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Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

28.Jul.21

E depois do Adeus...

quando a história não deve, nem nunca pode ser travada.

mparaujo
Volvidos mais de 47 anos, a caminho do meio século, do 25 de Abril de 74 - passado mais tempo do que o próprio Estado Novo (41 anos - 1933 | 1974) - é mais que tempo suficiente para os que portugueses olhem para a sua História com o distanciamento necessário para que os acontecimentos que marcaram o destino e mudaram o rumo do país tenham o seu merecido lugar e a sua verdadeira importância. Segundo o activista monárquico brasileiro (valha o que valer a "ideologia de Estado") (...)
05.Jun.21

Pela Liberdade... sempre.

ontem, hoje... sempre.

mparaujo
Não importa o contexto, a localização, a realidade... Liberdade é e será sempre Liberdade: pela defesa dos direitos, das garantias, da opinião, da expressão e da informação. Há 32 anos (1989 - o tempo vale o que vale), durante 51 dias, entre os dias 19 de abril e 4 de junho, milhares de jovens estudantes chineses manifestaram-se, pacificamente, nas ruas de Pequim, culminando estes protestos com o conhecido "massacre da Praça de Tian' anmen", vitimando cerca de 1.000 pessoas e (...)
16.Mai.21

Talvez um dia... quem sabe?!

A esperança numa paz permanentemente adiada

mparaujo
Quem sabe um dia... entre Palestinianos e Israelitas. Ou melhor... acreditando que muitos dos palestinianos e israelitas já enterram as suas pedras e intifadas: «Quem sabe um dia... entre os Estados da Palestina e Israel». Sem muros, sem pedras, sem balas, sem conflito, sem exclusão, sem guerra, dor ou morte... Quem sabe um dia: em PAZ e pela PAZ.
09.Mai.21

do "pronunciamento" da Justiça...

a pôr a escrita em dia... mesmo que com o devido atraso.

mparaujo
Há quem, e não apenas o seu autor, reforce a ideia de que a Operação Marquês (caso José Sócrates) "Ainda agora começou", apesar do processo ter já a "proveta" idade de 7 anos (2014). Bem verdade... de facto, muito ainda haverá por narrar e constatar neste processo: recursos, julgamento, mais recursos, até ao definitivo "transitado em julgado". Mas sobre o que assistimos, muitos em directo, durante cerca de 3 horas, no dia 9 de abril (há um mês), importa destacar: Primeira premissa Desde 2014, quando rebentou na praça pública todo o processo da Operação Marquês, nomeadamente com a detenção, em directo, no aeroporto, do ex Primeiro-ministro português, José Sócrates, que não teci, publicamente, qualquer tipo de (...)
08.Abr.21

da ética e nobreza política

Jorge Coelho: descanse em paz

mparaujo
Deixemos de lado, por uma questão de princípio e respeito, as diferenças partidárias e ideológicas. A política ficou, inquestionavelmente, mais pobre e mais vazia. Não só porque viu partir um político, mas essencialmente porque viu morrer um político com ÉTICA, com RESPONSABILIDADE, com verdadeiro sentido de MISSÃO PÚBLICA e SERVIÇO PÚBLICO. Verdadeiramente importante em momentos cruciais da vida política do PS, nomeadamente com o seu renascimento na década de 90, (...)
03.Abr.21

O IRS não é apenas uma obrigação fiscal

quando 0,5% pode fazer a diferença

mparaujo
Chegou aquela altura do ano (de 1 de abril a 30 de junho) referente a uma das obrigações fiscais mais agri-doces do nosso sistema fiscal: a entrega da Declaração do IRS. Dores de cabeça porque o Portal das Finanças está "sobrelotado"... Dores de cabeça porque há sempre dúvidas no preenchimento do Modelo 3 e respectivos anexos... Dores de cabeça porque não registámos as facturas atempadamente no "e-fatura"... Dores de cabeça porque achamos sempre que pagamos demasiado imposto... D (...)
28.Mar.21

A pergunta para 110 milhões de euros

Barragens EDP: Quem esconde o quê, quanto e porquê?

mparaujo
A organização não-governamental Transparency Internacional (TI) revelou, no seu mais recente relatório, que Portugal ocupou, em 2020, o 33.º lugar no Índice de Percepção da Corrupção (com 61 pontos, sendo a pontuação mais baixa de sempre: 62 pontos em 2019, 64 em 2018, 63 em 2017 - quanto mais alta for a pontuação melhor). Um ranking internacional, que integra 180 países, onde figuram, nos quatro primeiros lugares países como a Dinamarca e Nova Zelândia com 88 pontos, (...)
21.Mar.21

O lado "escuro" da pandemia

as realidades que passam para o fim da lista da agenda pública

mparaujo
Há mais vida para além da COVID-19, para além das vagas, para além das estatísticas, para além das vacinas e das guerras das farmacêuticas. Se as orientações e regras necessárias para a mitigação da pandemia merecem o nosso especial cuidado para regressarmos o mais rápido possível à tão desejada normalidade (se é que alguma vez a voltaremos a ter, tal como a conhecíamos até março de 2020), o excessivo foco e centralidade do nosso quotidiano na COVID-19 faz com que os (...)
04.Mar.21

Entre as margens fica um rio

e a imensidão de memórias de uma tragédia

mparaujo
Ainda longe da "explosão" das redes sociais e da facilidade com que a informação se difunde (para o bem e para o mal) a noite fria do dia 4 de março de 2001 agarrava o país às televisões, às vozes nas rádios e às páginas do jornais (no dia seguinte... e seguintes). Foi uma das semanas mais trágicas que a contemporaneidade nacional alguma vez revelou. Passavam poucos minutos das 21h00 quando o quarto pilar da ponte Hintze Ribeiro, que ligas as duas margens do Rio Douro entre (...)
02.Mar.21

Num ano, o Mundo girou ao contrário

365 dias de pandemia, um cenário ainda longe do fim

mparaujo
No princípio, o verbo era misterioso, obscuro, distante e, apesar dos inúmeros "bitaites", perfeitamente desconhecido. No princípio, o verbo ainda mal tinha sido baptizado (SARS-CoV2 = COVID-19), não sairia da China, era um "resfriadozito"... e até as máscaras eram uma falsa sensação de segurança. Em pouco menos de um mês... o caos na saúde pública mundial. O número de infecções e a rapidez com que o vírus ganhou dimensão mundial, transformaram cada um dos continentes, (...)
07.Fev.21

O zoom político-partidário

ou o arrastar da agonia partidária de um partido sem rei, nem roque, nem coisa alguma.

mparaujo
(créditos da foto: António Cotrim / LUSA) Independentemente das afinidades ideológicas, políticas e partidárias, o país tem um conjunto de partidos (do PCP à Iniciativa Liberal, passando pelo BE, PAN, Livre, PS, PSD e CDS) que são fundamentais à democracia, seja pela sua história nestes quase 47 anos do pós-25 de Abril/74, seja pelo papel que desempenham mais recentemente. Portanto, é sempre motivo de algum desconforto ver o definhar público e notório de um partido... neste (...)
30.Jan.21

Rewind #001

rebobinar memórias entre séculos...

mparaujo
30 de janeiro de 1948 - Índia (Nova Deli) À data, já os nacionalismos faziam (ou continuavam a fazer) estragos e tragédias. Três tiros disparados por Nathuram Godse  à queima-roupa eram o suficiente para assassinar o histórico líder activista Mahatma Gandhi. Um mão cheia de memórias... 1. Olho por olho e o mundo acabará cego. 2. O futuro depende do curso dos eventos. 3. Acreditar em algo e não o viver é desonesto. 4. O futuro dependerá daquilo que fazemos no presente. 5. (...)
29.Jan.21

Fecharam-se as janelas e as portadas... calaram-se as palmas.

Depois do hino aos heróis da saúde... um preocupante, dramático e incompreensível silêncio. Demasiad

mparaujo
Estávamos no princípio da pandemia, da surpresa, do encontro com o perigoso desconhecido... Também estávamos num momento e contexto onde imperava a solidariedade, a preocupação com o outro, com o vizinho ou até com o desconhecido... E, principalmente, estávamos num tempo em que o reconhecimento público do esforço heróico, altruísta e abnegado dos profissionais de saúde mereceu o maior manifesto colectivo de gratidão... E, de repente, caiu o pano... impera o silêncio. Um (...)
27.Jan.21

Lembrar para nunca mais repetir

O que foi feito não pode ser desfeito, mas podemos evitar que aconteça novamente. Anne Frank

mparaujo
27 de janeiro No dia em que se comemora a libertação, pelas tropas soviéticas, dos prisioneiros do campo de concentração nazi Auschwitz-Bikernau (que, na verdade, era uma rede de 3 campos no sul da Polónia: Stammlager Auschwitz (administrativo); Auschwitz-Bikernau (extermínio) e Auschwitz-Monowitz (trabalho forçado), e ainda mais 45 pequenos campos satélites), a Assembleia-Geral da ONU declarava, em novembro de 2005, através da Resolução 60/7, o dia 27 de janeiro como o Dia (...)
26.Jan.21

Presidenciais 2021: O dia seguinte da democracia

Da clarividência de uma vitória à confusão geral, passando pelo regresso das vitórias morais (as der

mparaujo
(créditos da imagem: Pedro Fiuza / NurPhoto) Caiu o pano sobre as Eleições para a Presidência da República 2021, com a clara vitória de Marcelo Rebelo de Sousa na recandidatura ao segundo e derradeiro mandato. Embora nas eleições presidenciais apenas tenha resultados práticos a atribuição do primeiro classificado (o mais votado... seja numa ou a duas voltas) que elege o único lugar disponível - o cargo de Presidente da República - a verdade é que estas eleições, em (...)
24.Jan.21

A primeira e importante vitória eleitoral

mesmo ainda em projecção e à espera da confirmação (abstenção)

mparaujo
Se se confirmarem as projecções que apontam para uma abstenção entre os 50% e os 55%, os portugueses demonstraram um enorme sentido cívico e democrático. É um número elevado mas longe da tragédia anunciada e prevista até ao dia de ontem. Importa recordar que estamos no furacão de uma pandemia, com recolhimento e confinamento, e com uma segunda-feira (pelo menos à tarde) bastante chuvosa... Importa recordar que o número de eleitores aumentou em relação às Presidenciais de 2016. Im (...)
23.Jan.21

Um sonho... quase, quase realidade.

mparaujo
Não sou dos que vivem enclausurados com o chavão "no meu tempo é que era" ou "antes é que era bom". Primeiro, porque o "tempo" é o que quisermos contextualizar e viver (mesmo que em memórias) em cada momento ou realidade. Segundo, "antes" nem era melhor, "mais bom" ou agora tudo é pior. Antes e hoje têm uma coisa em comum... são diferentes. Apesar disso, é no "antes" que ainda encontro as minhas raízes musicais, mesmo que no "hoje" vá descobrindo uma ou outra surpresa bem (...)
20.Jan.21

Hoje foi dia de... tornar o mundo mais "respirável"

mparaujo
Entre a pressão e a realidade dos números da pandemia, o mundo reserva-nos, felizmente, momentos de regozijo. Acredito que, se eles quiserem, podem tornar a América novamente grande, democrática, livre, pacífica e respeitada. E o Mundo respirará muito melhor. Yes You Can, again. Get democracy great again. (créditos da imagem: Getty Images, via Expresso)
17.Jan.21

24 de janeiro: Eu VOTO!

Nem o estado de Emergência ou de Sítio podem condicionar a democracia, a política e os mais elementa

mparaujo
No dia em que, surpreendentemente, cerca de 250 mil cidadãos eleitores exerceram o seu legítimo direito de voto (antecipado), mesmo que isso signifique apenas pouco mais de 2,3%, importa uma reflexão de cidadania. No contexto em que vivemos, de total e perfeita "anormalidade" das rotinas e das dinâmicas sociais, ao qual acresce o confinamento aplicado em pleno estado de Emergência, poderia ser adiado o processo eleitoral para a Presidência da República? Podia... a data das (...)
09.Jan.21

Sacudir a água do capote

em Portugal, à boa maneira lusa, a tradição ainda é o que era: o habitual passa-culpas.

mparaujo
(créditos da foto: Pedro Granadeiro / Global Imagens, in Dinheiro Vivo) Tal como se esperava - e não colhe o argumento "surpresa" porque era, por quase todos, esperado - a coisa está a correr mal e tinha tudo para correr mal. E não é apenas por causa do Natal... já vem de trás, foi no período das festividades natalícias e é-o, também, agora. Responsáveis?! Dizem alguns que a culpa é de muitos portugueses porque não se comportaram (e comportam) todos da mesma forma, nem lidam (...)