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Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

28.Nov.21

Vitória em dose quádrupla...

no dia 31 de janeiro de 2022, voltar-se-ão, de novo, os focos para Rui Rio

mparaujo
(crédito da foto: José Coelho/LUSA, in SIC Notícias) Apesar das circunstâncias pródigas em "matéria de facto" que foram surgindo, adiei, por várias vezes, abordar as eleições internas do PSD, ou, dito de outra forma, as históricas e amiúdes 'facadas nas costas' que alimentam o tradicional 'ninho de víboras' que tão bem caracteriza o adn do partido. Fui adiando, alimentando a perspectiva do que seriam os resultados das directas, que se realizaram ontem, o que condicionaria, a (...)
01.Nov.21

O País suspenso... até quinta-feira (4 novembro)

notas de uma improvável audiência presidencial...

mparaujo
Tudo indica que na próxima quinta-feira (4 de novembro) o Presidente da República anunciará a data (a mais "votada" é 16 de janeiro) das eleições legislativas, a menos que tenha algum trunfo na manga - o que não seria nada de estranhar em Marcelo Rebelo de Sousa. Tal como no chumbo do Orçamento, no passado dia 22 de outubro, em que havia ainda uma ínfima possibilidade de um volte-face político que viabilizasse a proposta do Governo, também, neste caso, há ainda uma ténue (...)
24.Out.21

O 'fantasma' da crise

ou os efeitos pré-halloween da política

mparaujo
(crédito da imagem: Hélder Oliveira, no jornal Expresso) Não importa tecer, nesta fase, qualquer comentário qualitativo ao Orçamento do Estado para 2022 (OE2022), até porque ele ainda não é, de todo, conhecido, e, se passar na primeira aprovação na Assembleia da República, na generalidade, ainda terá que baixar à especialidade, o que significa que muita água ainda irá passar por debaixo da ponte. Importa, isso sim, uma reflexão (mesmo que sucinta) sobre a putativa e tão (...)
04.Out.21

O mundo gira e avança

(mesmo sem ser nas mãos de uma criança)

mparaujo
Não é preciso recuarmos uma eternidade para nos lembrarmos (a título de exemplo porque exemplos haverá muitos) dos Torneios de Futebol de Salão que eram organizados pelo S.C. Beira Mar, no velhinho e demolido Pavilhão do Alboi. Quem não se recorda de equipas e rivalidades, algumas vezes levadas a alguns excessos e extremos, entre equipas como as do café Tako, Extrusal, Casa Martelo, café Convívio, e tantas outras? Quem, ao fim de pouco mais de duas ou três décadas, imaginaria (...)
01.Out.21

das verdades políticas

daquelas irrefutáveis, históricas, mas sempre actuais e fulcrais.

mparaujo
Apesar de ter sido, e ainda é, associada a um dos discursos e afirmações mais emblemáticas de Francisco Sá Carneiro (e vamos deixar a ideologia e partidarite de lado), a referência à ética política vem dos tempos da génese da democracia (e da política), dos tempos da polis das acrópoles e ágoras gregas, do "animal político" de Aristóteles ou da sabedoria e filosofia políticas de Platão. É certo que Sá Carneiro dispensaria o uso e abuso exaustivo desta sua afirmação, (...)
24.Set.21

Autárquicas 2021 - (Ílhavo) com Confiança...

A Hora da Verdade... por um Futuro que não esquece o presente. Uma escolha consciente e coerente

mparaujo
Aproximamo-nos da “hora da verdade”, onde o que conta, a única coisa que verdadeiramente conta, é a opção consciente de cada um dos eleitores, seja ela na candidatura A, B ou C, ou em branco. Domingo, já não há arruadas, campanhas, porta-a-porta, debates, …, apenas o voto. E quão importante é VOTAR, assumirmos as nossas opções, termos o poder de eleger, não deixarmos nas mãos dos outros o que é nossa responsabilidade e vontade. Mas ainda há algo que pode, e deve, (...)
28.Ago.21

A vida não é justa

aliás, muitas vezes, é até madrasta.

mparaujo
A vida, seja qual for o seu sentido ou as crenças que nela depositamos, tem um único ciclo... inevitável, forçoso, implacável, imperioso: sem vontade própria, nascemos; sem a mesma vontade, morremos. Pelo meio, fica o percurso de vida. Mas este percurso tem, igualmente, por norma e natura, um outro ciclo. E aqui reside a forma como a vida e apresenta injusta e adversa. Durante uma grande parte do percurso inicial da vida (cada vez mais prolongado no tempo, diga-se) os filhos (...)
22.Ago.21

O populismo bacoco

o que importa é aparecer... mesmo que fora de tempo ou que não se acrescente nada ao contexto.

mparaujo
Em 1961, Grabriel Garcia Márquez intitulava um dos muitos seus livros com "Ninguém escreve ao coronel". Volvidos 60 anos após o lançamento dessa excelente obra do escritor colombiano (a par de "Cem anos de solidão", "Crónica de uma morte anunciada", "Amor nos tempos de cólera", "O general no seu labirinto" ou "Memória das minhas putas tristes", entre tantos outros), Portugal bem podia afirmar, neste domingo, "Ninguém bate palmas ao nosso presidente". Arrancou, ontem, (final e (...)
17.Ago.21

Renegar Afeganistão

com a esperança que o país volte a renascer destas (indesejáveis e dispensáveis) novas cinzas

mparaujo
(crédito da foto: EPA / Peter Klaunzer) 20 anos depois, duas décadas de esperança na reformulação e reestruturação da sociedade/país e na concretização da implementação dos mais elementares direitos humanos (nomeadamente, a liberdade e a valorização das mulheres) caem, de forma inexplicada, inesperada e demasiado rápida/fácil em apenas 4 ou 5 meses. À chegada (conquista) dos Talibã a Cabul, o sol afegão transformou-se num cinzento bem carregado... o dia transformou-se (...)
28.Jul.21

E depois do Adeus...

quando a história não deve, nem nunca pode ser travada.

mparaujo
Volvidos mais de 47 anos, a caminho do meio século, do 25 de Abril de 74 - passado mais tempo do que o próprio Estado Novo (41 anos - 1933 | 1974) - é mais que tempo suficiente para os que portugueses olhem para a sua História com o distanciamento necessário para que os acontecimentos que marcaram o destino e mudaram o rumo do país tenham o seu merecido lugar e a sua verdadeira importância. Segundo o activista monárquico brasileiro (valha o que valer a "ideologia de Estado") (...)
05.Jun.21

Pela Liberdade... sempre.

ontem, hoje... sempre.

mparaujo
Não importa o contexto, a localização, a realidade... Liberdade é e será sempre Liberdade: pela defesa dos direitos, das garantias, da opinião, da expressão e da informação. Há 32 anos (1989 - o tempo vale o que vale), durante 51 dias, entre os dias 19 de abril e 4 de junho, milhares de jovens estudantes chineses manifestaram-se, pacificamente, nas ruas de Pequim, culminando estes protestos com o conhecido "massacre da Praça de Tian' anmen", vitimando cerca de 1.000 pessoas e (...)
16.Mai.21

Talvez um dia... quem sabe?!

A esperança numa paz permanentemente adiada

mparaujo
Quem sabe um dia... entre Palestinianos e Israelitas. Ou melhor... acreditando que muitos dos palestinianos e israelitas já enterram as suas pedras e intifadas: «Quem sabe um dia... entre os Estados da Palestina e Israel». Sem muros, sem pedras, sem balas, sem conflito, sem exclusão, sem guerra, dor ou morte... Quem sabe um dia: em PAZ e pela PAZ.
09.Mai.21

do "pronunciamento" da Justiça...

a pôr a escrita em dia... mesmo que com o devido atraso.

mparaujo
Há quem, e não apenas o seu autor, reforce a ideia de que a Operação Marquês (caso José Sócrates) "Ainda agora começou", apesar do processo ter já a "proveta" idade de 7 anos (2014). Bem verdade... de facto, muito ainda haverá por narrar e constatar neste processo: recursos, julgamento, mais recursos, até ao definitivo "transitado em julgado". Mas sobre o que assistimos, muitos em directo, durante cerca de 3 horas, no dia 9 de abril (há um mês), importa destacar: Primeira premissa Desde 2014, quando rebentou na praça pública todo o processo da Operação Marquês, nomeadamente com a detenção, em directo, no aeroporto, do ex Primeiro-ministro português, José Sócrates, que não teci, publicamente, qualquer tipo de (...)
08.Abr.21

da ética e nobreza política

Jorge Coelho: descanse em paz

mparaujo
Deixemos de lado, por uma questão de princípio e respeito, as diferenças partidárias e ideológicas. A política ficou, inquestionavelmente, mais pobre e mais vazia. Não só porque viu partir um político, mas essencialmente porque viu morrer um político com ÉTICA, com RESPONSABILIDADE, com verdadeiro sentido de MISSÃO PÚBLICA e SERVIÇO PÚBLICO. Verdadeiramente importante em momentos cruciais da vida política do PS, nomeadamente com o seu renascimento na década de 90, (...)
03.Abr.21

O IRS não é apenas uma obrigação fiscal

quando 0,5% pode fazer a diferença

mparaujo
Chegou aquela altura do ano (de 1 de abril a 30 de junho) referente a uma das obrigações fiscais mais agri-doces do nosso sistema fiscal: a entrega da Declaração do IRS. Dores de cabeça porque o Portal das Finanças está "sobrelotado"... Dores de cabeça porque há sempre dúvidas no preenchimento do Modelo 3 e respectivos anexos... Dores de cabeça porque não registámos as facturas atempadamente no "e-fatura"... Dores de cabeça porque achamos sempre que pagamos demasiado imposto... D (...)
28.Mar.21

A pergunta para 110 milhões de euros

Barragens EDP: Quem esconde o quê, quanto e porquê?

mparaujo
A organização não-governamental Transparency Internacional (TI) revelou, no seu mais recente relatório, que Portugal ocupou, em 2020, o 33.º lugar no Índice de Percepção da Corrupção (com 61 pontos, sendo a pontuação mais baixa de sempre: 62 pontos em 2019, 64 em 2018, 63 em 2017 - quanto mais alta for a pontuação melhor). Um ranking internacional, que integra 180 países, onde figuram, nos quatro primeiros lugares países como a Dinamarca e Nova Zelândia com 88 pontos, (...)
21.Mar.21

O lado "escuro" da pandemia

as realidades que passam para o fim da lista da agenda pública

mparaujo
Há mais vida para além da COVID-19, para além das vagas, para além das estatísticas, para além das vacinas e das guerras das farmacêuticas. Se as orientações e regras necessárias para a mitigação da pandemia merecem o nosso especial cuidado para regressarmos o mais rápido possível à tão desejada normalidade (se é que alguma vez a voltaremos a ter, tal como a conhecíamos até março de 2020), o excessivo foco e centralidade do nosso quotidiano na COVID-19 faz com que os (...)
04.Mar.21

Entre as margens fica um rio

e a imensidão de memórias de uma tragédia

mparaujo
Ainda longe da "explosão" das redes sociais e da facilidade com que a informação se difunde (para o bem e para o mal) a noite fria do dia 4 de março de 2001 agarrava o país às televisões, às vozes nas rádios e às páginas do jornais (no dia seguinte... e seguintes). Foi uma das semanas mais trágicas que a contemporaneidade nacional alguma vez revelou. Passavam poucos minutos das 21h00 quando o quarto pilar da ponte Hintze Ribeiro, que ligas as duas margens do Rio Douro entre (...)
02.Mar.21

Num ano, o Mundo girou ao contrário

365 dias de pandemia, um cenário ainda longe do fim

mparaujo
No princípio, o verbo era misterioso, obscuro, distante e, apesar dos inúmeros "bitaites", perfeitamente desconhecido. No princípio, o verbo ainda mal tinha sido baptizado (SARS-CoV2 = COVID-19), não sairia da China, era um "resfriadozito"... e até as máscaras eram uma falsa sensação de segurança. Em pouco menos de um mês... o caos na saúde pública mundial. O número de infecções e a rapidez com que o vírus ganhou dimensão mundial, transformaram cada um dos continentes, (...)
07.Fev.21

O zoom político-partidário

ou o arrastar da agonia partidária de um partido sem rei, nem roque, nem coisa alguma.

mparaujo
(créditos da foto: António Cotrim / LUSA) Independentemente das afinidades ideológicas, políticas e partidárias, o país tem um conjunto de partidos (do PCP à Iniciativa Liberal, passando pelo BE, PAN, Livre, PS, PSD e CDS) que são fundamentais à democracia, seja pela sua história nestes quase 47 anos do pós-25 de Abril/74, seja pelo papel que desempenham mais recentemente. Portanto, é sempre motivo de algum desconforto ver o definhar público e notório de um partido... neste (...)