Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

02
Mar 16

Ulisses Pereira - Lista A.jpg

publicado na edição de hoje, 2 de março, do Diário de Aveiro.

Debaixo dos Arcos
O dia ‘D’ para a lista ‘A’

Estamos a três dias da data das eleições, entre outras, para a Distrital do PSD de Aveiro (sábado, 5 de Março).

A escolha afigura-se-me clara e natural. O trabalho até agora desenvolvido pela Distrital do PSD-Aveiro sob a liderança de Ulisses Pereira merece o incondicional apoio e o inquestionável voto na Lista A, por si, de novo, encabeçada.

Não faz sentido desvalorizar e menorizar os resultados obtidos pelo partido no distrito de Aveiro nos últimos processos eleitorais, mesmo contra as adversidades e as conjunturas políticas difíceis e adversas. É certo que houve todo um empenho e envolvimento das bases, das estruturas concelhias e da própria distrital. Mas todo este esforço e trabalho teria sido em vão se não tivesse existido uma liderança de Ulisses Pereira determinada, consistente, congregadora, rigorosa e eficaz.

É, por isso, determinante que a escolha dos militantes do PSD, no próximo sábado, seja movida pelo reconhecimento do trabalho desenvolvido, pela continuidade na qualidade e no rigor, pelo legado de unidade e de vitória. É, por isso, relevante para o futuro do PSD no Distrito de Aveiro o voto na Lista A como garantia das melhores condições para a gestão e coordenação dos próximos desafios políticos que se avizinham.

Mas não só e apenas por todo o mérito que foi a liderança de Ulisses Pereira nestes dois últimos mandatos à frente dos destinos da Distrital do PSD-Aveiro e pela garantia quanto ao futuro que importa votar na Lista A.

É também, particularmente em relação à Concelhia de Aveiro, um claro voto de protesto e de determinação contra todas as forças de bloqueio que se foram sentindo ao longo de todos este processo eleitoral: a tomada de posição pública, oficial, da Comissão Política Concelhia de Aveiro no apoio ao outro candidato sem que os militantes se pronunciassem e fossem ouvidos, condicionando (ou tentando condicionar) o voto dos mesmos ou a recusa sistemática à marcação de uma Assembleia de Militantes apesar da insistência e das várias solicitações. Percebe-se, pelas mais recentes notícias, nomeadamente nestes dois últimos dias, o porquê ao ser tornada pública a lista com os nomes dos vice-presidentes da outra candidatura.

Mas há ainda fortes razões pragmáticas que impelem ao voto em Ulisses Pereira. A disponibilidade temporal (hoje a distância geográfica é uma perfeita ilusão e nunca foi obstáculo no trabalho desenvolvido… ao contraio do que algumas vozes têm anunciado), o facto de estar liberto de constrangimentos políticos inerentes ao exercício de outros cargos públicos que, por exemplo, junto do (actual) poder condicionam posicionamentos e posições políticas e ainda o facto de estar dentro dos meandros das grandes decisões políticas nacionais são, mais do que evidente, uma clara mais-valia e razões bem fortes para o voto na Lista A.

Por outro lado, há ainda a ter em consideração a transparência e a clareza com que Ulisses Pereira se apresentou a esta renovação de mandato à frente da Distrital de Aveiro: a ausência de subterfúgios político-partidários e a sua total disponibilidade para a tempo inteiro, de corpo e alma, sem a obsessão do poder parlamentar ou da sobrevivência política, exercer o mandato para o qual se recandidata.

Melhores razões para a natural opção de voto na Lista de Ulisses Pereira no próximo sábado penso não existirem. A escolha é óbvia.

publicado por mparaujo às 09:39

17
Fev 16

Ulisses Pereira.jpg

publicado na edição de hoje, 17 de fevereiro, do Diário de Aveiro.

Debaixo dos Arcos
Votar pela continuidade

Há uma frase “futeboleira” típica e tradicional que diz: “em equipa que ganha não se mexe”. Nada melhor para ilustrar o momento político local no que respeita às eleições distritais do PSD. A escolha dos militantes (e não as escolhas das Concelhias Políticas porque são os militantes que votam) recairá sobre Ulisses Pereira e Salvador Malheiro. A minha está, por diversas razões, mais que feita.

O exemplar trabalho que Ulisses Pereira desenvolveu enquanto deputado na Assembleia da República em defesa da região e em defesa do mais valioso património natural que Portugal tem e que teima em menosprezar: o mar, merecem todo o respeito de qualquer militante social-democrata do círculo eleitoral do distrito de Aveiro. Para além disto, o papel que desempenhou enquanto líder da distrital social-democrata de Aveiro deixa marcas relevantes e claramente positivas. Aveiro foi o círculo eleitoral onde o PSD não vacilou e, apesar das circunstâncias e da conjuntura eleitoral das últimas legislativas, teve maioria de representatividade nos deputados eleitos (dos 16 deputados eleitos, 10 pertencem à coligação, com 48,14% dos votos). No mesmo sentido, durante o exercício das funções como Presidente da Comissão Permanente Distrital do PSD-Aveiro foi notório e evidente o consenso, a unanimidade sem que tal significasse seguidismo, o sentido colectivo e abrangente em todo o trabalho da Distrital do PSD-Aveiro. Por outro lado, o evidente e natural apoio a um candidato que deu muito ao PSD-Aveiro, que é da Concelhia do PSD-Aveiro e um dos muitos que fundaram ou consolidaram o partido nesta região. O contrário seria impensável e uma enorme falta de respeito, consideração e valor político-partidário. Não posso ainda deixar de voltar a sublinhar aquilo que considero um claro atropelo à democraticidade, à liberdade de expressão e do natural confronto político de opções de cada militante, à defesa da pluralidade como suporte da unidade. Uma ausência de debate interno na Concelhia do PSD-Aveiro sobre as duas legítimas candidaturas (nomeadamente na desmistificação de condicionantes que levaram ao surgimento das duas candidaturas) e a posição pública unilateral da mesma comissão política concelhia no não apoio a Ulisses Pereira. Aveiro ainda aguarda por uma assembleia de militantes por diversas vezes reivindicada.

A falta clara e evidente de argumentação política que contraponha o valor inquestionável e inegável da candidatura de Ulisses Pereira leva ao recurso desesperado de fundamentos desprovidos de coerência e razoabilidade. É a tão badalada e agitada bandeira da renovação. A conjuntura política actual é exigente, difícil, mobilizadora… mas também o foi em 2011, 2013 e em 2015. Os resultados em Aveiro são claros, quer a nível das legislativas, quer a nível das autárquicas (11 das 19 câmaras municipais, em 2013) e nestes resultados não deixa de ser óbvio o papel de Ulisses Pereira enquanto social-democrata e, num determinado período, presidente da Distrital do PSD-Aveiro. Porquê renovar? Só pelo semiologia da conceito de renovação? Os mesmos defensores da renovação distrital, já que se abriu um novo ciclo político no poder governativo em Portugal, também terão a mesma posição e usarão os mesmo argumentos em relação à liderança nacional do PSD? Também estão contra a (RE)candidatura de Pedro Passos Coelho a líder do partido? A coerência do argumentativo quando colide com os interesses particulares esbarra igualmente nestas circunstâncias. Há alturas, momentos e circunstâncias que nos fazem apostar no valor da continuidade em detrimento da incerteza e da ambiguidade da renovação. E Ulisses Pereira dá a garantia da continuidade do trabalho desenvolvido, do sentido de unidade e da riqueza partidária. A 5 de Março não restarão dúvidas.

publicado por mparaujo às 09:50

10
Jan 16

Ulisses Pereira.jpgpublicado na edição de hoje, 10 de janeiro, do Diário de Aveiro.

Carta semi-aberta

Estão anunciadas para o próximo mês de março as eleições à presidência (e demais órgãos) da Comissão Política Distrital do PSD Aveiro.

Anunciadas estão igualmente duas candidaturas: a do actual presidente da Câmara Municipal de Ovar, Salvador Malheiro, e a de Ulisses Pereira, actual presidente da Distrital PSD Aveiro e Deputado na Assembleia da República.

Sem qualquer relevância para o caso, ambas as candidaturas vieram a público destacar os apoios (normalmente das concelhias e das estruturas juvenis do partido), não vou tecer considerações obre quem tem mais ou menos apoios ou, se os mesmos, são mais ou menos relevantes e os seus pesos políticos. Muito menos tecer qualquer tipo de consideração ou adjectivação à candidatura de Salvador Malheiro.

Focar-me apenas, para o caso específico da Concelhia do PSD de Aveiro, no facto de Ulisses Pereira ser de Aveiro. Ulisses Pereira, para além de presidente da Federação Portuguesa de Andebol, é deputado à Assembleia da República pelo círculo eleitoral de Aveiro, nas listas do PSD, obviamente, sendo vice-presidente da Comissão Parlamentar de Agricultura e Mar. Na anterior legislatura (a XII Legislatura), Ulisses Pereira foi coordenador do grupo de trabalho do PSD na Comissão de Agricultura e Mar, membro também das comissões dos Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas e de Orçamento, Finanças e Administração Pública. Fez parte ainda da X Comissão Parlamentar de Inquérito à Tragédia de Camarate e do Grupo de Trabalho - Valorização do Pescado. Para qualquer deputado eleito por um determinado círculo eleitoral o que mais importa aos cidadãos eleitores é o trabalho que esse deputado realizou em defesa da região que o elegeu. E Ulisses Pereira foi um claro e positivo exemplo: três Projectos de Resolução (Mozelos, Santa Maria da Feira e Buçaco); requerimento sobre a Linha do Vouga; três projectos de Lei, dois deles sobre os pescadores e o pescado; duas nomeações como relator de propostas de regulamento sobre as pecas (tão importantes para a região de Aveiro); ao que acresce ainda cinco intervenções em plenário, cinco audições e iguais cinco audiências. Mas não é para falar sobre o currículo parlamentar de Ulisses Pereira que importa para o caso. Importa sim falar-se de democracia, representatividade e de transparência.

As candidaturas, em teoria, são pessoais, personificadas, podendo, como é legítimo, contar com os apoios pessoais de militantes e com os apoios institucionais das concelhias. Mas sobres estes apoios há algo que importa considerar. As Concelhias, por natura, representam os seus militantes e não se representam a si mesmas, sendo óbvio, no entanto, que qualquer posição assumida pela Comissão Política Concelhia tem claro impacto nos militantes.

Convém por isso relembrar a história recente em Aveiro. A propósito das eleições autárquicas que se realizaram em setembro de 2013, alguns meses antes, foi promovida pela respectiva Concelhia do PSD uma assembleia de militantes para debater opções de candidatura autárquica, ao caso, a escolha entre a continuidade de Élio Maia ou a escolha de Ribau Esteves. Mesmo sem votação expressa, mas com acaloradas e inúmeras intervenções, a Comissão Política Concelhia do PSD Aveiro acabou por, legitimamente, optar pela apresentação de Ribau Esteves como candidato autárquico do PSD Aveiro (mais tarde com o apoio do CDS). Legítima e democraticamente após ouvir a opinião dos seus representados, dos seus militantes, que, no fundo, são quem estrutura a Concelhia. Não se percebe, desta forma, que num momento importante para a vida distrital do Partido, onde a concelhia aveirense se integra e se representa, seja tomada uma posição sem a auscultação natural e democrática dos militantes do PSD Aveiro. Mais, é, no mínimo, questionável que a Concelhia tome publicamente uma posição (seja ela qual for) sabendo-se que a mesma tem um impacto relevante no momento da escolha que é, e deverá ser sempre, uma opção individual de cada um (o voto é do militante).

Não tendo havido o cuidado e a ponderação de promover uma assembleia, um debate com os dois candidatos ou sessões de esclarecimento, o recato público (e democrático) e a sensatez política deveriam ter levado a Concelhia do PSD de Aveiro a optar pela neutralidade, deixando a liberdade democrática da decisão a cada militante. Aliás, como parece ter feito (algo que não surpreende) e muito bem, uma concelhia bem vizinha de Aveiro. Uma lição a bem da democracia.

publicado por mparaujo às 12:50

27
Jan 14
http://www.psddistritalaveiro.com/wp-content/images/logo_PSDDistritalAveiro.png

Enquanto o país se vai dispersando pela teoria da conspiração da tragédia da Praia do Meco ou se o pequeno Daniel, na Madeira, regressa ou não a casa dos pais, passou, praticamente, despercebido um conjunto de processos eleitorais internos no PSD. Alguns com claro impacto no futuro, tal como aqui referi: Dois recados “laranjas”…, ou seja, a reeleição de Passos Coelho como líder social-democrata.

De facto, na continuidade dessa reflexão feita no referido post, é notória uma realidade relevante: os 88% de votos conquistados por Pedro Passos Coelho representam metade dos votos conquistados nas directas, em 2010. Nas eleições internas desse ano (ainda na oposição) Passos Coelho derrotou Paulo Rangel e Aguiar-Branco, conquistando cerca de 31700 votos (num universo de cerca de 51750 militantes votantes). Neste fim-de-semana, o actual líder do PSD e Primeiro-ministro obteve cerca 15500 votos (num universo de pouco mais de 17600 votantes). Razões, poderíamos apontar diversas, realçando duas: primeiro, o fim do “estado de graça” e de alguma ilusão sentida em 2010 por muitos militantes do PSD, face à forma como o Governo tem liderado a recuperação do país; segundo, o facto do partido, infelizmente (para o partido e para o país), não ter encontrado qualquer alternativa a Passos Coelho.

Apesar do gáudio centrista, continuo com a convicção que esta não foi a melhor notícia nem para o PSD, nem para o País, neste fim-de-semana.

Mas nem tudo azedou no universo político “laranja”.

Em Aveiro, Ulisses Pereira renovou a sua liderança à frente da distrital do PSD, com cerca de 95% dos votos. Isto num universo de mais de 63% de militantes eleitores (em cerca de 2500 votantes, Ulisses Pereira conquistou mais de 2300 preferências).

E esta foi uma semana cheia para o deputado aveirense social-democrata. No decorrer da passada semana, dando continuidade ao seu

trabalho no anterior mandato, Ulisses Pereira foi o escolhido para coordenador do PSD na Comissão de Agricultura e do Mar na Assembleia da República.

E é curioso que Aveiro tem vindo a ver crescer o seu peso político no interior do PSD: o presidente e o vice-presidente do Grupo Parlamentar (Luís Montenegro e Amadeu Albergaria), o presidente do Conselho de Administração da Assembleia da República (Couto dos Santos), o coordenador do Grupo de Trabalho Desporto (Paulo Cavaleiro), a coordenadora da Subcomissão de Igualdade (Paula Cardoso), o vice-coordenador da Comissão de Ambiente e Poder Local (Bruno Coimbra), e a vice-coordenadora da Comissão de Saúde (Carla Rodrigues). Isto para além da referida escolha de Ulisses Pereira.

Bom era que o impacto desta realidade na governação fosse outro… esperemos por melhores marés.

publicado por mparaujo às 15:02

26
Ago 12

Publicado na edição de hoje, 26 de agosto, do Diário de Aveiro.

Entre a Proa e a Ré

Prestações políticas… o menos e o mais.

1.Governo (uma repetida frustração)

Face às notícias da quebra de receitas ficais num valor próximo dos três mil milhões de euros, começa a imergir a noção de que há muitas portuguesas e portugueses que começam a sentir-se enganados e completamente desiludidos…

O Governo errou, mentiu, enganou, iludiu! E medi bem as palavras!

Há muito que o Governo tenta disfarçar erros cometidos, teimosamente mantém convicções desastrosas, tenta esconder realidades e factos. Aliás, o governo começa a dar sinais de tiquismo socialista, as mesmas realidades que “sufragaram” a acção de José Sócrates, em 2011: ilusão, esconder a realidade, pouca transparência e rigor. Passado pouco mais de um ano as diferenças (pelo menos as que poderiam aparentemente existir) esfumam-se.

Não critico a austeridade. Só por pura demagogia ideológica, por puro jogo político, por não assumirem responsabilidades governativas anteriores, é que se podia esperar que a saída da crise em que mergulhámos não se faria sem medidas e políticas de austeridade. Não é isso que condeno. Era expectável, já se esperavam. O que condeno (por mais de uma vez já publicamente afirmado) é o excesso das medidas de austeridade, é a aplicação de medidas de recuperação da crise e de consolidação das contas públicas exclusivamente pelo lado das receitas e do valor salarial.

E o desastre aconteceu... o Estado vai receber menos três mil milhões de euros em receitas fiscais (IVA, IRS, Seg.Social, IRC,etc.), quando a previsão inicial era de um crescimento de cerca de 2,9% (uma revisão em baixa de 8,5% nas receitas previstas para este ano e que pode também representar um desvio, daqueles colossais, de 1,8% no défice deste ano).

Esta triste realidade governativa leva a que seja praticamente impossível para o Governo cumprir a meta de 4,5% do PIB prevista e acordada com a Troika para este ano (tal como refere o próprio ministro das Finanças). Mas o que se estava à espera?

Cortaram-se salários, perderam-se deduções e benefícios sociais, baixam-se pensões... diminuiu o consumo e, consequentemente, baixam as receitas fiscais (IVA) e outras receitas directas (transportes, portagens, etc., etc.). Sem consumo interno a produção baixa e, consequentemente, fecham inúmeras empresas fazendo cair as receitas de IRC e as contribuições para a Segurança Social, aumenta descontroladamente o desemprego (aumentado a despesa com os apoios sociais como subsídios de desemprego e RSI): este ano assistiu-se ao maior aumento de desemprego no Verão em 20 anos.

Com o sector imobliário em crise, baixaram as receitas de IMI, principalmente nos cofres autárquicos. E como o Governo, em mais de um ano, apenas se preocupou com "dizimar" os rendimentos dos cidadãos, sem se preocupar com o lado da despesa e sem criar condições para que a economia não sofresse tanto os impactos da crise (nem o Emprego Jovem soube disfarçar esta realidade, de tão insignificante impacto obtido com a medida; ou nem as ilusórias renegociações das PPPs trouxeram significativas reduções de despesa) o resultado está à vista: os portugueses (ou a maioria deles) fizeram sacrifícios enormes para agora terem este sabor amargo de um esforço inglório e em vão, por incompetência e desleixo governativo.

E por mais que o deputado João Almeida e porta-voz do CDS (partido da coligação governativa) diga que "é impossível discutir eventuais aumentos de impostos e soluções do lado da receita sem ir o mais fundo possível a matérias relacionadas com a despesa", a verdade é que, tal como em Maio do ano passado, o país está de novo nas mãos da Troika (seja por renegociação do compromisso, seja por imposição de mais medidas de austeridade, aliás, agora mais do que nunca, esperadas) e da próxima avaliação. Já não falando na questão dos 13º e 14º meses, sem medidas adicionais para este ano (tal como aplicadas no final de 2011) a meta de défice de 4,5% do PIB é praticamente uma miragem. Ou a Troika aceita suavizar as metas e renegociar o memorando de entendimento (porque a credibilidade das contas e do governo já se esbateu) ou mais medidas de austeridade serão necessárias ainda em 2012 e, obviamente, em 2013 (o tal ano que o Governo aponta como o da retoma). E agora não vale de nada ao governo vir afirmar que Portugal não é a Grécia, que pedir mais tempo e dinheiro seria o descrédito externo, blá, blá, blá.

A verdade é que tudo falhou. E a verdade é que muitos portugueses se sentem enganados, desiludidos, frustrados...

2. Ulisses Pereira.

Mas felizmente nem tudo é assim tão negativo. Há, por outro lado, prestações políticas que merecem um verdadeiro destaque. Para além do trabalho parlamentar de Filipe Neto Brandão, nomeadamente na área da justiça, há que destacar e valorizar o excelente papel que Ulisses Manuel Pereira tem continuado a desenvolver, à semelhante do que fez no outro mandato, em defesa do Mar. Espero sinceramente que a exigente actividade da Distrital do PSD e da presidência da Federação de Andebol não lhe retirem esta capacidade de defender o mar.

Daí que não seja de admirar que a acção parlamentar de Ulisses Pereira tenha valido o elogio recebido por parte da Associação dos Armadores de Pescas Industriais (ADAPI) pela “atenção” que o deputado aveirense tem dedicado ao sector das Pescas.

Infelizmente o país não sabe aproveitar e explorar os seus recursos naturais, o seu património mais valioso, para se impor interna e externamente, para ganhar desafios de competitividade, para combater a crise e conquistar um eficaz desenvolvimento. Portugal tem uma das maiores Zonas Económicas Exclusivas (cerca de 1 725 000 km², só na zona do arquipélago dos Açores são cerca de 950 000 km², o que significa uma posição privilegiada e estratégica no Oceano Atlântico, em diversos níveis, económico, comercial, geopolítico). E que proveito temos desta realidade? Que benefícios económicos e de desenvolvimento lucramos?

O Mar representa um enorme potencial económico que serviria para um inquestionável aumento da sustentabilidade e do desenvolvimento do país, tem uma importância acrescida na economia, no âmbito da ciência e da investigação, da geopolítica e da geoestratégica militar, do turismo, da criação de emprego, da preservação da cultura, história e identidade lusa. Mas o que o país faz é menosprezar este valor indiscutível. O nosso mar foi sendo desvalorizado, perdendo relevância nas prioridades nacionais, foi sendo “comprado” pelas políticas e restrições europeias. A frota pesqueira foi trocada, anos a fio, por promessas e subsídios nada estruturantes para o sector. A quota pesqueira foi sendo “engolida” por uma maior capacidade de pressão de países concorrentes no seio das instituições internacionais.

O turismo ligado ao Mar, em Portugal, confina-se ao Algarve, ao nível do investimento e das políticas governativas para o sector, como se o Mar apenas se destinasse ao mergulho após 2 horas de “torrar ao sol”. A par com o sector das pescas e da ciência do mar o turismo costeiro poderia ser um claro e evidente factor de desenvolvimento: desportos náuticos, pesca desportiva, pesca submarina, actividades ambientais, etc.

O Mar traz ainda novas realidades tecnológicas, novos desenvolvimentos científicos (oceanografia, biologia marinha, recursos naturais e energéticos), novos desafios ambientais.

O Mar é o maior “trunfo” para a crise e a realidade que Portugal vive nos dias de hoje, potencializando o desenvolvimento nacional dada a sua importante escala económica mundial e a posição estratégica dos nossos portos.

Urge encará-lo como um valor de modernidade, como uma oportunidade de futuro, como um património único, para além da tradição, da história e da identidade. O Mar não pode significar, apenas, passado. O Mar tem de ser encarado como futuro. Quem sabe… o único futuro que nos resta.

Uma boa semana.

publicado por mparaujo às 15:02

19
Out 09
Não tenho qualquer obrigação de subscrição, apoio ou subserviência para com o Dr. Ulisses Pereira.
Conheço-o desde os meus tempos de início de carreira como treinador de basquetebol, no Clube do Povo de Esgueira.
Conheço-o, com respeito e consideração. Tão só.
E não creio que o Dr. Ulisses Pereira necessite do meu contributo de "patrocínio de advogado de defesa".
Mas no que está em causa, não posso deixar de vir, publicamente, manifestar a minha total concordância.
Até porque o tema - Estádio Municipal - não é, para mim, novo e, na generalidade, princípio e argumentação, estou perfeitamente de acordo, como aliás já o afirmei, publiquei e discuti em conversas várias: Aveiro só ganharia com o repensar da zona envolvente ao Estádio Municipal, do próprio estádio, da eventual recuperação do antigo estádio ou a construção de um estádio, mais pequeno, com menos encargos e situado, por exemplo, junto ao parque de Exposições (algo que sempre defendi antes da construção do estádio, em Taboeira).
Custa mais ao erário público, ao desenvolvimento de Aveiro e ao futuro do Beira Mar manter o actual estado das coisas. Ao menos que se recupere algum do investimento despendido, enquanto é tempo e existirem alternativas.
Alternativa que passaria por rentabilizar o espaço envolvente ao Parque Expo: rentabilizar exposições, acessibilidades, centralidades, espaço para estacionamento, atractividade. Parece-me um excelente espaço disponível para uma infra-estrtutura que se enquadraria perfeitamente na envolvente e nos equipamentos já existentes.
Podendo mesmo potenciar outros: piscinas, pavilhão, zona comercial e de lazer.
Daí que só compreenda os ataques às afirmações de Ulisses Pereira como "jogo político".
O meu acordo...
Ver notícia do Público aqui.
publicado por mparaujo às 23:15

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