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Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

Debaixo dos Arcos

Espaço de encontro, tertúlia espontânea, diz-que-disse, fofoquice, críticas e louvores... É uma zona nobre de Aveiro, marcada pela história e pelo tempo, onde as pessoas se encontram e conversam sobre tudo e nada.

Até que enfim...

Ribeiro e Castro, depois de tantas vezes ter sido aqui criticado, teve aquele que foi o melhor posicionamento político desde as últimas eleições: a oposição ao governo do PS tem que ser feita por propostas concretas e coerentes e não por retóricas iguais às propagandas governativas. Daí que se aplauda a forma não crítica como analisou a entrevista do Presidente da República. Bem distinta e mais racional que a de Marques Mendes
Até que enfim, senhor Presidente! Uma acertada.
Quem esta semana também marcou pontos foi a banda da bancada parlamentar do CDS.
Para muitos que já davam a orquestra como desfeita e sem som, eis que conseguem ver incluídas propostas suas na lei das finanças regionais, independentemente da sua relevância ou quantidade.
Mas as propostas estão lá, por se entenderem importantes. Nomeadamente os fundos de emergência.
A banda afinal ainda tem coreto.

Um Tiro no Pé...

A montanha pariu um rato.
Marques Mendes sem carisma e posicionamento político. Dentro e fora do PSD.
Depois de, incomodamente para muitos sectores do PSD, ter estado bem ao lado de João Jardim na polémica questão do financiamento (ou a falta dele) à Madeira, numa semana cheia de momentos altos da vida política nacional e nomeadamente da vida partidária laranja, o cada vez mais contestado presidente do PSD parte para o Brasil.
Para trás deixa, aos quatro ventos, a birrinha da Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa e recém eleita Presidente da Distrital do PSD de Lisboa para com Maria José Nogueira Pinto e que culminou na precipitação e incoerência política de Carmona Rodrigues (pasme-se com direito a reparo de Pedro Santana Lopes na RTP - “no meu tempo a coligação durou 4 anos”) tornando a principal gestão autárquica do país numa situação incomodamente ingovernável (só quem não tem os pés bem assentes na calçada, entende que é viável governar sem coligação ou maioria).
Afasta-se, conveniente e hipocritamente, do confronto com a, cada vez mais relevante ala crítica nortenha, que no interior do PSD, ganha, dia após dia, contornos interessantes. O confronto PSD Porto com Rui Rio e a eleição do seu arqui-rival Filipe Menezes.
Para terminar um momento de verdadeira inglória e desgraça política, Marques Mendes aparece, bem à distância, com o verdadeiro anjinho político.
Em tudo o que foi análise pós-eleitoral, até mesmo neste irrelevante mas atento espaço cagaréu, sempre se alvitrou este desfecho na relação Presidência - Governo.
Aliás, só Marques Mendes foi o único a não perceber que, independentemente da candidatura de Mário Soares, o principal beneficiado e a quem mais agradou o resultado das eleições presidenciais foi a José Sócrates e ao PS. Independentemente da inerte oposição interna gerada pela cidadania de Manuel Alegre.
Só mesmo a ingenuidade de Marques Mendes para esperar em Cavaco Silva um aliado na oposição ao governo (pelo menos neste primeiro mandato).
Sim… porque goste-se ou não a coabitação vai prolongar-se por mais um mandato.
A “laranja” vai deitando pouco sumo.
Ainda vamos ver nas bancas, à semelhança de Santa Lopes, mais um livro de desilusões políticas: “como Cavaco me (Marques Mendes) trocou por Sócrates”. Só não sei se em um ou muitos volumes.