Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

No (re)Rescaldo das Autárquicas

Independentemente do que já muito (bem ou mal) se falou sobre as últimas eleições, acrescento à "fogueira" mais estas larachas:
PSD - 158 presidências da câmara (20 em coligação com CDS.PP)
PS - 109 presidências da câmara
coligação PCP/PEV (CDU) - 32 presidências da câmara
CDS.PP - 1 presidência da câmara
BE - 1 presidência da câmara
Independentes (incluindo os indiciados judicialmente) - 7 presidências da câmara

comparativamente a 2001:
PSD - 159 (+1) presidências da câmara (17 em coligação com CDS.PP)
PS - 112 (+3) presidências da câmara
coligação PCP/PEV (CDU) - 28 (-4) presidências da câmara
CDS.PP - 3 (+2) presidência da câmara
BE - 1 presidência da câmara
Independentes (incluindo os indiciados judicialmente) - 3 (-4) presidências da câmara

Agora os factos históricos:

Em 2001, o então primeiro ministro António Guterres "assentava arraiais" na Internacional Socialista, abandonando o país por considerar que os resultados eleitorais autárquicos espelhavam o sentimento dos cidadãos em relação à actuação do seu (des)governo.
Quatro anos volvidos, o actual primeiro ministro José Sócrates vem "sacudir a água do capote" e continuar a "enfiar a cabeça na areia" ou a "tapar o sol com a peneira", esquecendo-se que - à excepção de mui piquenos casos bem específicos (gondomar - felgueiras - oeiras) - o eleitorado reagiu ao ambiente social que se vive (mais descontentamento, manifestação pública e frustração social nestes pouco mais de 6 meses de desorientação governativa, do que no período do, para o Dr. Jorge Sampaio, primeiro-ministro "a prazo" Santana Lopes).

Vir afirmar que estes resultados não são um claro cartão vermelho ao governo (amarelo já pedia o secretário geral da CDU) faz-me lembrar o árbitro do Portugal-Liechtenstein ao não ver o 1º penalti do jogo (aquele da defesa do defesa).

Esta república rosa não tem rumo: umas vezes dá jeito, outras não... a maior parte das vezes talvez!!!

"O Túnel é uma passagem..."

Quem, da minha geração, não se recorda de uma expressão tão "badalada", como a da canção dos JáFumega - A Ponte é uma passagem (...) para a outra margem?
Assim sendo, fará sentido esta referência à recente obra "emblemática" de Aveiro: o Túnel sob a Estação da CP/Refer, que liga (?) a Avenida Dr. Lourenço Peixinho à futura urbanização da Forca/Vouga e Estrada Nacional 109 (Variante).
Mas porque é que neste país se insiste em obras mal planeadas, em projectos nem de todo coerentes (pretende-se retirar trânsito do centro da cidade e por outro lado facilita-se a entrada e acesso de veículos ligeiros e individuais até a um dos pontos problemáticos da mobilidade em aveiro:ponte praça)?
Porque é que as obras não têm um projecto globalizante até à sua conclusão? Porque nunca podemos ver uma obra ficar completa apenas numa só fase? Agora um túnel, daqui a 3 meses uma rotunda, depois um acesso ali, mais tarde (às vezes anos) outro aceso acolá.
Haja vontade, trabalho e planeamento lógico e consistente nas coisas de todos, por que somos todos que pagamos a factura.