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Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

DEBAIXO DOS ARCOS - O Blogue

O blogue (a ideia tinha uns meses de antecedência) nasceu em outubro de 2005, numa altura em que Aveiro vivia uma notória pujança interventiva, participativa e política, muito por força das eleições autárquicas que se avizinhavam. Sem qualquer pretensão de me tornar um influencer, mas, decidamente, sem qualquer espaço para ser influenciado.
Pessoalmente, seria o retomar do exercício do direito/dever de cidadania, da participação cívica, política e, pouco depois, partidária (depois de uma longa travessia do deserto).
Assim, o Debaixo dos Arcos, surgiu, como tantos outros espaços idênticos (infelizmente já abandonados) como um desprendido, mas livre, projecto pessoal.

A escolha do nome não foi inocente ou despropositada. Para quem nasceu, cresceu e vive, até hoje, como cagaréu e aveirense, a zona dos “Arcos” é uma referência urbana, social e cultural de Aveiro. Local típico, cheio de tipicidades, era ponto de encontro preferencial e muito único para a conversa, a crítica, as opiniões, o “escárnio e mal-dizer”, a fofoquice, para a informação e o saber (basta recordar os espaços/vitrinas onde alguns jornais deixavam as suas páginas do dia). No fundo, significa transpor aquela realidade colectiva para uma vertente virtual.
Menos de um ano depois surgia, por razões que ficam na esfera pessoal, o convite para colaborar com o Diário de Aveiro e que marcaria a identidade do blogue. O que seria um contributo meramente pontual rapidamente se transformou numa regularidade semanal que, em poucos anos, era alargada (com mais ou menos precisão temporal, fruto da inspiração, da realidade ou da disponibilidade editorial do jornal) a uma participação bissemanal, sob o nome de “Debaixo dos Arcos”, embora com alternâncias como “Caderno de Notas”, “Cagaréus e Ceboleiros”, “Cambar a Estibordo”, “Maresia”, “Pensar Aveiro”, “Poste Its”, “Preia Mar”, “Proa e Ré” e “Sais Minerais” (para regressar, de novo, ao título original). A que se adicionam passagens pelo extinto O Aveiro, Bairrada, Centro TV e Record, bem como a participação colectiva no “Olhar Direito”.

A visão e convicção pessoal de que tudo na vida é política (ao contrário dos que defendem que é a economia) nunca condicionou o espectro dos temas abordados: desde a política, aos partidos, aos direitos humanos, à liberdade de expressão, à comunicação social (In Prensa) e às questões sociais, passando pela cidade (Por Terras de Alavarium), pelo urbanismo e mobilidade, pela religião (Caminho de Emaús - encerrado com o falecimento do Bispo de Aveiro e, depois, do Porto, D. António Francisco), pelo desenvolvimento local, pela cultura (Trilhos Culturais ou o Câmara (O)culta), pelo desporto (O Meu Mundo da Bola - encerrado em 2013, pelo desencanto do tema), entre outros.

Há, no entanto, um traço comum a todas estas realidade. Independentemente do tema e da sua abordagem elas assentam num pressuposto inquestionável e inegociável: o princípio fundamental da liberdade de expressão e de opinião, a ausência de amarras ou quaisquer constrangimentos e pressões partidárias ou ideológicas. Os textos são e serão sempre o espelho de um pensamento próprio, de uma opinião meramente pessoal, mesmo que politicamente incorrecta ou contra a corrente.
São e serão sempre o espelho e a imagem real do que foi, em tempos (já que se mudam os tempos mudam-se as vontades), esse espaço de liberdades bem no centro da cidade de Aveiro que são os “Arcos”.
O “Debaixo dos Arcos” há-de falar sempre de forma livre, responsável, respeitadora, com sentido de democracia, espírito republicano e humanista, e daquilo que marca esta cidade, as suas gentes e as minhas convicções pessoais: a liberdade.

É também esta a realidade construída por todos os que aqui "entram": amigos, conhecidos, companheiros da blogoesfera e da vida, anónimos e "inimigos".
O espaço procurará manter sempre, enquanto existir, um estatuto editorial fundamentado no princípio da liberdade, do respeito, da democracia, do pluralismo, do confronto de convicções, do universalismo de conceitos sobre o mundo, o país e sobre a Região de Aveiro. Com o "olhar" de um social-democrata (de convicções bem ao centro), cristão católico (em desilusão acentuada e não praticante), republicano, bairrista porque cagaréu, e por exclusividade, Aveirense.

Sejam bem-vindos todos os que vierem por bem, mesmo dizendo mal.

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