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Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

Migração aveirense.

Há espécies de aves (p.ex. as andorinhas) que nesta época do ano se juntam e (em debandada) migram para zonas mais quentes (normalmente o sul).
Há personalidades públicas da nossa praça que, face a contextos adversos, também 'migram', abandonam e partem (no caso também para o sul - lisboa). Confirmada que foi a notícia de que Eduardo Feio, ex-vereador e n.º 2 da lista do PS às últimas autárquicas, foi empossado ontem (27.10.05) no cargo de director-geral do Gabinete de Estudos e Planeamento de Instalações do Ministério da Administração Interna.
Após tomar posse como vereador da oposição e de estar presente, na passada segunda feira, na primeira sessão do executivo da câmara, é com alguma estranheza, embora não espanto, que vejo mais uma figura do PS local (perdedor/vencido) a abandonar a Cidade. Isto é, a virar-lhe as costas, a renunciar aos seus compromissos, transformando estes últimos 8 anos de executivo camarário numa mera 'teoria da relatividade', pura ficção.
Primeiro Alberto Souto que não consegui digerir o que de melhor há na democracia: a liberdade de escolha dos cidadãos. Agora Eduardo Feio (com direito a 'tacho' governativo) e pelo meio as renúncias de Matos Rodrigues (o sr. pólis, com desculpas desmedidas de incompatibilidades) e de Margarida Mangerão.
O desporto (14 anos de treinador de basket) ensinou-me que é preciso educar os nossos atletas no sentido de saber ganhar e perder. De saber aprender e crescer em ambos os casos.
Que sentido de responsabilidade se pode ter quando não se assume compromissos eleitorais, só porque não se é eleito ou' despromovido' à condição de oposição?!
Que respeito se tem pela cidade se não se dignifica o esforço pelo seu desenvolvimento, mesmo que seja com o sacrifício de ser oposição?!
Será que se tem vergonha dos últimos 8 anos e se enganou a cidade?! Não se tem argumentos para defender o que foi positivo e reconhecer os erros praticados?!
Que respeito se tem por quem votou no PS (felizmente eu não fui), se não se sabe corresponder aos seus sentimentos e desejos?!
Que respeito se tem por aqueles que estiveram ao lado e trabalharam nestes 4 anos, se na 'hora da verdade' são abandonados e deixados sós?!
A política é suja e pouco séria e transparente...
É tão digno aquele que dirige, como o que, na diferença, se senta na 'sombra' contrapondo o poder, contribuindo para uma cidade maior. Infelizmente para alguns, só dando nas 'vistas' e tendo protagonismo, é que se sentem realizados.
O que seria do país se os deputados da oposição renunciassem aos seus lugares de deputados pelo facto de terem sido derrotados?!
As pessoas e/ou listas vão a sufrágio para saber ganhar e perder. E... assumir cada caso.
Curiosamente, com este espírito de servir a cidade, o PS em Aveiro corre o 'risco', com tantas recusas, de ver a sua representação na câmara esfumar-se, sem capacidade de substituição.
E ainda há quem, como o Dr. Carlos Candal, esteja preocupado pelo facto da Presidente da Assembleia Municipal ser de Estarreja. Os que são de cá, abandonam!!!
Enfim... é da migração!

Sem palvras!



Cavaco Silva - 56,2%
Manuel Alegre - 15,7%
Mário Soares - 10,2%

Jerónimo de Sousa - 3,9%
Francisco Louçã - 2,3%





Correio da Manhã de 28.10.2005
sondagem Correio da Manhã/Aximage

Meio por Meio

A cidade está em obras. Ou melhor meias obras.
“A vida democrática não se faz de rupturas, nem de movimentos abruptos de negação”, a afirmação é do actual presidente da câmara - Dr. Élio Maia, no discurso da sua tomada de posse. Acrescentado eu que nem o exercício da governação local.
Desta forma, da necessidade de cada um se sentir responsável e responsabilizado, surgem algumas questões: Porquê só meio túnel? Porquê rotundas com acessos condicionados, por terminar ou por iniciar? Porquê a dificuldade de termos uma cidade com acessibilidades capazes? Porque é que quando se edifica ou constrói não se faz de forma planeada e equilibrada?
É certo que a obra do túnel da Estação, suscita ‘amores e ódios’, levanta questões sérias sobre trânsito e acessibilidades, mas… está feita! E não me recordo da Assembleia Municipal (à data) ter criado obstáculos consideráveis a este projecto.
Também não me parece mais vantajoso que os acessos entre Aveiro e Esgueira (e vice versa), se façam por uma EN 109 problemática a muitos níveis ou pela parte antiga da cidade como é a Vera Cruz (esta perfeitamente desaconselhável ao trânsito intenso – e até mesmo o menos intenso). Ou por desvios irracionais como os que somos obrigados a efectuar junto à parte nova da Estação, do lado do antigo Bairro do Vouga (junto à MoveAveiro).
Entre estes conflitos e um túnel (mais ou menos bem planeado) aberto, acho que não é de difícil opção.
Poderá a abertura do túnel (segundo algumas opiniões) suscitar um aumento de volume de trânsito entre a Avenida e a Ponte de Praça. Poderá… porque também não deixa de ser verdade que este conflito já existe, sem que tenham existido condicionantes e penalizações ao seu fluxo. E alternativas até existem! Curiosamente também a meias, como é o caso da Alameda Silva Rocha (acesso à EN109) na forca.
É a herança lógica de quem assumiu os ‘riscos’ inerentes a uma candidatura (vencedora) autárquica.
Como no casamento… na saúde e na doença! Nas alegrias e tristezas!
Continuamos no país do ‘desenrasca’… ‘qualquer coisa se há-de arranjar”…

Existe um País

recebido por mail

Existe um país onde um cidadão de 81 anos depois de ter cumprido 10 anos de mandato como Presidente da República e de ter estado 10 anos de molho, decide candidatar-se novamente para salvar o país de um fantasma, passando por cima de um amigo de longa data.
Existe um país onde três candidatos autárquicos, com fortes probabilidades de vencer, estão indiciados por processos fraudulentos e uma outra candidata com mandato de prisão emitido e foragida no Brasil, tem toda a cidade a aguardá-la.
Existe um país onde o único escritor galardoado com o prémio Nobel da Literatura vive no país vizinho.
Existe um país de onde é oriundo aquele que é considerado o melhor treinador de futebol da actualidade, cujo seleccionador nacional é estrangeiro.
Existe um país onde o maior sucesso nacional do ano é um disco de originais de um músico que morreu há quinze anos.
Existe um país onde os dois guarda-redes da selecção nacional são suplentes de dois guarda-redes da mesma nacionalidade nos respectivos clubes.
Existe um país onde o nome da mascote do principal evento desportivo alguma vez organizado começa por uma letra (k) que não faz parte do seu alfabeto.

Existe um país muito estranho....