Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

17
Set 06
(Via TSF on-line.)
No encerramento da «Marcha pelo Emprego» do BE, (…) a proposta do partido de «aumentar um dia livre e reduzir o horário de trabalho» para «aumentar a partilha do emprego» em Portugal.
(…) propôs uma luta «em toda a Europa» por menos carga horária «sem redução de direitos», rejeitando «o trabalho a tempo parcial».


Ou seja, trabalha-se menos dias, menos horas, pelo mesmo direito salarial.
Num país que precisa de todos os esforços para que o seu desenvolvimento económico seja uma realidade, para que as empresas e os serviços tenham maior solidez e sustentabilidade, eis a maior anormalidade até agora ouvida.
A demagogia do Bloco de Esquerda e as suas metáforas políticas que iludem a realidade, ainda surpreende. Só não consigo perceber como é que cerca de 800 pessoas ainda podem aplaudir.
Enquanto continuarmos obcecados pela dualidade empregador-empregado, enquanto todos não fizermos parte do mesmo “barco”, o país corre o risco de se afundar.
Se isto não é fundamentalismo, só pode ser mesmo anedota.
publicado por mparaujo às 23:02

13 comentários:
Caríssimos
E porque não questionar as negociatas de bastidores dos senhores do desporto entrosados no meio das empresas de capitais públicos ou da nossa autarquia?
A passividade com que se ignora situações gravíssimas da actuação e dedicação (falta dela) do dever cívico com que se deve encarar “servir o estado”. Servem-se dele…
Vamos ás câmara(s), ás empresas municipais e demais serviços dependentes da autarquia e façam um exercício rigoroso da assiduidade e produtividade. As faltas passivamente justificadas os biscates tolerados com recursos de todos nós, a impunidade de casos gravíssimos encostados nas prateleiras, por ser um incómodo para alguns senhores, que deviam tomar decisões e zelar pelo normal, pleno funcionamento e evolução do serviço autárquico…
Anónimo a 20 de Setembro de 2006 às 22:33

A demagogia do BE parece não ter fim. Já não chegava essa história de "trabalhe menos, pelo mesmo preço", agora junta-se o que "investe tu, lucramos nós".

Uma coisa é um salário, outra é o lucro. A primeira não tem risco ( a não ser o de despedimento e mesmo assim sob incriveis e desproporcionadas medidas legislativas que parece que tambem não resultam muito bem); o segundo tem risco e exige investimento.

Ora, queremos remunerar quem presta o seu trabalho (já devidamente compensado pelo salário) e diminuir a remuneração pelo risco? Porque sejamos honestos: se uma empresa fecha, mal gerida ou não, quem perde o investimento é o empresário; se dá lucro, tem que distribui-lo? Assim mais vale investir noutras coisas ou países... Com mentalidades destas, mais vale nacionalizar já tudo e implementar já a reforma agrária... Mas antes deixem-me sair...

Rídiculo o que o BE faz. Ridiculo pelo conteúdo e ridiculo pela forma. Política no seu pior. No estado mais baixo e mais hipocrita. Claro que é facil fazer discursos apelativos a pessoas em situação laboral dificil. Mas o dificil da politica não é faze-las acreditar. O dificil da política é faze-las acreditar e ter capacidade de alterar a situação.

Cumprimentos
BaD a 19 de Setembro de 2006 às 11:48

Migas,Como vai?

Olhe meu caro, a atitude do BE, é uma manifestação claramente política, que pretende fundamentalmente suscitar o debate e claro, destabilizar.
Não pretende, porque sabe ser manifestamente impossível, obter em concreto o que quer que seja.

No fundo, na génese da sua proposta, (reduzir o tempo de trabalho sem perda de salário)
estará a má utilização das mais valias adquiridas na interminável busca da optimização, da racionalização dos meios, da melhoria dos métodos de produzir as coisas com o mínimo de mão de obra.E, então, para onde vai essa diferença?


Se,na sua boa parte fosse conduzida para os trabalhadores, estes, trabalhariam menos, ganhariam mais e a produção realizar-se-ia.

Um abraço do
Maréchal Ney
Maréchal Ney a 19 de Setembro de 2006 às 10:18

Caro Miguel:
O debate está vivo e interessante e eu estou a exitar em entrar.
Temos bons e maus trabalhadores, assim como temos boas e más empresas, mas a proposta do Louça na conjuntura actual é utópica e pupolista.
A crise é evidente e vai demorar uns anos a passar e não vai ser com uma medida destas que a economia se recupera. Mas por outro lado também penso, que não poderão ser só os trabalhadores a pagar a crise (passe o chavão)e os
empresários têm que incorporizar isto mais que nunca, pois se assim não for, poderemos estar num beco sem saída. Temos que trabalhar mais e com mais qualidade, mas os nossos empregadores, tem que entender que os trabalhadores também o não podem fazer de barriga vazia.
Penso que com isto, haverá um cumpromisso mútuo e assim talvez, saiamos do buraco e possamos criar mais emprego.
Eu não sou homem de "meias tintas",
mas neste momento nã vejo outra saída.
Cumprimentos.
PS.Este híbridismo de ideias é dificil de sustentar.
Arauto da Ria a 19 de Setembro de 2006 às 00:49

Realmente, caro Migas, parece é que o barco anda já há muito à deriva!
Susana Barbosa a 19 de Setembro de 2006 às 00:37

Meus caros ilustres
Vamos ao princípio.
Sou trabalhador. Não sou patrão.
Desde há 20 anos que trabalho, com difernetes patrões(!) - leia-se directores - e como colegas um número significativo de entradas e saídas, de bons e de menos bons funcionários.
Nunca afirmei que o problema da produtividad e da economia deste país fosse exclusivamente da responsabilidade dos trabalhadores.
Não quero com isto dizer que, o problema em causa, seja da responsabilidade exlusiva do patronato (utilizando uma linguagem mais política).
Neste campo, caro Terra&Sal, a responsabilidade é repartida, e para mim, nem faz qualquer sentido saber qual a quota parte.
O que não concordo é com a habitual imagem política do extremismo sindical, em que os trabalhadores têm de estar de costas voltadas para os patrões, tidos como seus inimigos e carrascos.
Como se uns conseguissem existir sem os outros.
No particular, não embarco em utopias e ilusões.
O que vejo, no meu dia-a-dia laboral, é que a realidade mostra-nos empregados bons e maus e empregadores bons e maus.
Dos que coexistem na perfeião, com os que exploram os empragados ou "roubam" o empregador.
Tudo o resto são contos de fadas.
No caso concreto da proposta do Bloco de Esquerda, o meu espanto e incredulidade vai para a capacidade de desfazamento da realidade, duma proposta que de benéfico para a economia do país, para o próprio trabalhador - e excluo daqui o empregador para não me tornar reaccionário - nada tem. Antes pelo contrário.
Obrigaria a mais horas de produção/dia, a uma maior contratação, coisa que a maioria das empresas e serviços deste país não consegue suportar e um tempo de imobilização nacional maior, em todos os sectores: ensino, saúde, indústria, serviços, administração central, etc.
Seria o mesmo que se aumentar o número de feriados ou institucionalizar a "ponte".
Um abraço a todos.
migas (miguel araújo) a 18 de Setembro de 2006 às 21:43

Viva Miguel:

Identifico-me completamente com as palavras do amigo Abel Cunha.
Ele expressa de forma clara aquilo que se passa na generalidade do meio empresarial.

Todos sabemos que também temos empresas exemplares, geridas superiormente, que em termos produtivos não ficam a dever nada ás melhores da Europa.
Mas isso acontece quando as mesmas estão nas mãos de empresários responsáveis e de visão estratégica.

Tanto a Renault como a Autoeuropa (Volkswagen) são exemplos claros de altos indices de eficiência, elogiadas pelas empresas-mãe.

Um abraço,
José Alberto Mostardinha a 18 de Setembro de 2006 às 20:29

Caro Miguel,


Cá em Terras de Santa Cruz, quase sempre temos essas "idéias" mirabolantes.

Lembro-me que abrir os Shoppings aos domingos proporcionaria um aumento de 20% na mão de obra empregada: Os funcionários passaram a trabalhar mais pelo mesmo salário.

Genial, não?
CAntonio a 18 de Setembro de 2006 às 16:47

Os trabalhadores portugueses são tão bons como os melhores, quando têm condições - ferramentas - para trabalhar. Veja-se o caso do Luxemburgo, o país mais produtivo da UE no qual uma grande parte da massa trabalhadora é portuguesa.

O que se passa em portugal - e já cansa dizer isto - é que quando se fala de mão de obra, é mesmo mão de obra, porque os empresários nacionais não relacionam a produtividade com os meios de produção e, como para ter melhores meios de produção é preciso investir em melhores equipamentos, aí, preferem investir em moradias, Ferraris, amantes, etc.
O problema do emprego, da produtividade e da riqueza nacional, não se resolve com marchas, lamentos ou protestos. Resolve-se com investimento sério e formação qualificada. Resolve-se com redução de impostos, com juros baixos, etc.
O resto é o folclore do costume que há muito sabemos de cor.

Cpts
AC a 18 de Setembro de 2006 às 16:33

Tema interessante para meter uma colherada.

Em primeiro lugar, importa dizer: há bons e maus gestores como há bons e maus trabalhadores (não gosto desta palavra porque parece que os gestores não trabalham). Dito isto, temos os casos de quem se ande a colar aos ditos tachos (privados ou publicos) como de quem anda colado à protecção laboral ainda existente. Sim, porque existe protecção laboral, em alguns casos demasiadamente excessiva.

A questão que aqui é colocada, e bem, pelo Miguel assenta no seguinte princípio: Portugal é dos países com menor produtividade no seu trabalho. Isto significa tão simplesmente, que um trabalhdor em Espanha faz mais numa hora que um em Portugal. E esse é dos maiores constrangimentos apontados à nossa economia (ver, por exemplo, relatório Porter). O Bloco de Esquerda, no seu típico populismo barato, vem propor uma diminuição do horário de trabalho. Perguntem a opinião a qualquer economista (eu sou suspeito) sobre quais as consequências para o nosso país. Quanto aos tais "direitos" que o Sr. Nelson refere, deixo uma pergunta: qual o País da OCDE com mais dias de férias e feriados? Acreditem que a resposta é fácil.

Um abraço.
fD a 18 de Setembro de 2006 às 12:07

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