Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

Tiro no Pé!

Os números diários das várias sondagens começam a preocupar e a desacreditar Mário Soares. Analisando esses dados, o principal adversário de Mário Soares, nesta fase, não será propriamente Cavaco Silva (se as eleições fossem hoje ganhava à primeira volta ver Aqui) mas sim Manuel Alegre e a 'guerrilha percentual' entre BE e PCP.
E para quem afirmou publicamente que a sua candidatura (independente (?)) era por Portugal e não contra os outros candidatos, depressa esqueceu (é da idade) esse propósito e, à falta de argumentos e ideias novas para o seu pobre manifesto e campanha eleitoral, resta-lhe voltar atrás e começar a 'atirar tiros nos pés', transformando os seus discurso em críticas irracionais ao Prof. Cavaco Silva (que interiormente deve ir agradecendo).

Enquanto a 'guerra' das 'comadres esquerdistas' for durando, o País agradece com a provável eleição presidencial de Cavaco Silva.

O Referendo 'abortado'...

No seguimento do que Aqui referi em relação ao tema do referendo (em 'O Pai Natal veio mais cedo...') sobre a actual legislação do aborto, apesar das noticiais que referem que o Eng. José Sócrates tenciona apresentar nova proposta em Outubro de 2006 (ainda não confirmadas oficialmente pelo próprio Primeiro-Ministro), continuo com algumas dúvidas sobre se a promessa eleitoral do PS de referendar sempre esta matéria se irá manter.
Estou como S.Tomé: ver para crer.
Prefiro esperar para ver até que ponto os apoiantes parlamentares deste (des)governo socraísta terá capacidade para contrapor uma esquerda que irá tentar 'tudo por tudo' para alterar a lei sem referendo.
E mesmo que o referendo seja uma realidade nessa altura, continuo com a percepção de que teria sido preferível para os (como eu) apoiantes do NÃO o referendo na data proposta pelo PS (e recusada pelo tribunal constitucional), perspectivando-se uma vitória destes.
A ver vamos...

Consenso Democrático

Foi o que se verificou, ontem, na primeira Assembleia Municipal (após as respectivas tomadas de posse), que aprovou, sem qualquer voto contra, a redução das taxas da Derrama (sobre o IRC das empresas sediadas no concelho) e do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI). Tornando, assim, uma realidade concreta as promessas eleitorais feitas pelo Presidente.
Para muitos (e já o vi escrito, nomeadamente no âmbito da blogoesfera) estes 1% e 0,1% de redução nas respectivas taxas parece irrisório, brincadeira e apenas o cumprir condicionalmente a dita promessa.
Pura demagogia e falta de rigor nessas opiniões.
Esta redução, para além da coragem política do seu acto e de coragem na gestão financeira da Câmara, significa um esforço do executivo em abdicar, a favor dos munícipes e do município, de um valor estimado em cerca de 700 mil euros. Num momento em que o Orçamento de Estado para 2006 prevê uma redução de 1,6 milhões de euros para o Concelho de Aveiro.
Saliento ainda o carácter de consenso democrático 'vivido' em torno destas questões, esperando que os interesses por Aveiro sejam prioritários em relação aos partidários.
Espero ainda que esta aproximação aos munícipes seja para continuar, num esforço conjunto entre todos para o desenvolvimento de Aveiro.
Registo (conforme Aqui escrevi - Migração aveirense) para a presença única e isolada da vereadora do PS, Dra. Marília ( a fazer fé na foto da capa de hoje do Diário de Aveiro).

ESCOLARIDADES (não obrigatórias)

Todos os anos (desde 2000(?)) os media lusos, mais concretamente a imprensa escrita, publica e tece considerações abismais sobre o RANKING DAS ESCOLAS (ver, p.ex. Público de 22.10.05).
É estupidificante! É fantasmagórico, porque irreal.
Como é possível que o país se desenvolva, que a educação seja uma prioridade e "um bem de primeira necessidade" (como referiu o presidente Jorge Sampaio na UNESCO, no passado dia 10.10.05), se a elaboração da lista (ranking) classificativa do ensino prestado nas escolas secundárias portuguesas (595) se baseia unicamente na análise estatística dos resultados da 1ª fase dos exames do 12º ano, do ano lectivo anterior?! E nem sequer existe a preocupação de o número de exames (alunos) em análise ser igual para todas as escolas. Como é possível?!
É a 'radiografia' que nos mostra como o sistema de ensino se encontra verdadeiramente moribundo.
Não se tem a mínima preocupação com o desenvolvimento socio-económico e cultural da região onde se situa a escola, a tipologia da comunidade estudantil, etc..
O que se avalia não é a escola como um todo (a sua globalidade), mas sim uma pequena parte (alunos do 12º ano), num determinado 'ponto alto' do calendário lectivo (exames finais).
Não acredito que os Conselhos Executivos das Secundárias aveirenses José Estêvão (66º), Homem Cristo (97º), Jaime M. Lima (206º) e Mário Sacramento (476º), 'trabalhem' em função da classificação do dito ranking ou que em função desta, sejam menos competentes. Assim como não acredito que existam diferenças tão significativas no papel dos docentes.
Curioso este ranking que em 2003 colocava as secundárias Homem Cristo (46º) e José Estêvão (83º) entre as 100 'melhores'(?); em 2004 qualquer uma delas estava ausente daquele patamar e em 2005 voltavam à referência da centena.
Será que tivemos uma 'pausa para café' na educação aveirense? Não houve aulas? Os 'profs.' 'baldaram-se'?! Ou o ranking é uma 'fantochada'...
Sempre tive a noção da diferença clara entre saber e aprender na sua amplitude e o mero resultado pontual de um exame. Ou não vislumbrar a relação lógica entre o sucesso escolar e o 'estrato social' familiar do aluno (com as devidas excepções que confirmam a regra).
Em Portugal, a paixão pela educação é um rol anual (ranking) de asneiras.