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Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontravam e conversavam sobre tudo e nada.

20.Fev.24

KO técnico

mparaujo
(desconhece-se a fonte/origem da imagem... corre "viral" nas redes sociais) É certo que faltam mais de duas semanas para a decisão final e essa caberá sempre, e em última instância, à vontade livre, democrática e expressa de cada cidadão. Também é certo que a fórmula e a estrutura do ciclo de debates que foram promovidos na televisão deixam algumas reservas, assim como deixam algumas reservas métodos avaliativos, como, por exemplo, o surrealismo do "pulsómetro", essa bitola (...)
19.Fev.24

Justiça para totós

ou um olhar da plebe sobre a Justiça

mparaujo
Publicado na edição de hoje, 19 de fevereiro, do Diário de Aveiro (pág. 6) Não se trata de mais um livro da coleção “Mais fácil é impossível. (…) para totós”. O que não invalida a sugestão para engrossar a diversidade das temáticas que são expostas, como as ciências (por exemplo, matemática), bem-estar, economia e gestão, línguas, informática, música, etc. A apropriação tem outro objetivo e finalidade: um olhar leigo sobre a Justiça e, mais uma vez (porque a (...)
16.Fev.24

Tributo às liberdades e à dignidade humana

mparaujo
(fonte da foto: Nuovi Lavori) Nunca foi manifestamente claro que Alexei Navalny, ao criticar de forma tão veemente o regime de Putin, defendesse, em contraponto, a democratização da Rússia. É verdade que a permanente acusação e crítica ao regime de Putin e o combate constante à corrupção e ao oligarquismo que sustentam o atual regime russo foi bandeira do ativismo político de Navalny. Mas também é verdade que não me recordo de uma oposição formal, pública e clara, quanto (...)
13.Fev.24

Anticiclone (político) dos Açores

mparaujo
Publicado na edição de hoje, 12 de fevereiro, do Diário de Aveiro (pág. 6) Sim… falamos de tempo da democracia e falamos de tempo político. Um anticiclone subtropical, no qual se insere o Anticiclone dos Açores, é caracterizado por uma massa de ar quente e sem humidade, e, por isso, relacionado com um céu limpo e sem nuvens. No caso da atual conjuntura política açoriana ele contraria, em tudo, qualquer princípio da meteorologia: muita nebulosidade e correlações partidárias (...)
08.Fev.24

É Entrudo... nem que chova!

mparaujo
Não querendo, de todo, desvalorizar o impacto que o Carnaval tem em muitas regiões e territórios, em alguns casos com muitos anos, a verdade é que há, ainda, uma grande parte do país (principalmente no Norte e no Centro/Norte) onde a vivência do Entrudo espelha as dinâmicas sociais e as raízes culturais, sociológicas, históricas e identitárias de várias comunidades, nesta altura do ano. São disso exemplo: Os Caretos de Lazarim (Lamego/Viseu); a Queima do Entrudo, na (...)
08.Fev.24

Às armas! Às armas!... "Secos e Molhados", versão 2.0

que a memória não se apague... (governação de Cavaco Silva)

mparaujo
(imagem: período de governação de Cavaco Silva / PSD - manifestação da PSP denominada "Secos e Molhados") O direito à greve é um direito, não sendo absoluto, respeitável e legítimo, desde que, obviamente, coerente e realista. Mas é um direito natural, estruturado no direito a liberdade de expressão e sustentado na legitimidade da reivindicação de melhor qualidade de vida, melhor qualidade laboral e do justo rendimento. Nada disso se pretendeu colocar em causa na greve dos (...)
03.Fev.24

Nem sempre "errar é humano"

mparaujo
O jornal Expresso, na sua conta do Instagram divulgava uma imagem a publicitar/divulgar um conjunto de debates entre os líderes dos partidos com assento parlamentar, para as próximas legislativas de 10 de março. Até aqui (quase) tudo bem... só que, olhando para a imagem produzida pelo Expresso, é notória a ausência de uma fotografia do líder do PCP, Paulo Raimundo (em representação da CDU). Num tempo em que muitos se solidarizam com a causa jornalística que, à data, se foca (...)
31.Jan.24

O chamado 'centro-direita' radicalizou-se

mparaujo
Adjetivar o PS e Pedro Nuno Santos de "radicais" ao lado (ou comparando) deste PSD extremado e radicalizado é o mesmo que chamar-lhes "meninos de coro". Esta já tinha sido a retórica usada em 2015 quando o PSD acusou António Costa de radical. Volta a ser a mesma argumentação (face à notória falta de outra) que o PSD usa, em 2023/2024, para criticar Pedro Nuno e o PS, pretendendo com isso denegrir o período da geringonça que, curiosamente e contra-ciclo, a maioria dos portugueses (...)
29.Jan.24

Quo Vadis democracia e ética republicana?

mparaujo
Publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro. Desde os longínquos tempos da philos e da polis da antiga Grécia, passando pelo período do Renascimento (por exemplo, recordando o Príncipe, de Maquiavel), até ao confronto dialético entre o sistema monárquico e o republicano, a ética foi sempre considerada a nobreza dos valores e princípios do espaço público, da gestão da coisa pública, da política e da democracia. Tendo como baliza temporal o ano de 1910, mais (...)
28.Jan.24

À vontade não é à vontadinha... em defesa da democracia

mparaujo
Tenho um enorme respeito e uma elevada consideração por António Barreto, sociólogo, político e ex-ministro do I Governo Constitucional, que enfrentou, de forma superior, o processo da Reforma Agrária (para desencanto de alguns). Muito raramente tendo a discordar ou, por norma, "bebo" cada uma das suas palavras. Mas nem sempre. E hoje é um desses contextos. No seu artigo de opinião semanal no jornal Público (versão paga - 27-01-2024 - "Prova de Fogo" (...)
26.Jan.24

O marketing pode ser ativista? Pode... mas há linhas vermelhas.

mparaujo
Ao marketing, de uma forma muito linear (deixando de lado a vertente técnica), exige-se que venda mais, que fidelize e construa uma relação eficaz com os clientes, que aumente a visibilidade e consolide a marca ou o produto. Vem isto a propósito da recente campanha do IKEA para promoção de um dos seus produtos – estante Kallax – usando, na mensagem, a referência explícita ao processo judicial influencerque esteve na base da crise política gerada com o pedido de demissão de (...)
25.Jan.24

Atirar pedras e esquecer os telhados de vidro

mparaujo
A política sem lógica, sem conformidade ou despejada de coerência não é mais do que um mero exercício de populismo ou de pura demagogia eleitoralista. Em plena campanha e confronto eleitoral a falta de redobrado cuidado deturpa a mensagem e a retórica e apenas favorece radicalismos e extremismos. À mistura de um conjunto de promessas de medidas e políticas, mais sustentadas em “crenças e credos” do que realistas e demonstrativas de alternativa credível, o PSD acusa o PS de (...)
22.Jan.24

Os votos que atravessam o Atlântico

os eventuais reflexos nacionais das eleições regionais nos Açores

mparaujo
Publicado na edição de hoje, 22 de janeiro, do Diário de Aveiro (página 15) As Eleições Legislativas Regionais dos Açores agendadas para daqui a duas semanas, no dia 4 de fevereiro, são, na atual conjuntura política nacional, mais do que um processo eleitoral tradicional (para não dizer, normal). Por norma, os processos eleitorais valem por si só, são particulares e específicos nos seus objetivos e esgotam-se nos seus resultados finais. Só que o atual contexto político é (...)
21.Jan.24

Solidariamente... pela causa do jornalismo

mparaujo
Este foi o último dia do 5.º Congresso dos Jornalistas, reunidos em Lisboa desde quinta-feira, num momento em que se agudiza o que há alguns anos se vinha adivinhando: a sobrevivência da profissão e do exercício de um jornalismo livre; a sustentabilidade do setor; o afastamento da profissão em relação aos leitores, ouvintes e espetadores; os desafios da desinformação e da proliferação anárquica de meios de difusão de informação sem rigor, sem veracidade, sem escrutínio. (...)
20.Jan.24

Títulos "à la carte"

infelizmente, numa plena coincidência com o 5.º Congresso dos Jornalistas

mparaujo
(fonte da imagem: adaptado/recorte da infografia da revista Visão - 15.01.2024 / 08:00) É indesmentível que há, nalguns órgãos de comunicação social, uma escondida "agenda editorial", mais ou menos camuflada para não colidir com o código e regime jurídico do jornalismo. Um das formas de contornar o rigor, a ética, a transparência e a isenção é recurso a títulos de notícias feitos à medida do fato que se quer vestir, focados no que dá mais jeito à tendência editorial. Num (...)
15.Jan.24

A democracia é responsabilidade de todos

mparaujo
Publicado na edição de hoje, 15 de janeiro, do Diário de Aveiro (página 10) 1. Quando o jornalismo enfrenta um contexto grave de crise, é a própria democracia que entra em crise. Sejamos claros: sem jornalistas não há jornalismo… sem jornalismo não há democracia. Esta é uma inquestionável realidade. E não se pense que os impactos de um jornalismo em crise apenas se compaginam com o encerramento de órgãos de comunicação social (que, infelizmente, ao longo da história da (...)
08.Jan.24

Horóscopo político e social para 2024

mparaujo
Publicado na edição de hoje, 8 de janeiro, do Diário de Aveiro (página 10) Tudo indicava que, após os dois anos negros da pandemia, as nossas vidas tomassem o rumo da normalidade. Nada apontaria para que o mundo assistisse e sofresse os impactos da inqualificável invasão da Rússia à Ucrânia, com as conhecidas (e sentidas) consequências na economia internacional, para além, obviamente, do desfecho na vida dos ucranianos. Àdificuldade sentida por parte da comunidade (...)