Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

Eu sou candidato! (conscientemente)

Está desfeito o "pseudo-tabu" presidencial. Cavaco Silva é, em (sua) consciência, presidencial.
Aproveitando de forma inteligente e com astúcia (sabendo gerir, implacavelmente, o tempo e as oportunidades) a conjuntura nacional do pós-autárquicas e o desânimo, desalento e frustração dos portugueses, Cavaco Silva apresentou-se independente (suspensão da sua filiação e sem a formal dependência partidária), abrangente (à direita, ao centro e uma espreitadela à esquerda) e como claro um verdadeiro 'desejado'.
O perfil é, eventualmente, o mais adequado (mesmo para os seus 'maus-amados'), já que à necessidade de um Presidente completo (competência e conhecimento nas diversas áreas) sobrepõe-se a urgência nacional de alguém com a competência económica que se lhe reconhece e que perspective para o País um optimismo e garante de recuperação interna e europeia.
As 4 linhas principais da razão de ser candidato (deixando para o dia 27 a apresentação dos seus objectivos de orientação da nação), são o espelho do que referi:
- o conhecimento da realidade governativa e das dificuldades actuais da nação;
- a facilidade de relacionamento no contexto internacional e europeu;
- experiência política;
- factor de estabilidade, optimismo e esperança para o futuro, principalmente para os jovens e para o desenvolvimento nacional.
Conforme sublinhou, "por um dever de consciência" se candidata... 'arriscando-se' a ganhar, por ser o mais apoiado, mais abrangente, por falta de alternativas capazes e por ausência de convergência à sua esquerda.
Como referiu Luís Delgado, no DN de hoje, Cavaco Silva poderá ser Presidente, por vontade própria, por expressão popular (voto) e igualmente por "acção ou omissão" dos seus opositores.
Por agora é tudo.. até dia 27!

"Dia D" - à Direita volver! Cavaco vs Belém - Parte I

Amanhã, Cavaco Silva apresentará a sua candidadtura à Presidência da República, desfazendo algumas dúvidas que ainda pudessem persistir nos mais distraídos e cépticos cidadãos. O segredo e a surpresa deste anúncio residirá nas explicações e razões que movem o Professor a apostar neste projecto, já que, segundo se conhece, o seu manifesto eleitoral só mais tarde será divulgado.
Restará esperar pelos seus conceitos presidencias e pelos primeiros debates com a esquerda socialista e revolucionária, para percebermos qual a capacidade desta candidatura de atingir o seu objectivo. Se bem que este combate político afigura-se facilitado, por um lado pela abrangência da sua área de apoio (desde a direita - independentemente da timidez do 'sim' do CDS.PP - até às 'cores' do PS, pelo menos) e por outro lado, pelos 'desencontros' constantes e públicos da esquerda (principlamente do PS) nesta matéria presidencial, fazendo crer que estas eleições poderão, à semelhança do que ocorreu nas autárquicas, conter um acentuado cariz anti-governo.
Esperemos pela parte II.

Ramos-Horta vs ONU

O mandato do actual secretário-geral da ONU Kofi Annan termina no final de 2006, não sendo sua vontade recandidatar-se àquele cargo.
Segundo notícias vindas a público José Ramos-Horta (prémio nobel da paz em 96) poderá ser candidato a Secretário-Geral da ONU para o próximo mandato.
É claramente alguém com currículo e experiência diplomática invejável, movimentando-se com extrema facilidade nos bastidores da ONMU e no relacionamento com vários chefes de Estado, resultado dos seus inúmeros contactos com os Estados Unidos, a Europ e a Ásia Austral (Austrália, Indonésia, Singapura, ..)
É para Portugal uma questão de honra, respeito e retribuição pelo papel desempenhado na libertação de Timor-Leste, apoiar esta candidatura.

V=Vitória / V=vingança

Para lamento e desilusão de muitos benfiquistas, incluindo (principalmente) o seu presidente, o F.C. Porto venceu o Inter de Milão por 2-0, continuando na 'corrida' para a 2ª fase da Liga dos Campeões 2005/06. Ontem criticado (a 'besta', ver Sou ponto final, parágrafo)... hoje idolatrado (o 'maior')! Co Adriaansen provou que tem tido razão. A sua filosofia de jogo dá os seus frutos, bastando para isso que os intervenientes no espectáculo (os jogadores) não comprometam. Obrigado Sr. Treinador (vulgo 'mister' na linguagem do 'pontapé na bola') pelo espectáculo e por mudar o nosso futebol.
Já agora... recados para a 2ª circular, lado encarnado.
Ainda bem que (segundo o Sr. Luís Filipe Vieira) o Benfica, no passado Sábado, teve uma oposição muito fraca, por parte dos Dragões. É sinal que o F.C. Porto não tem que se preocupar... as outras equipas da Liga vão criar mais dificuldades ao Benfica e naturalmente vencer. Assim, será mais fácil ao Porto ser campeão (se é que alguém tem dúvidas).

O 'porquinho mealheiro': OE 2006

O orçamento do estado não pode (correndo o risco da banalidade) ser comparado com a gestão financeira doméstica ou familiar de cada um de nós! Mas não deixa de ser uma verdade inquestionável que não se pode gastar ou investir o que se não tem.
Aqui, como diria o meu avô paterno, é que "a dita cuja torce o dito cujo"...
Por que se existe uma clara necessidade de investimento público/estatal, para podermos crescer económica e socialmente ((re)afirmando Portugal na Europa), então existe a necessidade oposta de obter receitas capazes de contrapor as despesas e sustentar o crescimento económico e social (desenvolvimento).

Será que este Orçamento do Estado hoje apresentado pelo ministro das finanças, permite encarar o futuro com firmeza, confiança e optimismo?! Será capaz de permitir a reestruturação e as reformas na Acção Social/Solidariedade, na Educação, na Saúde e na Justiça, que os cidadãos já há muito anseiam?!
Parece mais um orçamento preocupado, quase que exclusivamente, com os cortes na despesa do estado e na sustentabilidade da segurança social ou na sua alternativa.
Para quem defende um orçamento 'credível' e 'sem truques', não parece coerente que:
- seja previsível um fraco investimento público (motor do desenvolvimento nacional);
- o aumento salarial seja inferior à inflação prevista, diminuindo e/ou agravando o poder de compra e o nível de vida;
- não exista uma forte preocupação em cativar o investimento dos diversos agentes económicos;
- se diga que não irá ocorrer aumento de impostos... mas já se prevê o aumento do imposto sobre os produtos petrolíferos (aumento do custo dos combustíveis e sua consequência) e a diminuição ou exclusão de benefícios ficais.
- que se afirme apenas a intenção do corte nas despesas,esquecendo que o mais grave são os gastos supérfluos.
Este é um orçamento pouco ambicioso e com poucas alternativas à realidade económica global. É um orçamento que revive o 'deficit obsessivo' e pouco, muito pouco mais...
Curiosamente (ou não!) este OE para 2006 foi apresentado no Dia Mundial para a Erradicação da Pobreza.
Portugal é o país da UE com a maior desigualdade entre ricos e pobres, isto significa, que a realidade demonstra o 'estado de coma da classe média' e igualmente uma realidade onde o rico é mais rico e o pobre mais pobre. Os dados estatísticos indicam que um em cada cinco portugueses vive no limiar da pobreza. Sendo que pobreza não é apenas a falta ou escassez de dinheiro. É igualmente a ausência de condições que concedem dignidade na vida.
Resta-nos semanalmente o euro-milhões!

A vida por um "canudo".

A edição de hoje (16.10.05) do Diário de Notícias, com 'honras' de editorial, destaca a situação do ensino superior privado, alertando para os dados estatísticos que indicam um decréscimo de cerca de 20 mil alunos, nos últimos 6 anos (média aproximada de 3 mil alunos/ano).
Algumas notas para 'trabalho de casa e investigação':
a) o ensino privado, evitando investimentos e recurso avultados (técnicos e humanos), aliado à falta de controlo e exigência, tem, na grande maioria das instituições de ensino, os componentes curriculares desfazados da realidade do mercado de trabalho e do mundo empresarial.
b) o número de técnicos, engenheiros, cientistas, enfermeiros, ..., é consideravelmente inferior ao elevado número de professores, advogados, educadores, ... Esta realidade contraria as necessidades da nossa actual economia e da necessidade laboral, 'faminta' de habilitações técnicas competentes. Nesta aspecto, o ensino privado falhou (e continua a falhar) ao apostar na facilidade de investimento-vs-lucro em áreas das humanidades (hoje, sem perspectivas de emprego), permitindo que o sector público continue (bem ou mal) a garantir os cursos ditos técnicos ou tecnológicos e científicos.
c) até há bem pouco tempo o mercado de trabalho 'facilitava' o acesso a quem possuísse habilitações superiores, inúmeras vezes totalmente desenquadradas com o desempenho profissional. Hoje, a realidade alterou-se ou tem vindo a sofrer alterações. O acesso permanece 'facilitado', tornando-se, no entanto, mais exigente, aliando ao curso superior uma maior competência e aptidão técnica.
Da hereditariedade da formação curricular superior (pai médico -> filho médico; pai dr. -> filho dr.), passámos, nos finais da década de 80 e princípio de 90, a ter a noção da entrada na Universidade como uma posição e reconhecimento sociais. Hoje, a formação académica superior é uma necessidade de 'sobrevivência', sendo que, para além do 'canudo', exige-se aptidão, competência e profissionalismo.
Com concorrência desleal do sector público; com falta de apoio estatal, o ensino privado tem que 'olhar' mais à sua volta, para a sociedade, para a realidade empresarial e económica, tornando-se menos economicista (eventualmente menos lucrativo), se quiser sobreviver aos novos tempos de mudança.
Boas frequências...

SOU... (ponto final, parágrafo)

Lenços brancos sem estarmos em Fátima.
Lágrimas sem tragédia.
Desilusão sem...

Sou natural de Aveiro e por consequente natura do Beira Mar!

Sou do norte e por consequente racionalidade ilógica do F.C. Porto!
Sou... Pronto!

Estando directamente ligado ao desporto como treinador de basquetebol há já 14 anos, sinto-me na obrigação "profissional" (e eventualmente na sua deformação) de vir a 'terreiro' afirmar-me claramente "pró" Co Adriaanse.
Num simples jogo (por mais profissional e competitivo que seja o seu âmbito), nem tudo pode e deve ser resumido ao simples 'ou se ganha ou se perde'! Também existe o espectáculo, o "jogar bem"...
Que sentido faz ler um livro, ver um filme, ir ao cinema ou ao teatro, ir ver um espectáculo, se o prazer (ou o gozo) que daí advém é mínimo ou até nulo?!
Co Adriaansen foi contratado, pela SAD do Porto, para ser treinador. E para sê-lo como é, como os seus princípios e a sua filosofia. Para cumprir esta tarefa criou as suas regras e impôs a sua filosofia de jogo, da qual não abdica e na qual obviamente acredita.
Isto a bem do futebol, do espectáculo, dos adeptos, do F.C.Porto.
A nossa mentalidade é que não muda... continuamos "pequeninos"!
Se o Porto tivesse vencido o Benfica (como tentou fazê-lo e eventualmente até o teria merecido) nada se punha em causa, tudo e todos eram heróis.
Ontem o maior! Hoje a "besta". É a nossa incoerência nacional!
O campeonato de futebol é uma 'guerra', na qual se ganham e perdem batalhas... e esta 'guerra' ainda agora conheceu os seus primeiros 'tiros'.
Co Adriaansen obrigado por ter vindo!

O País vai parar!!!

É a realidade... Pura e crua.
Goste-se ou não de futebol, ature-se ou não tudo o que gira à volta do esférico, a realidade é que o País vai descansar... Pelo menos vai descansar da realidade.
O Porto vs Benfica, de hoje, vai transportar-nos para outros sentimentos, sonhos e realidades.

A política, as eleições autárquicas, a derrota do PS, as candidaturas da esquerda às presidenciaias, o processo infindável da Casa Pia, o julgamento do assassinato(?) da menina Joana, o desemprego a crescer, o referendo ao aborto e o tribunal constitucional, a cimeira em Espanha, a fome que mata uma criança em cada minuto que passa, a calamidade no Paquistão e no Sul da Ásia que teima em não conseguir ter o mesmo respeito e cobertura mediática que o de New Orleans, enfim... o Mundo real, passa ter novos contornos:
"o penalti, o fora de jogo, o cartão vermelho, o árbitro, o sumaríssimo do Petit, os treinadores holandeses que não vão aos aniversários uns dos outros, o 4x4x2 e o 4x3x3, o futebol de ataque e a falta de defesa, as agressões, as claques!"


E esta realidade passa a ser tão veemente transportada para as nossas casas, empregos, transportes públicos, cafés, etc., que já não basta que um simples jogo de futebol entre o FCPorto e o SL Benfica seja um clássico. Agora é também, principalmen
te para a imprensa desportiva deste díspar País, um confronto entre holandeses, qual sentimento europeísta, fazendo crer que os artistas somos todos nós e mais alguns... menos os jogadores!

Pelo menos até 5º feira (dia 20) quando for quebrado o silêncio do Prof. Cavaco Silva, o País vai deixar de pensar, de sentir e de ser racional... Só a bola é que nos vai fazer viver!
A bem da nação... vamos para descanso da vida! E já agora... que vença o PORTO!

The Day After (parte II): As segundas palavras!

"Vão operar-se 'grandes rupturas com os gastos da Câmara'." Assim inicia a entrevista ao Diário de Aveiro (14.10.2005) do presidente-eleito da Câmara Municipal de Aveiro: as segundas palavras após o 'combate' eleitoral do passado (ainda bem recente) Domingo.
A extensão da entrevista e o maior número de questões colocadas (e obviamente de respostas), comparativamente com a entrevista anterior do JN (11.10.2005), tornam mais claras algumas ideias que tinham sido abordadas nas 'primeiras palavras' após a vitória eleitoral, dando-lhe uma forma mais concreta e realista:
  • as razões da vitória (para muitos, principalmente para muitos do PS quer local, quer nacional, totalmente inesperada), que se exprimiu por uma maioria na Assembleia Municipal, na Câmara e o na maioria das Freguesias (10 em 14);
  • a preocupação com as contas, gastos e e rigor na gestão da câmara, desta vez, com noções mais concretas como a reavaliação de investimentos, a redução de despesas, a reavaliação e reestruturação das empresas municipais (ou pelo menos de algumas);
  • a aproximação da câmara aos munícipes atarvés de acções concertadas com as Freguesias;
  • a afirmação de medidas concretas para a valorização da cultura: A Casa das Artes e do Conhecimento;
  • a (re)valorização industrial e económica do concelho, com a procura de mais investimento e uma relação sólida com a Universidae - Carta Empresarial;
  • e alguns exemplos de preocupações com projectos já antigos e esquecidos, como por exemplo, a pista de remo em Cacia - Rio Novo do Principe.
Por outro lado, continuou a faltar transportar para a realidade, concretizando princípios e ideias (mais ou menos abstratas), as preocupações referidas com o Planeamento e notou-se ausência de referência a um aspecto vital nas cidades modernas (pequenas ou grandes) que é a sua Mobilidade e Acessibilidade.
Não basta referir a experiência (que é por muitos reconhecida) de 16 anos à frente da Junta de S.Bernardo, independetemente do mérito na valorização e crescimento daquela localidade. A Câmara é um projecto muito mais envolvente. Resumir o Planeamento a muros mais ou menos desalinhados ou fazer crescer Aveiro para Sul (o que parece óbvio, porque a norte temos água...) tendo apenas como referência a A16 esquecendo a realidade rural daquela extremidade concelhia, não são ideias muito concretas e abrangentes.
Esperemos pelo papel da Sociedade de Reabilitação Urbana e pelo (re)aproveitamento do Projecto POLIS...

Presidenciais 2006

Durante a campanha para as recém terminadas eleições autárquicas, um dos temas mais badalado foi a próxima eleição presidencial. E o assunto não chegou sequer a resfrear na comunicação social, nem na esfera política nacional: hoje mais uma candidatura foi oficialmente anunciada - a do coordenador geral do BE, Dr. Francisco Louçã. Se nas eleições autárquicas ficou claramente espelhado (resultado dos papéis que foram colocados nas inúmeras urnas) o descontentamento pela governação socraísta deste país, não deixa de ser curiosa a proliferação de coragem política que emerge das já consideráveis candidaturas a presidente da nação que se perfilam á esquerda do PS. Para alguns politólogos, começa a ser um curioso "case study" da política nacional. Neste modesto espaço começam a surgir algumas questões que se entendem como pertinentes:
a) Será que todas as candidaturas irão chegar ao fim?
b) Será que o próprio Dr. Mário Soares não desistirá?
c) Como reage o PS às sondagens recentemente tornadas publicas que indicam Manuel Alegre (esse mesmo... o poeta) muito melhor colocado que Mário Soares?!
d) Será que a esquerda "bloqueou" (não é trocadilho) completamente e com estas expressões de vontades e sentimentos populistas, não irá beneficiar uma candidatura da direita (apesar de ainda não existir nenhuma)?
Será!!!!?????

Ponta Pé na Bola - Parte II

Voltando "ao esférico a rolar sobre a relva", recordo que três das selecções apuradas para o Mundial de Futebol - 2006 falam português: Portugal - Angola - Brasil.

Alguns dados estatísticos: No raking da FIFA, Brasil ocupa o 1º lugar, Portugal o 9º e Angola o 68º. No raking da Conembol (América Sul) o Brasil ocupa o 1º lugar (entre 10 selecções). No raking da UEFA (Europa) Portugal ocupa o 5º lugar (entre 52 selecções). No ranking da CAF (África) Angola ocupa o 14º lugar (entre 52 selecções).

Estas três selecções representam cerca de 300 milhões de fãs, considerando apenas os cidadãos nacionais (acrescentando-se muitos outros que são adeptos de, pelo menos, um destes países). Curiosamente o site da FIFA (organização mundial do futebol) não contempla nenhuma versão em língua portuguesa. Se o nosso peso europeu (ai os europeístas que lerem isto) é o que se sabe e vê, então à escala mundial somos mesmo "piquininos". De qualquer forma, não custa nada tentar. À semelhança do que fizemos com as bandeiras no europeu (quer goste ou não de futebol - é uma questão nacional), envie um mail para webinfo@fifa.org, em "bom" português solicitando uma versão do site da FIFA na língua de Camões (e a nossa, claro!).

O vencedor é... Élio Maia! The day after: as primeiras palavras.

"Hoje, as pessoas podem pensar que é fácil falar, mas desde o dia que disse 'sim' que estava convencido que ia ganhar as eleições" [sic] - Élio Maia ao JN de 11.10.05.
Na sua primeira entrevista (oficial ou não) como presidente-eleito da câmara municipal, realce para duas vertentes chave:
a) a preocupação com a questão orçamental e financeira da câmara (provavelmente uma preocupação generalizada da maioria dos autarcas face ao investimento público e financiamento municipal): cortes nas despesas, reorganização dos recursos humanos municipais, melhor coordenação e planeamento de investimentos e actividades do município.
b) aproximação entre câmara e o munícipe: descentralização de serviços, menores encargos com taxas e licenças, referendos locais, eventuais redefinições de serviços municipais (como a referência feita à empresa do teatro e à Policia Municipal), mais reuniões públicas.
Interessantes as duas maiores preocupações do próximo executivo, porque, se bem executadas, vão claramente criar novas formas de actuar e estar na Câmara (desde o seu executivo aos funcionários no seu todo) e a sua relação com os munícipes e mesmo com os demais agentes económicos.
No entanto, denotaram-se as faltas de referência, penso que importantes, ao Planeamento Urbano e Mobilidade, Acção Social e Educativa e à Cultura (esta útlima parece-me ausente do perfil dos 5 eleitos da coligação CDS.PP / PSD.PPD).
Quanto ao Estádio Mário Duarte, espera-se que esta preocupação camarária não se torne em obsessão e esquecimento de prioridades masi relevantes para Aveiro. Mas já agora uma seguestão: se existir capacidade legal para reverter o dossier "Mário Duarte", poderá ser uma execelente alternativa a redefinição do pormenor da zona e edificar aí um novo pavilhão do Sport Clube Beira Mar, que bem precisa.

Pruntos! Já cá faltava o Ponta-Pé na Bola!

Não há nada a fazer. É inevitável... A redondinha está-nos no sangue de "machos" latinos.
Futebol... claro.
Selecção Portuguesa... óbvio.
Mundial...
ALEMANHA CÁ VAMOS NÓS!!!!! Contra os canhões... Marchar! Marchar!
Com polémicas... muitas!
Com luso brasileiros à mistura e na batuta da selecção!
Com 4x3x3 - 4x4x2... com tudo a monte e fé em Deus!
Com goleadas (7-1 à Rússia) e empates polémicos (2-2 Liechtenstein)
E mais...
DUAS VEZES SEGUIDAS... é obra.
Parabéns selecção !
E é sempre giro voltar a ter a oportunidade de ver uma bandeira à janela (e nos retrovisores dos carros, nas antenas e outros lugares mais curiosos que algum "portuga" acaba por descobrir).

Portugal = 560 - O que é nacional é bom (?!)

Tem aparecido com maior frequência pública o denominado "Movimento 560", que tem como principal objectivo a promoção do produto nacional. Até aqui tudo bem...
Acontece porém que esta promoção baseia-se apenas no acto da compra (consumo), sensibilizando as pessoas para a qualidade dois produtos "made in" território luso.
A pergunta acontece: "Mas com que custos para a carteira muito pouco recheada de €€€€ da grande maioria dos portugas?"
Porque é que a promoção do produto luso não é feita ao nível do investimento, dos custos e rentabilização da produção, etc., tornando os nosso produtos mais competitivos?
Numa era da liberalização comercial (entre outras), com que fundamento se pretende impedir a compra da batata holandesa, da maçã e do melão espanhóis ou do leite parmalat e danone - e isto para não entrar em chinesices, se o custo de aquisição é menor que o dos produtos portugueses concorrenciais?! Só pela qualidade dos nossos produtos (que não ponho em causa... antes pelo contrário)?!
Expliquem à maioria das "donas de casa" (portuguesas concerteza) como se compra qualidade com a média de salários que são usufruídos neste rectângulo à beira mar plantado?!!!

Não há fome que não dê fartura... de Sal !

Que é feito de um dos exlibris desta cidade???!!! Quantas marinhas são preservadas, protegidas, apoiadas e divulgadas??!!!
Segundo uma noticia de hoje do JN, estiveram a funcionar 8 marinhas em Aveiro, este ano.
Devido à situação climatérica (óptima para estes casos) a produção foi a melhor dos últimos 10 anos (só em 2 produziram-se 480 toneladas desses grãos brancos).
No entanto, alguns marnotos (sim... esses mesmos da nossa tradição aveirense) ainda não conseguiram vender toda a produção do ano anterior. Com as rendas das marinhas e o excesso de produção (há quem procure sal mais barato, de pior qualidade, noutras paragens), foi um ano em que para alguns dos marnotos se trabalhou para nada... Nem para turista ver!!!

Aveiro - desemprego aumenta em Agosto

(fonte Jornal de Noticias)
Durante o mês de Agosto, o distrito de Aveiro teve mais 335 desempregados, aumentando para 31670 os "profissionais" deste ramo de (in)actividade (aumento de 1,4% em relação a Julho).
Outros dados indicados referem que entre Agosto de 2004 e Agosto de 2005 o aumento do número de ex-trabalhadores foi de 10,9%, enquanto a média nacional foi de 3,25%.
Os Concelhos mais críticos neste mês de Agosto foram S.João da Madeira - Santa Maria da Feira - Oliveira de Azeméis - Sever do Vouga - Ovar - Vale de Cambra e Vagos, com valores entre os 36,49% e 11,87%, acima da média do distrito (10,97%) e da do resto do país (3,25%).
O distrito de Aveiro é já o 5º do ranking nacional do desemprego. Estamos perto de nos tornármos não num "Vale do Ave" mas num "Vale da Ria".
Ainda há quem não entenda o que é descontentamento eleitoral.

No (re)Rescaldo das Autárquicas

Independentemente do que já muito (bem ou mal) se falou sobre as últimas eleições, acrescento à "fogueira" mais estas larachas:
PSD - 158 presidências da câmara (20 em coligação com CDS.PP)
PS - 109 presidências da câmara
coligação PCP/PEV (CDU) - 32 presidências da câmara
CDS.PP - 1 presidência da câmara
BE - 1 presidência da câmara
Independentes (incluindo os indiciados judicialmente) - 7 presidências da câmara

comparativamente a 2001:
PSD - 159 (+1) presidências da câmara (17 em coligação com CDS.PP)
PS - 112 (+3) presidências da câmara
coligação PCP/PEV (CDU) - 28 (-4) presidências da câmara
CDS.PP - 3 (+2) presidência da câmara
BE - 1 presidência da câmara
Independentes (incluindo os indiciados judicialmente) - 3 (-4) presidências da câmara

Agora os factos históricos:

Em 2001, o então primeiro ministro António Guterres "assentava arraiais" na Internacional Socialista, abandonando o país por considerar que os resultados eleitorais autárquicos espelhavam o sentimento dos cidadãos em relação à actuação do seu (des)governo.
Quatro anos volvidos, o actual primeiro ministro José Sócrates vem "sacudir a água do capote" e continuar a "enfiar a cabeça na areia" ou a "tapar o sol com a peneira", esquecendo-se que - à excepção de mui piquenos casos bem específicos (gondomar - felgueiras - oeiras) - o eleitorado reagiu ao ambiente social que se vive (mais descontentamento, manifestação pública e frustração social nestes pouco mais de 6 meses de desorientação governativa, do que no período do, para o Dr. Jorge Sampaio, primeiro-ministro "a prazo" Santana Lopes).

Vir afirmar que estes resultados não são um claro cartão vermelho ao governo (amarelo já pedia o secretário geral da CDU) faz-me lembrar o árbitro do Portugal-Liechtenstein ao não ver o 1º penalti do jogo (aquele da defesa do defesa).

Esta república rosa não tem rumo: umas vezes dá jeito, outras não... a maior parte das vezes talvez!!!

"O Túnel é uma passagem..."

Quem, da minha geração, não se recorda de uma expressão tão "badalada", como a da canção dos JáFumega - A Ponte é uma passagem (...) para a outra margem?
Assim sendo, fará sentido esta referência à recente obra "emblemática" de Aveiro: o Túnel sob a Estação da CP/Refer, que liga (?) a Avenida Dr. Lourenço Peixinho à futura urbanização da Forca/Vouga e Estrada Nacional 109 (Variante).
Mas porque é que neste país se insiste em obras mal planeadas, em projectos nem de todo coerentes (pretende-se retirar trânsito do centro da cidade e por outro lado facilita-se a entrada e acesso de veículos ligeiros e individuais até a um dos pontos problemáticos da mobilidade em aveiro:ponte praça)?
Porque é que as obras não têm um projecto globalizante até à sua conclusão? Porque nunca podemos ver uma obra ficar completa apenas numa só fase? Agora um túnel, daqui a 3 meses uma rotunda, depois um acesso ali, mais tarde (às vezes anos) outro aceso acolá.
Haja vontade, trabalho e planeamento lógico e consistente nas coisas de todos, por que somos todos que pagamos a factura.