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Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

02.Jul.22

os clichés congressistas

o retrocesso social-democrata.

mparaujo
Vai a meio, ou a caminho, do fim, o 40.º Congresso do PSD. Vai a meio e vai tristemente mal. É penoso a quantidade de demagogia, hipocrisia e clichés políticos (discursos completamente vazios ou "cheios de coisa nenhuma") para a fotografia e as luzes da ribalta. E que traduzem, simultaneamente, um virar de página, um retrocesso programático e pragmático da social-democracia que seria desejável para o partido e para o país. É penoso, olhar para as imagens do congresso e (...)
02.Jul.22

Ainda sobre "irrevogabilidades" ministeriais

caso ministro Pedro Nuno Santos, parte II

mparaujo
Ainda a propósito da continuidade do Minsitro das Infraestruturas e Habitação do XXIII Governo Constitucional da República Portuguesa, Pedro Nuno Santos. Mantém-se a "frustração", mais ou menos pública, daqueles que viram defraudas as suas expectativas quanto à tão desejada crise governativa por causa do despacho dos dois aeroportos. Aliás, deveria ter sido sobre esta questão que a opinião pública e política se deveria ter debruçado, mais do que saber se o Ministro foi (...)
30.Jun.22

Irrevogavelmente... a montanha pariu um rato.

aliás, para desespero e pena de muitos - muitos mesmo - e de tantas manchetes, títulos, últimas hora

mparaujo
(fonte da imagem: rádio renascença) Um País, um Governo, um Ministro, um Despacho, uma imprensa ávida das melhores manchetes, títulos e capas, comentadores cheios de (nenhumas) certezas durante mais de oito/nove horas. Para "no final, vai-se a ver e... NADA!". Nem um puxão de orelhas, nem uma 'retoricazinha' do Prof. Marcelo, nem uma alegria para a oposição. Não houve pedido de demissão e, muito menos, foi demitido o Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno (...)
26.Jun.22

Dos retrocessos civilizacionais...

quando 2022 vive, cultural e socialmente, como há 2 ou 3 séculos.

mparaujo
Vivemos dias e tempos, no mínimo, esquisitos. Quando mais o tempo passa e pensamos que a sociedade cimenta e consolida a sua maturidade e o seu progresso, surgem preocupantes e criticáveis passos - alguns de gigante - bem atrás. Há opções de vida e opções na vida que compaginam a esfera privada e individual de cada ser humano. Não colidem com a vivência social e com o sentido de comunidade (tenha ela que dimensão tiver). São isso mesmo, opções de vida pessoais, individuais. E (...)
26.Jun.22

De dedo em riste...

essa coisa tão portuguesa de sacudir responsabilidades acusando terceiros.

mparaujo
O Futebol, em Portugal e em muitos outros países, é a maior referência desportiva. Mas o principal e massificado desporto nacional chama-se "apontar o dedo". Este é um dos principais marcos identitários dos portugueses - e, neste caso, porque não dizer... dos tugas. A facilidade com que criticamos e apelamos a que a "culpa nunca morra solteira", é proporcional à velocidade com que disparamos culpas contra tudo e contra todos. Infelizmente, a maior parte das vezes, só por que sim, (...)
25.Jun.22

Bem-vindos ao "clube": Ucrânia, Moldova e, quase-quase, Geórgia

a Europa alargada ao limite territorial.

mparaujo
Há inúmeras questões que, legitimamente, podemos considerar e colocar quando olhamos para a sustentabilidade e para o futuro do projecto europeu, para a sua afirmação interna e externa, para a sua capacidade agregadora, para os seus princípios políticos, económicos, culturais e para a sua essência solidária e social. Excluindo o cepticismo cego e ideológico, a verdade é que a Europa/União Europeia merece ser pensada, reflectida e avaliada em função do que são as (...)
18.Jun.22

Mas quem não servia era o Rui Rio...

fim de ciclo.

mparaujo
A maior, se não praticamente a única, crítica à liderança de Rui Rio nos destinos do PSD era a de falta de assertividade e de subserviência ao PS (entenda-se, António Costa). Pois bem... quis o destino (o mau destino) alterar o rumo do poder no partido dando-lhe novo timoneiro, para além de lhe retirar o centro e a social-democracia. E à quarta (ou quinta, vigésima ou centésima, sei lá) vez, Luís Montenegro foi eleito presidente, num das mais baixas taxas de participação (...)
29.Mai.22

Quando o Texas não lê Ernest Hemingway

sonhar com um Adeus às Armas...

mparaujo
Dos factos... 19 crianças, entre os 9 e os 10 anos, e duas professoras mortas num massacre numa escola primária de Uvalde, no Estado do Texas. Responsável: um jovem de 18 anos. Data: 24 de maio de 2022. É escusado retomar (ciclicamente) o discurso de condenação a uma lei inqualificável que massifica, legaliza e difunde o uso, indiscriminado, de armas em vários Estados dos Estados Unidos, muito por força de um inimaginável lobby e por razões meramente culturais (há mesmo quem (...)
29.Mai.22

Dizem que é o "princípio do fim"... Qual princípio? Qual fim?

um final é certo... a machadada na matriz social-democrata do partido.

mparaujo
Caiu (ou quase... falta a esperada "ovação e aclamação" no congresso agendado para 1, 2 e 3 de julho, no Porto) o pano sobre as eleições directas para a liderança do PSD. Primeiro, a factualidade dos dados e dos acontecimentos. Dois candidatos: Luís Montenegro e Jorge Moreira da Silva (ambos com origens a norte - Porto e Famalicão, respectivamente); os dois com uma relação, bem conhecida, de proximidade política muito acentuada com Passos Coelho; um mais parlamentar (...)
11.Mai.22

Há a condenável guerra na Ucrânia... e depois há as outras "guerras" ainda por combater

em pleno século 21, vivemos ainda entre contextos medievais

mparaujo
dos estigmas, estereótipos e "medievalismo" social e cultural. (fonte: SIC Notícias) "Mulher condenada a 30 anos de prisão em El Salvador por ter sofrido um aborto espontâneo". Ao cuidado da Sociedade, da defesa dos valores dos Direitos Fundamentais e da Amnistia Internacional, quando recordamos que a luta pelos direitos (...)
22.Abr.22

Há uma estrela no céu que é minha... e brilha tanto.

até sempre, Mãe!

mparaujo
Pode-se estar a contar... pode-se reconhecer a realidade e os factos... mas não vale a pena insistirem: nunca estamos preparados. Nunca! Quem me conhece sabe o quanto gosto de uma "estória": com todos os pormenores, as adjetivações, os contextos, os parenteses, as voltinhas e mais voltinhas, os pretéritos, as figuras de estilo, bem desenvolvida. Curto e grosso, não é uma história. É um parágrafo com factos. Mas há alturas da vida (ou da ausência dela) em que um enredo, um (...)
06.Mar.22

A vergonha do "mal menor"

com o decorrer do tempo... a responsabilidade pelo desfecho da guerra na Ucrânia cresce para a NATO,

mparaujo
Vergonha! Revolta! Desilusão! Desespero! São sentimentos que, de certa forma simpática, descrevem o que me vai na 'alma' perante o que é a passividade - repito, passividade - e deprimente calculismo da NATO, UE e USA perante o sofrimento, a destruição, a morte, a anexação ilegítima de um país soberano e livre como a Ucrânia. Sim... tem toda a razão o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, quando se dirigiu directa e legitimamente à NATO após esta ter recusado criar uma (...)
01.Mar.22

Do rídiculo da cegueira política

ou como a pala ideológica turva a capacidade racional.

mparaujo
(fonte da foto: Reuters) A guerra, qualquer guerra, destrói e mata. As bombas e os mísseis que arrasam territórios, destroem identidades comunitárias, retiram a vida e desfazem a vida das famílias, não conhecem ideologias. Apenas a destruição, o sofrimento e a morte. Hoje, a política partidária portuguesa (ou uma parte dela) tem que se envergonhar e pedir desculpa aos ucranianos. O Parlamento Europeu aprovou, por maioria, a Resolução B9‑0123/2022 (...)
26.Fev.22

Uma guerra que é de todos nós...

Todos Somos Ucrânia...

mparaujo
Por mais comentários e teses de geopolítica, geoestratégica, teorias e princípios da ciência militar que vão preenchendo horas a fio nas nossas televisões e jornais, a questão da Ucrânia é, acima de tudo e de todas as teorias, bem clara e simples (não queiram complicar o que é um facto evidente): a invasão da Rússia é um vil e intolerável ataque à liberdade e soberania de um Estado e de um Povo, sem qualquer justificação e legitimidade, uma inquestionável violação do (...)
20.Fev.22

A caminho (de novo) da orfandade partidária

salvam-se as convicções (firmes) políticas e ideológicas.

mparaujo
No rescaldo (já demasiado escalpelizado) das últimas eleições legislativas, o PSD prepara-se para escolher a sucessão na liderança do partido, não sem, entretanto, escolher a liderança distrital. Por norma, todas as mudanças implicam alterações, muitas vezes, de fundo, outras tantas nem sempre desejáveis e positivas. Neste caso em concreto, nada de positivo auguro num futuro bem próximo e imediato para o PSD. Não só porque se perfilam putativos candidatos ao lugar de Rui Rio (...)
19.Fev.22

Quando a televisão nem educa, nem entretém... antes pelo contrário, deforma

e não devia...

mparaujo
O caso que expõe Bruno de Carvalho e o programa da TVI, "Big Brother Famosos" (BBF) pulula entre as redes sociais, os comentários de "café", as queixas na APAV e na ERC. Esperar, apenas, por cada 7 de março (dia de luto nacional pelas vítimas da violência doméstica) ou 25 de novembro (dia internacional pela eliminação da violência contra as mulheres), apesar de importante, é demasiado redutor. Educar, informar, alertar e combater permanentemente este flagelo social é um dever (...)
02.Fev.22

Legislativas 2022: Os danos colaterais...

ou, na gíria... apanhar os cacos

mparaujo
Nem só de votos, de percentagens e de mandatos (sobre)vive um acto eleitoral. Há, em cada resultado, consequências político-partidárias, com manifesto impacto dos resultados negativos ou menos positivos. Analisados os primeiros, surgem, agora, os efeitos colaterais das derrotas eleitorais. De forma breve... 1. Comecemos pelo PSD, por uma questão de proximidade e de afinidade. O problema do PSD não está, de todo, (nem esteve) em Rui Rio. Aliás, como refere (neste caso) bem João (...)
31.Jan.22

Legislativas 2022 - avaliação final... mea culpa (reconhecer alguns erros)

as legislativas mais difíceis - segundo António Costa - foram as mais inconstantes - segundo a reali

mparaujo
(fonte da imagem: Revista Visão /Trust in News) Dizer/afirmar o contrário não é politicamente sério, nem intelectualmente honesto. A maioria absoluta conquistada ontem pelo PS, com toda a legitimidade democrática, foi, no entanto, uma surpresa geral... até para o próprio António Costa e para o Partido Socialista. Toda a sociedade (dita) civil, os partidos políticos e os respectivos líderes e aparelhos nacionais e de campanha (também eles munidos das suas próprias fontes de (...)
30.Jan.22

Uma eleição... 3 derrotados e 1 vencedor

As legislativas mais difíceis dos últimos anos, foi, afinal, um passeio-alegre

mparaujo
Não há uma outra leitura possível dos factos. Ou, se houver, é apenas mera retórica de derrota ou demagogia ideológica (há quem, historicamente, nunca perca as eleições). PSD, BE e PCP e a Direita são os grandes derrotados das legislativas de 2022. Mesmo ainda com a incerteza, o fio-da-navalha, se PS tem ou não maioria absoluta. A margem é mínima e será muito indiferente se for necessário juntar os mandatos de PAN e/ou Livre. No caso do PSD, apesar da probabilidade do (...)
28.Jan.22

Rosa (em) Choque

O flic flac à retaguarda de António Costa

mparaujo
Está tudo em suspenso quanto ao desfecho final das eleições legislativas do próximo dia 30 de janeiro. Poderá vencer o PSD? Poderá vencer o PS? Que aritmética parlamentar irá proporcionar o resultado eleitoral? Haverá, novamente, um partido vencedor que não governa e um derrotado que forma governo? Teremos nova e reformulada geringonça (à direita ou à esquerda)? Estará mesmo posta de parte uma eventual maioria, seja do PS ou do PSD? Há, pelas várias sondagens e (...)