Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

02
Nov 06
Não sei, ou melhor... até creio saber que o Dr. Jorge Coelho não lê o Debaixo dos Arcos.
Também seria demasiada presunção minha.
Mas obviamente que é pena... para mim e, principalmente, para ele.
Mas no que interessa, é pena, porque temos o mesmíssimo ponto de vista na questão já aqui abordada da queda da ponte de Entre-os-Rios.
É lamentável que neste país, quando toca à responsabilidade do Estado e dos seus Organismos, a culpa tenha que morre solteira.
Na emissão de quarta-feira da Quadratura do Círculo - na Sic Notícias - de 25.10.06 o Dr. Jorge Coelho lamentava a decisão do tribunal de Castelo de Paiva.
Curiosamente, o Dr. Jorge Coelho (independentemente do distanciamento ideológico), num acto reconhecidamente nobre, foi o único que "acabou julgado" ao apresentar a sua demissão como Ministro das Obras Públicas, à data dos acontecimentos.
Como há 5 anos atrás, registe-se com agrado a sua coerência política, algo raro nos dias de hoje.
Curiosamente, o Dr. Jorge Coelho apresentou ontem a sua renuncia ao mandato como deputado, alegando as mais que evidentes e habitués razões pessoais.
Depois da sua saída da Comissão Permanente do PS e a afirmação sua de que irá dar o seu contributo ao país como cidadão, questiona-se se não será mais um contributo do "movimento de cidadania oposicionista a José Sócrates."
Eu não acredito em bruxas, mas que as há, "áseas".
publicado por mparaujo às 23:15
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Há no conflito político e corporativo entre os Professores e o Ministério da Educação questões que têm que ser entendidas desapaixonada e desinteressada.
Há obviamente assuntos em que os professores têm razão. Há assuntos em que a Ministra tem muitíssima razão.
Avaliações e estatutos à parte, muito beneficiaria Portugal, o seu pobre sistema de ensino, os professores e, principalmente, os alunos se a classe docente fosse menos corporativista e menos gerida pelos sindicatos.
Aliás, os sindicatos dos professores serão, eventualmente, as estruturas sindicais que mais prejudicam os seus próprios associados.
Porque se o sistema de ensino está paupérrimo, neste país, também têm quota parte de responsabilidade os professores. São eles que dão as aulas; são professores que fazem os manuais; são professores que estão nos Conselhos Executivos; são professores que estão nos CAE; são professores que estão nas DRE's; há professores no Ministérios e... são sempre os mesmo que estão á frente das estruturas sindicais quase desde que elas surgiram como tal.
A questão das aulas de substituição é um exemplo gritante de como a forma minada em que se encontra a classe docente, se reflecte na vida prática de uma escola.
Ponto Um: o princípio das aulas de substituição é correcto, louvável e só peca por tardio. Com o direito que assiste a um professor, como a qualquer trabalhador, de faltar, esta regalia não pode, nem deve, prejudicar o estudo e a formação do aluno.
Vir a público que as escolas não têm condições (quando a própria sala de aula serve), que não há professores (quando um elevado e significativo número de escolas tem professores com horário zero e há tantos professores desempregados), etc. é apenas demagogia oposicionista.
Quando se ouve dizer que nada se faz numa aula de substituição, revela uma incompetência e falta de profissionalismo da classe docente. O básico já é, por si só, relevante: basta por os alunos a estudar. Para além disto, só por uma grande falta de querer e de imaginação.
Ponto Dois. Portugal já saiu da estupidez social e colectiva de alguns (já muitos) anos atrás.
Querer usar, na questão das aulas de substituição, os alunos como "porta estandarte" (como o caso de Vila do Conde) é o mesmo que virar o feitiço contra o feiticeiro. Porque as únicas expressões de revolta e contestação que ouvimos por parte dos jovens é que "as aulas não servem para nada" - "mais valia estarmos cá fora" - "não se faz nada lá dentro, jogamos às cartas", etc. Isto só prejudica a imagem dos docentes e reforça a objectividade e o valor da medida por parte do Ministério.
Substitua-se então, e por isto tudo, o sistema.
publicado por mparaujo às 22:41

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