Espaço de encontro, “tertúlia” espontânea, “diz-que-disse”, fofoquice pegada, críticas e louvores, ..., é uma zona nobre da cidade, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre "tudo e nada".

06
Nov 06
O tema corrupção foi abordado no Congresso da Nova Democracia (a extinguir ou talvez não), pela Dra. Maria José Morgado.
Conforme se pode ler no Arestália, da Susana Barbosa, a intervenção da magistrada foi aplaudida veemente pelos congressistas do Partido (se é que ainda existe!), motivados pela expressão surpreendente da Procuradora-Adjunta: tenho "a sensação" de que a "direita é muito mais sensível" ao combate à corrupção do que "a esquerda, que tem uma dependência crónica do aparelho do Estado e das suas funções sociais". O combate à corrupção, para a direita, está "associado à autoridade do Estado e à defesa da ordem e da lei".
Face à espantosa revelação, não posso deixar de publicar, com a devida vénia e referência ao Arestália, o comentário que me suscitou tal facto.

Cara Susana
Não consigo não falar.
Vai-me desculpar, mas há coisas que são mais fortes do que a minha capacidade de contenção. Como dizia a minha avó: "não consigo aguentar as urinas".
Com todo o respeito que tenho por si, sabe muito bem que sou, por convicção do CDS e, felizmente, por opção já não militante activo, portanto, livre de algumas amarras do dever partidário.
Mesmo contrariando os conceitos político-ideológicos do Manuel Monteiro, considero-me, por isso, alguém de direita. Qual?! Também não é relevante. Mas de direita.
E é espantoso que alguém que sempre se mediatizou e se pautou publicamente pelo combate à corrupção, quase até de forma religiosa (para não dizer fanática) venha publicamente expressar uma afirmação daquelas. A não ser por uma questão de conveniência circunstancial.
Mas que raio... a direita é mais sensível à corrupção do que a esquerda?! Desde quando, com que fundamentos e com que lógica?!
Infelizmente a corrupção existe desde que os homens se relacionam social e economicamente. Sejam elas à direita, à esquerda, ao centro, a trás e à frente.
Ou a corrupção no futebol, que a Dra. Maria José Morgado tanto pretende combater, só existe nos clubes "à esquerda"?! E só nas empresas com empresários "à esquerda"?! E todo o funcionalismo público é de esquerda?! E, como hoje se afirma tão levianamente, a corrupção é relevante nas autarquias, estas são todas de esquerda?!
E os cidadãos julgados e por julgar, por casos de corrupção, são todos de esquerda?!
São estas leviandades tornadas públicas e tornadas dogmáticas que tornam o combate ao flagelo da corrupção mais difícil, denegridem a política e a afastam, cada vez mais, dos cidadãos - sejam eles à esquerda ou à direita.
Cumprimentos
publicado por mparaujo às 23:49

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