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Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

Oficialmente Élio é Presidente da Câmara!

A Assembleia Municipal e o Executivo Camarário tomaram ontem (22.10.05) posse das suas funções.
Na passagem do testemunho, Alberto Souto alertou Élio Maia para os perigos relacionados com o exercício da "governação local", coincidindo essas palavras com as eventuais razões da sua derrota eleitoral:
- a recessão económica (agravada pelas políticas sociais e laborais do governo PS e o seu reflexo, a nível nacional, nestas eleições);
- a voracidade noticiosa (que felizmente transmitiu à opinião pública e expôs à critica aveirense projectos e investimentos mal planeados e irracionais, que desacreditaram o último executivo);
- o descrédito na política e nos políticos (claramente com responsabilidade destes últimos, pelas promessas não cumpridas, pelos "casos" de falta de ética e responsabilidade política e social, pelo desrespeito pelo cidadão).
Por outro lado, Élio Maia ao receber o testemunho do presidente cessante, confirma a sua fidelidade às suas convicções eleitorais:
- "gestão ao cêntimo";
- contenção e rigor nas contas (liquidação de dívidas);
- "tratamento de choque" sobre as finanças (redução de despesas).
Para além destes aspectos económicos (que começam a denotar uma excessiva preocupação pelo deficit camarário), as outras opções chave caracterizam a aplaudível preocupação social, a aproximação da câmara aos munícipes e ás freguesias.
No entanto, Aveiro precisa de mais "vida para além do déficit"!
Precisa de relançar-se como pólo central ao nível político, social e económico. Precisa de rigor no investimento e um forte plano de desenvolvimento, sustentado num urbanismo racional e numa mobilidade e acessibilidade que crie qualidade de vida e riqueza (social e económica). Refira-se que Aveiro é o terceiro concelho do distrito com maior taxa de desemprego.
Não basta poupar e racionalizar as contas. É muito pouco!
Aveiro tem que saber gerar projectos de desenvolvimento bem planeados, estruturados e racionais. Senão... corremos o risco (sentimento já por diversas vezes tornado público) de estagnarmos durante estes 4 anos que se seguem.
E o esforço desenvolvido para a tão desejada mudança, saiu em vão!
A ver vamos.

OE 2006 - Parte II (do porquinho mealheiro)

Embora "adepto" das ciências e das matemáticas, ECONOMIA (com o devido respeito pelos economistas) foi um 'chavão' que sempre me inibiu e criou alguma inadaptabilidade. Isto pelo facto de me parecer simples uma realidade prática que outros teimam em tornar muito complexa.
Em casa sempre me habituei que com 100 só é possível gastar 100. Isto é o dia-a-dia óbvio e real. Então para quê complicar e deturpar a realidade?!!!
O Orçamento de Estado para 2006 (OE 2006) pretende (pelo menos é intenção do 'burgo socraísta') consolidar as finanças públicas através da redução das despesas. Qualquer um de nós faz este raciocínio economicista básico na micro economia doméstica do nosso dia-a-dia.
É claramente um factor determinante e deveras importante. Mas... porque é que tem de ser executado com o agravamento das condições sociais, laborais e financeiras dos funcionários públicos?! Com o agravamento das taxas fiscais ou a redução das deduções em sede de IRS e IRC?!
É conhecida a opinião pública critica e negativa em relação à qualidade da maioria dos serviços da Administração Pública, Local e aos seus funcionários.
Há que reabilitar as suas imagens e produtividade. Mas porque é que para a concretização desse louvável objectivo, têm de ser os funcionários a 'pagar' o essencial da consolidação orçamental do estado?!
Se viver acima das possibilidades é uma forma de irracionalidade económica e, por vezes, social (seja ao nível micro-doméstico ou ao nível macro-nacional/internacional), não é menos verdade que a gestão e redução da despesa pública deveria passar pelos seus custos supérfluos com cargos de gestão pública perfeitamente improdutivos e desnecessários; com a não criação de 'elefantes brancos' como o inexplicável (já são setenta e... estudos) e desajustado novo aeroporto da OTA e do irrealista TGV ('poupar' 15 min entre Lisboa e Porto), já para não referir os inúmeros projectos de muitas Administrações Locais, sem enquadramento e perspectiva produtiva ou de melhoria da qualidade de vida dos seus munícipes (apenas por "show off" político).
Se o investimento público é encarado como uma forma de dinamizar a economia, então que seja feito de forma racional e planeada, para além de reflectir níveis aceitáveis de produtividade.
Como exemplo (triste por sinal) analize-se a redução de verba inscrita para o Concelho de Aveiro no PIDDAC de 2006: menos 1,6 milhões de euros, acrescidos da gravidade para a cidade da ausência (entre outros) de dotação para o Programa Polis e a "retirada" da A17 (aberta apenas até Mira - e como consequência assim irá ficar algum tempo) daquele Plano de Investimentos.
Isto não é orçamentar. É fazer uma 'contitas' economicistas e 'brincar' com os números!
É enganar e desincentivar o investimento, paralisando o desenvolvimento local e nacional.