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Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

O País vai parar!!!

É a realidade... Pura e crua.
Goste-se ou não de futebol, ature-se ou não tudo o que gira à volta do esférico, a realidade é que o País vai descansar... Pelo menos vai descansar da realidade.
O Porto vs Benfica, de hoje, vai transportar-nos para outros sentimentos, sonhos e realidades.

A política, as eleições autárquicas, a derrota do PS, as candidaturas da esquerda às presidenciaias, o processo infindável da Casa Pia, o julgamento do assassinato(?) da menina Joana, o desemprego a crescer, o referendo ao aborto e o tribunal constitucional, a cimeira em Espanha, a fome que mata uma criança em cada minuto que passa, a calamidade no Paquistão e no Sul da Ásia que teima em não conseguir ter o mesmo respeito e cobertura mediática que o de New Orleans, enfim... o Mundo real, passa ter novos contornos:
"o penalti, o fora de jogo, o cartão vermelho, o árbitro, o sumaríssimo do Petit, os treinadores holandeses que não vão aos aniversários uns dos outros, o 4x4x2 e o 4x3x3, o futebol de ataque e a falta de defesa, as agressões, as claques!"


E esta realidade passa a ser tão veemente transportada para as nossas casas, empregos, transportes públicos, cafés, etc., que já não basta que um simples jogo de futebol entre o FCPorto e o SL Benfica seja um clássico. Agora é também, principalmen
te para a imprensa desportiva deste díspar País, um confronto entre holandeses, qual sentimento europeísta, fazendo crer que os artistas somos todos nós e mais alguns... menos os jogadores!

Pelo menos até 5º feira (dia 20) quando for quebrado o silêncio do Prof. Cavaco Silva, o País vai deixar de pensar, de sentir e de ser racional... Só a bola é que nos vai fazer viver!
A bem da nação... vamos para descanso da vida! E já agora... que vença o PORTO!

The Day After (parte II): As segundas palavras!

"Vão operar-se 'grandes rupturas com os gastos da Câmara'." Assim inicia a entrevista ao Diário de Aveiro (14.10.2005) do presidente-eleito da Câmara Municipal de Aveiro: as segundas palavras após o 'combate' eleitoral do passado (ainda bem recente) Domingo.
A extensão da entrevista e o maior número de questões colocadas (e obviamente de respostas), comparativamente com a entrevista anterior do JN (11.10.2005), tornam mais claras algumas ideias que tinham sido abordadas nas 'primeiras palavras' após a vitória eleitoral, dando-lhe uma forma mais concreta e realista:
  • as razões da vitória (para muitos, principalmente para muitos do PS quer local, quer nacional, totalmente inesperada), que se exprimiu por uma maioria na Assembleia Municipal, na Câmara e o na maioria das Freguesias (10 em 14);
  • a preocupação com as contas, gastos e e rigor na gestão da câmara, desta vez, com noções mais concretas como a reavaliação de investimentos, a redução de despesas, a reavaliação e reestruturação das empresas municipais (ou pelo menos de algumas);
  • a aproximação da câmara aos munícipes atarvés de acções concertadas com as Freguesias;
  • a afirmação de medidas concretas para a valorização da cultura: A Casa das Artes e do Conhecimento;
  • a (re)valorização industrial e económica do concelho, com a procura de mais investimento e uma relação sólida com a Universidae - Carta Empresarial;
  • e alguns exemplos de preocupações com projectos já antigos e esquecidos, como por exemplo, a pista de remo em Cacia - Rio Novo do Principe.
Por outro lado, continuou a faltar transportar para a realidade, concretizando princípios e ideias (mais ou menos abstratas), as preocupações referidas com o Planeamento e notou-se ausência de referência a um aspecto vital nas cidades modernas (pequenas ou grandes) que é a sua Mobilidade e Acessibilidade.
Não basta referir a experiência (que é por muitos reconhecida) de 16 anos à frente da Junta de S.Bernardo, independetemente do mérito na valorização e crescimento daquela localidade. A Câmara é um projecto muito mais envolvente. Resumir o Planeamento a muros mais ou menos desalinhados ou fazer crescer Aveiro para Sul (o que parece óbvio, porque a norte temos água...) tendo apenas como referência a A16 esquecendo a realidade rural daquela extremidade concelhia, não são ideias muito concretas e abrangentes.
Esperemos pelo papel da Sociedade de Reabilitação Urbana e pelo (re)aproveitamento do Projecto POLIS...