário com o massacre na redacção do jornal Charlie Hedbo, "A morte nunca há-de ser solução..." encontrei nas redes sociais três enormes expressões solidárias com o Charlie, entre um número interminável de textos, imagens, post's, comentários, ...

Importa, por isso, por imperativo de consciência e de condenação da barbárie de hoje, em Paris, partilhar e difundir.

No Twitter (via Alexandra Tavares-Teles)

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No Facebbok (via Helder Robalo)

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E este SOBERBO texto do Expresso, um dos primeiros jornais portugueses a assumir, editorialmente, a sua solidariedade para com o jornal francês: "Nós somos o Charlie Hebdo".

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E por fim, pese a escassez das escolhas (entre milhares possíveis), esta reacção da redacção do jornal belga LaLibre.

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publicado por mparaujo às 16:59

15
Dez 14

publicado na edição de ontem, 14 de dezembro, do Diário de Aveiro.

Debaixo dos Arcos
Muito para além dos números

Eis-nos entrados no mês de dezembro.
Não é só o frio que impera, o Natal que se aproxima, o fim de mais um ano. É também o mês da proliferação (excessiva, diga-se) dos jantares de natal; os dos amigos e os das empresas. Há também os jantares promovidos por muitas associações e instituições que aproveitam estes eventos para associarem aos mesmos algumas acções solidárias. Aliás, acções solidárias, a diversos e inúmeros níveis, que aproveitam o chamado “espírito natalício” para apelarem à solidariedade dos cidadãos numa altura em que as pessoas estão mais disponíveis emocionalmente para ‘ajudar’ e apoiar, mesmo com as dificuldades que ainda são sentidas em consequência da crise que ainda não se dissipou.
Há quem critique estas campanhas, os seus impactos, as suas intencionalidades, as suas eficácias, seja no combate, seja na prevenção, de situações de exclusão ou pobreza. Há ainda a habitual dialética entre a solidariedade e a ‘caridadezinha’. É verdade que, infelizmente, há de tudo. Há que ter a sensatez de analisar individualmente cada acção solidária, ter o discernimento para prever eventuais campanhas falsas, e acima de tudo tentarmos perceber o que seria de milhares de famílias, seja nesta época ou noutra qualquer altura do ano, sem a solidariedade dos outros.

Os indicadores apresentados pelo Governo revelam um decréscimo na taxa de desemprego (já aqui analisada por diversas vezes, com a ‘influência’ demográfica e do recurso às acções de formação) e uma retoma, mesmo que residual, da economia (muito por força das exportações, mais do que o mercado interno/consumo). Persistem ainda aos impactos da crise financeira os baixos investimentos públicos e privados, a baixa taxa de criação de emprego e o diminuto valor salarial. Mas mesmo que para além dos indicadores referidos (a título de exemplo) haja ainda outros que perspectivam alguma esperança para o futuro de Portugal, há a realidade de um país que “vive” muito para além das folhas de excel orçamentais: os dados e a vida de um país profundo e real… o do dia-a-dia da maioria dos portugueses; um país, dois retratos.

E nesta ambiência de jantares e campanhas solidárias é importante, acima de tudo, focar o essencial.
Segundo um estudo publicado na revista Proteste (da Deco, com a qual não “morro de amores”, diga-se) revela que mais de 40 mil idosos (entre os 65 e os 79 anos) passam fome em Portugal.
Segundo dados divulgados pelo INE e por diversas entidades e instituições, cerca de 1/4 da população portuguesa vive abaixo ou no limiar da pobreza (2,5 milhões de portugueses). Importa referir que a percentagem de cidadãos com o Rendimento Social de Inserção (RSI) não atinge os 5%.
Há cerca de 30% de menores em risco de pobreza. Há cerca de 11% da população activa (empregada, com vencimento) que, mesmo assim, se encontra em extrema privação material.
No conjunto dos 34 países que compõem a OCDE os 10% dos cidadãos mais ricos ganham cerca de 9,5 vezes mais que os mais pobres.
Muito recentemente, um estudo da Organização Internacional do Trabalho, assinado pela economista Rosario Vasquez-Alvarez, refere que as desigualdades em Portugal diminuíram. Mas… apenas porque os portugueses estão mais pobres. Há mais igualdade na pobreza, há menos ricos, há um nivelamento “por baixo” nos recursos dos cidadãos e das famílias.
O retrato do país real revela-nos, nos últimos anos oito anos, um aumento da pobreza, um crescimento da pobreza infantil, no aumento da taxa de trabalhadores em privação material, no elevado desemprego (apesar do recuo dos indicadores), na precaridade laboral e no baixo valor do trabalho, no ‘empobrecimento’ do Estado Social, na diminuição das desigualdades sociais em consequência do aumento da pobreza.

E há ainda outro ‘retrato’ relevante e com merecido destaque nesta época: a pobreza não são números… são rostos, bem reais.

publicado por mparaujo às 09:38

30
Set 14

Há uma expressão muito comum na opinião pública dirigida aos profissionais do jornalismo televisivo: “é um dos rostos da televisão”. Há, naturalmente, leituras distintas sobre o que está subjacente a esta definição.

Pessoalmente, quando a uso, pretendo tão somente, destacar o brio, o valor, a capacidade e a responsabilidade profissionais da(o) jornalista, aliado à consideração e respeito pela pessoa. É o caso da jornalista Fátima Araújo, da RTP. É, não sei se entre muitos ou poucos (pouco importa), do ponto de vista pessoal, “um dos rostos da televisão”.

Seria abusivo, cansativo e extenso, o rol de adjectivos que poderia usar (nem que tivesse de recorrer ao dicionário) para descrever a Fátima Araújo. Dispenso-me… não é preciso, Há realidades que nos “saltam à vista”.

De forma muito resumida (por necessidade), a jornalista com 17 anos de actividade (iniciou a sua carreira em 1997, tendo passado pela TSF, Renascença, JN, e desde 2001 na RTP) tem um relevante percurso de vida como profissional, como profissional premiada (em 2008, foi distinguida com uma menção honrosa do “Prémio Justiça e Comunicação, Francisco Sousa Tavares”) e como docente. Tem pavor a andar de avião, apesar de uma das suas paixões ser viajar (mais de 32 países visitados, está quase a dar a volta ao mundo); tem como sonho transformar a quinta do castelo da cidade onde nasceu (Santa Maria da Feira) num parque temático medieval e construir um hotel de charme medieval (à atenção do euromilhões e da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa); é apaixonada por pintura (também pinta, ou melhor, diz que “faz nódoas com os afectos”), escultura, fotografia, design de Interiores e arquitectura; … mas é na escrita que encontra um importante espaço de realização pessoal. E escreve muito… para além dos recados à família (diz), escreve sobre pessoas e as suas histórias, crónicas de viagens, desabafos pessoais, poemas, letras de canções, … . Só que nunca publicou. Ou melhor, o “nunca” não corresponde à verdade.

Transpondo para o papel uma das suas facetas pessoais mais determinantes - o valor humano e diginidade humana – a Fátima Araújo não se limitou a produzir um excelente trabalho jornalístico sobre a “Paralisia Cerebral”. Nem todos o conseguiriam fazer tão bem, mas, com certeza, alguns o fariam. A Fátima Araújo foi mais longe.

Do trabalho jornalístico sobre cinco jovens portugueses com Paralisia Cerebral e que são exemplos de empreendedorismo profissional e social, de auto-superação e de desmistificação de preconceitos da sociedade em relação aos deficientes, surgiu um livro (e publicado): “Por acaso…”, com prefácio do neurocirurgião João Lobo Antunes, editado pela Apuro Edições.

Neste livro, Fátima Araújo aborda questões relacionadas com os projectos em que esses cinco jovens portugueses com Paralisia Cerebral (um bailarino; uma socióloga; dois informáticos e uma professora) estão envolvidos, questões relacionadas com os seus afectos, as suas relações pessoais e a sua sexualidade, questões associadas à sua fé e à forma como a prática desportiva é determinante para a sua auto-aceitação e superação.

O livro “Por acaso…”, vertido de uma forte determinação pessoal, surge no âmbito de um projecto solidário que juntou a Jornalista, a Associação do Porto de Paralisia Cerebral e a empresa IMOA CLOTHING FOR ALL, de São João da Madeira, recém-criada, e que preenche uma lacuna social dando resposta a problemas negligenciados pela indústria do vestuário, ao apostar na inovação e no empreendedorismo social, criando roupa com especificidades adaptadas às necessidades dos deficientes, acamados e doentes com necessidades especiais.

Finalmente… a Fátima Araújo não se limitou a escrever: Publicou.

O livro "Por acaso..." vai ser lançado e apresentado nodia 20 de Outubro - Dia Nacional da Paralisia Cerebral - às 19 horas, na Casa da Música, no Porto. Apresentação essa integrada na cerimónia oficial de comemoração do Dia Nacional da Paralisia Cerebral, organizada pela Associação do Porto de Paralisia Cerebral, durante a qual actuarão o pianista Mário Laginha e o fadista Camané.

Importa ainda destacar que parte das receitas da venda do livro revertem a favor da Associação do Porto de Paralisia Cerebral.

Merece, por todas as razões e mais algumas, um espaço de destaque na biblioteca doméstica de cada um de nós.

publicado por mparaujo às 14:56

23
Mar 14

"A vida das pessoas não está melhor mas o país está muito melhor". (Luís Montenegro, líder da bancada do PSD, 21.02.2014)

Só neste mês de março, que está prestes a terminar, cinco notas que reforçam o estado da vida dos portugueses e deixa muitas dúvidas sobre o estado do país.

«Mais de 425 mil desempregados sem subsídio em janeiro» (Jornal de Notícias - 05.03.2014)

«Num ano, mais de 52 mil perderam o Rendimento Social de Inserção» (Jornal de Notícias - 05.03.2014)

«Num mês 50 mil crianças e jovens perderam o abono» (Jornal de Notícias - 06.03.2014)

«4500 famílias dependem da Cáritas todos os meses» (Jornal de Notícias - 16.03.2014)

(a título de exemplo) «Cáritas de Coimbra teve aumento de 170% nos pedidos de apoio social em 2013» (Expresso - 20.03.2014)

publicado por mparaujo às 21:39

05
Dez 13

Publicado na edição de hoje, 5 de dezembro, do Diário de Aveiro.

Debaixo dos Arcos

Caridade ou Solidariedade?

É inquestionável que em Portugal (para não irmos mais longe), face à conjuntura em que vivemos, é demasiado elevado o número de portugueses e famílias com dificuldades de sobrevivência, com problemas de liquidez dos seus orçamentos pessoais e domésticos, com fome, sem emprego, ‘feridas’ na sua dignidade humana. Isto não tem a ver com partidarismos, política ou com compêndios económico-financeiros, apesar da evidente consequência dos seus impactos. É a realidade do dia-a-dia, o que o país real sente e vive, o que as comunidades observam nas suas ruas, em cada esquina ou vão de escada. E também o que espelham as preocupantes estatísticas: o elevado número de desempregados, o fenómeno da emigração, os cerca de 300 mil portugueses que não conseguem alimentar-se, os cerca de 2 milhões de pobres (com rendimentos inferiores a 360 euros mensais) segundo os dados do INE. Esta é a realidade nua e crua. Como resolver este flagelo? Entre estudos, conceitos e convicções ideológicas, há uma responsabilidade que cabe ao Estado e à sociedade. Ao Estado, na medida em que é responsável pelo garante do bem-estar dos seus cidadãos, pela gestão do bem público e pelas políticas que implementa (ou se abstém de implementar). À sociedade, porque é na relação social, no respeito pelos direitos dos outros, que se podem minimizar os impactos de um mundo onde o ter tem, cada vez mais, importância do que o ser.

A dificuldade na avaliação desta realidade prende-se essencialmente com o ‘conflito’ entre as questões da falta de medidas estruturais na sociedade que combatam a pobreza e a exclusão, e o assistencialismo ou a caridade/solidariedade.

Se é verdade que existem inúmeras falhas em alguns processos de solidariedade, quer a nível individual, quer através das inúmeras instituições e entidades; se é ainda verdade que tenho bastante relutância, para não dizer toda, em defender as posições pessoais da presidente da Banco Alimentar contra a Fome; não deixa de ser igualmente verdade que sem o papel e a acção de várias instituições, como, por exemplo, o Banco Alimentar contra a Fome manter-se-ia, infelizmente, a questão: o que seria de milhares de portugueses e de famílias sem o recurso à solidariedade social dos cidadãos e destas entidades? Ou ainda… que alternativas, imediatas e concretas haveria para conter a eventual “explosão de violência” a nível social e político, e que o Papa Francisco alerta na sua recente Exortação Apostólica “Evangelii Gaudium”, concretamente na abordagem à doutrina social da Igreja. Doutrina que muitos sectores político-partidários vêm “reforçar” porque interessa ao combate político, mesmo esquecendo que essa é uma realidade da Igreja desde os tempos do Papa Leão XIII (“Rerum Novarum”) nos remotos anos de 1890/91, reforçada (mesmo que inconsistente e erradamente aplicada, na prática) nos documentos conciliares do Vaticano II.

Em plena crise social e económica, os portugueses doaram cerca de 2,8 toneladas de alimentos ao Banco Alimentar. Rapidamente, quer em plena campanha, quer ao serem conhecidos os resultados, várias vozes soltaram brados porque quem beneficiaria com a campanha seriam as grandes superfícies (esses monstros do comércio) e o próprio Estado com o aumento da receita de IVA. Mesmo que esta seja a realidade dos factos, não é no seu todo. Excluindo a manifesta solidariedade dos portugueses para com cerca de meio milhar de cidadãos pobres (e novos pobres), excluídos e marginalizados, muitas das 2.300 instituições que serão apoiadas, não beneficiariam de uma ajuda, de um apoio, de uma solidariedade e fraternidade (em alguns casos, caridade mas não simples caridadezinha) que minimize o sofrimento do dia-a-dia, a frustração da exclusão e da pobreza.

Seria bem pior convivermos com esta triste realidade da pobreza e exclusão sociais, ao mesmo tempo que nada fosse feito para evitar o que seria o escândalo humanitário da destruição, no lixo, do excedente alimentar da rede comercial, porque, cada vez mais, a fome ganha (demasiado) rostos. Não resolve estruturalmente o problema da pobreza ou da exclusão, mas combate o desespero de milhares de portugueses que vivem e sentem esse flagelo no seu dia-a-dia. Às entidades e ao Estado caberá fazerem muito mais do que têm feito.

E aos que sentiram a vontade de serem solidários, resta dizer: Obrigado.

publicado por mparaujo às 09:19

20
Nov 13

Hoje é dia de assinalar o 24º aniversário da Convenção sobre os Direitos da Criança, que foi adoptada pela ONU em 20 de novembro de 1989 e ractificada por Portugal no dia 21 de setembro de 1990.

A UNICEF, que tem como objectivo promover a defesa dos direitos das crianças, ajudar a dar resposta às suas necessidades básicas e contribuir para o seu pleno desenvolvimento, recorda a data não esquecendo os direitos fundamentais das crianças: não só os civis e políticos, mas também os económicos, sociais e culturais ("Convenção dos Direitos das Crianças").

A UNICEF aproveita ainda a data para lembrar os 4 milhões de crianças vítimas do Tufão Hayan que desvastou as Filipinas.

Não deveriam ser precisas efemérides para a solidariedade, mas há determinados dias que "ajudam".

 (clicar na imagem para contribuir)

publicado por mparaujo às 15:13

11
Nov 13

Por diversas e distintas razões o mundo vive constantemente de agitações, mudanças, crises, conflitos armados e sociais, catástrofes.

Também é verdade que face à conjuntura económica, nacional e internacional, situações sociais de pobreza, de carência, de fome, batem-nos à porta, confrontam-nos na rua, exigindo o nosso sentido crítico, a nossa revolta e a nossa solidariedade. Não seria, por isso, necessário percorrer milhares de quilómetros para nos confrontarmos com realidades semelhantes.

Mas a verdade é que os acontecimentos/factos, a sua dimensão e o sofrimento e desespero humano, seja em que canto do mundo ou realidade, merecem a nossa atenção e solidariedade.

E, nesta caso concreto do tufão Haiyan que devastou as Filipinas, nada nos pode ser indiferente. Nem que sejam apenas os números.

No princípio tudo muito ténue: a estimativa passava pela centena de mortos, depois já mais de mil e, ainda que provisório, chegavam as notícias de 10 mil mortos (TSFPúblico).

Mas mais chocante e aterrador seriam as notícias mais recentes: "As pessoas estão a enlouquecer, algumas de fome, outras de dor" ou "Tufão nas Filipinas pode ter afetado até quatro milhões de crianças". O que levou rapidamente à acção solidária da comunidade internacional.

Ficar indiferente a tudo isto é negar a condição social e humana de cada um de nós, o sentido de respeito pela vida e pelos outros.

(créditos da foto: UNICEF)

publicado por mparaujo às 13:37

18
Set 12

Tudo começou aqui: "Uma Causa... nobre, digna, solidária". Os amigos, a família, os "anónimos" cidadãos solidários juntaram-se e "Uniram-se à Mariana". Tudo foi crescendo, tomando forma, corpo, responsabilidade, força, dimensão e, acima de tudo,... esperança.

Muitas são as causas que, pelas mais diversificadas razões e áreas, proliferam no nosso dia-a-dia. Umas, felizmente poucas, duvidosas e falsas, muitas, infelizmente demasiadas, legitimas, dignas e nobres. A dimensão das causas que conhecemos, seja porque motivo for, levam-nos à necessidade de tomarmos opções, sermos selectivos e criteriosos.

A minha selecção e opção foi feita... e durante alguns meses esta foi a minha causa (mesmo que ao longe, modestamente, mas de forma sentida e com muita esperança).

No dia 19 de julho chegava o dia. Um enorme dia! O objectivo, o esforço, a dedicação, a esperança tinham sido alcançados. Por todos, com todos e, claramente, com o inquestionável apoio da empresa ThyssenKrupp Elevadores, numa irrepreensível responsabilidade empresarial social.

A Mariana iria ter uma cadeira. Afinal, a vida também sabe sorrir.

No dia 12 de Setembro... a apoteose da esperança e da solidariedade.

Primeiro um tubo...

Depois a cadeira. A tão desejada cadeira...

E por fim... o melhor do mundo. De TODÓMUNDO.

O sorriso de felicidade de uma criança. E que criança...

O mundo ficou melhor.

publicado por mparaujo às 19:23

21
Jul 12

Há alturas em que a vida é madrasta... por natureza ou porque não sabemos "cuidar" dela.

Há alturas em que são mais os motivos de desânimo do que a vontade de rir, por mais optimistas e alegres que sejamos.

Há alturas em que deixamos de acreditar face às decepções e ao rumo dos acontecimentos.

Mas também há alturas em que alguém, um facto, um pequeno pormenor, uma grande notícia, um enorme gesto, nos fazem acreditar, sorrir, achar que valeu a pena sofrer, lutar e todos os sacrifícios... porque como diz o ditado: "a esperança é sempre a última a morrer".

Graças à luta e preserverança (sempre com um sorriso) da Carla e do Miguel, graças ao esforço de alguns amigos e de muitas participações, graças à empresa Thyssen, a Mariana vai ter a tão desejada cadeira elevatória ("o nosso objectivo foi alcançado: a Mariana já tem uma cadeira!").

Não podia ter recebido melhor notícia. Valeu o esforço, a dedicação e uma responsabilidade social empresarial que funcionou (e bem).

 

De forma muito pessoal e particular aqui fica o meu comentário no "Unidos com a Mariana"

Mariana, Carla e Miguel. Hoje não podia ter tido melhor notícia. Acreditem que nada me fez sorrir e chorar tanto ao mesmo tempo como o facto de saber que já conseguiram a cadeira. É tão bom... valeu o vosso esforço e a vossa dedicação. Um enorme beijo e abraço.
A vida não pode ser sempre "madrasta". E vocês merecem tanto....

Esta foi uma verdadeira causa... E hoje foi um enorme dia!

 

publicado por mparaujo às 20:14

25
Mai 12

... ou à distância de um simples clique.

Bem sei que a Solidariedade passa por aqui: "Unidos com a Mariana".

Mas a verdade é que as exigências solidárias são, nos dias de hoje, infelizmente, cada vez mais prementes e urgentes.

O Banco Alimentar contra a Fome vai lançar, durante este fim-de-semana mais uma campanha nacional (a primeira este ano) de recolha de alimentos nos supermercados e nas grandes superficies.
No entanto, com o objectivo de alargar o campo de "recrutamento" o Banco Alimentar promove até ao dia 3 de Junho a campanha através do seu portal "Alimente esta ideia", onde, com um simples clique, é possível dar o seu contributo comodamente e de forma segura.

Por fim mencionar que esta campanha envolve milhares de voluntários que irão estar à espera do nosso contributo em 1500 lojas em todo o país.

Os 19 Bancos Alimentares contra a Fome apoiam cerca de 1800 Instituições do país e "alimentam" mais de 275 mil cidadãos. Números que, face à realidade do dia-a-dia, vão aumentando e dificultando a capacidade de resposta.

Na última campanha, levada a cabo em novembro de 2011 (o Banco Alimentar procede a duas campanhas anuais com estas características... final de Maio e de Novembro), cerca de 3150 pessoas doaram, atarvés do portal, 90 toneladas de alimentos, enquanto à "boca" dos supermercados e hipermercados foram recolhidas perto de 3 mil toneladas de bens.

Até ao dia 3 de Junho (e nas lojas, neste fim-de-semana) ALIMENTE ESTA IDEIA e contribua para um Portugal mais solidário.

publicado por mparaujo às 22:41

24
Mai 12

A "CAUSA" foi até à TVI...

Presença da Carla (e da Mariana), do Armando e do Vitor Branco no programa "A Tarde é Sua" da TVI, no dia 23 de maio.

"A Tarde é Sua: Concerto solidário"... Unidos com a Mariana.

E eu que tinha tanta vontade de estar lá no sábado...

publicado por mparaujo às 23:54

21
Mai 12

Como já o tinha referido neste post "Uma Causa... Nobre, Digna e Solidária" e como está referenciado na coluna da direita ("Unidos com a MARIANA") esta é uma CAUSA pela qual vale a pena toda a solidariedade...

até 26 de Maio vou andar assim.

publicado por mparaujo às 17:08

13
Mai 12

Muitas são as causas que, pelas mais diversificadas razões e áreas, proliferam no nosso dia-a-dia. Umas, felizmente poucas, duvidosas e falsas, muitas, infelizmente demasiadas, legitimas, dignas e nobres. A dimensão das causas que conhecemos, seja porque motivo for, levam.nos à necessida de tomarmos opções, sermos selectivos e criteriosos.

A minha selecção e opção estão feitas...

A Mariana tem 11 anos. É uma criança com sonhos e com um sorriso que derrete os nossos corações. A Mariana é portadora do síndrome de dravet ou epilepsia mioclónica grave do lactente, o que tem vindo a dificultar a sua mobilidade. A casa onde vive (com os pais e irmão) não tem elevador e subir até ao 3º andar tem vindo a revelar-se uma tarefa árdua. São cinquenta e seis degraus e sete lanços de escada que se revelam um verdadeiro obstáculo, sobretudo quando há necessidade de transportar a menina para casa, rapidamente, em caso de crise.

Porque queremos que a Mariana continue a sorrir, gostaríamos de ajudar os seus pais, Carla e Miguel, na aquisição de uma cadeira elevatória eléctrica, que será instalada no prédio, para permitir que a Mariana suba e desça até ao 3º andar com conforto e segurança.
O valor a pagar pela cadeira elevatória e sua instalação no prédio não se encontra ao alcance dos pais da Mariana. Por isso, criámos este movimento, Unidos com a Mariana, de forma a tornar acessível a aquisição da cadeira- Assim, no dia 26 de Maio, na Voz do Operário em Lisboa sobem ao palco os Espelho Mau, Susana Félix, Laurent Filipe, Massimo Cavalli, Miguel Máximo, António Raposo, Carlos Ruivo, Life Sound Choir; e também Pedro Giestas, Paulo Vasco, Miguel Correia,  Paula Neves e Fernanda Freitas.
O objectivo é um só: permitir que a Mariana sorria e que o caminho até casa seja rápido e confortável, para si e para os seus pais.
Esta é a minha causa. Porque a Mariana merece, (a Caral e o Miguel mercem pela incansável dedicação à filha, sempre com um sorriso e uma esperança no futuro que é contangiante)... Unidos com a Mariana. Por respeito, consideração, amizade e solidariedade.

 

publicado por mparaujo às 19:24

18
Dez 11
Publicado na edição de hoje, 18 Dezembro, do Diário de Aveiro

Entre a Proa e a Ré
Um Natal mais frio.

Independentemente de crenças ou religiosidades, nem que seja por uma questão de tradição (ou tradições), o Natal deveria ser um tempo de partilha, de solidariedade, de fraternidade… por mais que se queira evitar ou resistir (ou então nem por isso) o consumismo marca esta época do ano de forma acentuada, muitas vezes supérflua e desnecessariamente acentuada, mas também fruto da vontade (da boa-vontade) de se presentear a família, os amigos, os conhecidos, como forma de reconhecimento, amizade e gratidão. Mas a realidade e a conjuntura que vivemos, os sacrifícios que nos são exigidos, as medidas de austeridade necessárias à recuperação do país, tornam este Natal menos voluptuoso, menos “gastador”, mas também mais frio, mais distante, menos solidário… tudo porque a esperança, a noção da realidade, as dificuldades que os cidadãos já sentem no dia-a-dia, não são razões para sorrir. Recordemos, a título de exemplo, os resultados da última campanha do Banco Alimentar contra a Fome que, apesar de substanciais, foram mais baixos que as campanhas anteriores. Ou ainda as dificuldades que sentem várias instituições de solidariedade, como o caso referido, a Cáritas, as Florinhas do Vouga ou a Cruz Vermelha, com o aumento significativo de solicitações de muitos cidadãos e muitas famílias que, de um dia para o outro, se viram na necessidade de pedir ajuda para sobreviver. Este não é, por isso, um Natal qualquer. Mesmo que as situações de pobreza e de carência sempre tenham existido (e muito dificilmente serão totalmente eliminadas). E não é um Natal qualquer não apenas pelas situações referenciadas. A realidade que vivemos no dia-a-dia vai muito para além do cidadão individual ou da esfera familiar que sente as dificuldades económicas, o desemprego ou a instabilidade profissional. A sociedade tende, dia após dia, a ser cada vez mais conflituosa, com muitos dos cidadãos num confronto desigual pela sobrevivência ou mesmo apenas com recurso a uma violência gratuita, fruto da instabilidade emocional e social. Uma sociedade que tem vindo a criar ondas de indignação perigosamente espontâneas porque imprevisíveis (e explosivas)… uma sociedade que vai perdendo a sua identidade, os seus valores (sejam elas quais forem) e o seu alicerce fundamental: o sentido de comunidade, de solidariedade, de urbanidade (polis). E estes factos não são exclusivos dos grandes centros, normalmente pólos geradores destas conflitualidades sociais (como Lisboa ou Porto). Aveiro começa a sentir essas realidades: conflitualidade social, falta de empreendedorismo que gera desenvolvimento e emprego, carências sociais. Basta um olhar para a semana que passou: a suspensão da fábrica de baterias da Nissan/Renault, a eventual suspensão do alargamento da fábrica da Portucel, a suspensão do serviço de ligação ferroviário na Linha do Vouga sem alternativas visíveis e eficazes… e mais preocupante, os recentes casos de violência: na Praça do Peixe e o assalto, em pleno dia, a uma ourivesaria no centro da cidade. E por mais que se queira valorizar o Natal para além da vertente material, a verdade é que a parte emocional ou espiritual vai-se esmorecendo face às dificuldades que atravessamos, que retiram o brilho do dia-a-dia, esmorecem a esperança e a motivação: o aumento do custo de vida, dos encargos com a saúde, com a mobilidade e acessibilidades, com as transformações laborais, com o desemprego a subir até aos 13% e com o número de inscritos nos Centros de Emprego a subir até perto dos 7% (em relação a Novembro de 2010), com Portugal a ser classificado como o terceiro país mais pobre da Zona Euro (segundo os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística – INE). Acresce ainda um país “massacrado” pelo abandono da sua riqueza natural (agricultura e mar) tal como comprova a recente suspensão unilateral da UE no acordo de pescas com Marrocos; por uma política que deixa muito a desejar no que respeita à ética, à transparência e ao rigor; por uma justiça pouco justa e equitativa, entre muitos outros. E o anúncio do primeiro-Ministro da possibilidade do défice se situar nos 4,5% (muito abaixo dos 5,9% exigidos) não consegue superar esta realidade já que muita da redução resulta nas situações descritas: muitos sacrifícios, desemprego e instabilidade social. Só se espera que daí venham, de facto, frutos e resultados positivos muito em breve. Porque já estamos cansados de ilusões e de realidades disfarçadas. Por isso, não é uma questão de pessimismo, de falta de esperança, e de não acreditar nas nossas capacidades e nas medidas apresentadas… Trata-se de sermos realistas. E a realidade, neste momento, é “triste”: Este não será, para a grande maioria dos portugueses, um Natal igual.

Uma boa semana e um, dentro do possível, Feliz Natal!
publicado por mparaujo às 19:32

27
Nov 11
Publicado na edição de hoje, 27 Novembro, do Diário de Aveiro.

Entre a Proa e a Ré
Solidariedade… em tempos de crise.


Até ao próximo dia 4 de Dezembro o Banco Alimentar Contra a Fome volta a lançar mais uma campanha nacional de recolha de alimentos: "Graças à sua ajuda há cada vez mais sorrisos", espalhada de norte a sul do país e contará com o contributo de cerca de 34 mil voluntários.
O resultado da campanha deste ano reverterá a favor de cerca de 320 mil pessoas com carências alimentares através de mais de duas mil instituições de solidariedade social.
É reconhecida a capacidade solidária dos portugueses que, nos momentos mais difíceis, se mostram mais próximos dos amigos, dos vizinhos ou, até mesmo, daqueles que não conhecem o rosto mas reconhecem as dificuldades da vida.
Mais uma vez, através de uma das instituições nacionais com um papel determinante no apoio social e solidário (sem qualquer tipo de menosprezo por muitas e muitas instituições que pautam a sua acção e missão por ajudar, de várias formas, aqueles que mais necessitam, na maioria dos casos substituindo um papel e uma responsabilidade que caberia, em primeira instância, ao Estado e às entidades públicas) os portugueses são chamados a demonstrar, de facto, esse espírito de solidariedade e de entre-ajuda.
Com início na sexta-feira passada e até às 13.00 horas de ontem (sábado), no site que o Banco Alimentar disponibiliza como alternativa para que os cidadãos possam, como alternativa, efectuar as suas doações (www.alimentestaideia.net) já tinham sido doados cerca de 3500 litros de azeite, 3200 litros de óleo, 17200 litros de leite, 580 quilos de atum, 1700 quilos de salsichas e 3400 quilos de açúcar.
A campanha deste ano tem uma particularidade. Para além dos alimentos que são doados através do site ou nos super e hipermercados, o Banco Alimentar está igualmente a solicitar doação de papel (jornais, revistas, papel usado, panfletos) que, já não têm valor e que iria para o lixo (ou para reciclar). Com este pedido, segundo a presidente da Federação dos Bancos Alimentares contra a Fome, Isabel Jonet, o papel passa a ter valor monetário: o Banco Alimentar tem o compromisso com uma empresa que paga 100 euros em produtos alimentares, por cada tonelada de papel. Uma outra solução para a angariação de recursos que permitam dar continuidade a um projecto cada vez mais premente.
Mas há duas questões que importa colocar. Será que os portugueses mantêm o espírito solidário que sempre nos caracterizou ou tornaram-se mais individualistas e isolados? E face à conjuntura actual será que ainda restam cidadãos, mesmo que com vontade de ajudar, que tenham capacidade e possibilidade de ajudar? Por natureza, aqueles que menos têm, por sentirem mais fortemente as dificuldades, são os que se mostram mais solidários. A questão é que, cada vez mais, são os que recorrem à ajuda e precisam da solidariedade.
Mesmo que os números divulgados pelo Banco Alimentar demonstrem que, ano após ano, o volume de alimentos doados tem vindo a crescer, a verdade é que esta campanha se desenvolve em plena crise de austeridade, com cortes nos subsídios, no poder de compra e nas finanças domésticas e das empresas. Mas sobretudo há muitas famílias e cidadãos carenciados, e cresce o número de desempregados (12,5% de inscritos nos centros de emprego, o que significa que o número de desempregados é ainda mais elevado por força dos que não recebem subsídio de desemprego e não estão nas listas).
Dados divulgados pelo Banco Alimentar revelam que já em 2011 foram apoiadas 329 mil pessoas através de mais de duas mil instituições e que no ano de 2010 o resultado das campanhas cifrou-se na recolha de cerca 26.600 toneladas de alimentos, numa média diária de 106 toneladas (média calculada por dias úteis).
Mas os números da realidade que o país atravessa são preocupantes, o que reforça a necessidade de uma solidariedade enorme e de um empenho de todos: o aumento do desemprego, a perda de subsídios e de alguns benefícios sociais, apesar do esforço do governo para não penalizar os mais carenciados, a subida das rendas de habitação e dos juros dos empréstimos bancários, o nível do custo de vida, a precariedade laboral, entre outros, são razões consideravelmente fortes que fazem com que cada vez mais portugueses necessitem do apoio de instituições de solidariedade social. Por exemplo, para além dos números divulgados pela Federação dos Bancos Alimentares, a Cáritas Portuguesa, desde o início de 2011 prestou apoio a cerca de 28 mil agregados familiares, correspondendo sensivelmente a 66500 pessoas. Simultaneamente foram recebidas inscrições de 4645 novas famílias (uma preocupante média de 516 casos por mês), equivalentes a um considerável registo de cerca de 12500 novas pessoas apoiadas (1400/mês).
Conforme os números do governo (em função da promessa de descongelamento de reformas) há cerca de um milhão de idosos a viver com cerca de 280 euros mensais. Além disso, um quinto das famílias portuguesas (uma em cada cinco – cerca de 20%) tem dificuldades em cobrir as suas necessidades mais elementares e diárias.
Mas as dificuldades são sentidas também ao nível das próprias instituições solidárias já que o aumento exponencial de pedidos de ajuda provoca a roptura na capacidade de resposta. Por exemplo, em Setúbal, uma das zonas do país mais afectadas pelo desemprego e pela precaridade, o Banco Alimentar responda a cerca de 30 mil solicitações de apoio.
Quando se fala tanto em equidade e justiça, hoje, mais do que nunca, a crise carece de uma resposta fortemente solidária.
Ontem (sábado), ao início da tarde, o Banco Alimentar de Portalegre já tinha recebido quatro toneladas de bens alimentares. No entanto, como dizia uma colega jornalista na rede social twitter… “quatro toneladas e parece tão vazio”!
Uma boa semana… com forte contributo solidário. Porque todos precisamos!
publicado por mparaujo às 14:59

27
Mai 11
O Banco Alimentar contra a fome inovou no processo comunicacional e nos procedimentos de recolha de doações.

Agora já é possível, de forma bastante simples, doar via internet: Alimente Esta Ideia!

publicado por mparaujo às 21:33

11
Mar 11
日本人にポルトガルからの抱擁
"Um Abraço para todo o povo Japonês vindo de Portugal"
Tsunami Japão - 11.03.2011
 
publicado por mparaujo às 21:45

04
Mar 11
4 de Março de 2001.

Os portugueses, por natura, gostam sempre de recordar o passado, principalmente o passado marcante.
Algumas vezes de forma desmedida, sem nexo, incoerente e inconsistente. Só porque sim...
Mas não é o caso.

Há dez anos atrás Castelo de Paiva sofria... Há dez anos atrás muitas famílias sofreram... Há dez anos atrás o país gelou estupefacto com a tragédia..
Dez anos volvidos... Resta a memória! Resta a dor! Restam os que nem regressaram a casa!

Fica, no entanto, um dos registos mais marcantes da história política nacional. A coragem de um Ministro apresentar a sua demissão, assumindo as suas responsabilidades políticas: Jorge Coelho. Era bom que tivesse servido de exemplo.
publicado por mparaujo às 19:09

09
Dez 10
Publicado na edição de hoje, 9.12.2010, do Diário de Aveiro.

Cheira a Maresia
Solidariedade em tempos difíceis!


O Orçamento do Estado para 2011 está aprovado, quer na generalidade, quer na especialidade.
A este seguem-se, por este país fora, as mais variadas engenharias financeiras, espelhadas nos esforços de muitas Juntas de Freguesia e Autarquias para conseguirem encontrar solução económica face aos encargos que têm.
Para uns orçamentos circunstanciais face à realidade financeira do país, para outros orçamentos que espelham tempos de crise, para a maioria sacrifícios injustos e difíceis de suportar.
A melhor das perspectivas aponta para a dificuldade de execução orçamental, do aumento da despesa, da entrada do FMI e do recurso ao Fundo de Emergência Europeu, do aumento do desemprego, da recessão económica, e do aumento da instabilidade social e da pobreza.
No entanto, mais grave do que a pobreza são as situações de fome… da real (a que se mostra), da que, por vergonha, se esconde. Aquela fome perante a qual muitas das Instituições de Solidariedade Social deste país tentam combater e contrariar, assumindo, por conta própria, a responsabilidade social (solidariedade) que o Estado abdicou de cumprir (e tendo ainda o desplante de penalizar e dificultar).
E se a maioria das pessoas pensa que esta realidade é uma questão de demagogia ou de discurso alarmista, basta ouvir o apelo das diversas instituições (IPSS, Misericórdia, Cáritas, Banco Alimentar, …) que não têm capacidade para responder a todas as solicitações, cada vez em maior número.
E neste número é preocupante a quantidade de crianças, mais do que no limiar da pobreza, em clara situação de fome.
O último relatório da ONU (Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento - CNUCED) revela que o número de pessoas em extrema pobreza aumentou três milhões por ano na última década. E embora estes valores revelados digam respeito aos 49 países mais pobres do mundo, na sua maioria africanos (Angola, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe), para Portugal está reservada outra preocupante realidade: Portugal é o país da OCDE com a maior taxa de pobreza infantil.
Num relatório divulgado há cinco dias pelo Centro de Estudos Innocenti, da UNICEF, Portugal é referenciado ainda como um dos piores países ao nível da promoção da igualdade do bem-estar das crianças.
Mas o mais preocupante é que os dados recolhidos para a elaboração deste relatório (saúde, hábitos de alimentação saudável e actividade física) são anteriores à crise financeira e dos mercados de 2008, sendo certo que é sabido que a realidade da sociedade, das economias, das famílias e dos cidadãos se alterou significativamente (para pior) com a recessão da economia, o desemprego, o endividamento dos estados e das famílias, com o aumento das situações de pobreza.
Refere o relatório, numa das suas conclusões e no item relacionado com a capacidade financeira do agregado familiar, que os países nórdicos são os que apresentam menos desigualdades. No oposto surgem a Grécia, Portugal e Espanha como os países com as maiores diferenças e desigualdades. Para além de Portugal ser o país com maior taxa de pobreza infantil.
Longos e difíceis dias se avizinham… onde o apelo ao espírito solidário e sentido de comunidade é relevante e imperioso. A bem de todos.
publicado por mparaujo às 07:24

03
Jul 10
O primeiro evento RT Action foi realizado, ontem, dia 2 de Julho, no Restaurante Oliva.
O objectivo consistia tão só num simples gesto de solidariedade nestes tempos difíceis: o apoio à Associação "Ajuda de Berço".Os 82 participantes no evento limitaram-se a comparecer no jantar convívio e em "oferecer" um donativo (em espécie) de uma lista divulgada no site oficial da RT Action.Além disso, a iniciativa contou com os seguintes sponsors do evento:Grupo Jerónimo Martins, Albino Vieira Filhos Lda, Global Santé Portugal, TB Store, Loja dos Pins, Jornal O Verdadeiro Olhar.
O "Debaixo dos Arcos" é, por todas as razões, um partner do projecto.
Organização RT Action: Luis Lopes, Paula Pico, Joana Sousa, Ricardo Batista. Excelente. PARABÉNS!
Aguarda-se anciosamente uma edição em Aveiro.
O RTAction tem, nesta data, a projecção e presença nas redes sociais: Twitter (350 followers), Facebook (1300 fãs), blogs (10), Jornais (3) e sites(2).

RTAction: Identidade - Grupo de amigos e utilizadores do Twitter e Facebook que se junta para o convívio e para a promoção de acções de solidariedade social, sem qualquer fim lucrativo.
3 dos 4 RTAction "himself": Luis Lopes - Paula Pico - Joana Sousa (Ricky escondido).

Acolhimento à porta do "Oliva".

O Jantar convívio

O "certificado de presença"

Alguns dos muitos donativos recolhidos.

"Ilustre" amigo - Pedro Aniceto

"Ilustre" amiga - Alberta Marques Fernandes (sem os 'frangos' - eh eh eh)
publicado por mparaujo às 21:04

11
Jun 10
A "beleza" das redes sociais... e a capacidade mobilizadora e solidária de um "EXCELENTE" grupo de amigos... Bem-hajam!

"Ajuda de Berço" conta com o apoio da recém criada "rtaction.org" numa interessante expressão solidária.

Merecem o maior respeito:
Luis Lopes - Paula Pico - Ricardo Batista e Joana Sousa.
(já adicionado à coluna da direita).
publicado por mparaujo às 18:54

23
Fev 10
A solidariedade não escolhe fronteiras, como se viu no caso das vítimas do Haiti.
Mas se é cabal utilizar a expressão, "dentro de casa" a responsabilidade solidária aumenta.
E os portugueses já deram provas de que, face a adversidades ou tragédias, nada nos impede de ajudar e dar corpo ao factor nacionalidade.
Sete alternativas para apoiar a Madeira:

Montepio\Cáritas - nib: 003600009910587824394
União das Misericórdias - nib: 0007000000834227401223
BES - nib: 000700000083428293623
Santander-Totta - nib: 001800032271378802021
Barclays - nib: 003204700020325226041
Millenium BCP - nib: 003300000025125124405
Banif- nib: 003800405007007077111
publicado por mparaujo às 21:08

22
Fev 10
Eu estive lá em Dezembro de 1995, em data particularmente especial.
Não me lembro, durante 11 dias, de qualquer gota de chuva no Funchal.
Não me lembro de qualquer sinal de tempestade na ilha.
É demasiado trágico.

Politiquices à parte... A MADEIRA PRECISA DE NÓS.

Por exemplo, através da Cáritas (conta - Montepio Geral).

publicado por mparaujo às 20:21

14
Jan 10
Ficar indiferente a esta tragédia, de uma dimensão que muito dificilmente se poderá conceber (apenas a noção do que a comunicação social e as redes sociais conseguem transmitir), só pode revelar egoísmo e estupidez humana.
500 mil mortes e um país completamente de rastos e desbastado, por "força" da natureza.

Eu já contribui.
Acho que uma tragédia desta dimensão e natureza merece o nosso respetio e solidariedade.
Por exemplo... através da Cruz Vermelha.

Pagamento de Serviços
Entidade: 20999
Referência: 999 999 999
Valor: (nem que seja um euro).

(créditos da foto: via rtp - Orlando Barria, EPA)
publicado por mparaujo às 20:32

10
Dez 08
Proclamação na ONU da Declaração Universal dos Direitos Humanos - 10.12.1948 (A/RES/217).
Artigo 1º
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.
60 anos de perfeita indiferença e desrespeito pela dignidade humana.

publicado por mparaujo às 02:00

18
Mai 08

Já é por demais sabido que o País não nutre pela ASAE um "carinho" especial. Também não é novidade nenhuma que o País nunca nutriu qualquer afectividade, nem respeito, por qualquer acção que nos obrigue a respeitar as normas e as leis. Aliás, sempre foi nosso princípio elementar da nossa identidade nacional que Lei que é Lei tem que ser desrespeitada.À acção/actividade da ASAE, apelidada de fundamentalista, salazarista e "etc e tal", só resultou, como exemplos, um maior cuidado higiénico nos restaurantes, uma maior justiça e equidade nas transacções comerciais, etc.Agora... a nova polémica prende-se com a acção fiscalizadora da ASAE junto das IPSS (Instituições privadas de Solidariedade Social - vulgo Infantários, Centros Sociais, Centros Dias, ...). É sabido que estas Instituições socorrem-se inúmeras vezes da solidariedade individual e comunitária, garantindo assim a sua sobrevivência. É igualmente sabido que o Estado tem reduzido os apoios, criando dificuldades acrescidas em áreas que seriam da sua responsabilidade e que estas instituições acabam por colmatar (sendo de cariz religioso ou não).Tive a minha filhota, durante 7 anos, integrada num Infantário/ATL. Não tenho qualquer razão de queixa, bem pelo contrário. Sempre me senti seguro e confiante em relação aos cuidados que lhe foram prestados, desde auxiliares a educadoras. Mas será sempre assim?Com que direito estas Instituições, sob a capa da solidariedade e da acção social, se podem dar ao "luxo" de não cumprir com as mais elementares regras de higiene, segurança, cuidados alimentares, cumprimento de normas ficais?Só por que vivem da e fazem caridade? E os seus "utentes", não tem o direito a alimentação no prazo e em condições, à segurança nas instalações, a serviços de e com qualidade e a que o que pagam tenha o fim apropriado?Ninguém deve, nem pode estar, acima da lei (nem mesmo o fumador do primeiro-ministro).Agora... que também se percebe alguma preocupação por parte do presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Social (CNIS): e ao sector público (instituições tuteladas pelo estado) também vai ser exigido mesmo?A ver vamos...

publicado por mparaujo às 23:31

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